Michael Schumacher durante evento promocional da Ferrari (foto Ferrari F1)

Michael Schumacher está em coma induzido após sofrer acidente quando esquiava em Meribel, na França. Prognósticos sobre sua recuperação são reservados.

O heptacampeão mundial de F-1 está internado no Hospital Universitário de Grenoble (França) em coma induzido, condição que os médicos locais adotaram como melhor solução para avaliar as conseqüências de um acidente quando o alemão praticava esqui na neve na estação francesa de Meribel. Na queda Schumacher chocou-se contra uma rocha em uma área não aberta a esquiadores amadores e, segundo o professor Jean-François Payen, que assiste ao piloto, “se ele não estivesse usando capacete ele estaria morto a esta altura dos acontecimentos”. Para aliviar o inchaço e melhorar a irrigação sanguínea do cérebro Payen e o professor Stephan Chabardres também decidiram por induzir o corpo do piloto a temperaturas mais baixas, forma de reduzir a necessidade de oxigenação cerebral, o que também contribui para aliviar o inchaço.

Imagem:www.zazzle.de



E lá se vai 2013! Bem-vindo, 2014!

Foi um ano como outros, teve coisas boas, teve coisas ruins. A melhor, em termos mundiais, acreditamos ter sido a escolha do novo Papa, Francisco, não apenas pelo lado da Igreja Católica, mas, principalmente, pelo que ele trouxe de renovação e compreensão acerca dos problemas do mundo, com uma clareza de raciocínio admirável. Em assuntos nacionais, a atuação do Ministro Joaquim Barbosa, no comando do Supremo Tribunal Federal desde 22 de novembro — no órgão desde 25 de junho de 2003 — cujos resultados são amplamente conhecidos e comemorados por quem não perdeu a esperança de ver um Brasil decente.

Na esfera municipal, a posse — pelo voto, o que é lamentável e mostra como a democracia é suicida — de Fernando Haddad como prefeito de São Paulo,  dono de uma administração abaixo da crítica em vários aspectos, como no anúncio da elevação dos preços das passagens de ônibus, em junho, ter mostrado desprezo pelos que o elegeram ao aparecer nas telas dos televisores dizendo que era isso mesmo e ponto final. Depois veio a demonização do automóvel particular — "as pessoas vão pensar duas vezes antes de tirar o carro da garagem", disse — para mais para o final do ano propor aumento abusivo e imoral do IPTU — mantido sem efeito pelo STF de Joaquim Barbosa — e que havia até sido aprovado pela Câmara Municipal, num ato irresponsável do bando que vive às nossas custas, os vereadores.

No automóvel, vimos a chegada do primeiro motor de 3 cilindros (Fox BlueMotion), em junho, e em setembro, a chegada do primeiro motor de injeção direta, o Focus, embora fabricado na Argentina. No parque industrial, anúncio e construção de novas fábricas: Mercedes-Benz em Iracemápolis (SP),  BMW em Araquari (SC), Audi em São José dos Pinhais (PR). Prossegue a construção da fábrica da Fiat em Goiana (PE), da Nissan em Resende (RJ) e da JAC, em Camaçari (BA).

O ano marcou também o fim da linha — por decreto, algo totalmente insano e sobretudo triste — de dois veículos icônicos do nosso mercado, o Fiat Uno e a Volkswagen Kombi, sem substitutos, a não ser o derivado do Uno, o Fiorino, cujo novo modelo foi lançado recentemente.

Tristeza também com o passamento de pessoas ligadas de uma forma ou de outra ao autoentusiasmo. No começo do ano em 15/2, Júlio Ott, pioneiro da Escola Mecânica Ford; em 29/4, Wolfgang Sauer, tanto anos à frente da Volkswagen do Brasil; em 15/6, José Froilán Gonzalez, piloto F-1,  argentino,  e Roberto Scaringella, nome fortemente ligado a assuntos de trânsito no Brasil; também em junho, Werner Lang, o engenheiro pai do Trabant; em 2/8, Mihaly Hidasi, húngaro de coração brasileiro atuante na Confederação Brasileira de Automobilismo e por vários anos diretor do GP do Brasil de F-1; em 30/7, Uwe Bahnsen, estlista da Ford criador das linhas Kinectic (Cinética); em 30/11, Paul Walker, o astro principal de série de filmes "Velozes e furiosos".

Na área da imprensa automobilística, nos deixaram os jornalistas Eduardo Hiroshi (6/5, prematuramente, uma decisão sem explicação até hoje), Marcus Zamponi (15/7) e Wilson Libório de Medeiros (15/8), os três do relacionamento pessoal do editor-chefe do AE.

O AUTOentusiastas deseja aos leitores e leitoras e às suas famílias e amigos um 2014 repleto de realizações, felicidade e saúde.

Com o nosso abraço,

André Dantas, Arnaldo Keller, Bob Sharp, Carlos Maurício Farjoun, Felipe Madeira, Josias Silveira, Juvenal Jorge, Marco Antônio Oliveira, Milton Belli, Paulo Keller, Portuga Tavares, Roberto Agresti, Roberto Nasser e Wagner Gonzalez





Todos nós já ouvimos falar em indústria da multa. Sempre prontamente negado pelas autoridades de plantão, o termo foi criado para designar uma atitude do poder público de usar a multa de trânsito como meio de arrecadação, em vez de um instrumento de segurança no trânsito, de educação e de desestímulo ao cometimento de infrações. Quanto mais disciplinado o trânsito, menos multas precisariam ser lavradas. E todos poderíamos desfrutar de um trânsito civilizado, cortês e fluindo da melhor maneira possível. Porém, em vez de ser o sonho, um quadro desses seria o pesadelo dos governantes. Por que? Porque estes passaram a incluir multas como forma de aumentar a arrecadação.

Esta intenção fica clara quando se colocam radares de forma não a promover a redução de velocidade em trechos perigosos, mas sim em pontos onde é mais provável o motorista se distrair e ultrapassar o limite, exatamente por estar em uma condição que oferece menos risco e por isso ele se sente confortável com a maior velocidade.

A arrecadação de um município advém basicamente dos tributos arrecadados e dos repasses dos governos federal e estadual. Porém, não é incomum que um município gaste mais do que arrecada e pelos mais variados motivos, alguns nobres, mas a maioria deles infelizmente nada nobres. A arrecadação de tributos é difícil de ser aumentada, pois esbarra em limites constitucionais, é a Constituição Federal que determina quais são os tributos de competência municipal. Sendo assim, a arrecadação tributária é eminentemente rígida, variando ao sabor da temperatura da atividade econômica. Os repasses federais e estaduais também não podem ser mexidos com facilidade. Resta ao município buscar outras formas de fechar as contas — e muitas vezes é mais fácil buscar mais arrecadação do que cortar as despesas.




Outro dia encontrei esta caminhonete Chevy vermelha da foto acima, já cansada pelo peso dos anos mas ainda em muito boa forma, estacionada a 100 metros da porta da minha casa. Resolvi então fazer uma foto e contar uma história.
Vamos navegar um pouco pelos primeiros 40 anos desta linha de veículos da Chevrolet e observar como ocorreu sua interferência no modo de vida americano da primeira metade do século 20.
Embora a denominação Modelo T tenha conquistado renome em outra família, criado por uma casa automobilística concorrente, a General Motors, através de sua marca Chevrolet, teve a ousadia de copiar aquele nome de sucesso em um dos seus veículos.
Anúncio do Chevrolet Modelo T

O Chevrolet Modelo T nasceu em 1917 para ser o patriarca de uma série de veículos comerciais da marca, que desenrolariam uma longa história de serviços prestados, desde o trabalho pesado, passando por transporte de carga em cidades e no campo e, finalmente, transformando-se num dos produtos preferidos dos consumidores americanos, tendo registrado sua glória também em outros lugares do mundo.
Versátil e com simplicidade de construção, o segmento de trucks, na denominação americana, os quais chamamos aqui de pickups mas que também podem receber nomes variados como camionetes, caminhonetes, picapes, oficialmente, segundo definição do Código de Trânsito Brasileiro, é caminhonete, veículo destinado ao transporte de carga com peso bruto total de até 3.500 kg com compartimento de carga separado do de passageiros.
Sempre que penso em picapes, lembro de sua versatilidade e múltiplas aplicações, mais ou menos como diz a música do Kid Abelha, “Na rua, na chuva, na fazenda...”.
O patriarca de uma geração

Belo "presente" que o governo deu aos brasileiros nesse final de ano, com cidadãos de viagem ao exterior marcada: elevar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para compras no exterior com cartão de débito de 0,38% para 6,38%, conforme publicado no Diário Oficial da União de hoje. A justificativa do Ministério da Fazenda para este aumento abusivo da alíquota é "conferir isonomia de tratamento às operações com moeda estrangeira realizadas por meio de cartões de crédito internacionais", também tributadas com IOF de 6,38%, desde 2011. Haja cara de pau, haja ultraje: é como se a taxação nas operações com cartão de crédito fosse "normal", "correta".

Cara de pau governamental também chamar compra de alguma coisa de "operação financeira", total deturpação do termo e que não é de hoje. Ainda está na nossa lembrança a famigerada CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) — aquela mesma que o presidente Luiz Inácio da Silva queria porque queria que fosse prorrogada após seu término marcado para o final de dezembro de 2007 e que o Congresso, num rasgo de lucidez e patriotismo, negou. Luiz Inácio, desesperado ao ver a teta secar, chegou a bradar nos meios de comunicação que quem era contra a CPMF era sonegador.

Por que deturpação do termo "movimentação financeira"? Elementar: se a pessoa retirasse dinheiro da sua conta num terminal eletrônico e por qualquer motivo, como desistir de uma viagem, depositasse a quantia em seguida na própria conta, pagaria CPMF, pois teria havido uma "movimentação financeira". Imoral..

É a velha história da hipocrisia que virou moda no país. O Ministério da Saúde adverte que cigarro causa várias doenças, mas a indústria  e comercialização do fumo são legais, permitidas; carro sem bolsas infláveis e freios com ABS não pode mais se vendido por ser "perigoso", mas milhões de carros sem esses itens continuam a poder rodar livremente. Agora essa de se comprar qualquer coisa no exterior pagando com cartão de crédito ou débito, ato perfeitamente legal, e ter de se dar 6,38% do valor da compra de mãos beijadas para o governo. Nauseante.

AE
Parece normal, mas é diferente 

Este Chevelle ano 1967 é especial. Não apenas um Nascar que sobreviveu restaurado, mas um carro com várias alterações que anteciparam melhorias na categoria.  De fato, o primeiro desses foi destruído em acidente no ano anterior, e outro foi feito em seguida, tamanha a certeza que seu criador, Henry Yunick (1923-2001), apelidado de Smokey (fumacento), tinha nas melhorias que criou.

Estas alterações foram responsáveis por sucessivas atualizações no regulamento da Nascar, já que ele trabalhou exatamente como se faz ainda hoje, lendo as regras, encontrando brechas e criando inovações dentro do livro. E as vantagens obtidas nesses casos  sempre geram reclamações de quem não as percebeu e tentou antes.

Uma delas foi colocar o para-choque dianteiro bem rente à grade e carroceria, para eliminar turbulências, alterando-o em largura e ângulo de face, para que ficasse o mais concordante com a dianteira do carro. Gerenciamento de fluxo de ar era algo que Smokey sabia ser fundamental, desde seus tempos de piloto de bombardeiro na Segunda Guerra Mundial. Outra ótima foi uma chapa fechando a área adiante do pára-choque traseiro, por baixo do carro, eliminando a excessiva turbulência que acabava por levantar a traseira, além de frear o bólido.



O nome da oficina onde  o Chevelle  foi feito

 Foto: wiki.pt
 


A Honda revelou seu primeiro carro, o S360, no Salão de Tóquio, em outubro de 1962, mas o começo nada teve de auspicioso. O planejamento econômico do governo japonês achava que o país já tinha muitos fabricantes de automóveis e estava elaborando lei para impedir que mais empresas entrassem no ramo. Soichiro Honda apressou o lançamento do S360 para que ocorresse antes da promulgação da lei e os resultados da correria foram evidentes. Jornalistas japoneses ridicularizaram o S360 chamando-o de motocicleta sobre quatro rodas.

Para tornar as coisas ainda piores, Soichiro Honda e Takeo Fujisawa, que cuidava da administração e da área financeira da fábrica, discordavam da estratégia de marketing. O fundador queria posicionar o S360 como um carro esporte, enquanto Fujisawa pensava na imagem de um carro prático, para o dia-a-dia. Cada um insistia para que a exposição no salão refletisse a sua visão do que o carro deveria ser.

Soichiro Honda e Takeo Fujisawa (reviewmobilhonda.blogspot.com)













Coluna 5213   24.dez.2013                                 jrnasser@autoentusiastas.com.br

Grazie Mille, grazie
Barrado no baile do mercado pela exigência legal de portar airbags — coisa inviável em seu projeto do início dos anos 1980 — o Fiat (Uno) Mille vai sair de produção. A fábrica realiza esforço nestes dias para levar a produção ao limite máximo que permita vendê-lo até 31 de março.
É a série Grazie — obrigado — Mille, com duas mil unidades. Coisa especial, numerados em plaqueta aposta ao painel. Identificados pela exclusiva cor verde Saquarema, decoração externa, faróis com máscara negra, rodas em liga leve aro 13”, adesivos Grazie Mille. Dentro, revestimento em tecido com bordado, sobre tapete, pedaleira, rádio connect, subwoofer, painel de instrumentos com outra grafia, cobertura no porta-malas. Ar-condicionado, vidros e travas elétricas. R$ 31.200.
Há muito a agradecer. O Uno chegou em 1984 e nestes 30 anos vendeu bem e se manteve em produção junto com seus sucessores, uma proeza de mercado. Foi bem dimensionado e transformou-se no carro de frota e trabalho, posto antes ocupado pelos VW Fusca e Gol.

Mille, série final Grazie Mille

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A Volkswagen AG deverá vender mais veículos na China do que a General Motors pela primeira vez em nove anos, retomando o lugar de maior fabricante estrangeiro no maior mercado de automóveis do mundo. Ambas as empresas ultrapassaram seus objetivos de vender mais de 3 milhões de veículos na China este ano, com a Volkswagen atingindo a marca em 5 de dezembro e a GM uma semana depois.

A fabricante alemã deteve uma liderança de cerca de 70.000 veículos nos 11 primeiros meses, segundo dados das fabricantes.

A concorrência deve se acirrar entre os maiores fabricantes europeus e americanos, que anunciaram um investimento combinado de US$ 36 bilhões na China mesmo que mais cidades do país estejam pensando em restrições a veículos para reduzir a poluição.

A Toyota Motor Corp., ainda se recuperando da menor procura pelos consumidores, foi ultrapassada pela Ford Motor Co. no país este ano.

"A China é o grande campo de batalha", disse Klaus Paur, chefe mundial da pesquisadora de mercado Ipsos, baseada em Xangai. "Ao mesmo tempo, há um risco de dependência excessiva do mercado chinês. Desde que isso esteja funcionando bem, é ótimo, mas se alguma coisa de novo ocorrer, então a exposição ao risco será ainda maior."

A Volkswagen disse mês passado que investirá € 18,2 bilhões (US$ 25 bilhões) até 2018 para expansão na China. Nos primeiros 11 meses deste ano a fabricante aumentou suas vendas em 17% para 2,96 milhões de veículos, com a marca homônima respondendo por cerca de 80% das vendas. Outras marcas da VW são Audi, Skoda, Porsche, Bentley, Lamborghini e Seat. (Automotive News)
A Mercedes-Benz caminha para uma produção anual de mais de 1,49 milhão de unidades este ano, novo recorde. De janeiro a novembro foram vendidos 1.322.500 carros de passageiros (mais 10,7%) e o número de vendas do ano passado já foi atingido.

A Mercedes destacou o desempenho do novo Classe S, à venda na Europa desde meados de julho, na China desde o final de setembro e nos EUA, em meados de outubro. A empresa disse ter lançado seu modelo-capitânea nos três maiores mercados do Classe S em menos de doze semanas, fazendo deste lançamento o mais rápido da história da fabricante. Disse também que isso só foi possível devido à produção do sedã de luxo ter acelerado em tempo recorde na fábrica-sede em Sindelfingen. Além disso, foram acrescentados turnos especiais para atender a base global de produção para máxima flexibilidade no mix de modelos no atender à demanda.

A Mercedes anunciou também estar planejando investimentos importantes na Alemanha e fábricas internacionais.. Um quinta linha de modelos será acrescentada à fábrica americana em 2015. Algumas reportagens sugerem que a Mercedes estaria pensando em construir sua segunda fábrica nos EUA. (Just-auto/Dave Leggett)
Reboque com freio-gerador usado nos testes de arrefecimento (nhtsa.gov).

Este texto, que compartilho com os leitores com a devida autorização do autor, mostra um pouco do lado romântico mesclado com entusiasmo e comprometimento com a profissão de engenheiro de testes. Renato Zirk passou sua vida profissional praticamente toda na Willys, na Simca/Chrysler e na General Motors, onde se aposentou. Ele escreveu sobre os percalços e peripécias de seu tempo na Simca, quando precisava testar o sistema de arrefecimento do V-8. A foto acima é apenas para ilustrar o que ele comenta no trecho, recurso de que não dispunha e precisava encontrar outra maneira de fazer os testes. Espero que gostem, com eu gostei.
Bob Sharp
Editor-chefe
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TESTES DE ARREFECIMENTO

Por Renato Zirk

Como preâmbulo, devemos lembrar o que aprendemos no antigo curso colegial:

Refrigeração = abaixamento de temperatura partindo da temperatura ambiente para outra temperatura mais baixa. É o que fazem os sistemas de ar-condicionado e os refrigeradores (vulgarmente chamados erradamente de "geladeiras", pois tinham este nome os antigos armários herméticos com barras de gelo renovadas diariamente para a conservação de alimentos)

Arrefecimento = "cooling" em inglês = abaixamento de temperatura partindo de temperatura mais elevada para outra mais próxima à temperatura ambiente. É o que fazem os radiadores automobilísticos e os ventiladores.

Com relação ao que noticiamos em 21 de novembro sobre um acidente envolvendo um Mazda CX-5 numa demonstração de concessionário Mazda sobre a segurança do veículo, que bateu numa mureta ferindo duas pessoas e gerou pedido de desculpas do presidente da empresa Masamichi Kogai e o pesar pelas duas vítimas, a Mazda Motor Corporation emitiu hoje (26) uma informação à imprensa a respeito do acidente:

"Acidente ocorrido durante teste para demonstração de itens de segurança (segundo relatório)

A Mazda Motor Corporation, que havia informado previamente que em 10 de novembro de 2013, na cidade de Fukaya, no Japão, na região de Saitama, havia ocorrido um acidente num teste organizado para demonstrar itens de segurança utilizando um Mazda CX-5, novamente vem expressar de coração sentimentos pelo ferimentos sofridos por um cliente e um funcionário do departamento de vendas da empresa. Além disso, a Mazda pede sinceras desculpas pelos problemas e preocupação causados aos nossos clientes e outras partes envolvidas.
Após o acidente, por solicitação da polícia, a Mazda cooperou totalmente com a investigação das causas. Os resultados da investigação confirmaram que não havia defeito ou mau funcionamento no veículo envolvido."



Picapes Chevrolet 1955 a 1957. Os "Marta Rocha"

Quando lançados ao início de 1955, montadas no Brasil, os novos picapes Chevrolet — e sua linha camional GMC — fizeram impacto. Novidade não vista, motores de seis cilindros em linha, comando no bloco de ferro, válvulas no cabeçote do mesmo material, quase quatro litros de deslocamento e uns 100 cv sobre quatro mancais. Evolução do engenho apresentado em 1929, portavam grande novidade: abandonavam a lubrificação por unhas apostas às capas de biela, por onde recolhiam do cárter o óleo da lubrificação e, em substituição, bomba de óleo.

Maior referência era visual. Eram impositivos, marcavam evolução de estilo, abandonando as formas arredondadas e as soluções herdadas à estética pré-II Guerra Mundial, para adotar a voluptuosidade de linhas assinaladora do meio daquela década. Deixavam a aparência de partes arredondadas, ao elevar os pára-lamas contendo os faróis  circulares, simples, de 7 polegadas — quase 18 cm —, à proximidade do topo do capô e, na caçamba para carga os pára-lamas projetados para fora pareciam esculpidos, expressando volume com elegância e sugerindo dinamismo. Pelo pequeno estribo lateral foram chamadas posteriormente, quando iniciaram ser tratadas como objeto de coleção, como Step Side. Havia versão luxuosa, com caçamba reta, a Cameo — sem o charme do estilo.

Foto: watchdogwire.com 
 
Maria, José e Jesus, na manjedoura


Caros leitores e leitoras,

Independente de religião, tenho certeza de que cada um de vocês que nos prestigia com sua leitura sente o mesmo que nós do AUTOentusiastas, que esse período natalino tem algo de especial, quase mágico, que faz nos imbuirmos do espírito de cordialidade, de amor ao próximo, de fazer ecoar nas nossas mentes o trecho de uma conhecida oração que diz "Perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido", que nos diz para zerarmos tudo o que dissemos e ouvimos de ruim. Começar de novo, renascer, o significado do Natal.

E o Papai Noel? De uma antiga tradição na Europa passou a figura indissociável do Natal, como o bom velhinho que traz presentes. Quem não se lembra dos anos de criança, da alegria de ganhar um presente trazido pelo Papai Noel? Quem não se lembra, já pai ou mãe, de criar a ilusão para os filhos e compartilhar a alegria com eles? Quem não se lembra do dia em que os filhos descobriram ser tudo inventado e pacientemente lhes explicamos que os "presentes" eram na realidade o retorno por nossas atitudes corretas, que nunca falhava, em forma de algo de bom que nos acontecesse, como um desejo realizado?

Imagem: www.pismo-bozicku.com

Essas são algumas das coisas incríveis do Natal e nós, do AUTOentusiastas, desejamos a cada um de vocês, suas famílias e pessoas especiais, um Natal muito feliz.

Para celebrarmos juntos, aqui vai um vídeo com o maestro holandês André Rieu comandando a execução de "Batem os sinos" (Jingle Bells), a imortal canção composta pelo americano James Lord Pierpont em 1857 e que, curiosamente, não tinha a ver com o Natal, pois versava sobre andar de trenó aberto puxado por um só cavalo (One horse open sleigh).

A primeira versão brasileira coube a Evaldo Rui em 4 de outubro de 1951 e o cantor João Dias gravou-a em 78 rpm com o selo Odeon. Pois esta versão, num certo aspecto, é superior à original, e como nos dois Natais passados, publicamos este ano, de novo, o vídeo de Luigi Bertolli, "Batem os sinos", do "Projeto 4 Cantos", de singular beleza e altamente tocante apesar de não se ver um floco de neve sequer.

Feliz Natal!

São os votos dos autoentusiastas André Dantas, Arnaldo Keller, Bob Sharp, Carlos Maurício Farjoun, Felipe Madeira, Josias Silveira, Juvenal Jorge, Marco Antônio Oliveira, Milton Belli, Paulo Keller, Portuga Tavares, Roberto Agresti, Roberto Nasser e Wagner Gonzalez





Mitsubishi desenvolve F-4 no Brasil



Proposta vai ao encontro do programa lançado pela FIA para criar estágio entre o kart e a F3. Na F1 a Sauber define mais uma vaga e Kamui Kobayashi conversa com Caterham.




A F-4 japonesa é considerada a mais avançada (foto Racecar Engineering)

Mais do que criar uma categoria escola em moldes profissionais, a proposta da Mitsubishi Brasil de desenvolver o projeto de lançar a F-4 no Brasil quebra um jejum de muitos anos: a participação direta e oficial de uma fábrica em uma categoria de pista. Se a existência de equipes oficiais de fábrica nos anos 1960/70 semeou gerações de campeões mundiais, a debandada dessas empresas trouxe resultados nefastos ao esporte, conseqüências amplificadas pelo descaso com que os dirigentes tratam o setor: não há indícios de que a atual administração da Confederação Brasileira de Automobilismo tenha feito algum gesto formal de aproximação com a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) ou seus associados.

Mais do que uma nova proposta ou novo projeto, algo bastante comum no automobilismo brasileiro dos últimos anos, o novo projeto parece destinado a ter sucesso maior que as recentes categorias lançadas no País nos últimos anos. O histórico da Mitsubishi brasileira no esporte na modalidade off-road e mais recentemente com a Lancer Cup, além do autódromo Velo Città, em Mogi-Guaçu, dão lastro à proposta, que segundo uma fonte ligada ao projeto, seguirá padrões internacionais:

"A idéia é seguir a regulamentação da FIA (Federação Internacional do Automóvel) para a F-4. Pretendemos lançar a categoria em 2014 com um grid entre 10 e 15 carros”

Pietro Fittipaldi disputou a F-4 britânica em 2013 (foto Darren Hurrell)
Foto: www.transportabrasil.com.br
 


Foi novamente o nosso leitor André Sousa (Nova armadilha da CET) quem nos avisou: amanhã, véspera de Natal, a Companhia (?) de Engenharia (?) de Tráfego da cidade de São Paulo não suspendeu o famigerado e vexaminoso — para os paulistanos e para quem dirige em São Paulo — rodízio. Alguém, verdadeiro espírito de porco na CET, dá  mostras de não ter o menor respeito por quem lhe sustenta e, pior, não respeita um dia como a véspera de Natal.

Como se não bastasse o desrespeito criado por Celso Pitta, o prefeito cassado que criou esse abuso em 1997 e os que se o sucederam — Marta Suplicy, José Serra (abandonou o cargo), Gilberto Kassab e o atual, inimigo nº 1 dos automóveis, Fernando Haddad (ele mesmo, o que quando Ministro da Educação (?) autorizou livro escolar que dizia ser correto dizer "nós pega o peixe") — terem mantido essa vergonha apelidada Rodízio Municipal de Veículos, nome verdadeiro Operação Horário de Pico.

Uma medida ilegal em si mesma, cuja aplicação está prevista condicionalmente no Código de Trânsito Brasileiro no Art. 24, Inciso XVI: Compete aos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Municípios, no âmbito de sua circunscrição: (...) planejar e implantar medidas para redução da circulação de veículos e reorientação do tráfego, com o objetivo de diminuir a emissão global de poluentes; (nosso grifo)

É a única hipótese prevista no Código para proibir circulação, e mesmo assim enquanto durarem as condições de excesso de poluentes, que cabe à Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente analisar, não o órgão de trânsito.

O que cabe ao município regulamentar, isso sim, é o tráfego como um todo, como proibir caminhões em determinados regiões e horários, acesso de carros particulares à zona central, mas tudo coletivamente, não em esquema de rodízio pelo final de placa. O próprio texto do citado artigo do CTB fala em emissão global de poluentes, não parcial.

Hoje o final de placa chega a interferir no comércio de automóveis, tanto que sites especializados como o WebMotors informam o final de placa nos anúncios de carros usados, o que é absolutamente ridículo.

É surpreendente o rodízio de São Paulo partir para o 17º ano e não se ver uma ação do Ministério Público Estadual para acabar com essa vergonha.

E agora essa de hoje, a CET manter o rodízio na véspera de Natal, interrompendo-o somente de 26/12 a 13/1, além de ter anunciado dias atrás que a área de restrição será ampliada em 2014. Esse prefeito petista está mesmo acabando com São Paulo.

O AUTOentusiastas repudia este ato da CET de manter no rodízio na véspera de Natal.
Fotos: autor


O Fiorino anterior
Com o fim do Uno decretado por lei, foi-se o furgão Fiorino junto. Para manter a oferta do útil veículo lançado em 1980 — antes mesmo do Uno, derivado do 147 — e que soma quase 1 milhão de unidades, a Fiat não teve saída senão preparar o sucessor, e o fez com louvor, trabalho da engenharia sob responsabilidade do italiano Claudio Demaria e do Centro Estilo Fiat, chefiado pelo alemão Peter Fassbender. O novo Fiorino é derivado do novo Uno com profundas alterações na plataforma tanto por questão da maior capacidade de carga quanto, principalmente, pelo entreeixos 140 mm maior em relação ao Fiorino anterior, 2.717 mm agora (o entreeixos do novo Uno é 2.376 mm). A apresentação à imprensa foi aqui em São Paulo.

Em relação ao anterior, o novo Furgão é todo maior. O comprimento passou de 4.183 para 4.384 mm (mais 201 mm), a largura de 1.622 para 1.643 mm (mais 21 mm) e a altura, de 1.873 mm para 1.900 mm (mais 27 mm). O peso obviamente aumentou,  de 1.000 para 1.118 kg, o que motivou passar do motor de 1.242 cm³ para o 1,4 EVO Flex (1.368 cm³) de 88/85 cv álcool/gasolina e os pneus, de 165/70R13S para 175/70R14T de baixo atrito de rolamento, Pirelli Chrono no veículo que andei. Segundo a engenharia da Fiat, a rigidez torcional da carroceria aumentou 27% em relação ao Fiorino anterior e o coeficiente de arrasto aerodinâmico melhorou 6% ao baixar de 0,35 para 0,34, mais do que compensando a área frontal aproximadamente 2,7% maior. Faz parte do tratamento aerodinâmico um defletor sob o pára-choque dianteiro.

Não é muito visível na foto, mas há um um defletor, um "lábio" sob o pára-choque dianteiro

A Chrysler escalou um turno para 26, 27, 30 e 31 de dezembro na fábrica de Toledo, Ohio, que produz o novo Jeep Cherokee

A General Motors Co. e a Ford Motor Co. estão estendendo as férias coletivas de fim de ano em várias fábricas da América do Norte para evitar excesso de estoque. Enquanto isso, o Grupo Chrysler está adicionando turnos de produção no final do ano em fábricas em Ohio e Michigan que produzem utilitários esporte Jeep e picapes RAM. A maioria das fábricas parará hoje (23) para voltar ao trabalho em 2 de janeiro.

Excesso de estoque está levando a GM a parar duas fábricas por mais uma semana após o período de festas, dizem fontes. Caso da fábrica Fairfax na cidade do Kansas, no estado de mesmo nome, onde o Chevrolet Malibu e o Buick LaCrosse são fabricados, bem como a linha “flexível” na fábrica Oshawa, Ontário, que produz o Buick Regal, Cadillac XTS e o Chevrolet Camaro.

Um porta-voz da GM não quis falar de programas de produção específicos, dizendo apenas que a GM ajustará a produção de acordo com a demanda.

A GM e seus concessionários tinham estoque de 148 dias do LaCrosse em 1º de dezembro, contra 98 um mês antes, segundo o Centro de Dados da Automotive News. Já o Malibu tinha 71 dias, ante 60 em 1º de novembro.

Havia 99 dias de venda do Regal em 1/12, eram 88 em 1/11. Os estoques do XTS caíram para 105 dias no começo de dezembro, depois de 131 dias um mês antes. Camaro, 167 dias, eram 135 em 1/11.

A maioria das fábricas da GM na América do Norte ficará fechada durante as semanas de 22 e 29 de dezembro, com volta à produção na quinta-feira 2 de janeiro, outras só na segunda 6/1. (Automotive News)
Fotos: autor e Paulo Keller
Tudo azul, lindo céu, lindo carro

Primeiro devo dizer que esse carro não foi experimentado recentemente. Na verdade, faz bastante tempo que meu amigo Paulo Keller me informou que poderíamos avaliar um Audi RS 5 cupê por um dia.

A tranqüilidade de estar com ele é que não preciso me preocupar com fotos, apenas prestar atenção no carro e poder ficar atento. Eu precisava pesquisar um pouco esse Audi antes de sair de casa. Para não chegar como um perdido ao encontro de um legítimo “quattro”, fui em busca de alguns números e outras informações para saber no que estava embarcando.

Muito potente, motor V-8 de 4.163 cm³, aspiração natural, injeção direta, taxa de compressão 12,3:1, 450 cv a 8.250 rpm e 43,8 m·kgf de 4.000 a 6.000 rpm, e muito rápido, 0 a 100 km/h em 4,6 segundos, descobri que o câmbio não é automático, mas o S-tronic, robotizado de dupla embreagem e 7 marchas. Um ponto positivo. Só de imaginar que poderiam haver conversor de torque com conjuntos epicíclicos e suas trocas de marchas não tão rápidas, mesmo que tenham evoluído bastante nisso, poderia me deixar cabisbaixo.

Fotos: divulgação Fiat


A Fiat apresentou nesta semana a série especial e final do Uno, a Grazie Mille, expressão em italiano que significa "muito obrigado", para simbolizar tanto a despedida compulsória do mercado quanto agradecer aos compradores do modelo desde o lançamento em 1984. Serão 2.000 unidades Grazie Mille, numeradas, e há uma nova cor, verde Saquarema, criada especialmente para a série especial.

Plaqueta com numeração da série especial Grazie Mille

O Uno Grazie Mille tem conteúdos exclusivos, melhor acabamento interno e detalhes estéticos externos e internos: na parte interna, tecido exclusivo com bordado Grazie Mille; rádio Connect com CD/MP3, Bluetooth e entrada USB; subwoofer; novo grafismo do quadro de instrumentos; sapatas dos pedais esportivas; nova cor da caixa de ar; logotipo da série especial na soleira das portas; plaqueta com numeração do carro no centro do painel (foto acima);  apoios (2) de cabeça no banco traseiro; cobertura do triângulo de segurança e extintor; revestimento completo do porta-malas; sobretapetes em carpete; e revestimento do teto na cor preta, incluindo-o nas colunas.

Quadro de instrumentos perfeito: ponteiro do conta-giros vertical na rotação de potência máxima

Na parte externa, faróis de máscara negra; rodas de alumínio 13-pol. com pintura exclusiva (pneus 165/70R13); ponteira de escapamento esportiva; nova cor verde Saquarema (há também o prata Bari); adesivos Grazie Mille; frisos laterais; e pintura das caixas de roda.


A série especial Grazie Mille custa R$ 31.200 e já está disponível na rede de concessionárias Fiat. O preço inclui também ar-condicionado, direção assistida hidráulica, acionamento elétrico de travas e vidros, desembaçado/limpador do vidro traseiro e comando interno dos retrovisores externos.

A especificação mecânica corresponde à do Mille Fire Economy, motor Fire de 999,1 cm³, com álcool/gasolina 66/65 cv a 6.000 rpm e 9,2/9,1 m·kgf a 2.500 rpm, 153/151 km/h e 0-100 km/h em 14,7/15,1 segundos e suspensão independente nas quatro rodas. (Fiat/Redação)








Pela primeira vez desde a revolução de 1959, cubanos têm o direito de comprar do estado veículos novos e usados sem permissão do governo, anunciou a imprensa oficial nesta quinta-feira, mais um passo em direção a maior liberdade econômica na ilha-país comunista.

Pela reforma introduzida há dois anos, os cubanos podiam comprar e vender carros usados entre si, mas precisam de autorização do governo para comprar um veículo novo ou usado, geralmente um relativamente moderno de locadora, de comerciantes do estado.

O jornal do Partido Comunista Granma disse que o Conselho de Ministros aprovou novas regras na quarta-feira que “eliminam os mecanismos de aprovação existentes para adquirir veículos do estado”. Como resultado, disse o Granma, “a venda no varejo de motocicletas, automóveis, furgões de passageiros, picapes e microônibus novos e usados para cubanos e estrangeiros residentes do país, empresas e diplomatas, está liberada”.

O estado cubano mantém o monopólio da vendas de automóveis ao consumidor. O governo diz que cerca de 30% dos carros vendidos com sua aprovação no ano passado foram rapidamente revendidos, indicação de que o sistema estava levando a “especulação e enriquecimento”.

As novas medidas, a serem implementadas “gradualmente”, estabelecerão preço mínimo dos veículos, que o governo poderá taxar para ajudar a custear melhor transporte público.

A liberação de vendas de carros foi uma das mais de 300 reformas feitas pelo presidente Raúl Castro, que assumiu o governo em 2008 substiruindo seu doente irmão Fidel, e aprovadas num congresso do Partido Comunista, o único legal em Cuba. (Automotive News)

Comentário do editor: E ainda tem brasileiro que venera o regime cubano e o governo brasileiro empresta dinheiro — nosso dinheiro! — para esse rascunho de país, sem contar a recente e vergonhosa “importação” de médicos cubanos em regime de semi-escravidão.

AE


A indústria automobilística brasileira é atualmente uma das maiores do mundo. Muitas marcas possuem fábricas no nosso território, exportando para vários países diversos modelos de praticamente todas as categorias.

Mesmo tendo uma história automobilística relativamente recente — 57 anos —, se compararmos com países com mais de 100 anos de indústrias e fabricantes de automóveis, o Brasil possui uma cultura muito rica neste ramo.  Além de grandes marcas como Chevrolet, Chrysler, Fiat, Ford e Volkswagen, o Brasil contou com os pequenos fabricantes locais.

Puma e Gurgel podem ser citados como alguns dos mais bem-sucedidos fabricantes independentes na nossa história. Outras marcas menores criaram carros que são lembrados até hoje, como a Brasinca com o famoso e raro 4200 GT, depois renomeado Uirapuru.

Brasinca 4200 GT, depois Uirapuru, foi obra do professor Soler (foto: Quatro Rodas)

Um dos principais nomes por trás do Brasinca 4200 GT é o de Rigoberto Soler (foto abaixo), engenheiro espanhol que chegou ao Brasil nos anos 1950. Soler também foi professor do curso de engenharia mecânica na FEI (Faculdade de Engenharia Industrial, atualmente Fundação Educacional Inaciana), em São Bernardo do Campo. 

Rigoberto Soler (1926-2004)

Para criar uma indústria sólida, é preciso de mão de obra competente e de boa formação. Para o mercado automobilístico, a FEI sempre foi referência em se tratando de engenharia. O curso de engenharia mecânica automobilística é muito bem conceituado, e há anos tem por tradição colocar na prática o que se aprende nas salas de aula.

O executivo-chefe da Fiat, Sergio Marchionne, reiniciou negociações com o fundo de pensão e assistência médica do sindicato dos trabalhadores da indústria automobilística (UAW) para comprar o restante das ações do Grupo Chrysler, disseram três pessoas com conhecimento do assunto. Com a oferta inicial pública de ações (IPO) interrompida, executivos da Fiat se reuniram esta semana com representantes do fundo, disseram duas dessas pessoas, que pediram anonimato em vista das negociações serem particulares.
A reunião deu-se depois da recusa de oferta mais alta pelos 41,5% das ações da Chrysler no começo do mês, de acordo com essas pessoas, que acrescentaram ter sido a primeira desde agosto.
“Acho que as partes podem chegar a um compromisso razoável”, disse esta semana Gabriele Gambarova, analista do Banca Akros, de Milão. “O atual preço de mercado não leva em conta o cenário algo negativo”.  Uma longa disputa sobre o valor das ações levaram o fundo do sindicato a Chrysler a partir para a IPO. O processo de venda de ações envolve estabelecer o valor da terceira maior fabricante de automóveis americana e parou por razões tributárias, devendo continuar só em 2014. (Automotive News)



O leitor do AUTOentusiastas André Sousa nos escreveu hoje avisando que há novos radares instalados na Av. dos Bandeirantes (foto), sem que possam ser avistados, no viaduto João Julião da Costa Aguiar, nos dois sentidos, em flagrante desrespeito a recente lei estadual que determina que tais equipamentos não podem mais ficar escondidos, devendo ser visíveis para o motorista.
Este viaduto é o que liga as avenidas Moreira Guimarães e Washington Luís, próximo ao Aeroporto de Congonhas.
É preciso máxima atenção ao trafegar pela Av. dos Bandeirantes, pois os "gênios" da CET há algum tempo baixaram o limite de velocidade de 70 km/h (que já era pouco) para 60 km/h, velocidade anti-natural para a via e que leva a ser excedida num piscar de olhos.
A Companhia de Engenharia de Tráfego, que controla o trânsito da capital paulista, desconhece — ou finge desconhecer — o Art. 21, Inciso I, do Código de Trânsito Brasileiro, que reza: "Compete aos órgãos e entidades executivos rodoviários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, no âmbito de sua circunscrição: (...) Cumprir (nosso grifo) e fazer fazer cumprir a legislação e as normas de trânsito, no âmbito de suas atribuições.
Quando é a própria autoridade de trânsito que desrespeita flagrantemente a lei, a coisa está bem mais grave do que parece.
AE


Suspensão: mecanismo físico x modelo matemático

Não existe uma definição precisa de inteligência. Entretanto, inteligência está ligada à capacidade do organismo ou sistema se adaptar e responder adequadamente aos desafios de um mundo imprevisível. Sob estas condições, podemos dizer que um sistema com uma dinâmica bem-ajustada é um passo na direção de um sistema inteligente.

Também é importante conhecer a dinâmica dos sistemas quando a inteligência da máquina atua no mundo real, porque ela será o primeiro elemento deste mundo real com o qual essa inteligência terá de lidar.

É isso que veremos a seguir.

Noções de dinâmica dos sistemas

Vamos imaginar uma suspensão automobilística bem simplificada. O conjunto seria um  sistema mecânico elementar, com uma massa, uma mola e um amortecedor, e o conjunto é animado pela aplicação de uma força externa.

O conjunto teria este modelo básico:

Modelo simples de uma suspensão













Coluna 5113 18.dez.2013                         rnasser@autoentusiastas.com.br          

Senhores, o novo up! Brasileiro

Primeira foto do up! brasileiro (foto Nicoabella-Autoblog Uruguay)

Sem alarde, a Volkswagen iniciou produção pré-série seu modelo up!. Menor, mais barato, mecânica avançada em seus três cilindros, demarra outro capítulo da história da VW no Brasil — o dos produtos atualizados.
Nosso up!, com pré apresentação nos primeiros dias de janeiro e vendas pós-Carnaval, difere-se do original alemão. Visualmente o teto avança mais para a traseira, encontrando a porta posterior, em chapa envolvendo o vidro — no europeu a tampa traseira é em vidro. Solução ganha alguns centímetros, criando o terceiro lugar no banco traseiro, com apoio de cabeça aos usuários. Trabalho nos bancos frontais esculpe espaço para melhor acomodação. Tanque de combustível aumentado de 35 para 50 litros, em razão de nossas distâncias continentais.



É o próprio colunista do AUTOentusiastas e curador do Museu Nacional do Automóvel, em Brasília, Roberto Nasser, que traz a boa notícia: o Governo do Distrito Federal, pelo Secretário de Estado Extraordinário da Copa do Mundo de Futebol 2014, Cláudio Monteiro, ofereceu espaço no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha após o certame. Veja entrevista do Nasser ao DFTV 1ª edição de ontem.
Com isso o Museu terá local definitivo e o Roberto Nasser poderá dar seguimento à obra de sua vida, uma peça importante para a cultura automobilística do Brasil.
"Nessa luta tive a ajuda de uma pessoa que faço questão de agradecer aqui, pelo interesse e empenho pessoal despendido em várias reuniões, o nosso tricampeão de F-1 Nélson Piquet", disse Nasser.
Os parabéns do AUTOentusiastas aos dois grandes brasileiros.
 Blog


Começou com a Mercedes-Benz postando um comercial no YouTube falando do seu Body Magic Control (Controle mágico da carroceria, em português) do novo Classe S. A imagem fechada da cabeça de uma galinha tem como fundo a canção “Upside down” (De cabeça para baixo), grande sucesso de Diana Ross em 1980. Mãos usando luvas brancas movem a ave para todos os lados, depois mais aves (mais passageiros), mas a cabeça não sai do lugar. O vídeo termina com mensagem “Stability at all times. Magic Body Control. Intelligent Drive.”
Foi curioso, um comercial da Mercedes, geralmente mais séria ao mostrar carros que param em curto espaço, evitam acidentes e enaltecem desempenho ou segurança.
Aí chega o Jaguar, o desafiante.
A Jaguar também usou uma galinha. O vídeo começa como o do Mercedes. Um cientista de luvas brancas move a galinha pra lá e pra cá. Ele fala, com sotaque alemão: “Vê? É parecido com um Mercedes.”
Em seguida penas voam e a câmera mostra um jaguar lambendo os beiços e penas caindo da sua boca. “Magic Body Control? Preferimos reflexos de felino” é a mensagem..
O departamento de relações públicas da Jaguar disse num e-mail que o comercial é uma tentativa de usar o alvo de comportamento dinâmico “para alcançar os clientes que queremos”.
A Jaguar espera que quem tenha visto o comercial da Mercedes veja também as suas imagens das galinhas e o que é essencial num carro de luxo. Ruído de coisa quebrando vale a pena. (Automotive News)







Fotos: Lucas Facchini Vane, Arquivo Pessoal e Autor

Museu Dodge, a vista da porta do galpão é simplesmente a visão do paraíso!


Se um admirador da linha Chrysler desmaiar e acordar dentro do Museu Dodge, ficará com a impressão de que morreu e está no paraíso. A visão é de fazer qualquer um que goste de automóveis ficar maluco a procura das chaves para ligar os carros. Os carros enfileirados no belo galpão da propriedade, no interior paulista, tem aparência de fábrica e conteúdo de coleção, no verdadeiro sentido da definição.

Interior do Museu Dodge: se a foto fosse feita há algumas décadas alguns diriam que se trata de uma concessionária

.Este é o prédio principal das instalações que abrigam, provavelmente, a maior coleção de Dodges brasileiros.