THE DRIVING DEAD

Parece com vários motoristas por aí...

Não estranhem o título em inglês. O AUTOentusiastas não mudou de nacionalidade. Vocês já entenderão. 

A coisa está feia, ou “freia”, já que há uma legião de motoristas que não tiram o pé do freio. Atrasam os mais experientes, os carros mais rápidos, ou apenas os menos lentos. Atravancam os ônibus, os táxis, as bicicletas e até pedestres, dependendo da situação.

Pode haver alguma lógica na cabeça das pessoas que as façam andar mais devagar do que o limite de uma via, mas esses motivos precisam ser combatidos dentro do cérebro dos motoristas, como os anticorpos combatem uma infecção. É necessário que as pessoas que dirigem mais lentamente que o necessário se conscientizem que elas estão infectando as ruas, as cidades e a estradas. E infecções generalizadas quase sempre levam à morte, no caso do trânsito, à morte do movimento, ou seja, a paralisação.

Como querem nos fazer acreditar que o automóvel se tornou o criminoso da vez, ficou fácil para a autoridade de trânsito — essa que deveria promover a fluidez — implantar várias modalidades de armadilhas visando arrecadar dinheiro com multas.

Os moralistas com fundamentos que eles acham lógicos, logo vem com frases do tipo “A câmera está lá por segurança, para o pessoal não exagerar na velocidade”. Isso não é aceito nem por mim nem por uma porção de gente que dirige há tempos, sabe o que faz e não comete barbaridades por aí. Em resumo, por motoristas que usam a lógica, essa dádiva com a qual fomos brindados pela Criação, e que é tão pouco usada e tão desprezada pela maioria.


Motivo principal dos mortos-vivos no trânsito

As câmeras (me recuso a chamar de radar, pois não o são) existem para tomar o dinheiro do usuário de carros, apenas para isso. Se um dia nasceram para melhorar a segurança, isso já é passado há pelo menos uma década, ao menos em São Paulo, o campo de provas da roubalheira administrativa. Tudo de ruim que se cria para o usuário de carros é testado aqui.

Se der pouco lucro, a idéia é abandonada e logo vem outra mais extorsiva. Um exemplo são os radares de operação manual, que requerem um policial ou agente de empresa de trânsito (CET, em São Paulo) para operá-lo. Há mais de um ano, fez-se alarde sobre a utilização desse tipo de aparelho para captar as motos em excesso de velocidade. Agentes da CET apareceram em todos os veículos de mídia, com a "pistolona" na mão, apontada para as motos, para mostrar que agora eles também seriam vigiados. Sumiram. É claro, dão trabalho, então, são logo abandonados ou muito pouco usados, e apenas as câmeras fixas operadas por sensores colocados no solo funcionam. Mínimo esforço, máxima arrecadação.

É de se chamar a atenção para o fato que os agentes de campo da CET, apelidados de marronzinhos, são pessoas que cumprem ordens, que desde muitos anos para cá, são determinadas por pessoas com o mal em seus corações, e pior, que nada sabem sobre veículos e trânsito. Mais detalhadamente, não são os engenheiros e técnicos da disciplina trânsito que definem as ações atravancadoras e arrecadatórias, mas sim, quem manda na CET, que é a Secretaria de Transportes, subordinada à Prefeitura de São Paulo. Se lá em cima a maldade impera, adivinhem para quem sobra ?

O infeliz que julga comandar a cidade vê os carros como fatores de arrecadação, não como ferramentas de trabalho da enorme maioria de quem os usa diariamente. Nunca deve ter trabalhado de verdade, então é difícil entender a necessidade dos outros. Isso se chama egoísmo infantil.

Com esse pano de fundo trágico, hoje as câmeras se localizam onde podem dar mais lucro, não onde poderiam gerar mais segurança. Estão várias vezes escondidas atrás de vegetação, placas de orientação, colunas de pontes e viadutos entre outros,  e são de cor acinzentada, metálicas ou negras, para serem pouco vistas e flagrarem mais vítimas. Coisa que não é exclusividade brasileira.

Os britânicos são notórios nesse tipo de adoção de caça-níqueis, sendo que a diferença é que de vez em quando há alguma câmera que muda de lugar depois que população e imprensa caem de pau em cima da administração pública. Além disso, há um grupo por lá que se dedica a destruir esse tipo de equipamento, algo de que a estranha cidadania brasileira é incapaz. Aqui, apenas silêncio e submissão a um poder público desaforado. A Copa do Mundo de futebol parece ser mais importante de ser explorada, dá mais lucro com patrocinadores. Não há muito interesse em tentar diminuir o sofrimento da população com um trânsito melhor. Trânsito não é notícia agradável, basta ver que sempre que tocamos no assunto, que se mistura fortemente a política, há comentários de desagrado ao assunto. Lembre, sem vias decentes não há o menor sentido em existirem carros decentes.

Todo esse purgatório criado pelos governos eleitos por voto, com ajuda de empresas prestadoras de serviços para operar e manter as câmeras, que nada mais são do que vampiros, já gerou uma população motorizada que vive amedrontada com suas economias sendo carcomidas pelo pagamento de multas, e essa pessoas, quando dirigem, mais freiam do que aceleram. Se parecem muito com os mortos-vivos do seriado "The Walking Dead", os mortos que andam. No nosso caso, andam de carro, por isso o título do post ser “Os mortos que dirigem”.

Não gosto do seriado, nem do conceito esdrúxulo de cadáveres se movendo livremente nas ruas. Morreu, dá-se um fim ao corpo material e a alma que vá para onde deve ir, aprender algo além e evoluir.  Assisti ao primeiro episódio por curiosidade, e não vi mais nenhum, pois não me acrescenta nada, nem me serve como diversão ou passatempo.

Imaginem agora o quanto me incomodam os driving dead nas ruas, a todo instante nos atrapalhando, e diminuindo a velocidade média de nossas viagens curtas, médias e longas mais do que já fazem os baixíssimos limites de velocidade impostos pelas gananciosas autoridades.

Um adesivo assim deveria ser distribuído a muita gente

Se o leitor amigo ainda não entendeu o que quero dizer, assista ao menos uma parte de um episódio do seriado, se é que não o fez, apenas para conhecimento. São pessoas falecidas que ressuscitaram de forma defeituosa, como zumbis, e andam se arrastando pelas ruas, sem ordem, devagar e tomando todos os espaços disponíveis. São iguais em tudo aos maus e lentos motoristas que dominam as ruas e estradas.

Não sei como se acaba de vez com o morto-vivo do filme, mas a minha parte, o pouco que posso fazer com nossos colegas motoristas lentos é uma buzinada bem dada, para ver se a pessoa acorda. Dificilmente funciona, já que normalmente a falta de prática é tanta que não há inteligência nem coragem para perceber que está fazendo besteira e tirar o carro do caminho. Que eles não levem a mal. Podem até ser boas pessoas, mas têm essa estranha mania de andar mais devagar que o necessário, que pode até ser boa idéia para eles, mas para nós não serve.

O que se verifica facilmente é que são esses mesmos que dificilmente saem da imobilidade logo que o semáforo abre, outra estranha mania, que está sempre pareada com a outra, a de não mover o carro junto com o da frente, mas apenas após este já ter se distanciado, abrindo espaços desnecessariamente  grandes e provocando lentidões onde não há motivo para isso. Não sei o por quê disso acontecer, mas parafraseando um famoso jornalista brasileiro, já falecido, que morou décadas em Nova York, “Parecem ter um certo retardamento na reação à luz verde”. Esse jornalista nem ao menos dirigia, por não precisar, mas por ser um grande observador notou como esse fato era desagradável aqui no Brasil, quando visitava a mãe-pátria. Era Paulo Francis, uma voz sã em meio à loucura.

Acontece algo similar também com os motociclistas, esses ainda  mais desnivelados no que se refere a experiência e prática. Há muitos que, por algum motivo, acreditam que o lugar certo para trafegar é por cima da pintura de solo, a sinalização horizontal entre as faixas de rolamento, o que alguns chamam de "corredor" e fazem isso até mesmo com trânsito livre, atrapalhando não apenas uma faixa, mas duas! E mais ainda, fazem isso andando abaixo da velocidade máxima permitida, mesmo com caminho livre à frente. Caros amigos das duas rodas, prestem atenção: o corredor não existe. Pensem em segurança, e esqueçam dessa invenção sem nexo.

O outro lado do desequilíbrio entre condutores de motos são os que andam tão rápido que devem ter certeza que nunca se machucarão, que são imortais. Um morto-vivo também deve se achar imortal, pois já morreu.

A esses Valentinos Rossis das ruas, os “mergulhadores de corredor”, aqueles que entram no meio dos carros parados a velocidades absurdas, meu aviso: você já está morto. É apenas o tempo certo que irá colocá-lo no caixão. Qualquer mínimo movimento de um outro veículo, ou uma mínima distração por qualquer motivo do próprio condutor da moto, ou da outra parte, e o alucinado bate, cai e morre, atrapalhando a todos na via. Uma hora a bruxa sorteia o nome do elemento e ele termina sua tarefa por aqui, nesse pequeno e maltratado planeta.

Mas há um fato mais recente que se não é causa inicial, é agravante da lentidão de reações dos motoristas. Os computadores de mão que fazem dezenas de coisas, inclusive serem usados como telefone, ironicamente chamados de smartphones. Espertos em quê?

Nesse mundo em que a maioria usa um automóvel apenas por necessidade, os telefones portáteis e suas variações nem sempre evoluídas ou mais espertas se tornaram uma verdadeira mazela. Estão em todos lugares, inclusive nas mãos de quem dirige. Se até mesmo andando a pé há pessoas que usam esses aparatos praticamente hipnotizadas pela telinha e descem de calçadas sem olhar para o trânsito, imaginem o que acontece com a qualidade da condução de um veículo com essas mesmas pessoas.

Se já há muita gente que nem mesmo consegue falar corretamente quando está dirigindo, mais difícil ainda se torna falar ao telefone e absurdamente desafiador olhar e manipular as telas de toque, essa coisa chata criada pela tecnologia que parece ser a melhor invenção da humanidade para muitos. 

Várias vezes, assim, notamos os driving dead com esses aparelhos nas mãos, olhando para eles mais do que para a via onde trafegam, enquanto dirigem, mas principalmente quando estão parados em semáforos. A julgar pelas conversas e as esticadas de pescoço em locais onde conseguimos ver o que de tão curioso essas pessoas estão olhando, os objetos de atenção normalmente são totalmente dispensáveis ou poderiam ser verificados em horários menos inconvenientes ao coletivo.

O inverso do entusiasmo automobilístico resumido em uma imagem

Dia desses vi uma verdadeira besta humana conduzindo uma carreta enorme com um brinquedinho desses na mão, mexendo dedinho prá cá, dedinho prá lá, enquanto o mastodonte mecânico se arrastava a 40 km/h em uma via de limite de 60 km/h. Um notável paspalho que deveria ir para o xilindró por uns meses, sem direito à maquininha.

Todos esses motivos, somados, só podem mesmo resultar em lentidões cada vez mais freqüentes e abrangendo um período maior do dia nas grandes cidades.

Pouco nos resta de esperança, já que a fiscalização nada faz contra os retardadores de fluxo. Trata-se de uma fiscalização e autuação não muito fáceis, que sempre pode ser contestada pelo infrator, e que nunca será considerada uma falta grave, já que dirigir devagar demais está em moda e manipular telinhas de toque é considerado o máximo da modernidade de um cidadão.

Quem dera houvesse interesse em aprender a dirigir corretamente, como há em saber o funcionamento do mais moderno aplicativo de "espertofone".

Triste mundo esse em que o carro é democrático. Deveria ser apenas para quem merece e está vivo.

JJ


Fotos: g1.globo.com; totaltrafficla.com

186 comentários :

  1. Para falta de educação não há remédio. Só a educação. No caso, no Brasil, talvez em uns dois milênios.
    Aqui em Curitiba (no Brasil quase só dirijo aqui, por isso perdi outras referências) existe a insuportável mania de se ultrapassar (ou te cortar) para frear 10 metros à frente para virar a esquina ou entrar na garagem. Tem o motoqueiro que fica zanzando olhando para os números dos prédios (vários já bateram em mim enquanto parado no semáforo), ou que "pilota" tão, mas tão lentamente, que sempre fica para trás de todos os carros, mas quando fecha o sinal vai lá para frente, na frente do 1.o carro; abre o sinal e... nada, sai sendo ultrapassado por todos.
    No caso do caminhão e do ônibus, acho que o grande problema é a velocidade excessiva, e não a baixa velocidade. Baixa visibilidade de quem está do lado, um esparrame a cada 10 metros, pois as faixas das ruas aqui geralmente cabem, apertadas, apenas o 500.
    E os ciclistas? Ontem a noite, retornando ao centro (umas 10 da noite) vejo uma sobre contra a distante iluminação algo se movendo... era um ciclista, com um pisca-pisca na frente da bicicleta, e não atrás. E os ciclistas que andam na calçada e ficam atropelando todo mundo?
    VPJ


    O que tem de mané que pega uma bicicleta e se acha "o herói da

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  2. A cada dia que passa temos mais mortos que dirigem. Pessoas sem a mínima consciência do que estão fazendo no trânsito. Acham que estão sozinhas na rua e só sabem olhar para o próprio umbigo. Andam a 10km/h procurando um lugar pra estacionar, param em fila dupla pra conversar, ficam mexendo no celular no farol fechado. E dar seta? Isso é algo que non exziste para a maioria das pessoas. Hoje temos que dirigir com uma bola de cristal, para saber o que o veículo a sua frente vai fazer, porque ele está andando e de repente para no meio da rua como se o mundo está alí de boa só esperando ele decidir o que fazer da vida.
    Tenho medo a cada dia do que esse trânsito está se tornando. É legal ter a inclusão digital, mas de que adianta o povo ter dinheiro pra comprar carro, mas não ter a mínima educação para poder dirigí-lo. O que tem de morte no trânsito por conta de brigas idiotas, por pessoas que são culpadas de terem entrado numa faixa sem sinalizar, mas se acham donas da razão, donas do mundo, dentro do carro delas. E nós, que tivemos educação e aprendemos a dirigir e gostamos de dirigir ficamos sujeitos a tudo isso. Só nos resta rezar por nós e nossos familiares, pra que consigamos sair pra trabalhar e voltarmos.

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  3. Todo domingo no final da tarde atravesso a Marginal Tiete de Leste a Oeste. Normalmente coloco o "piloto automático" em aprox. 93km/h e minha mulher faz sempre a mesma reclamação: por que andar feito louco desse jeito? Acontece que estou dentro da velocidade máxima, e sempre revoltado pelos que andam a 70km/h EMPARELHADOS com outro energúmeno a 70km/h. O jeito é ultrapassar pela direita, coisa que não se podia fazer antes porque a polícia multava, mas agora pode porque o radar não percebe isso. Daí essa falta de educação generalizada dos donos da faixa esquerda. Lembro muito bem do pito que tomei de um guarda lá no começo dos anos 90 porque eu estava na faixa da esquerda com a pista livre. Eu estava acima da velocidade, mas ele me parou porque eu estava na faixa esquerda.

    Boa comparação, mortos-vivos que compram carro pelo kit multimídia.

    Eduardo Trevisan.

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    1. Bosley de La Noya05/02/14 21:19

      Eduardo, escute sua mulher e dê uma maneirada. Se a patroa quase arranca a alça do painel de susto, diminua a velocidade. Quando dirigimos com segurança e habilidade, normalmente os passageiros não reclamam não, chegam até a cochilar, de tão seguros e tranquilos que ficam.

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    2. Ta aí uma coisa que eu não tinha pensado, vai ver que a maioria desses lerdos que atrapalham o trânsito estão cumprindo as ordens da mulher.

      Amigo, desculpe, mas não sou um maluco inexperiente. Concordei em quase tudo com o post do JJ. Sou habilitado e dirijo com muita consciência há 25 anos, só que não sou lerdo. Ela reclama porque não dá para ver a velocidade em que estou (o Lancer tem um painel fundo), e quando peço para ela olhar, ela concorda que "domingueiro" é f*. Em Janeiro viajei com ela de São Paulo a Colonia del Sacramento (extremo oeste do Uruguai), foram 5.500 km sem nenhum susto, mesmo dirigindo com muita chuva, eventualmente à noite e em "BR's" com mão dupla.

      - Aproveitando e saindo completamente do contexto, na volta dessa viagem passei pela tal Serra do Rio do Rastro, que já tinha ouvido falar, mas que o Paulo Keller me convenceu a ir. Paulo, está devendo o relato!

      Eduardo Trevisan.

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    3. A velocidade correta é a velocidade natural da via, independente da "velocidade máxima permitida". Muitos podem dizer que a velocidade natural seja a velocidade média do fluxo, afirmação equivocada tendo em vista a infestação de "driving dead" no trânsito tupiniquim.
      Ao meu ver, a velocidade natural é aquela que a pessoa dirige com segurança e tranquilidade, lógico que isso pode variar muito em razão da habilidade/experiência do motorista e também das características do seu veículo, então devemos respeitar e dar passagem para quem vem mais rápido, lembrando que via pública não é pista de corrida. Dê passagem! Não se sinta inferiorizado por isso, muito pelo contrário, essa é uma demonstração de cidadania e educação. Cada um no seu ritmo, trânsito fluindo, todos felizes sem brigas idiotas.

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    4. Fabio Toledo
      Perfeito! Se todos se imbuíssem desse seu espírito a cara do nosso trânsito mudaria completamente. Não há vergonha alguma em ser ultrapassado, deve-se dar passagem logo..

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    5. Pois é Bob,

      Como já comentei anteriormente aqui, em SC é costume da maioria das pessoas, aumentar a velocidade ao máximo quando notam que estão sendo ultrapassados. Interessante é que se desistirmos da ultrapassagem ou então, depois de efetuar a ultrapassagem, o motorista retorna a sua velocidade normal.

      Portanto, mesmo que o veículo da frente for um calhambeque, é preciso ter cuidado e iniciar as ultrapassagens sempre com o máximo de aceleração possível.

      Outro detalhe, é que quando surge um veículo em sentido contrário e avista a ultrapassagem, esse também aumenta sua velocidade ao máximo para dar um "sustinho".

      Aqui em SC ocorrem muitas colisões laterais justamente por isso. Birra de idiotas que não admitem ser ultrapassados, mesmo que estejam em baixa velocidade.

      São assassinos em potencial.

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    6. Dar passagem é essencial até no automobilismo, pena que a maioria parece que pensa nisso como questão de orgulho.

      Sobre velocidade natural, esqueçam, esse bom senso foi morto na atualidade. Já foi base LEGAL para a determinação de velocidade máxima nos EUA, mas depois devem ter inventado todo tipo de mentira, novilingua e meias verdades para tirar isso e colocar limites arbitrários (que ainda por cima são chamados de técnicos). Escondem essas coisas a sete chaves porque o desejo é mesmo ferrar com o cidadão e fazer ele pensar que isso é o certo ou que é para o bem dele (tirando dele o senso do bom senso no longo prazo, o tornando um imbecil útil que pensa ser inteligente).

      Só assim para aprovarem e terem apoio nessas medidas estúpidas como limites de 40 ou 50 Km/h em avenidas planas e seguras. Contando com gente que não sabe mais o que é o que, o que é bom senso e o que é moral, e depende de seguir o que é largado pelos "iluminados" do governo para se sentirem "no caminho certo". Dependem disso até para saber de que lado colocar a cueca e acham muito bonito.

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    7. Anônimo, não faz um ano que fui pra Califórnia, é comum na "freeway" o fluxo estar a 85 mph, quando o limite é 65 mph, sem problemas, afinal é essa a velocidade natural da via.

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    8. Bom saber que ainda consideram o conceito de velocidade natural, embora não mais legalmente. Na Europa também costumava ter esse entendimento até pouco tempo, de forma que radares e multas ficavam apenas onde necessários. Andar numa velocidade acima do limite mas ainda razoável era perfeitamente aceitável. Era só não abusar.

      Infelizmente nos últimos anos isso tem mudado muito. Acredito que nos EUA essa tolerância esteja com dias contados. Ela já não é mais parte do estabelecimento dos limites e lá todo esse movimento de babaquice já tem tomado conta da população também.

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  4. JJ, que tipo de velocidade abaixo do limite seria adequada a você? Numa via de, digamos, 60 km/h de máxima, que velocidade, em sua opinião, seria a correta?

    Ass: Átila

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    1. Átila,
      para mim, nenhuma abaixo da máxima permitida é correta. É necessário abrir espaço, usar logo a via, tem mais gente que precisa fazer o mesmo caminho, e todos tem direito de circulação.

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  5. Aqui na região onde moro, é comum motorista em velocidade permitida, reduzi-la ao avistar um radar. Se estiver a 80 km/h, reduz para 50 km/h ou menos, mesmo que a velocidade indicada seja de 80 km/h. Não dá para entender.

    Mas pelo menos dois desses malditos radares foram destruídos totalmente e nunca mais voltaram a funcionar. Parabéns ao (s) desconhecido (s) pela bravura.

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    1. Por aqui é a mesma coisa. E tem aqueles que reduzem até quando veem a câmera do outro lado da pista, que monitora o sentido oposto...

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    2. CCN 1410,
      isso é comum não só onde você mora. É uma praga nacional, essa de não saber a que velocidade se está trafegando e não confiar no velocímetro. Ou pura falta de habilidade mesmo.

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  6. Na região onde moro, existia um trajeto com trânsito pesado, é verdade, mas quando as “otoridades” resolveram instalar um monte de radares, o engarrafamento se tornou uma constância, e que antes deles, não existia.

    Mas como já dizia o filósofo Joseph-Marie de Maistre, "Cada povo tem o governo que merece".

    Então antes de tudo é preciso educar o povo, e somente depois exigirmos melhores governantes.

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  7. Minha idéia para combate à essa e a outras mazelas do trânsito: eu implantaria um grupo especial de 300 policial motociclistas distribuídos por toda a cidade com a função principal de fiscalizar o trânsito. Não é necessário nem multar: basta pegar um desses molengas, pedir que encoste o carro, pedir todos os documentos necessários (aí uma grande parte já vai pro páteo), verificar todos os itens do carro (isso já demora uns 15 minutos o que já atrapalha os compromissos) e explicar que estava trafegando devagar demais. Mas, como o Bob Sharp sempre diz, "dá um trabalho danado". A permissividade do poder público é muito grande e isso não encoraja ninguém a dar mais atenção à condução do veículo ou às regras de trânsito.

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  8. Antigamente, a gente fugia de motoristas usando chapéu, dizia-se que abafava o cérebro...
    Coincidência ou não, eles eram os tartarugas do trânsito.

    (Será que este comentário é politicamente incorreto? hoje em dia nunca se sabe quais são os limites aceitos pelas massas que se sentem pessoalmente injuriadas por qualquer comentário que ofenda seus corretíssimos princípios éticos...)

    Hoje, o maior perigo reside mesmo nos motoristas falando ou digitando em seus celulares.
    Não sei se já foram feitas confiáveis experiências comparativas a respeito, mas na prática eles dirigem agindo de maneira mais perigosa do que um motorista totalmente embriagado.

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    1. Lorenzo Frigerio05/02/14 15:55

      Nada mudou, caro Gopher: os piores motoristas hoje usam boné. Aqui na região de Cotia está cheio. Nunca vi uma pessoa de boné que não dirigisse mal e extremamente devagar. Quando estão dirigindo Fiat, então, a tragédia está completa. Existem também muitos carros com aquele adesivo de Nossa Senhora dentro de um rosário; em geral são carros de mulher, tipo da Meriva; igualmente andam a 40 km/h. E saco de lixo preto no vidro é outro indicativo de motoristas lentos E finalmente, outro tipo mais raro hoje em dia, o tiozão fumando cachimbo.

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    2. BlueGopher,
      dificil saber o que é mais perigoso, ambos são absurdos para quem conduz um veículo automotor.

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    3. O grande Lorenzo não muda mesmo, sempre com seus preconceitos e verdades absolutas. O Zulino, aí de Cotia, dirigia um Uno Milho, de boné e sempre foi bom piloto. Deve ter lhe tesourado várias vezes aí pela Raposo Tavares...

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    4. Lorenzo Frigerio06/02/14 01:54

      Anônimo, uma exceção não inviabiliza uma observação genérica.

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    5. Lorenzo, sua "observação genéria" carece de qualquer fundamento. É preconceito mesmo.

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    6. Sejamos francos, hoje por mais generalizada que seja uma situação se você só relatar o que acontece já é preconceito. Isso é pra deixar a gente maluco. Não dá pra falar nada, nem a verdade.

      Cidadão de boné realmente a vasta maioria ou dirige mal ou dirige com alguma distração. Se por causa de umas excessões não poder falar já é censura mesmo.

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    7. Posso adicionar mais um na lista de pés-no-freio: os carros rebaixados com rodões cromados da vila qualquer coisa... Se é para ficar se exibindo (como se todos na rua quisessem ficar vendo o crime que ele cometeu ao alterar tanto as características do carro), vá para algum encontro de xuning ou coisa parecida... De preferência no caminhão plataforma...

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    8. Concordo plenamente Avatar.

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    9. Lorenzo,

      Lamento lhe informar, mas é preconceito sim pois as suas conclusões são indutivas.
      A indução é muito perigosa pois generalizações de premissas mesmo verdadeiras podem levar a uma falsa conclusão.

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  9. WUAAAAAAAHUUUUUW
    que texto fantástico JJ! Parabéns!!

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  10. Rodolfo Flesch05/02/14 13:11

    Amém!
    Disse tudo JJ!
    Aonde assino a petição para exame de aptidão de direção de motoristas com mais de 3 anos de carteira?
    Abraço!

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    1. Viraria outro caça-níquel, também.

      João Paulo

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    2. Pior que até o Rodolfo Fleschmann Royal correria o risco de ser reprovado e ter que pagar duas vezes...

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    3. Que cara-de-pau provocar no anonimato.

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  11. Algo tal qual os comerciais recentes do Hotel Urbano, que se referem aos Turistões... Quem é não faz a mínima ideia do quão inconvenitentes eles são para todos à sua volta. O egoísmo reina sobre todas as regras de convivência em sociedade. Excelente texto, JJ.

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  12. Me lembro que estava em plena avenida dos Bandeirantes em SP quando vi um carro andando a 40 km/h fazendo zigue -zague , e por curiosidade encostei bem perto da traseira e descobri o que acontecia..

    Era uma mulher que tentava dirigir e ao mesmo tempo comer um puta lanche do MC Donald´s .

    Falei com meu amigo que eu iria emparelhar com ela e disse para ele soltar o maior urro que conseguisse..

    A orelha-seca tomou "O SUSTO" e só vi alface voando pelo carro todo quando ele jogou o lanche para cima ,,Acho que essa aí aprendeu....rsss



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  13. Abordagem perfeita. Infelizmente parece que para parte deste contingente, pensar é uma coisa bastante dolorida. E como dói, melhor seguir na manada...

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  14. Simplesmente perfeito! Tem uns amigos que ficam espantados quando eu procuro passar em lombada eletrônica de 40 km/h a uns 38, de 50 km/h a 49 km/h, e por aí vai. Mas pombas, se o limite é 50 vou passar na lombada a 35 a troco do quê?
    Parabéns pelo ótimo texto!

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    1. Eu passo a 51km/h, 61km/h. Tudo mundo me acha louco.

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    2. Até 7 km/h acima não dá multa. Eu já passei a 47 exato numa lombada de 40. Mas, pra não dar moleza, costumo passar no máximo 5 km/h acima.

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  15. Deveríamos eliminar esses motoristas, assim como o Rick elimina os Zumbis. Com um tiro na cabeça.

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    1. Bosley de La Noya05/02/14 18:44

      Não se esqueça que no seriado, o filho do Rick teve que meter uma bala na cabeça da própria mãe. Não se esqueça que qualquer um de nós pode virar zumbi um dia. Todo mundo fica fica velho (exceto os que morrem jovens), não possuem a sua grande habilidade ao volante, etc, etc,
      Lugar de gente estressada e homicidas é longe da rua...

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  16. Dia desses eu estava dirigindo na Avenida Santo Amaro, e uma fulana inventou de me dar uma fechada com tudo, rendendo-me uma freada bem forte a 60 km/h, com algum barulho de pneu, na iminência de travar. Ela estava na esquerda, e quando começou a faixa de ônibus, simplesmente resolveu que seu carro se desintegraria caso não saísse da faixa de ônibus.
    A prudência manda no mínimo acelerar mais que o carro que está na faixa ao lado antes de mudar de faixa... Pelo menos isso foi talvez a coisa certa que aprendi na auto escola.

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  17. JJ,

    Por essas e outras que, hoje, eu só tiro o carro da garagem quando é absolutamente necessário. Caso contrário, a maioria das vezes, o transporte público e os meus pés me fazem passar menos raiva.

    Um abraço!

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  18. JJ
    Muito bem apontado...
    Pelo menos nos grandes centros está cada dia mais chato dirigir.
    Todo mundo pode comprar um carrinho atualmente .... poucos desses novos "motoristas" sabem dirigir e nunca tiveram tradicao alguma com carro , geralmente é o primeiro carro que a familia tem.
    A maior praga do transito sao os aparelhos de celular. No meu ver tao perigosos quanto ingerir um copo de wiskhy.. O pessoal so se preocupa em falar e ate teclar nos smartphones e deixam a direcao em segundo plano...
    Ando extremamente irritado no transito, a ponto de explodir......

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  19. Noto muito esses driving deads nas rodovias. Ninguém liga muito para eles, já que hoje são raras as sinalizações de "dirija a direita", ou as antigas inscrições no solo com as velocidades por faixa. A polícia rodoviária muito menos fiscaliza. Entres as consequencias, a perda de tempo é a menos impactante: muitos acidentes acontecem por causa deles. Além disso, creio que a necessidade de ampliar o número de faixas nas rodovias próximas à São Paulo, em função da lentidão em certos horários, acontecem em boa parte pela constante presença desses seres lentos e que ocupam as faixas centrais e da esquerda.

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    1. Com certeza Marcelo, eu tento "doutrinar" a manada, mas é difícil remar contra a maré, eles não abrem nem pra polícia rodoviária, e o pior, a polícia não os força a dar passagem e também não multa em razão disso. Aliás essa Polícia Rodoviária Estadual é uma piada! Se tiver trânsito parado, ao invés de checar o que está ocorrendo, eles se escondem num "mocó estratégico", tipo um pouco antes de uma saída de grande circulação, exemplo saída para Campinas, para multar quem resolver trafegar coisa de 50 m pelo acostamento para sair do imbróglio.

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    2. Anônimo,
      Ainda adiciono o seguinte: os horários de sair das bases são aqueles de instalar e recolher os "tripés" montados atrás dos guard-rails. Fora isso, dá muito trabalho ficar patrulhando a rodovia. Aliás, verdade seja dita, muitas vezes nós nos referimos aos policiais de forma injusta, pois o problema é a instituição e o que está acima dela que impõe cotas de multas e cotas de combustível para ser utilizado. Aí é pedir demais para que eles façam patrulha...

      Outro dia pensei ter visto o máximo em preguiça ou descaso com a sua função: o fiscal de trânsito na esquina viu o motorista fazer a conversão (não retorno) proibida em uma avenida que tinha inclusive corredor de ônibus no centro. Porém o esperto motorista ficou atravessado no corredor de ônibus porque a rua na qual ele desejou entrar (perpendicular ao corredor) estava entupida e com isso ele travou o corredor e os ônibus. Eu, que estava ao lado do fiscal no semáforo, assisti tudo e ele sequer sacou o talão, ou mesmo advertiu o motorista abordando-o. Relaxo total. Já sei, acho que era o João, aquele boneco da CET...

      Resumindo: infração que atravanca o trânsito, rodas-presas, pés-no-freio, PODE. Andar em uma velocidade natural para as vias (acima do que é o limite imposto hoje) NÃO PODE.

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    3. Já vi também CET não multar gente passando no vermelho e quase pegando pedestre. E isso aconteceu repetidas vezes na FRENTE do CET. Fui até reclamar (estava andando aquele dia) e inclusive alertei que uma árvore estava tampando um pouco o semáforo.

      O cidadão ficou ali por uns 10 minutos só vendo infração atrás de infração e só passou a fazer alguma coisa depois que quase deu OUTRO acidente.

      Já vi também não fiscalizarem cruzamento fechado. Acho que cumpriu a cota, deixam tudo. E reforça o paradoxo moderno: tanta fiscalização e tecnologia mas só toma multa por passar a 65 onde é 60 por hora...

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  20. Pois é, como a maioria do dos colaboradores deste blog, JJ também usa o espaço para demonstrar impropriamente suas posições políticas, o que, ao meu ver, não interessa a quem procura matérias sobre o mundo automotivo.
    Ao afirmar que o prefeito de São Paulo age por " maldade", o blogueiro chegou ao ápice do subjetivismo desconstrutivo, além de que, é termo desnecessário mesmo em debates políticos mais fervorosos. Afinal, o que é ser bom e o que é ser mal? A resposta vei depender do seu ponto de vista e caberia tese de doutorado e levaríamos séculos até chegar a um acordo.
    Pois bem, veículos em geral são, hoje, a mais eficiente máquina de arrecadação do Estado. Vincula-se todo tipo de tributo ao veículo em sí, e não ao seu proprietário, o que leva à garantia real de recebimento por parte do Estado. Por essa praticidade e pelo fato que todos querem ter um carro, é muito improvável que ocorra redução de qualquer tributo (ou valor de multa) sobre o arrecadador ambulante que é o carro.
    Ora, deixemos as discussões partidárias de lado, mas só para refrescar a memória de JJ, o estado de SP ( da turma da Alston, do pedágio de 20 reais por 50km, do mensalão mineiro, etc) é o que cobra o IPVA mais caro do país, e com a gigantesca frota que por lá circula, poderíamos imaginar que é algo um tanto quanto abusivo o fato de se pagar muito mais caro em SP do que no Paraná, por exemplo.
    O problema do Brasil, caro JJ, não é o partido A ou B. O problema do Brasil é o político com sede de arrecadação, para ter mais dinheiro em caixa, para fazer mais obras, para poder desviar mais, para poder bancar mega campanhas eleitorais, para se manter no poder, para arrecadar mais, para fazer mais obras, etc,etc,etc

    Quem assina: Corcel II LDO

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    1. O que é "subjetivismo desconstrutivo"?
      Filosofia em blog sobre carros é fróid!
      Quis dizer que o autor enfia política na discução, mas você mesmo falou em Alston, mensalão mineiro, bla-bla-bla. Tocou mais em política do que o autor.

      João Paulo

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    2. Corcel II LDO (eu prefiro o GT):
      concordo em parte, e adiciono o seguite: quem está no poder tem que fazer algo para melhorar a vida dos cidadãos, não para piorar.

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    3. É engraçado, o Corcel vem reclamar de posicionamentos políticos dos colaboradores e fala de Alston, mensalão mineiro em SP (?) etc. Primeiro, se vc não gosta do blog, leia outros. Segundo, se vc não mora em Marte, deve saber que o atual prefeito de SP, que é do partido que vc gosta, pelo jeito, tornou a vida de todos um inferno, com medidas no trânsito que são descabidas. O que já era ruim ficou muito pior, o que era previsível dada a incompetência que ele já mostrará como Ministro da Educação.

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    4. Corcel II LDO
      Eu acho oportuno a reclamação de políticos incompetentes que muito fazem para nos atrapalhar
      A boa nova de hoje foi a prisão de mais um bandido da corja do PT: Henrique Pizzolato ex diretor do BC
      Foragido da justiça foi preso na Itália e ira para o xilindró !

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    5. Anônimo 05/02/14 20:01,

      Não muda muito, mas não é do BC,mas sim do BB.

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    6. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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    7. Bob, já não está na hora de barrar esse pessoal aqui? Afinal, como já dito, o AE nem é, e nem deseja ser um espaço democrático, certo? FORA PETISTA DE M****!!! VOCÊ NÃO É BEM VINDO COM ESSA RETÓRICA IMUNDA!!! NOJO DESSA RAÇA! GENTE SUJA COMPRADA!!! SERÁ QUE EU FALEI FÁCIL??? A IDEIA É SER CLARO!!!

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    8. Anônimo 06/02/14 14:33
      Me descuidei e entrou. Mas o petralha será calcinado em seguida.

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    9. Bob acho que calcinou o comentário errado. Tinha feito um justamente demonstrando que o petralha estava se contradizendo (novidade...) com essa história de desconstrutivismo.

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  21. velho rabujento05/02/14 14:18

    Tens o meu total e absoluto apoio, JJ! Carros são máquinas mortíferas quando conduzidos por imbecis, seja lentamente demais ou excessivamente rápidos; habilitação para motos só deveria ser dada após os mais rigorosos exames psicológicos e práticos e não para mentecaptos que andam nos "corredores da morte" vitimando espelhos na melhor das hipóteses, quando não pedestres desavisados que atravessam fora das faixas. Melhor consolo, pelo menos para mim, que há muito deixei de considerar motociclistas como pessoas dignas de compaixão, é que o deles está guardado e só esperando pela hora fatídica, como se vê diuturnamente nos noticiários sanguinolentos, já que os próprios não têm compaixão da própria vida.

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    1. velho rabujento,
      há motociclistas bons, mas a maioria é mesmo ruim. Dia desses um idiota bateu no meu espelho direito, já remendado por erro meu na garagem de casa, e a capa externa caiu na rua. O que vinha atrás parou a moto, pegou e me entregou. Gente fina.
      Temos tendência a generalizar, é normal, mas há vários que são pessoas decentes.

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    2. velho rabujento.

      Pulamor, você passou do limite.
      Coloque as barbas de molho. Não tem cabimento, seja qual for o motivo, escrever que torce pela morte de alguém.
      Não precisa exagerar tanto para justificar seu nick...

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  22. Mas isso também parte do princípio de que muitas pessoas não deveriam estar habilitadas. Não passaram ou não passarias nos toscos testes práticos de habilitação.
    O que fazem? Compram a habilitação.
    Ai vai-se somando fatores, como por exemplo a "sequela" que fica na cabeça de alguns motoristas, a notar as tais faixas pintadas exclusivas de ônibus, que tem determinado horário e mesmo após o horário, já sendo permitido circular não os fazem, mantem-se nas demais faixas já sobrecarregadas.
    Parece que fica a sequela do radar que faz a pessoa andar abaixo dos limites, a da faixa do ônibus, a questão da luz verde e assim vai indo...

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    1. Exatamente.

      Faz um tempo, precisei ir ao extremo da Zona Leste. Após o viaduto Aricanduva, a Radial Leste passa a ter duas faixas, sendo uma exclusiva de onibus. Ocorre que, se não me engano, o horário é das 16:00 às 21:00.
      Estava pela região por volta das 15:00. Na faixa da esquerda, um trânsito de lascar. A faixa de ônibus - que naquele horário o trânsito era liberado - estava "deserta".

      Não deu outra. Fui pela direita e rapidinho cheguei ao meu destino. O mais curioso é ao ultrapassar algum veículo, voce observar uma "cara de reprovação" do cidadão por voce estar na faixa durante o horario permitido.


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    2. kkkkkkkkkkk... Eu choro de rir desses manés!!! No fim de ano o acostamento estava liberado na antiga Pedro Taxi e o povão parado na estrada... Cheguei rapidinho na praia... kkkkkkkkkkkkkkk
      Na Radial aconteceu o mesmo comigo... Eu já estava quase me atrasando, foi providencial a estupidez desse povo.
      E a lista não para, trechos em obras na Rod. Bandeirantes, onde o acostamento estava liberado no horário de pico... E o povo lá naquela "morgação"...
      Em Alphaville o povo não usa a faixa PREFERENCIAL de ônibus... rsrsrs... E eu chego rapidinho na Castelo... Uma maravilha! Continuem assim!

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  23. JJ,
    Concordo em gênero número e grau com tudo o que foi dito. Mas veja que gozado uma situação que me ocorreu na semana passada. Fui a Pirassununga/SP e me programei para estar de volta à capital antes das 17h, por causa do famigerado rodízio....
    Como o meu compromisso se estendeu, acabou que iniciei o retorno por volta das 16h, ou seja, iria chega à capital bem no meio do rodízio.
    Em função disso, e porque eu queria verificar se o consumo do meu carro cairia muito rodando abaixo do cruzeiro que normalmente adoto, vim de lá até SP cruzando a 80 km/h... ainda assim tive que parar em um posto na Rod Bandeirantes por alguns minutos para aguardar o horário do fim do rodízio.
    Como você inicia dizendo que há alguma lógica em quem anda devagar, no caso essa era a minha lógica. rsrs E a culpa era da palhaçada do rodízio.
    De qualquer forma, achei muito mais perigoso andar bem mais devagar e ter que ficar negociando ultrapassagens de carretas atrás do seu caro. Foi uma vez para nunca mais.
    Abs
    Bruno Rezende

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    1. Caro Bruno, no seu caso, se não estava na faixa da esquerda, não vejo problema algum. O limite da Rodovia dos Bandeirantes é de 120km/h, e é permitido por lei rodar até a 60km/h (metade da máxima). Você não estando nas faixas da esquerda atrapalhando quem quer andar a 120, e estando acima dos 60, está dentro do normal!

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    2. Dá para rodar tranquilamente a 80 km/h pela Bandeirantes, desde que pela faixa da direita. É que você já está tão viciado em correr pela estrada, que diminuir a média passa a ser uma tortura. Eu já fui meio maluco assim e sei como é. A mesma coisa acontece quando se troca um carro muito potente e veloz por um pé de boi 1.000cc. É a mesma coisa. Parece que a joça não anda...

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    3. Anônimos de 05/02/14 de 18:43 e 21:04
      Embora pelo CTB a velocidade mínima de qualquer via seja metade da máxima, é uma questão de bom senso (que falta a muita gente) rodar tão devagar numa via como a citada. Essa é uma das causas dos engarrafamentos nos grandes êxodos. / Carros com motor de 1.000 cm³ podem parecer que não andam, mas são carros que atingem 155~160 km/h ou mais, portanto andam mais que o suficiente. É só saber usá-los.

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    4. Bob, aqui quem escreve é o anônimo das 21:04,
      Trafegar pela faixa da direita a 80/ 90km/h não será estorvo para o tráfego. Claro que existem aqueles que querem trafegar a esta velocidade na última pista da esquerda, numa rodovia de 4 faixas. Aí não dá mesmo.
      80 km/h é bem mais que a metade da velocidade máxima permitida. O problema da maior parte dos motoristas é se achar melhor que os outros e ter excesso de auto-confiança, o que resulta nesse matadouro que vemos nas estradas do Brasil.
      Andar a 150/160 km/h num Mille, Celta, Gol e outras cadeiras elétricas que existem por aqui é possível, mas a falta de Airbags, ABS e estruturas mais rígidas, torna esse ato uma verdadeira aventura. Um acidente com esses carros nessas velocidades, resulta quase sempre em fatalidade...

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    5. João Carlos06/02/14 01:44

      Anônimo05/02/14 22:52 dê uma lida aqui: http://autoentusiastas.blogspot.com.br/2013/08/as-falsas-sensacoes-de-risco-e.html

      Seria bom limites mínimos variáveis. Na Argentina há local com 100 kmh e mínimo de 80 km/h. Em locais onde na esquerda é 130 km/h, a faixa (mais à direita) de menor velocidade é 90 km/h. Isso de faixas com velocidade definida deveria também ser adotado aqui, estradas de muitas faixa como a Bandeirantes viram mão inglesa; muitos a 80/90 km/h no meio das 5 faixas, verdadeira falta de educação e instrução básica para guiar.

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    6. Anônimo 05/02/14 22:52,

      Não é só com Mille, Celta, Gol e outras cadeiras elétricas. Nessa velocidade, essas fatalidades também ocorrem com suves e picapes.

      Podes crer!



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    7. Bruno, você andando a 80km/h na Rod. dos Bandeirantes, sendo ultrapassado por caminhões, que vão para as faixas à esquerda é um estorvo sim!!! Aliás esta lei de velocidade mínima de 50% do limite é ridícula assim como outras mais.

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    8. Concordo contigo Anônimo06/02/14 15:11

      É coisa muito comum tu ir para a esquerda para ultrapassar um caminhão e de repente ele puxa para a esquerda para ultrapassar um carro que esta andando mais devagar, te obrigando a freiar.
      Quando há bastante movimento eu procuro andar no fluxo ou um pouco acima e só deixo caminhão chegar perto se eu não tiver como sair.
      Acho que esses que andam devagar são do mesmo tipo dos que alugam a pista da esquerda: equivocados, mas cheios da razão.

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    9. 150~160...não vai achar que os airbag obrigatórios vão salvar...têm muito projeto defasado a venda ainda e que vai continuar a rodar por ae.

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    10. Bater a 150 ou 160 por hora com um "projeto moderno" te garanto que não fará muita diferença em relação a um "projeto defasado".
      A melhor coisa num automóvel, seja ele qual for, é aquela peçinha que fica entre o volante e o encosto do banco.

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    11. As diferenças estruturais existem e não são desprezíveis. Pergunte a qualquer preparador porque um Gol quadrado turbo de 500 cavalos fica torto com o tempo e porque uma BMW M5 tem isso de fábrica e aguenta 20 anos sem problemas ;)

      O melhor mesmo é não bater. Mas acontece que alguns carros te perdoam mais e outros menos e isso faz uma diferença e tanto. Ou não seria comum, por exemplo, ver sobreviventes em carros super esportivos e muitos esportivos de menor escalão (por melhor que freiem, os impactos são sempre em velocidades altas).

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    12. Muito obrigado pela dica "Anônimo07/02/14 05:59", mas vou continuar andando a 160~190, a minha eu segurança eu mesmo faço, não confio em bolsas infláveis!

      Sergio S., não sei quem são os piores, os caminhoneiros que te fecham, independente da velocidade que você esteja, ou "os donos da esquerda".
      O melhor mesmo é andar acima da velocidade do fluxo quando possível, na minha opinião é mais seguro, como já falado acima, deste modo não precisamos negociar com este pessoal.

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  24. JJ, compartilho de sua dor!
    Mas uma coisa que tem me chamado a atenção é o que está relatado no começo do texto de forma figurada: "há uma legião de motoristas que não tiram o pé do freio". De uns tempos pra cá tenho percebido um número crescente de motoristas andando com o pé no freio, LITERALMENTE! As luzes ficam acionadas o tempo todo em curvas, planos, descidas e subidas.
    Sempre imagino que possa haver algum problema no interruptor, mas não! Quando se chega a um semáforo fechado a luz continua acesa, ao dar a partida a luz apaga, e alguns metros adiante volta a acender.
    Fico pensando se no volante está um piloto de rali, freando com o pé esquerdo. A única explicação que vejo é o hábito de descansar este pé no pedal do freio, principalmente em carros automáticos. Isto torna trafegar atrás destes malucos ainda mais perigoso, sem saber o momento em que realmente estão freando.

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    1. Rafa, sabe o que muita gente faz? Ligam as luzes de freio e break light na linha da lanterna, então mesmo não freando as luzes permanecem acesas. Já ouvi um idiota falando que fez por questão de segurança, queria matar o cidadão de tanta indignação!!

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    2. o cara freou sem razão eu passo pela direita no mesmo instante! Normalmente o paguá liga a seta pra direita... AHHHH MAS AÍ EU PASSO MESMO!!!

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  25. Pior mesmo é ver os comentários das pesssos (não digo aqui), batendo palmas quando um radar é inaugurado, se achando os arautos da moralidade e da retidão, se achando os fariseus do séc. XXI
    Na verdade não passam de cegos.
    Como relação a motos, não sei o que me irrita mais: se são os loucos apressados ou os lerdos. Pô! Não se anda devagar em moto!!

    João Paulo

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    1. Concordo plenamente.
      E quanto às motos, não tem coisa mais angustiante para mim do que ver uma moto andando na mesma velocidade e no meio dos carros. É muito mais seguro o motociclista aproveirar os espaços e andar um pouco mais rapido que os veículos maiores.
      Só para constar, eu sou motociclista desde 1984.

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  26. Chamo de radar mesmo ,pois caçam os carros dos cidadãos a qualquer custo para multar e expandir a lucrativa industria da multa ,engraçado que os semáforos ficam dias esperando manutenção ,enquanto as câmeras simplesmente não quebram .

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  27. João Carlos05/02/14 16:19

    Essa de motoqueiro lento ocupando duas faixas é uma praga pra quem é como nós. Achava que era só eu que tinha notado isso! Já partem do semáforo assim, inacreditável, é burrice mesmo.

    Na 23 de maio há vários deles, no meio da faixa passando a 40 km/h debaixo da câmera. Um dia dei um toque na buzina pedindo espaço, e o maloqueio passou a me perseguir, como ele estava com camisa de time de futebol, logo vi que o fulano não era boa coisa, além de alienado. Tratei de deixar prá lá.

    Guiar está virando um inferno com estas múmias paralíticas pelas ruas.

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    1. engraçado que eles podem andar com a buzina acionada direto, agora você não pode pedir passagem? É de f****!

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  28. A solução para isso é colocar transporte público de qualidade. Aí, esses entupidores de ruas deixariam o carro em casa e aí as ruas ficariam livres para nós.

    Também, como as vendas de carros teriam diminuído bastante, as empresas iriam focar nos "elitistas decadentes", nós que gostamos de carro e valorizamos o desempenho da máquina, e não na "classe média moderna", que é esse povo que não sabe nem trocar marcha mas quer carro seguro (sem saber que a segurança fica atrás do volante), gps (o sujeito não sabe ler um mapa), conectividade (enquanto isso dane-se o contato com gente de carne e osso).

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  29. Isso não acontece só no trânsito mas em várias áreas da sociedade. Também vejo isso na saúde, na educação e no serviço público. É um mar de idiotas úteis que clamam por igualdade fazendo a média pelo mais baixo dos relaxados. São seres que deram lugar à lógica e a razão por uma tomada de decisões baseada somente em impressões e sentimentos.
    É por isso que não dá para usar a razão com essa gente pois vivem nesse estado catatônico de sensações.

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  30. Os motoristas brasileiros se dividem em duas categorias: marmotas ou vida loka; os marmotas são os dead tão bem exemplificados no post, ocupam a terceira faixa ao ritmo de lesmas reumáticas, ocupam a via de ultrapassagem em pista de mão dupla, quando não têm ninguém para ultrapassar e - consequentemente - f.....com a ultrapassagem de quem vem em via contrária (hoje me aconteceu essa!). Não se definem onde vão estacionar, se sinalizam...não fazem nada direito, só atrapalham.

    Os vida loka são os caras que ultrapassam na boca da curva (donos de utilitários e picapes são pródigos nisso), contando unicamente com a sorte de não vir ninguém chutado do lado contrário (se dois vida loka se encontram...é o fim), passam uma fila de carros e depois ficam forçando uma vaga para retornar a pista e não se estabacar com o caminhão de faróis ligados do outro lado, ou ultrapassam unicamente para te fechar mais adiante, ou costuram nas vias expressas, ou usam o pisca para novamente...te dar uma fechada épica.



    Curtir uma estradinha todos os dias é um dos meus grandes prazeres, as vezes, guio por guiar mesmo, antes de começar as lidas do dia....é um barato tocar o fino em um carro, não importando modelo ou velocidade, é tudo questão de ritmo certo; e todo dia vejo barbaridades na faixa de rodagem, hoje tirei tinta de um distraído que simplesmente avançou na minha pista quando eu o estava ultrapassando, e ele não foi surpreendido por velocidade e afins, apenas estava dormindo...ou morto ao volante, um perfeito zumbi, louco para transformar outros em zumbis também!

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  31. Sem falar que tem toda uma turma que adora seguir uma fila e não deixar espaço para os outros ultrapassarem. :-( Daí se ver obrigado andar na fila ou ter que ultrapassar quatro carros de uma vez.

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    1. Os "esquerdinhas".... KKKKKKkkkkk... (esquerdinhas foi ótima, que belo trocadalho!) adoram andar em bandos!

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  32. Quanto às câmeras de segurança (ou melhor, de arrecadação) e outras formas de controle comportamental, elas só desensinam os motoristas.

    Colocar um cabresto no burro não o torna inteligente.

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    1. E tirar o cabresto muito menos...

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    2. Não sei, sem o cabresto o burro é obrigado a pensar.

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  33. Nas estradas não existe fiscalização "humana" e nas cidades os agentes da CET são fiscais de zona azul. Antigamente me paravam na Imigrantes toda semana, agora faz anos que não sou parado. Pode testar, se passar em alta velocidade pela polícia no trecho inicial da descida da serra, não acontece nada (após o viaduto da interligação com a Anchieta e o radar de 100 km/h).

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    1. Lorenzo Frigerio06/02/14 02:01

      Naquele trecho onde fica a tenda dos policiais, o limite é de 80 km/h, e já vi radar móvel ali, colocado pelos próprios (ou seja, não depende dos contratos com empresas terceirizadas, que expiram). Se você vem a 100 km/h, não tem tempo de ver o radar e frear.

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  34. A verdade é que dirigir carros ou pilotar motos não é para todo mundo. Nem deveria ser, pois é natural as pessoas serem boas em coisas diferentes ou se interessarem em coisas diferentes, e nem todo mundo vai ser bom ou se interessar por dirigir ou pilotar.

    Muitas pessoas não tem a vontade de aprimorar sua forma de agir no trânsito. Elas nem sequer imaginam que o fato de andarem abaixo do limite da velocidade em uma rodovia (e mesmo que seja na faixa do meio) prejudica o fluxo do trânsito. O que importa para essas pessoas é não tomar multa e seguir o CTB.

    Mas em um país sem soluções de transporte público não tem jeito: todos vão querer seu transporte individual, estando aptos ou não para isso. Desde sempre nosso país estimula apenas o transporte individual e esse é o resultado.Soma-se a importância do status de se passer de carro bonito para o brasileiro e pronto: todos querem dirigir sem nenhuma preocupação com o ato de dirigir em si.

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  35. Se há algo que não suporto são esses motoristas que para qualquer redução de velocidade vão pisando no freio em vez de deixar o carro ir rolando (o que ajuda a reduzir o consumo pelo uso de cut-off, ainda que quem freie em excesso seja muito ignorante para saber o que é cut-off). É algo irritante e forma uma onda de tráfego que é uma beleza. Pode até ser que a pessoa que faz isso seja motorista de carro automático (que, como sabemos, tem pouco freio-motor comparado a um manual), mas mesmo veículos que trocam sozinhos de marcha podem ser guiados com poucas pisadas no freio se você tiver um mínimo de atenção.
    No caso dos radares, é fato de que os mesmos ajudam a atrapalhar o trânsito, ainda mais quando não estão adequadamente regulados para a tolerância para cima permitida pela lei. Em lombadas eletrônicas fica bem patente o quão lento as pessoas andam, como os números que surgem no mostrador conforme os carros passam.

    Sobre lerdeza para sair do semáforo, pensando na natureza do povo brasileiro, isso seria facilmente solucionado se todos os semáforos fossem cronometrados, pois o cara saberia a hora de engatar a primeira marcha. Em Florianópolis vários semáforos são cronometrados e digo que quando dá o verde é o estouro da boiada desejado, pois até os pedestres sabem o tempo que têm para atravessar a via. E o trânsito por aquelas bandas, em que pese ficar carregado em algumas vias durante a temporada turística, costuma fluir muito bem em toda a ilha, que também tem velocidades máximas de via bem adequadas aos contextos (pode-se, por exemplo, andar a 80 km/h em uma estrada de pista única para cada lado, estrada essa que se encontra em área bem deserta do município).
    Já em relação aos motociclistas de corredor, acabei gostando da solução adotada em São Paulo, na qual há uma área à frente da massa de carros na qual eles podem ficar esperando o sinal ficar verde. Onde ela foi adotada acabou com a fila de motoqueiros no corredor. Quando dá o verde, essa massa de duas rodas acaba se distanciando rapidinho dos carros e assim evita boa parte do volume que passaria por entre os carros. Essa é das poucas soluções do Haddad que achei boa (pois o lance das faixas de ônibus mostra de forma bem patente uma belíssima preguiça em se fazer corredores com embarque e desembarque no canteiro central).

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    1. Anônimo,
      essa solução das motos à frente não é democrática. E nem todas as motos se distanciam rapidamente. Muitos são riding dead.

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    2. Aqui levo em conta o fato de a maior parte dos motoqueiros serem motoboys, o que significa que andam naturalmente mais rápido que os tais riding deads (que ao menos nos trajetos pelos quais circulo são muito poucos).
      Também levo em conta que uma CG (a moto mais comum de nosso trânsito) acelera de 0 a 100 km/h mais rápido que qualquer carro 1.0 e mais rápido que muito carro acima dessa cilindrada. Logo, significa que ela acelera de 0 a 60 ou 0 a 80 ainda mais rápido.

      Considero que seja a única solução de trânsito que de fato leva em conta o modo de ser incivilizável do brasileiro e o organiza de uma maneira que acaba auxiliando o fluxo a ir melhor. Já a tal faixa de ônibus na prática apenas acaba ressaltando o tal jeito incivilizável que mencionei anteriormente, ainda mais quando vemos os trechos tracejados delas estando tão perto das esquinas que praticamente obrigam os motoristas a dar uma fechada nos ônibus para conseguirem mudar de rua.

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    3. Anônimo das 12:22h,
      Seu comentário ilustra exatamente o pensamento que parece tomar conta da cabeça da maioria dos motociclistas (ou seriam motoqueiros?) nas ruas: bastou ser motocicleta para ser mais veloz que os carros. Isso faz com que eles queiram SEMPRE a preferência por acharem que rapidamente vão desaparecer e NÃO é verdade.

      Quando você diz que uma moto utilitária 125 ou 150 cm³ consegue superar a marca dos 100 km/h antes de qualquer carro 1000 cm³, você está considerando apenas carros até 1995, quando a potência ficava por volta de 50 cv, correto? Caso contrário, acho que você só tem se deparado com "rodas-presas" ou "pés-no-freio" no trânsito. Procure se informar até mesmo sobre os números (divulgados ou cronometrados) de aceleração para motos dessa categoria... Caso não os encontre, sugiro o seguinte comparativo: emparelhe uma CGzona com um técnico em telefonia (fácil de identificar no trânsito) devidamente aboletado em sua ferramenta de trabalho diária e cronometre quanto tempo ele esperará a CG no próximo semáforo... Só não vale trancá-lo se colocando na faixa de pedestre (hábito horrível que não estou afirmando ser o seu caso...)

      Outra sugestão: coloque um garupa na motoca e um passageiro ao lado do motorista. A matemática explica: adiciona-se o mesmo valor ao numerador da fração que é a relação peso-potência, porém sem alterar o denominador. Questão de razão. Você se surpreenderá com o que poderá acontecer no 0-60 km/h...

      Concordo que em situações cotidianas como muitas das citadas, de nada vale a potência disponível no motor, mas o quanto dela se utiliza. E esse é o tema deste tópico. Porém, são pensamentos como esse de que a moto sempre será o meio mais rápido que acabam levando seus condutores a se colocarem em situações de risco.

      No mais, só vejo contradição em um governo que diz privilegiar o coletivo (maior número de pessoas) ficar criando bolsões para motocicletas, motofaixas e até mesmo as ciclofaixas. Certa vez presenciei o ápice desses absurdos: DUAS faixas de rolamento destinadas a bicicletas em pleno feriado de finados fazendo com que os automóveis (cheios de famílias) formassem um congestionamento enquanto contei meia dúzia de ciclistas circulando em DUAS faixas de rolamento. Será que não seria porque os ciclistas em potencial estariam nos seus carros querendo acessar as estradas para viajar?

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  36. Aqui em Brasília que já foi exemplo de transito em geral (apesar dos pegas, que até hoje são comuns) a coisa esta de uma forma tão ruim que digo com o coração partido: se pudesse iria de bicicleta ! Chegaram ao ponto de reformar quase toda a malha viária da capital, mas a tempos não existe as faixas das ruas e avenidas, a sinalização esta péssima, sinaleiros fora de ritmo, lombadas e pardais a cada 200m quase sempre em locais muito bem estudados "para arrecadar multas". Aqui, como tem donos da rua ! Saem com seus carros carros já para a pista da esquerda ainda em aceleração e ficam abaixo da velocidade da via, não dão seta, freiam em cima, estacionam em qualquer lugar e atrás dos outros, falam ao celular o dia inteiro no volante, não dão vez ou não respeitam seu espaço de segurança do carro a frente e se enfiam de qualquer forma...Isso "só" foi o que me lembrei agora !..Acho que sinceramente deveriam recadastrar todas as carteiras de motorista do país e mudar toda a metodologia de testes, sendo assim, voltar como era antes para tirar a carteira. Porque esta muito difícil a vida do motorista de verdade.

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    1. Antonio Filho,
      deveria haver provas práticas sérias a cada 3 anos no mínimo para se manter a CNH. E deveria haver fiscalização sobre isso. Mas são tantos "deveria" que aí seria pedir demais para uma Nação largada à sua própria sorte.

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    2. Juvenal, mais burocracia não!

      No PR, o governador praticamente vendeu o DETRAN e aumentou absurdamente o valor de tudo por aqui. Sem falar que as "credenciadas" (clínicas médicas, certificadoras, etc, antes era tudo do governo e agora estás nas mãos de particulares) não obedecem critério algum, e podem reprovar o candidato quantas vezes quiser (para tirar o dinheiro dos testes e exames).

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    3. Em SP é assim e o Detran ainda é completamente público. Apenas as clínicas médicas são particulares por questão da demanda ser muita e ter de haver grande número de clínicas.

      Mas as clínicas costumam passar é qualquer um. O Detran mesmo que reprova por saber que ganha com isso, além do que as auto escolas e clínicas também acabam ganhando. Tudo combinado. Por aqui é comum os avaliadores serem de uma equipe X que inventa coisas para reprovar se for o primeiro teste. Quando é o segundo é uma equipe Y completamente diferente que até deixa passar alguns erros.

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    4. Ou seja, de todo jeito, o que falta, tanto no PR quanto em SP, é SERIEDADE, VERGONHA NA CARA, MORAL, RESPEITO!

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  37. Juvenal Jorge,
    bela e perfeita leitura para encerrar mais um dia de trabalho. Já próximo de minha residência paro minha moto (sou auto entusiasta inclusive tenho um antigo, porém por rapidez/economia utilizo-a) atrás de um corsa que estava aguardando para entrar em uma rua preferencial, do nada percebi as luzes de ré se acenderem e acelerar com tudo, a reação foi buzinar/gritar, por estar a uma distância de segurança sofri o impacto sobre o paralama e roda dianteira porém sem cair. O carro era insufilmado, emparelhei não para discutir/brigar, somente para seguir meu caminho , e eis que o vidro se abaixa e é uma menina novinha ao volante que me pergunta se estragou alguma coisa, respondi perguntando aonde que ela tinha comprado a carteira porra!
    Carlos

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    1. Carlos,
      ainda bem que voce não se machucou. Realmente, há maus motoristas com qualquer tipo de veículo.

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  38. Provérbio chines: PIOR DO QUE ESTAR ATRÁS DE UM CARRO QUE NÃO ANDA É ESTAR NA FRENTE DE UM CAMINHÃO QUE NÃO PARA!

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    1. João Carlos05/02/14 20:10

      Esse ditado, para os padrões de hoje, deveria ser invertido. Tem morto vivo que leva faról alto de carreta de cimento, em subida de serra!

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    2. é... até q tem coisas piores do que "motoristas freio de mão".

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    3. Joseph Lesma05/02/14 21:52

      Muito bom o provérbio. Concordo 100% !!!
      Engraçado que por mais pressa e velocidade que se tenha, sempre tem algum mais louco ainda querendo lhe ultrapassar de qualquer maneira, com a faca entre os dentes e sangue nos "zóio"...

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    4. João Carlos05/02/14 21:58

      Provérbio Alemão: O dia que um caminhão for mais rápido que você de carro, em qualquer circunstância, abandone o ato de guiar.

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    5. Acho que você nunca andou pela Régis Bitencourt não né João Carlos...
      As carretas cortam pela esquerda a 120, 140 km/h. Até o diabo fica com medo numa dessas. Qualquer vacilo e todos que estão num carro pequeno estão mortos.

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    6. João Carlos06/02/14 01:23

      Anônimo05/02/14 22:15, conheço a Régis.

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    7. Mas o combate ao péssimo hábito de excesso de velocidade, nunca será a moleza. Ambos os males têm a única cura do uso do bom senso. Quando falta o bom senso, haveria de ter atuação do poder público, mas essa é falha. Tudo se resume a isso.

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    8. Anônimo 05/02/14 22:15,

      Caminhões podem transitar a essa velocidade. E não é só na Régis.

      Aí, tomem cuidado!

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    9. Paulo Roberto06/02/14 08:16 "ter atuação do poder público"
      Ai é que está o problema,em vez de disso enchem as ruas das famigeradas lombadas.

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    10. Pois é, Speedster. Fiscalização presencial "dá muito trabalho".

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    11. Ó como é o nosso fiscal hoje: http://imagens.canaltech.com.br/1744.3089-Jaiminho-O-Carteiro-Chaves.png

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  39. As câmeras podem ser o motivo principal dos mortos-vivos no trânsito, mas certamente não são o único. Há que considerar também os Centros de Formação de Carroceiros - ops, de Condutores - que, desde o primeiro momento, começam a tocar em suas vítimas o terror do speed kills. Digo isto porque na minha cidade não há câmeras e, mesmo assim, as ruas estão empestadas desse tipo de gente.

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    1. Alexandre Zamariolli,
      correto, câmeras não são o único motivo, apenas o principal deles.

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  40. O SinalVermelhoCuritiba.COM é duramente criticado quando trata esse tipo de assunto. Não estou aqui fazendo propaganda para eles. Mas tenho certeza de que vão adorar essa matéria.
    Parabéns ao esclarecido colunista. Ótimo texto.

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  41. É verdade. Estamos cada vez mais rodeados por mortos-vivos no trânsito.
    Hoje em dia é normal, andando em uma rodovia de pista simples, encontrar imbecis andando abaixo da velocidade máxima, formando comboios e dificultando ao máximo as ultrapassagens.

    Prova disso é o trecho em que eu costumo viajar (Santa Maria-Porto Alegre). São aprox. 200 km de pista simples e 80 km de pista dupla, ambos com o absurdo limite de 80 km/h. Antigamente, quando eu ainda não tinha CNH (possuo há 4 anos) e viajava com o meu pai, era normal a gente fazer essa viagem em 3 horas, andando a 110km/h na maior parte do tempo. Só quem trancava a rodovia eram os caminhões e os carros velhos em péssimo estado de conservação. Todo mundo que tinha um carro em bom estado de conservação, costumava andar acima de 100 km/h.
    Hoje em dia, encontro muitos "driving deads" andando a 60 ou 70 km/h, com carros novos e seguros. Não sei se é por falta de habilidade, medo de multas ou pela ridícula cultura de que "velocidade mata". Só sei que hoje em dia levo 4 horas ou mais pra fazer o mesmo trajeto e me estresso muito mais.

    Guilherme

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    1. Só pela maneira como você se refere aos outros motoristas que dividem a estrada com você já dá para ter uma noção do seu "estresse". Procure encarar os outros não como estorvo, mas como pessoas que também precisam chegar ao seu destino e de preferência vivas e inteiras. A cultura de que velocidade mata, realmente é falsa. O que mata é a parada, geralmente preso às ferragens. Tome um chá de camomila e fique mais em casa, é um santo remédio!

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    2. Posso até ter me exaltado um pouco no comentário. Entretanto, eu não as encaro como estorvo, mas sim como pessoas que não contribuem para um trânsito melhor. Só penso que eles deveriam contribuir para haver uma maior fluidez. Eu não quero que todo mundo corra, só gostaria que todo mundo andasse a uma velocidade adequada, de maneira que não forme grandes comboios e que não seja necessário fazer muitas ultrapassagens. Isso reduziria o risco de acidentes e a viagem seria bem mais agradável.

      Guilherme

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    3. Guilherme, eu entendo perfeitamente o que você disse e não tem nada a ver com não chegar "inteiro" em casa. Pelo contrário, muita gente coloca a própria vida em perigo e a dos outros justamente por andar em velocidade incompatível com a via. Tanto rápido quanto devagar demais é ruim. Devagar, às vezes, é pior do que rápido. Se todos se preocupassem um pouco, alguns não precisariam passar pelo estresse. Não é chazinho que vai resolver, é conscientização. Quem pensa diferente que vá andar de ônibus na faixa exclusiva.

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  42. Pior é quando o semáforo fecha e os carros que estão a frente param totalmente bem antes do que deveriam. Acabam ocupando um espaço duplo e vão avançado lentamente até o que o semáforo abra novamente. Na Baixada Santista inteira é um verdadeiro inferno trafegar: médias de menos de 25 km/h no computador de bordo. Transito mal planejado somado a motoristas sem nenhum talento para conduzir um automóvel, SUV(s) com vidros com sacos de lixo por toda a parte ocupando duas faixas de rolamento!

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    1. Aqui até compreendo um pouco tal comportamento, pois há o medo de ser assaltado no cruzamento. O mais adequado nesse caso é olhar o semáforo fechado de longe e em vez de parar, reduzir a velocidade, mantendo o carro rolando, reacelerando-se na hora em que der o verde.

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  43. Outro problema são os motoristas que dobram esquinas ou sobem ladeiras sem reduzir a marcha. O motorista até segue em boa velocidade no trajeto plano, mas chega na subida....dead! Não existe a cultura do cambiar marchas por aqui. Se reduzir vai achar o que o carro é fraco. Aí ele sobe em quarta como se estivesse brigando com o próprio carro, querendo que ele seja "forte"

    João Paulo

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    1. João Paulo
      Brasileiro faz questão de muitas marchas mas detesta trocá-las, dá um trabalho...

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    2. Por falar nisso, já tem gente se incomodando em testes que o VW up precisa reduzir as marchas para subir ladeira e engatar a segunda pra passar nas lombadas... Oh, preguiça!

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    3. Some-se a isso a mania de transmissões excessivamente curtas, que por vezes geram marchas que se sobrepõem e, em uma serra, gerarão o problema de a marcha teoricamente adequada para a situação deixar o carro sem muito fôlego e, reduzindo-se para a marcha imediatamente abaixo dessa teoricamente adequada, a sensação de essa marcha ser excessivamente reduzida para a situação.
      Se você pega um carro com bom escalonamento de marchas e curva de torque o mais plana possível, poderá ocorrer de a maior parte das vezes você sequer precisar reduzir marcha e, quando precisar, reduzir apenas uma marcha, pois na maior parte das vezes o motor estará na parte ascendente da curva de torque e as coisas acabam se resolvendo só mesmo no acelerador.

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    4. Exatamente. Essa mania de marcha curta estraga os carros e continuam achando legal. No máximo a primeira marcha fica boa, o resto fica ou repetitiva (como a segunda que quase é como a primeira) ou fica inadequada para tocar bem o carro.

      Já vivi isso de subir a serra e o carro, com marchas curtas, ficar sem força na marcha acima e quase no corte na marcha abaixo e nem estava lotado. Uma viagem completamente desconfortável, perigosa e gastando muito combustível.

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  44. O Brasil é enorme e apresenta muitos motivos para não andar no limite da via em determinadas situações. Quando o sr. encontrar uma situação como essa, entenderá o que estou dizendo.

    Uma das coisas das coisas que realmente acho que coloca todos da via em perigo são aqueles "pilotos" que guiam acima da velocidade regulamentada da pista enviando sinais de luz, andando a 30cm do carro da frente e que quando detectam um radar vão imeditamente para uma velocidade muito menor da velocidade regulamentada fazendo que todos diminuam a velocidade abruptamente.

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    1. Anônimo das 22:43,
      é óbvio que me refiro a andar no limite estabelecido da via com condições de segurança.
      E é lógico também que andar acima da velocidade regulamentar é problema de quem está dirigindo, mas não pode colocar os outros em risco. Para isso existe fiscalização educativa. Opa ! esqueci. Não existe.

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    2. É óbvio que o Juvenal está falando de limite da via tendo em vista as condições, não poderia ser de outra forma, não é? Avaliar as condições de maneira lúcida é que parece dar um trabalho...

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  45. Ótimo post. É o que vivenciamos no cotidiano. E ainda temos que aturar os 'politicamente corretos' a encher o saco. E falemos a verdade: a grande maioria dirige mal pra c...

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  46. Infelizmente tudo o que foi citado no texto acontece realmente. Por isso todos temos que ter muita paciência. Eu particularmente não tenho tanto quanto deveria. Quase sempre ando rápido e estou sempre cuidando para nâo atrapalhar alguém, mas me irrito muito quando me atrapalham.
    Eu, que dirijo há quase quarenta anos, já fui camioneiro, sou também motociclista e de bicicleta digo: dirigir bem não é coisa fácil, além de habilidade exige concentração e observação do mundo à volta. Agora imagina esse batalhão de novos motoristas que todos os dias são despejados no trânsito e mais os antigos, com todos os vícios, que não tem o mínimo interesse em melhorar.
    Então nós, que gostamos de dirigir e somos conscientes, temos que ter muita paciência e ser preventivos. Para o nosso bem...

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  47. Primeiro devemos lembrar que estamos vivendo num governo que se preocupou em melhorar a vida do brasileiro da porta de sua casa para dentro, melhorando sua percepção de poder de consumo. Da porta para fora, nada melhorou, na estrutura que deveria ser de primeiro mundo pelos impostos que pagamos ou pelo senso de cidadania das pessoas. Tudo piorou. Quanto à extorsão das multas, temos apenas um aliado que foi um dos réus deste post, o smartphone. Temos o aplicativo waze que de certa forma, se estiver sempre ligado pode nos alertar a contento quanto à radares e blitz com intenções duvidosas. Eduardo - Joinville

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  48. JJ, muito bom o texto!!

    Sempre vou para Jundiaí pela Rodovia dos Bandeirantes e bem no começo tem uma câmera (que foi retirada agora por causa das obras) e o limite ali é 120km/h. Isso fica bem na curva antes da reta ontem temos a PMR, o pessoal estanca no freio para menos de 100km/h e logo depois pega a descida na frente da PMR a mais de 120, eu não entendo o nexo disso. Eu fico maluco, porque eu estou a 120, tranquilo e do nada um animal pisa no freio como se estivesse a 200km/h sendo que estava a menos de 120 porque eu estava chegando perto dele. A câmera, radar, o que seja é um dos maiores cânceres do trânsito.

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  49. Tenho notado ônibus municipais fazendo hora nas ruas para isto eles saem da faixa exclusiva. Fretados também fazem isto, principalmente quando o transito está bom e ele chegaria mais cedo ao ponto do próximo cliente.

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  50. JJ que tal fazer o próximo tópico com título "Brake Bad"?
    Vem bem a calhar como continuação desse aqui... rs

    Marcio Santos

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    1. Marcio Santos,
      belo título ! gostei.

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  51. Adorei o último parágrafo...
    Parece que além de tudo que foi exemplificado no texto, está na moda andar devagar... É "cool", é o politicamente correto da vez. E ai de nós que ousemos reclamar de quem aderiu à nova moda...

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  52. Eu costumo ter uma filosofia... Não atrapalho ninguém, mas por favor, não me atrapalhem...Sempre que posso, facilito a ultrapassagem, mas quando eu estiver mais rápido, gosto muito quando facilitam
    minha vida! É complicado lidar com os atravancadores de trânsito, como se tivessem cheio de razão... É complicado observar um folgado dirigindo a 20 Km/h, falando no celular... É irritante ver alguém parando em fila dupla, para conversar com um conhecido, e acreditem, isso acontece, ainda mais aqui no interior, onde parece que ninguém tem pressa. Já me vi em uma situação complicada, quando ultrapassei uma carreta carregada de areia, em pista simples, sem acostamento, e no declive que tinha mais adiante, a dita cuja, retomou a velocidade, cresceu no meu retrovisor, mas não pode me ultrapassar, botei o Corsinha para correr ladeira abaixo, para me livrar da encrenca (ainda bem que era um EFI de cambio longo), mas lá na frente, perto da ponte, avistei um carro preto andando lentamente... e um trânsito danado em sentido contrário... Fazer o que? Por questão de sorte e susto consegui me esquivar da senhorinha, no seu Crossfox, que ainda estava em cima da ponte... mas o Caminhão na banguela, teve que se estabacar no barranco para não passar por cima dela! Depois dizem que pouca velocidade, não causa acidentes?... Se não consigo desviar dela, e o caminhoneiro não tenta o suicídio, não estaria aqui para contar essa história... Nesses pouco mais de 1.000.000 de Km que já dirigi. já vi de tudo... Briga de trânsito, troca de fechadas, batidas propositais.. Estradas indecentes, gente mais indecente ainda... Ultrapassagens suicidas, batidas de frente, corpos despedaçados em acidentes causados por imprudência... . É assustador... , Acho que tenho sorte, mas o mais sinto falta no trânsito é de gentileza e cooperação

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  53. Caro JJ, seu texto resume perfeitamente o comportamento do "motorista" brasileiro, espectador assíduo da "politicamente correta" Rede Globo, para a qual a culpa por todos os acidentes automobilísticos se deve sempre a alta velocidade. Nunca se cogita da falta de perícia dos "motoristas" que se aventuram nas estradas e ruas sem condições de conduzir um automóvel em segurança.
    Além disso, acho que deveria ser obrigatório um teste de QI para todos que tenham a pretensão de sair por ai dirigindo. Ou seja, qualquer um com QI menor que uma batata inglesa não deveria poder dirigir, mesmo que tivesse condições financeiras para adquirir um carro.

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  54. Não sei se já falaram por aqui, li muitos comentários, mas não todos. Problemas de trânsito causados pelos péssimos motoristas que inundam as nossas ruas são muitos, aqui vão alguns comentários de uma pessoa que abandonou os deslocamentos urbanos de carro e anda de motocicleta.
    1 - O pessoal realmente anda devagar demais, é falta de habilidade, não creio que seja falta de educação ou porque querem ser politicamente corretos.
    A maioria dos carros hoje nos grandes centros são conduzidos por pessoas que os consideram "eletrodomésticos" os dirigem como se estivessem abrindo a geladeira, zero envolvimento com o que estão fazendo.
    2 - A já mencionada falta de habilidade se reflete em permitir que distâncias enormes a cada arrancada e entre os carros em movimento se forme, caberiam vários carros ali em alguns casos.
    3 - As Auto escolas tem culpa nesta distância, minha filha mais nova fez o curso a cerca de dois anos e outro dia andando com ela de carona fiquei assustado porque eles ensinam a manter uma distância tal entre um carro (tem que dar para vêr o pneu traseiro do carro que vai a frente) que em alguns casos caberia um carro inteiro.
    4 - Como falei ai em cima, ando de moto por opção (chova ou faça sol), estou mais alto que a grande maioria dos motoristas e posso afirmar que ficar mudando de faixa é uma puta besteira.
    Esta mudança atrasa as duas faixas e não adianta nada em 99% dos casos.
    Caros motoristas, fiquem no maravilhoso ar condicionado, escutando musica e relaxado na sua poltrona e curta o momento de introspecção que o engarrafamento causado por você e seus pares lhe propiciou, deixe quem pode prosseguir seguir seu caminho, não tentem ganhar 15 segundos e colocar em risco a vida do motociclista.
    Eles podem passar entre os carros sim, esta proibição que os senhores motoristas insistem em dizer que existe foi vetada.
    Deixem um corredor mais largo entre a faixa mais a esquerda e a imediatamente a direita, dá para ficar um pouco a esquerda na faixa da esquerda e a direita na faixa imediatamente a direita.
    Não levem as suas convicções políticas para o seu modo de guiar, isto desalinha os carros nas filas, uns a direita e outros a esquerda na mesma fila.
    5 - Senhores motoristas e motociclistas, podem passar na velocidade indicada como máxima nos radares que os senhores não vão ser multados, tem tolerância sim (4km/h) e os vossos velocímetros sempre marcam um pouquinho a mais.
    6 - Por favor escolham outro dia que não as Sextas para irem trabalhar de carro! Segunda é uma maravilha, Terça mais ou menos, Quarta já começa a piorar.
    Minha teoria é que muitos motoristas devem ser diaristas, eu explico: Sábado e Domingo eles gastam o tanque levando as crianças a praia e a mulher ao cabeleireiro e na segunda não tem dinheiro para colocar gasolina no tanque.
    Então deixam o carro em casa, alguns ganham o dia e tem dinheiro para abastecer e ai vão de carro na Terça, mas a maioria só se capitaliza mesmo a partir da Quarta e ai o inferno se restabelece.
    Só pode ser isto, não encontrei outra explicação hehe!
    Tem muito mais, mas é hora de trabalhar mais um pouquinho.
    Acosta

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    1. Quanta bobagem. Então você fica mais alto e assim sabe que não adianta os carros mudarem de faixa. E ainda pede para ele deixarem um corredor maior para você? E essa bobagem de escolher o dia em que as pessoas devem sair de carro? Quanta arrogância.

      Sou motociclista, vou ao trabalho diariamente de moto ha pelo menos 4 anos, ando no corredor, e raramente uso a buzina, sabe por que? Porque não acho que o corredor é do motociclista, o corredor pode ser usado pelos automóveis, se um carro atravessa no corredor porque não conseguiu entrar na brecha que calculou, eu paro atrás e espero, ele tem tanto direito quanto eu de estar ali. Só que alguns motociclistas (como parece ser o seu caso) acham que o corredor é deles e que o motorista que se atreve a atravessar o corredor na sua frente merece uma buzinada e um palavrão. Tenho raiva de motociclista folgado, e depois que comecei a andar de moto piorou, porque aí sim percebi o quanto são folgados.

      Só para constar: meu trajeto diários é Marginal Tietê + Marginal Pinheiros + Eusébio Matoso + Faria Lima. Graças a Deus, zero acidentes até hoje.

      Uma vez, um vendedor de motos me disse a seguinte frase: - A moto te dá uma grande vantagem no trânsito, não tente ganhar mais vantagem do que ela te dá.

      Aí vem você dizer que o motorista não deve querer ganhar 15 segundos com seu automóvel para que V. Senhoria, que está ganhando horas, possa passar com sua moto? E que ele deixe o carro na sexta e vá na terça?

      Ehê zé povo mesmo! Quanta bobagem.

      Eduardo Trevisan.

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    2. Tolerância de 4 km/h? Houve mudança recente? Pois que eu saiba era de 7 km/h até a velocidade de 100km/h, e acima disso 7%.

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    3. Caro Eduardo,
      Parabéns vc é o bom moço em sua moto Custom, mas talvez seja questão de habilidade, leva mesmo um tempo para se ter a habilidade necessária para se aproveitar as potencialidades da moto.
      Mais vês parabéns, ando de moto a 45 anos, ja tive todo tipo de tombo possível, com direito a 11 dias de CTI, mas nao sou mesmo bom moço e nem gostaria de ser.
      A propósito, ja andou de moto em outro pais? EUA não vale.

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    4. Anônimo das 19:19, espero que vc não esteja seguindo esta regra, porque vc vai estar cheio de multas.
      São 4km/h mesmo.
      Eduardo, esqueci de dizer que vc deve ter se tornado o ídolo dos motoristas e de muitos leitores aqui o dó que vc sente do motorista do carro que fecha o corredor é comovente.

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    5. Parabéns, Anônimo 06/02/14 19:06. É raro ver um motociclista com sua postura. A maioria dos que conduzem em duas rodas motorizadas considera a rua como propriedade privada. E tá ficando cada vez pior. E os caras são debochados mesmo.

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    6. À título de informação, consta no site da CET o seguinte:
      "Tecnicamente não existe tolerância para o infrator e sim margem de erro admitida para o equipamento, conforme Portaria nº115 do INMETRO, que determina como margem de erro máxima:
      7 km/h para velocidade até 100 km/h; e7% da velocidade medida para velocidades acima de 100 km/h."
      Não sei de onde tirou esses 4%.

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    7. Antes de tudo, vamos elogiar e dar valor ao que é BOM, antes de dar destaque para a desgraça. APLAUSOS AO SR. EDUARDO TREVISAN! Exemplo de bom senso e de quem sabe que o respeito vem de todas as partes. Respeitar para ser respeitado. Não ligue para essas verborragias de "bom moço" ou de "sem habilidade". O certo é ser mesmo bom, é respeitar e saber que a habilidade tem de ser usada com bom senso. Precisamos de mais gente assim no mundo. Errado é quem acha bonito ser "mal moço" e outros TROUXISMOS como achar bonito sair desrespeitando o DIREITO dos outros e ainda quebrar a cara no chão. Infelizmente a vida não é justa e às vezes sobram mais desses no mundo, não é mesmo?

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    8. Espero que não censurem o comentário, serei educado porém incisivo. Esse sr. Álvaro abusa do seu direito e várias vezes coloca aqui opiniões absurdas, típicas de gente de baixíssimo nível que promove xingamentos gratuitos no trânsito e brigas entre motociclisistas e motoristas (como ele mesmo fala e admite, basta ler os comentários). Já vi ele escrevendo aqui que achou bonito xingar um motorista que reclamou que ele estava forçando ultrapassagem em via de alta velocidade junto com outros motociclistas. Age como um motoboy (dos ruins) mas é classe média. Acho que passou da hora de ouvir o que merece.

      Sr. Álvaro, o sr. é o típico classe "média sofre". Se usa da sua posição social para fazer o que bem entende, defendendo as maiores barbaridades como brigas no transito, xingamentos e restrições do direito dos outros apenas porque é da sua comodidade. Depois coloca alguma causa social no meio para se justificar como o trânsito ou ser "coitadinho" por andar de moto. Acho que está na hora de rever sua ética, pois com esse discursinho de "zé de moto não sou bom moço" não só defende absurdos e arruma brigas desnecessárias pela internet e na vida real como também coloca sua vida em risco e a dos outros. Também está na hora de pensar se seu lugar é no AUTOentusiastas, porque parece que visita aqui apenas para fazer intrigas defendendo motos sempre. O blog é sobre carros e embora sem preconceito contra as motos, acredito não ser bem vindo motos como assunto principal e muito menos se for para defender bobagens e causar brigas.

      Se você nessa idade sobreviveu a essa atitude de "não sou bom moço", embora tenha passado perto de não ter sobrevivido, saiba que os outros não são obrigados a aguentar ela. Temos direitos e se você acha que isso é coisa de "bom moço" ou de "otário", problema seu. Carros podem mudar de faixa quando bem entenderem, assim como as motos. Basta fazer isso num momento seguro, como manda a lei. O corredor fechado faz parte do transito assim como os sinais vermelhos e as preferenciais. Lembre-se que vocês também bloqueiam os corredores, impedindo mudanças necessárias de faixas, e isso faz parte. Se faz diferença ou não, não te interessa e aparentemente você não sabe julgar (o que não é surpresa).

      Também não cabe a você e sua tremenda arrogância escolher os dias que as pessoas saiam de carro só para que você possa brincar de tiozão da motona metido a vida loka sem ser perturbado. Ainda por cima depois vem aqui reclamar de "bom moço" (você quer respeito como? de gente que age como você?) e de que é coitadinho por andar de moto. Se decide então, é coitadinho ou é arrogante?

      Esse sr. Álvaro é como os ciclistas ativistas, pessoas sem ética, que desrespeitam leis e direitos e que agem irresponsávelmente mas se acham no supra sumo da moral por defenderem alguma causa. E assim, por serem seres superiores, acham que possuem o direito de agir assim e ainda de cobrar que os outros os respeitem e os deixem fazer o que bem entendem.

      Conheço vários desse tipo da motona metidos a "mal moço". Sempre o mesmo perfil. Tiram uma com a cara de quem é responsável, tem orgulho de tomar tombo e ir pro hospital e ainda sempre acham que estão certos e os outros que deixem eles passarem. Típicos animais. Felizmente a maioria toma tanta paulada na cabeça (literalmente) que com certa idade param com isso. Os que não fazem isso, a seleção natural cuida. Infelizmente alguns ficam velhos pra contar a história.

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    9. Por ordem de chegada:
      1 - Anônimo 06/02 as 23:43
      Margem de erro sempre existe tanto do próprio instrumento quanto até mesmo em decorrência do ângulo de passagem do veiculo por sobre os sensores.
      Por esta razão é incluído no equipamento 4km/h a mais e fixos independente da velocidade, por exemplo 40 viram 44 e assim por diante.
      O importante é que saibam que podem passar tranquilamente na velocidade máxima permitida controlando pelo velocímetro do seu carro ou moto que a multa não será aplicada.
      2 - Anônimo 07/02 00:02
      Reação previsível, o Sr Eduardo Trevisan é o novo ídolo.
      3 - Outro anônimo de 07/02 00:02
      3.1 - Uma vz que não é proibido se transitar no corredor (vamos deixar esta de distância lateral de lado que existem distâncias também mínimas a serem respeitadas pelos automobilistas que igualmente não o são) mantê-lo livre e cuidar para que em uma manobra de mudança de pista este não seja obstruído ou coloque em risco quem esta passando deve ser uma prioridade dos senhores motoristas, portanto abram passagem, fechar uma moto é atropelamento.
      3.2 - "Se usa da sua posição social para fazer o que bem entende, defendendo as maiores barbaridades como brigas no transito, xingamentos e restrições do direito dos outros apenas porque é da sua comodidade" viajou! E no anonimato que pena, acusações apócrifas não tem valor.
      Porém, mesmo sendo nula sua colocação eu vou comentar:
      Imagine que uma motocicleta esteja ocupando o lugar de um automóvel, seguindo todas as recomendações do CNT e do manual bom moço.
      Esta hipotética motocicleta estaria ocupando um espaço longitudinal de uns 5 metros, mais a largura da faixa ou via lateralmente, este é o espaço que ela teria direito, pois paga impostos e tem que manter uma distância suficiente para "ver o pneu de trás do veiculo da frente" (não é isto que reza a cartilha do bom moço da autoescola?).
      Dito isto me responda, o que os senhores, do alto de sua lisura comportamental, achariam disto?
      Antes de começarem a escrever peço ler e entender o que muita gente disse aqui sobre motos que andam devagar ocupando uma faixa.
      Se lembrem de também, como bons moços, que estes motociclistas têm direito a ocupa-la na velocidade que lhe convier, pois não existe velocidade mínima.
      A maioria aqui concordou por escrito e tacitamente em condenar este hipotético motociclista lento no meio da faixa.
      Agora sobre a minha presença aqui, sou Autoentusiasta de verdade, mas uso carros onde eles são bem vindos (ainda), nas estradas, não nos grandes centros.
      Senhores, defender o uso de automóveis nos grandes centros é uma missão perdida, deixem seus carros em casa, encontrem outros meios de locomoção urbana e nos fds pegue a estrada, de preferência uma serra e curtam seus carros.
      Duvido que haja algum "entusiasmo" em estar dentro de um carro engarrafado.
      A propósito vc sabe a razão do aumento em até 20% o número de pessoas usando carros nas quintas e sextas? Gostaria de saber.
      Acosta

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    10. Acosta, acredito que seria hora de mudar de opinião ou de silenciar. Quanto mais se afunda no tema, mais bobagens saem. Vamos por partes;

      1- A margem de erro do equipamento se for menor que a tolerância legal vai ter de considerar um total de 7km/h, por lei.

      2- Ídolo sim. Para quem é entusiasta de verdade, e não só quem compra carro turbo pra dizer que é e fica arrumando briga na internet no lugar de discutir sobre carros, aqueles que dirigem exemplarmente (carro ou moto) é ídolo sim. Ídolo vai ser quem? Quem promove brigas e banditismo ao volante? Se está com ciúmes do EXEMPLAR Eduardo Trevisan, se comporte como ele e talvez vire ídolo também.

      3- Que bobalhagem. Nem sua frase faz sentido. Também não é proíbido circular DENTRO das faixas e elas naturalmente ficam bloqueadas por diversos motivos como sinal fechado ou trânsito. E ninguém é acusado de atropelamento por isso.

      Ninguém, moto ou carro, é obrigado por lei ou moral a sair da frente de ninguém. Se o carro ocupa o espaço do corredor ao mudar de faixa, paciência, faz parte do trânsito. Assim como se tem moto no corredor do lado do carro o motorista tem que esperar para mudar de faixa. Mas também não tem que parar o carro ou não mudar de faixa apenas porque uma moto no corredor há mais 100 metros não quer reduzir a velocidade e esperar a manobra LEGAL do motorista.

      Acho que talvez seja um conceito muito civilizado para o "mal moço" entender. A moto também ocupa espaço dentro das faixas ou nas paradas de sinaleiro e ninguém tem o direito de mandar elas saírem da frente. ISSO SIM CONSTITUI ATROPELAMENTO.

      3.2- Viajei nada. Está tudo escrito, já não é seu primeiro comentário promovendo brigas no trãnsito além de xingamentos e contravenções. Poderia muito bem sair do anonimato, que não muda nada o teor da crítica ao contrário do que diz, mas não sou muito da idéia de mostrar minha cara para quem tem comportamento de maloqueiro. O respeito vem com respeito. Se quer que mostrem a cara a vossa senhoria e que não te critiquem, pare de ser "mal moço com orgulho". Estranho é dizer isso para uma pessoa de idade, não se dar o respeito nesse estágio da vida é triste mesmo.

      Verborragias do item 3.2- Ninguém está falando para não circular nos corredores, não sei para que tanta elocubração. Apenas estamos cobrando responsabilidade, assim como o JJ cobra dos motoristas. Ser responsável não é questão de ser bom moço e sim de civilidade e respeito. O "mal mocismo" é apenas uma desculpa para o egoísmo e para fazer o que quiser, e não um caminho contra injustiças (muito pelo contrário, cria mais injustiças).

      Velocidade mínima existe e é lei, outra verborragia. E cobramos agilidade dos motoristas e motociclistas. Sobre onde o que é ou não bem vindo, não cabe a você decidir. Motos também "não são bem vindas" em vários lugares dos grandes centros e ninguém te impede de usá-las. O artigo do JJ sequer é sobre uso do carro nas cidades e sim sobre pessoas que dirigem mal.

      Por último, a razão do aumento de 20% de carros nas quintas e sextas se chama cada um cuidando da sua vida. O que "não é bem vindo" nos grandes centros, nas sextas ou em qualquer lugar é falta de respeito, coitadismo e arrogância.

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  55. Mas tem uma palavra que resume tudo isso: KOMBI !!
    É batata! Só as mais novas salvam, e olhe lá! Mas a maioria são as antigas. Ficar atrás de uma é certeza de botar o carro pra esquerda e passar!

    João Paulo

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  56. "Deixem um corredor mais largo entre a faixa mais a esquerda e a imediatamente a direita, dá para ficar um pouco a esquerda na faixa da esquerda e a direita na faixa imediatamente a direita".

    Terrinha de malucos!

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    1. Um mordeu a isca, achei um morto vivo aqui entre os Autoentusiastas.
      Achou ruim de dar passagem, conheço vários e tenho pena.

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    2. Não liga não CCN, não abaixa a cabeça, VOCÊ está certo sim. Saiba que tem o apoio dos entusiastas, seja de carro ou moto. Aqui é um ambiente que valoriza o RESPEITO no transito e a boa condução e não a lei do mais louco e do quem pode mais.

      Morto vivo é quem vive de UTI em UTI e acha isso bonito. Esses merecem pena. Você merece parabens por não aceitar isso aí.

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    3. Marcelo Souza09/02/14 21:12

      Eu sempre procuro deixar mais espaço para o corredor, sobretudo na Radial Leste onde as faixas são muito estreitas. Faz parte do ato de dirigir prestar atenção à volta, dirigir "largado" é coisa de quem não gosta de carro.

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  57. Quem tem medo de nadar não costuma ir para o mar aberto. Quem tem medo de altura não costuma praticar alpinismo. Quem tem medo de cães nunca vai ter um pitbull.
    Por que quem tem medo de dirigir continua dirigindo?

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    1. Carro é status...comprou têm que ir para rua "desfilar" literalmente. E assim tu vêm gente manobrando 10 minutos para encostar numa vaga que suporta 2 automóveis.

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  58. Juvenal,
    por incrível que pareça novamente hj retornando do trabalho, tbém próximo de casa no meio de uma quadra uma fila de carros parados, eu de moto (relembrando sou auto entusiasta tenho um antigo), como conseguia visualizar que o carro que iniciava a fila não dava seta para nenhum dos lados (para entrar em alguma garagem) fui ultrapassando e para minha surpresa tinha uma madame (essa já bem madura) simplesmente fazendo alguma coisa no smartphone dela. Ahhh que vontade de falar alguma coisa p/ ela.......
    Carlos
    Carlos

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    1. Carlos,
      ah, os espertofones ! tá na hora de alguém criar um aplicativo que, quando essa máquina é acionada dentro do carro, desligue o motor. Aí a pessoa iria aprender a usar só com o carro parado e desligado.
      Pensando melhor, acho que não ia dar certo. Alguns iriam achar normal parar o carro no meio da rua para ver as últimas do Facebook.

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    2. Anônimo07/02/14 01:30 Então faça a sessão do descarrego ,descarregue a buzina na orelha dela rsrsrsrs....

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    3. Speedster,
      anteontem foi a menina dando ré do nada, ontem a madame no smartphone, a minha reação em ambos os casos foi praticamente ignorar pois recém voltei de belíssimas férias, agora se as duas situações fossem há poucos dias de tirar férias, não descarregaria apenas a buzina hehehe
      abs
      Carlos

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  59. ao sujeito que tem habilidade e saúde suficiente pra andar de moto, sendo que a maior parte do tempo se locomove sozinho dentro de um carro e contínua reclamando da vida e do trânsito em são paulo: que continue reclamando, sentindo raiva de motociclista, sonhando com um "governo" milagroso, de direita ou de esquerda. Ao invés de privilegiar o veículo menor (veículo este que seja capaz de pelo menos trafegar na velocidade permitida) a maioria das pessoas (que não andam de moto) querem marginalizar, generalizar a má conduta de alguns, fazer terrorismo com o tal "corredor", pregar a segurança máxima que as motocicletas não tem, e por aí vai.
    Não vou ficar colando aqui vídeos e matérias de países asiáticos que se adaptaram as motocicletas e se deram bem, aqui mesmo já teve post sobre isso.
    Já imagino as barbaridades que a maioria aqui pensa sobre motos, mas no trânsito a aplicação da pura e simples lógica pode dar a melhor resposta.

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    1. Acho que é mais o bom e velho vitimismo de PARTE dos motociclistas, que insistem em se colocar como os justiceiros sociais do trânsito e como seres inquestionáveis, por mais questionáveis e erradas que sejam a conduta de ALGUNS deles. Flashback do que acontece com os ciclistas. É a síndrome do vira-lata, dada por um transporte inerentemente incompleto junto com uma mentalidade fraca de boa parte dos seus usuários.

      Até agora não vi ninguém marginalizando motociclistas, apenas um ou outro vindo aqui arrumar briga por achar que por estar numa moto pode tudo e os motoristas, esses criminosos causadores de trânsito, que aguentem. Também é incrível a petulância, idêntica a dos ciclistas, de querer definir como e quando os outros têm de se locomover.

      Os ciclistas usam argumentos iguaizinhos. Se você tem saúde, porque não anda 20 km no sol e subindo ladeira de paletó para ir ao trabalho, folgado? Porque é ruim e não quero e é meu direito. E vale lembrar que essas "experiências asiáticas" são todas em países que vieram de extrema pobreza e durante muito tempo foi COMPLETAMENTE caótica, nada de se adaptar bem. Até hoje o trânsito de alguns países é considerado terra de ninguém por reflexo desse processo. Assim que surge transporte público de qualidade, tudo isso some e o enxame de motos é o primeiro a sumir. Pare de achar que vocês "motociclistas ativistas" são a solução de tudo e a última palavra em moral.

      Antes que algum ciclista se sinta ofendido também, falo óbviamente apenas daqueles que também têm essa atitude de "luta de classes" no trânsito. Nada contra os outros.

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    2. Todos têm direito a circular no trânsito, mas deveres também. O que se pensa sobre as motos e motociclistas foi justamente a imagem que eles criaram.

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  60. João Carlos08/02/14 15:44

    O autoentusiastas é um blog estranho. Alguns texto são geniais, já outros...
    Este texto do senhor JJ, se enquadra na categoria "não genial".

    Abaixo transcrevo um texto que considero genial e que reflete a minha opinião sobre o trânsito e o tema em pauta.

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    1. João Carlos09/02/14 21:15

      Com todo respeito, mas isso que você achou, é porque a carapuça lhe serviu.

      Seu xará, João Carlos. Abraço.

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  61. João Carlos
    O AUTOentusiastas não tem nada de estranho, desculpe. O texto do editor Juvenal Jorge é perfeito e lúcido, exprime a verdade. Sugiro que leia os comentários, o que outros leitores acharam. O texto enviado não será publicado, pois considero-o bobo e inexato. Não tem lugar aqui.
    Bob Sharp
    Editor-chefe

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    1. Publique o post do homem Bob. Cabe a cada um ler e tirar sua própria opinião se é ou não bobo e inexato, não ao editor chefe. É pura questão de se respeitar a capacidade dos outros de ler e interpretar um texto.

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  62. João Carlos,
    falar sobre o trânsito não requer genialidade, apenas capacidade de observação, coisa que pratico a todo instante.
    Obrigado pela leitura.

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  63. kkkkkkkkkkk... Saia da esquerda Seu João!!! péééééééé!

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  64. Há várias espécies de "drivgind dead"; citarei algumas:
    O inseguro: É o motorista que jamais deveria dirigir um automóvel, já que não tem controle sobre a máquina, faz curvas quase parando, como se guiasse um Ford T sobre a neve.
    O imbecil: O típico idiota mediano, guiado pelo senso comum de que velocidade mata, anda a 60 km/h dentro do estacionamento do shopping e também na estrada. Para esse ignóbil o problema é a velocidade, para ele, se os aviões andassem a 60km/h seria muito mais seguros.
    O frustado: É aquele cara que tem seus 40 anos e guia um popular básico. No seu trabalho e vida social está abaixo de todos. Usa a estrada para dispersar suas frustrações, atrapalhando o trânsito de forma dolosa, principalmente, quando o carro que pede passagem custa mais que a sua casa.
    O desprovido: Usa sua imensa SUV para se prevalecer no trânsito. Ignora a falta de espaço das grandes cidades, utilizando seu enorme mastodonte para andar em ruas de asfalto. Se falta tamanho lá, é preciso compensar com o tamanho do carro.

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  65. Hoje um imbecil numa Fiorino de empresa estava escrevendo mensagens no celular em pleno rodoanel, percebi o carro longe dos veículos a diante, atrapalhando o trânsito, em zig-zag, olhei no retrovisor dele e "ganhei" a situação... Não tive dúvida, baixei o vidro e mandei aquele berro com vontade... PRESTA ATENÇÃÃÃOOO!!!! E deixei o mané xingando sozinho pra trás... Depois pensei, o melhor seria ter pego o telefone da empresa e a placa do veículo, assim sim eu poderia chegar a algum objetivo e sem risco de enfrentamento, ficou a lição.

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  66. Anônimo de 11/02/14 21:51:
    uma vez, há muitos anos, liguei em uma empresa de ônibus para reclamar de um motorista animal, e escutei do "cara" do tráfego: o Sr. achou ruim porque estava devagar e ele lhe ultrapassou ?
    Eu falei algumas coisas para esse imbecil, e no final mandei ele ao lugar de onde não deveria ter saído, o esgoto.
    Pouco adianta reclamar se a empresa não for séria.

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