SOCORRO! COMETI UM CHEPALA, UM CHEVETTE COM MOTOR OPALA - PARTE 1

Na procura de um Chevette para virar Chepala, este hatch 1982 foi o escolhido

Alguns carros nascem de ponta-cabeça (de cabeça pra baixo, dizem muitos), como o caso do meu Chepala. Há quase 10 anos eu tinha um motor Opala quatro-cilindros 2,5 jogado na oficina do Renato Gaeta, em Tatuí. Sobrou de algum projeto antigo. Ele pedia para eu tirar o motor de lá e a resposta era: Calma! Vou arrumar um carro pra gente colocar este motor. Ou seja, tinha o motor, faltava o carro.

Queria um Chevette, um carrinho de boas lembranças, que merecia aquele motor Opala. Tive dezenas de carros, mas nunca um Chevette. Meu irmão teve um “zero-bala” em 1976/77, um Tubarão azul calcinha. Andei bastante com o carrinho do meu irmão e até os defeitos eram agradáveis. Gostava da sua agilidade e até de dirigir com os “pés tortos”, já que os pedais são deslocados para a esquerda em relação ao volante devido ao grande túnel central. Mas, o que realmente me atraía no Chevettinho era aquele pulinho, aquela levantada de traseira quando se trocava as marchas com rotação mais elevada. Resultado da lendária tração traseira, na qual as rodas empurram ao invés de puxar o carro, combinado com o tubo de torque que reagia empurrando o carro para cima. Uma tração “onde Deus mandou”. E o Chevette acabou se transformando praticamente no último carro pequeno com tração traseira no Brasil, ao lado do coitado do Gurgel BR-800.

Foi encontrado em Belo Horizonte, em anúncio na internet

Depois, nos anos 1990, rodei com alguns Chepala que apresentamos na revista Oficina Mecânica. Gostei muito dos que tinham motor quatro-cilindros, mas não apreciei muito aqueles com o Opalão, o seis cilindros 4,1. Eram apenas divertidos. Um Chevette com um “seis bocas” fica com excesso de torque (bom para queimar pneu), muito peso na dianteira, sendo necessário estuprar a carroceria para caber o motor, cortando a parede de fogo e reduzindo ainda mais o já pequeno espaço para as pernas nos bancos dianteiros.

Interior original, com painel e tecido dos bancos bem desgastados

Acima de tudo, o Chevette é um símbolo de bons tempos — parodiando o MAO no post “Os 10 melhores carros brasileiros" — de uma época na qual “fumar era bonito e dar o frozó era feio”. Hoje é exatamente o contrário. Se trata de um carro praticamente mundial, mas que estreou primeiro no Brasil em 1973.

Carroceria estava integra e a pintura já desvelava nas quinas

Comecei a caçar o Chevette uns dois anos atrás. O melhor jeito é colocar carro e modelo num mecanismo de busca da net (usei o Trovit) e toda manhã surge uma meia dúzias de anúncios de cacos velhos no seu computador para ver e começar bem o dia. Queria um Tubarão (de 1974 a 1977) ou um hatch dos primeiros (1978 a 1982), com faróis quadrados e grade dupla. Depois de ver vários, desisti do Tubarão: ou eram lixo com podres e trincas no assoalho ou tinham preço absurdo. Ainda mais que teria de gastar bastante para colocar a mecânica Opala.

Me fixei no hatch, um carrinho que teve versões em vários países e a frente lembra o Pontiac Firebird Trans Am, enquanto a traseira tem uma leve inspiração nos Chevrolet Camaro. Um Chevette hatch não chega a ser uma obra-prima de design da GM, mas fica maravilhoso quando se olha para alguns carros atuais da marca da gravatinha, como um Agile ou, pior, um Spin.

Pontiac Firebird Trans Am foi a inspiração para a frente do Chevette de 1978 a 1982 no Brasil
Depois de ver muito Chevette detonado por todo o estado de São Paulo aproveitando viagens profissionais (na capital estavam os piores), achei um anúncio de um hatch legal em Belo Horizonte, um 1982 branco, 1,4 e quatro marchas. Estava simpático nas fotos. Pensei em ir de São Paulo até Belô para ver a encrenca sobre rodas, mas se a família descobrisse provavelmente eu seria internado por insanidade mental.

Apelei para os amigos. O Ricardo Dilser, meu “ex-aluno” na revista Oficina Mecânica, hoje faz parte do time de Relações Públicas da Fiat em Betim, pertinho de Belô e do Chevette mineiro. O Rica é piloto, um cara bem técnico e adora graxa e ferrugem. Liguei para ele lá pelas 10 horas da manhã e escutei que ele estava atolado de trabalho, que veria o carrinho “na próxima semana”.

— Tudo bem, caco velho, quando tem de ser seu, cai no colo.

Duas horas depois, o Rica liga:

— Tou do lado do Chevette!
Caramba Rica, você não estava enrolado?respondi.
Não resisti, você sabe que eu adoro um carro velho.
Como está o carrinho?perguntei.

Rica começou um relatório técnico detalhado: motor bom, ronca diferencial, tem quase todos os detalhes, carroceria integra sem grandes batidas, suspensão estranha, caixa de direção com alguma folga...

Rica, resume esta encrenca, a Fiat vai te cortar o celularinterrompi.
Tio, o Chevettinho tem uma grande qualidade e um grande defeito. A qualidade: tá tudo original. O defeito: tá tudo original. Acho que nunca trocaram o óleo do coitado desde 1982.
Rica, você compraria?
Se você não comprar, eu to comprando.
Pede a conta do cara que estou depositando o sinal.

Motor original 1,4 havia perdido alguns dos 62 cv pela falta de manutenção e o filtro de ar entupido

Rica passa o final de semana em São Paulo e na segunda-feira, 5 da matina, voamos baixo pela rodovia Fernão Dias com um Freemont, o Dodge Journey em versão Fiat. Tomamos um memorável café da manhã na beira da estrada, com direito a pão na chapa com montes de queijo Minas derretido.

Logo estávamos do lado Chevette mineiro, na periferia de Belô: estava íntegro, original, parecia ter os 100 mil km do velocímetro, mas não via uma manutenção decente há mais de uma década. Imundo, tinha alguns detalhes caindo ou que iriam cair logo. A pintura era quase toda original, “desvelando” (mostrando o fundo abaixo da tinta) nas quinas. Acho um charme estes “desvelados” da pintura, algo como pequenas rugas em rosto de mulher bonita e quarentona. Uma marca orgulhosa da passagem do tempo.

Na tampa traseira havia uma plaquinha de alumínio anunciando “Casa Arthur Hass”. Depois, iria descobrir que se tratava de uma das mais antigas concessionárias Chevrolet do Brasil, de Belo Horizonte, fundada em 1894, e que foi vendida alguns anos atrás. Os mineiros pagam mais R$ 200 nesta plaquinha.

A plaquinha da revenda Chevrolet mais antiga do Brasil, segundo os mineiros

O hatchzinho era o que eu procurava há tanto tempo e havia um motor Opala esperando por ele. Terminei de pagar o Chevette trintão, oficialmente um antigo com mais de 30 anos, e que iria se transformar num hotzinho, um Chepala.

O Rica:  

Vamos pra Fiat arrumar um caminhão-cegonha pra levar o carrinho pra São Paulo.
Rica, este cara vai rodando até Tatuí.
Tio, você fica velho, mas não cria juízo. Esta tranqueira não consegue rodar quase 800 km. Aliás numa roda traseira falta um parafuso, assim como na sua cabeça.
Rica, aprenda com o Tio. Na velocidade que vou rodar, podiam faltar até dois dos quatro parafusos. Além disso, carro velho, cachorro vira-lata e mulher feia sempre são agradecidos. Sabem quando alguém tá tirando eles do poço. O Chevettinho chega. Eu já conversei com ele e ele prometeu que roda até lá.
Cacete Tio, então vamos pro meu mecânico fazer uma revisão.
Rica, revisão de caco velho é interminável e não posso passar a semana em Belô. Vamos para um bom posto.

No posto, a suspensão foi “consertada”: um dos pneus tinha 7 “libras” e outro 43. Regulamos pneus, completamos o óleo, água, fixei fiação do motor, chequei mangueiras... enchemos o tanque. O Chevettinho estranhou: há mais de 20 anos que ninguém enchia seu tanque. Rodando para o posto, dei umas freadas e percebi que havia freio (ruim) só nas rodas dianteiras. O freio traseiro estava morto, os dois cilindros de roda travados. Nem falei pro Rica, pois ele é um sobrinho preocupado. Aliás, sua cara era de preocupação. Resolvi tranqüilizar o garoto:

Rica, fica sossegado, trouxe meu jogo de ferramentas da sorte, alguns “enforca-gato” (tire up, aquelas cintas plásticas) fita isolante, colas... até arame. Sempre que estou equipado para emergências, o carro não quebra. E tem mais: o Chevette já viu as ferramentas e tá com cara de que vai se comportar.

Carro quase global, este é o Chevette americano 1976 numa versão wood fake, imitando madeira nas laterais

Comemos um belo churrasco rodízio e no restaurante enchi duas garrafas pet de 2 litros com água. Radiador vazando é uma das surpresas esperadas. Lá pelas 14h30 me despedi do sobrinho tenso e me mandei pela Fernão Dias. Não havia solidão, mesmo com o rádio mudo: o diferencial lá atrás conversava” comigo o tempo todo, gemendo e cantando pela estrada afora. O Chevettinho 1,4 ia a 100 km/h na quarta e última marcha. Não conseguia encontrar (e usar) os 62 cv (a 5.600 rpm). Nas subidas, com o pé no fundo, vinha um cheiro de gasolina horroroso para dentro da cabine. O marcador de combustível desce bem mais rápido que o esperado. O celular toca.

Rica, tá tudo bem, tou rodando. Pode ficar tranqüilo.

Parei num posto, comprei queijo mineiro e goiabada cascão. Retirei o filtro de ar (que fazia o motorzinho trabalhar afogado) e parecia um vaso chinês de museu: puro barro antigo. Joguei o filtro fora, assim como um alto-falante da lateral da porta que insistia em cutucar meu joelho. Calcei o estepe, macaco e chave de roda que faziam dueto com a cantoria do diferencial. Pedi uma chave de fenda emprestada (só para não mexer nas minhas ferramentas, pois dá “falta de sorte”) e regulei a marcha-lenta: o carburador estranhou a súbita entrada de ar com a retirada do filtro-lixão.

O Chevettinho mudou e boa parte dos 62 cv apareceu. Rodava tranqüilo a 110 km/h. Já nos 120 km/h o motor subia de temperatura, provavelmente radiador sujo. Lá pela quarta vez que o celular toca, fiz um acordo com o Rica:

Cara, fica tranqüilo, o Chevettinho tá indo bem e tá tudo ótimo. Se eu morrer, te ligo. Do contrário, te ligo de Tatuí quando chegar lá. Tou disputando espaço com caminhões (com pouco motor e freio manco) e tá complicado de atender o celular.

O que uma é boa viagem sem surpresas? Anoiteceu e, uns 100 km antes de entrar no Estado de São Paulo, começou um dilúvio. Por incrível que pareça, os limpadores de pára-brisa funcionavam, apesar das palhetas ressecadas, assim como todas as luzes e os (poucos) instrumentos de painel. Peguei minha mochila do assoalho do passageiro e ela parecia uma esponja de banho de tão encharcada. Iluminando com o celular percebi uma cachoeira entrando pela parede de fogo. Um imbecil abriu um furo de uns 30 mm de diâmetro para passar o fio da antena, de uns 5 mm. Pior: o furo era bem na direção da roda dianteira, que fazia seu spray de água sob pressão inundar a cabine. Claro que o cretino não colocou uma borracha ou massa de vedação. Parei num posto, jantei e enchi o buraco da antena com papel higiênico, o material correto para melhorar aquela merda toda. Com uma lata, tirei boa parte da inundação do assoalho e pendurei a mochila no trinco do vidro lateral traseiro para escorrer a água.

Continuei noite (e chuva) a dentro, vidro semi-aberto para não embaçar, além de um pano embebido com sabonete líquido para passar por dentro do pára-brisa. De Bragança Paulista, ainda na rodovia Fernão Dias, fui desviando da cidade de São Paulo — sempre um saco de atravessar.

Depois de algumas aquaplanagens divertidas (nada como viajar sozinho), cheguei a Tatuí exatamente na hora dos bons espíritos, meia-noite. Nada mau: pouco mais de nove horas para percorrer quase 800 km, com muitas paradas.

O Chevettinho foi heróico comendo o asfalto molhado noite afora. O carrinho estava feliz, assim como o novo dono. As duas garrafas d’água e o “kit de ferramentas de emergência” no porta-malas estavam intactos. O “tiozinho hatch mineiro” iria dormir numa garagem coberta depois de anos ao relento. Liguei para o Rica em Belô, que também pôde dormir tranqüilo: o Tio maluco e o Chevettinho estavam a salvo. Agora “só” faltava restaurar o carro e trocar quase toda a mecânica. Melhor ir para cama.

Já na oficina, vai começar a transformação mecânica

JS











       

153 comentários :

  1. Rafael Ribeiro28/02/14 12:15

    Tio, vai demorar a parte II???

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    1. Rafa. Tá no forno e já estou na parte 3. A história é cooooomprida.

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    2. Josias, maravilhoso texto (e experiência creio eu...), sempre sonhei em ter um Chepala, também me agrada bastante a opção deste motor para o carro inclusive pela facilidade de adaptação dele no cofre do motor e ter (relativamente) pouco peso. Quanto ao motor, a opção será de mantê-lo 100% original? Quanto a relação acredito que uma caixa de 5 marchas e um diferencial com a relação do automático seja bastante satisfatório pra proposta inicial do carro... não vejo a hora das partes 2 e 3 desta "triloooooooongia"

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  2. Será mesmo que vale a pena adaptar motor de Opala nesse hatch? Talvez com uma restauração não muito extensa ele fique em condições de pegar placa preta. OK, você acabaria precisando de um Chevette em estado pior, mas que estivesse com monobloco totalmente íntegro, para adaptar o motor de Opala, mas aí teria o prazer de ter um raro hatch original de tudo.
    Em tempos: um integrante de minha família teve um hatch ano 1980 bem parecido com esse, inclusive na mesma cor. Ganhou o carro de presente dos filhos, após ter ficado uns bons anos sem um veículo. Ficou uns bons anos com ele... até que foi roubado (ele havia ficado uns bons anos sem um carro próprio por ser especialmente azarado e ter tido mais de um carro roubado). Os filhos dele, anos depois, deram-lhe de presente um Palio 1.0 zerinho, com o qual ficou até o dia em que faleceu e com o qual rodava pouco, já devido à idade e alguns problemas de saúde.

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  3. Que pena descaracterizar um carrinho tão original com um motor de Opala.
    Eu não gosto de Chepala. Meu projeto com um Chevette seria pegar um hatch desse modelo, não tão original, e fazer dele um hatch "tubarão, com frente e lanternas daquele modelo. O motor usaria o 1.6 de chevette mesmo, com o cabeçote de monza.

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    1. Estaria igualmente descaracterizado....

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    2. Anonimos. Carro é gosto pessoal. Gosto muito do Chevette mas, com mecanica original vira carro de coleção, não dá pra rodar no dia a dia e viajar. Já com o motor Opala, ele fica com um rendimento mais apropriado para o uso. De qualquer forma, toda a aparencia ficou original, não mudamos um friso.
      Aguarde.

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    3. Josias, já que tocou no assunto "viajar", qual será o câmbio e diferencial utilizado? Com a relação original em rotação máxima e 5ª marcha, a qual velocidade o carro estará?
      Acabei desistindo de montar um Chepala devido ao fato de o GM151 ter muito torque em baixa mas não girar muito, o que, aliado ao diferencial 4,110:1 do meu tubarão, faria com que a máxima ficasse pouca coisa a mais de 100km/h.

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    4. Anonimo. Tudo isso vai estar nas continuações dessa história. Conseguimos alongar bem a relação do Chevette.

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    5. Maldade publicar o texto em 3 capítulos. Estou ansioso para ler as continuações.
      Parabéns pelo Chepala. O que você está fazendo é exatamente o que sonho, um Chevette com aparencia original e motor de Opala 4 cil.

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    6. Não sei se a receita do Josias é a mesma, mas além do motor do opala, usava o cambio do chevette mesmo, no caso o cinco marchas, com a capa seca do opala, e no diferencial podia usar ou a relação do chevette automatico (3,54:1) ou usar a coroa e pinhão do opala (mesmos 3,54:1) no diferencial do chevette, só que aí precisa retrabalhar o pinhão. Fica uma delicia o carrinho e chega facil aos 175 ~ 180 km/h. Se tiver peito pra isso!

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    7. Mavex
      Como é este retrabalho no pinhão do Opala para encaixar no diferencial do Chevette? Opala geralmente é Dana e o Chevette é Braseixos.

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    8. MALA
      Publicar tudo de uma vez seria maldade comigo. O texto tá ficando grande pacas. Tudo bem que já escrevi um livro, o Sorvete de Graxa citado aqui por alguns amigos, mas a história do Chevettinho tá comendo minhas madrugadas.

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    9. Anônimo28/02/14 12:28,
      > Tenho vontade de fazer um hatch desse jeito, pois gosto muito da frente do tubarão. As lanternas não sei se deixaria as grandes ou colocaria as pequenas.

      Anônimo28/02/14 13:32,
      > Não é descaracterização, mas uma singela homenagem ao "chevette hatch europeu" que não tivemos por aqui: o Kadett C City.

      Josias,
      > Pode estaar muito trabalhoso, mas um livro contando toda a história desse Chevettinho ia ficar excelente. Junto com outros contos, é claro.

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    10. Segue uma tabela que montei a um tempo atrás:
      Diferencial/Veículo - Relação - Dentes coroa - Dentes pinhão
      Braseixos 402/Chevettes 1400 manual - 4,10 - 41 - 10;
      Dana 26/ Chevy 500 - 4,11 - 37 - 9;
      Braseixos 402/Chevettes 1600 manual - 3,9 - _ - _;
      Dana 26/Chevettes 1600 manual - 3,9 - _ - _;
      Dana 26/Chevette automático - 3,54 - _ - _;
      Dana / Chevette automático - 3,45 - 38 - 11 (esta relação eu ví num fórum de Gurgel, comprei uma e falta adaptar no Dana);

      Dana 30/Opala - 3,54 - 46 - 13;
      Dana 30/Opala - 3,07 - 43 - 14;
      Braseixo/Opala - 3,54 - 39 - 11;
      Braseixo/Opala - 3,08 - 40 - 13;
      Braseixo/Opala - 2,73 - 41 - 15:
      Braseixo/Opala - 3,73 - 41 - 11.

      Tem dois modelos de diferencial Braseixos para Opala, o 402 e o 403. O 402 tem a parte interna igual ao 402 do Chevette, já o 403 é maior.
      Teve gente que já colocou relação Braseixos 3,54 dentro do diferencial do Chevette. Num tipo de adaptação, foi cortada a cabeça do pinhão de Opala e soldada no corpo do Pinhão do Chevette. Noutro tipo de adaptação, foi usinado o pinhão do Opala para ficar igual ao do Chevette e foi encaixado direitinho. É preciso escariar internamente a bola do diferencial para encaixar a coroa do Opala.
      Este tipo de adapatação tem que ser estudada com calma e com todas as peças em mãos. Estas dicas eu peguei de fóruns, não ví ao vivo.
      Importante! Não dá pra adaptar Dana com Braseixos e vice-versa.

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    11. Lorenzo Frigerio01/03/14 18:16

      O ideal então é que o Josias tivesse comprado um Chevette automático... era só botar o motor de Opala e não precisaria mexer no diferencial. Imagino que o encaixe seja o mesmo, já ouvi dizer que o automático do Chevette é o mesmo do Opala, então aguenta o tranco. O carro ficaria muito confortável de guiar e não perderia força na estrada. Indo mais longe, poderia instalar o "Automatic 4", que deve ser overdrive e lock-up.

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    12. Lorenzo. Pensei nisso, mas os automicos hatch só achei na versão mais nova, aquele com a bundinha saliente, uma carroceria que pessoalmente não gosto.

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    13. Josias, o retrabalho no pinhão consiste em pegar os dois pinhões, o do opala e o do chevette, serrar as cabeças (engrenagem) deles fora, aí soldar a engrenagem do opala no corpo do pinhão do chevette. Eu disse serrar, mas na verdade isso deve ser feito num torno, claro. Por mais maluco que isso possa parecer, funciona, não ronca e não quebra, e olha que o meu motor era o 3.0. Tem que ser feito por um bom profissional, mas é incrivel que isso dê certo, soldar um pinhão, acho que até o material deles seja diferente. Quando ouvi isso não acreditei, mas paguei pra ver. Mais um grande misterio da mecânica. Quem fez foi o Miguel da 211 na piratininga são paulo, mas faz tempo, hein.

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    14. Anônimo 28/02/14 13:32
      Leia a parte onde está escrita que não seria com um carro bem original. Ou seja, pegaria um carro já descaracterizado para fazer as modificações.
      Queria saber se esse tipo de comentário, tão comum, é preguiça de ler, incapacidade de interpretar um texto ou simples vontade de criticar o comentário dos outros mesmo.

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  4. Será que ficaria legal um GM família 2, ou então u motor 1.6/s com cabeçote de Monza? Posso estar enganado, mas creio que usavam essa combinação em alguns carros de rali na década de 80, e creio que ficava forte.
    No mais, parabéns pela aquisição, qualquer coisa que nos faça sair da mesmice é bem vinda.

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    1. Arkangel.
      Carro e motor são gosto pessoal. Já vi Chevette com AP, Vectra, V6.... Eu prefiro o Opala para ter um carrinho torcudo, rodando só cheiro de gasolina

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    2. Claro, ainda mais que você já tem o motor do Opala nas mãos, que diga-se de passagem, é um excelente motor! O importante, como já disse, é a diversão, às vezes o maior prazer está mesmo na construção do projeto em si; quando mais jovem, tinha um amigo meu que vivia montando carros diversos, Mavericks, réplicas diversas, e muitas vezes ele vendia os carros pouco tempo depois de terminá-los, e ele dizia assim: "Poxa, depois que a gente acaba de montar o carro acaba a graça da coisa, o negócio é vender e comprar outro pra começar tudo novamente".
      Boa sorte e bom divertimento!

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  5. Parabens pela historia, dei muitas risadas... Sucesso nesta nova aventura!

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  6. Hahaha que história legal! tenho meus 19 anos, começando a faculdade de engenharia mecânica, e, como um entusiasta que sou desde que me lembro por gente, ganhei um chevette como primeiro carro haha quem sabe um dia eu consiga montar um chepala, ou até um vortec.. boa sorte na restauração JS

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  7. Ah Josias, viajei na saudade dos Chevettes de minha vida. Um SL 78 1.4 marrom "café com leite" com interior marrom ( o famoso monocromático) que minha mãe teve em 1983 e que permaneceu com ela até 88, quando comprou um SL 88 1.6/S dourado com interior marrom claro. Aprendi a dirigir no 78 e após fazer 18 anos em 1990, fiquei com o 88. Bom tempos de diversão com a tração traseira. Procurei sempre mantê-lo original e com manutenções rigorosamente em dia. Muitas aventuras, alguns pequenos sustos e muita saudade. Acabei vendendo-o para comprar uma Ipanema. Ah, se arrependimento matasse!!!! Mas ainda vou encontrar um outro Chevette e, dessa vez, um raro sedan 82 standart na cor "verde pasta de dente kolynos clorofila" - rsrsrs (infelizmente não sei o nome da cor, mas é linda). Josias, texto maravilhoso, aguardo novas histórias com seu Chepala.

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    1. Consulte no catálogo de cores da Chevrolet. Na internet se acha.

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  8. JS, ótimo post, estas estórias são sempre boas. Deixa o carro original. Abs

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    1. Renato. Original é tão fácil que até a GM fez. Já tá com o Opalão. Aguarde os próximos capítulos

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    2. "Histórias", com "h". "Estórias" são invetadas, e a do Josias me parece bem real.

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  9. JS, ótimo post, estas histórias são sempre ótimos de se ler e acompanhar. Deixe o carrinho original ou pelo menos na aparência. Abs

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  10. Passei por algo parecido com meu fuquinha.. bom demais...
    Ô saudade...
    Fusca 95.

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  11. Josias,

    Legal, pela inicial da placa vi que era de BH. Em qual bairro estava?
    A Casa Arthur Haas era realmente muito antiga aqui. Era a única concessionária GM que fazia esses furos na tampa do porta-malas. Motorauto e Brasvel também eram tradicionais, mas colavam emblemas que imitavam os emblemas do carro mesmo.



    MAO,

    Manifeste-se!
    hehehehe


    Abraços.

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    1. Rodrigo. Pois é, achei o carrinho na tua terra, em Contagem. Ele vai continuar orgulhoso com o logo do Arthur Haas

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  12. Josias, parabéns pelo artigo. Me diverti imaginando a cena do diluvio dentro do chevette. Aguardo o proximo post mostrando a evolução da restauração do "chepala".
    Eduardo

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  13. Josias,

    Sensacional a história! Aguardo o próximo capítulo.

    PS: Lindo esse Trans Am! Lembrei de "Agarra-me Se Puderes".

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  14. Leo Cordeiro28/02/14 13:32

    Também sou de BH e de certa forma me sinto orgulhoso pelo fato deste projeto nascer com um carrinho daqui.Como disse o Rodrigo,a placa é daqui,datada mais ou menos de 1998,pela sequência Alfa inicial.Parabéns pelo carro e boa sorte com as futuras modificações;pelo visto,a base assim como sua origem são muito boas!

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  15. Pô que bacana! Josias não altera o bichinho não. Restaura ele e pega placa preta.

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  16. A leitura tava tão boa que achei o texto super curto. To esperando a parte 2!!

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  17. Se não importa em dizer, quanto foi o Chevas?

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    1. Anonimo. O Chevette saiu R$ 6 mil e pode ter certeza é parte mais barata do projeto. No final, deve passar dos R$ 15 mil.

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    2. Josias, te digo que deixei escapar, por obra da madre querida, um excelente negócio: um sedan 80 todo inteiro, todo bonito por fora, motor liso feito novo. E por módicos 5 mil. Arrependimento não mata, mas dói (muito).

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  18. Josias....escreve logo as partes seguintes porque a primeira foi excelente! Achar um Chevette nessas condições é coisa rara, rarissima hoje em dia.

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  19. Belzontino28/02/14 13:49

    Em BH encontra-se bons carros. Não à toa muitas pessoas de outras cidades vem comprar carros antigos aqui.
    Por isso também o carro usado aqui é caro. Os carros mais baratos aqui geralmente tem placa de fora, normalmente do RJ ou Nordeste, e geralmente são bem detonados.

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  20. Ufa! estava sentido falta dos Chevettes nesse blog!!! Infelizmente tive que vender o meu por falta de tempo$$$$, mas pretendo comprar um ruim em breve para, enfim, restaurá-lo e botar um Família II no cofre. Impressionante como Chevette faz chover comentários aqui. Acredito que vá ficar muito legal seu Chepala, estou curioso para vê-lo quando ficar pronto. Acho muito interessante motores mais fortes no Chevette. Definitivamente, não faço questão da placa preta.

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    1. Família II no cofre é uma ótima pedida.
      Se não me engano, fora você que falou tempos atrás de colocar uma suspensão independente no Chevette?

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    2. Vamodoido... Se precisar de um Chevette, tem um aqui na minha garagem... Meu projeto está me deixando impaciente, tô querendo pegar um normalzinho e já pronto. Tenho as fotos do processo de funilaria que foi feito.

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  21. Caramba que texto bacana! Aproveite para contar todos os detalhes da adaptação mecânica, na parte II. Grande abraço!

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    1. Nicolas. Vai ter parte 2 e 3, com todos os detalhes sórdidos e cabeçadas.

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  22. Caramba, até fiquei com água na boca de fazer uma dessas. recentemente comprei uma Caravan 90 (4cc) que tb estava ao relento em São Paulo e a trouxe para minha cidade, mas foram somente 60 Kms, nada comparado a essa viagem. O legal da minha viatura é que apesar de não estar muito bonita, ela rodou somente 41.000 kms, mecanicamente ela está ótima!

    Abs e parabéns!

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  23. Um hatch 82 standard, como o último que meu pai teve he, he! Gosto muito desse carrinho, e sempre achei o hatch o mais bonito, especialmente se SL/E, e antes que lhe espichassem a traseira. Minha preferência é sempre a total originalidade, mas se vai modificar, pelo menos que a coisa fique em "casa": carro GM com motor GM. Acho herético, por exemplo, Simca com motor do Opala, embora até engula em carros atuais e sendo uma iniciativa do próprio fabricante, como Fiat com motor GM, ou o Nissan March com motor Renault. Estou muito curioso para ver isso pronto. Vai mostrar para gente, não vai, Josias?
    Abraço.

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    1. Pois eu já vi Simca com o GM 250. Era um amarelo metálico, meio puxado para dourado e não lembro se o teto era preto ou da mesma cor da carroceria. O carro é de um colecionador aqui de São Paulo. Bonito, bem cuidado mas... não é original.

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    2. Hatch SL/E nunca teve. Era SL ou SE. Quando a GM começou a usar a sigla SL/E para o Chevette, o Hatch já tinha saído de linha.

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  24. Olha, eu iria facil de GM FII 2 litros... Mais compacto, leve e moderno... Já vi alguns na net e um conhecido teve um com um C20Xe....
    Josias, um dos Chevette 4100 testados por vcs na revista oficina mecânica provavelmente era do irmão de um conhecido meu. .. particularmente eu achava o carro uma m....

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    1. C20XE é chapa quente... Já vi Celta com um desses debaixo do capô. Nem precisa falar o que andava.

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    2. Gonzalez,

      Faço minhas as suas palavras. Iria num GM OHC Família II 2.0 tranquilamente. De preferência a álcool. Inclusive tenho um guardado em oficina de amigo meu, justamente para este fim. Só não está sobrando tempo ($$$$).

      Mas acho legal quem curte o torque e o baixo giro do 2.5. Aquilo funcionando redondinho é gostoso de ver.

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    3. Gonzalez,

      O C20 é a cereja do bolo da Família II e o sonho de todo swapeiro para fazer um Chevette FII 4-em-linha.
      Na net tem alguns. O swap fica excelente. Mas tem que acompanhar uma série de melhorias. Freios, por exemplo.

      Rodrigo MG,

      Eu só iria num OHC se estiver muito ruim de se conseguir um DOHC. Eu quero mesmo é alti giri que nem os carros de rali europeus dos 70's e 80's (descritos em recente post aqui no AE). Mas entendo a magia de se querer um 2.5 montado. Tudo bem feito da gosto de ver.

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    4. Um 2 litros flex de 128cv ou 140cv já deixaria o carro um tezão! é torcudo, mais leve, parrudo, gira e tem ótima potência.......... tudo isso aliado à um tração traseira leve, é carro de entusiasta!!!

      Abs

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    5. KzR,

      Ok, mas dá uma olhada no preço dos DOHC. Se for o C20XE, então, nem se fala! Um OHC já faria maravilhas...

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  25. Que leitura maravilhosa,ainda mais para mim que adora Chevette,Josias vai ficar show este Chepala,ainda mais nesta carroceria Hatch ,raridade e exclusividade.
    Ancioso pela segunda/terceira e quem sabe quarta parte.

    Abraço

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  26. Bacana o texto, Josias!
    E que atire a primeira pedra já viu um Chevette bom de freio!

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  27. Muito bom post, belo carro e que fique excelente com o 151!! Solta o resto da história ae Josias!! Abraaaço!!!

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  28. de uma época na qual “fumar era bonito e dar o frozó era feio”

    Comecei a rir aqui e não parei mais... na parte do furo da antena, então, veio gente perguntar o que eu tava vendo que ria tanto.

    Essa receita sua mistura duas coisas da linha Chevrolet que mais fizeram parte da minha infância: o Chevette Hatch (ou "O Incrível Hatch", como dizia a propaganda da época numa tentativa de capitalizar em cima da série de TV do Incrível Hulk) e o motor 4 cilindros do Opala (quem passa a infância em 5 Caravans 2.5 só pode mesmo amar esse motor).

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  29. Josisa, voce não tem a menor ideia o que um texto escrito por voce faz comigo... Hoje mais uma vez voce salvou meu dia e precinto uma tarde produtiva..... Escreva o sorvete de graxa 2 logo!

    Agora sobre chevetinho modificado, chepala são legais, mas eu atirava meu twingo em uma vala agora mesmo por um chevete vortec(Chezer?! Blevete?!, ficamos com chevete V6 então), pena que me falta culhão para fazer uma eme dessas...

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    1. Você vai ter é que falar com o AG e consultar a "Semente Estragada".
      Com um carro, um motor, um pouco de grana e vontade você monta um Chevy-Blazer.

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  30. Josias boa tarde! "Assim vc me mata...." KKKKK Curiosamente também tenho um motor 4cc 88, e tô doido prá por num chevettinho para uso diário. Pensei em "Marajóia", devido ao maior peso na traseira, melhorando tração e estabilidade. Obviamente com uma injeção a álcool, pois no dia-a-dia não dá mais para aguentar as TPM's dos carburadores. Mas NÃO ACHO NADA QUE PRESTE! Ou quando encontro é "relíquia", e lá se ouvem 12, 15 mil. agora você me vem com um hatch: deve ficar uma delícia, sair em 2ª do farol e botar 4ªkkkkkkkk. Parabéns, gde abs! PS.: mantenha-nos informados, please!

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  31. Tem que criar uma seção só com os carros do Josias.. to suando aqui para achar o texto do coure!

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    1. Luke, acho que não fiz o Cuore aqui no Entusiastas. De Daihatsu lembro que fiz o Charade.

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    2. é depois me dei conta do meu erro... ai ia ser complicado de achar mesmo(rsrsrsrs)

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    3. Josias, uma boa oportunidade para fazer. rsrs

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    4. Acabei de ler o texto do Daihatsh Charade... pela quarta vez consecutiva.
      Simplesmente sensacional.

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  32. Ótimo, ótimo, chorei de rir...

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  33. Que história mais legal! Certamente estou ansioso pra ver as continuações dela.
    Abraço

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  34. Um dos textos mais engraçados que li. " Se eu morrer, te ligo " rsrsrsrs

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  35. Tio,
    Rachei o bico de tanto rir, assim como rachei o bico com o "Sorvete de Graxa", com a definição de escoteiro, o Mistério em Paris e tantos outros causos.... abs!
    Bruno Rezende

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  36. Boas Seo Josias.
    Queria te dizer que a subida de traseira que o chevette tem e o opala não tem, deve-se apenas ao modo que o pinhão entra na coroa, hahaha.
    Se ele está por cima, na frente ou por baixo do diferencial, sabe-se sua posição pela cruzeta perto da carcaça. Esse detalhe ALÉM do fato do cardã ser bi-partido ou não fazem esse movimento de carroceria.
    Observe que os opalas também ganharam o cardã bi-partido no fim dos anos 1980, mudando seu comportamento em arrancadas. Se retirar os amortecedores dos dois carros, verá muito mais como o eixo traseiro torce as suspensões de forma diferente. Já na volks, o pinhão está sempre na mesma posição mas a kombi levanta a traseira em arrancada e o fusca afunda igual uma galinha dangola fugindo, porque as kombis antigas tinham a rotação do diferencial girando de ré, só se convertendo em movimento pra frente nas caixas de redução nas extremidades dos eixos, na roda mesmo. quanto ao chepala, é curtição garantida no 4 cilindros. Se usou um modelo de 1983 pra frente, ele tem a mesma caixa de 5 marchas do opala, basta trocar a alavanca de posição e na travessa, alguns chevette de 1983 vieram com a furacão para o motor opala. O Chevette ouro preto em 1980 e o S/R de 1982 foram cogitados na montadora a usarem o 2.5. Aposto que alguém de marketing bloqueou.
    Seguindo as MOTOR3, muita gente vive de fazer chepala até hoje. Em franca-SP fabricam flanges pra adaptar motor e cambio diferentes entre si, sendo o mais usado a de vectra na caixa do opala 2.5, kit completo pra chevette. sucesso com a obra, já deve estar nos finalmentes.

    Luiz.

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    1. Não esqueçamos que na Argentina a versão local do Chevette (Opel K-180), cujo motor tinha o mesmo bloco do 2.5 de quatro cilindros daqui, mas cilindrada reduzida para 1.796,8 cm³ (pistões com diâmetro de 90,42 mm e curso de 69,85 mm contra 98,4 x 82,5 mm do 153 e os 101,5 x 76,2 mm do 151). Logo, é de se imaginar que o projeto da plataforma T já contemplasse de alguma forma o bloco em questão como um dos possíveis de ser montado desde o começo.

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    2. Lluiz. O que vc explicou é verdadeiro sobre o fenomeno fisico que provoca a levantada de bunda do Chevette e, ao contrário, a sentada do Fusca. Independente das razões, acho um charme a troca de marchas do Chevette, avisando todo mundo que ele é tração traseira.

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    3. Anonimo.
      Não sabia desta versão argentina com o motor Opala com cilindrada reduzida. Legal. Vou pesquisar.

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    4. O movimento de levantar e abaixar a traseira é devido a transferência longitudinal de peso do carro e também devido a geometria da suspensão. Conforme a geometria da suspensão, a altura e distância do CG e o entre-eixos do carro, o veículo se comporta de uma maneira. Observem a seguinte figura:
      http://www.pirate4x4.com/forum/attachments/general-4x4-discussion/76461d1059111779-help-anti-squat-diagram-anti-squat.jpg
      Não importa o tipo de suspensão usada (braço arrastado, semi-arrastado, duplo-A, multi-braço), elas apresentam um ponto de pivotamento (reaction point), como se existisse um braço de suspensão indo deste ponto até o eixo. Se este ponto está abaixo do CG do carro, há a tendência da traseira abaixar. Se estiver acima do CG, a traseira levanta. Se estiver 100% alinhada com o CG, a traseira fica neutra. Conhecendo este comportamento, é possível melhorar o tempo de 0 à 100 sem adicionar um único cavalo no motor, somente usando a transferência de peso para empurrar os pneu com mais força contra o solo e aumentar o atrito.
      Quanto a tendência do eixo "enrolar" (wheel hop), isto não ocorre quando se usa transeixo, pois o diferencial fica fixo ao chassi. Isso só ocorre com eixo rígido e pode ser contornada escolhendo um arranjo de braços que cancele a tendência de giro do eixo e com geometria apropriada. Como exemplo, a diferença entre o Fusca e a Kombi é que o primeiro usa semi-eixo oscilante com braço arrastado e a Kombi usa braço semi-arrastado, mudando o ponto de pivotamento (vide figura acima) e conseqüentemente o comportamento do veículo.
      Um liro muito bom sobre isso é o Fundamentals of Vehicle Dynamics de Thomas D. Gillespie.

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  37. Bosley de La Noya28/02/14 16:37

    Tio Josias, essa história do Chevette dá de 10 naquela do Cruze novinho indo viajar para Santa Catarina. Isso sim que é aventura de Autoentusiasta !!!!

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  38. Sou de Belo Horizonte, moro em Ribeirão Preto hoje em dia. Lá em BH fui gerente de uma oficina que restaurava carros de fibra em 1990. Tínhamos a melhor pintura da cidade e quando pintávamos um chevrolet, eu arrancava essa plaquinha da Artur Haas, tirava a ferrugem, pintava os furos e arrebitava de novo. Já eram respeitadas.
    Sobre a outra concessionária, MOTORAUTO, seu slogan e jingle nas rádios dizia que chevrolet é com motorauto. Contávamos que os caipiras chegavam nas concessionárias GM, mandavam abrir o capo do caminhão c-60, viam aquele 4300 lá em baixo e diziam. Esse eu não quero, quero comprar um com o motor no ALTO. Esse aí tá baixo, hahaha.

    Luiz

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    1. Luiz, Lembro bem da Motorauto, inclusive pelo fato deles terem revenda de motos e tive muito contato com o Beto Motorauto. Inclusive comprei uma Harley dele, nos anos 90, quando eles representavam a marca no Brasil.

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  39. Lorenzo Frigerio28/02/14 17:23

    A foto do Trans-Am 76 preto me deixou tão estonteado que tive dificuldade para ler o resto do artigo... é curioso como um carro tão espetacular permanece relativamente ignorado pelos "antigomobilistas" no Brasil, que só querem saber de Mustang, Dodjão, Cadillac e aquelas Mercedes velhas dos anos 60. Certamente, merece um artigo no AE.

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    1. Adorei esse Pomtiav tbm
      O carro e pouco conhecido da grande massa no Brasil
      Entraram bem poucos e na época eram significantemente mais caros que os Camaros
      Esse exemplar da foto esta maravilhoso, as rodas apesar de nao originais ficaram lindas
      Babei!

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    2. Bosley de La Noya01/03/14 09:25

      Ah Lorenzo!!! Até parece que você ia preferir o Mustang...
      O bonito mesmo nesses Firebird é aquele frango assado pintado no capô. Finíssimo gosto!!!

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    3. Lorenzo Frigerio01/03/14 18:09

      Bosley, é necessário apreciar o carro como um todo. O Trans-Am é muito mais que o frango assado, e de qualquer forma trata-se de um veículo esportivo. Se sua fome é pequena, alguns anos/modelos têm o frango menor.
      Do 77 em diante, com aquelas rodas douradas, o carro ficou descaracterizado em minha opinião.
      Agora, comparar um esportivo barato como o Mustang com um Trans-Am, tenha paciência, isso é comentário de quem não entende nada de carro.
      Anônimo, as rodas não são rigorosamente originais, mas têm o desenho original da roda colméia dos Firebirds. Alguns Trans-Am e Firebirds tinham rodas raiadas com arinhos. A roda colméia é bem mais bonita na minha opinião.

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  40. Josias, seus textos são demais! Você deveria fazer uma seleção das suas viagens que foram publicadas na saudosa época da Oficina Mecânica e colocá-los aqui. Jamais me esqueço da aventura São Paulo Salvador a bordo de um fusca conversível, com direito até a um periquito companheiro na volta.

    Grande abraço

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    1. Rafa, vc tem razão. Preciso ter paciencia para encontrar estes textos e colocar aqui. Brigado pela sugestão.

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    2. Tenho a revista com essa matéria até hoje comigo. O Fusca era o "Califórnia Dream" e o periquito o "Baiano"...

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    3. Também lembro dessa história do Fusca conversível... era um (nas palavras do Josias) 86-chave-de-ouro-última-série.

      Tem uma passagem onde ele teve que desviar no susto pra não atropelar um urubu, uma coisa assim.

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    4. Vilchez.
      Me diz em qual edição da Oficina Mecanica está esta viagem. Não consigo achar.

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    5. Josias, tá na mão. Está na edição n. 97 de outubro de 1994. Também está na edição especial "Viajar", n. 114-A de março de 1996.

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  41. Caro mestre Josias,
    Primeiro tenho que falar que aprendi muito com todos vocês do AE, muito antes de imaginar que iria existir internet!!!
    Tenho uma vaga lembrança da avaliação de um opala com motor 4 cilindros redimensionado para 3.0, acredito que na Oficina Mecânica, no qual falava que esta expansão na cilindrada deixava o carro muito mais esperto, e mais equilibrado que o de 6 cilindros e com desempenho muito próximo. Lembro-me que o texto falava esta expansão mantinha a velocidade de deslocamento dos pistões dentro dos parametros aceitáveis e não deveria comprometer a durabilidade do motor. Esse motor dessa reportagem e o chevettinho "ouro preto" se não me engano (o preto com detalhes dourados), com faróis quadrados, povoaram a minha imaginação durante muito tempo... Como eu queria fazer uma coisa assim, chevette preto com detalhes dourados e motor opala 4 cilindros stroker 3.0.....

    Acompanhando....

    RHS

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    1. RHS
      Lembro bem deste motor Stroker 3.0 Stroker feito no Opala quatro cilindros. O vira, biela, acho que pistões tbém, eram cópias de um kit argentino, feitos no Brasil por um preparador do qual não lembro o nome, mas já faleceu. Mas, fique tranquilo, o Chevette desta história já esta com um Opala 2.6 com algumas melhorias e ficou ótimo. Não perca os próximos capítulos da novela.

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    2. Quem fazia esse kit era o Martins, da Martins Performance, grande figura do automobilismo nacional que faleceu há alguns anos. Era trocado apenas o virabrequim e tinha que fazer uns retrabalhos no bloco pro vira ñ raspar nele. Só comentei isso porque em 1999 eu montei justamente esse carro q o anonimo descreve ai em cima: um ouro preto 1982 preto com todos os detalhes dourados, inclusive rodas, que mantive totalmente original a não ser o motor. E esse 3.0 ficou magnifico no carro, torque absurdo, otima potencia e não era tão gastão. Rodei com ele uns 4 anos sem nenhum problema, até q chegou um louco fez uma proposta irrecusavel e eu vendi o carro. Um dos melhores carros q já tive.

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    3. Muito bom, Josias. O preparador era Eugenio Martins, da Martins Performance. Inclusive a OM testou um Opala com esse kit. Tá aqui ó:

      http://www.opalass.com.br/projetos/adaptacoes/tranformacao-opala-4-cilindros-de-2-5-para-3-0

      Abraço

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    4. Mavex e Lucas. Era o Eugenio mesmo. Depois que escrevi aqui, lembrei o nome. Realmente uma grande figura.

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    5. Mavex,
      Nunca fui muito fã do chevette, não achava bonito e o espaço interno achava sofrível, Mas, quando saiu esse com o farol quadrado (eu moleque ainda, mas já dirigia na roça as brasílias, com o meu pai, bons tempos aqueles), e, principalmente, a série especial ouro preto, achei muito lindo. Quando eu li a reportagem do stroker 3.0, o primeiro carro que pensei para colocar esse motor foi esse chevettinho. Tenho que parabenizá-lo, nunca iria imaginar que alguém realmente tinha realizado esse "devaneio".
      Quanto ao chevette, por alguma (falta de) razão, também simpatizei com a série "jeans". Na época, só achava legal por ter tração traseira.... Hoje eu tenho simpatia por todos os modelos do chevette (apesar de achar horríveis a ultima série do hatch e o quatro portas...).
      RHS

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    6. O Chevette realmente tinha esses problemas, mas quando sentava-se ao volante tudo isso era esquecido, o volante macio, o cambio maravilhoso, a suspenção justa, uma delicia de carro. Esse ouro preto caiu sem querer na minha mão, era do avô dum amigo, e quando me ofereceram comprei sem saber que era desta serie especial, depois fiquei surpreso com a instrumentação completa e os detalhes dourados. Mas, pra variar, o motor fumava e o cambio era de quatro marchas, então é que surgiu o projeto do chepala. Aí a gente vai se envolvendo e quando vai ver quer montar tudo do bom e do melhor. O carro ficou muito bom demais, e mesmo tendo outros carros novos em casa, só usava ele no dia a dia. Só vendi porque me ofereceram um caminhão de dinheiro, e só pra vc ter uma idéia com essa grana comprei um maverick gt 79 original zerado, que tenho até hj.
      Agora o Jeans, só vi um desses na vida até hoje, e olha que frequento bastante encontro de carros antigos e num vi outro.
      Atualmente tô namorando um automatico aqui perto de casa, é dum vovôzinho que não quer me vender de jeito nenhum. A paciência é uma virtude...

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  42. Parabéns pelo achado! Acho esse modelo de Chevette Hatch muito bonito.

    E o "Chepala" 4 cilindros ja é uma "modificação clássica" para esse carro, e concordo que é muito mais sensata que colocar 6 cilindros.

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  43. Vai ficar bacana, a mecânica Opala é mais comum do que se pensa no Chevette, de 1974 a 1977 o motor quatro cilindros com menos curso e menor diâmetro, equipou os Chevettes argentinos; com um deslocamento de pouco mais de 1.800cm3. Por fora, o bloco do motor era igual.

    MFF

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  44. Josias,
    Só vou fazer uma correçãozinha, se me perdoa a chatice: é quando você diz que "Queria um hatch dos primeiros (1978 a 1982)...". Chevette Hatch, só de 1980 em diante.
    De resto, tenho um respeito imenso por esse carrinho, que fez parte dos meus primeiros anos como motorista. Aprendi a dirigir no Chevette Jeans 79 branco de minha mãe e, depois, tive três Chevettes, todos SL: dois 79, um azul (meu primeiro carro) e um amarelo, e por fim um 89 prata, com motor 1.6/S a gasolina e câmbio de cinco marchas. Com exceção do Chevette azul, furtado da porta da minha casa, e de uma vaca que se jogou sobre o capô do amarelinho, foi só alegria. Então, se alguém quiser falar mal do Chevette, só me espere sair de perto...

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    1. Alexandre. Vc tem toda razão. Pensei uma coisa e escrevi outra. Me referia a frente com faróis quadrados, de 78 a 82. O hatch realmente começou em 1980. Obrigado

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    2. - diferencial roncando;
      - freio traseiro que não funciona;
      - cheiro de gasolina por excesso do carburador solex simples;
      - água no pé do carona (apesar que normalmente é devido a ferrugem na base da bateria);
      - estepe barulhento na mala, pela posição;
      - motor "querendo" ferver em alta;
      - vidros embaçando com qualquer chuvinha...
      engraçado como você passou por alguns dos "clássicos" defeitinhos que os chevettes arrastaram por décadas, em uma viagem!
      Que saudade desses tempos em que carro tinha defeito, barulhinho, ronco, vazamento mesmo, e daí? Não esse monte de luzinhas e sensores que praticamente te mandam parar na hora e deixar pra um motorista de reboque resolver...



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    3. Fred
      Esta é outra vantagem dos cacos velhos, eles são um retorno à siimplicidade e até os defeitos são gostosos de conviver.

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    4. Josias,

      Minha irmã tinha um hatch 79/80 e os faróis eram redondinhos.

      Carrinho muuiiito divertido aliás.

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    5. drpj
      Sim, eram farós redondo com aro quadrado, o que dava o mesmo efeito visual dos faróis quadrados.

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  45. Bela história... Meu primeiro carro foi justamente um Chevette 1.6 1985 que comprei juntado quase todo dinheiro que tinha ganhado o ano inteiro, tinha 19 anos, e curti demais o fruto do meu esforço... Foi o carro que me levou para as primeiras baladas. Mas não sei se é porque já estava acostumado com o Premio CSL do meu pai, ou se realmente parte do 73 cv tinha morrido, apesar de estar tudo em ordem... O desempenho na estrada estava longe de me entusiasmar... Na cidade era tudo de bom, mas ultrapassar carreta em rodovia de pista simples, era exercício de paciência com doses de imprudência, já que não existia faixa descontínua que não acabasse antes de terminar a demorada manobra. Pensei justamente em colocar um motor de Opala nele, mas preferi pegar o dinheiro deste investimento, vendê-lo e comprar um Escort L 1987... Quanta diferença! Que carrinho bacana!, que desempenho na estrada... 120, só na casquinha, enquanto o chevetoso era 100 na meia sola...e o curioso é o Escortinho não era tão mais potente que o Chevette, e nem mais leve. Se não me engano 76 cv. e 13 mkgf de torque a 3500 rpm. A explicação só podia estar na aerodinâmica... Desde então, me recuso a comprar carros que procuram briga com o vento.

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    1. Rogério.
      A diferença não está nos valores de torque e potencia, mas sim nas rotações que eles ocorrem. O Escortinho é bem melhor de torque em baixa rotação e isso faz toda a diferença. Não é aerodinamica. Não lembro os valores, mas Chevette e Escort tem coeficientes aerodinamicos bem próximos. Exatamente pela falta de torque em baixa rotação que o motor Opala faz toda a diferença no Chevette.

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    2. Desculpe-me Josias, mas tenho que discordar... Carro não é só motor... Nunca despreze a força do vento... Ele reflete diretamente na potência necessária para manter uma velocidade... Um carro com boa aerodinâmica, precisa de poucos cavalos, para manter uma velocidade de cruzeiro, e terá uma reserva de potência maior para realizar ultrapassagens, retomar, ganhar mais velocidade se necessário, .. Já um carro de aerodinâmica ruim, exige bem mais potência do motor, só para superar o arrasto aerodinâmico manter a e mesma velocidade de cruzeiro, consequentemente terá reserva menor, para ultrapassar, retomar, ganhar velocidade. Considere dois motores idênticos de 80cv. Num carro de boa aerodinamica, 20cv seriam necessários para manter a velocidade de 120 Km/h, e há uma reserva de 60 cv,..nele, certamente o acelerador estaria minimamente dosado, e a economia de combustível é certa. Já num carro de aerodinâmica ruim, já seria necessários 40cv para mater a mesma velocidade, restaria apenas 40 cv de reserva... num reta, acelerador, no mínimo, na metade do curso total.. para ultrapassar uma carreta bi-trem a 110 Km/h por exemplo, é claro que o carro que tiver maior reserva de potencia, vai executar a manobra mais rápido. Um gol Bolinha 1.6 AP, com injeção mono e 76 cv... será sempre mais veloz que Gol Quadrado 1.6, com 80 cv (157 Km/h de máxima no quadrado, e 170 Km/h no Bola, motores idênticos e câmbios com relações identicas); exatamente o que acontece com Chevette... Na cidade, não há diferença dele com o Escort 1.6, ambos arrancam bem... Mas a medida que o velocímetro sobe, o Velho GM amarrava, enquanto o Ford, vai solto...o Chevette, é um projeto da década de 70, época em não havia muita preocupação com aerodinâmica... se não me engano, o Cx dele é de 0,43.. e o escortinho a partir de 1986, tem bons 0,36, (mesmo do levantado Uno nacional) A área frontal é mais ou menos igual, e o peso dos dois, gira em torno de 920 Kg em ordem de marcha... A diferença de torque é realmente é a favor do Escort, com 13 mkgf a 3500 rpm, já o Chevette conta com apenas 11,9 mas em regime de rotação bem mais baixo...Creio que não seja uma diferença muito grande de números para refletir tanto no desempenho na estrada... Talvez o sistema de tração do Chevette também contribui em termos de eficiência, Sim por mais que endeusam a tração traseira, para uma diversão autoentusiasta, existe a enorme desvantagem da perda energética. Ainda não consigo defender a equação,motor dianteiro de baixa potência - cardã - tração traseira...A GM sabe a besteira que fez, quando lançou fiasco chamado Chevette Júnior... dizem as más linguas que ele não era capaz de subir certas ladeiras de Minas... Creio que parte da potência do Chevette se perca ao movimentar um sistema bem mais pesado, do que a eficiente transmissão transversal do Escort. E para finalizar a questão da aerodinâmcia... Veja aqui mesmo neste blog, o show dado por um gigantesco e pesado Fusion 2.5 flex: consumo de carro mil, na estrada, graças a eficiência aerodinâmica, É preciso pouquíssima potência do motorzão para manter o ritmo de viagem. Bela lição... a aerodinâmica vale mais que o peso em ordem de marcha.

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    3. Concordo. Já tive os dois - Escort 1.6 CHT e Chevette 1.6 - e realmente apesar de números parecidos, o Escort parece ser bem mais fortinho. Citaria 3 motivos, por exeperiência:
      1. carburador: o Escort usava Weber com 2 borboletas, aquele famoso abrir o 2ºestágio em alta, enquanto o Chevette (do ano que o amigo citou, 1985) usava um Solex simples, o mesmo dos motores 1.4, que deixava o carro amarrado na rodovia. Eu cheguei a fazer a troca dos buras quando tive o Chevette, que diferença! A própria GM percebeu o vacilo e a partir de 1986 melhorou o motor (1.6s) e pôs o Weber.
      2. como o amigo citou, tração traseira.
      3. projeto antigo do motor do Chevette: aquele motor perde muita energia, é pouco eficiente. Ele novinho, saindo da fábrica, ok, deve dar 73cv; mas se não for muito bem cuidado (óleo, filtro, balancins, ponto...) perde potência fácil...

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    4. Rogério e Fred.
      Brigado pela aula teórica sobre aerodinamica e quetais. Mas, nas velocidades mais usuais (até 100 km;h) a influencia da aerodinamica é muito pequena. E um Chevette é ruim de ultrapassagem (retomada de velocidade) mesmo a 60 km/h. Vale o peso, que no Escort e Chevette é semelhante. Aí voltamos ao torque. O carburador duplo do Escort faz toda a diferença, pois cria um aumento instantaneo de torque quando entra o segundo estágio da carburação. E aí vem a razão deste post. Mais fácil colocar um motor cheio de torque num Chevette do que melhorar sua aerodinamica, que vai influir mais a partir dos 120 km/h. abs

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    5. O Chevette 1.6/S de 1987 em diante tem carburador duplo, e recebeu inúmeras melhorias no motor, de tal forma que chegou aos 80cv, e 13,2 mkgf de torque a 3200 rpm...Já dirigi vários, um colega, inclusive tem um, impecável, 1988, bege metálico, com estofamento marrom, show de bola carrinho... macio, confortável, melhorou, um pouco o desempenho, mas continua tendo que "dar passagem" ao Escort... Até o o Uno 1.3 CS (1984 - 1991) com 58 cv, e 9,8 mkgf de torque, e carburador corpo simples, bota terror no Chevettoso, Numa arrancada, o Fiat fica para trás, mas a partir de uma certa velocidade, a ultrapassem será certa, e com muito impeto.. E por falar em arrancada, o barato do Chevetinho é esse: quando tinha o meu, conseguia sair na frente de muitos carrões, nas minha alegria só durava até os 60 Km/h. O sistema de transmissão realmente é matador... mata grande parte da potência do motor... A aerodinâmica faz uma grande diferença até em velocidades maiores... a partir dos 80 Km/h, a coisa já fica feia... Quem pilota uma moto de 100 a 150 cc na estrada, sente bem isso..quem se arrisca a deitar no tanque, vai conseguir se livrar de parte do freio aerodinâmico.

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    6. Rogério. Quanto a transmissão, é verdade. Tudo tem seu preço. A tração traseira deixa o carro mais gostoso de dirigir, mas aumentar atritos, e bastante. Além disso, existe a questão de movimentos axiais. Num carro com motor dianteiro transversão, tudo gira paralelo, vira, eixos de cambio, semi-eixos... E num carrinho pouco aerodinamico e com tração traseira e motor fraquinho, se perde muito em desempenho. E assim o Escortinho leva vantagem. Como sempre, é um conjunto de fatores. abs

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  46. Caro Josias, aguardando ansiosamente as próximas partes. Principalmente os detalhes mecânicos. Preparação antiga é muito legal.

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  47. Que ótimo texto! Parabéns Josias! O Chevette é paixão. Que saudade do meu 81 1.4 e do 83 5M 1.6. Com certeza será meu próximo brinquedo. Já tô com essa ideia faz tempo. E fazer um Chepala então nem me fala. Que show! Posta logo as outras partes pra diversão e sonho de todos esses entusiastas aqui!

    Valeu Josias! Abraço e boa sorte com o carrinho!

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  48. Josias,

    Na sequência, poderia nos contemplar com os procedimentos passo-a-passo da adaptação, tal como fez o José Luiz Vieira há uns 30 anos, na Motor 3.

    Já pesou? O mestre da Motor 3 e o mestre da Oficina Mecânica tratando do mesmo assunto: benfeitores aos autoentusiastas que gostam de mecânica!

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  49. Excelente história, Josias! Divertidíssima!
    Surpreendi-me com a capacidade do Chevettinho de cruzar 800 km mesmo tendo estado parado e com nenhuma manutenção por longo tempo. A coragem do tio com um parafuso a menos e as ferramentas não-usadas fizeram toda a diferença! rsrs

    Particularmente, gosto de preservar o bom equilíbrio de massas do Chevette. O 2.5, mesmo sendo de quatro cilindros, deve pesar mais que o 1.4 original. Mas aguardo ansioso para saber como o seu Chepala ficou. Afinal, se todo mundo fizer igual, qual a graça? rsrs

    Tenho de te agradecer porque este texto renovou meu animo e ajustou meu foco em meu projeto pessoal. Tenho também um Hatch SL 82 que aguarda uma boa reforma e um retorno para as ruas. Além disso, farei uma cópia impressa e mostrarei para uns conhecidos que teimam que os cacos velhos que nem os nossos quebram a toa e só dão dor de cabeça.

    Muito obrigado e até logo.

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  50. Texto sensacional, me lembrou qdo comprei um passat meio judiado em sao jose do rio preto e trouxe para sao paulo, ha uns 5 anos....
    Quanto a placa preta, hj em dia o carro nem precisa ser original: http://blog.hpdopassat.com.br/2014/02/placa-treta-a-tecnologia-total-flex-em-1976/

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  51. Só uma correção. O Chevette Hatch surgiu somente no final de 1979. Não existia no Brsil o modelo 1978.

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  52. Anonimo. Verdade, outro leitor já tinha observado. Confundi os anos nos quais o Chevette saiu com os faróis quadrados. Hatch só a partir do modelo 1980.

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    1. Completando meu comentário anterior, o Chevette com a frente "Pontiac" foi de 1978 até 1982. Nos três primeiros anos - 1978 a 1980 -, os faróis eram redondos. Os quadrados vieram em 1981.

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    2. Correto Alexandre, só os faróis redondos, de 78 a 80 tinham o mesmo efeito estético, já que os aros eram quadrados. Aliás, acho que dá pra trocar os faróis redondos pelos quadrados, já que a frente era a mesma.

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    3. Correto Alexandre, só os faróis redondos, de 78 a 80 tinham o mesmo efeito estético, já que os aros eram quadrados. Aliás, acho que dá pra trocar os faróis redondos pelos quadrados, já que a frente era a mesma.

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  53. Olá Pessoal, gostei muito da aventura e da proposta, Bom tambem gosto de chevette, aliás tenho uma
    marajó 89 SLE (a ultima) tirada zero na concecioária, unico dono, tenho a nota iscal da compra, toda
    original, quando deu 250 mil km inicio de fumar, abri e refiz tudo, inclusive vira novo da GM, portanto está standard, pretendo restaurar original, só marcas do tempo, ( muito bom esse espaço ) abraços

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  54. Caro Josias, pode parecer uma besteira, mas para quem mora no Rio, faz falta o ar condicionado. Assim, tem como incluir a instalação de ar num projeto desses?

    Parabéns pelo texto!!!

    Leo-RJ

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    1. Leo. Até dá pra colocar o ar condicionado. Existe espaço para o compressor, mas o problema maior é a caixa interna. O melhor seria usar aquelas caixas separadas do painel, como existiam no Galaxie e Alfa 2300 os primeiros), de preferencia das menores. Dá prá colocar, tanto que, anos atrás, coloquei condicionador num Fusca, aliás foi alguém do Rio que fez o serviço. Mas, no caso do Chevette, não vale a pena pelo custo e trabalho. Se eu morasse no Rio, provavelmente seria vantajoso.

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  55. Quem dera a matéria sobre o novo Golf tivesse sido assim... não consegui parar de ler. E olha que nem sou tanto fã desse carro.

    P500<<

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  56. Vamos pagar as cervejas do Josias - ou o que ele quiser beber e "beliscar", desde que não seja muito forte - para ele não ter motivo de parar a conversa.
    Liguem para a casa dele e digam que ele está reunião espirituosa com autoridades do Nepal - é assim que eles são "lembrados". Coisa inabalável pelas pequenices de tempo e espaço, e que está tudo bem (com ele e em casa, oras!), como geralmente está, sem motivos para telefonemas e invencionices.
    Em casa dirão: Nepal o Josias!? E assim confirma-se o que fora dito sobre eles.

    É bom de papo, coisa rara. Deixem o sorveteiro aí; é a alegria da criançada!
    Não é só algodão-doce e maçã-do-amor que fazem as crianças felizes. Nada como ver as crianças, alegres, a lambuzar seus próprios narizes.
    Menos refresco de groselha, e mais sorvete! Afinal, que mundo é este!?

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    1. Allan, não entendo muito do Nepal, mas agradeço as cervejas. Aliás, pode ser uma pinguinha mesmo. Prefiro

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  57. Delícia de texto...Quem tem mais de 50 ( bem mais...) deve estar babando a espera dos próximos posts! Boa sorte tio! A diversão já está garantida.

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  58. Caro amigo!, a sua linguagem de texto é fantastica!, viciante!!! To aqui pra tentar lhe ajudar na questão do diferencial traseiro, tinha uma marajó 81 com motor opala 6 cilindros com pistões de opala 4 cilindros de medida 102,081...,e passei 15 anos com ela diariamente seja a trabalho ou viajando pelo Brasil!, e digo a todos..., não tinha instabilidade nenhuma pelo peso maior do motor!!, tinha até ar condicionado. Eu usava a relação braseixos do opala 2,73, que combinada com a 5. do cambio chevette e pneus 205/60 15 era longuissima..., como era feito: pega-se o diferencial braseixos do opala, corta-se SOMENTE as capas do semi-eixo para ficarem da mesma largura do original do chevette...e o pulo do gato...vc vai colocar os semi-eixos de braseixos do chevette original!!!, O ENTALHADO É O MESMO!, não muda nada em relação ao do opala!!!, espero ter ajudado!!!
    Sergio carvalho.

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    1. Sérgio, brigadão pela dica. E os freios traseiros, ficavam os do Chevette? Depois de cortado o diferencial, se coloca as pontas das capas do semi-eixo do Opala ou Chevette?.
      abs

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    2. Sérgio, brigadão pela dica. E os freios traseiros, ficavam os do Chevette? Depois de cortado o diferencial, se coloca as pontas das capas do semi-eixo do Opala ou Chevette?.
      abs

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  59. Que texto mais contagiante!

    Vi esse Chevette anunciado e cheguei a indicar para um amigo, de qualquer forma, ótimo saber que ele foi para boas mãos!

    O motor 151 acho que fica muito bem no Chevette, por mim teria saído original nele. Daria um ânimo a mais sem prejudicar o consumo praticamente, talvez ser melhor até, dependendo das relações e da tocada.

    Mas até acho o motor original bem suficiente para passear na boa, tenho um Chevette de família que por causa disso não topo um swap, mas ele passeia comigo tranquilo! rs

    fcm - Flashbackautomotivo.com.br

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  60. Sergio,

    Dalta um detalhe na recieta do seu bolo, opa, digo do seu diferencial: sem o tubo de torque, voce ou faz uma modificação e deixa as balanças inferiores do opala como 2 braços rigidos no diferencial, ou faz um 4 link nele. Anos 80 mexi um bocado com chevette 4100. Empurrava bem mas era pesado de frente. Um dia descobro que nos eua existia um V6, 262 cid, muito mais curto que o 4100, com muito mais opção de veneno e pesando pouco mais que um 4 cilindros 151, do mesmo modo que o V8 pesa o mesmo que um 4100. A guerra desde este dia foi ter o V6 90° aqui. No dia que veio S10 V6 e Blazer, sabia que era apenas questão de tempo isso acontecer. Aconteceu. Semente estragada do ogro. Hoje eu tenho aqui um eixo do jeito que vc descreveu, estou apenas em duvida se faço com os braços inferiores rigidos ou se faço um four link.

    Abração

    AG

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    1. Alexandre, meu ogro favorito
      Obrigado pelas suas receitas e certamente vou achar uma solução a partir de tantas sugestões. Não devo chegar a uma four link, pois meu projeto é bem mais simples. Mas agradeço muito sua ajuda
      abração
      JS

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    2. JS,

      No seu carro a melhor opção é sem duvida alguma a adaptação da coroa e pinhão do opala 4 cilindros braseixos no seu diferencial mesmo original de chevette, basta modificar o pinhão. 3,54/1 com opção de cambio de 5 marchas fica apenas perfeito no 2.5, eu ja fiz, já dirigi um assim por um bom periodo e achei perfeito. No meu V6 eu tenho 2 opções, o eixo de opala 6 cortado e com pontas de chevette já está pronto, só tenho que fabricar e ou adaptar as balanças de opala com tirantes e montar tudo e ver como fica. Aliás eu sei, vai ficar longo. O que eu tb vou fazer para testar é montar a coroa e pinhão do opala 4 com o pinhão modificado num eixo de chevtte e ver como fica. Sabe o que mais me anima nisso tudo? é tudo lixo, se compra por nada em ferro velho, barato demais e o que precisamos novo, que são rolamentos também são comuns e baratos. Cheapm thrills car, melhor impossivel. Conte comigo!

      AG

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    3. Brigadão AG
      Vou seguir uma das suas receitas
      abração
      JS

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  61. Josias o sistema de freio continuou o original do carro, mas me esqueci de mencionar como o amigo Alexandre citou, as balanças inferiores são as de opala..., na verdade o sistema ficou todo do opala, só os semi eixos que são do chevette. E vou dizer...funcionava muito bem!, na arrancada o carro pulava!, patinava muito pouco e o que não patinava dava uma tração violenta!, na época, com cabeçote fluxado 1.94x1.50, comando clifford 270M, weber 44 mal acertada, coletor 6x2 porco, relação 3,07 e pneus 205/60 goodyear com tread 200, eu fechava os 100km/h em 5.5s!!!
    Um amigo aqui na época pegou o diferencial completo do opala 92 com freios a disco e fez o mesmo, mas ele aproveitou a ancoragem original(locais de fixação) do chevette, tipo, se ele quiser voltar ao original ele consegue.
    Agora uma pergunta: o motor chevette não tem jeito mesmo para uma melhor performance a ponto de precisar trocar de motor?, hj estou com um original e não sei se é pela idade(minha), gostei do motor 1.6/S alcool, a ponto de comprar aquele coletor SILPO(igual da reportagem de vcs)para 2 weber idf para colocar nesse motorzinho...to ficando doido ou não tem jeito mesmo?
    Sergio Carvalho

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    1. Sérgio.
      Brigadão novamente pelas suas sugestões. Alguma solução para alongar mais o Chevette vai aparecer. Qto a troca de motores, mais que razões técnicas, não gosto do motor original. Quero mudar o jeitão de tocar, andar em regime de torque e não de potencia. Como qq outra modificação, é gosto e prazer pessoal
      abs
      JS

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  62. Entendi o seu caso Josias!, realmente o torque é mais divertido, principalmente pra quem usa o carro diariamente...Caramba vc ta me lembrando de como era "diferente" andar com torque sobrando...é o que espero ter com as 2 weber idf!!, e ainda vou colocar a relação 4,88 do junior, que ao meu ver seria ideal para um 1.6 com pneus 185/65 15( Alexandre se puder dar seu parecer nesse caso me seria muito útil!)
    Agora, saiu nos opalas, acho que 73, um modelo de diferencial(4 furos) que tinha uma relação 3,45 com menores dimensões que com certa adaptação podia ser colocado no diferencial dana do chevette..., não sei se procede mas era bom vc dar uma verificada.
    Abs
    Sergio Carvalho

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    1. Sergio,

      O diferencial do opala dana 3,45/1, 11/38 tem o mesmo rolo dos braseixos, o pinhão é curto e não monta o tubo de torque, fica na mesma.
      A solução mais simples é por a coroa e pinhão do opala 4 ou mesmo de um 6 dos menores, mais antigos com o pinhão cortado e emendado no eixo do chevette mesmo, assim nem trabalho de mexer com corte de carcaça, muitas soldas e fabricação de balanças voce vai ter. Eu não usaria o 4.88/1 do junior, é curto demais mesmo com 185 65 15, iria de 10/41, 4,10/1 dos mais antigos 1.4 que vão deixar ele mais curto para compensar os pneus e olhe lá.

      AG

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  63. The best sound of 153-151:(bom motor para o chepala é esse ai:
    http://www.youtube.com/watch?v=-rM-HJF-5aM
    http://www.youtube.com/watch?v=brw8OcVenPc
    http://www.youtube.com/watch?v=GO74D_Kp0n4
    http://www.youtube.com/watch?v=QQMFbJsrE_U
    Nota: dizem que esse motor no dina deu 240cv a 6000rpm e 31m·kgf a 4000 rpm

    ADAPTANDO MOTOR DE OPALA NO CHEVETTE:
    http://www.youtube.com/watch?v=9uLvgIfbvoI
    CHEVETTE C/ MOTOR DE OPALA 4cc PRIMEIRA PARTIDA COM BLOWER MARSHALL J50. :
    http://www.youtube.com/watch?v=4xnvvRwCYgM
    PQP:V8 Chevette 3.9 test fire :
    http://www.youtube.com/watch?v=mcR9cwv_x1o

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    1. Muito bom esses vídeos, esse vvr fica massa no chevete!

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  64. O maior problema de colocar motor de opala é ter de cortar parte do bloco junto com a caixa seca do cambio, por causa da barra de direção...fica horrível em

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  65. Caro Josias, vi num comentário acima a impopossibilidade de se usar o 4 cil 3.0 da antiga Martins Perform em que seria difícil porque o Martins morreu, etc. Faça uma pesquisa no google com o nome "mercruiser 3.0". Acho que é o mesmo motor, só que marinizado. E ainda com injeção eletrônica original.

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    1. Markus,

      Os 3.0 não são iguais e intercambiaveis com os 2.5. O bolt pattern do volante muda, não tem volante de 12 e 3/4", não tem com furação para embregaem de 9" ou 9 1/2" do opala e o carter é diferente e fazer um carter que caiba no chevette não é exatamente facil e ainda tem que mexer com o pescador da bomba de oleo. Os dutos do cabeçote são doferentes, não troca direto os coletroes com os dos 151, mais facil montar com cabeçotes de 151 com valvulas grandes do 3.0. Os que serviam bem eram os bem antigos, com furação do volante igual etc... os novos são meio furada porque tem este monte de diferenças.

      AG

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  66. Alexandre obrigado pela sua opinião!!, minha teoria seria que o 4,88 com esses pneus altos seriam bons pra um motorzinho 1.6 com um comandinho mais bravo e um 4x1..., pq eu tinha como exemplo a linha gol 1.8 saindo com 4,11 e o 2.0 saindo com 3,90 de fabrica, nisso como o motorzinho do chevette parece gostar de girar mais que o proprio 1.6 do gol achei que seria interessante essa ideia!
    Abraço
    Sergio Carvalho

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  67. Bom dia Josias ,me identifiquei muito com sua historia,pois sou apaixonado por um carro antigo e amo uma graxa rsrs,já trabalhei em oficina mecânica e acho muito interessante uma adaptação bem feita em qualquer que seja o veículo,encontrei sua historia por um acaso e até chorei de tanto rir ,pois a maneira que contou sobre a viajem,nos faz imaginar ,passo a passo todo o trajeto rsrsr,.Parabéns pela aquisição e que você seja muito feliz com seu chepala ,boa sorte..Ricardo Oliveira

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