CARROS? OU VIDEOGAMES?

Porsche 918, ajuste sua imaginação para o Nordschleife de Nürburgring (foto Car and Driver)

Foi o que pensei quando dirigia o BMW 528i pela primeira vez, naquele dia saíramos o Bob, o Arnaldo Keller, o Paulo Keller e eu para alguns quilômetros de impressões desse sedã alemão e do Fiat Punto T-Jet, cujos posts saíram aqui, mas falo evidentemente do primeiro.

Enquanto trafegávamos na Rodovia dos Bandeirantes, eu assumira a direção poucos quilômetros antes e apenas ajustara o meu banco, volante e espelhos, o Arnaldo começou a mexer no botão de ajustes, varria as opções principais me perguntando se eu sentira mudanças na direção, no motor, se a suspensão se tornara mais firme, enfim.

Naquele instante eu mal conseguia responder, ele acionava o modo Eco, Sport, sinceramente tinha alguma dificuldade em identificar as diferenças nas minhas sensações e naquelas circunstâncias, mas tudo o que eu era capaz de dizer era o que eu lia no quadro de instrumentos. "Olhe, AK, agora ele foi para a oitava marcha, agora desceu uma marcha, desceu duas, veja o consumo pra mim". Meu pé no acelerador procurava se manter sempre na mesma posição, velocidade variando um pouco em função de cada ajuste que o Arnaldo fazia. Mas se esse carro tem trocas imperceptíveis no câmbio, pouco me cabia fazer mesmo.

BMW Serie 5: mouse, teclas e isso num desenho minimalista e muito bem executado


Refletindo sobre aquela noite, voltei uns vinte e poucos anos no tempo, quando na casa de um amigo, dividíamos um PC que rodava o Flight Simulator, nada de manche ou pedais, era nas setas no teclado. Mais motor, menos motor, flapes, todos os comandos do avião estavam ali, naqueles pares de teclas. Sequer havia caixas acústicas, o barulho do motor vinha de dentro do gabinete, sem controle de volume, tínhamos de nos calar e tentar ouvir aquele tímido ruído simulado do Continental seis-cilindros. Achei-me voando em Chicago, tentava pousar um Cessna 172 em O'Hare, depois naquele pequeno aeroporto a poucos quilômetros dali com um contorno naquelas gigantes torres de concreto, em seguida mudamos para um porta-aviões, pista bem mais curta, usava minhas habilidades de piloto de planador para tentar entender melhor como colocar o pequeno Cessna ali. Consegui de primeira, sem quebrar, então meus amigos mudavam o vento, direção, intensidade, rajadas, lá ia eu lidar com aquelas variáveis todas e ainda assim, fazer com que o Cessninha não caísse no mar. Detalhe: bem antes desse software chegar oficialmente ao Brasil.

Mudavam vento, pista, avião, do Cessna para um F-16, era como o Arnaldo alterando os ajustes do BMW, meu bundômetro não conseguia diferenciar nada, mas eu já não estava com um PC rudimentar, um quatro-oito-meia na minha frente. Qual mesmo o propósito de tanto ajuste, o que essas variações todas trazem de benefício ao consumidor ou motorista? Carrego essa pergunta comigo até hoje.

Minha primeira experiência com o MS Flight Simulator, realismo bem mais rudimentar que nesta imagem

Não convivemos com importados em nosso cotidiano, mas posso recorrer à memória de que não faz muito tempo que os sedãs de luxo alemães começaram a oferecer ajustes eletrônicos de suspensão mais dura para uma condução mais esportiva, a clássica ou uma intermediária. De lá para cá, essas opções se multiplicaram e envolveram outros sistemas do automóvel, a resposta do acelerador, as trocas de marcha, direção. Meu questionamento seguiu sendo para que tudo isso, um motorista normal não vai usar dez por cento dessas variáveis e não quer dizer também que um autoentusiasta iria empregá-las em maior monta. Bem, o post do Arnaldo do dia 9 de fevereiro e tantos outros nos chamam a atenção para o fato de que direção esportiva não está associada a sofisticação nem excessos de eletrônica e infinitas opções.

Mas elas seguem se multiplicando, parece também que, no objetivo de conquistar mais e mais clientes, os automóveis precisam agradar desde o leigo completo até um exigente autoentusiasta, porém sempre dentro de sua proposta inicial. Creio já ultrapassamos os limites do razoável, mas a tendência segue adiante. Um provável motivo estaria no propósito do fabricante em expandir seus volumes pensando em atingir o número maior de gostos de motoristas possível, fugindo um pouco da proposta de cada automóvel em si.

É como se a intenção fosse mexer com as ilusões do motorista, você vai dirigir na cidade, mas ajusta para modo Sport e sonha está saindo de uma volta quente no Nordschleife, ou põe no modo ECO e pensa na sua namorada do Partido Verde, "olhe, benzinho, meu carro emite agora somente 100 g de CO2 por km!".

Carros seguem sendo produtos para mexer com nosso imaginário e sempre serão. O BMW era modelo 2012, ano e meio depois lá estava eu no VW Golf GTI, que o Paulo Keller descreveu de forma bastante completa num post de umas semanas atrás, um carro menos sofisticado, mas, presumo eu, por ser uma geração mais recente e topo de linha da modelo de Wolfsburg, já incorporava várias características de um carro premium como o bávaro Série 5. O VW tinha ajustes de modo de dirigir, novamente, ECO, Sport, lá ia eu acionando meus sensores do bundômetro para tentar identificar as diferenças.

Saíramos para andar no Golf e no Renault Fluence GT, enquanto o PK nos acompanhava de perto no Fluence, o Bob ia me descrevendo certas características do VW GTI, uma hora ele me pergunta: "Está ouvindo um ruído no escapamento quanto troco as marchas?’ Respondo: "Bob, sinceramente não, o que especificamente é esse ruído?" "É uma pequena injetada de gasolina no escapamento", então ele abriu o teto solar e repetiu a manobra, "E agora, está ouvindo?’ O Bob me conhece, nada adiantava eu tentar enganá-lo. "Ainda não, Bob"’, e lá foi ele repetir mais algumas vezes até eu escutar. "Ahhh, agora sim, mas o que especificamente é esse ruído e para que serve?’ O Bob pacientemente me respondeu "Trata-se de pequenas injetadas que se dá no escapamento" 

Mas o Golf tinha bem mais que isso para me mostrar e lá fomos nós para a serra da Cantareira, um GPS com tela sensível ao toque, última geração, sensacional, informava as velocidades-limite das vias onde trafegávamos. Logo assumi o comando do Golf e fui me divertindo nas curvas, enquanto o Bob e o PK me acompanhavam no Renault. Não fiz nada no Golf, nada mudei nos ajustes. O câmbio robotizado de dupla embreagem em banho de óleo, não dirigi nada igual, seja em rapidez de engates, em prontidão com que ele põe os 220 cv para deslocar o bólido de pouco mais de 1.300 kg. Freios, direção tão direta quanto um kart, uma hora no meio da serra me lembrei do tal ruído no escapamento, abri o teto, desliguei o som e aí então pude ouvi-lo com pouco mais de clareza. Só que esse carro é tão sensacionalmente isolado que realmente era muito difícil ouvir esse ruído, parecia ele estava ali mais para os outros ouvirem do que você. 

O som de escapamento do motor turbo, encorpado, há trabalho ali de centenas de engenheiros-hora. OK, são essas pequenas coisas que aumentam nossa satisfação de possuir e dirigir um bicho daqueles. Comecei a interagir mais com outros comandos do carro e a não gostar de alguns. Quando o Fluence GT me ultrapassou, apontou para a beira da Fernão Dias, na saída de Mairiporã e, na pequena indecisão se voltaríamos por dentro ou pela rodovia federal, ele parou e o Golf reagiu. Primeiro, desligou o motor sem me consultar (esse maldito Start/stop), depois, assim que eles se decidiram pela BR, eu estercei do batente esquerdo para o direito e fui atrás deles, o carro acionou o pisca-alerta e em seguida o motor partiu, novamente sem me consultar. Comecei a me perder naquilo tudo, mas o Golf é obediente também, entrei na BR e fui seguindo o Renault.

Nova troca de carro, o Bob assumiu o Golf e eu o Fluence GT, o PK buscava tirar umas fotos em movimento do VW, seu corpanzil de quase 100 kg solto no banco traseiro do Renault me preocupou, tinha de evitar mudanças bruscas de direção e aceleração para que ele garantisse boas imagens sem correr riscos de se ferir. Abri uma ou duas faixas de distância do Bob e o Paulo Keller começou a clicar. Em dado momento emparelhamos com o Golf, quarta marcha, o Bob nos aguardou nos cliques e de repente acelerou, 4ª para 5ª, depois 6ª e, agora sim, consegui ouvir os tais pipocos, pareciam dois punzinhos! As fotos foram saindo, mais pipocos a cada troca de marchas e pensei: "Que legal, o Golf solta punzinhos para os outros ouvirem, um deboche dos mortais comuns, mortais automóveis, porque os humanos os têm com certa facilidade, mas para que os tais pipocos?"

Mais uma troca de carro, assumi o Golf de novo, junto com o PK e o Bob, o Renault. Fui conversando no carro e o PK me pergunta: "Mas se o motor atende Euro 6, essa injeção no escapamento não estaria piorando os níveis de emissões?" 

Toquei em frente, o PK me orientando: "Veja como este carro chegou perto da direção autônoma, acione esse botão de controlador de velocidade", lá fui eu ao brinquedo alemão. "Agora acione esse botão e no mostrador entre o velocímetro e o conta-giros note a distância que você quer regular do carro da frente". Apertei, mas perguntei: "Ué, a distância em movimento não é função do tempo?", foi assim que aprendi, você mantém dois segundos do carro à frente, se a 40 km/h ou a 120 km/h a distância aumentará na razão direta da velocidade — não para o obediente Golf GTI, a distância estaria sendo pré-definida pelo condutor em metros, captados pela microcâmera frontal e visível no mostrador do painel. Comecei a ajustar e o PK me dizendo: "Não deixe uma distância muito grande porque toda hora alguém vai se meter entre você e o carro da frente, procure se aproximar". Obedeci e o VW também, finalmente achei uma boa distância. O PK seguia falando, segundo o manual ele freia e retoma sozinho desde 30 km/h, mas não foi bem assim: o trânsito parou e o GTI também, ele começou a andar e o GTI também, eu nada precisava fazer.

Mais outra tremenda contradição: se o Golf GTI foi desenvolvido para nos dar enorme prazer de dirigir, para que toda aquela parafernália para ele dirigir sozinho e você acompanhar sem se mexer?

Os primeiros controladores de velocidade cuidavam apenas de acelerar até atingir a velocidade ideal, se numa decida, eles nada faziam e o carro acabava embalando além do desejado, o que obrigava o motorista a pisar no freio e, conseqüentemente, desarmando o controlador. As gerações seguintes já ganharam mais funções e tratavam de segurar o carro nos declives por meio do câmbio (automático epicíclico apenas), em seguida alguns automóveis já tinham ação dos freios, porém com estradas cada vez mais cheias, todos esses recursos e evoluções acabaram se tornando de pouca ou nenhuma utilidade. O do Golf GTI chegou num ponto de evolução ideal, mas controverso, principalmente aqui na terra brasilis.

São Paulo, Av. 23 de Maio, reparem na faixa falsa, apagada propositalmente, risco e congestionamento

Como o aviso que você está cochilando e se perdendo na faixa de rolamento. Funciona muito bem, mas somente onde há faixas pintadas no chão! O Haddad, que mandou arrancar aquelas faixas na Av. 23 de Maio (capital de São Paulo), criando uma larga faixa de dimensão que poderia ser duas, nela o Golf se perderia. 

Usando o controle de cruzeiro adaptativo, por mais que eu tivesse aproximado o carro do automóvel imediatamente à frente, sempre havia um mané tentando se encaixar naquele exíguo espaço, o painel me avisava, freie imediatamente! Não foi uma vez, nem duas, um motociclista atravessou minha frente, o Golf freou sozinho e ainda me mandou frear também, evidente que foi uma reação instintiva, mas a lista de senões à direção autônoma no Brasil só aumentava.

Definitivamente, esses dois sistemas, controle adaptativo e de aviso de mudança involuntária de faixa foram feitos para o continente europeu, onde sempre haverá faixas pintadas no chão, sem Haddad, sem prefeitos sem-noção, sem prefeituras displicentes com o pavimento, sem motociclistas ou motoristas se encaixando com a mão pendurada do lado, cruzando a sua frente, sem tudo isso esses sistemas devem funcionar muito bem mesmo, não aqui.

Uma sensação estranha, nada ligada ao bundômetro me ocorreu. Todos esses sistemas estão adicionados ao carro e custam a mais por isso, mas aqui eles não se aplicam direito. Qual sua serventia? A noite do videogame no Flight Simulator me voltava à mente, os amigos mexendo nos ajustes, eu me preocupando simplesmente em comandar a máquina e colocá-la na pista em movimento que era o porta-aviões, videogame moderninho esse que eu tinha nas mãos naquele momento. Mas sinceramente não via onde tudo isso aumentava o prazer de dirigir.

O PK voltou com a conversa do pipoco, o tal do punzinho do Golf GTI. "Marco, mas se é Euro 6, como passou no teste?" Pensei um pouco e respondi: "Olhe, PK, responderei apenas baseado nas minhas presunções, estas fundamentadas em certa lógica. O ciclo de testes talvez não tenha ou não demande o veículo de forma que ele solte esses punzinhos, ou melhor, vai ver que o novo motor do Golf ficou tão abaixo dos novos parâmetros legais de emissões que ele pode até se dar o luxo de soltar esses punzinhos, entende?" O PK soltou aquela gargalhada, mas sou um homem de vendas, minha cabeça trabalhou mais ainda.

Pensei, se eu trabalhasse na fábrica alemã, levaria ao meu chefe uma proposta inusitada: "Chefe, lembra daquela moda de vender créditos de carbono?" Evidentemente tudo num alemão impecável, me responderia ele: "Sim, prossiga", e eu emendaria outra: "Então, andei pensando se não podíamos patentear os punzinhos do Golf no software, assim como o Steve Jobs encheu o iPhone e o iPad de patentes de tudo quanto é jeito.’ O chefe faria aquela cara de interrogação e me pediria para continuar. "Pois é, este VW está sobrando nas emissões Euro 6, logo poderíamos vender créditos de punzinhos aos concorrentes, o que acha? Seria como eles plantarem algumas árvores para nós em algum lugar do mundo, sei lá, para cada veículo e a cada sequência de punzinhos, um hectare de eucaliptos na Amazônia, poderíamos deixar esta empresa como a mais limpa do mundo e ainda assim ganhar dinheiro com créditos de punzinhos, o que acha?" Viajei.

MAS

Atualizado em 12/04/14 às 16h00, correção de informação, a dupla embreagem do Golf GTI é em banho de óleo.

78 comentários :

  1. Corsário Viajante12/02/14 12:20

    Muitos destes recursos são apenas respostas para perguntas que ninguém nunca faria.

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  2. Esses punzinhos e o monte de eletrônica me dizem a mesma coisa: há fezes na área. Cuidado.

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  3. Essa de injetar combustível no escape é bem tosca mesmo, no mais o Golf tem um excelente conjunto, levei em consideração o comentário do Bob para provar o carro e é um baita carro, a eletrônica está lá apenas para agradar aos nerds de plantão, que porventura ganham bem e querem dirigir um videogame, mas não atrapalham no conjunto do carro como um todo.

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    1. O Golf GTI é, para mim, o melhor da classe, o videogame está atingindo todos, infelizmente.
      Abraço,

      MAS

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    2. O Golf está mesmo muito bom e parece que existe uma onda de zeliguismo querendo tirar o mérito do carro porque tem recursos polêmicos demais. Até concordaria, mas a maioria é opcional e são recursos de comodidade como o piloto adaptativo. Não são óbviamente recursos para o prazer de dirigir e sim, como disse bem o autor, agradar a quem usa o carro no dia a dia e como esportivo.

      Como tudo isso é opcional ou pode ser desligado ou no fundo não interfere no prazer de dirigir, considero tempestade em copo d'agua. Se fosse de uso obrigatório, viesse tudo de série ou não pudesse ser desligado seria outra coisa.

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  4. MAS,

    A caixa automatizada de dupla embreagem do Novo Golf é banhada à oleo, não à seco.

    A propósito, ótimo texto.

    Abraços,
    Boni.

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    1. Boni
      No GTI é a seco, no Highline 1.4 TSI é a banho de óleo.

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    2. Bob,

      No post à respeito do Novo Golf, publicado por você mesmo, diz exatamente o contrário. Confesso que fiquei confuso, pois sempre tive na cabeça que o câmbio de sete velocidade era à seco, e o de 6 velocidades óleo.

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    3. Bob, não seria ao contrário? Devido ao torque maior do 2,0?

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    4. Ops, inverti as bolas, desculpe. Como Boni havia dito, eu mesmo escrevi GTI/óleo, Highline/seco. Deve ser o calor... (rs) Vou corrigir a informação no post.

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  5. Muitas vezes são soluções para problemas que não temos! rsrs... Gosto daquela história antiga (e provavelmente lenda) que, na época da corrida espacial os EUA gastaram muito tempo e dinheiro para desenvolver uma caneta que escrevesse no espaço (pois lá não tem gravidade) e os russos, ora, os russos levaram lápis!!!

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    1. E hoje a Rússia é a Rússia e os EUA, oras, são os EUA. Sem dúvidas que muitas coisas em certos contextos são inutilidades, mas a possibilidade do desenvolvimento de tecnologias e a aplicação delas em certos lugares (mesmo onde "não havia problemas") é muito interessante e desenvolve a economia e a humanidade.

      Ninguém tinha o "problema" de não ter celular antes também. Hoje, ninguém vive sem. Claro, tem o exagero de quem não desgruda dele, isso sim um problema que não tinhamos e que não serve a nada. Mas não sejamos burros, cabe a nós sermos moderados.

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    2. A história é 100% lenda. A caneta foi desenvolvida por uma empresa e a Nasa comprou algumas para testar. As tais canetas são fabricadas até hoje.

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    3. Infelizmente minha lógica não permite concentrar esforços para resolver um problema que não existe, sendo que estamos até o pescoço em problemas, sejamos americanos, russos ou brasileiros.
      Lenda ou não, o que a história ilustra é que a tentativa de se tratar um problema pela consequência, só vai gerar mais problema.

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    4. Aí está a diferença entre os países com investimento em pesquisa e os que apenas precisam sair do buraco. Para os últimos, "inventar problema" parece ruim mesmo, para os primeiros essas pesquisas rendem muitas soluções, avanços e muito dinheiro.

      É preciso também que o povo pense dessa forma para se ter inovação e qualidade num país, como na Coréia do Sul. Depois do investimento em estudo e pesquisa que o país deslanchou.

      O que é preciso é separar o que realmente é inútil ou prejudicial do que é inovação.

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    5. Investir em educação é atacar o problema na sua causa e não na consequência, quando se faz isto se encontra a solução! Educar e investir em inovação não é inventar problema! Ter visão crítica é essencial para diferenciar as duas coisas!
      Resolver problemas faz parte do desenvolvimento de qualquer um, e saber como trata-los é imprescindível para a evolução. Particularmente prefiro as soluções simples. Sempre parecem ser as mais sensatas. Mas os "punzinhos" tecnológicos agradam mais ao mercado!

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    6. Mas educação sempre levará à pesquisa, que sempre estará a procura de "problemas que não existem". Quando surgiu a tecnologia das telas touch screen, todo mundo achou aquilo uma inutilidade e era mesmo. Na época era caro, não tinha uso e tudo o que se fazia com ela poderia se fazer melhor e mais barato com um botão. Hoje um smartphone ou um tablet não seriam possíveis sem ela (especialmente os tablets).

      O que você disse sobre o senso crítico é o que faz a diferença. Soluções simples ou complicadas dependem do contexto. Ninguém faria a internet apenas com eletrônica básica e soluções simples e no entanto funciona bem a ponto de ninguém notar que é bem complexo o seu funcionamento se alguém não explicar isso.

      No caso do Golf, se os punzinhos servem para algo útil e entusiasta como anti lag então são uma boa solução. Se servem apenas para fazer barulho, realmente se enquadram na lista de complicações desncessárias que ninguém precisava até existirem.

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  6. Engraçado, toda vez que eu leio sobre esses carros cheios de eletrônica embarcada, eu me lembro daqueles filmes pós apocalípticos onde os únicos carros que ainda funcionam são os a carburador, e os diesel de bomba mecânica!

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  7. Indo pesquisar a injeção de gasolina no escapamento em 3... 2... 1...

    Em motores de jatos faz muito sentido, agora no escapamento de um motor a pistão ???

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    1. É para não ter turbo lag

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    2. Anônimo, se a injeção for antes da turbina ok (apesar de que uma ignição retardada faria o mesmo serviço), mas no caso do Golf, imagino que seja depois do catalisador, pois essa peça "sufocaria" o pipoco.

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  8. Particularmente, não gosto desse negócio de "trocentas" regulagens e recursos. Tal e qual em aparelhos eletrônicos, não vou usar 95% deles. Acaba sendo só mais um monte de coisas para dar tilt em algum momento, e ficar caríssimo para consertar. Isso, se achar alguém que saiba consertar. Essa é também uma preocupação dos antigomobilistas, pensando em quando os carros de hoje forem os antigos de amanhã: como (e por quanto) manter tudo funcionando em um carro com tanta eletrônica embarcada? O Portuga Tavares deve poder falar com mais autoridade sobre o assunto.

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    1. Mr Car mas você não seria o melhor para dar opinião no assunto, respeitosamente. É um declarado fã de veículos confortáveis e simples, sendo contra esportivos. Em esportivos alguns desses ajustes fazem muito sentido.

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    2. Eu não sou contra qualquer carro esportivo. Sou contra esses super-hiper-mega-ultra-baita esportivos com pretensão de serem foguetes sobre rodas, com acelerações e velocidades finais estúpidas até para uma autobahn. Para voar, existe avião.

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    3. Mr. Car
      Arrrgh!!!!!!

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    4. Os super esportivos são o supra sumo dos carros. Não são para qualquer lugar ou qualquer pessoa (infelizmente alguns caem em mãos erradas). São em relação a um carro normal o mesmo que um avião super sonico é em relação a um avião comum.

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    5. A essência de qualquer carro é volante, câmbio e pedais. Se a pessoa não toma isso como primordial na hora de dirigir, ainda que seja fã de gadgets, não é motorista de verdade.

      João Paulo

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  9. É possivel que esse monte de opções tenha a ver com a indústria de software, um word ,excel, tem tanta opção que ninguem usa ...
    Esse mecanismo dos punzinhos, me lembrou esse artigo que li na Popular Mechanics: http://www.popularmechanics.com/cars/news/industry/the-rise-of-the-fake-engine-roar-11291754
    Ë isso mesmo ? O ronco vem de um equipamento ? Daqui a pouco até os punzinhos vai ser por software,
    vai ter no menu: numero de puns, intervalo entre eles, e tudo vai sair só no equipamento de som...

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  10. Tchê! Acho que estamos próximos da vida virtual ( Baita heresia! ) Tudo será uma questão de ajustar ( ou deslizar! ) botões... Tudo em nossa volta como uma imagem digitalizada...carros,estradas,paisagens,amigos,mulheres e, daqui bem a pouquinho, um cérebro virtual, onde tudo terá importancia pelo que parece ser, substituindo o atual modelo de consumo e equiparação (seria ostentação! ) onde a espécie humana se mede pelo que parece ter...Enfim: Muito chato para um cérebro ( ainda educado! ) vindo de um mundo analógico.

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  11. E por outro lado tem gente que gostaria de ter muito mais disso aí!
    Deve ter gente que gostaria que o motor tocasse o hino do time enquanto que a umidade do ar condicionado fique entre 47,5% e 49,7% nas manhãs de segunda feira de setembro.

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    1. Perneta12/02/14 15:45 "Deve ter gente que gostaria que o motor tocasse o hino do time"
      Olha,se eu fosse você não dava essas ideias rsrsrs.....

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    2. O luxo está nos detalhes! Deve ter gente que pagaria caro por isso.
      Risos.

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  12. Até acho legal que a bagaça tenha um monte de recursos, mas que ao menos sejam fáceis de utilizar e configurar.

    De todo modo, a tarefa de dirigir - isoladamente - está cada vez mais fácil, guiando um novo A4 esses dias, é de cair o queixo do vivente com o nível técnico atual da marca das argolas, tudo é fluido e fácil: volante leve, mas "apontador", motor que te gruda no assento nas primeiras marchas, e no momento seguinte - te aponta médias bem apreciáveis de consumo no computador.

    Tudo com ergonomia perfeita, material escolhido com cuidado, isolamento notável e amortecimento exemplar. Fica complicado até tecer algum defeito em um carro que é quase porta de entrada para os grandes sedans alemães, onde a tecnologia e o esmero crescem de forma exponencial.

    Também depois de um tempo de acelera/freia/aponta....passeio ou race, o fato do carro vestir tão bem, e o entendimento mútuo vem praticamente sem flerte, quanto menos namoro, o sujeito até começa a se sentir meio isolado na condução, percebendo que parte de sua arte têm respaldo do carro até de mais para nada sair errado .

    Mais ou menos o que - penso - que o PK quis definir em relação ao GTI.

    Tecnologia é sempre bom, mas as vezes a gente não consegue se adaptar a tempo, crendo perder algo no processo (o que as vezes, pode ser só ilusório)..

    MFF

    P.S: rolou uma arrancada entre GTi e Fluence nas coxias?

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  13. Eu tenho carros antigos, medianos, atual e acho que cada um tem seu estilo e época, mas em carros realmente moderno e esportivos adoraria que tudo no carro, assim como em um Granturismo da vida fosse regulável ! Tudo mesmo: da suspensão por completo, das relações de marcha, diferenciais, resposta da direção, do motor inteirinho como RPM, tempo de abertura das válvulas, polias, taxa de compressão, resposta do turbo, ponto de ignição, abertura das borboletas, ajuste da linha de combustível, sensores...Tudo !! Ficaria muito feliz e realizado, mas ainda esta chegando lá e custa muito caro essa brincadeira.

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    1. Voce esta sonhando!

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    2. hehehe ! Isso sim para mim é o futuro.

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  14. Os "punzinhos" servem para não deixar o giro da turbina cair quando a borboleta do acelerador se fecha. Os gases se expandem entre a borboleta e a turbina fazendo elas girarem e manterem a pressurização tirando o turbo LAG. O pessoal usa isso na arrancada para sair já de turbina cheia sem ter de subir muito o giro na saída perdendo em tração.

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    1. Lorenzo Frigerio12/02/14 22:25

      Freio motor, esquece...

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    2. Exatamente, existem certas utilidades para os tais punzinhos. De todos os pontos polêmicos do GTI, esse é o mais entusiasta deles. Além do que a VW não é marca que perderia tempo com algo tão inútil a esse ponto para só fazer barulhinho.

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    3. Se for para isso mesmo então começam a ser aceitáveis os peidinhos.

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    4. Você tem a posição onde é instalado esse bico extra?

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    5. Lorenzo, se houver injeção de combustível no duto de escapamento, não interfere em nada no freio motor...

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  15. E a tendência é só piorar... cada vez mais e mais gadgets incorporados aos automóveis, recursos que em sua maioria só fazem diferença mesmo praquele vizinho invejoso que não tem um carro assim.

    Estava comentando com minha mãe sobre isso esses dias... do quanto os carros, incluindo o dela, tem recursos que em sua quase totalidade não fazem a menor diferença e permanecerão sem uso algum até o carro ser vendido.

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  16. Que triste este presente / futuro.

    Punzinho? Não obrigado, meu carro ronca no escapamento, berra quando solicitado e dá estouros e pipocos diginos de um motor de verdade. Sem artificio algum.

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    1. Ah vá!
      Conta outra...

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    2. Só falta falar que o Escort anda mais. Os punzinhos tem utilidade pratica (antilag)

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    3. Anonimo 13/02, tenho lá minhas dúvidas que esses "punzinhos" sejam antilag. Não precisaria de um bico injetor extra pra isso.

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    4. Não precisa de bico extra é só não ter centelha que vai queimar no escape.

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    5. Para que não precise recorrer a meios como deixar o carro sem freio motor ou engordando demais a mistura (o que não passaria em teste de emissão e danificaria o catalizador com o tempo) só com esse meio.

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    6. Anônimo 14/02, se a ignição for após a abertura das válvulas de escape o carro não fica sem freio motor, e quanto a emitir CO2, qual a diferença do combustível queimar na câmara ou no cano de descarga? Se for após o catalisador, é ainda pior pois o veículo emitirá mais CO (pois o catalisador converte o CO em CO2).

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  17. Ainda tenho esperança que as coisas vão evoluir para o tempo em que as coisas eram mais simples, mais diretas e reais. Carros pequenos, leves, rápidos e baratos, sem a sofisticação de vídeo game ,computadorizada tira prazer.

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    1. Às vezes também tenho esperanças que isso é mais moda e que vai passar. Ainda mais depois que aprenderem que se os jovens querem gadgets e não carros, que comprem gadgets. No Japão por exemplo essa tática de atrair os geeks para os carros deu errado e há um tempo a indústria lá deixou de fazer carros estranhos e cheios de inutilidades.

      Mas sendo justo também não é coisa que aconteceu só nessa época. Nos anos 80 e 90 o sonho de consumo eram os milhões de reloginhos no painel e os equipamentos mais esdruxulos possíveis como video cassete e até geladeira nos carros. Apenas isso felizmente ficava reservado a poucos carros, devido a tecnologia de então não permitir muita coisa a preços mais acessíveis.

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  18. Mas a molecada mais nova adora um gadget sob rodas... A tendência é esta...

    Assim como estão deixando matar o câmbio manual, estão matando Tb os automóveis puro sangue.

    Por isto vou cuidar do Fluence GT para o dia a dia e viagens, e meu cliozinho para track Days, com suas embreagem e câmbio manual, talvez o último suspiro de uma época áurea em que o homem pode ser automobilista, e não um nerd que vive no mundo dos Elfos.

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  19. Com barulho de nome feio ou sem barulho ,eu quero um Golf ,Golf é carro,ele não tem culpa de alguns dos seus donos serem toscos.

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  20. MAS, muito engraçado o texto na parte dos punzinhos, foi o texto mais engraçado que eu já li aqui no AE em alguns anos. Muito bom. Melhor ainda por ser inteligente questionando estes recursos duvidosos colocados cada vez mais nos carros. Valeu!

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  21. E eu já acho um saco esses autorádios de hoje em dia, e nem falo dos mais modernos. Qualquer Pioneer, apesar de bons, vêm com aqueles botões "multiuso" com muitas funções embutidas, pequenos demais, sintonia sempre ajustada na busca automática, tendo sempre que mudar pra busca manual na hora de ligar. Sobre a sontonia dos rádios, muitos são ajustados pra buscar as frequências levando em conta o "centésimo". Por ex.: 103,1; 103,15; 103,2...até você chegar na estaão que quer, pode provocar um acidente. Sem contar os botões sensíveis demais. Prefiro os mais antigos. Um botão pra mudar de faixa, outro pra volume, outro pra equalizar. Tudo ali na sua cara.

    João Paulo

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    1. Isso é praga de rádio paralelo e realmente existe, apesar que alguns originais são assim também. Realmente usam muitas funções no mesmo botão e são botões pequenos e ruins de usar.

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    2. João Paulo, assino embaixo do que dissestes... até isso eles conseguiram complicar.

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  22. Não entendo a crítica a tecnologia embarcada nos automóveis. Se não gosta disso, é só comprar um Gol quadrado com motor AP, turbinar e ser feliz. Projeto barato e sem nenhuma tecnologia embarcada.Ou, quem sabe, um Opala caça poste turbinado, esse deve ser bem emocionante, principalmente nos dias de chuva.

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    1. Diego, você já dirigiu algum Opala? Pelo jeito, não. Experimente. Vale a pena. Mas pegue um bom, em ordem, e depois a gente conversa.

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    2. Tá querendo nos obrigar a andar de carro velho pra toda vida? Ainda que sejam legais, esses modelos logo não existiram mais. Faltou bom senso no seu comentário.

      João Paulo

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    3. João Paulo, faltou é respeito de sua parte, respeito para com os carros ditos velhos, talvez por falta de experiência e excesso de brios. Pois saiba que não é necessária essa eletrônica toda para que um carro seja bom de chão. Um bom Opala não tem nada de caça-poste, como você chutou.
      Quanto ao meu bom-senso, deixe de bobagem e não parta pro lado pessoal, deixe disso.

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    4. Acho que exagerou AK. Provávelmente o JP estava falando do comentário do Diego e ele mesmo tem carro "velho". Acho o comentário dele certo.

      E também acho que em parte as reclamações são tantas e tão sem sentido que se o sujeito quer, ele que compre uma "maravilha" sem tecnologia qualquer. A maioria delas nem tão maravilha ou entusiasta assim, apesar de desprovida de eletrônica.

      Convenhamos que um Opala, memo acertado e modificado, não é exemplo para ninguém em curvas.

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    5. Arnaldo Keller, você entendeu totalmente errado. Em nenhum momento critiquei carro velho por ser velho. Pelo contrário. Tenho um, gosto, e acho difícil eu ter um novo por várias questões. Só quis dizer que os modelos que gostamos são justamente os que estão descontinuados e a tendência é deles desaparecerem.

      João Paulo

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    6. Anônimo, se um carro é bom de chão ou não, não tem absolutamente nada a ver com controles eletrônicos.
      Levo a seção de comentários como um bate-papo, em cuja sala há pessoas experientes e novatos -- veja que há muitos jovens que aqui estão em busca de conhecimento, não só distração.. Sendo assim, se um vem afirmando coisas que não são a realidade, e se ninguém o contradiz, fica por isso mesmo, quem cala consente, e os novatos passarão a ter um conhecimento errado, falho. Daí que nos cabe esclarecer a coisa.
      Sobre o Opala. Tenho um tio que tem um 86 de 6-cil, desde zero. Ele tem outros carros, ele é solteirão e sempre teve carro bem forte, mas ele gosta tanto do Opala que não vende nem a pau. Volta e meia eu o dirijo e há poucos meses o peguei emprestado para uma curta viagem. Ele só está com bons Michelin e amortecedores a gás, mais firmes um pouco. O carro é bom de chão, sim. Me diverti à beça.Não é um BMW, claro, mas é bom. Ah! e na reta vai bem também, ao menos até uns 180. mais não fui.

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    7. João Paulo, creio que a resposta que dei ao Anônimo lhe esclarece minha posição. Do modo como vc disse (releia o que vc disse, Golzibho turbo, Opala caça-poste) fica parecendo que são umas porcarias. Tem gente menos experiente que vc na sala e esses passam a entender tudo errado.
      Seja bem vindo e venha aqui para nos ajudar a esclarecer a moçada. É pra isso que também serve a experiência.

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    8. AK, mas justamente quem falou dos Opalas caça postes não foi o João Paulo. E realmente, para ser bom de chão não é necessário eletrônica. Ou é, dependendo do carro, como o GTR que para ser um caça Ferrari se usa de todas as artimanhas eletronicas e mecanicas que pode ter. Assim ele custa menos que uma Ferrari também.

      Sobre Opalas, sejamos sinceros, a triste realidade da maioria deles e dos Golzinhos turbo é serem caça postes. Mesmo porque, além do estado duvidoso, muitos investem apenas no motor e nada em suspensão ou mesmo pneus. Só não esperava que um em bom estado apenas com amortecedores um pouco melhores e pneus bons fosse bom de chão, até porque já conheci alguns Opalas 4 cilindros em bom estado e a estabilidade e conforto são bons numa tocada completamente relaxada. O carro não incomoda se tocado bem na maciota e até devagar para os padrões de hoje. Pega 90 ou 100 Km/h constantes até mais relaxado que alguns populares, talvez pelo peso e os pneus mais largos contra a anorexia da maioria desses outros.

      Mas basta exigir um pouco mais em frenagens ou asfalto um pouco pior para que ele sambe muito e se torne também bem desconfortável. Em velocidades maiores também não parece nada legal de controlar.

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    9. Eu disse isso ou o leitor Diego? Releia você, cara! Deveria, como um dos colaboradores do blog, prestar mais atenção no que seus leitores escrevem e não colocar palavras na boca deles!

      João Paulo

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    10. Ôps! Tem razão! Foi o Diego.
      Se possível, me desculpe. Também acho péssimo me acusarem de ter dito algo que eu não disse. Foi uma falha minha, mesmo. Me desculpe.
      Sobre obrigá-los a andar de carro velho: muito pelo contrário. Eu nunca disse isso. Gosto muito dos carros atuais e gosto de carro novo, também.

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    11. Pra terminar a questão, só quis dizer que deveríamos ter opção de carros esportivos mais simples. Claro que com uma tecnologia básica visando segurança e baixa emissão de poluentes. Deveríamos ter mais leques de opções.
      Abraço

      João Paulo

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    12. Concordo plenamente consigo, tanto que há pouco escrevi um post dizendo justamente isso: "Um bom esportivo não precisa ser caro". O fabricante que o fizer vai ganhar dinheiro e muitos fãs, fora que pra eles, hoje, é moleza.

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    13. Ainda sobre o prazer de dirigir, recentemente um amigo comprou um opala cupê 78 na região de BH e trouxe rodando para Brasília. A receita contra o sono dele é redbull com batata frita. Quando liguei para ele para saber como estava sendo a viagem, preocupado com ele dirigir sozinho num ritimo bate e volta logo perguntei: Comprou energético?
      Ele me respondeu: não comprei esse carro não dá sono.
      Prazer de dirigir, carro equipado com controle de sistema nervoso por apenas R$7000,00.

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    14. Arnaldo, já dirigi muitos Opalas, inclusive tenho um parente próximo haha, um Omega CD 4.1 1998. Para o uso diário eu prefiro meu "video game", um A3 1.8 turbo tiptronic (conta com ABS, EBD, ASR e ESP). No tocante ao Opala, sinceramente, admiro apenas o seu visual. No resto, não vejo nada demais, acho um carro grande por fora e apertado por dentro (coitado de quem vai atrás); péssimo isolamento acústico; parco desempenho; péssima estabilidade, principalmente em pista molhada. Os "video games" são muito eficientes e deixam os velhinhos no retrovisor, sei disso já que tenho exemplos antagônicos na garagem. É impossível acompanhar o A3 com o Omega em pista molhada, quem dirá com um Opala.
      Dê uma olhada nos vídeos dos meus filhotes; é interessante:
      http://youtube.com/embed/e5MfzDGxMCE?
      O Omega com uma leve preparação no cabeçote faz 0 a 100 km/h em 7s, porém na pista molhada é inviável, fica parado lixando pneu até de terceira marcha (suspensão 100% amortecedores monroe premium gas).
      Contanto, o A3 dispara na frente dele, veja a eficiência do ESP na arrancada (a versão tiptronic é a única do A3 que possui ESP que, ao contrário do ASR, não pode ser desligado). http://youtube.com/embed/Ep_Veh3JLLM?

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    15. Diego,
      Não estou te entendendo direito. Vc está comparando o velho Opala e o velho Omega ao novo A3. Seria como comparar o velho Opala a um velhíssimo Bugatti 57 (anos 30).
      Nem por isso o Bugatti 57 é ruim de guiar.
      Se fizermos assim só iremos curtir carros zero. Coisa sem graça. Temos que ver o carro com os "óculos" da época dele. Frente aos concorrentes, Maverick e Dart, sempre preferi o Opala, de longe.

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    16. Arnaldo,
      critiquei a forma preconceituosa como os "vídeo games" foram retratados, como se não houvesse prazer ao guiá-los. Comparei para mostrar como um carro com tecnologia embarcada pode ser até mais divertido. Lembrando que me refiro ao uso diário. Não vejo "empolgação" nas rabeadas de um Opala em um dia de chuva cheio de carros na pista do lado. Autódromo são outros 500, até eu prefiro um bom tração integral ou traseira dotado de câmbio manual.

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  23. Você entendeu o conceito de forma errada. Primeiro, é necessário entender o carro com as configurações padrão, depois, você ajusta aquilo que te incomoda ou que poderia deixar o carro melhor. Ajustado o setup, não se mexe em mais nada.

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  24. Dêem uma olhada no painel do Tesla Model S para ver que loucura é aquilo.

    Tem um videozinho aqui:
    http://www.teslamotors.com/models/features#/interior

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