BRINCANDO COM CARROS

O Mustang na praia (foto imcdb.org)

Quase uma suíte do post do Arnaldo de anteontem, a respeito de um bom esportivo não precisar ser caro, me veio a questão de brincar com carros. Embora eu sempre tenha ensinado aos meus filhos (e continue a ensinar) que automóvel não é brinquedo em um sentido genérico, fato é que se pode brincar com o automóvel. Afinal, há o velho ditado de que "A diferença entre entre homens e meninos é o preço dos seus brinquedos" — que até dá rima em inglês, "The difference between men and boys is the price of their toys".

Um bom exemplo de brincadeira é a antológica seqüência de "Um homem, uma mulher" ("Un homme et une femme", filme francês de 1966, quando o piloto Jean-Louis Duroc (Jean-Louis Trintignant) leva seu Mustang cupê de rali à areia de uma praia (foto de abertura) na Riviera Francesa e executa um verdadeiro balé com sucessivos cavalos-de-pau, explodindo de felicidade com sua nova e recente namorada Anne Gauthier (Anouk Aimée). Naquela momento evidencia-se o lado mais puro da diversão com automóvel, expressão da felicidade do piloto, viúvo, em ver sua vida amorosa prestes a se reiniciar — resultado de uma carona para Paris para a também viúva Anne, que havia perdido o último trem. O enredo do recomendável filme é tão envolvente que gravei na memória o endereço da Anne em Paris, Montmartre 1540. À recomendação junta-se a bela trilha musical de Francis Lai, entremeada com canções de Vinicius de Moraes e Baden Powell. Filme sublime para autoentusiastas.

Uma brincadeira que gosto muito (ainda faço, de vez em quando) e "acender" os discos de freio. Quando eu tinha a concessionária Volkswagen no Rio de Janeiro, um percurso de teste habitual era pegar uma subida chamada Ladeira Mundo Novo, em Botafogo, sair em Laranjeiras e daí rumar para o Corcovado até o Hotel Paineiras e voltar. No início do retorno, pavimentação de concreto e curvas de média e baixa, descer como em competição e aí, haja freio. Quando percebia o fading definido, parava o carro e saltava só para ver os discos rubros. O ápice dessa diversão era fazer isso com o Porsche 911 Carrera de um grande amigo, carro (e marca) que notoriamente têm freios excelentes. Ou então, quando estava na Fiat e usava um 147, fazer os discos "acenderem" na descida da Serra das Araras.

Discos "acesos" (foto carsinaction.net)

Outra diversão é andar rápido na chuva. Nessa condição chega-se ao limite bem mais facilmente que no seco e é um desafio constante. Sentir o carro querendo sair num dos eixos e controlá-lo com o volante e com o acelerador diverte, e como! Ou, sem os duendes do ABS, frear com máxima eficiência, sem bloquear rodas.

Chuva! (foto gwclaw.com)
Com chuva ou sem, divirto-me também ao usar o freio, pressionando o pedal — eu disse pressionando, não movimentando — sem produzir nenhum tranco e se durante a frenagem for necessária maior desaceleração, aumentar a pressão também suavemente para não ocasionar tranco. E, diversão das diversões, ao levar o carro a parar, aliviar a pressão pouco antes, evitando o leve tranco da parada total.

Há diversões mais arriscadas e por isso mesmo não são recomendáveis. Seguia para São Paulo (morava no Rio) com meu Passat LS 1500 duas-portas com pneus Pirelli CN-15 155SR13, quando no começo da serra de Cruzeiro pedi passagem para um Dino 246 que seguia em velocidade normal na faixa da esquerda. Vi o motorista apontar para trás como que dizendo ao seu acompanhante "veja esse Passat aí querendo nos ultrapassar" e ato contínuo sumiu da minha frente na subida — acelerando o V-6. "Deixa comigo na descida adiante", pensei. Dito e feito, na descidona logo a seguir, com um "S" de alta (onde hoje há mil avisos de curva perigosa, pardal etc.) levei o Passat a gemer em quarta (última marcha), uns 170 km/h indicados, e logo cheguei ao Dino, ele ia relativamente rápido, e que ao se aproximar da primeira perna do "S", a esquerda, acenderam-se as luzes de freio. "É agora", e veio a ordem do cérebro: continuei na faixa direita, não aliviei nem freei e ultrapassei o Dino por fora e, como vinha, fiz a segunda perna. Ao terminá-la o Dino estava pequeno no meu espelho. Mas havia a segunda subida, longa, e tinha certeza de que o V-6 faria do 1,5-L do Passat presa fácil. Mas não aconteceu, o cara do Dino recolheu...Claro, ajudou o fato de na época eu estar no auge da minha forma como piloto, 34/35 anos. Hoje talvez não fizesse isso.

Diverte muito também o uso do câmbio, especialmente quando a primeira não era sincronizada e engatá-la com o carro em movimento requeria usar a dupla-embreagem (ou dupla-debreagem, como alguns preferem). Executar a operação sem escutar arranhada sempre divertia. Mais ainda com havia passageiro e ele ficava incrédulo de como era possível. Até meu tio Paulo, que me ensinou a dirigir no seu Citroën 11L, não acreditava como era possível. Mas hoje ainda brinco disso, com a ré, poucos carros a têm sincronizada: dar ré com alguma velocidade, passar para ponto-morto e engatá-la de novo, com dupla-embreagem.

O pai de um grande amigo da rua em que morava tinha um Jeep Willis CJ3, aquele de capô alto. Sempre que saímos no Jeep eu lhe mostrava como engatar a reduzida com o veículo andando, apesar de o manual dizer que só com carro parado. Ele ficava abismado como era possível — claro, dupla-embreagem, pois a caixa de redução é uma segunda caixa com engrenagens deslizantes, como as primeiras não-sincronizadas. Anos mais tarde, mesma coisa com a reduzida do utilitário/jipe DKW-Vemag.

Plaqueta no Jeep CJ3 (foto ebay.com)

Foi a curiosidade misturada com entendimento mecânico e diversão com automóvel que me fez "descobrir" maneira mais simples e eficaz de engatar e desengatar a roda-livre do DKW. O manual dizia para reduzir bastante a velocidade, apertar o pedal de embreagem e movimentar a pequena alavanca de comando sob o painel no lado esquerdo. Mas sabendo como era o sistema, puramente mecânico, era claro que a luva de engate no tambor (foto mais abaixo), que desativava o efeito do miolo com roletes unidirecionais contra esse tambor, podia ser movimentada livremente se o motor estivesse tracionando. Falei com a fábrica e esse procedimento passou a ser recomendado em vez do anterior.

A seta mostra onde fica a alavanca de comando da roda-livre no DKW (foto antigomotors.com)
A luva, dentilhado em azul, era levada pelo comando da alavanca a engrenar com os dentes internos do tambor (laranja),  cancelando a função roda-livre. O sistema, simples, ficava entre a árvore-piloto e a árvore primária do câmbio (foto digitalizada do livro "DKW, a História da Pequena Maravilha", ed. Alaúde)

Outra diversão com o carro é usar o câmbio, trocar as marchas com total precisão. Aliás, nem chega a ser propriamente diversão, mas hábito. Ao arrancar, usar o menos de patinagem de embreagem possível (embreagens só se desgastam quando patinam, volante e platô girando em rotação diferente do disco). Também, fazer a transição embreagem desacoplada-embreagem acoplada a mais suave possível, combinado com o dito antes, sem que se pereba tranco algum.

Nas trocas de marcha ascendentes, soltar a embreagem  (acoplá-la) no momento certo, de maneira que o motor não acelere nem freie o carro, tampouco deixá-la patinar. Gosto de brincar com isso. Nas reduções, caprichar na aceleração interina para que, também, o motor não interfira com o movimento do veículo. Se a redução tiver de ser feita enquanto o carro está sendo freado, punta-tacco, obviamente.

O punta-tacco (foto motoig.com)

Outra "brincadeira" é com o volante de direção, dar-lhe movimento contínuo, uniforme. "Brinco" sempre com isso na garagem do prédio, onde é preciso fazer várias curvas com o carro se movendo para frente. O volante nunca pára, está sempre indo de um ângulo de esterçamento das rodas a outro, continuamente. Como num estrada sinuosa, o volante começa a ser virado antes da curva e na saída dela, antes da reta, como que fazendo a transição do raio da curva para o da reta, cujo raio é infinito. Quem anda de motocicleta pode não saber, mas faz isso instintivamente. O início da inclinação e o fim sempre são suaves.

O movimento suave e continuo do volante tem nos violinistas um bom exemplo. O fim do curso do arco é uma parada suave e o reinício também, porém ambos muito breves, com desaceleração e aceleração praticamente instantâneas, sendo um dos pontos mais difíceis no início do aprendizado do instrumento.

Arco do violino, muito a ver com o volante de direção; na foto, o maestro holandês André Rieu (foto violinovermelho.com.br)

Brincar com carros, mas com consciência, é mesmo um dos prazeres da vida.

BS


Atualizado em 11/02/14 às 20h20, inclusão de foto e legenda do tambor de roda-livre do DKW.

104 comentários :

  1. Maravilha de assunto (e texto).

    Agora é sí ficar aqui, sentadinho, esperando os politicamente corretos vomitarem suas bobagens sobre responsabilidade e segurança.

    Bem covardão o cara do Dino não? Já ralei muito carro beeem melhor que o meu quando tinha um Mille. Esse era divertido!

    Eduardo Trevisan.

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    1. Um ex-colega de trabalho contou-me de uma vez que ele estava com o pai dele (hoje falecido) em um Ka e eles foram ultrapassados a toda por um SUV. Chegou a serra e o pai do cara caçou o SUV, ultrapassou-o e foi abrindo distância até sumir. Depois, veio a lição que esse meu ex-colega jamais esqueceu: na reta todo mundo é piloto.

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    2. O mais legal é pegar carrinhos assim e dar uma surra em motoristas de Suves nas curvas.

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    3. Aí depende do SUV e do seu piloto. Tem gente boa de braço, piloto de verdade mesmo, que também anda de SUV, por alguma circunstância da vida.
      Como disse o nobre colega logo acima: na reta todo mundo é bom. E mais: saber acelerar todo mundo sabe, mas tem muito bração por aí que sequer sabe frear
      Raliman

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  2. Eu gosto de fazer curva na subida sem usar o freio. Deixo o carro perder a velocidade naturalmente e entro na curva na velocidade perfeita, como se tivesse usado o freio. Absolutamente suave. Minha mulher percebe a manobra e me elogia às vezes. Prazeres fugazes num mundo cada vez mais contra o automóvel.

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    1. Muito bom Paulo, eu tento não usar o freio e quando estou com o carro com tambores traseiros tento frear até parar sem o efeito da traseira baixar no fim da frenagem, algo fácil quando o carro é equipado com disco nas quatro. Agora minha namorada me elogiar ainda vai demorar um pouco, mas com tempo vou despertar o entusiasmo ao dirigir nela.

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  3. Só não gosto muito de diversão na chuva... acho meio perigoso. Quanto ao filme, é um clássico, e está em lugar de honra na minha estante, junto com outros clássicos sobre automóveis, tais como Grand Prix, 24 Horas de Le Mans, Bullitt, American Grafitti e outros. Ainda não tenho o Rush, que passou recentemente, sobre Hunt e Lauda. Uma das minhas brincadeiras favoritas é participar do evento do Jan Balder, de Regularidade. Pura diversão.

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  4. Esse mundo prazeiroso que o Bob descreveu só é entendido por quem é autoentusiasta. Quem é de fora não entende o prazer da brincadeira e tampouco se interessa pelo funcionamento e dificuldade desses movimentos.

    De minha parte gosto muito dirigir meu carro automático com o pé esquerdo no freio e o direito no acelerador. Permite o uso simultâneo freio/acelerador fazendo uma transição suave entre aceleração e frenagem. Dobrar as esquinas fica mais rápido e suave e já saio da curva com o motor cheio.

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    1. Perneta,
      É, mas isso acabou. Devido aos casos de aceleração não intencional, encostou o pé no freio o acelerador fecha lá no corpo de válvula, mesmo que se continue acelerando. Até aqui no Brasil, Volkswagen, que eu saiba..

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  5. O que gosto de fazer em curvas longas é justamente percorrê-la do início ao fim com o volante praticamente parado no mesmo ângulo, sentindo o volante leve nas mãos, sem precisar forçar o carro a fazer a curva "na marra". Nos tempos em que trabalhei em equipe de Super Stock (1990-11993) lembro-me que havia um piloto veterano, não me lembro o nome dele, que nas tomadas de tempo aos sábados, sempre fazia o Laranjinha pilotando com uma só mão, e dizia que era "pra zoar os moleques novos" que estavam começando a carreira de piloto, e suavam pra caramba depois de algumas voltas em Interlagos. Bons tempos.

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  6. O filme, acompanhado da música de Pierre Barouh (belga naturalizado francês), intitulada "à lombre de nous" ("á lombre de nous, restera toujours, au noms de l´'amour, un gout d'eternité, au nom de notre amour, un ombre va rester......"). Sugiro-o, aos coroas como eu, belgas naturalizados brazucas como eu & demais apaixonados p carros e música.
    Saudações belgo-monarquistas, carlo paolucci

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  7. Outra diversão é andar rápido na chuva. Nessa condição chega-se ao limite bem mais facilmente que no seco e é um desafio constante. Sentir o carro querendo sair num dos eixos e controlá-lo com o volante e com o acelerador diverte, e como! Ou, sem os duendes do ABS, frear com máxima eficiência, sem bloquear rodas.

    É também uma ocasião em que se vê o tipo de acerto de chassi. Exemplo simples está nos Civics de sétima geração, que são péssimos no seco mas se transformam com a chuva. Anda-se a 100, 110 km/h com um pé d'água daqueles como se estivesse seco. Pega-se tanto o costume de andar a uma velocidade maior que a média na chuva que pode ser perigoso se algum componente da suspensão não estiver em ordem, como da vez em que tive de controlar saída de frente súbita causada pela suspensão estar com um amortecedor vazado. Já o cacoete de frear com máxima eficiência sem travar rodas é algo que adquiri por só dirigir carros assim. Nos tempos do ABS, isso me conferiu sensibilidade para ver quando é que um fabricante usa o sistema para evitar o pior no limite ou para mascarar um sistema de freio mal projetado.

    Com chuva ou sem, divirto-me também ao usar o freio, pressionando o pedal — eu disse pressionando, não movimentando — sem produzir nenhum tranco e se durante a frenagem for necessária maior desaceleração, aumentar a pressão também suavemente para não ocasionar tranco. E, diversão das diversões, ao levar o carro a parar, aliviar a pressão pouco antes, evitando o leve tranco da parada total.

    Também costumo frear sem tranco. No meu caso, deixo primeiro a velocidade cair, podendo até reduzir marchas e deixar o carro ir no freio-motor, caso esteja distante do local em que terei de parar mesmo, para depois parar de vez, com um toque ligeiro no freio. Em geral, pastilhas de freio comigo duram uma eternidade, pelo tanto que me acostumei a fazer muitas coisas sem apertar o freio.

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  8. Que delícia!
    Também eu tenho imenso prazer de me divertir com o carro, fazendo todos seus recursos funcionarem no limite, com precisão, e principalmente mantendo sempre a suavidade.
    Se eu perceber que o passageiro ao meu lado sentiu algum tranco incômodo, numa freada, por exemplo, sinto como se eu tivesse perdido o jogo...

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  9. Fico só imaginando a cara do sujeito no Dino quando o Bob deixou ele longe na curva. Não foi atrás por que viu que num tinha braço pra tentar acompanhar...

    Muito bom o texto Bob, como diria um colega, é hora de separar os homens das crianças!

    Leandro Lovato

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    1. Eu tambem nao arriscaria minha Dino numa brincadeira dessas.
      Se algo tivesse acontecido eu teria levado a pior..

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    2. Anônimo 11/02/14 20:57
      Difícil acontecer alguma coisa com aquele Dino, eu é que estava por fora na curva.

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  10. Acredito que essas "brincadeiras" são uma forma de buscar prazer na condução dos veículos de forma alternativa à direção esportiva: demandam atenção e uma dose extra de controle do carro, fazendo o motorista ficar mais atento ao trânsito em vez de buscar distração em gadgets e sistemas de entretenimento cada vez mais complexos e atraentes.

    Eu tenho como meta e desafio todos os dias dirigir da forma mais "macia" possível, e isso tem aprimorado minha forma de dirigir, mesmo em momentos de tocada mais ligeira. Frear, reduzir e mesmo subir marchas de forma limpa e suave não é nada fácil. E é característica de alguns dos campeões mais legitimos do automobilismo, como Fittipaldi e Jackie Stewart.

    Achando dirigir nas grandes cidades chato? Tente guiar assim.

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    1. Voc esta certo Marcos.
      O bom motorista é aquele que dirige macio.
      Já dizia JLV da saudosa Motor3!

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    2. Nao deve ser nada fácil dirigi com suavidade o arisco Linea T-Jet.
      Pelo menos, imagino nao ser...

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    3. Anônimo 11/02/14 21:44
      Qualquer carro pode ser dirigido suavemente.

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    4. Anônimo, realmente é mais difícil do que com o saudoso Marea 2.4, que tinha torque disponível desde bem cedo. Na faixa de 1500 a 2500 no Linea, qualquer aceleração mais brusca traz aceleração súbita. O punta-tacco também requer tempo maior de aceleração em marcha lenta, e uma pressionada leve no acelerador em alta rotação, requerendo mais atenção.

      Mas essas dificuldades tornam ainda mais interessante o desafio.

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    5. Linea T-Jet arisco? Foi todo anestesiado, nem sente a pegada do turbo com o overboost em baixa, não gruda no banco. Parece um motor 2 litros de aspiração natural, nada mais. O Marea Turbo (mesmo original) foi bem mais brusco em aceleração, dá para sentir o overboost atuando e depois cortando a pressão no turbocompressor.

      Tenho um Marea Weekend Turbo e, mesmo com esta característica na aceleração (e algum turbo lag), sempre dirigi de forma suave, muitas vezes em velocidades altas e com total segurança. O negócio é aprender a dirigir/pilotar o carro como se fosse uma extensão do nosso corpo, adivinhando as reações dele, daí aprimoramos a sensibilidade de condução. Um belo e entusiasmante exercício. Abraços, Ivo.

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  11. Brincar com carro é um grande barato; certamente todos os que frequentam o blog tem centenas de histórias sobre brigas "Davi e Golias" automotivas.

    Claro que carro não é brinquedo, mas em lugares onde a situação de tráfego é mais ou menos controlada, dá para arriscar a fazer uns confetes.

    Rotatórias molhadas para descobrir com facilidade o limite de aderência do carro, entendendo como ele escapa, como trazê-lo de volta....mesmo com um tração dianteira, se os pneus de trás estão gastos, dá para fazer meia volta em drift se souber jogar com o peso do bicho. Prédios de estacionamento com rampas de concreto liso como mesa de bilhar e de baixo coeficiente de atrito - se molhados - também proporcionam toda sorte de peraltices.

    Gramados molhados são excelentes (e raros) também, para jogar o carro de lado no freio de mão e fazer a tração (quando dianteira) puxar ele de volta para o prumo, para brincar de "manobras de evasão" - aplicando torque (que também serve para conforto...rs) total em ré e jogando o volante para derrapar em 180 graus e sair queimando para frente.

    Com tração traseira, a diversão então se multiplica e todos sabem bem como é a tônica do negócio. Se tiver um certo bloqueio de diferencial, melhor ainda!

    Já na chuva, eu nunca brigo em demasia com a água empoçada, no máximo algum destracionamento por conta do excesso de água, mas nunca busco andar tão rápido pois um simples "riacho" na pista pode transformar o melhor dos condutores em passageiro; se aquaplanar...as vezes não dá tempo de buscar.

    No dia a dia, podemos sempre dar 110% de nós mesmo andando a ritmos de 50, 60% do carro (será que de novo vai ficar confuso?), aplicando toda nossa biografia acumulada de motorista interessado em passagens de marchas perfeitas, em tomadas de curvas macias, em reduzidas perfeitas com punta tacco - quando a pedaleira permite - tudo a relativa baixa velocidade, mas curtindo cada momento com a caranga....essa é a graça de dirigir, brincando, andando à moda, ou passeando (mas ligado na máquina), tudo vale a pena quando a alma não é pequena (sic).

    MFF "torque"

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    1. Eu concordei com voce e sua afirmacao sobre torque e conforto.
      Motores torcudos em baixa, requerem menos trocas de marchas.
      Isso também é conforto e eu gosto!
      Sim tive no passado um Opala 250-S, bons tempos

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    2. Anônimo 11/02/14 21:41
      O que se pode ter nesse caso é comodidade, não conforto. Conforto e comodidade (comforit and convenience) são coisas diferentes. Mas quem não hesita e não se incomoda em trocar de marcha sempre que necessário essa "comodidade do torque" não existe.

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    3. Mania brasileira de ter preguiça de trocar marcha... Isso explica as relações de transmissão tão curtas. Depois reclamam quesos câmbios automatizados e automáticos estão dominando o mercado. Ivo.

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  12. Sobre trocas de marcha com suavidade, lembrei do texto desses dias do Kleber Nogueira, no Best Cars, sobre câmbios automatizados. Apareceu uns caras lá nos comentários, dizendo que não haveria como trocar marchas com suavidade num manual. Só em automático. Puts, ridículo isso. Gente que não entende nada de carros.

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    1. Pessoal parece que nunca viu um câmbio manual na vida... bom, vai saber, de repente a auto-escola que esses "comentaristas" frequentaram devia ter um monte de automatizados na frota.

      Tinha que colocar esses caras pra descer a Serra do Rio do Rastro num câmbio manual... iam mudar de opinião rapidinho.

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    2. Tem gente que nunca esteve em um carro sendo bem conduzido. Eu mesmo já pensei que manual dava tranco quando era criança. Nunca vi bons motoristas na minha família.

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    3. Também me lembrei, logo de cara. daquele comentário que não me saiu da cabeça pois passei uns dias abismado com a cultura automobilística de alguns por aí.

      Guilherme C. Vieira

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    4. E você ainda perde tempo por lá? Tirando uma meia duzia que sabe o que fala o resto é de chorar. Aquilo virou a casa da mãe Joana.

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    5. Lorenzo Frigerio11/02/14 20:37

      Existe um faror que influencia os trancos: é a relação de uma marcha sobre a relação da anterior. Não sei exatamente como isso funciona, mas lembro que quando a VW lançou seu automatizado no Brasil, a imprensa noticiou que ele tranqueava menos que os da Fiat e GM, e que o segredo estava na progressão. Isso é algo que o Bob talvez possa explicar. Naturalmente, o desgaste da embreagem também influencia isso, visto que o ângulo do chapéu chinês (nos carros manuais pelo menos) aumenta com o desgaste e passa a trabalhar fora de centro, ou seja, muda a natureza do acionamento.
      Câmbios automáticos também estão sujeitos a trancos quando já desgastados, mesmo quando controlados eletronicamente. Uma situação típica ocorre quando você está acelerando e as marchas mudando; aí, logo antes da próxima mudança, você tira o pé do acelerador e solta o carro: a marcha entra e tranqueia ( na verdade isso seria um tranco ao contrário, imagino que os carros mais novos tenham uma aceleração interina automática para evitar isso, não sei).

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    6. Dizem que o Best Car é referencia desde 1997.
      Mas acho que os leitores sao muito jovens (molecada) e cheios de marra.

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    7. Lorenzo
      Isso que você diz da VW que modificou o escalonamento do robotizado em relação ao manual normal serve apenas para facilitar o trabalho do comando eletroidráulico que faz as trocas. Quanto maior foi o degrau numérico entre uma marcha e outra, mais tempo levará para a embreagem acoplar e esse cálculo fica mais difícil para se ter um acoplamento suave. Por exemplo, no câmbio manual do Voyage 1,6 as relações são 3,455, 1,954, 1,281, 0,927 e 0,740, 1ª à 5ª. No I-Motion são 3,455, 2,250, 1,517, 1,026 e 0,740. Note que as quatro primeiras marchas foram aproximadas uma da outra para reduzir a queda de rotação do motor nas trocas e assim facilitar o trabalho "dos duendes" na central de processamento. A quinta foi mantida para não deixar o carro mais curto em estrada. Mas nada impediria que as relações fosse as mesmas nos dois casos, apenas dificultaria mais o trabalho de processamento. Para quem vai trocar manualmente, é suficiente conhecer a característica do câmbio e efetuar as trocas dando o tempo certo entre desacoplar e acoplar a embreagem. No seu comentário do chapéu chinês nada muda, apenas o motorista precisa se ajustar à sensibilidade da embreagem. E, corretamente, cada vez mais câmbios automáticos têm aceleração interina, inaugurada com o Porsche turbo tiptronic (epicíclico) em 2005.

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  13. Se eu faço uma brincadeira dessas de "acender os freios" minha namorada tem um enfarte seguido de uma abdução por marcianos... ela morre de medo quando eu acelero, hahahahaha.
    Sorte que ela entende meu amor por carros e até tenta entender alguma coisa quando eu falo... ela já sabe que meu carro é designado por 3 números e o da minha mãe por 4... estamos avançando.

    A respeito do filme, vale mencionar que a continuação - "Um homem, uma mulher - 20 anos depois" tem uma participação do fundador do Paris-Dakar, Thierry Sabine...e consta (isso eu li na Quatro Rodas em 86, quando ele faleceu) que a equipe de produção, durante uma filmagem no deserto, encontrou a moto que ele pilotava quando se perdeu no Abdijan-Nice de 77, intacta e com os documentos dele sob o banco.
    Ele a levou pra casa sob protesto da esposa, que via aquilo como um mau presságio.

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  14. Este post e o do Arnaldo ensinam que não é preciso potência de sobra para o autoentusiasta. O prazer da pilotagem pode ser encontrado em qualquer coisa, até num cortador de grama. Carros 1,0 , por exemplo, se transformam em brinquedões bem bacanas quando conduzidos à moda: bons de chão, motores suaves e elásticos, câmbios em geral bem acertados e tamanho reduzido. É fazer de um limão uma limonada!
    Ao Perneta: tem muita gente que execra câmbio automático por não saber tirar prazer dele. Dirigir com os dois pés ( que também faço) é um exemplo: você já deve ter deixando o motor subir de giro com o pé esquerdo freando, só soltando quando a rotação atinge a máxima, não? Dá uma bela fritada no asfalto!
    AAM

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    1. Claro que sim Antônio, ainda mais que o meu tem blocante na traseira. São os dois pneus ao mesmo tempo!

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  15. Quando trabalhei em revenda de carros usados, dirigia todos os dias vários modelos e marcas diferentes. A diversão era trocar as marchas "no tempo", sem o uso da embreagem, pois cada veículo tem um "tempo" diferente. Depois de pegar o jeito, torna-se até confortável pois elimina o acionamento de um pedal.

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  16. Também gosto muito de acelerar na chuva. Tanto que minhas escolhas de pneus levam em conta não o que é melhor no asfalto, mas aquele que vai me permitir andar mais rápido na chuva. Não me esqueço o quanto me diverti na única vez que tive a oportunidade de andar no Torneio de Regularidade em Interlagos debaixo de um toró monumental, em alguns trechos da pista tinha "riachos" atravessando o asfalto, realmente uma condição difícil... e saí do carro rindo feito o Coringa, muito bom.
    Na época em que eu tinha carro com câmbio manual, minha "diversão" era trocar marchas como se fosse um automático norte americano, sem o menor tranco. Uma vez um tio meu até elogiou essa condução. Hoje em dia, há quase dois anos só dirigindo carro automático, eu levaria um tempinho para "pegar a mão" disso novamente.

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  17. Essa é pro JJ
    ó o que é diversão http://www.youtube.com/watch?v=4HltXRZiFdI heaheha
    e tem tbm a zuação: http://www.youtube.com/watch?v=Wp69axQneKc kkkkkk

    Claro que mta gente já viu esses vídeos, mas é de se partir de rir do desespero do cara da S10 tomando uma lenha da Belina.

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  18. Adoro dirigir rápido na chuva, não sou kamikaze mas gosto do desafio de andar rápido. .
    Tocar rápido e "macio", esse é o meu estilo, fazer a pilotagem da forms mais limpa possível, sem trancos... frenagem no ponto, trocas ascendentes e descendentes no giro certo... meu cunhado quando anda comigo diz que nunca andou com alguém que tenha uma tocada limpa similar....coisa de entusiasta,rs
    Curvas: como diria um velho preparador amigo meu, fera nos Renault antigos: "é na curva que os boy chora, rs"
    Meses atrás, voltando pela Fernão Dias em um bom ritmo com meu carro da fábrica, um Gol 1.0 2portas GVI, avistei pelo retrovisor um Cruze e um Linea, os dois se aproximando rápido. ... me passaram e eu fui acompanhando de longe. ...resultado: ddescida de serra, papei os 2 de Gol 1.0.... aí a diferença está naquela pecinha que fica atrás do volante

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  19. Pedro Bergamaschi11/02/14 16:17

    A terceira marcha do Uno (com trambulador abaixo do assoalho, dos antigos) me ensinou a usar punta-tacco e dubla embreagem mas reduções de quarta para terceira em freadas, eliminando qualquer possibilidade da arranhada comum à esses carros. Com o tempo, passei e fazer os dois procedimentos em todas as reduções em freadas, e para mim é um enorme prazer engrenar uma marcha sem sentir absolutamente nenhuma resistência vindo dos anéis sincronizadores, a alavanca simplesmente desliza para a posição.

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  20. Tem uma brincadeirinha que é interessante fazer na saída de lombada quando tem estreitamento de pista logo após, e vem um apressadinho atrás. Enquanto o apressadinho tenta passar na lombada um pouco mais rápido que vc e ultrapassá-lo pela direita em 3ª marcha, vc passa mais devagar na lombada, mas sai acelerando forte em 2ª ou 1ª, e o apressadinho acaba tendo de ceder. Funciona na USP, às vezes. Se for feito com punta tacco, melhor ainda.

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    1. Anônimo da Silva12/02/14 14:13

      Faço esse tipo de coisa quase sempre que aparece oportunidade, hehe. Melhor ainda se tiver mais carros logo atrás, o "apressadinho" não consegue voltar para o fluxo e fica vários carros pra trás...

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  21. O cara do Ferrari é o tipico motorista brasileiro ,muitos andam com carro de motor grande ,mas se arrastam ,e não admitem ser ultrapassados pelos outros .Não dificulto ultrapassagem nenhuma,salvo se acho que vai me por em perigo ,nesse caso" fecho a porta".

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    1. A Dino nao tem motor grande...
      Mas certamente é bem chato ser ultrapassado por um carro fraquinho.
      Por isso, quando saio com minha, 308GTS nao dou pelota para os provocadores.
      Curtir um carro é muito mais que sair correndo feito louco por ai.....

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  22. Não li o artigo tudo, farei-o em casa, mas pelo que vi no início fala de um cara com carro e namorada na riviera francesa e em uma das fotos um punta tacco, pelo que faço duas observações.


    Muito bom passear de carro com a namorada, principalmente após um divórcio.

    Quanto ao punta tacco, finalmente aprendi fazê-lo e estou adorando.

    Vida longa aos carros com três pedais.

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  23. Me lembro de um motorista na linha de ônibus Cabo-Frio-Juiz de Fora-Belo Horizonte que pilotava desse jeito. Fiz essa viagem à noite e não preguei o olho um momento sequer. Ele não adiantou e nem atrasou nenhuma marcha, aceleração e frenagem. A partir daí comecei a imitar esse estilo e tenho melhorado a cada dia. Consegui rodar 109 mil KM com a mesma embreagem, só tive que trocá-la porque o retentor do volante vazou, senão dava mais uns 15 mil km fácil fácil.

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  24. Aprendi a trocar marchas com suavidade num Sportagem gasolina 4WD que tinha 230000km bem mal cuidados pelos donos anteriores... O câmbio era totalmente impreciso e ainda tinha uma folga gigante nas engrenagens do diferencial traseiro! Foi a oportunidade de aprender a guiar suavemente num carro extremamente judiado e cheio de problemas mecânicos!

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  25. Brincar com carros é o que há. Hoje, indo para a fazenda do meu avô paterno, vim guiando pela estrada de terra o 207 do meu avô materno, que veio visitar o primeiro (são amigos desde a juventude). Em trechos melhores, eu testava o motor 1.4l de 80cv a gasolina em tudo o que tinha, usando a faixa de rotação entre o pico de torque (3500 rpm, se não me engano) e o pico de potência (5250 rpm). Garanto que, com o carro leve como é, proporciona uma direção divertida, indo de 0 a 100 km/h em aproximadamente 13 segundos, e fica ainda mais divertido testando a suspensão nas curvas para desviar de buracos, a mais de 70 km/h. Fizemos uns passeios pela região, meu avô meio surpreso com a minha desenvoltura ao volante e eu testando o que me vinha na cabeça, procurando sempre me divertir com as trocas de marchas que tento tornar cada vez mais perfeitas (só não sou bom ainda no punta-tacco). Carro é um brinquedo "bão" demais! Aproveitamos e tiramos umas fotos que ficaram muito legais pelo caminho.

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  26. Não tinha brincadeira mais gostosa e sadia do que numa rua perto de casa, era uma grande reta com um pequeno aclive, rua larga e ainda de paralelepipedo e com pouco movimento. Bastava chover e eu e meu primo esperavamos o avô vacilar e "roubavamos" a Chevy 500 dele. Na primeira rabeada tinha que cutucar a embreagem, mas depois ia só no embalo. A traseira da coitada ia chicoteando dum lado pro outro e só controlando no acelerador. Que saudade, da Chevy e da rua, que hj está asfaltada e cum baita movimento...

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  27. Quando contei a história do Gol, veio gente aqui falando que eu não sabia dirigir... mas o que estava fazendo era exatamente isso, me divertindo, sem colocar a vida de ninguém em risco, a não ser a minha própria, uma vez, era um carro leve e boa potência, uma estrada deserta, com boas curvas, cenário que todo autoentusiasta aprecia.. O Gol G3 1.8, como havia dito, reclamou bastante, quando entrei numa curva mais acentuda do que o previsto, a 180 Km/h, e senti a dianteira desgarrar, talvez culpa dos pneus Firestone, medida 185/60 R 14... Foi susto e aprendizado... gosto de surpreender, pegar carrinho que ninguém dá nada e andar muito... Tive um corsinha EFI, com o cambio maravilhoso 4+E, já o fiz chegar a 180, ladeira abaixo, é claro... mas embalado, as rampas que tinha adiante, a velocidade caia para 140 e logo seguia outra decida, novamente o velocímetro marcava um número teoricamente impossível para um carro com meros 50 cv e 7,8 mkgf de torque, Estrada dupla, recém recuperada, curvas suaves, e nada dos malditos radares e pardais... (hoje essa mesma estrada está cheio deles) carros bem mais potentes ficando para trás, e é claro tinha aqueles que não aceitavam... E abro um parenteses àqueles que me criticaram por achar que nunca arranquei com vigor sem cantar pneus... É claro que consigo fazer faço isso, desde que comecei a dirigir, num velho Chevette , mas quem é que não sabe que no Gol GTS, Bola 1.6/1.8, G3/G4.. no velho Passat, no Santana, não é preciso muita potência para cantar os pneus... Talvez questão do cento de massa, cento de gravidade, ou até mesmo a posição recuada do eixo... Foi o que constatou a revista 4 rodas, quando testaram pela primeira vez o Santana Executivo... a menor pressão no pedal, os pneus cantam... Não é pelo excesso de potência.. é pelo projeto do carro.


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    1. Ok Rogério
      Acreditamos que conhece a arte do bem dirigir..
      Mas nao precisa se arriscar tanto.
      Um Gol G3 a 180km/h em reta ja e perigoso , em curva é suicídio!
      Barrabás!

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    2. Anônimo 11/02/14 21:21
      Claro que não é suicídio nem perigoso, é perfeitamente normal para o carro. Basta saber o que se está fazendo.

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  28. Caramba, Bob que texto bom! Há tempos que não lia um relato seu empolgante assim! Obrigado por compartilhar suas proezas!
    A precisão nas trocas de marcha, sincronizando os pedais, alimenta o ego! Nas trocas ascendentes, procuro voltar a acelerar no momento exato, mantendo o fôlego do motor, sem perder a tocada suave. Realmente empolga!
    As subidas de serra sem usar o freio, desacelerando na medida, sempre com motor cheio, também empolgam!
    Aqui no Rio minha diversão diária é a Auto Estrada Grajau-Jacarepaguá! Que delícia de serrinha! Puro powerslide!

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  29. Gosto quando pego um longo trecho de descida sinuosa com curvas rápidas em uma rodovia, para praticar o ballet. Ballet do tangenciamento, pessoal! Não fiquem pensando besteira, he, he!

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  30. Esse velho ditado, tão verdadeiro, não apenas rima em inglês como acabou sendo usado pela minha fábrica de automóveis predileta, igualmente inglesa.

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    1. Alexandre Zamariolli11/02/14 19:33 Bela imagem Alexandre!

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  31. Que delícia de post Bob. É muito gostoso ler essas experiências e curiosidades, ainda mais escritas por quem é mestre no assunto. Essa de "acender" os freios eu não conhecia, nem o filme, que agora eu vou procurar.

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    1. Deixe de besteiras... Voce vai gastar pastilhas a toa.
      Isso é desperdiçar dinheiro
      Tio Patinhas

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    2. LeandroL64111/02/14 23:51

      Tio Patinhas, eu entendi a irona, mas para alguém que eventualmente pense assim eu digo:
      Não é desperdício se coloca um sorriso no rosto de alguém.

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  32. Lorenzo Frigerio11/02/14 20:23

    Imagino que 99,9% das pessoas não dominam certas técnicas citadas pelo Bob porque normalmente não é necessário dirigir assim ou porque configura comportamento perigoso para a segurança viária. Por exemplo, fazer curvas no limite sob chuva é extremamente perigoso a quem não tem treinamento específico, pois nessas condições a transição entre controle e descontrole é súbita, e o motorista tem que conhecer as técnicas para recuperar o controle do veículo, sendo que cada tipo de carro - tração dianteira, tração traseira, eixo com mais tendência a sair - exige uma técnica específica, e isso só os pilotos profissionais sabem fazer. Quanto ao punta-tacco, sempre me pareceu um procedimento enigmático de utilidade duvidosa - perdem-se preciosas frações de segundo executando-o, quando o ideal seria comprar um carro com um bom câmbio (não é à toa que praticamente só os Fiat têm uma configuração de pedal que facilita essa ação). Imaginem só o preciosismo de se fazer "punta-tacco" num VW, com aquele câmbio maravilhoso que caracteriza esses carros.

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    1. Eu nao vejo como dirigir esportivamente sem utilizar o punta-taco.
      Mesmo em rítimo normal em cidade/estrada utilizo .
      Torna o dirigir mais suave nas reducoes de marcha.
      Gol/Fox/Polo/Golf com o maravilhoso MQ-200 sao deliciosos de se praticar o punta-taco,
      A disposicao dos pedais sao muito boas, mas nao ótimas como nos Fiats.
      Pratique, voce vai gostar.

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    2. Anônimo 11/02/14 21:33
      Para eu entender corretamente o que você quis dizer: punta-tacco só quando estiver freando e precisar reduzir, é isso?

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    3. Lorenzo
      O punta-tacco independe das qualidades do câmbio. Trata-se apenas de dar uma breve aceleração (aceleração interina) quando se quer reduzir marcha durante a freada. Essa aceleração serve apenas para igualar a rotação do motor com a velocidade do carro quando a marcha escolhida para redução atuar, que é o momento que a embreagem é acoplada (tirar o pé do pedal).

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    4. Sim Bob
      Freando e reduzindo com o cambio simultaneamente.
      Utilizo também (adaptado) para sair em ladeiras sem usar o freio de mao.
      Abracos
      Anônimo 11/02/14 21:33

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    5. Bob, seria muito bom se você fizesse um vídeo demonstrando, senão todas, boa parte dessas técnicas (punta-tacco, dupla-embreagem, cambiação suave, troca ascendente e redução no tempo, desacoplamento de reduzida em movimento) que você utiliza como hábito e para se divertir. Se você já fez esses vídeos, poderia indicar?

      Eu procuro guiar sempre de forma suave, cambiando quase no ponto de troca no tempo. Mas ainda me atrapalho com o punta-tacco; não sei se estou acertando ou errando quando faço. A técnica da dupla-embreagem seria-me muito útil na situação que se precisa manobrar rapidamente de ré; raramente consigo evitar as arranhadas.

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    6. Realmente, não entendi a relação entre câmbio e punta-tacco. Essa técnica é para que não haja "tranco" na retomada de aceleração pela marcha mais reduzida. Esse tranco é prejudicial à estabilidade do carro na tangência da curva. Nada a ver com a qualidade ou escalonamento do câmbio.

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    7. KzR
      Não fiz vídeo disso, mas é uma boa idéia./ Se você sabe fazer dupla-embreagem andando para frente, é exatamente a mesma coisa andando para trás.

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    8. Lorenzo Frigerio12/02/14 16:58

      Para explicar um pouco melhor as minhas idéias, vejo o punta-tacco com aceleração interina mais como um "macete" para que as marchas entrem com mais facilidade. Isso é bom nos câmbios de engates ruins, como o do Fiat 147 e seus descendentes. Evitar o tranco, em meu humilde ponto de vista, é um resultado secundário da operação. O grande problema é que o punta-tacco desperdiça frações valiosas de segundo, em que você segue na banguela. Se você puder fazer a redução imediatamente porque seu câmbio é bom, melhor. Existe também uma outra dificuldade para o punta-tacco nos motores atuais: por causa da injeção eletrônica, o motor é chocho para subir de giro naquela fração de segundo que você tem para fazer a aceleração interina. Então digo, fazer punta-tacco numa Alfa Giulia com 2 Weber 40 é uma coisa, fazê-lo num Gol injetado atual é outra. Aliás, o ideal é ter um automatizado e, nessas circunstâncias, reduzir manualmente.

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    9. Quando se reduz a marcha , o giro do motor sobe, pois vai de uma marcha menos reduzida para uma mais reduzida com veículo na mesma velocidade. Andando na maciota raramente é preciso fazer o rev match, ou melhor explicando, a aceleração do motor para que a marcha mais baixa entre no giro adequado. Mas quando se está andando em altas rotações é preciso. O Punta-tacco é fazer essa acertada no giro enquanto freia. Quando o piloto vem freando para uma curva ele tem que frear e reduzir de marcha ao mesmo tempo, daí ele usa o punta-tacco. Os câmbios automatizados/automáticos acertam o giro sozinhos ao reduzir de marcha. O punta tacco não desperdiça tempo, se feito certo ele agiliza muito mais a tocada. E eu concordo que esses carros atuais estão com aceleradores eletrônicos de dar raiva, você têm que esperar bastante até o giro subir.

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    10. Bob, só não tenho muita certeza do quanto aliviar o pedal da embreagem, após a primeira "debreada", para então iniciar a segunda.

      Andei testando essa técnica ontem. Com algum esforço, e ainda desajeitado, fui realizando a cambiação para a primeira marcha com o carro em movimento. Hora facilitava, hora não.

      (O comentário abaixo esclareceu como realizar a dupla-embreagem para trás. Tem que estar andando para trás).

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    11. Concordo com o Lorenzo. E digo mais, se não houver prática suficiente e/ou o carro tiver punta tacco muito difícil, corre-se o risco de perder uma frenagem perfeita tentanto fazer essa manobra.

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  33. O velho Fuscao 70 tinha tanta folga que o barato era conseguir guiar na reta!
    Jorjão

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    1. Já guiei o Jeep Willys nessas condições. Era muito divertido contornar uma curva e depois girar o volante para o lado oposto para estabilizar a trajetória do carro. Mas acabei mandando retirar as folgas da direção. Mas para esterçar quando parado é um sacrifício, hehehe

      O bônus era quando a porta se abria nas curvas. Uma mão ia pegar a porta a outra cuidava de estabilizar a direção.

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    2. Jorjao
      Fiquei imaginando esse velho Fuscao.
      Na boa cara... mas voce é muito louco!

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  34. Bob, poderia explicar-me por gentileza esse esquema da ré não sincronizada?
    Quando se engata ela com o carro em movimento ocorre uma arranhada no meu carro.
    DDA

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    1. Anônimo 11/02/14 22:53
      Claro, ocorre a arranhada porque a ré no seu carro não é sincronizada, Não há como sincronizar via dupla-embreagem com o carro andando para frente, só para trás. No caso, o carro tem de estar recuando e para engatar a ré sem arranhar, dê uma pequena (bem pequena, talvez nem precise, a rotação de marcha-lenta costuma ser suficiente) acelerada com o pé fora da embreagem (acoplada), embreie (desacopla) e engate a ré.

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    2. Entendi agora Bob! Muito obrigado!

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  35. Caro Bob, que belo texto. Expertise em pilotagem e jornalismo especializado, coisas que se complementam em seus textos.

    Abç!

    Leo-RJ

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  36. Hoje em dia quando posso me divertir, quando estou tranquilo e sozinho principalmente, faço minha seleção de Rock (tem que ter ROCK !!!!) no som do carro de acordo com meu espírito e parto para alguns lugares que conheço, e bem - Estou naquela de controlar o ângulo do carro e a pressão/peso dos eixos e das rodas em relação ao raio da curva ou ondulação (em um caso) para justamente aliviar, anular ou melhorar saídas de frente ou de traseira dos carros que tenho. No caso do Fiesta 1.6 ele tinha uma tendência de sair de frente levemente em curvas rápidas baixas e médias pois a suspensão é macia na frente e meio dura atrás o que criava sempre um rolamento lateral desconfortável, com seus pneus ruins e altos de fabrica, os 175/65-14 da Goodyear com alinhamento dianteiros baixos para meu gosto sendo a convergência +1.03 / câmbagem -0º40 / cáster +3º09 do (bons para estacionar e dirigir em cidade) qual mudei somente a câmbagem para +1.0 e passei a utilizar pressão de 33psi nos pneus da frente e 30psi atrás, antes 28psi em todos. Resultado ? A dinâmica e comportamento melhorou e o rolamento da carroceria ficou menor, a direção ficou mais alinhada e precisa, e nas curvas percebe-se um apoio melhor no eixo dianteiro quando esta dentro da curva. Resultado 2: em um track day somente com esses acertinhos, baixei o meu tempo em 4s na melhor volta das duas situações do antes e depois. Posteriormente a melhora foi bem superior com a troca dos pneus Bridgestone Potenza GIII 185/60-14, molas esportivas Redcoil e a troca das pastilhas de freio pelas da Fremax. Depois veio as melhorias no Focus, Opala...

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    1. Corrigindo, Leia- se: "qual mudei somente a câmbagem para +1.0..." Quiz dizer que ficou com somados -1.0º + -0º40 = -1.4º de câmbagem.

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    2. Eu prefiro um curtir sertanejo e guiar na maciota!

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    3. Como mexeu na cambagem do Fiesta? Tem ajuste? 4 segundos não é para qualquer curioso ganhar de tempo.

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    4. Anônimo das 09:49, sertanejo é para ser escutado realmente na maciota, numa viagem longa e bem tranquila, com a família ou namorada (que goste tambem! rs)...mas para dias de "furia" ou dar uns coro com gosto, não tem nada melhor que um bom ronco do motor ou um bom Rock no som do carro ! Valeu !

      Anônimo das 13:25, no próprio alinhamento em uma empresa com bom maquinário, pode se fazer ajustes até um certo grau em todos os carros, que no caso do fiestinha só a câmbagem pouquinho mais aberta já deu um bom resultado e não alterou em nada a geometria base ou desgastes de pneus, só melhorou lembrando, no meu gosto. Até logo !

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    5. Mas teve de entortar torre ou algum componente? Ou o Fiesta simplesmente possui ajuste de camber (que a maioria não tem)?

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    6. Anônimo das 13:11,

      Esse pequeno acerto de -1.4º esta ainda dentro do possível em um alinhamento, acho eu na maioria dos carros é possível. Não sei até quando vai no caso do Fiesta, mas deve ser pouco. Um bom profissional de alinhamento e suspensão faz essas coisa, mas a maioria não gosta pois sai do padrão de fabrica e da maquina que faz o serviço, pois sempre alegam que não fica bom, desgasta os pneus...

      Até logo.

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  37. joao celidonio12/02/14 00:00

    acabei criando um hábito de tentar usar o mínimo de freio possível, e se tiver que usar tentar ser eficiente sem mais nem menos do que o estritamente necessário... modulação da pressão, toda essa estória, tentar dirigir da forma mais suave a fluida possível, é um diversão e tanto e ainda me perguntam por que gosto tanto de dirigir!

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  38. LeandroL64112/02/14 00:14

    Ah... a saudável brincadeira entusiasta...
    Eu gosto de esticar as marchas, não sei, só gosto de ver o motor girar, me divirto com isso. Talvez por isso algumas das minhas melhores memórias automotivas sejam do carro 1.0 que eu tive, eu podia esticar a 1ª e a 2ª até 6500 rpm e ainda assim não ultrapassar o limite de velocidade.
    Muitas pessoas gostam de carros "torcudos" para não precisar reduzir marchas na hora de ultrapassar, já eu adoro reduzir, sinto que falta algo quando estou em um carro forte o suficiente pra passar uma carreta de 5ª marcha, sinto falta do giro alto, dos gritos do motor, como se ele estivesse pondo pra fora tudo aquilo que bloqueia, que faz mal. Até eu gosto de gritar as vezes quando estou sozinho dentro do carro, não tem estresse, irritação ou mal humor que fique por perto, volto rindo pra casa.
    Agora que tenho um carro forte eu até tento por ele pra falar alto, mas quando escuto o ronco eu já estou acima de qualquer limite de velocidade, é divertido porque é potente e rápido, mas a minha maior diversão fica um pouco de lado, não dá pra gritar POWAAAAR com o carro a 2500 rpm.

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  39. Li os comentários é fiquei assustado. Tirando o Bob e talvez mais uns poucos (bem poucos), imagino todos eles juntos num autódromo. Ia ser um estrago só.

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    1. Ri muito agora! Realmente o que mais apareceu por aqui foi piloto. Não dá para acreditar em alguém que fica contando vantagem e gabando-se de si próprio. Acho que Freud explica...

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    2. Trackday serve para isso. Amansar os super pilotos fodásticos das galáxias, especialmente se tiverem pilotos de verdade em cada sessão.

      Fazendo uma analogia tosca, é como largar brigões de rua num octógono, pois cada um quer se mostrar mais que o outro. Mas quando acham um lutador profissional, dificilmente resistem ao primeiro assalto. A diferença é grande, por isso assistir Trackday é divertido. Aliás, deveriam ter trackday com mais frequência, no país todo. Ivo.

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  40. Interessante também e lugares de clima mais frio, quando a lenta do carro fica um pouco mais alta de manhã, é sair da garagem, subir a rampa de acesso à rua, e passar ao menos duas marchas sem tocar o pé no acelerador.

    Nada de ficar telegrafando no pedal como a maioria faz, mas simplesmente controlando na embreagem e no freio, o carro se comporta como um automático mesmo sendo manual, quando o motor esquenta um pouco, coisa de um minuto ou dois - ou antes de tranquear por falta de rotação - volta-se a utilizar o acelerador.

    É um bom exercício para lapidar uma condução suave, mas não funciona em todos os carros.

    MFF

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    1. Utilizo bastante isso nas manobras de estacionamento. Não há problema com o Palio e a S10. Mas quando pego o Ka 1, não dá, ele morre. Tem que pisar no acelerador. Não sei se isso está mais associado ao torque do motor em rotação um pouco superior a marcha lenta ou se é por causa do ajuste de resposta do acelerador ou também se é por causa do acelerador a cabo ou por drive-by-wire.

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  41. Uma legal foi voltar com meu tio de um jantar.brincando de cambio automatizado, Eu guiava o Astra dele, pois havia bebido só uns dois chopes, e ele na 'cadeira 2', pois havia ingerido uns destilados, e ele ficou responsável pelas trocas de marchas, porém sem uso de embreagem (ele é bom nisso).
    Andamos um bom pedaço fazendo isso, em uma sincronia muito legal, eu tirava o pé, e sem que eu pisasse na embreagem ele trocava as marchas, sem arranhadas e sem trancos. Arriscamos até uma ou outra reduzidas, essas mais difíceis, pois necessitam da aceleração interina.

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  42. Nada melhor para brincar do que um "antigo" que ainda assusta.
    No caso um Omega GLS 4.1 95 com somente 58k rodados originais.
    Em uma estrada aberta ele é um osso duro de roer para muito carro moderno se em perfeitissimo estado como o meu.
    Muito divertido ver dono de carro moderno tentando se livrar daquela "grade" antiquada que insiste em ficar perto, isto quando não passa.
    Este carro tem como vantagem uma estabilidade que acompanha os mais modernos, uma capacidade de manter velocidade em subida ainda invejável e uma retomada boa o resto fica por conta de boa tocada antecipando as manobras para que se possa ir rápido sem avançar muito na direção do politicamente incorreto.
    A propósito, arrancada não é com ele, leva uma eternidade para se trocar as marchas se comparado aos tempos de hoje (falo do câmbio mecânico, no auto é ainda pior).
    Como se evoluiu neste ponto o câmbio, são muitíssimo melhores em tudo, arrisco dizer que melhoraram de 1995 para cá muito mais que os próprios motores, em que pese o fato de um motor com 168hp de hoje consumir menos da metade do que consome o jurássico 4100.
    Acosta

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    1. Tenho um Opala SS6 1977 alguns acertos na suspensão, freios, rodas, coletores, gicles e taxa, como relação final 3,08:1. Quando estou na estrada simplesmente e somente carro com mais de 200cv (e um bom motorista) me acompanha, o resto se assusta e da passagem o que é a grande maioria. Outro dia foi um Camaro desses novos que claro anda muuuuiiito mais que o meu, mas a 190km/h nas curvas e 230km/h nas retas o dono deixou pra lá...rs

      Até mais !

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    2. Opala a 230km/h .. tem que estar muito mexido.
      Seu motor tem que estar com no minimo uns 250cvs ?
      Para se chegar nisso a preparacao foi bastante severa.

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    3. Pode ser coisa do velocímetro. Nessas velocidades altas o erro de leitura nos carros antigos era enorme, chegava a passar de 20KM/h de diferença para a velocidade real.

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    4. Sim, tenho o Opala a 10 anos e a 6 esta em constante evolução, esta com uma boa mexida media/forte aspirado a álcool e um bom acerto de chão e tudo mais. Em um dinamômetro de rolo deu 223cv @ 7.100rmp e 33kgfm @ 5.800rpm de torque com corte a 8.000rpm. Os mostradores principais não são os originais (que tudo de original esta muito bem guardado) e sim da SW (Stewart Warner) de 260km/h, 9000rpm, pressão de óleo e amperes, só o de reservatório de combustível e agua são originais. Agora sobre o erro de velocímetro, originalmente era grande (coisa de 15%), mas agora acredito que não passe de 10km/h de diferença de "olhômetro" nas barreiras eletrônicas.

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    5. Como eu imaginava a preparação foi severa
      7100rpm ta bem girador, cuidado com as varetas ( acredito serem especiais) e flutuação de válvulas
      Parabéns pelo carro
      Desfrute com responsabilidade

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  43. De certa feita; muito jovem ainda, fui tentar seguir um conhecido - e alucinado - piloto de Opala stock (classe B, creio) da região.

    Ele estava à bordo da vedete do momento, Chevrolet Omega 3.0; eu estava com um belo Santana GLS dois litros coupê, bancos Recaro, teto solar, suspensão levemente rebaixada....um bonito carro, mas que não tinha mais do que 106 cavalos no AP 2000 carburado.

    A primeira curva de alta com o velocímetro apontando os 180 eu ainda tinha o Omega na alça de mira, nas seguintes que decresciam em raio e velocidade, eu já entrei em Overdrive, espalhando de forma escandalosa a frente; cortando todas as curvas com a frente sempre tentando escapar da tangência, pneus sobrecarregados na função de esterçar/agarrar/tracionar....sem experiência, com muito coração e pouca técnica, não aliviei e entrei em todas as curvas em subesterço severo, perdendo velocidade e a linha das curvas. O uivo dos pneus eram terríveis, o volante ficava ainda mais leve e só os largos apoios do banco Recaro me mantinham sobre o assento.

    O ômega sumiu, e só apareceu na última curva em velocidade reduzida, esperando eu chegar...para ver quem era o imbecil submotorizado e maneta que teve a audácia de tentar segui-lo, me deixou passar com a tranquilidade de quem não precisava provar mais nada.

    Faz uns vinte anos, e foi uma bela derrota, há se foi....

    MFF

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    1. Essas coisas nao valem a pena ...
      Mas quando somos jovens subestimamos o perigo.
      Hoje ha varios track-days onde se pode curtir esse tipo de tocada de forma mais segura e controlada.

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    2. O pendor pela velocidade não arrefece com o tempo; apenas passamos a calcular melhor as possibilidades homem/máquina - nós e nosso carro - e as condições para apertar o pedal da direita com vontade.

      Os critérios são outros e os cuidados também, pois não é possível depender unicamente de track days para andar à moda.

      MFF

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