TROCA-TROCA

Foto: supercarioca.fotopages.com


Quando li o post do Alexandre Cruvinel, Categoria D, me lembrei de um fato parecido. Uma coisa puxa a outra, como se diz.

Em 1996 eu estava na revista Autoesporte, editor de testes e técnico. Tínhamos recebido o então novíssimo BMW Z3 para teste e saí com o fotógrafo Ricardo Novelli para a sessão de fotos.

Pouco antes eu havia estado na inauguração do Cesvi Brasil S.A, Centro de Experimentação e Segurança Viária, com raízes na Espanha, uma organização voltada para os profissionais do setor de reparação e dos mercados segurador e automobilístico em geral.

O Cesvi é localizado no condomínio industrial City Empresarial Jaraguá, nos limites do município de São Paulo. Logo identifiquei ali o local perfeito para fotos de testes, pois além de não ser via pública tem um traçado variado. Por isso fomos fazer as fotos do Z3 lá.

Chegamos e começamos o trabalho, quando surge um velho ônibus usado para treinamento de motoristas, que toda hora passava pelo ponto onde estávamos. O ônibus certamente era usado apenas para essa finalidade e era parecido com o da foto acima. Enquanto um dirigia o coletivo, os demais “alunos” eram “passageiros”, havendo um instrutor no banco que havia bem ao lado do motorista. Iam se revezando, como em qualquer programa de instrução.

Foi então que me veio a ideia: dirigir o ônibus, o que jamais havia feito em 54 anos de vida e para o que eu tinha imensa curiosidade. Em todos os anos de adulto me envolvi apenas com automóveis e motocicletas, inclusive tendo corrido durante 24 anos.

Assim, uma das vezes em que o ônibus passou por nós, usei mímica pedindo para dirigi-lo. Para minha surpresa, o ônibus logo encostou e parou, seguindo-se o convite: “Vem!”.

Mal acreditando, entrei no veículo dando um alô geral e percebi certa surpresa dos “alunos”. Chegar e sentar não é muito fácil nesse tipo de ônibus, daqueles de motor dianteiro, em que é preciso se esgueirar entre a grande tampa do motor e a comprida alavanca de câmbio que vem lá de trás quase na horizontal.

Uma vez ao volante, que parecia medir mais de meio metro de diâmetro, um breve condicionamento ao tamanho dos enormes pedais, uma análise dos limites de curso lateral da alavanca de câmbio e...lá fui.

Incrível, o ônibus andou suavemente, com trocas de marcha fáceis. Talvez o fato de dirigir maquinaria bem mais potente e rápida tenha me ajudado. A cada redução dando a aceleração interina para igualar rotação do motor com a velocidade na marcha a ser engatada os motoristas-alunos aplaudiam lá atrás. Alguns duvidaram que fosse a minha primeira vez que dirigia um ônibus.

Depois de dar uma boa volta (o condomínio é bem grande) fazendo curvas, freando, enfim, como se fosse um percurso normal de rua, parei de onde saíra, apliquei o freio de estacionamento e desci, dando um tchau àquela simpática turma. Um sonho meu acabara de se realizar.

Um BMW Z3 como esse fez a felicidade de um instrutor de motoristas de ônibus (foto globalcar.com)

Aí eu disse para o instrutor: “Agora você vai dirigir o conversível”. Seus olhos saltaram como os de uma criança vendo um desejado brinquedo. “Eu?” - perguntou, surpreso. Como eu, pouco antes, ele custou a acreditar.

Logo ele estava sentado num carro charmoso, ainda novidade no mundo (pouco mais de um ano desde o lançamento), cabelos (poucos) ao vento. Era uma criança. Dirigiu devagar, rapidamente, freou forte, fez curvas, trocou de marcha sem necessidade só por prazer, dirigia bem Estava exultante. Ao estacionar, agradeceu-me - e eu também, mais uma vez, a ele -- e voltou para o seu trabalho. E nós ao nosso.

Dessa experiência tirei duas conclusões. A primeira, não custa ser gentil e compartilhar as coisas boas que temos nas mãos, se isso vai fazer as pessoas felizes.

A segunda, todo motorista de automóvel deveria dirigir um ônibus pelo menos uma vez. Só assim é possível aquilatar a dificuldade em dirigir esses veículos em condições as piores possíveis, em meio a calor e muito ruído, num trânsito denso com os dos grandes centros urbanos. E uma vez conhecendo as dificuldades, ser mais paciente com esses nossos colegas – sim, são nossos colegas do volante - dando-lhes passagem, facilitando-lhes a vida. Se há excesso de caminhões e ônibus não é culpa deles, mas da matriz do nosso modal de transporte de carga e passageiros.

Foi a grande lição que tirei dessa experiência. A partir desse dia mudei radicalmente minha atitude no tráfego. Facilito o quanto posso as manobras de caminhões e ônibus, aguardo pacientemente quando precisam interromper o tráfego para entrar numa propriedade ou armazém, facilito-lhes quando querem ultrapassar.  Perder um ou dois minutos na vida não me fará a menor diferença.

Se me aproximo de um caminhão ultrapassando outro, me posiciono atrás sem pedir passagem, e ele volta o mais cedo possível para faixa dele. Ou então, ao vê-lo dar seta com intenção de ultrapassar, tiiro o pé para que possa fazê-lo logo. E sabem que acontece? Sou ajudado por eles em inúmeras situações. É impressionante, quem  porventura está comigo no carro se surpreende. Se não acreditam, experimentem.

O troca-troca me fez um grande bem.

BS

23 comentários :

  1. Em certa ocasião, estando em São Bernardo, tive que pegar um ônibus urbano para São Paulo, parque Dom Pedro se não me falha a memória. Pois bem, seis e meia da matina, ônibus abarrotado e o motorista já nesse horário, totalmente impaciente. Trocava marchas sem tirar o pé do acelerador, dando trancos que sacudia a galera toda. Percebi que o ônibus tinha sérios problemas mecânicos, ou era a embreagem ou o trambulador do câmbio. Já começavam os comentários desabonadores sobre a conduta do mesmo e eu, pacato cidadão do interior paulista, estando fortuitamente na capital, via a situação com outros olhos, pensei;
    Caramba, o sujeito deve levantar às 4 da matina, ir pro serviço, pegar o pior ônibus da frota (pois estava caindo aos pedaços) e ainda ter que enfrentar o dia todo um trânsito desses, não é brincadeira.
    O meu respeito aos motoristas profissionais vem também das dificuldades da profissão.

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  2. Antonio Filho-

    Legal a sua historia !!

    Engraçado que também sou do conceito de que devemos de vez em quando emprestar nossos "brinquedos" a outras pessoas (que merecem e sabem usar).

    Sabe que me veio do fundo de minha ótima infância(e memória) um fato interessante: Uma vez, eu com meus 7~8 anos de idade, meu pai construiu um carrinho de rolimã em madeira aos moldes daqueles carrinhos mais "profissionais" importados dos anos 80, do qual foi a sensação da molecada do meu bairro, onde todos queriam um igual e dar uma volta nele, mas é claro que eu não deixava todos dar uma volta (descida de ladeira) porem um colega que era bem simples e humilde, porem muito companheiro e legal, não tinha o carrinho dele, emprestei o meu prontamente em meio a "saraivada" de pedidos de voltinha no meu possante. Pensem na felicidade e velocidade que o moleque desceu a ladeira, e freiou(sim tinha freios até bons) em cima do meio fio, da rua onde tinha movimento de carros ! Dai sabem o que aconteceu, pedi ao meu pai para construir outro igualzinho e dei de presente de aniversário dele, que estava próximo.

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  3. Antonio Filho
    Parabéns pelo seu gesto. O mundo seria outro se tais atitudes fossem regras e não exceções.

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  4. Márcio Jr27/02/11 10:57

    Adoro os textos deste blog. E sempre fico com inveja!!! - Também sonho em dirigir um bicho destes!!!!

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  5. bob dirija uma carreta bitrem ou rodotrem e post um comentario para nos um abraço

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  6. Acho que Educação de Direção deveria ser matéria escolar obrigatória. Com professores com o bom senso do Bob, o trãnsito passaria da água para o vinho em uma geração.

    Abraço.

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  7. Acho tambem que infelizmente o padrão do motorista de onibus urbano, é esse mesmo.
    Carga horaria mal distribuida, equipamentos em péssimas condições, excesso de usuarios em determinadas linhas, no caso de Sampa, um transito caótico e a incompreensão de pssageiros, de outros motoristas e até de quem deveria fiscalizar e organizar melhor o transporte publico.
    Hoje a condição dos onibus melhorou, já tivemos uma frota muito mais velha, com manutenção precaria e problematica, alem daquela já debatida formula magica, de transformar cominhões em onibus.
    Mas com certeza ainda não é a ideal.
    E a bomba estoura sempre na parte mais fraca, lógico, o motorista.
    Ótimo post, Bob.
    Essa sua visão de que todos deveriam observar melhor as pessoas que conduzem "os pesados", é uma idéia que deveria ser mais debatida e com certeza iria melhorar muito a convivencia entre os motoristas "normais" e os outros.
    Romeu

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  8. Um pouco de solidariedade faz bem, não é mesmo? Mas isso me fez lembrar um acidente idiota que vi outro dia: um ônibus ia virar uma esquina para a direita e um carro tentou ultrapassá-lo por dentro... aí o carro foi atingido. Isso mostra como ainda existe motorista sem noção nenhuma de como se posicionar no trânsito (e ainda deve achar que o ônibus que errou...).

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  9. eu tenho muita vontade de dirigir grandes caminhões, viajar. se a profissão de caminhoneiro não estivesse tão ruim como está seria uma possibilidade.

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  10. Rômulo Rostand27/02/11 12:50

    No início da década de 90, precisei reclassificar minha carteira de habilitação para "D".
    Tinha experiência com caminhão, mas achei necessário pegar umas aulas com ônibus. O veículo da auto-escola era um micro ônibus L-608. Fácil de ser conduzido, entre outros porque a posição do motorista é atrás do eixo. Na segunda ou terceira aula, numa reta a uns 60 km/h, a direção passou a oscilar freneticamente, junto com o ônibus. Percebi imediatamente que a roda direita estava desgovernada. Entendi o problema de estalo(um daqueles momentos que o raciocínio funciona sem palavras)reduzi suave e gradualmente até imobilização do carro. Verificamos que a tirante que interliga as rodas havia se soltado - no 608, a caixa de direção atua, por um pequeno braço, na roda esquerda e a dita tirante repassa o movimento direcional para a da direita.
    Apesar do susto tudo terminou bem, inclusive a avaliação prática do Detran, dias depois. A bem da verdade, o incidente tornou ainda mais gratificante a experiência, inequecível. Parece que a adrenalina atua também na memória.

    Ah, Bob! O que falta você dirigir? Diz aí para ver se posso providenciar. Quem sabe assim eu não consiga uma banda num Audi ou BMW.
    Brincadeirinha, rsrs. Ótimo post.

    Abraço

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  11. Bob, tem um Lada Niva na garagem com motor 1,73L.

    Encho o tanque e você dirige o quanto quiser. Em troca, uma volta no quarteirão em um V8 americano.

    Topa? rsrsrs

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  12. Sempre achei que deveria existir uma lei trabalhista para os motoristas de ônibus, que dentre outras coisas, deveria exigir câmbio automático e uma cabine com ar condicionado para eles. Seria muito menos estressante seu trabalho.

    Quanto ao assunto troca-troca, uma vez um amigo me convidou para ir ao um encontro de motos. Chegando lá não me senti muito desconfortável, pois só tinha motos caras e seus proprietários medindo o tamanho de seus menbros, e eu, com minha Stradinha velha lá no meio. Todos olhando meio torto para mim. Tratei de nem ligar. Aí meu colega me ofereceu sua recém adquirida ER6N para dar uma volta. Como faz tempo que não tenho uma moto nova, boa e potente por questão de uma dificuldade financeira que estou me recuperando, tratei de aceitar para matar minha sede. Ainda tive que escutar um comentário desagradável: "Você vai deixar ele andar na sua moto?" Fingi que não ouvi e dei uma volta na moto. Depois agradeci e fui para casa feliz, mas esse dia me marcou. Estava precisando de uma boa pilotada numa boa moto.

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  13. Tenho percebido que nos poucos ônibus com câmbio automático que já tive oportunidade de pegar (não são muito comuns na Zona Norte de SP com suas ladeiras e ruas estreitas) o motorista acaba trabalhando bem menos estressado. Teve um único caso do motorista reclamar com o cobrador que "esse ônibus não deixa a gente sentir o tranco da aceleração, não gostei".
    Se a prefeitura fosse menos venal aos interesses dos donos de empresas de ônibus (e até para justificar a passagem a 3 reais...), tornaria obrigatória a adoção de câmbio automático em toda a frota num prazo de menos de 5 anos.

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  14. Em 1986 estavamos indo pela Dutra para o Rio de Janeiro com 3 DT180, que na estrada não passa dos 110 km/h nem na descida , ai tinha um caminhão que na descida nos ultrapassava, iamos pra direita e o bruto voava, ai na subida pegavamos a esquerda e a situação se invertia, foi assim por muitos quilometros de forma bem cordial e pouco antes da av Brasil o caminhão foi pra direita e buzinou e acenou com a mão como se fossemos velhos amigos, muito legal essa lembrança !

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  15. Putz, o maior problema em ônibus urbano para o motorista (na minha visão de passageiro) é motor frontal. Só de vibração e barulho, aquilo já deveria ser considerado crime.
    Geralmente quando há algum fulano dirigindo um trator na rua, ele está usando protetores nas orelhas (ou ouvidos). Deveria haver algo equivalente com ônibus. Até agentes da CET usam protetores auriculares.

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  16. ja comentei por aqui que virei usuario assíduo do onibus, até por conta dos meus horários profissionais, sempre os pego maio vazios, geralmente com lugar para sentar e é bem mais rápido que ir de carro. Os onibus da Z.Sul, são bem novos e aparentemente bem cuidados e nota-se nos motoristas (a maioria ao menos) um cuidado no rodar. Os com cambio automático são melhores, sem dúvida e tratam bem os passageiros pois não ocorrem os solavancos tão comuns a depender do "estilo" de cada condutor.
    Já guiei um em situação de emergencia ( o motorista estava tão bebado que não conseguia pilotar) isso aconteceu no MT - entre Primavera e Paranatinga em 88/89 por aí. Naquele sertão, , e era creiam... coloquei meu filho pra guiar a pickup (14 anos), e assumi o volante daquela carcaça ambulante pois ngm tinha coragem pra encarar e entreguei o onibus na cidade, pro delegado junto com o "piloto".
    Outros tempos e não estão tão distantes.
    Coisas de Brasil.

    Um post que mostra que a educação e gentileza, cabem o tempo todo, Bob. Basta querer.
    Abs

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  17. Caio Cavalcante28/02/11 01:37

    Bob,
    Quem tem boca, vai à Roma!
    Essa história mes fez lembar de quando era criança e voltava para casa do colégio em um ônibus escolar. Era um chassi longo, 40 passageiros sentados. Já fanático por qualquer coisa sobre rodas, adorava ir no assento ao lado do motorista, o mesmo do instrutor no seu post. Passava a viagem toda imitando os movimentos do motorista, e ele, um senhor muito simpático, me dava altas dicas. Mesmo criança, já percebia o trabalho que dava manobrar um veículo tão grande no trânsito do Rio.
    Sou da sua turma: reduzo, dou passagem e deixo mais espaço para ônibus e caminhões principalmente em curvas. E realmente as gentilezas são retribuídas, principalmente na estrada. Mas existe também o outro lado: uma vez fui jogado na contramão ao passar por um ônibus na estrada, ele sem motivo algum para tal. Sorte que era uma longa reta e não vinha ninguém no sentido contrário.
    A categoria dos rodoviários é realmente muito explorada. Já li um extudo que atribuia uma grande recorrência de câncer de próstata nos motoristas de ônibus ao calor irradiado pelo motor.
    Um garnde abraço

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  18. Alexandre - BH28/02/11 04:00

    Triste é ver retrocesso na qualidade do transporte público em nossa cidade. Há alguns anos Belo Horizonte teve quase 80% da frota de ônibus diferente do que é hoje. Os busões tinham chassi Scania, Mercedes e Volvo, motor na traseira, centro (Volvo) e alguns na dianteira (Scania). A suspensão era a ar e alguns vinham com câmbio automático e piso baixo. Poucos destes ainda rodam por aqui. A frota foi quase toda renovada com as tradicionais ‘cabritas’ – Mercedes, Volkswagen e Ford com motor dianteiro e suspensão ‘de caminhão’. Isso sem falar nas cabritas velhas, sucata trazida de outros estados. Um absurdo. Os empresários pressionaram mostrando planilhas de alto custo operacional - BH tem relevo acidentado, o que, em tese, inviabiliza ônibus com mecânica mais evoluída. Fato é que estudos apontam o motor dianteiro como um dos maiores causadores de estresse, se não o principal, em motoristas profissionais. É a sina. Os caras voltam a suar bicas e arrebentar os tímpanos e os passageiros a ser transportados como gado.

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  19. Lindo texto, belíssima atitude, Bob.
    Aliás, eu acho que um dos maiores méritos daqueles que detém o conhecimento e a sabedoria naquilo que faz, e ama fazer, é a generosidade e o olhar compreensivo frente as limitações daqueles que estão ao seu redor!
    Uma lição de dignidade e postura humana...
    É por isto que sou seu fã, caríssimo Bob!

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  20. Muito legal o post..BS, você é o cara !!

    Lembro de quando andávamos de Ônibus e era um mercedão com motor dianteiro.A alavanca era
    "torcida " porque o furo no assoalho era bem atrás do motorista obrigando coitado a trocar marchas subindo ou descendo aquela alavanca tosca - o cara tinha que ser herói mesmo !!!

    O mais legal era chegar no "ponto final " quando havia a troca de motorista. Cada indivíduo tinha o seu " KIT BUSÃO PERSONALIZADO" composto de :

    - Mangueira de aspirador de pó para colocar na alavanca do cambio;

    - Cobertor(geralmente vermelho) com franjinhas para colooar no banco do BRUTO;

    - Kit de santinhos com base magnética para colocar no painel;

    - Rádio à pilha (PRÁ ESCUITÁ O ELI CORREA DE TARDE..);

    - Bola da alavanca de câmbio
    (geralmente de Siri, ou Time de Futebol).

    Era engraçado ver os motoristas chegarem com uma sacola cheia, cada um com seu "KIT BUSÃO " para trocar no seu turno.

    A troca de " KIT " demorava em média uns 35 minutos dependo da complexidade de cada "arranjo"....

    Tempo Bâo.....

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  21. Bob, que bela história, ótimo post e excelente abordagem!
    Quando trabalhei na VW, também estagiei em Caminhões, não cheguei a dirigir ônibus, porque o representante de ônibus era um "mala", mas tive esta percepção de tamanho dirigindo todos os modelos de caminhão da época com diversos tipos de implemento (betoneira, caçamba, baú, etc.) e percebi que a profissão não era brincadeira! Passei a respeitar mais estes motoristas. Dirigir um bichão desse no meio do trânsito não é fácil!
    E realmente, o caminhoneiro ou motorista de ônibus em sua maioria colaboram mesmo, ainda mais quando percebem que estão lidando com motoristas conscientes, esta interação é algo contagiante, deixa o dia-a-dia mais leve.
    Lembro que cuidava da frota de demonstração e expliquei ao colega que cuidava dos automóveis o funcionamento da caçamba basculante, deixei o cara se divertir um pouco, quase esmerilhou o câmbio do caminhão, mas tuuuudo bem! ahhaha... Depois dessa, TT, Golf Jubileu, Audi All Road, tudo que era lançamento passou na minha mão para um test drive, mesmo que dentro da planta... hehehe... Foi algo muito divertido.

    Abs

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  22. Em Porto Alegre a maioria da frota de ônibus tem o arranjo que considero ideal: câmbio automático, motor traseiro, ar condicionado, embarque pela frente. Tive oportunidade de dirigir e tirar carteira de caminhão no tempo que cumpri o serviço militar obrigatório, e a auto-escola era padrão: um mês de teoria até pegar o volante dos QT (qualquer terreno) Ford V8 traçados. O motor era 4.800 a gasolina (uns 2km/litro...), fabricados no início dos anos 70 (isso em 1988), mas em perfeitas cond~ições de uso e manutenção, feita por nós mesmos. As lições que tive nesta auto-escola carrego até hoje. Éramos treinados para dirigir na chuva, à noite, com e sem carga, acionávamos a tração quando íamos a campo, aprendendo os rudimentos do fora de estrada... Bons tempos.Hoje compartilho com o Bob e outros que escreveram aí em cima as atitudes gentis e civilizadas para com os caminhoneiros e motoristas de ônibus no dia-a-dia. Eles quase sempre reconhecem a gentileza e retribuem com buzinadas...

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