TEMPO BOM QUE NÃO VOLTA

Quase me acabei de rir ao ver a pergunta acima na seção "Correio Técnico" da revista Quatro Rodas, edição de janeiro de 1965. E, como não poderia deixar de ser, metade do riso foi para a resposta, inimaginável no mundo pasteurizado de hoje.

Tempo bom que não volta, a vida era mais simples até nisso! Não se falava em preparação de motores, mas sim em veneno: o próprio termo já dava uma noção de coisa proibida, maléfica, que fatalmente comprometeria a vida do motor.

Múltiplos carburadores (e seus coletores), comandos de válvulas especiais, molas de válvulas duplas e toda instrumentação poderiam ser adquiridos em uma speed shop, um anglicismo que começou a tomar forma naquela época.

E quanto aos pegas? Acredito que eram aceitos naquela época de motorização recente e muita inocência automobilística. O bom motorista, tomado pela curiosidade, tentava descobrir os limites do próprio carro: aceleração, comportamento em curvas, frenagem (no seco e no molhado). Empirismo que baseava um estudo quase científico do automóvel.

Dominada a máquina, não restava outra alternativa senão medir forças com outros motoristas: o DKW "anda mais que o Volks, mas é possível fazer com que o último ande ainda mais..." O céu era o limite, expressão que se encaixa bem a qualquer interpretação.

Dessas pelejas automobilísticas aparentemente irresponsáveis surgiram Fittipaldis, Piquets e outros nomes de igual importância, incluindo o nosso amigo Bob Sharp. Brincadeira inocente que não tem mais vez em nossa realidade atual, a não ser pela realização dos aclamados track-days.

FB

Imagens: revista Quatro Rodas, janeiro de 1965

70 comentários :

  1. É de rachar o bico mesmo;

    Pegas, rachas, apesar de altamente condenáveis especialmente nos dias de hoje, servem como uma espécie de peneirão informal de talentos locais. É uma espécie de rito de passagem, da eleição do macho alfa...

    Não têm lugar hoje em dia, mas atire a primeira pedra quem nunca participou ou volta e meia continua a militar em alguns combates automobilísticos pelas estradas afora?

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  2. Tempo em que as opções da escolha do carro e de lazer eram poucas . Em compensação os venenos eram mais simples de se fazer e a vigilância era exclusivamente dos guardas. Época saudosa. Inclusive da revista Quatro Rodas.

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  3. Corsário Viajante01/02/11 16:35

    Sim e não...
    O exagero atual com limites baixos, controle por radar, vigilância por câmeras e excesso de politicamente correto enche, mas também é importante não romantizar e lembrar que muitas vezes o resultado desses "bons tempos" podiam ser fatais, não só para quem fazia pega como para outras pessoas, até pela carência de tecnologias de segurança automotiva.

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  4. Independente da época acho que é uma prática que deveria ser incentivada. Fecham-se tantas avenidas aqui em São Paulo para as maratonas, corridas e caminhadas, por que não fechar alguns trechos nas madrugadas para a prática de pegas? Temos um circuito de rua na zona norte de são paulo que poderia ser utilizado para este fim. Vizinhança deserta, ampla, asfalto relativamente bom. Serviria para conscientizar os amantes do automobilismo sobre direção segura e sobre o risco de preparação malfeita. Os custos seriam mínimos e os resultados máximos. Automobilismo não precisa ser esporte de rico como tanto quer nossa amada CBA que parece ter como objetivo viabilizar o loteamento de todos os autódromos do país por dificultar e atrapalhar com tanto ímpeto a prática do esporte que deveria promover. Desculpe o post longo, parabéns pelo garimpo dos "artigos".

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  5. Não dá pra acreditar no que estão escrevendo aqui.
    Insentivar a realização de rachas?! formar novos talentos locais?!...Pra que?!
    Isto é útil pra quem?
    Venham para Joanópolis nos fins de semana, aconcheguem-se confortavelmente à beira da represa, e assistam os motoqueiros sobre suas coloridas superbikes morrendo por causa de seu amor à velocidade.
    É de graça, e a chance de verem corpos multilados voando pelos ares é altíssima.

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  6. AntonioCJr
    Não incentivamos rachas e competições ilegais, pelo contrário. O autor apenas retrata uma época,início da motorização no Brasil.

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  7. A pergunta que fica é....

    Será que o Sr C.Cupertino sobreviveu aos pegas particulares em que praticava?

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  8. Sempre tem um politicamente correto pra encher o saco...

    Acho que fazer esse tipo de iniciativa, de levar esse pessoal que ta correndo na rua para um local seguro, como um autódromo ou uma rua fechada é totalmente válido e louvável...

    Esse monte de morte que acontece nas estradas é por causa de gente sem noção que não poderia estar dirigindo, e não falo dos que andam acima do limite de velocidade, mas sim daqueles imbecis querem andar no limite da via na pista da esquerda sem dar passagem aos carros mais rápidos e ainda fazem sinal para passar por cima... Gente assim deveria ser proíbida de dirigir. e Garanto que esse AntonioCJr é um desses...

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  9. Felipe, não creio que é errado estar no limite da velocidade na pista da esquerda e não dar passagem. Quem vem mais rápido deveria se adequar.

    Gosto muito de acelerar e já tive a chance de fazer isso em Interlagos. Mas acho errado colocar a vida dos outros em risco.

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  10. AntonioCjr.

    Só quem viveu essa época entende perfeitamente o que o autor está transmitindo. Época em que o trânsito era feito em ruas e estradas pouco movimentadas e não se tinha noção do perigo, pela simples falta de conhecimento coletivo. Um tempo em que as crianças andavam nos porta-malas das peruas, em que os chiqueirinhos dos fuscas eram disputados pela mulecada, carros saiam sem cintos de segurança, motoristas andavam com o braço de fora e o usava para sinalizar manobras, e tantas outras coisas que hoje temos noção do risco e consideramos inaceitáveis.

    Os carros evoluiram junto com os conceitos de segurança, leis de trânsito...
    O tempo da "Inocência automobilística" acabou como acaba a infância quando vem a maturidade.
    Foi um tempo de aprendizado e experimentação, importante para formação dos conceitos que temos hoje.

    Não estamos incentivando rachas, só relembrando saudosamente e até de modo jocoso fatos que existiram. Assim como quando rimos das "graçinhas de criança" de alguém, não quer dizer que aprovemos que o mesmo indivíduo já adulto tente repetí-las. Seria ridículo.

    Observe que o autor inicia anunciando risos ao se deparar com o antigo texto que o remete a um exame de contraste entre o passado e o presente. Saudações cordiais.

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  11. Racha não é automobilismo. É uma opinião do jornalista Flavio Gomes da qual eu compartilho. Assim como campeonatos de som automotivo.Competições de arrancada já existem aos montes e elas, por si só, não têm gerado safra de pilotos. Esqueçam "Fast and Furious". Até poderia ser que antigamente houvesse mais "paixão" pelos carros, dada as circunstâncias acima descritas. Gente que almejasse alguma coisa, ser pioloto mesmo e ir atrás. Hoje não. Automobilismo é caro (infelizmente). É pista, circuito, Kart, monoposto, stock, organização, regulamento. Acho que o grande problema de hoje é que as pessoas não separam as coisas. A moçada quer ser tudo ao mesmo tempo: piloto de fuga, motorista, pagador de pau pra piriguete. Talvez essa seja a diferença. Leva-se tudo meio na brincadeira (perigosa e hedonista). Pra finalizar, eu até peço desculpas ao criador do tópico se fui meio chato. Tenho curtido pra caramba o blog. Eu entendi o espírito. Só tenho 30 anos e não vivi nada daquela época. Mas hoje, infelizmente, com as ruas abarrotadas de carros,nº de acidentes e fácil acesso a armas de fogo, fechar uma rua por ex. é inconcebível.

    Abraços

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  12. Marcelo

    Não é só errado. É contra a lei.

    CTB - Lei nº 9.503 de 23 de Setembro de 1997
    Institui o Código de Trânsito Brasileiro .

    CAPÍTULO XV
    DAS INFRAÇÕES

    Art. 198. Deixar de dar passagem pela esquerda, quando solicitado:

    Infração - média;

    Penalidade - multa.

    Além do risco de se "alugar" a faixa da esquerda.

    Gustavo

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  13. Marcelo, trancar a faixa da esquerda causa mais risco que o "excesso" de velocidade.
    E como já comentaram mais acima, voce ESTÁ ERRADO sim! Não importa se está abaixo ou acima do limite. Se houver alguem mais rápido atrás de você, tem que dar passagem sim. Simples, é a regra. Não é seu papel regular a velocidade da pista.
    Seu post mostra a mentalidade tacanha de muitos mautoristas que infestam nossas estradas.

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  14. Bitu,

    Provavelmente quem assinou essa resposta foi o nosso querido "professor", Expedito Marazzi, grande incentivador de novos "volantes".
    Precisa falar mais ??

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  15. E só para completar. A faixa da esquerda é para ultrapassagens. Não está ultrapassando? Use a faixa da direita.

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  16. São pessoas como esse AntonioCJr e esse Marcelo que fazem do nosso trânsito o que é hoje. Como foi dito, mentalidade tacanha.
    Acha que que perigos antônio, simples, não participe e não vá assistir. Quem participa de pegas tá ciente dos riscos e os assume. Se for feito em locais ermos onde não coloquem inocentes em risco, que corram.
    Esse tal do "politicamente correto" é que faz de nossa época essa porcaria que é.

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  17. Se fosse no nossos tempos de politicamente correto o Sr. Cupertino seria exacrado com se fosse o próximo anti-cristo. Provavelmente viria um falso puritano, já fazendo o papel de juiz, juri e carrasco para denuncia-lo, como se ele mesmo fosse o próprio cidadão modelo.

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  18. Lembro de um video da AutoEscola, o locutor com todos aqueles tregeitos dos anos 60~70.

    "Mesmo que vc esteja no limite, ceda a passagem. Afinal para que arrumar briga com um sujeito já com pressa, e ai começa a guerra dos faroletes"

    Quanto a QR. Ou ele foi realmente sem noção, ou deu uma zoada com o cara...

    Isso me lembrou um livro do Pugliese que tinha várias soluções de veneno, inclusive idicando o quando era possível usa-las na rua sem comprometer demais a dirigibilidade.

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  19. Corsário Viajante01/02/11 22:15

    Que assunto polêmico! Mas o debate é muito válido!
    1 - realmente, as pessoas esquecem que a esquerda é ultrapassagem. Pior ainda em SP onde as pessoas andam na esquerda à velocidade muito inferior da máxima, desesperador nos túneis Ayrton Senna, por exemplo, que só tem duas pistas, e te obriga a ultrapassar pela direita.
    2 - Concordo com o que disseram, também acho que poderiam ser fechados, com a devida organização e segurança, trechos urbanos para corridas com custo acessível, nem que fossem em horários alternativos como madrugadas. Assim quem gosta de sentar a lenha, mas não tem nem um preparado nem um esportivão para track day poderia dar uma esticadinha com segurança e sem por ninguém em risco.

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  20. Marcelo e demais. Aprendam a dirigir com esse vídeo da Agência Nacional de 1970:

    O Comportamento na Estrada

    http://zappiens.br/portal/VisualizarVideo.do?_InstanceIdentifier=0&_EntityIdentifier=cgiL8t_3BaWVF7w-FPFNW_a0dfq64-PX7nUa24UHlamC_M.&idRepositorio=0

    Foi divulgado lá no blog do Flávio Gomes e garanto que vai lhe ajudar a dirigir de forma mais cortês...

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  21. um bom tempo em que tratavam isso com naturalidade, hj em dia isso acontece em escala absurdamente maior do que naquela época, movimenta um mercado gigantesco no brasil.

    antoniocjr - é útil pra quem fabrica, pra quem vende, pra quem prepara, e muito agradável pra quem curti.
    e o turismo a beira da represa causa um grande impacto ambiental, muitos locais não tem autorização pra funcionar.

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  22. Só a título de informação, contiuamos realizando pegas aki em Goiânia..rss.

    Mais precisamente no retão do autódromo nas madrugadas vazias da semana.

    Já te convidei e vc nunca veio né Jesus?

    Podem me xingar agora...

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  23. Vejam nas 4rodas, principalmente na década de 70, a quantidade de propaganda de assessórios automotivos. São faróis de milha, bancos esportivos, rodas, volantes, consoles e mais uma infinidade de badulaques muito interessantes e de marcas conceituadas.
    Hoje, nessa área, vivemos uma pobreza de dar pena. Só porcarias malfeitas ou em outro extremo, inacessíveis produtos top de linha, caríssimos, que se não estiver em uma megalópole como São Paulo, você não encontra.
    Tente comprar um simples farol de milha de qualidade e veja o que estou falando.

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  24. Ótima lembranca, Bitu. Além de provocarem boas risadas, a pergunta do leitor e a resposta da QR traduzem muito bem o espírito daquela época.

    Por falar nisso, lembro de uma reportagem em uma QR de 1960, 1961 sobre os pegas no hoje congestionado bairro Morumbi, na época pouco mais que um loteamento. Bacana mesmo era ter um Volks (o apelido Fusca ainda não existia) com equipqmento Okrasa, ou com um compressor Judson.

    Lembro também do nome de duas figurinhas carimbadas daqueles pegas: Buby Loureiro, que se não me engano foi proprietário da lanchonete Deck no trecho da Av. Nove de Julho conhecido como "quatro pistas" (também cenário de pegas), e Rubens Apovian, fundador da rede de lava-rápidos Lavabem.

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  25. Leitores do AutoCorocas01/02/11 23:05

    Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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  26. Leitores do AutoCorocas
    Não admito ofensa aos que comentam neste blog. Retrate-se ou será excluído. Dou-lhe 10 minutos.

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  27. Bom saber, não tinha ciência desta disto. Não comento muito, mas é por isso que eu gosto deste espaço: a discussão é de alto nível e sempre aprendo.

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  28. Fui procurar essa edição de JAN/65 na minha coleção e não a encontrei. Bitu, pra me facilitar a procura, qual é a capa dela?

    Esse é o tipo de discussão que sempre acaba com feridos. Os moralistas, "politicamente" corretos e os mal-formados pelas escolas de tirar habilitação, de um lado, os jovens, os conhecedores/(ex)praticantes da atividade ilegal e os entusiastas de outro. O que eu defendo é apenas uma melhor formação moral e intelectual de todas as pessoas, independente da idade ou de onde vivem, para depois poderem dirigir e assim, na sequência, aprofundarem qualquer tipo de discussão sobre o trânsito. Vide o pessoal da CET, BHTrans, etc.

    Abraço

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  29. Eduardo

    Tem no acervo digital da 4 Rodas.

    Incrível que ninguém é capaz de fazer uma pista de arrancada pro pessoal.
    Iam ganhar dinheiro e proporcionar divertimento pra muita gente.

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  30. As críticas não são para o autor, Bob.
    São para os leitores mesmo!
    E a questão não é ser politicamente correto,ou não.
    Numa época em que morre gente à rodo porque o descaso é enorme e a falta de respeito monstruosa, é muito mais valioso um bom motorista que sinaliza corretamente uma conversão, e anda dentro da lei, do que um "falso piloto de fórmula" travestido de bom cidadão.
    A maioria das pessoas com a qual converso se acham "pilotos super dotados" só porque sabem o que significa punta taco, coisa e tal...
    O trânsito no Brasil é uma calamidade! Já tive a terrível infelicidade de presenciar um motociclista sendo despedaçado no ar porque se achava imortal sobre sua poderosa ninja de 180cv, e teve o "azar" ( não foi azar, ele agia como um criminoso ) de bater de frente com uma carreta a uns 120 Km/h!
    Vocês, que se acham pilotos e devem ter rios de dinheiro pra gastar com seu hobbie, vão correr nos trackdays da vida, bater recordes de velocidade em São José dos Campos, mas não se achem no direito de colocar a vida dos outros em risco!

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  31. Tudo tem sua época; os rachas faziam parte da cultura lá atrás. Muito legal o achado.

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  32. Francisco V.G.02/02/11 08:45

    Mario Cesar Buzian
    Era justamente no Marazzi que eu estava pensando.

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  33. Se tem um carro a 80 km/h e o ultrapasso a 120 km/h, não sou obrigado a dar passagem pra folgados com o farol ligado a 160km/h.Logo, o argumento de deixar a pista da esquerda pra "quem quiser correr o quanto puder" procede, porém com muuuuitas ressalvas. Pessoal confunde as coisas a ponto de achar que, quem anda dentro do limite é que causa acidentes. Lamentável.

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  34. Antônio; ninguém aqui está estimulando rachas ou irresponsabilidades no trânsito, mas apenas apontando - também - que quem anda devagar demais, também contribuem para os acidentes, pois quebra o ritmo do trânsisto de quem quer se locomover com mais eficiência; ...eficiência e não loucura.

    Não há nada de errado em aproveitar o potencial de um carro se o local e a maturidade do motorista assim o permitir, não dá para taxar um motorista mais entusiasmado de reprimido sexual por gostar de carros, velocidade e de técnicas de direção como muitos "psiquiatras" donos da verdade fazem.

    Generalizar e marginalizar qualquer um que ande acima dos rídiculos limites de velocidade impostos - e combatidos - a décadas nas estradas, é querer se acomodar no rebanho dos que apenas assistem e não opinam, vislumbram os frios números dos acidentes e não questionam...

    O caso exemplificado, dos motociclistas, é pontual mas não define em regra, o comportamento de um entusiasta que goste de dirigir.

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  35. É obrigado a dar passagem sim jopamacedo, está acima citado o texto da lei que é bem claro de que quem está à esquerda deve dar passagem e não cita nada de limite de velocidade. O desrespeito de outrem à lei não te dá direito de desrespeitar uma lei também.
    Você pode é ficar incomodado com outro andar mais rápido que você, como vemos muito nas estradas, principalmente por aqueles que tem carro mais potente sendo ultrapassados pelos 1.0 da vida.
    Além disso é questão de inteligência. Praque você vai correr o risco de cara tentar te fazer uma ultrapassagem perigosa e os dois se envolverem num acidente se você pode simplesmente deixa-lo passar?
    depois de morto não importa de quem é a culpa.

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  36. Mister Formula Finesse.
    Eu realmente não gostaria de ser tachado como o "carola" dos autoentusiastas..ha ha...
    Eu concordo com a maneira como colocou seus argumentos..."eficiência, e não loucura"...responsabilidade e bom senso.

    Abraços a todos

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  37. É isso mesmo Antonio; do mesmo modo que rótulos como inconsequentes e perigosos não podem ser utilizados sem critérios, não seria justo também te pichar de roda presa moralista de plantão; pontos de vista são feitos para serem discutidos com retidão e respeito.

    Seus exemplos são importantes para denunciar um tipo de comportamento que não é tolerável nas estradas: o crime sobre rodas (duas ou quatro, tanto faz)...mas o teor do post é diferente.

    abraço

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  38. jopamacedo - não da passagem pela esquerda, dependendo do dia a gente corta pela direita ou da uma empurradinha.
    vale a pena gastar um parachoque com este tipo de asno que não da passagem

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  39. Falar sobre o óbvio? naaaa... deixa quieto!

    FB, curti muito o post! Hilário...
    Eu sabia que não devia entrar nos comentários desta vez, mas a curiosidade, né?

    Ahhh... Legal o video postado no comentário acima, porém conforme os comentários no site, não é bem 70... Ahhh... Tem um jogo dos 7 erros no video... hehehe... Só não gostei dos nomes no final.

    Abs

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  40. Reitero que não incentivo rachas em trechos abertos à circulação. É uma prática abominável que coloca em risco a vida de inocentes.

    Minha sugestão foi sobre o fechamento de trechos para a prática de eventos automobilísticos amadores, onde seria possível legalizar essa prática e proporcionar condições de segurança para tal. Não sou fã de arrancada, acho que uma prova de slalom, por exemplo, seria muito mais divertida.


    Automobilismo não precisa ser esporte de milionários, o grupo N da FIA existe exatamente para este propósito.

    Na minha visão, o incentivo do automobilismo amador é uma forma de formar melhores motoristas e como bônus, bons pilotos. O problema principal do trânsito no Brasil é a falta de treinamento e esses eventos serviriam como treinamento avançado para motoristas mais ousados, promovendo o aumento da consciência sobre os riscos envolvidos e favorecendo a prática da cidadania no trânsito.

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  41. A codigo de transito diz que devemos liberar a pista da esquerda mesmo que ja estivermos na velocidade máxima permitida e ha uma razão para isso: suponha que sua esposa, por exemplo, esteja tendo um ataque cardiaco e voce sabe que tem um hospital a uns poucos quilometros a frente, ai voce acelera um pouco mais que o permitido porque precisa chegar rápido,também existe a possibilidade de estar em uma decida e o veiculo estar sem freios, se for um caminhão pode ser fatal,é por causa dessas excessões que a lei existe.
    E tem mais uma que poucos conhecem: sabiam que mesmo em uma estrada vazia voce não pode rodar na ultima faixa da esquerda? isso mesmo, a ultima faixa deve ser utilizada somente para ultrapassagens ou caso haja muito transito ai sim pode ser usada normalmente, existe essa lei também e o motivo é o de evitar que o motorista fique distraido la na esquerda, sozinho ,e não perceba a aproximação de outro veiculo em velocidade bem maior.
    Tem que dar passagem sim, se o outro quer se arriscar o problema é dele.

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  42. O automobilismo como lazer ou esporte é realmente complicado de se promover. Aqui em Brasília temos o Piquet com arrendatário do autódromo, mas mil vezes um amador entusiasta no lugar dele. O autódromo é sub utilizado e não há quase ivestimento.
    Os riscos inerentes da atividade são muitos e quando junta-se amadores isso aumenta de tal forma que que ninguém quer assumi-los. A legislação é muito complicada, não basta assinar um termo assumindo todas as responsabilidades ou riscos que mesmo assim a organização pode ser responsabilizada por um acidente e suas consequencias. O terreno é tão pantanoso que ninguém quer se aventurar. Soma-se a isso que as gambiarras que são feitas para a preparação dos carros são de arrepiar os cabelos. Tudo acaba sendo feito na clandestinidade pois modificar o carro é "crime" simplesmente. A prática da engenharia não deve ser incentivada na população.

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  43. Fabio
    Achei o vídeo um desperdício de tempo e dinheiro. Pegaram consultor e roteirista errados. O que tem de erros de conceito não é brincadeira. Só a motorista de braços retesados é desanimador. Quanto aos nomes no fim, forçação de barra autêntica.

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  44. Bob, você tem total razão, acho que tem mais de 7 erros no video, não cabe associação ao jogo.

    Achei a idéia boa, mas a realização realmente foi fraca.

    Agora, os nomes no final...
    "É o fim da picada!"

    Sds

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  45. AutoEntusiasta lendo comentários AutoCorocas02/02/11 16:15

    Bob ficou bravo, usei palavras feias! Vou melhorar a redação dessa vez.

    A questão é que essas discussões que aparecem nos comentários de alguns posts não existem quando a conversa se dá entre verdadeiros entusiastas, mesmo que hajam opiniões contrárias sobre um mesmo assunto.

    Vou focar nessa questão de estar na esquerda e não dar passagem. Oras, isso é um comportamento que denota insegurança e necessidade de auto-afirmação. Claro que quem assina esses comentários negará esses dois aspectos comportamentais, isso faz parte do quadro de insegurança.

    Quem tem bom senso, entende a dinâmica do trânsito e encara a vida de forma positiva jamais vai ter problema em encostar à direita e dar passagem. Não dói, não incomoda, não atrapalha, não macula sua honra e não interfere na sua sexualidade.

    Se além disso o Ser Humano for ainda mais evoluído, pode até assumir um comportamento pró-ativo nesse momento. Exemplo: estrada vazia, você a 110 ultrapassando um carro que está a 105. Você não quer mudar seu ritmo e não há porque você acelerar mais, porém percebe pelo retrovisor a chegada de um carro mais rápido, à distância. Pelo seu bom senso e conhecimento, calcula que vai atrapalhar o carro rápido. O que fazer? Acelera um pouco, diminui o tempo necessário para a sua própria ultrapassagem e vai para a direita, abrindo caminho para o carro mais rápido te ultrapassar sem precisar desacelerar ou então, pior ainda, frear.

    Esses mesmos cidadãos de bom senso também sabem reconhecer um idiota das estradas. E aí é que vem a maior das graças... Abre passagem mas chama no acelerador e deixa bem claro para o chato de plantão que é possível andar rápido sem ser chato e sem ser perigoso. Em 90% das vezes o outro motorista se toca que o comportamento dele é ruim e passa a ser mais respeitoso, pelo menos naquele momento. Aí depois você decide o que fazer... Se o cara souber guiar vc pode andar rápido com ele (SEM BATER PEGA), isso também é prazeroso. Se você não quiser ir junto ou se o sujeito for realmente idiota do tipo que arrisca a vida de todos, simplesmente abre caminho depois de dar uma boa risada.

    Ficar murrinhando na esquerda, mesmo que você esteja no limite de velocidade, é um comportamento injustificável e vai de encontro à Lei conforme já foi postado.

    Ass: um médico entusiasta

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  46. Juvenal Antena02/02/11 16:23

    Justameeeente!

    ass: Líder comunitário (favela da Portelinha) entusiasta

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  47. Pra terminar, (já postei 3x neste tópico), acho que no trânsito e na estrada não existe esse termo de "politicamente correto". Não há tolerância. Ou se é prudente ou se é imprudente, digno de perder pontos na carteira.

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  48. Nelson Rubens02/02/11 19:34

    Ok Ok Jopamacedo!!!

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  49. Jopamacedo, segundo seu raciocínio então você é imprudente e deverá perder 5 pontos a cada vez que impedir uma ultrapassagem.

    É a lei.

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  50. Marcelo 01/02/2011 - 19:37hs.
    Por causa de gente como voce que o transito nas cidades e nas estradas está cada vez pior. Volte para uma auto escola de verdade (ou centro de formação de condutores como voce deve gostar de chamar) e estude um pouco mais sobre legislação e regras de transito

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  51. Sugiro criarmos um novo termo, Jopamacedoniar, que é o ato de murrinhar na pista da esquerda e não deixar ninguém passar. Quando vir um já sabe, aí vai um Jopamacedo

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  52. Um Jopamacedo incomoda muita gente, dois Jopamacedos incomodam, incomodam muito mais.
    Dois Jopamacedos incomodam muita gente, três Jopamacedos incomodam, incomodam, incomodam muito mais,
    Três..

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  53. Este comentário foi removido pelo autor.

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  54. Jopamacedo,

    Eu retiro meu comentário, confundi, a pérola do dia foi do Marcelo, mas ele também já consertou o que falou.

    Sds

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  55. AntonioCJr. cara, vou dizer uma coisa, estimular quem gosta de praticar pegas, a faze-lo em um lugar adequado para o mesmo, não é nenhuma falta de consciencia, pelo contrário.
    Outra coisa, vi que tu gosta de citar muito os bikers e motoqueiros da vida, vou te explicar uma coisa:

    motociclista - é aquele que sabe como lidar com uma motocicleta, que a utiliza de forma coerente e sabe tirar proveito de todo o potencial que ela pode proporcionar.(me incluo nesta classe apesar de só ter 32 anos, sei o que é pilotar uma maquina leve, com mais de 50cv)

    motoqueiro - É entregador de pizza, doido que faz da imprudência sua maior virtude, existem motoqueiros de moto grande, entregadores de pizza com Hayabusa e etc... (não desmerecendo a profissão do motoboy, existem muitos motociclistas de verdade nesta classe, mas a grande maioria sequer tem intimidade com a maquina), o que tu vê morrendo as pencas fazendo pega na rua de super-bikes, são motoqueiros, sem ciência do que estão pilotando, e que na maioria das vezes ganhram o brinquedinho do papai, e nunca passaram por uma moto de baixa cilindrada antes de pegar um canhão!
    Não generaliza Antonio, para, observa, lê e aprende!!!!

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  56. Médico autoentusiasta
    Parabéns pela sua colocação. Eu também acelero mais quando estou ultrapassando e vejo alquém se aproximando rápido atrás, exatamente como gostaria que fizessem comigo. Mas o qus não faço é acelerar depois de dar passagem. Além de ser proibido - Art. 30. Todo condutor, ao perceber que outro que o segue tem o propósito de ultrapassá-lo, deverá:
    I - se estiver circulando pela faixa da esquerda, deslocar-se para a faixa da direita, sem acelerar a marcha; - não há vantagem nisso. Mas o que faço, quando me dá na telha (raro), é "partir para a caça", ou seja, ultrapassar o sujeito e logo voltar para a penúltima faixa da esquerda (como faço em todos os casos). Se eu não quiser ficar nesse novo ritmo, tiro o pé e - aí voltamos a concordar - dou uma boa risada quando ele me ultrapassar de novo.

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  57. Revoltadiço03/02/11 11:17

    Esses tranca ruas que se acham dono da estrada, ou pior ainda, da pista da esquerda, ainda vem querer discutir o assunto aqui.

    Vão plantar batatas!

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  58. Sou do tipo que gosto de acelerar, mas viajo muito a trabalho e vi muitas coisas do tipo pelas estradas.

    Gente do tipo que vai pela esquerda e esquece do resto, gerando filas e fazendo que outros piores ultrapassem pela direita...

    Gente que gosta de acompanhar o outro do lado a lado, trancando tudo....

    caminhoneiros folgados, que acham que suas máquinas estão a 150 km/h e podem ultrapassar todo mundo...

    Espertalhões, que ao encontrar uma fila, acham que o jeito mais rápido daquilo acabar é costurando pelo acostamento ou contra-mão o maior número de vezes....

    Se esse tipo de mautorista querer fazer um pega numa estrada.... daí sim que a M... tá feita.

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  59. Esse pessoal que gosta de andar "acompanhando do lado" é o pior tipo de motoristaque existe! Isso dá uma reeeeiva!
    Já peguei situações em que estavam travando 4 pistas!!! Um "moda foca" do lado do outro... a vontade foi empurrar mesmo! Isso numa Rod. dos Bandeirantes, heim!
    O cúmulo!

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  60. Leonardo
    Já disse algumas vezes. Trafegar no acostamento devia passar de infração gravíssima a infração hedionda, com pena de suspensão da CNH por um ano e na reincidência, perda definitiva.

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  61. Bob, essa de 'atrapassar' pelo acostamento acontece muito em filas para pegar balsas.
    Juntando isso com "feriadões" com gente ébria além da conta e armada sempre dá confusão.

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  62. Cassiano Mendonça, na boa...
    Este "palavriado" a que você se refere( motoqueiro, motociclista...) é muito lindo e inspirador, mas não passa de lero lero...
    Ao contrário do que você pode pensar, não sou leigo, sou apaixonado pelas duas rodas, tenho a minha com muito orgulho e a utilizo muito mais do que você talvez possa imaginar. Este é um dos motivos porque cito os "bikers"...por conhecimento de causa!
    Utilize o capacete, heim?

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  63. Belzontino03/02/11 14:01

    Aqui em BH o que mais tem é desse pessoal que não sai da esquerda e os que andam acompanhando do lado.
    Mata de raiva. Ô povo mal educado e ruim de roda!

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  64. Belzontino!
    Falou tudo...

    O povinho ruim de roda esse de BH...

    Vamos iniciar campanha por aulas de direção de verdade, acabar com essa palhaçada que são os CFCs da vida...

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  65. Ruim de roda em BH? hahaha! Em Brasília é muito, mas muito pior! Os daqui não tem a menor noção de fluidez e espacial. Claro, existem os que são bons, mas são poucos.

    Abraço

    Lucas crf

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  66. É pq vcs não conhecem os goianos...rss

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  67. Eh, o bicho pegou e não pude deixar de dar minha opnião. Adoro este blog e quem participa, com varias opniões divergentes de um mesmo assunto. É claro e obvio que travegar pela esquerda, obrigando quem vem mais rapido a ultrapassar pela direita, este cidadão indus em erro o outro que foi obrigado a ultrapassar pela direita, claro, ele não deu passagem para o veiculo mais rápido. Nada me faz mais contente, do que um carrão me passando(lógico que pela esquerda, pois sou educado), ai eu acelero minha velha parati/88; toda forjada diga de passagem com uma weber 40, um comando melhorado, diferencial alterado para não exeder o giro, freio a disco nas 4 e incostar neste tal carro importado cheio de fios,chips, sensores e mais coisas eletrônicas.
    Meu escritório procuro defender ou ajudar pessoas que deveriam fazer um curso de direcão defensiva.
    Mais são coisas da vida.
    Leio todos os dias este blog, estão de parabens.
    giancarlo

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  68. EU ANDARIA TODOS OS DIAS EM UM AUTODROMO SE TIVESSE UM DISPONIVEL PARA RECEBER MOTORISTAS COM SEUS CARROS DURANTE TODO O ANO.
    MAS O QUE VEMOS É UM POCO CASO SEM TAMANHO POR PARTE DAS FEDERACOES E DOS ADMINISTRADORES DOS AUTODROMOS PARA A EXECUCAO DE TRACK DAY.

    ENTAO VAMOS CORRER NA RUA.
    ABRAM O AUTODROMO QUE NAO SE CORRE NA RUA

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  69. Bob, o mais chato de agir na maneira que vc escreveu (acelerar mais para ultrapassar.......) na nossa idade (que também faço igualzinho), é saber que o bobão que foi ultrapassado deve estar pensando: "olha aí este corôa metido a boy; vou dar um pau nele".

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