Fotos: autor



O meu andar é erótico
Com movimentos atômicos
Sou um amante robótico
Com direito a replay

Eu sempre me considerei um fã dos carros da marca francesa Citroën. Como já contei aqui, a marca tem uma longa tradição de pensamento independente que sempre admirei. Sim, depois que se tornou parte menor da Peugeot, esse pensamento independente foi podado, ajustado e reduzido a um tamanho mais agradável a seus novos donos. Mas ainda assim existe uma vontade, um desejo de ser diferente que é claramente visível a todos. Algo muito louvável, principalmente hoje em dia, onde a originalidade fica mais rara, pela simples razão de que a evolução do estado da arte automobilístico torna tudo similar.

Me peguei pensando nisso ao dirigir um dos mais interessantes carros da marca hoje em dia: o DS3. Por uma dessas agradáveis coincidências da vida, pouco depois de comprar meu primeiro Citroën (um Berlingo verde), acabei fazendo um passeio com um DS3 novinho, numa estradinha belíssima, truncada, mas de pouquíssimo tráfego.  Para você que acabou de voltar de uma viagem de dez anos a Urano, e portanto não sabe o que é um Citroën DS3, sugiro ler os posts do Bob a respeito, clicando aqui e aqui.

Mas o que significa a sigla DS3? O prefixo DS, herdado do mais revolucionário veículo dessa empresa acostumada a revoluções (o DS19/20/21/23 de 1955 a 1975), é uma recente novidade na marca, uma sub-linha diferenciada e mais cara que a linha “normal” da marca, esta facilmente identificada pelo prefixo “C”. Existe então um Citroën C3, um quatro portas familiar normal, e um Citroën DS3, um duas-portas de acabamento superior, decoração esmerada, e mais potente. Uma idéia original, sem dúvida alguma, mesmo que a pífia utilização do prefixo DS tente uma ligação que não existe com um carro do passado. O DS original era um carro do futuro, visto de 1955, e os DS de hoje são apenas carros do presente, sem nenhuma pretensão de mudar em nada o estado da arte do automóvel atual.

Mas de qualquer forma, como já disse, é uma boa idéia para os de nosso credo. Sim, preferia a criação de um novo nome no lugar do uso profano de um ícone sagrado como o DS, mas, tudo bem. Se é para trazer alguma pimenta ao árido panorama dos carros produzidos em massa, que assim seja.
Foto: Ronaldo Bernardi/Agência RBS



No dia 13 de abril publicamos o post (Des)graças brasileiras, em que uma das três desgraças falava da decisão da administração do trânsito de Porto Alegre em estabelecer o tempo fixo de 30 segundos de sinal aberto nas faixa de pedestres da capital gaúcha, nada menos que o triplo ou o dobro do tempo atual. Dissemos — vaticinamos? — que a medida, totalmente desnecessária e dissemos por que (está no post citado), seria fatal para a fluidez do trânsito, que já crítica em certos horários. Foi exatamente o que aconteceu hoje. A cidade parou.

Pois bem, agora no final de tarde chega a notícia pelo portal da TV Gaúcha, através do leitor Rodolfo O. Flesch, como anteriormente, de que o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT-RS), confirmou ao programa Gaúcha Repórter que vai vetar a emenda número 2 do Estatuto dos Pedestres, aprovada na Câmara dos Vereadores da Capital, que prevê um tempo mínimo de 30 segundos para a travessia de pedestres nas sinaleiras (faixas de pedestres semaforizadas).

Para o prefeito, diz a nota, "é importante que o pedestre possa atravessar com extrema segurança as vias de Porto Alegre, mas isso não pode impactar na mobilidade". Por isso Fortunati garantiu o veto.

A confirmação sobre o veto foi dada após a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) dar início nesta terça-feira a um teste nas principais vias que levam à região central da Capital, com o aumento do tempo nas sinaleiras. Fortunati afirmou também que já solicitou a normalização do sistema pela EPTC, que prevê 12 horas para o trabalho de reprogramar 238 semáforos.

Como se vê, trânsito no Brasil não é mesmo tratado com a seriedade que precisa. Que gente mais burra e irresponsável! Será para isso que esses imbecis são eleitos?

Bob Sharp
Editor-chefe
AUTOentusiastas







Estande da Audi no Salão de Genebra deste ano: tudo branco (foto Bob Sharp)


O AUTOentusiastas dá boas-vindas a Carlos Meccia, que passa a integrar o seu quadro de editores. Engenheiro mecânico, trabalhou nada menos que 40 anos na Ford Brasil Ltda (hoje Ford Motor Company Brasil), onde se aposentou. Com essa bagagem de conhecimentos e experiência, Carlos Meccia tem muito o que contar.
Ele estréia com o um texto singelo, quase uma "amostra grátis", porém significativo, a influência da cor do automóvel sobre o consumo de combustível. Tenho certeza de que você gostará.

Bob Sharp
Editor-chefe

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AUTOMÓVEIS BRANCOS CONSOMEM MENOS COMBUSTÍVEL


A cor branca em automóveis tem aumentado consideravelmente no Brasil e no mundo, sendo cada vez mais a preferência do consumidor. Segundo a Axelar, fabricante de tintas automobilísticas, a cor branca se faz presente em aproximadamente 30% dos veículos zero-quilômetro, em termos mundiais.

Modismos à parte, as cores claras, principalmente a branca, oferecem vantagens, ajudando a reduzir o consumo de combustível e o nível de emissões de poluentes pelo escapamento dos automóveis.

Qual é a mágica? Pura física aplicada somente.  As cores claras, como a branca, refletem mais os raios solares incidentes na superfície do veículo, ajudando manter a temperatura no interior da cabine mais baixa. Assim, o compressor do ar-condicionado, que é acionado pelo motor, fica ligado menos tempo para manter o conforto interno. A troca de calor entre o motor e o ambiente também é favorecida devido à menor temperatura do capô do motor, permitindo que o ventilador do radiador funcione menos.




As taxas de Ecclestone

 





Slavica e Bernie, juntos mesmo após a separação em 2009 (Foto Rex Features)

Enquanto prossegue seu julgamento na Alemanha, Bernie Ecclestone vê crescer o cerco à sua fortuna na Inglaterra. Vettel ganha carro novo para tentar vencer novamente e De Silvestro testa em Fiorano sonhando com presente de Natal

A vida de Bernie Ecclestone tem ficado mais animada a cada dia que passa e não necessariamente por causa do que ocorre nas pistas do Mundial de F-1. O julgamento do processo que envolve a propina paga ao alemão Gerhard Gribkowsky faz surgir possíveis resultados de investigações sobre a forma com que o bilionário cuida da sua fortuna. Os comentários mais recentes falam em dívidas com o fisco inglês supostamente superiores a £ 1 bilhão (cerca de R$ 3,76 bilhões) teriam sido quitadas com um pagamento de uma pequena fração desse valor. Além disso a imprensa inglesa explora o acordo financeiro resultante do seu divórcio com a croata Slavica Radić, que renderiam a ele entradas mensais de aproximadamente R$ 18.797.000.

Enquanto aguarda a segunda sessão do julgamento em Munique, quinta-feira, Ecclestone negou o possível acordo e mantém a calma e a fleuma que o caracterizam. As denúncias que vazaram na imprensa britânica são o resultado de nove anos de investigações do imposto de renda da Inglaterra sobre a estrutura fiscal dos seus negócios em torno da promoção e realização do Campeonato Mundial de F-1. Aos 83 anos de idade, o dirigente poderá finalmente ser substituído no comando da categoria caso a Justiça alemã o declare culpado.


Vettel terá chassi novo na Espanha

 

Superado por Ricciardo, Vettel  vai ganhar chassi novo (Foto Getty Images)




O  jornalista Boris Feldman, editor de Veículos do jornal Estado de Minas, de Belo Horizonte, publicou na semana passada comentário sobre extintores de incêndio que bem mostra a roubalheira a que estamos sujeitos na velha e absurda questão da obrigatoriedade do extintor de incêndio nos automóveis. Considero a nota oportuna para o leitor do AUTOentusiastas e ela segue transcrita, com a devida autorização do autor.

Bob Sharp
Editor-chefe
AUTOentusiastas

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"O GOLPE DO EXTINTOR

Comentei semana passada sobre o “golpe” do extintor. Confira no seu carro: se for do tipo BC, não importa a validade de cinco anos, pois terá que ser jogado no lixo e substituído por um ABC, obrigatório a partir de janeiro de 2015. E cuidado para não empurrarem a você um BC bem barato, pois as lojas querem se livrar do estoque. Exija um ABC. Caso contrário, multa de R$ 127,69 e cinco pontos no prontuário.

O comentário gerou críticas: alguns leitores entenderam que eu defendia o extintor no automóvel, mas foi apenas um alerta para ninguém cair no conto do vigário e levar outro do tipo BC, que só vale até dezembro de 2014. Extintor é uma aberração e não defendo sua obrigatoriedade no automóvel. Na verdade, só mesmo alguns países incoerentes e corruptos como o Brasil ainda exigem o extintor, mesmo com a injeção eletrônica. Depois que ela eliminou carburador e distribuidor, uma dupla que até parece ter sido projetada para botar fogo no carro, são raros os incêndios em automóveis modernos. Fogo, só mesmo em Kombis e Fuscas...

Extintor sempre foi controvertido. Obrigatório desde 1968, o motorista dificilmente se lembra de onde fica e tem dificuldade para operá-lo corretamente. Pior: raramente tem eficiência ao combater incêndio em automóveis. Sua exigência foi motivada por um poderoso lobby de fabricantes que pressionou o Contran para estabelecer sua obrigatoriedade. Outros países aboliram o extintor quando o carburador foi substituído pela injeção eletrônica. E o inacreditável: em vez de abolir o equipamento, a exigência agora é por outro, mais caro e sofisticado.

Há 10 anos, não satisfeitos de encher as burras com o bilionário faturamento de milhões de extintores, seus fabricantes carregaram para Brasília mais alguns “argumentos poderosos“ e conseguiram emplacar no Contran uma outra resolução, desta vez exigindo um novo modelo de extintor. E a lei mudou em 2005, começando pelos veículos zero-quilômetro. Mas, até o fim deste ano, todos os automóveis terão de substituir os extintores pelos do tipo ABC. Sentiu a mão entrando duas vezes no seu bolso? Depois de utilizado ou dos cinco anos de validade, o ABC não é reciclável nem recarregável e tem que ser descartado e substituído por outro novo. Pode?

Fácil ganhar dinheiro com extintores no Brasil, não? É só multiplicar por R$ 50 (custo dele no mercado) as dezenas de milhões de veículos que ainda têm os antigos, mais os carros na linha de montagem e mais as substituições dos ABC vencidos para se ter uma idéia de quantas centenas de milhões de reais são faturados às custas — como sempre — do indefeso cidadão brasileiro. Um incalculável faturamento originário de um equipamento que, de pouco eficiente na época do carburador, tornou-se quase inútil com a injeção eletrônica dos automóveis modernos."

Alfa Romeo 4C (foto topgear.co.uk)



O presidente executivo da Fiat Chrysler, Sergio Marchionne, transformará a Alfa Romeo numa empresa independente, parte de seu último plano para reviver a marca em dificuldades, disseram à Automotive News Europe pessoas inteiradas do assunto.

A Alfa Romeo informará publicamente dados de lucros e perdas, disserem as fontes. “Para que essa proposta de tentativa de relançamento tenha crédito Marchionne precisa deixar claramente visível o balanço da Alfa,” disse uma das fontes.

O plano é crucial para os concessionários Fiat nos Estados Unidos, que esperam vender Alfa Romeo. No momento só estão vendendo dois carros pequenos, os Fiat 500 e 500L.
Maserati Quattroporte 2014


Neste ano em que a Maserati promete o “Alfieri”, para celebrar os 100 anos de existência da empresa, seguindo o caminho de retomada de novos projetos recém-coroada com o novo Ghibli, pensei em relembrar a história do agora já cinquentenário sedã da marca, que como sinal de extrema sofisticação atende pelo simples nome de Quattroporte.

Desde o início do funcionamento da Officine Alfieri Maserati, fundada em 1º de dezembro de 1914, em Bolonha, o caminho da Maserati foi repleto de sucessos e dramas. Mas o momento atual da Maseratti é singular. Sua nova estratégia, dentro da empresa-mãe Fiat recém-rebatizada como FCA (Fiat Chrysler Automobiles), que engloba os produtos para o dia a dia da Chrysler e Fiat, mas também marcas históricas como Jeep, Alfa Romeo, Lancia e Ferrari, encontra uma renovação e uma nova energia vital que foi muito explorada na campanha para o mercado americano do Ghibli que estreou este ano no cobiçado (e caríssimo) intervalo do Super Bowl, a grande final do campeonato americano de futebol (o deles).



A Volkswagen apresentou nesta quarta-feira o up! de duas portas, previsto no lançamento do novo modelo no Brasil. Simultaneamente, chega a versão I-Motion tanto para o de duas quanto para o de quatro portas, mas nem todos podem ter o câmbio robotizado:


Preços up! (R$)

2-portas
4-portas
(I-Motion)
Manual
I-Motion
Manual
I-Motion

take up!
26.900

28.900


move up!
28.300
30.990
30.300
32.990
2.690
high up!


34.990
37.760
2.770
black up!


39.390
42.160
2.770
red up!


39.390
42.160
2.770
white up!


39.390
42.160
2.770


Como a tabela mostra, dos duas portas só move up! pode ter a novidade e nos quatro-portas o take up! fica de fora.

Quanto ao modelo de duas portas, todas as modificações relativas ao Brasil são as mesmas do de quatro, como a porta de carga em aço-vidro e não toda de vidro como no carro alemão, e o aumento de comprimento total para maior capacidade do porta-malas. Mas houve uma mudança exclusiva para a versão brasileira, no desenho das janelas traseiras. No nosso, a base da janela é ascendente a partir quase do final, enquanto no original a inclinação começa antes. O motivo, segundo a VW, atenuar o impacto visual de coluna traseira alargada de devido ao maior comprimento da versão brasileira.

Outra diferença, esta lamentável, repetindo o que aconteceu no quatro-portas, é terem sido suprimidas as repetidoras dos indicadores de direção nos pára-lamas dianteiros.
 

VW up! duas-portas alemão: desenho da janela traseira diferente e com repetidoras dos indicadores de direção



Golf com motor Porsche e carroceria articulada. Isto é Sbarro!


Quem gosta de carros exclusivos e com design fora do normal certamente já ouviu o nome Sbarro. Esse italiano, batizado de Francesco Zefferino Sbarro e chamado de Franco, nasceu em uma fazenda  em 27 de fevereiro de 1939, próximo da cidade de Apulia. Como é normal para quem vive junto de máquinas, o interesse nas mesmas o levaram a estudar a disciplina e a ter contato desde muito criança com bicicletas, ciclomotores e qualquer coisa que andasse. Foi assim com ele e com vários outros criadores de veículos, como por exemplo Alberto Santos-Dumont e Henry Ford.

Mas se Sbarro não ficou mundialmente famoso por ter revolucionado a história como esses dois gênios, sua criatividade não pode ser contestada.


Franco Sbarro e um modelo do Challenge

Fotos: autor                                   



Quando o Sr. Akio Toyoda assumiu a presidência da Toyota em 2009, cunhou o novo lema a ser seguido pela fabricante: "Carros cada vez melhores e que abram um sorriso no rosto do cliente". Uma frase inteligente, pois sem abrir mão do lema antigo — "Carros cada vez melhores" — busca acrescentar nova imagem a seus carros, uma imagem que os ligue também ao prazer de dirigir. Vale lembrar que o Sr. Akio é um autoentusiasta por natureza. Gosta de pilotar, volta e meia está descendo a lenha na pista, portanto sabe bem o que um carro precisa ter para abrir o desejado sorriso no rosto do cliente. O lançamento do esportivo GT86 faz parte dessa orientação e tem levantado grandes elogios da imprensa mundial quanto à pureza de suas virtudes esportivas, um carro de ótima tocada e sem exageros. Uma pena que não venha para cá. 

Linhas mais modernas lhe deram Cx 0,30
                                     
A Ford fez o mesmo em meados da década de 1960, lançando o Mustang, entrando na Fórmula 1 através da Cosworth e no Mundial de Construtores com o GT40, originalmente um projeto da Lola.

Bom painel, que lembra design alemão
                           



                                                         
Coluna 1714 23.abr.2014                        rnasser@autoentusisastas.com.br        

De China, para Brasil
Fato inimaginável há alguns anos, o mercado brasileiro de automóveis ser plotado pelos moradores da China. Mas é a verdade de seguir o também surpreendente maior mercado de automóveis no mundo. Assim, o Salão de Pequim — Beijing Auto Show —20 a 29 de abril, exibiu, pelo menos, cinco (!) novidades a aparecer também em produção ou importados em avenças comerciais com o Brasil.

VW Santana
Bom nome, produto de boa imagem aqui, mas o citado apenas aproveita o nome do produto bem conhecido no Brasil. No caso, é o seguir o conceito original do Renault Logan da VW, versão a mercados em início de intimidades com o ser automóvel, carro espaçoso sobre plataforma antiga. Muito adequado ao Brasil, agora em segunda versão, será construído sobre o VW Polo. Salão do Automóvel, outubro.

GM Cruze 2
Segunda geração deste coreano criado pela Daewoo, bem vendido, com projeto revisado pela Divisão Chevrolet nos EUA, aplicando sua tecnologia. Daí o nome: Projeto Phoenix, pois desenvolvido nesta mancha fértil em meio ao deserto do Arizona. Reforços estruturais para resistir a países ásperos como os do bom mercado latinoamericano, e atualização de motores reduzidos em volume e peso: 1,5 litro, quatro cilindros, 16 válvulas, 114 cv — pela potência não deve dispor de comandos variáveis para as válvulas ou injeção direta. Idem, com turbocompressor e 150 cv. Bom sítio argentino Autoblog diz, motor de três cilindros — eflúvios do fugaz acordo com a PSA Peugeot Citroën, nota do Editor — com turbo também o equipará. É razoável. Caminho é reduzir área cúbica externa e cilindrada dos motores. Câmbios robotizados com dupla embreagem. Indefinido local de produção, se Argentina ou Brasil. Salão do Automóvel, outubro.

Cruze 2, adaptado aos mercados com vias ásperas
Museu Porsche em Zuffenhausen, bairro de Stuttgart


Neste ano o Museu Porsche (foto) colocará mais uma vez em exposição itinerante, nos mais prestigiosos eventos de carros clássicos por todo o mundo, carros de corrida da bem-sucedida história da marca. Destaques da agenda do Museu Itinerante incluirão a Mille Miglia e o Goodwood Festival of Speed. As datas dos principais eventos para os embaixadores da marca de 2014 são conhecidas a seguir.

O Museu Porsche, nos dias 15 a 18 de maio, dará uma largada impressionante na lendária Mille Miglia. Um 550 Spyder, dois 356 Cupês e um 356 Speedster estarão disputando a famosa e longa prova de estrada. Os pilotos destes veículos únicos serão o Dr. Wolfgang Porsche, presidente do Conselho de Supervisão da Dr. Ing. h.c. F. Porsche AG, e a lenda do automobilismo mundial, Jacky Ickx. A Mille Miglia ainda é um grande desafio tanto para os pilotos quanto para os veículos, uma vez que a nova distância de 1.750 km será percorrida em apenas quatro dias e passará por quatro zonas climáticas diferentes.




Cena e cenário típicos da Mille Miglia Histórica

Os clássicos carros de corrida do Museu Porsche participarão do tradicional evento “Paul Pietsch Klassik” nos dias 6 e 7 de julho. Walter Röhrl, bicampeão mundial de rali, e Hans-Joachim Stuck, vencedor de Le Mans e do Campeonato Alemão de Turismo (DTM), pilotarão um 911 Carrera 2.7 RS e um 911 Speedster, respectivamente, em um percurso de 450 quilômetros no sudoeste da Alemanha.

O Goodwood Festival of Speed é inconcebível sem um Porsche. Um evento anual que vem sendo realizado desde 1993 na propriedade do Lorde March em West Sussex, este ano será realizado de 26 a 29 de junho. O Festival of Speed é o maior evento deste tipo de todo o mundo. A platéia verá diversos carros clássicos e famosos da Porsche. O enfoque deste ano é dado ao tema “Turbo” e, portanto, os carros que poderão ser vistos incluem um Porsche 959 Grupo B, um 964 Turbo, um 993 Turbo e um Porsche 935, também chamado de “Baby” devido ao seu pequeno motor de 1,4 litro. Os visitantes também verão dois carros Porsche 917 especiais: o Porsche 917 K (Kurtzheck, cauda curta), que traz à tona lembranças da primeira vitória na classificação geral da Porsche em Le Mans, em 1970, e o Porsche 917/30, desenvolvido para a série CanAm.

Fac-símile: www.lasertech.com


Essa é a mais nova arma contra o cidadão de bem e a favor dos caixas dos governos dos três níveis de administração, o TruCAM. Com esse radar a laser veículos podem ter a velocidade medida até 1 quilômetro de distância.

Trata-se de uma arma tão poderosa que o capitão Roberto Santos Donato, chefe de treinamento e operações do Comando Rodoviário da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, não se conteve — só pode ser de alegria, de tristeza é que não foi — e proferiu esta barbaridade, publicada no Portal Pioneiro, da Rede Brasil Sul:

"Tivemos 27 mil autuações só em março. A meta é chegar a uma média mensal de 100 mil."

O capitão Donato o disse no contexto de matéria sobre os preparativos da fiscalização rodoviária para os feriados de Sexta-Feira Santa e Tiradentes, no fim de semana passado.

Sem escapatória do "atirador de elite" (foto selangor2u.com)




Gumball. Todos os entusiastas por carros devem conhecer este nome, ou ter ouvido falar pelo menos uma vez. Não conhece? Quem sabe pela descrição, um rali em vias públicas repleto de supercarros de todos os tipos, passando por diversos países a alta velocidade.

O nome oficial deste evento é Gumball 3000, uma corrida que começou em 1999 e teve algumas edições desde então. Milionários de todos os cantos do mundo participam de um verdadeiro desfile de luxo sobre rodas, com carros modificados e edições limitadas de tudo o que se pode imaginar. Para se ter uma idéia de quanto o evento é restrito aos ricos, a taxa de inscrição é de quase R$ 100.000.

Obviamente, em muitas edições não deu muito certo. Carros andando a mais de 200 km/h em vias comuns e cidades habitadas não costumam combinar. Um acidente fatal entre um Porsche TechArt e um Golf de passeio em 2007 condenou o Gumball na Itália e em diversos outros lugares.

Ferrari 458 Italia com a temática camuflada, a cada ano a temática muda

Fotos: Paulo Keller e Arnaldo Keller



O Ae estava devendo ao leitor uma avaliação "no uso" do Golf de motor turbo 1,4-litro de injeção direta (1.395 cm³) e não foi por falta de solicitação de um à Volkswagen. Finalmente a fábrica atendeu ao nosso pedido e pudemos finalmente pôr a mão num Highline 1,4 TSI como queríamos: manual, de seis marchas, que custa, básico, R$ 71.990 (se o de câmbio robotizado 7-marchas, R$ 78.990).

Há opcionais isolados e pacotes de opcionais. Entre os primeiros, o teto solar panorâmico de deslocamento externo (R$ 4.730). Os pacotes Elegance, Exclusive e Premium, descritos em planilha no final, custam, respectivamente, R$ 5.000, R$ 15.000 e R$ 25.000.

O preço do carro avaliado, que inclui o teto solar panorâmico elétrico de deslocamento externo, por R$ 4.730, mais o pacote Exclusive (que inclui os itens do pacote Elegance), é de R$ 91.720.

Recentemente, final de março, a VW acrescentou a versão Comfortline à gama Golf, que sai por R$ 66.990 manual e R$ 73.990 robotizado, uma compra bem interessante.

Um senhor interior, bancos em couro marrom

Terceira de Hamilton reduz entusiasmo na F-1 2014

Hamilton, mais uma!

Domínio da Mercedes pode fazer despencar audiência se Mundial for definido em tempo recorde. Motores novos no GP da Espanha, a próxima etapa, deve elevar o nível de desempenho e afetar desgaste de pneus

O domínio avassalador da Mercedes-Benz neste início de campeonato, quando a marca alemã somou cerca de 90% dos pontos possíveis (154 em 172) para uma equipe ameaça a popularidade da F-1 em um ano de grandes mudanças. Caso a supremacia de Nico Rosberg e Lewis Hamilton, respectivamente líder e vice-líder do campeonato, se mantenha inalterada, é bem provável que os títulos de pilotos e construtores sejam definidos na metade da temporada e faça despencar os índices de audiência da competição. Enquanto isso, na disputa do GP da China (cujo resultado completo você encontra aqui) Red Bull e Ferrari reagiram dentro do possível ao dampfwalze tedesco, cujos motores estão ligados a 71% do total de pontos marcados até agora, o que reforçou a lambança de uma cidade proibida…

Número frios mostram o caloroso domínio alemão

Uma análise fria e calculista dos resultados registrados nos quatro GPs disputados até agora — Austrália, Malásia, Bahrein e China —, mostra que dos 404 pontos marcados até agora nada menos de 154 foram conquistados por Nico Rosberg (79) e Lewis Hamilton (76) e 287 por pilotos cujos carros são impulsionados pelos V-6 financiados por Sttutgart e fabricados em Brixworth. Basta ver a tabela do campeonato de condutores, onde Nico Hulkenberg aparece em quarto, com 36 pontos, seguido por Valteri Bottas (7; 24), Jenson Button (8; 23), Kevin Magnussen (9; 20), Sérgio Pérez (10; 18) e Felipe Massa (11; 12). Entre os 11 construtores, os quatro ligados ao rolo compressor germânico, o tal dampfwalze, Mercedes (1; 154), Force India (3; 54), McLaren (5; 43) e Williams (6; 36) se destacam frente à Red Bull-Renault (2; 57), Ferrari (4; 52) e Toro Rosso-Renault (7; 8). Lotus-Renault, Sauber-Ferrari, Marussia-Ferrari e Caterham-Renault ainda não pontuaram.



Antigamente, o matungo que caminhava desavisado olhando a altura dos prédios pelo centro de uma grande cidade brasileira era presa fácil de alguns personagens vivaldinos: o camelô e a prostituta. Estes eram pessoas de senso aguçado para "ler" o que se passava na cabeça dos passantes e sabiam como e quando agir para enganá-los (Ao caro leitor cabe uma ressalva: o camelô aqui citado é o camelô de antigamente, aquele malandro que trapaceava com, por exemplo, os três copinhos e um grão de feijão, com cartas marcadas, garrafadas de tônicos levanta-defunto e outras coisas extraordinárias. Não é o camelô atual, nome hoje dado a quem tem lá sua barraquinha vendendo convenientes produtos xingling, que, fique claro, até prova em contrário é um pequeno e honesto empresário).

Até aí, tudo bem, pois esses personagens safados ficavam circunscritos à região central das cidades, e suas poucas vítimas após a primeira tungada costumavam aprender a evitá-los. O problema atual é que esses personagens geraram filhos e estes, criados como foram, aprenderam com os pais e os sobrepujaram na técnica dos malfeitos, e valendo-se desse brasileiro crédulo galgaram seu caminho ao poder em todas as esferas de governo. Até aí, tudo bem, pois foi só uma troca da espécie do predador a nos caçar; o galho é que a experiência administrativa anterior desses nossos predadores atuais se restringia a levar caixotes com três copinhos e um grão de feijão para o meio da calçada ou a se deitar numa cama de lençóis sujos e abrir as pernas. E assim deu no que não poderia deixar de dar.   

Vamos à situação em que essa turma meteu os usuários do automóvel, já que aqui é para falarmos de assuntos relacionados a esses úteis veículos de transporte.

Sai de baixo (foto: fenatracoop.com.br)

Fotos: autor
Além da logotipia, o 1,5 também traz rodas de liga leve de 15 pol.


Distinto público, agora sou um “experto en coches chinos”. Não mais um simples “especialista em carros chineses”. Sabiamente, o Bob resolveu internacionalizar meu título, agora válido também para todos os países da América Latina de língua espanhola, Miami inclusive.

E lá fui andar de JAC, de novo, acrescentando uns 200 km no meu currículo invejável com os chineses. E foi a vez com os novos J3 mais esportivos, com motor 1,5 flex, que vai equipar opcionalmente tanto o hatch quanto o sedã Turin, e recebem a denominação de J3 S.

Os J3 “1,4” continuam a venda (ainda não flex, portanto "inflex") e os J3 1,5 Jet Flex serão uma opção mais esportiva, com a mesma carroceria que ganhou um face-and-butt lift alguns meses atrás. A cilindrada aumentou mais do que os aparentes 100 cm³. Isto porque o motor “1,4” merece as aspas por ter exatos 1.332 cm³ de cilindrada, bem mais para 1,3 do que 1,4.

Mesmo motor com maior curso dos pistões vai para 1.499 cm³

Fotos: autor
Chegar ao pórtico de Águas de Lindóia por anos representou o inicio da temporada antigomobilista

O ano 2014 promete ser o "ano da mudança" no que diz respeito ao automóvel antigo. O amigo leitor do AUTOentusiastas não precisa pensar que num ato errado perdemos o tempo correto da notícia e estamos publicando a informação pertinente ao início do ano só na segunda quinzena de abril. Aacredite este é o momento correto de compilar às informações sobre o universo do automóvel antigo.

Logotipo do Encontro Paulista de Automóveis Antigos, que por quase duas décadas era conhecido como "Encontro Paulista de Automóveis Antigos de Lindóia"






A Nissan inaugurou esta esta semana seu Complexo Industrial no Brasil, em Resende, estado do Rio de Janeiro; no Vale do Paraíba, após apenas dois anos desde o início das obras, e resultado de um investimento de R$ 2,6 bilhões de reais. O complexo destina-se a executar o ciclo completo de produção, com estamparia, armação, pintura, injeção de plásticos, montagem e inspeção. No complexo fica também a fábrica de motores e, à volta, fabricantes de autopeças. A capacidade de produção inicial é de 200.000 veículos por ano em três turnos, com igual número de motores.

Inicialmente será produzido o hatchback March 1,6-l, que será denominado New March — nada foi falado ainda de suas novas características —, e o sedã Versa, este mais para o fim do ano e que continuará a vir do México, da fábrica Nissan em Aguascalientes, juntamente com o March 1,0 de motor Renault brasileiro. Não foi revelado quando os motores 1,0 Renault "viajarão" de São José dos Pinhais, PR, para Resende, para se iniciar a produção do March brasileiro de 1 litro, mas não deverá demorar.

Momentos antes de começar a cerimônia

 


Agora, em abril, o Mustang está completando 50 anos! Não são tantos modelos que tem essa longevidade. E ainda mais com uma história tão rica e interessante. Pensei fazer um longo post sobre essa história (que o RN já contou aqui recentemente) mas achei que seria mais bacana relembrarmos juntos dos posts que já foram feitos e que não deixam de contar essa história só que por uma perspectiva mais pessoal.

Abaixo estão os posts, com os links nos títulos, e um pequeno extrato do texto para aguçar o interesse. Espero que se divirtam (e se emocionem) com essa homenagem do AUTOentusiastas ao Mustang!

Ah! Se pedirem muito, acho que o MAO ou o JJ podem fazer mais um post da série os "10 Mais" com os Mustangs mais bacanas.


Cinqüenta anos de Mustangs, do entreeixos a 2015 (RN)

O Mustang é um sucesso a completar meio século. Nele, nove milhões de unidades vendidas, seis séries com vendas em sobe e desce; engorda e emagrece; cresce e diminui; motor V-8 fraco; médio; forte; seis; quatro com aspiração atmosférica e turbo, mudanças justificadas pelos estudiosos de mercado nas indústrias. Um pessoal suspeito de possuir esfumaçada bola de cristal onde crêem ver as futuras vontades dos compradores — às vezes, enxergam demais e borram a filosofia, alteram o conceito, e estragam um bom produto...


O cinquentão em sua melhor forma!?


Coluna 1614 16.abr.2014                            rnasser@autoentusiastas.com.br        

Sem crise, a Nissan chega
Pode parecer curioso, em meio a queda de vendas e de atividade industrial, estoques ultrapassando as cercas, que a Nissan inaugure complexo industrial, incluindo fábrica de automóveis, de motores, e condomínio de fornecedores de peças. É de se entender. Decisões para tais investimentos, no caso R$ 2,6B, dados foram considerados há vários anos. E, após deflagrado o processo, não se interrompe, mesmo com mudanças nas condições externas, como ora no mercado doméstico.
Instalação considera o país como quarto mercado, quinto ou sexto produtor, e promissora usina de lucros, para o projeto da Aliança Renault-Nissan vender mais de 50% fora de suas bases de origem.
A pretensão com a Nissan é conseguir 5% nas vendas domésticas, e a capacidade produtiva, quando alcançada, será de 200 mil veículos/ano e idêntico volume para motores. É fábrica completa: estampa, solda, arma, faz motores, injeta plástico, monta e audita tudo. E terá pista de testes, melhor declaração de interesse. Hoje, acredite, apenas duas fabricantes as possuem, Ford e GM.

O que
Fica em Resende, RJ, beiradas da Via Dutra, a 150 km do Rio, a 250 de São Paulo e, até pouco tempo, suas referências eram ser a cidade perto de Penedo e Mauá, destinos turísticos de final de semana; era incluir o Pico — depois descuidada Reserva Natural do Itatiaia; ser sede da Academia Militar de Agulhas Negras. A instalação da VW Caminhões, hoje MAN, e da PSA Peugeot-Citroën nas beiradas mudou tudo, levou o lado ruim do capitalismo, e Resende é apenas uma cidade com bom recolhimento tributário e todas as mazelas da rápida mudança de status.

Automóvel para abrir o negócio, o New March — New por um tapa no estilo frontal do conhecido modelo hoje em últimas unidades mexicanas. Final do ano, o Versa, sedã quatro-portas da mesma plataforma. De motor, 1,6, 16V, flex — Nissan e não Renault como o atualmente produzido pela associada no Paraná.
SP: privilégio ao ônibus, certo, mas isso não se faz sem planejamento. (Foto: PMSP)

O Carlos Mauricio Farjoun publicou aqui dia 11 de abril passado um precioso texto sobre as faixas exclusivas para ônibus da cidade de São Paulo, e isso me estimulou a aproveitar o gancho para acrescentar mais um ponto de vista, o de quem anda de moto quase todo santo dia numa cidade grande como a capital paulista, que é meu caso. Apesar de se tratar de assunto 100% paulistano, que poderá  pouco ou nada interessar a quem não mora nesta metrópole, peço paciência aos forasteiros: no mínimo a leitura lhes servirá para reflexão sobre a loucura da civilização e as conseqüências ruins do excesso de aglomeração.  
 

Motos em SP, problema ou solução? (Foto Infomoto)

As polêmicas faixas exclusivas de ônibus são uma espécie de menina dos olhos da administração petista da capital paulista chefiada por Fernando Haddad. Na teoria o prefeito está coberto de razão, já que estimular o transporte público é o certo. Mas mesmo fazendo "o certo" ele errou, e irá para inferno por conta disso pois, como bem exposto por Farjoun e tantas outras mentes que realmente pensam, fez a coisa certa do jeito errado. Resumindo, não é apenas com um pincel e uma lata de tinta branca que promoverá justiça, quebrando o paradigma do transporte individual encampado pelas administrações anteriores com fé e determinação.


Fotos: Otto7 Editora, divulgação e arquivo pessoal
Caras & Carros, o novo título da editora Otto7


Quem anda de carro antigo por aí, inevitavelmente já ouviu as perguntas "Quanto vale?"; "Você vende?"; "Troca no meu carro?"... Essa última sempre oferecendo um daqueles micos automobilísticos que se tornaram indesejáveis durante a fabricação, perderam valor de mercado e ainda na tenra idade de fabricação já não havia mais peças de reposição. Voltando ao assunto/tema desta postagem, fato é que muita gente tenta dar valor aquilo que é nosso e não tem valor algum, claro que me refiro ao valor monetário!

Maurício Marx com o lendário Karmann-Ghia Porsche Dacon que foi pilotado por Pace e Wilsinho Fittipaldi...

... história tão interessante quanto a do Overland 1923 model 91 Touring.