JÁ TIVE UM MUSTANG




Em 2008 passei minhas férias na Califórnia e tive um Mustang por quase 20 dias. Saí de San Diego mais ao sul e subi pela costa até São Francisco. Aí vale uma dica que o Marco Molazzano só me deu depois de eu já ter feito todo o planejamento da viagem e reservado os hotéis: é melhor descer pela costa, pois assim se trafega pelo lado da costa o tempo todo o que melhora a visibilidade e facilita as paradas.

Na época, enquanto estava lá, enviei minhas impressões sobre o carro para os colegas AUTOentusiastas, antes da existência desse blog. Trata-se do modelo 2009. O modelo 2010 sofreu uma reestilização e algumas melhorias.





Califórnia, julho de 2008

Na realidade eu reservei um Pontiac G6. Um dia antes de vir para cá disse para um amigo que alugaria um Mustang em São Francisco só pra dar uma de Frank Bullitt. Mas na hora falei só de brincadeira, pois achei que não o faria.

No aeroporto de Guarulhos, na ida, comprei a Car and Driver americana e vi a propaganda de um Saleen. Mostrei a para minha filha e esposa e disse que é desse tipo de carro que gosto. Já em San Diego, quando cheguei à Avis para retirar o meu carro dei de cara com vários Mustangs no pátio. Perguntei no balcão se havia algum disponível e a atendente disse que sim; por 300 dólares a mais. Então eu disse "OK, I'm getting the red one". Quase 20 dias por 700 dólares no total. Achei que valeria a pena.

O modelo que aluguei é um V-6 básico e, como sempre,veio sem o manual do proprietário para que eu pudesse consultar. De noite, no hotel, tive que dar uma surfada rápida no site da Ford.



MOTOR E TRANSMISSÃO:

V-6 4-litros de 210 cv e 29 m·kgf. 0-60 mph em 6,5 s. Achei o carro bem esperto e antes de consultar o site da Ford achei que tinha mais potência e torque. É claro que não deu pra fazer nenhum burnout e nem explorar o bicho como se deve. O ronco do motor é bem gostoso, muito encorpado, parecendo até um V-8. Cheguei até a pensar que me deram o carro errado. A cada partida do motor um sorriso se abria no meu rosto.

O câmbio é um básico automático de 5 marchas. Acho que dá conta. Mas o botão do overdrive fica escondido na lateral do pomo da alavanca seletora (do lado de fora). Eu estava na estrada a 100 km/h a 3.000 rpm quando percebi que algo não estava certo. Procurei o botão do O/D (a quinta marcha com relação multiplicada) na alavanca e não encontrei. Então olhei para o painel e percebi a luz do O/D, quase escondida, acesa o que confirmou a existência do overdrive. Procurei mais um pouco na alavanca e encontrei o botão. Então em quinta, a rotação diminuiu.

As trocas de marcha são suaves e o câmbio responde sempre de imediato aos infindáveis kickdowns que meu pé direito insiste em fazer.



CONSUMO:

Me parece que o bicho bebe bem, pois foram 110 milhas com meio-tanque. Mas não tenho idéia da capacidade do tanque pois não achei no site da Ford e estou sem o manual. Mas além da grana extra pelo carro vou gastar mais, bem mais, com gasolina. Who cares?

O galão está por volta de 4 dólares (alta histórica). Estou de férias e não quero ficar fazendo contas ou controlando consumo. Sem contar que para fazer algum sentido terei que converter as unidades e depois a moeda. Com o pé direito pesado e a oportunidade de ter esse carro, decidi que não vou controlar o consumo.



SUSPENSÃO:

A suspensão é bem firme e transmite muita segurança. Mas isso só vale para os tapetões. Em pisos irregulares o eixão rígido quica muito como se fosse uma picape. Nesse tipo de piso o carro é bem desconfortável. Não deu para fazer curvas rápidas ou avaliar a estabilidade, pois estou andando na maciota. Em mudanças de faixa o carro é muito estável. A direção é precisa e me parece ter assistência regressiva.

Os freios me parecem bons com esforço de pedal apropriado. Na única serra que peguei minha mulher quis dirigir para não enjoar. No final minha filha enjoou e mandou todo o almoço para fora no banco traseiro. Bela mão de obra para limpar tudo e seguir viagem. Ainda bem que eu não estava dirigindo!



EXTERIOR:

Como se trata do modelo básico o exterior é básico! Rodas de liga 16", que eu não gostei muito. Faixa decorativa na parte de baixo da lateral com o nome Mustang, emblema comemorativo dos 45 anos do Mustang nos pára-lamas dianteiros e um spoiler no porta malas, muito mal fixado.

Apesar de básico o visual do carro me emociona toda vez que me aproximo dele. No entanto, fico babando em todos os GT V-8 que vejo passando, pois eles tem rodas maiores e mais bonitas e os faróis de neblina no meio da grade dianteira. Aqui tem muitos deles, de todos os modelos e com muitas customizações bacanas.


INTERIOR:

Um bom banco, boa posição de dirigir, um bom volante, instrumentos legíveis e pedais e alavanca seletora do câmbio bem posicionados são o necessário para agradar entusiastas.

Mas eu estou de férias, e com a família. O carro não foi feito para férias. O único porta-objetos que existe é o console central. Só tem dois porta-copos pequenos. Muito ruim de acomodar todas as tralhas.




Para entrar e sair do banco de trás é complicado. Ou seja, está longe de ser um carro prático. Só tem o básico. Dá a impressão é de um carro bem barato (esse modelo custa 20.000 dólares por aqui). Não tem nem forro na tampa do porta-malas. Cheguei a imaginar que falta qualidade no carro, mas a verdade é que ele é bem básico e isso afeta a percepção de qualidade.

O banco traseiro serve apenas para crianças. Não tem espaço para as pernas. Para minha filha a opção foi ruim. O banco é fundo e ela fica encaixada lá no fundo, quase sem visibilidade do que acontece ao redor, pois as janelinhas traseiras, triangulares, são bem pequenas. Além disso, vou trocar de hotel 5 vezes e ela vai ter que viajar junto com as malas. Elas não couberam todas no porta-malas e tive que rebater metade do encosto do banco traseiro para acomodá-las. Ou seja, minha filha ficou num buraco. Caso viagem com a família, avaliem esse ponto antes de alugar um carro esporte.






PK

49 comentários :

  1. mas é bonito, e com esse motorzão, não precisa mais nada!
    20.000 dólares um carro desses? meu deus, a minha sensação de que nasci no pais errado aumentou mais ainda :(

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  2. ah! mais uma coisa, você falou que o interior é simples e não tem nem forro na tampa do porta-malas, pra mim isso é... perfeito! simples, bonito, potente, sem forração para fazer peso ou ficar fazendo barulho com o tempo, menos detalhes, menos manutenção, menos encomodação.

    um abraço

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  3. PK, bora pros States emparelhar com um Dodge!!!

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  4. Dirigi um desses, na cor preta, na neve, nos arredores de Chicago. O carro segurou bem nas pistas congeladas que eu pegava. Tá certo que foi com moderação, porque com o TCS desligado, pode-se perder o controle facilmente. Ou sair cantando pneu, na falta de neve. E o melhor de tudo? Era 1 dólar mais caro por dia do que o carro que eu tinha reservado!

    Concordo com o Anderson, nasci no país errado.

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  5. País errado? Talvez. Governantes endinheirados e egoístas sim! Eles tem grana suficiente pra montar uma garagem inteirinha de V8, nem precisa ser 6.

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  6. Paulo Keller17/05/2009 20:58

    Eduardo,

    Seria legal. Da última vez que estive lá tentei pegar um Charger, mas não deu.
    O camaro já está disponível na AVIS!!

    PK

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  7. Mister Fórmula Finesse18/05/2009 09:26

    Ai, ai....esse mustang seria o equivalente automobilístico em relação ao Brasil ao Palio 1.8R acredito eu, relativo ao preço e as expectativas do cliente. Para nós, entusiatas sílvicolas, esse mustang - mesmo V6 - seria um superesportivo em relação ao que estamos acostumados....triste sina!

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  8. Mas que motor ruim, hein?
    O Honda Civi Si consegue 192 cv com 2 litros, enquanto o do Mustang é um V6 de 4 litros com 33 Kgmf contra 19 kilos do japonês. Fora o consumo que deve ser um horror. Comparando com um Tempra 16v (ou um 2.0 da Citroën) que rendem 140 cv (ou 152 cv), tem torque na casa dos 18 kg. Se compara com os 1.0 fica pior ainda: o economy tem 66 cv de potência e 9.1 kilo de torque. Multiplicado por 4 daria 260 cv e 36,4 kilos de torque. E depois nossos carros é que são uma carroça.

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  9. Alexandre Cruvinel18/05/2009 10:39

    esse 1k2 anda tomando cachaça no lugar do café da manhã

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  10. Nao alexandre, o 1k tomou a gasolina do carro dele.

    Mister formula, que comparacao absurda!! palio r... sport girl..

    thiago

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  11. Leram e não entenderam: o motor do Mustang não é energéticamente eficiente, e tomei por base um Civic Si que rende quase 100 cv/l, enquanto o Mustang rende 52,5 cv/l. E o comparei com um Mille economy que rende 66 cv/l já que segundo o Paulo Keller era uma versão "básica" de locadora. E já que foi eu quem tomou cachaça com gasolina por fazer a terrível heresia ao cometer a desfaçatez de comparar o "mítico" cavalo norte-americano com um pé de boi italiano, vou comparar desta vez com um dos símbolos da precisa engenharia alemã: o V6 3.5 de 279 cv da Mercedes Benz que rende quase 80 cv por litro, isto é: mais de 50% por litro! Tudo bem, confesso: a minha escola é européia. Mas vou dar um exemplo tipicamente americano: o GMC Typhoon V6 que foi substituído pelo small block nas picapes e trucks rendia 280 cv com 4.3 litros, o que daria uns 65 cv por litro, rendimento superior em 25%. Esqueci do torque: 49,7 KGm/f, 67% a mais que o "mítico e adorado" V6 da Ford. Não é a toa que o Shelby e a Saleen estão ganhando rios de dinheiro com proprietários insatisfeitos com o baixo rendimento desses motores...

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  12. Mister Fórmula Finesse18/05/2009 15:31

    Thiago, é tudo uma questão de relatividade, vejamos:

    Esse mustang lá nos USA não é nada de especial, é bonito e bem decorado e tudo, mas para o que eles estão acostumados, é apenas mais um carro pseudo-esportivo do que uma máquina de fazer emoções, tem coisa muito melhor lá para acelerar, transfira esse tipo de pensamento para cá: o palio 1.8R é vendido como esportivo, apesar de não o ser, em termos RELATIVOS de custo/benefício/expectativa do consumidor, é mais ou menos a mesma coisa, ninguém suspira por um Palio 1.8R aqui, como ninguém suspira por um Mustang V6 lá nos states....agora, se fizessem esse mustang aqui, ele seria um baita esportivo para nós que estamos acostumados só com quatro cilindros de valores muito elevados, poderia ser menos tecnológico que um Civic Si por exemplo, mas traria emoções mais fortes.

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  13. Bem explicado e aceito agora...

    Thiago

    1k - cachaca e gasolina leva na esportiva..

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  14. ps: americano x europeus.
    prefiro os primeiros. coisa mais robusta, mais simples, grande e de raca.

    Thiago

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  15. Foi por isso que falei em "escolas". Vou tentar ser imparcial. Escola Americana: Como disse Tiago, a escola americana tem dois princípios básicos: Altas litragens = Alto Torque = menos marchas e simplicidade = baixa manutenção. Sim, na década de 40 tinha carro que só tinha duas marchas no automático, por isso a abundância de torque na baixa e uma certa dificuldade de alcançar giros altos devido a enorme volumetria. Americanos não gostam de trocar de marchas, isso quando trocam. Exceções para os híbridos, já que eles combinavam a leveza das carrocerias européias com o alto torque dos V8 americanos, sobretudo Ford distribuídos em 5 ou mais marchas. Exceções também para os dragsters e hots, que usam e abusam de turbos e blowers (tem um V8 a diesel da GM que é um show à parte), acoplados geralmente em caixas automáticas para não perderem tempo trocando marcha...
    Escola Européia: Os japoneses são também os seus humildes aprendizes. Apesar do reinado absoluto dos 4 em linha e dos 6 em V (japoneses e coreanos que o digam), adoram uma configuração incomum, como os V12 da Ferrari, Jaguar, Aston, Rolls, W12 Audi, W16 Maibach e Bugatti, fora os boxter da Porsche e da Subaru. E sempre são acompanhados por duplos comandos no cabeçote, árvores de balanceamento, 4 ou cinco válvulas por cilindros, fora as admissões e comando variáveis "Made in Japan" que rendem em alguns casos 100 cv por litro. E combinaçoes de câmbios com 5 marchas para os plebeus e até 7 para os corredores de elite e na mão. Os automáticos oferecem até 8 marchas atualmente com borboletinhas no volante, à moda da F1, enquanto na Indy só a uns dois ou três anos adotaram um câmbio sequencial. Antigamente, devido às tecnologias de então, esses motores sofriam com a falta de confiabilidade quando extremamente exigidos, mas hoje os motores são muito resistentes. Agora a nova tendência européia é o downsizing e o representante aqui é o Línea: nada menos que 155 cv em um motor 1.4 turbo. A BMW planeja até 270 cv em um três cilindros turbinado para substituir o 6 em linha tradicional da marca.

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  16. Paulo Keller18/05/2009 18:54

    Mister Fórmula e 1K2,

    Entendi os pontos de vocês e batem exatamente com o que penso.

    Esse Mustang V6 é carne de vaca lá nos EUA, carro de entrada!

    210 cv para um 4.0l chega a ser ridículo!

    Mas para nós, que temos que nos contentar com Punti T-Jet, o carro é bem bacana.

    Deixei-o na AVIS com um grande pesar.

    É a vida!

    PK

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  17. ah, vocês só querem saber de cv, como diria o Shelby "Horsepower sells cars, torque wins races"
    ou como diria um americano gordo qualquer: meu cortador de grama tam mais torque do que seu Honda

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  18. e a minha vontade de ser americano aumenta mais ainda.... querem coisa melhor do que resposta imediata (um coice) ao minimo toque do pé ao acelerador? e sem trocas de marcha em demasia, essa história de subir o giro para ter potência, se eu gostasse disso andava de moto

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  19. Como sempre gostei de giros mais baixos, eu prefiro a escola americana, pois dirigir os mastodônticos V8 e seu torque abundante desde a marcha-lenta, não tem preço! Sem contar que, como a maioria desses motores é superdimesionado mecanicamente, se for desejo do freguês, há espaço para preparação de sobra. E mesmo com preparação para girar mais alto, ainda sobra uma boa dose de torque nas rotações baixas.

    Poder dar uma "patada" no acelerador, em quarta marcha (câmbio manual), a modestos 40-50 km/h e sentir o motor encher sem reclamar até atingir mais de 120 km/h, é maravilhoso! Existe o lado negativo de consumo elevado, mas se você puder pagar por isso, who cares? There is no free lunch...É mesmo triste a realidade brasileira... Um esportivo básico dos EUA já vem com motor V6 4-litros de 210 cv. Nós, nem pagando mais, podemos ter um automóvel nacional com mais de 4 cilindros... (falo de carros, não considerando picapes e SUVs)

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  20. Comparar o V6 de netrada com o topo da escala do civic não é justo, compara o Si com o top do Mustang, os Cobra jets e GT 500da vida. Ah, eu sei, mas aí num tem comparação, né?

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  21. Este comentário foi removido pelo autor.

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  22. Mister Fórmula Finesse19/05/2009 08:27

    Oi Alexandre, a comparação com o Civic Si foi bem a título do que temos de melhor (Civic Si) com o que os americanos tem de entrada, como eu comentei, o Mustang seria um ótimo esportivo para nós - mesmo na versão V6 - apesar de ter um pacote tecnológico menos evoluído do que o nosso esportivo nacional mais caro. Ou seja, o carro esportivo de entrada dos estados unidos, com motor que já equipou nossas Ranger da última fornada, seria um carrão mesmo em relação ao Civic. Claro que na hipotética relação de custo/emoção ao volante/tecnologia, o japonês teria que ser comparado ao que ELES têm de topo.....ou seja, nascemos no país errado (chuif!)

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  23. Caro Alexandre,

    Eu comparei com o Mille economy e o motorzinho 1.0 rendia mais que o V6 de entrada, se for levar em consideração a cavalagem por litro. Se for comparar o GT 500 com o Civic Si, o GT ganha, mas por poucos cavalos na potencia específica, mas em compensação o torque é 30% mais generoso que no japonês. Eu achei o V6 de entrada muito ruim de rendimento, por isso a comparação. O nosso 6 em linha da GM que movia a Silverado e o Omega não rendia nada além de 170 cv, mas a desculpa era o projeto antigo do motor, o que o small-block desmente categoricamente (sua cadeira elétrica que o diga). O mesmo vale para o V6. []'s

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  24. Caro Paulo, eu vi isso na coluna do Calmon: "FORD iniciou nova era no mercado americano ao lançar, no Lincoln MKS, o primeiro motor Ecoboost. Trata-se de V6 com mesmo desempenho de V8 e menor consumo, ao combinar injeção direta de combustível e turbocompressor. Fábrica terá 90% de seus motores como Ecoboost até 2013. Inclusive 4-cilindros com desempenho de V6, em modelos médios e compactos".
    Pode ser que ano que vem o Mustang venha com uma unidade dessas na versão de entrada (e acredito que a Ford não faria uma heresia de botar um 4 em linha no cavalino...)

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  25. 1k2, se ela já fez isso no passado, porque não faria outra vez? E porque não um v8 Ecoboost com potência de um V10 e um 2 cilindros com potência de um de 4? e qual 4? Um mille ou um Civic? Qual v8, um Hemi ou um Simca?
    Quando se parte para a sobrealimentação e tecnologias diferentes não temos como comparar. É como comparar um cão com um gato.
    Eu tento sempre balizar as comparações pelo menos na tecnologia usada e no propósito de uso.
    Por exemplo, a Ram do AG usa o mesmo motor (na base) dos Dodge Viper mas como temos propósitos bem diferentes, os resultados são tão diferentes. Um todo voltado para performace e o outro para o trabalho. É como comparar um jegue com um cavalo de corridas.

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  26. Caro Giovani

    Essa nota é de hoje na coluna do Calmon. Se você prestar atenção verá que a tendência é nova para os americanos que não são muito chegados em motores compactos. Aqui o exemplo é o Punto T-Jet, um motor 1.4 Turbo com desempenho de 2.0, isto é, se tem algum 2.0 aqui com esse desempenho sem varições no comando. Quando comparei os motores do Mustang, Mille e Civic tomei cuidado em comparar somente motores aspirados e potência específica por litro. Tem que lembrar também que americanos não são adeptos da engenharia de precisão como os europeus que adoram multiplicar peças e recursos do motor. Ou da engenharia da eficiência dos japoneses que adoram novos desenhos de câmaras de combustão e comandos e admissões variáveis. Eu acredito que a Ford já está escaldada por ter feito isso antes e ter resultados desastrosos, se bem que perto da concorrência foi uma marolinha. Se ela aplicar um motor de 4 num Fusion, não criará um problema, muito pelo contrário. Mas se aplicar o 4 no Mustang, os fãs ficarão decepcionados e o modelo poderá encalhar. E eles não querem um novo Cimarron ou um novo Edsel. Tanto cuidado resultou em recusar o empréstimo, ao contrário da GM e da Chrysler.

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  27. Já tivemos aqui o gol 1.0 turbo que tinha duplo comando e a VVT que alterava o momento de abertura das valvulas de acordo com o regime de rotação, concorria com o gol 2.0, práticamente a mesma potência. Hoje quem tem, morre de medo de ter problemas com o carro ao contrário dos proprietários de gol 2.0 aproveitam o torque e a confiabilidade do motor sem medo e provavelmente não se lembram de terem chegado na faixa vermelha do conta-giros. Logo que a crise passar, e acho que vai passar logo, poderão voltar a comprar os carros como realmente gostam. Nessa onda quem sabe alguém se divirta e tire um sarro de tudo construindo algum monstrinho como o o Buick GNX. Faço votos que isso aconteça.

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  28. Postaram usando meu nome, lamentável.

    1k2, concordo quando o MAO diz que cl/litro é só mais uma medida. Realmente demonstra a eficiência, normalmente às custas de altos regimes de rotação no caso dos aspirados. Às vezes, um V6 de maior cilindrada não rende tanto em cv/litro, até porque não precisa, já que com maior cilindrada ele chega na potência que se pretende sem precisar girar tanto. O que se deve observar é que um V6 60 graus, de alumínio, pode ser até melhor de acomodar dentro de um cofre do que um L4 com duplo comando e pesar quase a mesma coisa. Sem falar no som que emite.

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  29. Caro Alexandre,

    Ainda continuo batendo na tecla de que o V6 "básico" do Mustang rende pouco. Tanto em potência quanto em torque. E é beberrão. O Typhoon da GM deixou saudades, mas rendia 25% a mais na potência específica e 67% a mais no torque. Privilegiar o torque em detrimento da potência só funciona em caminhões, que tem câmbios de até 8 marchas sem contar as reduzidas. E normalmente o torque, quando bem equalizado nos motores tem números parecidos. Powertrain 1.8 (GM/Fiat) tem 18 kgm/f, e muito 2.0 não tem isso. Tem V6 coreano e japonês que não passa dos 25 kgm/f apesar da litragem na casa dos 3 litros e o Typhon tem quase três vezes o torque apesar de ser 30% maior. Eu olho o torque também, mas não como a turma do V8. E o pior, é que eles aumentam a potência, mas não conseguem melhorar o torque, se você considerar 2 kilos como alguma melhora. Já vi europeus de alta litragem com torque de dar inveja a muita Scania por aí, e com alta potência específica. E proprietário de Gol é um caso à parte, os caras ficam lamentando porque vão pagar R$ 500,00 a mais na retífica do cabeçote do 16 válvula que ACABARAM de comprar e tem mais de 100.000 km pela frente. E não lembro de dono de Honda ou Toyota ficar reclamando dos custos de manuteção. E é difícil achar um Civic ou Corolla 91 e 93 por menos de R$ 10.000,00 mais rodados que nota de R$ 2.00. E para os donos de Gol que não quiserem gastar com mecânico, sugiro que comprem um Fusca. As peças são baratinhas...

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  30. A proposta de um gol é ser popular como um fusca.

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  31. powertrain ou monzatrain da GM a mesma coisa, tem torque, mas subiu o giro é uma britadeira.

    quer coisa melhor que um carro torcudo, com cambio longo de 4 marchas e com uma boa potência? de que adiante um motor ser potente aos 6 mil giros, se 80% do tempo não passamos dos 4 mil giros? tem que existir um equlibrio, e acho que é exatamente isso que o Mustang tem.

    um abraço

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  32. ah, e outra, Vantagem de ter mais cilindros não tem nada a ver com mais torque e sim com menor esforço em peças moveis, mesmo tendo maiores perdas por atrito

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  33. Essa discussão vai longe...
    Não fiz nenhuma distinção se os motores tem 4, 6 e 8 cilindros e se são em linha, em V ou boxer, tanto que fiz uma comparação com outro V6 de arquitetura e conceito parecidos, só que GM. E Giovani, como você mesmo já disse, não tem como comparar motores sobrealimentados com aspirados, a não ser em equivalências. Além de ser turbinado, o 1.0 turbo do Gol tinha comando variável para compensar o turbo lag, que deixou o motor perfeito. Hoje em dia qualquer 2.0 chega aos 140 cv com oito válvulas mesmo, os motores 2.2 GM usados no Omega rendia 130 cv a álcool. Então comparar o 1.0 turbo do Gol com o velho AP de guerra seria comparar um V8 da Mercedes com o velho Hemi da Crhysler. E se leram os post's acima vão entender o meu ponto de vista. A sorte do Paulo é que esse motor não tirou o prazer de dirigir a lenda.

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  34. 1K2,
    eu não disse que você fez distinção entre 4, 6, ou 8 cilindros, fiz o comentário apenas para ressaltar uma das qualidades dos motores com mais cilindros, pois no final das contas, acredito que a "escola americana", faça motores que são muito mais duraveis do que esses motores japoneses onde eles "tiram leite de pedra", até mesmo porque serviço de mecânica nos EUA ao contrário da China não é nem um pouco barato

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  35. Paulo....fotos lindas meu caro !!!!!! quero chegar la e alugar um desse tb..hehehehe

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  36. Caro Anderson,

    Como disse uns 13 posts acima, os motores europeus tinham problemas de confiabilidade, mas isso antigamente. Procede histórias como a do filho do fundador da Facel Vega quer tirou um racha com uma Ferrari e depois teve de dar carona ao "piloto" do cavalino. Ou do Ferrucio Lamborghini que não conseguia resolver o problema de sua embreagem. Mas dizer que motores japoneses quebram fácil, aí é exagero. Fora os alemães cujo os motores são extremamente resistentes, VW, GM e Ford que o digam. A preferência por veículos comerciais sempre recai na Mercedes. E eu prefiro um Civic Si simplesmente porque posso me divertir e quando for andar no dia-a-dia não precisarei ficar preocupado com posto de gasolina, ao contrário do envenenadores de Opala que fazem medias entre 0,5 a 1,5 km/l. Antes que me esqueça, as japonesas aqui gozam da mesma reputação que o Opala tinha anos atrás: que são muito resistentes e não dão oficina.

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  37. 1K2,
    sim, mas eu não disse que os motores japoneses não são duraveis, o que acontece é que em um Mustang por exemplo, sem falar em cilindros, você tem força desde as baixas rotações, não é necessário "esgoelar" o motor, ou reduzir marchas para se ter força, teoricamente só isso já o faz um motor mais duravel, e até mesmo pelo prazer em dirigir, porque ninguem em sã consciência, anda no dia a dia ou a maior parte do tempo, com o rpm nas alturas, quanto ao consumo de combustivel, realmente, vivemos no Brasil ai fica dificil, e comparar a durabilidade dos japoneses com a maioria dos carros que temos aqui... ai é covardia

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  38. a crise não chegou forte ao Brasil, pois somos assaltados todo o dia, tudo aqui é caro, qual empresa, banco, fábrica ou montadora vai a falência por aqui? nenhuma, é impossivel, merda de pais, terra de ninguem essa bosta

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  39. nem bandido, traficante ou estelionatário vai a falência aqui no Brasil

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  40. Anderson,

    o que é "esgoelar" para você? Se você acredita que um motor em 2000 rpm está "esgoelando", aí vou ter que queimar minha coleção de quatro rodas e motor 3. Quem esgoela nessa faixa são motores de ciclo diesel. Donos de V8 dificilmente aceleram nessa terrinha de combustível caro. E se você acha que eles "borbulham" por charme, está enganado. Carros japoneses deixaram de esgoelar desde a década de 70, quando a maioria aposentou os motores de moto. E estamos falando de motores básicos, não esportivos...

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  41. 1k2,

    O meu Maverick V8 fez 5,5 km/l no uso diário em uma semana em que tive de trabalhar com ele todos os dias para consertar o motor do outro que é um monza 2.0 que faz 8,2 km/l de alcool. Esses opalas de 1 km/l não devem ser carros acertados para andar na rua. Voce tem toda a razão, o Honda Civic é infinitamente melhor para andar no trânsito urbano e no dia a dia que qualquer um desses carros de 30 anos atrás.

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  42. 1k2
    esgoelar pra mim é 5, 6, 7, 8, 9, mil giros, ou vai me dizer que o civic SI tem força com 2 mil giros?

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  43. Gente,

    Vou por um ponto final nisso, se gostam da escola americana ou da européia é do gosto de cada um. Se não leram os comentários anteriores reafirmo que um motor que tem uma potência específica de 55 cv/l, muito abaixo da potência específica de um mil nacional, é um péssimo motor, só perde para os chineses com potências na faixa de 40 cv/l. Em compensação a engenharia da Ford caprichou no V8, que tem uma potência específica na casa dos 69 cv/l. Torque? 8,25 kgm/f por litro, menos que um 1.0 nacional. O V8 tem um torque de 9,71 por litro, a altas 4250 rotações contra 3500 do V6. Mesmo assim, para o V8 ter potência específica de 100 cv/l ainda precisa de supercharger. Resumindo: energéticamente os motores americanos rendem menos, e a fabricantes terão que correr atrás dos europeus e japoneses. Afinal, o "home" disse que quer economizar o equivalente ao que eles importam da Venezuela, Angola e mais meia dúzia de países não muito amigáveis.

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  44. Anderson,

    Dê uma olhadinha nisso: http://images.icarros.com.br/dbimg/imgadicionalnoticia?id=18419&tipo=1 e me diz o que acha. Não achei a curva de torque do V6...

    []'s

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  45. Sigmund Freud21/05/2009 20:07

    Como eu sempre digo para as pessoas do meu círculo: o ideal para o brasileiro - que tem pânico de acelerador e rotações - são veículos ciclo diesel com bastante potência (ou torque, para alguns) "em baixa". Sugeriria uma caixa automática pra completar, mas o mesmo pessoal que não gosta de trocar de marchas, as odeia... vai entender esse povo.

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  48. de que adianta, compram potência e a maior parte do tempo usam torque,
    pra mim, carro precisa do meio termo entre potência e torque, não adianta ter grande potência especifica e alcançar altos giros igual uma moto e não ter torque, assim como não adianta ter o torque de um caminhão e não girar,
    sei que isso vai muito de gosto pessoal, e não dá para ser questionado, mas algo em torno de 210 cv e 29 kgfm de torque, câmbio 4 marchas com OD, me parece simplesmente... perfeito!

    e novamente repito a frase dita pelo Shelby: "Horsepower sells cars, torque wins races"

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