google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
foto: www.autozine.com.br

Acabei de voltar do Autódromo Internacional Nelson Piquet, Rio de Janeiro, onde foi realizada mais uma etapa da categoria Fórmula Truck. Fui apenas para matar a curiosidade, já que não acompanho as corridas. Mas como era perto de casa, peguei os meus filhos e fui dar uma espiada.

Os caminhões são extensamente modificados, bem mais baixos, curtos, usam pneus lisos e seus motores de 1200 cv garantem bom desempenho mesmo pesando por volta de 4 toneladas. Há limite de velocidade nas corridas, fixado em 160 km/h, pois haja freios para segurar 4 toneladas a 200 km/h várias vezes. Sem contar o risco de uma desgarrada, a 200 km/h fica bem mais difícil de segurar, e se ela ocorrer, o bruto vai varrer tudo pela frente tal qual um tsunami. Não existe nenhum limitador nos caminhões, e sim ‘pardais’ nas pistas. Isso, uma corrida com ‘pardais’.

Fotos: Divulgação VW

O Jetta, um sedã, é a “costela de Adão” do Golf,  um hatchback, e foi lançado em 1979, cinco anos depois do modelo do qual derivou. Sua última atualização havia ocorrido em 2004 e agora chega do México, em versões Comfortline e Highline, com desenho totalmente novo executado na Alemanha, onde também é produzido. Ficou maior e se divorciou por completo das linhas do Golf. Nesse processo, saem de cena o Jetta produzido até então e o  Bora.

Para comparação, o Jetta anterior media 4.555 x 1.780 x 1.460 mm (comprimento x lagura x altura),  com 2.580 mm entre eixos e 1.535/1.510 mm de bitolas. Essas medidas agora são 4.644 x.1.778, x 1.473 mm  com entre-eixos de 2.651 mm e 1.535/1.532 mm de bitolas. O peso da versão superior manteve-se igual, 1.375 kg, mas o porta-malas perdeu 15 litros, passando a 510 litros.

 Desenho:fordification.com


Uma das dimensões mais importantes do automóvel é a bitola. Entretanto, muitas vezes ela nem informada é nas fichas técnicas. A bitola tem grande influência no comportamento do carro na questão de transferência de peso da roda interna para a externa numa curva. Há poucos dias falei da barra estabilizadora e como ela influencia essa transferência.

Exemplos de fator de estabilidade estática (desenho buzzmotors.com)



Não é novidade que a moda automobilística agora são os carros "ecologicamente corretos". Digo este termo entre aspas mesmo, pois há dúvidas ainda obscuras se realmente, ao se avaliar o contexto todo, desde a geração de energia até o consumo final, se o ambiente é realmente menos agredido. E não é de interesse de muitos que estas sejam esclarecidas por enquanto, mas enfim, isto é outro assunto.

Já estão disponíveis no mercado nacional carros com tecnologia hídrida, como o Mercedes-Benz S400 Hybrid e o Ford Fusion Hybrid, vendidos respectivamente por R$ 440.060,00 e R$ 133.600,00. O S400 fica em uma faixa de valor abaixo dos demais modelos da linha S, enquanto que o Fusion é consideravelmente mais caro que o V-6.

Foto: Minnesota Public Radio


O pé de cana absorve CO2, ninguém discute isso. Todo CO2 expelido pelo automóvel que queima álcool proveio do ar que o pé de cana antes absorveu.

Quando dizem que, por essa razão, o álcool é mais "verde" que a gasolina, só dá pra rir, pois o "vendedor de álcool" está supondo que na área em que a cana foi plantada não haveria nenhuma outra planta para exercer essa função de absorver o CO2. Teria, sim. Teria mato, capim, soja, milho, beldroega, maconha etc – todos eles também são absorvedores de CO2. Portanto, papo furado, corta essa, pra cima de mim não.

Um pé de cana é formado basicamente por carbono e minerais. Descontando-se a água, ele tem em torno de 95% de seu peso seco em carbono e 5% em minerais. O carbono veio do ar e os minerais vieram do solo, incluindo aí os adubos químicos usados no plantio.




Me desculpem pelo tema mórbido, mas nada pode explicar melhor esta semana do que o título acima. Graças a Deus que ela está acabando, e como tenho para mim como uma saudável crença particular de que toda onda de coisas ruins é seguida por outra de boas, tenho fé que as coisas vão melhorar daqui para frente.

Mas o fato é que, logo na segunda recebi a notícia da morte do famoso escriba automobilístico americano David E. Davis Jr (acima), de complicações decorrentes de um câncer na bexiga. Eu passei minha adolescência lendo a revista que Davis editava na época, a Car and Driver americana, que começava sempre com uma coluna dele, e digo que fiquei chateado, quase que como com a morte de um amigo. O que não sabia é que logo em seguida, perderia também um amigo de verdade.


O cinema tem uma grande parcela de responsabilidade no sucesso do automóvel como máquina: foi através das lentes das câmeras que muitos automóveis tornaram-se objeto do desejo da noite para o dia, graças ao papel coadjuvante (às vezes principal) exibido em uma despretensiosa matinê.

Alguns filmes ficam marcados pelos carros que apresentam: "Corrida contra o destino" (Vanishing Point, 1971), tem como astro principal Barry Newman, um ator mediano que nunca se destacou fora do círculo dos diretores de orçamento barato, mas o Dodge Challenger branco com 7,2 litros de cilindrada e freios a tambor nas quatro rodas arranca suspiros em qualquer época, ainda que seja uma verdadeira bigorna aos entusiastas que prezam pelo bom comportamento dinâmico de um automóvel.



Dia desses, minha tia de 65 anos me liga pedindo ajuda para escolher um carro, pois decidira trocar o Corsa 2008 dela e desejava algum carro que oferecesse mais equipamentos, já não se conformava mais de abrir e fechar a janela rodando manivela.

A conversa começou na Livina, pois minha prima (filha dela) tinha acabado de comprar uma e gostado, e o preço é atraente. Disse para ela que com 42~45 mil reais seria uma boa opção e ainda mandei para ela parte dos textos do Bob e do Arnaldo sobre o carro. Olhava também com bons olhos o Fit, mas achava caro. 

Já falei um pouco sobre Dubai em posts anteriores, mas agora tenho um bom material ilustrativo sobre os carros que vi por lá (veja as fotos no final).

Nessa região do Oriente Médio há muita riqueza e um bom jeito de ostentá-la por onde quer que se vá é através dos carros. Não tenho dados, mas posso apostar que o Oriente Médio é um dos maiores mercados da Rolls-Royce, Bentley, Porsche, Ferrari e outras marcas de luxo e de esportivos.

No intuito de fomentar discussão sobre a conveniência e oportunidade do etanol para o Brasil, deixo uma pergunta aos leitores: quanto se gasta de petróleo para se produzir etanol?

Implementos agrícolas (tratores, colheitadeiras e outros veículos de mecanização) são movidos a diesel, bem como os famosos "treminhões" que carregam a cana cortada para cima e para baixo. Nem mesmo as picapes das usinas são movidas a álcool, o que me parece um grande contra-senso.

eFoto: UOL Carros

Slim Kallas( foto), comissário de Transportes da União Europeia, foi o porta-voz do bloco para anunciar  ontem as estratégias para conter as emissões de CO2, fazendo assim pleno coro a histeria carbônica que tomou conta do mundo. Pelo que foi anunciado, a União Europeia quer que carros a gasolina (subentende-se ciclo Otto) ou a diesel não possam mais circular nas cidades da UE em 2050. Os carros com o formato que tanto apreciamos teriam, assim, apenas mais trinta e nove anos de vida livre nessa parte do mundo.

O comissário de Transportes do bloco anunciou ainda que metade dos deslocamentos por distâncias a partir trezentos quilômetros seja feita por trens. Quem conheceu o mundo até aqui, pode ir se preparando para dias de Grande Irmão ainda mais rigorosos que no famoso filme "1984", de 1947.
Foto: trt23.jus.br

O post de ontem do Alexandre Cruvinel me levou a refletir, mais uma vez, sobre a questão do álcool. Será que valeu a pena o Brasil se embrenhar no que chamo uma aventura sem que houvesse real necessidade?

Os mais velhos, como eu, se lembram que tudo começou quando veio a crise do petróleo em 1973, quadruplicando os preços internacionais do produto em três meses, de dois para 12 dólares o barril, o que impôs ao país uma despesa para a qual não estava preparado, já só produzíamos 20% do petróleo que precisávamos. Foi quando se pensou no álcool. Nada havia de “ecológico” na questão, era assunto apenas econômico.

Entretanto, poucos se deram conta de que o problema não estava na gasolina, mas no diesel, que na época já tinha consumo superior ao da gasolina em razão do nosso ímpar modal de transporte predominantemente rodoviário, resultado da implantação da indústria automobilística paralelamente à eliminação gradual das ferrovias.


Ótimo o artigo do Fernando Calmon no Maharpress sobre a evolução dos carros flex, mas, apesar de ser um caminho sem volta, com quase toda a produção sendo oferecida com motores flexíveis em combustível, continuo sem entender a real vantagem do sistema.

Como temos leitores de diversas partes do país, gostaria de saber onde e em que época do ano o álcool é realmente vantajoso em relação à gasolina. Aqui no Rio de Janeiro, quase nunca. Observo que na safra o preço fica por volta dos 70% da gasolina, o que proporciona empate, com vantagem ínfima para o álcool em alguns casos. No resto do ano só vendem álcool para os donos de carros a álcool.


Muito se fala sobre as diferenças entre tração dianteira e traseira, especialmente aqui no blog, onde o amigo AK mantém uma justíssima cruzada em prol da hoje rara tração traseira. A cruzada é justa porque realmente não há nada que satisfaça mais um entusiasta do que um carro de tração traseira bem feito.

Apesar disso, acredito hoje que mais importante não é qual roda traciona, e sim o carro como um todo. Em engenharia, não existe melhor ou pior, existe uma coleção de compromissos feitos em cada detalhe do carro, um balanço eterno entre os vários parâmetros que um veículo deve atender no uso. Economia contra desempenho, conforto de marcha contra aderência em curva são os mais conhecidos, mas tudo, da maçaneta da porta ao parafuso de roda, é balanceado como esses parâmetros mais importantes durante o projeto de um carro.



A recente avaliação do JAC feita pelo Bob teve uma audiência incrível, ultrapassando rapidamente o nosso até então eterno campeão de acessos, a avaliação do Agile. O interesse pelo carro é grande, auxiliado por uma campanha publicitária com o apresentador de tevê Faustão.

Tenho ouvido vários comentários de pessoas impressionadas com o carro, principalmente pelo fato de que é um carro completo, inclusive com ABS, airbag e seis anos de garantia pelo preço anunciado de apenas R$ 37.900,00. Realmente hoje em dia é um preço bem competitivo, e o carro merece a atenção que recebe. E espero que venda muito bem, e mude o mercado atual em termos de conteúdo. Nós, os consumidores, só temos a ganhar com isso.
Foto: Divulgação Porsche
O Semper Vivus posa no estande da Porsche no Salão de Genebra

A Porsche é uma das fabricantes mais respeitadas e competentes do mundo, não há quem  possa ter dúvida disso. A genialidade de Ferdinand Porsche é incontestável, basta ler sobre sua vida em obras como o livro da Alaúde Editorial em lançamento, "Porsche - o Homem, o Mito, o Carro", de Paulo César Sandler, 296 páginas (ver mais em www.alaude.com.br)..

Mas a Porsche não precisava ter alterado a sua história e, por que não, a história do automóvel.
Lembrei do texto acima logo após ler as impressões do Bob sobre o Corolla 2012. Com todo respeito que tenho ao amigo e à sua valorosa opinião, faço questão absoluta de discordar. Para mim, "Corolla" e "carro de corrida" são coisas divergentes, antagônicas, dois extremos opostos de retas paralelas especiais, que não se cruzam nem mesmo no infinito.

Fotos: Autor

Guarde bem esss enome: Rodovia Eng. Cândido do Rêgo Chaves, SP-039. Um exemplo e uma lição para essas autoridades de trânsito irresponsáveis e sobretudo burras que não hesitam em construir lombadaa físicas a esmo, qualquer que seja o lugar, tornando o dirigir um verdadeiro inferno.

Eu já conhecia essa estrada. É a que leva ao Paradise Golf and Lake Resort em Mogi das Cruzes, um cinematográfico hotel de lazer bastante requisitado pelos fabricantes de automóveis para lançamentos. Sua principal vantagem é estar próximo da serra para Bertioga, no litoral norte de São Paulo, o que facilita bastante testes e avaliações. No caso, tratava-se do novo VW Jetta (post em alguns dias).

Porsche 911 Carrera


Como há décadas que no Brasil carros mais acessíveis só são fabricados com tração dianteira, a maioria de nossos jovens não sabe como se comporta um carro com tração traseira. Muitos acham que o carro fica instável – nada a ver. Alguns guiaram, por exemplo, um Opala velho e escangalhado, o que só serviu para se enganarem ainda mais. É triste.

Prefiro carros com tração traseira e espero explicar o porquê disso, principalmente para os mais jovens, que não tiveram experiência com eles, não os conhecem. Creio que seja importante dizer que para carros de passeio não faço muita questão de que tenha tração traseira, pois a tração dianteira supre perfeitamente as necessidades, já que nesse caso elas não são esportivas. Mas para carros esporte, que são os carros que nascem com a obrigação de nos dar prazer, prefiro de longe a tração traseira. Segue aqui como vejo a coisa toda.



Recebi hoje a triste notícia de que a Bristol fechou as portas no dia 3 de março passado. Seus bens e a marca estão disponíveis para compra (veja aqui), a produção, que há anos já não passava muito de vinte carros por ano, parou completamente. Sua pequena força de trabalho de 27 pessoas foi dispensada, incluindo aí o “Works Director” (Diretor da planta), Syd Lovesy, com 91 anos. O dono, Toby Silverton, que sucedeu o lendário Tony Crook em 2007, diz não ser capaz mais de manter a empresa funcionando.


Fotos: Divulgação Toyota

Sei que vão me chamar de doido, de senil, não importa. Chamar um carro "de tiozão" de carro de corrida parece mesmo coisa de alienado. Eu pensaria a mesma coisa. Mas tem explicação.

Anteontem, ao dirigir o novo Corolla 2012, eu e o "velhinho" que estava no carro comigo, o Fernando Calmon (são geralmente dois jornalistas por carro) erramos o roteiro previsto mal saímos do hotel Tauá, em Atibaia. Pegamos à rodovia D. Pedro I à direita quando deveríamos ter achado um viaduto próximo, atravessado-o e pegado a rodovia no sentido oposto. Às vezes os roadbooks (roteiro passo a passo) são meio confusos, caso deste. Se houvesse a informação, por exemplo, "pegue a rodovia D. Pedro I sentido oeste" não teríamos errado.



Em 1994, chego à Belo Horizonte com meu recém-adquirido Escort XR3 1,8 1989, para visitar uns amigos. O Júlio, hoje morando fora, tinha um XR3 igual, mesmo motor, mesmo ano, só que vinho, o meu era num azul acinzentado. Nos encontramos e fomos para casa dele, no meu carro mais três amigos que viajaram comigo, e o Júlio com a namorada. Dois manicacas automobilísticos, com bons carros à época, menos idade e menos juízo, não podia dar em outra coisa senão uma medição de forças.

Fonte
Hoje os motores de ciclo Otto estão largamente desenvolvidos, bem como seus subsistemas. Um dos mais importantes é o de ignição por centelha elétrica. Embora hajam outras alternativas, o sistema de ignição por centelha elétrica se firmou ao longo dos anos pela praticidade e conveniência aliadas à precisão, à eficiência e ao baixo custo deste sistema. Entretanto, este não é um sistema elementar.

O princípio ocorreu meio que por acaso. Iniciava-se o século 19.. A Europa fervilhava em novas descobertas científicas. Entretanto, nenhuma chamava mais a atenção do que os fenômenos da eletricidade. Muitos cientistas daquela época, além de experimentadores, eram verdadeiros apresentadores de espetáculos, exibindo experimentos com a eletricidade para um público nobre nas principais cidades européias. Eram a versão da época para os documentários científicos de hoje.

Estas experiências-show, além de angariar fundos para os pesquisadores-apresentadores, também motivavam jovens mentes curiosas a experimentarem por conta própria. Hans Christian Oersted, então um jovem estudante dinamarquês, recebera uma bolsa de estudos que lhe permitiria viajar e estudar pela Europa, sendo atraído pela ciência por influência de seu pai farmacêutico.


Neste fim de semana passado a equipe Team Oreca levou seu Peugeot 908 HDi FAP diesel ao lugar mais alto do pódio na pista de Sebring, nos Estados Unidos, primeira etapa da Intercontinental Le Mans Cup (ILMC) de 2011.


A equipe Oreca volta a vencer

E eu lá estou ligando para qual piloto vai ganhar esse campeonato?
E eu lá torço pra algum deles?

Foi com alegria que saí em busca de maiores informações, quando ouvi que teríamos um novo “campeonato de marcas”, onde correriam Honda Civic, Ford Focus e Chevrolet Astra. Pensei lá comigo, o eterno otimista, que teríamos esses carros correndo. Seria ótimo! Corridas são pra isso mesmo, para desenvolver nossos carros. Das corridas saem melhorias para os carros de rua – todos aqui sabem disso. Mas acontece que os que promovem o automobilismo brasileiro não estão nem aí pra isso. O que querem é grana imediata, mesmo que para isso tenham que ludibriar o espectador.


Já estou de volta à minha querida terra natal e agora, com um pouco mais de calma, pude selecionar algumas fotos do Ferrari World e relatar minhas impressões. Confesso que ainda não consegui definir minha visita como exatamente entusiasta, o que me fez pensar em alguns pontos.


O Ferrari World é uma iniciativa voltada para o entretenimento! E isso é muito estranho considerando que o comendador Enzo Ferrari via os carros de rua como meros instrumentos para financiar as atividades nas pistas. Outro ponto é que a Ferrari não faz propaganda de seus carros. Alguém já viu uma propaganda de Ferrari? Propagandas da Porsche são facilmente encontradas. Além disso, a Ferrari produz apenas aproximadamente 6.000 carros por ano, uma pequena fração dos quase 2 milhões produzidos pela sua dona Fiat (que tem 90% da Ferrari), tem um lucro de 400 milhões de dólares contra 800 milhões da Fiat e é avaliada por pouco mais que a Fiat. Ou seja, a Ferrari não precisaria de uma papagaiada como esse "parque de diversões".

foto: g1.globo.com


post de Bob Sharp a respeito da indústria das multas, me recordou uma matéria de José Luiz Vieira, na Motor 3 de março de 1981, exatamente há 30 anos, que busquei na mais bagunçada biblioteca do mundo para recordar a lembrança turva que tinha.

Em um claríssimo texto sobre a história dos limites de velocidade, JLV mostrava o uso dos radares de microondas eletromagnéticas cada vez mais difundidos nos Estados Unidos, e terminava com informações sobre a incerteza do futuro desses aparelhos, baseado em fatos da engenharia dos automóveis.




Em desenho automobilístico, como em qualquer outro campo, o realmente original é raro. O que se vê com frequência é a reciclagem e mistura de variadas influências e detalhes, raramente nunca vistos em outro lugar. Quando realmente aparece algo original, muitas vezes a ideia é copiada, e depois progressivamente diluída en milhares de imitações de sucesso variado.

Um exemplo fácil atual é o vestígio do famoso, onipresente e enormemente influente “Bangle butt” (a traseira com porta-malas saliente criada por Chris Bangle para a BMW) que pode ser visto na traseira das versões sedã do Celta.

Outros exemplos clássicos de influência são a grade dianteira dos Chrysler Airflow dos anos 30, imensamente popular na Europa apesar do fracasso do carro nos EUA, e o Chevrolet Corvair (acima), lançado no final de 1959 como modelo 1960.

Já falei muito sobre o Corvair e seu criador aqui no AE, mas hoje falarei apenas sobre seu desenho e influência.

Já estou preparando um longo e ilustrado post sobre o Ferrari World,  em Abu Dhabi, que deve ir à rede amanhã. Mas enquanto não o termino, adianto apenas um aperitivo sobre uma das coisas que vi por lá.

No parque temático há um pequeno espaço para a Shell, um forte parceiro tecnológico da Ferrari, desde 1950,  para mostrar como são desenvolvidos o combustível e óleos utilizados pela Ferrari.

Foto: aerotetic.com

A foto mostra uma barra estabilizadora, peça que a maioria dos carros tem na suspensão dianteira e vários, na traseira. Ela é montada de tal maneira que une os dois lados da suspensão independente ou mesmo de um eixo rígido. Seu nome é impróprio, pois ela não estabiliza nada. O que ela faz, isto sim, é limitar a rolagem do veículo, que é o movimento lateral em torno do seu eixo longitudinal. Por isso seu nome mais conhecido em inglês é correto, anti-roll bar. Há outro em inglês bem conhecido, anti-sway bar, mas aí é meio estranho, barra anti-balanço, pois ela não faz nada disso.

A barra vista na foto acima é montada no veículo tipicamente dessa maneira:

Montagem típica da barra estabilizadora (desenho ww2.uol.com.br)

No desenho, a barra está aplicada a uma suspensão dianteira McPherson de conceito básico, em que não há braço transversal triangular ou em "L", mas um braço transversal simples. Era assim no Simca Chambord e no Fiat 147/Uno por exemplo. A própria barra é que se encarrega de posicionar a roda longitudinalmente. Esse conceito básico, contudo, como foi criado para carros de tração traseira, com tração dianteira é inservível, pois a barra resiste bem a ser puxada, como ao frear, não empurrada, no caso de rodas dianteiras motrizes.
Tabela - revista 4 Rodas maio 1987


Em épocas de instabilidade econômica e inflação alta, os preços eram reajustados a toda hora e os índices de aumentos mostravam números absurdos em relação ao que estamos acostumados hoje em dia. No caso de planos econômicos que visavam aplacar a inflação, os preços eram mantidos estáveis artificialmente, mas quando o plano naufragava, a inflação voltava com mais força ainda.

Nessa época de preços descontrolados, uma curiosidade, a VW, provavelmente no intuito de se proteger de congelamentos, lançou o Gol C. Lançou no papel, pois nunca vi um único exemplar. Na tabela acima, que mostra os aumentos que os carros sofreram, ele aparece com um preço mais alto que o Gol CL, apesar da sigla sugerir um carro ainda mais simples.

Se não me falha a memória, constava nas tabelas de preços da época outros modelos VW com a mesma sigla, inclusive um Santana C. Ao que me consta, nunca existiram realmente. Alguém já viu um desses algum dia?

AC
Foto: continental-circus.blogspot.com



Que os finlandeses são entusiastas das competições motorizadas, todos sabemos. Afinal, um país de pequena área e população de pouco mais de 5,3 milhões de habitantes em 2009, ter todos os campeões de automobilismo que tem, mostra que o pessoal gosta do assunto.

Um dos entusiastas dessa terra fria mas com muito calor automobilístico é Antti Kalhola, cuja existência era desconhecida para mim até essa semana.
Foto: anglerigon.com

Quem assistiu ao "Fantástico", da TV Globo, domingo passado, viu uma das maiores safadezas da administração pública municipal, no caso a prefeitura de Porto Alegre. Fabricantes de detetores de velocidade como o da foto acima sendo flagrados negociando sua venda e oferecendo comissão a funcionários da prefeitura. Aquilo que vimos dizendo e que alguns leitores reclamam dizendo os autoentusiastas desrespeitam o Código andando acima do limite de velocidade - o que não é o caso - pôde finalmente ser confirmado. Estamos diante de uma verdadeira e poderosa indústria da multa, que movimenta, segundo a reportagem, dois bilhões de reais por ano.

A reportagem mostrou também, e isso considero ainda mais grave, como a instalação dos "pardais" não obedece a nenhum tipo de estudo de sua necessidade, ferindo às escâncaras norma do Conselho Nacional de Trânsito. A coisa chegou ao ponto de ter sido negociada venda do equipamento para instalação num bairro residencial modesto e pouco povoado, cujas ruas são da terra. Impressionante a que ponto chega a roubalheira e a corrupção no Brasil.

O fato é que vida do cidadão que dirige é um inferno hoje. É um olho na sinalização de velocidade máxima, outro no velocímetro. O dirigir natural é coisa do passado.

Alguém aí consegue imaginar o que a Nissan vendia no Japão evocando as bucólicas paisagens alemãs e a famosa " Romantische Strasse" ?

Uma dica: um cara grandão que escreve para este blog é fanático pelo carro...



Pois é, o VW Santana, muito parecido com o nosso. De diferenças, apenas a direção do lado direito e o motor Audi de 5 cilindros em linha e dois litros, com injeção eletrônica. O carro era distribuido no Japão pela Nissan. O carro era fabricado na Alemanha mesmo.

A Nissan hoje pertence a Renault, mas em 1985, isso era um futuro inimaginável...

MAO
O Marco Antônio Oliveira já escreveu bastante sobre o Saab 900 do nosso amigo Valter. Como esse carro mexe comigo um bocado, fui atiçado para também conseguir alguma coisa para mostrar aos leitores.

Com a ajuda do dono, temos aqui algumas imagens provenientes do manual de manutenção que pode ser comprado facilmente nas livrarias virtuais, como a Amazon. Pelo que apurei, esse manual da editora americana Bentley é um resumo dos manuais da própria fábrica, assim os créditos originais dessas imagens são da Saab Automobile.

Abaixo, o desenho com a configuração motor acima da transmissão, e embreagem na frente.


Fotos: Autor

Faz tempo que é comuim, nos lançamentos, fabricantes e importadores oferecerem aos jornalistas uma miniatura do carro-objeto do evento. Na apresentação do JAC J3/J3 Turin à imprensa semana passada, em Campinas, SP, foi igual. Apenas vi que dentro da sacola com o material de divulgação havia uma caixa grande, de papelão, que na hora nem me preocupei em saber o que era exatamente, muito menos o que tinha dentro. Só em casa examinei o brinde, a caixa da foto acima.

Ao abri-la vi no seu interior uma caixa de Isopor, que pouca gente sabe ser uma marca antes pertencente à BASF e que hoje é propriedade da Knauf Isopor Ltda.. É um material derivado do petróleo e se chama poliestireno expandido. Por ser leve e relativamente resistente, é bastante utilizado como embalagem. Por ser um excelente isolante térmico, presta-se muito bem para carregar gelo ou bebidas geladas.





Em 1998 viajei com o amigo AG para os EUA, mais precisamente para New Jersey, ao encontro de um outro amigo, o Paulo, que lá morava, e também para visitar um grande swap meet que acontecia na pista de arrancadas de Old Bridge Township, em Englishtown, NJ.

Em tempos pré eBay, os swap meets (encontros de trocas) eram comuns por todo o país, era onde rolava o troca-troca de peças de carros, além de eventos durante a semana na pista de arrancadas. Arrematei um jogo de pistões sobremedida novos para 318 Dodge, por 60 dólares, e o AG conseguiu encontrar a grade dianteira do ‘Cuda que ele tanto precisava. No último dia tivemos que ir à locadora e pedir para trocar o Dodge Stratus por uma minivan, para conseguir transportar tudo em uma só viagem até o aeroporto. Nem precisa dizer que ainda rolou muito papo (e grana) para conseguir embarcar tudo no voo.

Foto: scuderiabrazil.blospot.com

Antônio Castro Prado Neto, "Pradinho" ou "Tom Jet". Nasceu no dia 24 de julho de 1948 em Ribeirão Preto e nos deixou no dia 3 de outrubro de 1981. Tinha 33 anos. Grande amigo. E grande piloto! Pilotava totalmente à vontade, andar num carro de corrida era a coisa mais natural do mundo para ele. Divertia-se, sobretudo. Foi amizade iniciada nos autódromos, tipo um vai com a cara do outro. Nossas mulheres ficaram logo amigas.

De acordo com o blog Sscuderia Brazil, de onde a foto acima foi pinçada no Google, foi seu conterrâneo Paulo Gomes que o incentivou a correr. Nosso primeiro contato foi na I 25 Horas de Interlagos, em agosto de 1973. O Ford Maverick estava sendo lançado e o Pradinho correu num com ninguém menos que Chico Landi, que tinha então 66 anos. Chegaram em terceiro, eu de Opala com Jan Balder e José Carlos Ramos em segundo e o trio Bird e Nilson Clemente, e o gaúcho Clóvis de Moraes, em primeiro.

No ano seguinte passei a correr para equipe oficial Ford, a Mercantil Finasa-Motorcraft, chefiada pelo experiente e astuto Luiz Antônio Greco. Quando cheguei à equipe, em  julho de 1974. o Pradinho já era piloto lá desde o começo da temporada, em dupla com Paulo Gomes. Eu e Marivaldo Fernandes dividiríamos o mesmo Maverick Quadrijet. Nesse ano ele e o Paulo Gomes sagraram-se Campeões Brasileiros de Turismo Divisão 1. Estávamos sempre juntos, quando eu vinha a São Paulo hospedava-me na casa dele.
Foto: Autor

Antes que venham dizer que tenho preconceitos com relação aos jipes, já que vivo criticando esses jipes metidos a donos das ruas e estradas, adianto que tive um Jeep Willys 1962, branco, e com ele viajei de São Paulo ao Espírito Santo. Fomos só pelo litoral, acampando e surfando, e toda a viagem de uns quinze dias foi feita com a capota arriada.

Éramos três amigos cucas-frescas e minha finada e amada cadela vira-latas Laika. Isso foi em 1976, faz tempo, e acho que as coisas eram ou me pareciam mais coloridas que hoje.

Não poderia haver veículo melhor que esse jipe para uma viagem dessas. Tudo nele era ruim para viajar, mas tudo era perfeito e conveniente.



Araçatuba, Barueri, Bauru, Campinas, Guarulhos, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santo André, Santos, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo e Sorocaba. Segundo a Nissan, essa é a sua pequena rede de concessionários no Estado de São Paulo, o que explica em parte a discreta consolidação do fabricante japonês no Brasil.

Ocorre que hoje eu estava redigindo um texto sobre um automóvel fabricado pela Nissan e de repente me me vi tomado por uma dúvida que só poderia ser esclarecida com uma breve análise visual deste modelo.

Tiida estacionado na sombra onde almocei um sanduíche monstro
 Olhei o Chevy Tahoe na areia fofa e pensei: queria estar com um 4x4  

Aqui na orla de Dubai não existe uma via costeira beirando a praia. Há uma avenida muito chique, a Av. Jumeirah, a dois quarteirões do mar. Entre essa avenida e a praia existem casas. Mas há vários trechos em que se pode entrar na praia. Nesses trechos pode-se ver a areia do deserto se juntar com a da praia. Ainda há muitos terrenos sem nenhuma construção e nesses terrenos, frequentemente usados como estacionamento, o solo é areia fofa. Saindo da área urbana da cidade logo estamos num deserto aberto.


Área livre usada como estacionamento. Areia do deserto