VW UP! ALEMÃO E BRASILEIRO: CHUCRUTE x FEIJOADA

Fotos: autor
Frente semelhante, mas a perda da tampa de vidro atrapalhou o visual da traseira


O titulo deste post já está meio errado: o VW up! europeu não é alemão, mas eslovaco, uma vez que é feito na fábrica de Bratislava, capital da Eslováquia. Mas, como eu conheci o up! durante seu lançamento na Alemanha, vale a liberdade poética. Foi em julho de 2012, quando foi lançado o modelo quatro-portas em um castelo-hotel (chique, não?), o Castelo Bensberg (Bensberg Schloss), cerca de 40 quilômetros de Colônia, que os alemães chamam de Köln. Lá foi o inverso do que ocorreu no Brasil, o modelo de duas portas apareceu primeiro, em 2011. Foi um evento memorável, não só pelo up!, mas pelo fato de terem levado vários carros do museu da VW em Wolfsburg, inclusive um SP2 com o qual me diverti muito rodando por estradinhas alemãs com um carro brasileiro. Mas, isto é outra história.

Rodando com um SP2 pela Alemanha
Coincidentemente, o Bob estaria no mesmo lugar dois meses depois, em setembro, para atividades ligadas a carros clássicos, as quais geraram dois posts seguidos (primeiro e segundo).

Tampa traseira do up! brasileiro, semelhante à do Seat e Škoda

Nos quatro dias que fiquei na Alemanha, rodei com o up! como meu carro de transporte diário, indo para o supermercado, passeando, inclusive indo e voltando para Colônia e, claro, comprando Água de Colônia (vulgo Kölnisch Wasser, já que os alemães, inocentes, não sabem que o nome correto de sua cidade é Colônia e não Köln). O carrinho me impressionou bem, por razões que se reproduzem no Brasil com a versão nacional. Mas, ele mudou para enfrentar nossas ruas e estradas e também para substituir o Gol G4, uma tarefa complicada. 

Recentemente rodei por aqui com um up!, mais exatamente a versão intermediária move up!, cuja tabela é de R$ 35.690. Como o “meu” up! era equipado com tudo que tinha direito em matéria de opcionais, seu preço encostava nos R$ 40 mil. Rodei exatos oito dias e 1.200 km, de tudo quanto é jeito. Devagar, rápido, carregado, só o motorista, gasolina, álcool, mistura dos dois, autoestrada, buraqueira... Claro, lembrei das centenas de quilômetros rodados na Alemanha e por isso me meto a fazer uma comparação.

Com menor altura do solo, o up! europeu parece mais esportivo

O que é igual:  O pão-durismo quanto ao gasto de combustível está no mesmo nível, mesmo lembrando que aqui usamos gasohol e não gasolina. Lembro de ter passado dos 500 km rodados na Alemanha e a gasolina estava pouco abaixo do meio tanque. Por aqui, com mais de 400 km rodados (com gasolina), o ponteiro ainda não tinha chegado a meio tanque — embora o nosso seja de 50 litros e o deles, de 35. Mantendo 100/110 km/h fiz 19 km/l. Entre 130/140 a média apontava para 16 km/litro. O “pior” consumo foi só com álcool no tanque, mantendo o pé no fundo num trecho praticamente deserto, acima de 150 km/h (sempre velocidade real, no GPS). Queira ver se baixava de 10 km/l. Não consegui: o sem-vergonha cravou 10,5 km/l.

Na Alemanha, o lançamento do up! quatro-portas, visto pela split window de um Fusca 1950
O acabamento up! nacional e o eslovaco tem nível bem semelhante, caprichado para um carro pequeno. Achei o nacional ainda mais silencioso, principalmente o ruído de aspiração do motor, cujos dutos de canalização do ar foram retrabalhados pela engenharia brasileira. O up! europeu mantém um pouco daquele ruído de cortador de grama em baixa rotação, devido ao motor de três cilindros, o que não acontece no nacional. Baixíssimas vibrações do motor são transmitidas à cabine. Só com álcool são mais perceptíveis em marcha-lenta.

Algo raro: caprichei na foto dos up! 4-portas vistos pela traseira do SP2

O que é melhor Quanto ao rendimento, o up! brasilis parece mais rápido, principalmente com álcool, quando ganha 7 cv sobre os 75 cv do eslovaco (mesma potência do nosso com gasolina). Viajando numa boa autoestrada, pista dupla, a gente esquece completamente que se trata de um motor 1,0. Ele não só é veloz, ficando tranqüilo na pista da esquerda, como acelera e mantém a velocidade como “gente grande”. Em longas subidas da rodovia Castello Branco, ele entrava a pouco mais de 120 km/h e saía perdendo menos que 10 km/h, sempre em quinta marcha. Se quiser manter alta velocidade, basta enfiar uma quarta bem antes da faixa vermelha, que permite 130 km/h (a 5.300 rpm) constantes mesmo em subidas.

O espaço interno melhorou, graças ao aumento de 6,5 cm na traseira, principalmente na coluna C, para ampliar o porta-malas, que ficou com 285 litros, 65 litros a mais que o europeu (35 litros mais se este tivesse estepe de dimensões iguais às das outras rodas, como no nosso, e não temporário, fino).

Coluna C ampliada para aumentar o porta-malas

O que piorou A aerodinâmica, como sempre, sofre com a adaptação para o Brasil. O carro ficou mais alto 26 mm, perdeu alguns adereços aerodinâmicos abaixo do pára-choque dianteiro (que desviam o ar dos pneus e da parte inferior) e assim o Cx foi de 0,32 para 0,36 no up! nacional. Outra conseqüência do carro mais “altinho” foi a influência de ventos laterais em velocidades mais elevadas. O up! nacional se ressente mais com este ventos, exigindo correção mais freqüente para manter a trajetória. Olhe a copa das árvores na beira da estrada: se estiverem mexendo, você terá de mexer o volante em retas. Claro, isto tem solução parcial, como já vi pelas ruas: basta rebaixar o carrinho e, como a maioria faz, colocar uns rodões de 16 ou 17 polegadas. Por outro lado, fica meio "xunado".

Carro mais alto e sem defletores piora a aerodinâmica

Porém, o pior para este escriba graxeiro ficou para a estética. Não sou especialista no assunto, mas tenho lá minhas crenças. Alguns carros agradam pelo conjunto e um bom exemplo é o Hyundai HB20. Olhando detalhes, como o pára-choque traseiro, o HB parece um transformer, aqueles monstros transformistas do cinema. No entanto, o conjunto do HB20 é muito agradável, imponente para um compacto. E as vendas provam que ele é bonito. O caso do VW up! é diferente. Ele tem um desenho simpático, uma frente sorridente, mas existe um ponto alto: a traseira. No up! europeu, a tampa traseira de vidro escurecida, com uma coluna C (traseira) delgada, fecha o desenho do carrinho com chave de ouro, sendo o ponto de atração visual principal de seu desenho, saído das mãos do italiano Valter de Silva. Uma solução usada com brilhantismo também pela Volvo no C30, por exemplo.

E o up! brasileiro perdeu a tampa traseira de vidro e ganhou uma coluna C mais larga, que vai bem no Golf, mas atrapalha o visual do up! Sei que as versões do up! para a Seat (o Mii) e para a Škoda (o Citigo) também têm tampa metálica como a brasileira. Mas não gosto. A VW brasileira alega que aumenta custos, atrapalha para reposição etc. Mas ela podia pelo menos ser um opcional. Ou você não pagaria uns R$ 1.000 ou até “2 contos” pelo charme desta tampa traseira?

Nota do graxeiro: O diretor de estilo do Grupo VW, o italiano Valter de Silva, tem esse sobrenome pelo fato de ter avôs portugueses. Perguntei pessoalmente quando ele ainda estava na Alfa Romeo e tinha terminado de criar a obra-prima que é o Alfa 156. Falei com ele em português e ele confessou que “a língua lhe dava certa agonia”. Lembrava de sua avó — que só falava com ele em português — mas não conseguia entender quase nada...

Valter de Silva (foto midocaracter.ro)

 JS

54 comentários :

  1. 1 - Acho que teremos uma dupla pequena de peso: Up! vs Ka. Pelo visual achei melhor o Ka;
    2 - Esse parachoque dianteiro com essa entrada de ar ficaram estranhos;
    3 - A tampa traseira de vidro é muito mais bonita. Mas não pagaria 1 ou 2 mil por ela;
    4 - O Up! é muito caro. Preços down.

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    1. Corsário Viajante16/06/14 11:10

      Desculpe, mas me pergunto, o Up é muito caro comparado com o que? Com quem?
      Por 34.000 na tabela você leva um move up 2p com travas, direção elétrica e ar-condicionado, além de todas as qualidades construtivas, de projeto e de segurança que já estamos cansados de saber.
      Quanto custa um Palio Economy, celta, uno ou clio com estes equipamentos? Agora compare os produtos, será que ele é tão mais caro assim?

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    2. Por R$ 34.000,00, já dá p/ comprar um Etios o Km com todos estes itens. Pode não ser estiloso, mas, sendo 1.3, tem um desempenho bem superior. E, além de ter o pós-venda bem superior ao do Up!, é também um carrinho muito bem feito.
      Considero o Up! um carro interessante, desde que não custe mais do que R$ 30.000.
      Antônio do Sul

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    3. Corsário Viajante17/06/14 18:39

      Antonio, tem que comparar preço de tabela com preço de tabela. Na tabela o Etios parte de 37 e muitos.

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  2. Concordo que a tampa do porta malas é mais bonita. Mas se fosse opcional no brasileiro, como sugerido, eu pagaria uns R$ 300,00 por ela, nunca entre mil e 2 mil...

    Para resolver a questão, basta adesivar a parte metálica que o resultado será bem parecido com o europeu. Já vi um assim aqui pela net e ficou bom.

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    1. Entre mil e dois mil reais ainda estaria barato se comparar com o quanto cobram só para pintar o carro de amarelo sólido!

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    2. Tens razão Portuga. Exagerei no preço do "opcional". Uns R$ 300 tava de bom tamanho. Ou, como sugeriu muita gente, basta envelopar em preto, piano ou fosco.
      abs

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    3. Desculpe Josias, mesmo que a VW oferecesse a tampa de vidro como opcional, com certeza ela viria atrelada a um "pacotão" que incluiria kit multimídia, rodas de liga leve, ar condicionado não sei quantas zonas, conta-giros, volante de couro e outros adereços mais, e que custaria pelo menos R$ 5.000. É uma realidade dura, mas concreta.

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    4. Corsário Viajante16/06/14 11:10

      O que poderiam fazer é colocar a tampa de vidro só nas versões BRW, as de topo. Aí sim faria sentido.

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  3. JS, e no acerto da suspensão, relação de marchas, houveram diferenças grandes? Montagem geral, materiais, intervalo de manutenção também há grandes diferenças?

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    1. Tarcísio.
      O acerto de suspensão tem compromisso semelhante, mais para firme e esportivo como o nossso, mas curso, borrachas, amortecedores e molas.... mudou tudo.. Relação de marchas me parece o mesmo, mas não conferi as fichas técnicas.

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  4. Uma solução fácil para o problema da tampa traseira é envelopá-la em black piano. Agora, onde o up! brasileiro perde de goleada é no visual da versão de duas portas: o desenho da janela lateral traseira do zweitürer é infinitamente mais bonito.

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    1. Alexandre, concordo com vc, a janela lateral traseira do europeu é bem mais charmosa.

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  5. Ou você não pagaria uns R$ 1.000 ou até “2 contos” pelo charme desta tampa traseira?
    Não, eu não pagaria... a tampa em vidro pode até ter seu charme, coisa e tal, mas sempre vai me passar a impressão de ter comprado um fogão, não um carro.
    E a tampa metálica caiu bem no carrinho... não tem, claro, o apelo descolado, antenado, cool da da outra mas cumpre bem seu papel.

    Lendo esta matéria eu ainda acho o nosso um tiquinho melhor... perdeu-se alguma coisa em estética, mas - no meu entendimento - foi muito pouco. Até o "estirão" que a VW brasileira teve que dar nele já me soa mais palatável.

    O braço axial de Aquiles dele, segundo o mercado, ainda é o preço.

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    1. Leonardo Mendes
      Comentário do mês, o seu! Essa do fogão foi demais, é isso mesmo, tampa de fogão!

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    2. Engraçado que do Volvo ninguém reclama da tampa de fogão... Acho que a VW perdeu a oportunidade de fazer um carro para competir com o Fiat 500, que tem vendido muito bem. Os marketeiros (de várias áreas, ressalto), ainda tem a cabeça de 20 anos atrás que carro tem que carregar a família buscapé para praia e levar toda a bagagem dele. Para isso era só fazer uma versão mais pelada do Gol (se isso é possível). É só parar em uma grande avenida de qualquer lugar do Brasil e ver que a maioria dos carros só andam com uma pessoa. Sem falar que é difícil hoje ter uma família com vários motoristas e um carro só. O carro ficou horrível, digno de competir com enxertos como o Peugeot 207 Passion e a Nissan Grand Livina. O carro perdeu harmonia em suas formas. Agora a VW tem 4 carros na mesma linha praticamente: Gol, Fox, Polo e UP!, que cumprem praticamente a mesma função. Precisava mesmo disso?

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    3. Eu também não pagaria nada a mais para ter a tampa de vidro. Até acho bacana, mas para meu objetivo ela seria totalmente dispensável. Vejo no Up! uma opção de carro funcional para o dia a dia com bons méritos, principalmente o menor custo por Km rodado, tanto que minha escolha (penso seriamente nisso) não passaria de um Move Up! com ar condicionado. Deixaria os R$ 1000 ou 2 contos para somar ao investido em outra máquina mais empolgante para os fins de semana.

      Cláudio

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    4. Se esse papo fosse a 30 anos seria perfeito. Além de parecer um fogão, até ferve água...

      P500<<

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  6. Se eu comprasse um up! (e eventualmente eu posso comprar um mesmo...), metia um filme black piano na tampa traseira, o que lembraria o visual do irmão europeu.

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  7. Em minha modesta opinião, o up! brasileiro é mais um carro estragado para agradar a multidão.
    Urinan do Oro.

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  8. Josias, importando (para qualquer carro que tenha o mesmo "problema") molas dos fornecedores europeus, com altura menor é suficiente para deixa-los com o mesmo padrão deles? Ou mudam amortecedor, buchas, outros?

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    1. Thiago.
      Acho que teria de ser um kit completo. Não mudam apenas as molas no up! nacional. Seria mais simples achar algum bom especialista por aqui que mudasse a altura das molas, mas mantivesse o rating e o numero de espiras.

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    2. As únicas molas que encontrei pra alguns modelos são as Kangurun da Fabrini, molas pra rebaixar, voltado pra tuning. Dizem manter o rating, mas coloca-se batentes de amortecedores mais fortes pra suportar o curso de mola perdido. Não resistem muito tempo.

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  9. Josias,
    "Ou você não pagaria uns R$ 1.000 ou até “2 contos” pelo charme desta tampa traseira?"
    Ha uma solucao muito simples que é a instalacao de um "envelopamento" black piano.
    Sai igualzinho e tao bem acabado quanto ao europeu
    Fica a dica !
    Abraços

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  10. Rebaixar com peças originais do europeu não deve ser tarefa difícil. Não sei se seria necessário algum ajuste mais profundo de amortecedores e braços oscilantes.

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    1. Marcos, acho mais fácil rebaixar com peças e mão de obra nacional.Um bom especialista em mols resolve. Mas, sem cortar elos, que estraga todo o bom acerto de suspensão.

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  11. Como os colegas acima já disseram:

    - Jamais pagaria acima de 300 Reais pela porta de vidro.
    - O visual já nasceu muito conhecido e com pouco impacto no lançamento.
    - Tampa traseira de chapa se resolve com adesivo black piano.
    - Preço absurdamente alto para o tamanho e o desempenho comparando com os carros de mesmo valor sem comparar outros detalhes como segurança por ex. Sim, eu sei que ele anda bem, mas não o suficiente perto de um 1.6.
    - Posição de mercado totalmente equivocada da VW B. Esse carro deve ser considerado como um sub-entrada e não um carro de entrada no lugar do Gol.
    - Ford Ka está aí, se não abusarem do preço e manter as qualidades do VW ele abocanhará boa parte dos consumidores.

    Atualmente eu não compraria pra ser meu único carro.

    P500<<

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  12. Modéstia a parte, eu conheço muito bem esse carro, e posso afirmar que no conjunto da obra, o nacional é melhor.

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  13. Alexei Silveira14/06/14 17:32

    "Brimo" Josias,

    Genial o teste de consumo máximo em estrada e espetacular o teste/demonstração do morro acima modo " economico" e modo esporte.

    Perfeito isso tudo num teste de carro de baixa cilindrada !

    Alexei

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  14. Alexei.
    Elogio de Brimo é sempre suspeito, mas brigadão.
    abraço

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    1. Alexei Silveira15/06/14 19:33

      Foram informações exclusivas e extremamente úteis.

      Abraço

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  15. Não se esqueçam que o Up! é lançamento e ainda não foi alvo das equipes de depenação. O Gol G6 já foi pelo menos levemente depenado. Aos que não gostam do Up! peço que reconsiderem, e percebam detalhes como a forração nas costas do encosto do banco traseiro, a extrema facilidade de rebatimento do encosto, a tira de espuma que cobre a fresta dos paralamas (acessível pela região das dobradiças com as portas dianteiras abertas), a função de uma varrida do limpador traseiro ao se engatar a ré (quando o dianteiro está ligado) e outros que ainda não vi, mas verei. Em outros carros, quando o passageiro desce e vai acessar a mala, ele não precisa da chave. Enfim. Detalhes, detalhes e detalhes que dificilmente os sites das marcas e seus vendedores falarão a respeito.

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    1. Por falar em abertura remota do porta-malas... Não entendo por que ainda fabricam tampa de porta-malas de abrir com chave, deviam ser todos com "botão" de abertura externa, como era por exemplo do Astra, já que "trava central" praticamente todo carro tem atualmente.

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    2. Caio, na verdade o Gol 2014 básico e o Trendline 2015 não são tão depenados assim. Vidros e travas elétricas, abertura interna elétrica do porta malas, direção hidráulica, e desembaçador/lavador/limpador do vidro traseiro também com acionamento automático a ré são de série. O 2015 adicionou apoio de cabeça central traseiro e chave canivete aos anteriores. Pra ficar "completo" de acordo com o considerado pelo mercado, fica faltando só o ar condicionado mesmo. Mas concordo plenamente que a qualidade construtiva do Up é muito superior.

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    3. Na verdade me refiro à depenação oculta: http://autoentusiastas.blogspot.com.br/2010/03/o-efeito-big-mac.html

      Quanto à qualidade construtiva, também acho isso. Dia desses dei uma volta com um amigo num Gol G6 dele com 12 mil km. Não é ruim, mas é diferente. Nesse quesito o Up! é mais parecido com o Fox, mas ainda acho o Up! melhor. Eu poderia ter comprado o Fox ou o Gol, mas escolhi o Up!, de fato.

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  16. Apesar do novo Ka não repetir o visual "teletubbies" do HB20 e UP! (e isso acho uma vantagem), dificilmente a Ford (até por que possuo um) repetirá a excelência de manufatura desses modelos pois a montadora atualmente trabalha na percepção do consumidor ao invés de focar na perfeição de montagem. A campanha publicitária destinada ao UP! foi de um alto astral enorme, mas apresentou-o como carro de nicho (jovens de postura alternativa geek, cores, musicas em inglês, etc..)quando na verdade para substituir o Gol G4, o foco deveria ser a robustez, apesar de possuí-la. O UP! é o tipo de modelo que mostrará suas reais qualidades ao mercado à medida do tempo, assim como ocorreu ao Etios. Eduardo

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    1. Eduardo
      Parece que só criei polemica com o preço da tampa traseira como opcional. Um ou dois "contos" foi exagerado. É que tinha acabado de descobrir que um retrovisor de um Chrysler 300C custa mais de NOVE contos. O restante dos comentários concordo com quase todos. Inclusive sobre a publicidade do up!, muito bonitinho mas que só relança a musica da Cyndi Lauper e esquece das qualidades do carro.

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    2. Josias, obrigado pela resposta. E realmente o assunto da tampa foi esgotado, rs. Eu que tenho 37 anos, representante da dita geração X, não assimilei muito bem a campanha publicitária e tive a impressão que o público alvo a quem essa publicidade foi dirigida não dá a minima para o excelente produto de engenharia que o Up! se trata. Perece que bastou ter um desenho "teletubbie". Bom para efeito de comparação, algo parecido com a campanha publicitária do Duster, enalteceria essas qualidades de robustez e convenceria os antigos proprietários de G4.

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    3. Faltou também assimilar que a VW é uma fabricante, não montadora.

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  17. Corsário Viajante15/06/14 12:08

    Sinceramente, não sei que tanto reclamam da tampa de aço. Parece que não sobrou nada para reclamar e ficam batendo nesta tecla.
    Para mim é mais simples: é um carro de entrada com projeto alemão contemporâneo, que anda bem e gasta pouco, e que com ar-condicionado, direção elétrica e travas custa uns 34.000.
    Ou seja, finalmente temos uma opção de carro de entrada que não é um improviso depenado e empobrecido.
    Faltou lembrar de algumas melhorias: no 4 portas, os vidros traseiros que descem, e o tanque bem maior, para mim um grande diferencial.

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    1. Corsário
      E também o estepe operacional.

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    2. Pois é Bob, finalmente vc me deu algo para discordar. Não acho o estepe operacional uma vantagem. Prefiro um estepe de emergência, o "linguiça". Não vejo razão para carregar tanto peso e perder espaço no porta-malas para um evento tão raro hoje em dia, como um pneu furado. Acho que nos ultimos quatro anos não tive um único pneu furado.

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    3. Eu acho importante o estepe operacional, mais ainda porque a um mês atrás catei uma cratera na cidade que cortou, esvaziou e inutilizou um pneu dianteiro meu na hora e tive que comprar outro pneu. Se tivesse um estepe de emergência, "linguiça", teria de comprar 2 pneus !

      Quanto ao carro... fantástico e ao mesmo tempo muito caro pro segmento. Fantástico porque é super econômico e ao mesmo tempo com um desempenho que deixaria os carros de 1,6 l de 30 anos atrás longe, acompanharia os carros de 20 anos atrás e anda junto de alguns automáticos atuais !

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    4. Josias, no interiorzão do Brasil, estepe operacional é fundamental... Venha rodar na BR 163/MT com esse "linguiça" para ver....

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    5. Corsário Viajante16/06/14 11:14

      Depende muito de onde vc mora, aqui em Campinas não chega a ser caótico mas já perdi se não me engano três pneus por aqui. E ter um operacional é bom pois permite que vc se desloque à vontade para trocar - por exemplo, eu perdi o pneu em Campinas mas comprei o outro em SP, único lugar onde achei igual ao resto do jogo.

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    6. Corsário, também acho que o Up brasileiro é ainda melhor que o europeu. Mais espaçoso, mais prático, ainda bastante econômico (embora pudesse ser mais com um câmbio 4+E), e realmente não acho que ele seja tão caro em relação aos concorrentes. Por dois ou três mil reais a mais se leva um carro infinitamente superior à Palio Fire, Celta, Classic e cia.

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    7. Corsário Viajante16/06/14 20:57

      Concordo Davi Reis.

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  18. O Up utilizado para testes Latin NCAP foi fabricado no Brasil? Era um pré-série?

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  19. Anônimo 15/06/14 12:41
    Sim, de produção brasileira, provavelmente pré-série para ter os resultados já no lançamento.

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  20. A questão da aerodinâmica, seria facilmente solucionada, rebaixando os 26 mm, e talvez não seja muito difícil providenciar os tais defletores... mas eu bem gostaria de ver o motorzinho do Up girando a meros 3.500 rpm a 120 Km/h em 5a. marcha. Não teria problema em voltar para 4 quando precisasse de mais força... Dessa maneira, 20 Km/l seria coisa rotineira. Se eu compro um carrinho desses, providencio por minha conta, as devidas modificações. - Jesus do Nascimento

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  21. Infelizmente essa alteração de altura é bem vinda pra rodar aqui, deixa o carro mais ágil e rápido na cidade pra passar nas valetas, lombadas, etc. Há alguma perda no uso rodoviária, mas nada relevante.

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  22. Sei que este assunto do up! já ficou pra trás, mas não poderia deixar de fazer este comentário e pergunta:
    Só vi o up! nas ruas, mas achei o encosto de cabeça do motorista muito feio, parecendo um de um veículo dos anos 80.
    O europeu é assim também?

    Renato

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    1. Renato. Me parece o mesmo encosto de cabeça nos dois. Acho que o desenho é propositalmente retrô, dai lembrar os anos 80, como é o caso de alguns outros detalhes, como as rodas.

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  23. Josias, você vai ficar devendo essa história do SP2 na Alemanha. Adorei sua história com o "Fusca" no México.

    KzR

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