OMISSÃO DE SOCORRO

Foto: itu.com.br
Rodovia SP 280 Castelo Branco


Em 17 de novembro de 2007 foi publicada no Best Cars Web Site a minha coluna semanal "Do banco do motorista", sob  o título "Salve-se quem puder", na qual relatei o que se passou com um amigo, Luiz Henrique Alves, ex-colega de General Motors, engenharia do produto, fato acompanhado de omissão de socorro por parte da ViaOeste, concessionária da Rodovia dos Bandeirantes. Contei que o Luiz Henrique saíra de Sorocaba (SP) no dia  2 de agosto bem cedo, às 5h40, rumo a São Paulo em seu carro particular. Ainda na SP 75 "Castelinho", trecho que liga Sorocaba à rodovia SP 280 Castelo Branco, ele começou a sentir um mal-estar no estômago, que evoluiria para dores no peito e formigamento da mão esquerda.

Fac-simile da minha coluna no Best Cars Web Site

No começo ele até julgou se tratar de um simples mal-estar e resolveu seguir em frente, até à praça do pedágio no km 74 da Castelo Branco. Se o sintoma persistisse, raciocinou, pediria ali socorro, pois como usuário habitual da estrada ele sabia haver lá uma unidade de emergência disponibilizada pela concessionária. Um raciocínio dentro de toda lógica de engenheiro que é.

Mas o fato é que a dor no peito continuou e aumentou bastante, ao ponto de quase não dar para agüentar, segundo ele me contou. Chegou à praça, pagou o pedágio e disse ao caixa o que estava acontecendo, e este o orientou a estacionar junto à ambulância ali na área para que fosse atendido. Só que em vez do atendimento esperado, o que se seguiu foi uma inominável trapalhada, conforme me contou.

Três funcionários estavam dormindo e ao atendê-lo o fizeram de modo bem atrapalhado, bem diferente do que se espera de enfermeiros, práticos de enfermagem ou paramédicos. Um pediu-lhe que se deitasse na maca e outro falava com a central pelo rádio, enquanto o terceiro tentava medir a pressão arterial — em vão, pois não fechara a válvula de descarga da bomba de ar, só o fazendo depois que o próprio Luiz Henrique o instruiu.

Como na GM os funcionários são treinados para lidar com situações de emergência dessa ordem, grave, ele tinha total consciência de que estava tendo um infarto e logo viu que aquelas pessoas que o atendiam não tinham a competência necessária. Pediu que o transportassem para o Hospital Unimed de Sorocaba o mais rapidamente possível, a única coisa a fazer naquele momento. Disseram-lhe que tal não era possível, que antes eram necessárias algumas providências de praxe.

O Luiz Henrique pediu-lhes uma aspirina, aprendera que nesses casos sempre ajuda (por afinar o sangue e facilitar a circulação, assim aprendera), mas incompreensivelmente foi-lhe negada. Rogou-lhes então que o transportassem para o hospital no carro dele e, nova negativa. Já no desespero, saiu da ambulância, pegou o carro, fez o retorno em frente ao posto da Polícia Militar Rodoviária e rumou para direto para Sorocaba, onde há um único hospital (pode ser que haja mais hoje, sete anos depois) com pronto-socorro capacitado para fazer angioplastias em caráter de urgência.

Do ponto onde se encontrava até a Unimed de Sorocaba são aproximadamente 30 quilômetros. "Foram os 30 quilômetros mais longos da minha vida," contou-me, devido à dor insuportável. Mas tinha de prosseguir e se lembrando do treinamento que recebera na empresa, tossiu, gritou — até rezou — e dirigiu o mais rápido que sabia seu Chevrolet Classic.

Chegando ao hospital foi atendido imediatamente e lhe colocaram um stent numa das artérias coronarianas, mas constataram que havia mais três obstruções. Do início da dor até a desobstrução decorreram menos de duas horas, o que evitou que o músculo cardíaco fosse afetado, ficando ele livre de seqüelas, felizmente. Quarenta e cinco dias depois, no Hospital do Coração, em São Paulo,  colocaram-lhe quatro pontes pontes (duas safenas e duas mamárias) e em uma semana ele estava de volta ao trabalho.

Ele lembrou que quando a ViaOeste assumiu a Castelo Branco em 1998 até helicóptero para remoções rápidas havia e se indagava onde estaria o aparelho. Telefonou para o Atendimento ao Usuário da  concessionária para relatar o ocorrido e formalizar uma reclamação, mas nem lhe ligaram de volta, denotando preocupação zero com o cliente.

O Luiz Henrique tem certeza absoluta de que se não tivesse resolvido a ir dirigindo a Sorocaba, mesmo a ponto de perder a consciência, é bem provável que essa história nunca viesse ao conhecimento público. Como ele sabia que eu labutava na imprensa, me procurou, e acabou que escrevi a coluna no Best Cars contando tudo isso. A coluna serviu, sobretudo, para alertar usuários dessa rodovia de que mesmo pagando preço elevado para utilizá-la, o atendimento numa emergência não é garantido, como ficou provado. Nesse caso o atendimento da ViaOeste era apenas fachada.

Mas, por que resolvi contar essa história aqui no Ae, passados quase sete anos? Ontem, numa visita profissional à EDAG (Engineering and Design AG) do Brasil, em São Bernardo do Campo, quem encontro lá, firme e forte, trabalhando? O Luiz Henrique! Relembramos tudo e ele me contou a continuação, que eu desconhecia, e que tenho de compartilhar com o leitor.

Passado um tempo do ocorrido, o Luiz Henrique moveu ação contra a ViaOeste, numa vara cível de Sorocaba,  no sentido de obrigá-la a prestar atendimento médico de emergência, o que faz parte de todo contrato de concessão de rodovia (para isso e outros fins, até lucro, é que ela tem o direito de arrecadar com o pedágio). O resultado da ação foi que o Luiz Henrique perdeu, o juiz escreveu na sentença que o autor buscava "enriquecimento ilícito"... acredite se quiser! Ah, e como perdedor ele ainda teve de pagar R$ 1.500,00 de custas do processo!

Passados alguns dias da publicação da coluna, a Assessoria de Comunicação ViaOeste mandou um e-mail (nem consta o nome de alguém nele) ao Best Cars, que foi publicado na íntegra, com o "não é nada disso" de sempre. Quem quiser pode ler a posição da ViaOeste em http://bestcars.uol.com.br/colunas3/b265b.htm  no final da coluna (e ela toda, claro). Vou logo avisando: dá raiva.

BS

36 comentários :

  1. A pessoa ali morrendo e a equipe médica não faz nada, é um absurdo mesmo!

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  2. André Andrews28/06/14 12:31

    Lembro dessa coluna. A situação era realmente grave, dado o que se seguiu e foi contado agora.

    Quanto à justiça, ela não difere muito dos outros dois poderes, tem apenas um ar de "glamour". Felizmente a população está percebendo isso, graças ao Joaquim Barbosa.

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  3. O único exemplo mais próximo que tenho desse socorro em rodovias é positivo. Anos atrás eu seguia por uma dessas rodovias paulistas (Anhanguera, Imigrantes, ou Bandeirantes, já não me lembro), quando um Gol que ia logo na minha frente sem mais nem menos deu uma guinada à direita, saiu da pista, e rolou barranco abaixo. Parei no primeiro daqueles telefones de emergência e relatei o fato, dizendo ter ocorrido entre os Kms tal e tal. Menos de cinco minutos depois estavam lá um carro da Polícia Rodoviária e uma ambulância. Não sei como se deu o socorro em si, se foi correto em termos técnicos, pois não fiquei para acompanhar os procedimentos de resgate. Mas que chegou, chegou. E rápido. E nesta mesma rodovia me lembro do heliporto à beira da estrada, com o aparelho pronto para entrar em ação. Não sei se ainda tem, faz anos que não passo nestas rodovias, as que usei bem recentemente foram a Dutra, Ayrton Senna, Castelo, Castelinho, e Marechal Rondon. Caras (foram 15 postos de pedágio do Rio até meu destino, Lins-SP), mas ótimas.

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  4. Ter pedágio é errado, nos já pagamos nos impostos o suficiente para se ter estradas de qualidade com serviços de qualidade que deveriam ser oferecidos pelo governo, mas temos que pagar novamente quando passamos no pedágio e ainda estar arriscado a se receber um péssimo serviço. Tem muita coisa errada ai.

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    1. O pior é ter que pagar por algo que é mantido por nós mesmos; vide as placas com os valores pagos pelo Governo do Estado de S.Paulo para a manutenção delas... pensei que elas eram privatizadas ou o pedágio que lá pagamos é só pela manutenção das praças de pedágio???

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    2. Concordo que é errado, mas pior é não ter pedágio, as estradas que são mantidas pelo governo geralmente estão em péssimo estado.
      Ruim com pedágio mas pior sem ele, a BR116 entre Pelotas e Porto Alegre tem um trecho sem pedágio que antes era mantido pela concessionária metrovias, sempre em ótimo estado, alguns meses depois de estar sem pedágio o estado deste trecho é lamentável, a estrada está ficando destruída.

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    3. Vixe, vejo que tenho um homônimo no blog.
      Vou continuar mandando um 'forte abraço' e assinando Márcio Santos no final dos textos para distinguir.
      Um forte abraço xará.
      Márcio Santos.

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  5. Normal... Ainda digo que esses administradores o selo MBA's vão acabar com o mundo. Diria até que se for feita uma estatística verificaria que MBA's matam mais que guerras, acidente de trânsito e ataques terroristas. Suas ações de lucro alto e custo baixo ceifam muitas vidas. No futuro os livros de história terá um capítulo escrito "mba e a escravidão moderna".

    Os planos de saúde estão indo pro limbo também. Digo que estou fazendo uma bateria de exames pela rede pública e estou sendo melhor atendido do que no plano.

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    1. Eu vi caso semelhante em uma farmácia, quando um cidadão infartado esperou aproximadamente uma hora por uma ambulância.
      Depois vieram duas.

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    2. Jamais, jamais esperem atendimento público em situações de fácil remoção. Peça ajuda na rua. Felizmente o brasileiro é um povo prestativo, rapidamente aparecerá alguém para ajudar.

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    3. Luiz AG

      Concordo plenamente, "em gênero, número e grau", a administração moderna consegue algumas proezas, ao custo de muitos prejuízos.

      Já diria o Silvio Brito: pare o mundo que eu quero descer... tá tudo errado!

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    4. Sobre os planos de saúde, infelizmente, muitos utilizam como referência de qualidade o SUS. Ou seja, em vez de tentar se melhor ou referência no ramo , tentam ser somente o menos pior.

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  6. Luiz AG 28/06/14 13:15,
    Você tem toda a razão.

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  7. Bob, fiquei abismado com essa história! Qualquer pessoa bem instruída, principalmente os socorristas, sabem que ao menor sinal de infarto do miocárdio é prudente administrar ácido acetil salicílico para diminuir a atividade das plaquetas e minimizar uma obstrução arterial. Fico feliz em saber que tudo deu certo, mas com uma raiva de ranger os dentes da incompetência da Viaoeste. Se um dia eu precisar de socorro na estrada já sei que é melhor ir direto pro hospital, nada de pedir ajuda desses sujeitos!

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  8. Isto aqui JAMAIS será um país decente!!!

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  9. A juiza só faltou falar que a culpa era dele!

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    1. O Judiciário nesse país é INDECENTE !
      Corja de imprestáveis!

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  10. Este comentário foi removido pelo autor.

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  11. Bob,

    Sem querer fazer qualquer juízo sobre o ocorrido, nem muito menos defender a concessionária, tive acesso à sentença do processo movido pelo Luiz Henrique e, em nenhum momento, o juiz alegou que o autor buscava enriquecimento ilícito. Quem afirmou isso foi a concessionária: o que ocorre é que, no trecho inicial, o juiz faz um relatório do processo com um resumo das alegações das partes, e foi a concessionária quem fez essa afirmação na contestação.

    Um abraço,
    William

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  12. William
    Agradeço a informação e pode se tratar de mal entendido por parte do Luiz Henrique. Mas, de qualquer maneira, essa afirmação da concessionária é de um mau-caratismo ímpar, uma vez que a ação não foi por indenização. E apenas um detalhe na história, pois o foco foi a inequívoca omissão de socorro a quem dele precisava.

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  13. Ah, o usuário é que buscava "enriquecimento ilícito"? E a concessionária pratica o quê?
    Carlos
    Porto Alegre

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  14. Se temos uma atitude absurda dessas de um "juiz" o que se esperar dos montes de iletrados?? Inacreditável!!

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  15. Mais uma vez somos tratados como trouxas. E o judiciário, por favor. Não resta mais nada além de pedir uma banana...

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  16. Culpa da Dilma!

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    1. Não só dela, mas do PT por inteiro.
      Lembre-se, que ha anos, eles se esmeram para aparelhar, manipular e anular o poder judiciário. E vem dando certo .....

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    2. E o PSDB também tem sua parcela de culpa, afinal não foi o PT quem deu as rodovias para que as concessionárias fizessem o que bem quisessem...

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  17. Todo o ódio, desgosto, repúdio e sentimentos ruins que eu tenho na minha vida, se deve a falta de competência das pessoas que ocupam seus respectivos cargos. Dos públicos aos particulares, de quem os ocupa e de quem os seleciona.
    Toda a admiração que eu tenho pela vida, se deve a pessoas como o Luiz Henrique Alves, cumpridor dos seus deveres, que mesmo em situações desesperadoras, usa de seu conhecimento, experiência e força de vontade para seguir em frente, para resolver o problema e ir em frente, haja o que houver. Fico extremamente feliz pelo estado de saúde do Sr. Luiz após o ocorrido, mesmo decorridos 7 anos e ao mesmo tempo estupefato e indignado pelo rumo da ação judicial movida.
    Há um país administrado por engenheiros e/ou especialistas em todas as suas respectivas áreas...

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  18. É assim que agem os monopólios, sejam eles públicos ou privados (caso da ViaOeste).

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  19. Lembro dessa história, já era de indignar quando contada no Best Cars e, no fim, ainda piorou!
    Fico pensando quantos casos assim podem ter ocorrido e não ter vindo a público porque as vítimas simplesmente não sobreviveram para contar a história. A situação vai além de apenas despreparo e incompetência dos profissionais envolvidos: tem gente que simplesmente não tem consciência de que a própria irresponsabilidade pode custar a vida alheia!

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  20. Há muitos anos, quando a Dom Pedro sequer tinha pedágios, estava voltando de Caçapava para Paulínia de carona no carro de meu tio e família, que passariam uns dias em casa.
    Ele avistou um Fiat Uno no acostamento debaixo de chuva, com uma mulher desesperada no lado de fora.

    Parando o carro, a gente achou que era problema de saúde, mas era um pneu furado que ela não conseguia trocar. Sua mãe estava dentro do carro, igualmente transtornada.

    Meu tio pediu minha força para trocar o pneu, com parafusos emperrados. Depois de muito empenho conseguimos. Vários minutos se passaram e ninguém apareceu para ajudar naquela noite.

    A mulher não tinha condições de guiar o carro. Eu assumi o volante do carro dela e fomos para nossa casa, descarregar o carro de meu tio e outros parentes. Depois levamos a senhora e sua mãe para Artur Nogueira, duas cidades à frente.

    Tomamos um café na casa delas, que nos agradeceram efusivamente. Chamaram meu tio de anjo. Sei que não era a primeira vez que ele ajudava estranhos. Era de seu feitio.

    Na estrada e na vida, as vezes somos ajudados por completos estranhos, ao passo que temos o socorro negado por parte daqueles de quem mais se esperava. Se a gente não consegue devolver um favor para um estranho, então devemos ajudar outro.

    E assim a humanidade vai se sustentando, sem justiça, sem saúde pública, mas com algumas pessoas de caráter. Tenho muitas saudades desse tio.

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  21. Saúde e fiscalização zero ,mas temos copa e teremos olimpíada...

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  22. Bob
    O pior é ter de ler o ante-penúltimo parágrafo dessa respostinha infame. Falar em não admitir que se ponha em dúvida a capacidade profissional de seu corpo de funcionários é um atentado à inteligência de qualquer ser humano. Quem eles pensam que são? O que pretendem, acham que podem intimidar com isso? Sim, pois soa exatamente dessa forma.
    A falta de profissionalismo está mais que comprovada, pois os fatos, como relatado, falam por si.
    Por fim, ao que parece, tomando a forma como o caso se encerrou, a única coisa que funciona direito por lá é departamento jurídico. Uma lástima.
    Mas o que me conforta é saber que seu amigo está firme e forte, produzindo e certamente dando o melhor de si.
    Abraço.

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  23. Mick Jagger29/06/14 11:33

    Bob, e quem disse que o judiciário labora pelo cidadão, vítima, ou seja o mais fraco em uma celeuma como essa?

    Mas mesmo assim estou torcendo, positivamente, que tudo dará certo e iremos progredir.

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  24. Corsário Viajante29/06/14 14:09

    Aliás... Aproveito para sugerir assunto para outro post: a falta de SAUs (serviços de atendimento ao usuário), pois às vezes passamos apertos horríveis pela singela falta de um banheiro!
    Na Imigrantes, no sentido litoral-capital, é revoltante, desde que a "Pamonha" foi demolida, não há mais opções, o que é horrível especialmente para quem, após a imigrantes pega o Rodoanel, onde tbm faltam opções para ir ao banheiro ou só esticar as pernas.

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  25. Lembro-me bem dessa coluna no Best Cars, verdadeiro absurdo não haver um mínimo de conhecimento por parte dos funcionários da concessionária da rodovia. Sobre o fato de seu amigo ter perdido a causa, não me causa surpresa. Infelizmente, cada vez mais os juízes tendem a dar ganho de causa para quem representa melhor o teatro ou seja mais pobre, não se atentando para as evidências.

    Ano passado, minha mãe só teve ganho de causa em processo que respondeu devido a uma batida de trânsito porque havia uma testemunha a favor dela, que corroborou com o depoimento e as evidências do BO. Nem mesmo o fato de a parte reclamante ter apresentado uma versão dos fatos no BO e outra completamente diferente nos autos do processo foi relevante. Tremendo absurdo isso, pois ficou evidente que houve falso testemunho em algum momento.

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  26. Prezados! Tenho a audácia de afirmar que nada mais me surpreende na terra Brasilis... Da "justiça" então... Esta está hoje totalmente "preparada" para uma nova era... os bachareis medíocres de vinte anos atrás, com todos os seus titulos e puxasaquismos, chegaram hoje ao cargo de juízes! E alí, "lavam a égua" como se dizia antigamente... Já o disse um grande jurista, no início do século XX : A justiça brasileira, ao invés de peituda e vendada, torna-se na prática, peitada e vendida! Acham exagero? Vide os ultimos acontecimentos no nosso supremo tribunal federal... Não precisa mais para prever o que ainda vem por aí!

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