O JEEP FORD

O Jeep novinho em folha no jardim do Centro de Pesquisas da Ford em São Bernardo do Campo

O Jeep, um dos mais famosos veículos fora-de-estrada da história, foi usado intensamente pelo exército dos Estados Unidos e pelas forças aliadas durante grande parte da Segunda Guerra Mundial. Desenvolvido inicialmente pela empresa Bantan, seu projeto foi repassado para a Willys-Overland que, após o final da guerra, percebeu que o utilitário também era cobiçado pela população civil pelo que se conheceu de seu desempenho nos campos de batalha através dos noticiários. 

Para isso registrou para si o nome Jeep e lançou o CJ (civilian Jeep), uma vez que a Ford fora a maior fabricante do Jeep no conflito, graças ao seu poderio industrial, e poderia eventualmente querer produzir um veículo com as mesmas aptidões, dando-lhe o já popular nome.

Em nossa terra, o Jeep foi lançado pela Willys-Overland do Brasil em 24 de fevereiro de 1954 já o CJ-3B.

Em um país que se ressentia da qualidade das suas estradas, o Jeep topava qualquer desafio em qualquer terreno. Sua tração nas quatro rodas e reduzida tornaram-no o veículo ideal para o Brasil nos anos 1950, quando a esmagadora maioria dos caminhos não tinham pavimentação, eram em terra. Isso explica o por que a Willys vendeu mais de 50.000 Jeeps no Brasil, no período de 1954 a 1960.

De 1954 a 1957 o Jeep era ainda equipado com o motor 4-cilindros F-134 Hurricane e câmbio de três marchas com primeira não sincronizada (134 era a cilindrada em polegadas cúbicas).  A partir de 1958 um novo motor passa a equipar o Jeep, o BF-161 (pol³), de 6 cilindros e 2.638 cm³, fundido e fabricado no Brasil na fábrica de Taubaté (SP). O seu índice de nacionalização chegava perto dos 80%, um feito para a época de início da indústria de automóveis no Brasil. Agora era o CJ-5.

Motor BF-161 Hurricane


O motor BF-161 tinha uma eficiência térmica sofrível e foi logo sendo apelidado de "fogão de seis bocas". Tanto o F-134 quanto ele tinham a particularidade do cabeçote em "F", com válvulas de admissão no cabeçote e de escapamento, no bloco. Seu coletor de admissão era integrado ao cabeçote.

Na década de 1960, a produção do Jeep continuava a todo vapor, se somando aos outros utilitários fabricados pela Willys, a Rural e a Pick-up.




Em 1966, a primeira grande novidade, apresentada no Salão do Automóvel em São Paulo. Era o Jeep em versão especial "Praia" com tração 4x2 somente, suspensão mais macia, pára-choques e calotas cromados e acabamento bem jovial.



Em 1967/1968, quando a Willys-Overland do Brasil foi adquirida pela Ford, a produção do Jeep e dos outros utilitários tiveram continuidade, já com o oval azul sendo amplamente vinculado na mídia.

Manual do Proprietário do Jeep Ford, primeira edição, 1969


Em 1972 eu trabalhava na Engenharia Avançada da Ford no Centro de Pesquisas em São Bernardo do Campo e uma das minhas atribuições era ajudar no desenvolvimento de veículos militares para as Forças Armadas, particularmente ao Exército Brasileiro.






Me lembro do General Montanha e do Major Adauto, entre outros, com quem mantínhamos contato assíduo, inclusive na participação de testes feitos na Restinga de Marambaia, no litoral fluminense.

Testes na Restinga de Marambaia

Mantínhamos também excelente relacionamento com o Instituto Militar de Engenharia, tanto é que os alunos primeiros colocados no curso de Engenharia de Automóveis tinham o direito de estagiar na engenharia da Ford por um período variável de três a seis meses.

Eu, particularmente, troquei muito conhecimento com estes estagiários de primeira linha, inclusive desenvolvendo softwares para cálculos estruturais de chassis, incluindo a análise de distribuição de carga para utilitários e caminhões. Realmente tenho saudade deste período em que eu, praticamente recém-formado, tive a oportunidade de crescer em minha profissão de engenheiro, com muito orgulho.

Em 1976, mais uma modificação relevante, o Jeep recebe o novo motor Ford 2,3-litros OHC feito na fábrica de Taubaté, SP.  Este mesmo motor equipou também o outros utilitários e o Maverick, além de ser exportado para a matriz nos EUA para uso numa versão do Mustang.

Fiquei na Engenharia Avançada até 1980, quando passei a integrar o time da Engenharia Experimental. Veja por curiosidade um trabalho conjunto meu e do Capitão Waldemir Cristino, focando em distribuição de carregamento em uma picape bem conhecida pelo leitor, a Ford Pampa.






O Programa  "JIP" - Jeep Improvement Program

 Em 1980 a Ford  iniciou o Programa JIP para a atualização e melhoria do Jeep Ford para o mercado brasileiro. Este foi um programa amplo que revisava praticamente todos os sistemas do veículo.


Essas modificações foram:

- Painel dos instrumentos, adição de medidores de pressão do óleo, temperatura e amperímetro para a     carga da bateria. Adicionadas também luzes redundantes para as mesmas funções
- Freio de estacionamento no assoalho acionado com o pé esquerdo, semelhante ao da picape F-75
- Alavanca do câmbio mais longa com a manopla semelhante à da picape F-1000
- Removida a caixa de ferramentas do assoalho e transferida para dentro do cofre do motor
- Coluna de direção e volante do Corcel
- Pedaleira do freio e embreagem suspensa, do Corcel
- Bancos dianteiros com a estrutura herdada do Maverick, incluindo a regulagem longitudinal para o motorista
- Tanque duplo de combustível instalado no chassis embaixo dos bancos dianteiros
- Extintor de incêndio relocado entre os bancos dianteiros
- Pneu sobressalente instalado na tampa traseira (swing support system)
- Lanternas traseiras da Belina
- Motores elétricos para os limpadores do pára-brisa, motorista e passageiro
- Aplicação de pintura emborrachada embaixo dos pára-lamas e assoalho
- Adição de estribo tubular
- Adicionados lábios maiores nos pára-lamas
- Novos espelhos retrovisores externos
- Pneus mais largos tipo cidade e campo
- Lanternas nos pára-lamas iguais às dos caminhões série F
- Para-choques maiores
- Sistema de direção revisado, geometria, barramento, juntas esféricas etc.
- Suspensão mais macia, novas molas e amortecedores
- Pintura, com adição de  frisos adesivos
- Circuito duplo de freio
- Bitola traseira e dianteira com revisões nos eixos
- Caixa de direção com adição de junta elástica na coluna
- Sistema elétrico totalmente revisado em seu projeto, incluindo roteiros e processos de manufatura.















Infelizmente a única modificação que foi aprovada e entrou em produção foi a pedaleira suspensa. Este Jeepinho Ford estava uma graça e sem dúvida faria sucesso ainda nos dias de hoje!


Com prazer, anexo outras recordações do Jeep ao leitor do AUTOentusiastas:







Em 1983 a Ford encerrou a produção do Jeep no Brasil. Perdemos o grande utilitário e a icônica marca Jeep, hoje  propriedade da Fiat Chrysler Automobiles.


Até o próximo post!

CM

Todas as ilustrações e fotos, exceto a do Jeep Praia, da revista Mecânica Popular, são do acervo particular do autor

87 comentários :

  1. Meccia, a Ford nunca pensou em produzir versões com teto rígido e/ou com motores a diesel? Daria uma briga boa com o Bandeirante. Pelo menos a picape, por algum tempo, segundo o meu pai, que muito andou e aprontou em CJ-5 e Rural, chegou a sair com motores Perkins, não sei se na fase Willys ou já sob produção da Ford.
    Antônio do Sul

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    1. Antonio do Sul, talvez fossem adaptações. Aqui no interior do Nordeste. nos anos 76 a 79 vi algumas c-10 rodando com motores Perkins. Tiravam o GM 6 cil. e colocavam o Diesel. A frente abaixava um pouco devido ao peso maior, tinha muita força mas não passava de 100 km/h, pois não mexiam no cambio nem diferencial, adaptavam só o motor.

      Marconi.

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    2. O Jeep é muito mais frágil que o Bandeirante: basta analisar o perfil das longarinas e travessas do chassi e a robustez dos eixos e molas semi-elípticas.

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    3. Pode ser, Marconi. Talvez tirassem os Perkins 4 cilindros dos tratores p/ adaptar nas caminhonetes.
      Apesar da fragilidade das longarinas do CJ-5, será que não seria possível o uso do motor MWM de três cilindros que foi usado pelos primeiros caminhõezinhos da Agrale, que deve ser mais leve do que o 4 cilindros Mercedes usado no Bandeirante?
      Antônio do Sul

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    4. Jeep com capota rígida existiu. Diesel não, mas certamente era possível tecnicamente. Por que não fizeram? Não sei, provavelmente custo.

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    5. Eu também vi picapes com motores diesel no oeste de Santa Catarina na década de 60.
      Se eram adaptadas eu não sei, mas elas eram vendidas pela concessionária Willys autorizada.

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  2. Os limpadores não eram elétricos?

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    1. O do motorista era movido a vácuo e o do carona era manual...
      O próprio carona tinha que, através de uma alavanquinha, mover o limpador
      Era um barato!

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    2. Fabio, eram manuais, você dirigia com uma mão e acionava uma manivela com a outra. Por incrível que pareça, é sério. Acho que pensavam que por aqui não chovia...

      Marconi.

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    3. Fabio,
      Sim eram elétricos....no inicio eram a vacuo

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    4. Só o do motorista. O do passageiro era digital.

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    5. Que loucura. Nunca soube disso. Vivendo e aprendendo.

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    6. Dirigi muitos desses. E o limpador de para-brisas a vácuo parava quando você pisava até o talo. Um barato. Melhor dirigir com a cabeça prá fora, como fiz muitas vezes.

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  3. Meccia, em uma lista de "Os dez carros mais icônicos da história", o Jeep entra. Pelo menos na minha lista, he, he! Até como trator o bicho podia ser usado, puxando arado para tombar e gradear a terra. Em antigas edições da (também icônica) revista "Seleções do Reader's Digest" pode-se encontrar fotos publicitárias dele desempenhando esse papel. Tenho uma Quatro-Rodas de 1978 com um teste do Jeep, e salvo engano, foi a última vez que a revista o testou. Em tempo: gostei desse Jeep modernizado. Ele ainda existe?
    Abraço.

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    1. Mr.Car
      Eu não acredito em tudo que se le no "Seleções do Reader's Digest"
      Mas na minha infancia, na roça , acreditava no Saci Perere

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    2. Mr.Car

      Quem sabe ainda exista o protótipo na mão de algum colecionador....espero que sim

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  4. Eurico Jr.26/06/14 13:05

    Os artigos do Meccia são fantásticos! Um melhor que o outro...

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    1. Opaleiro Louco26/06/14 22:07

      Só não são melhores porque ele trabalhava para a Ford e não para a Chevrolet!

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    2. Opaleiro Maluco
      Realmente devem haver historias incríveis na Chevrolet!
      Mas gostaria de saber também as da VW e Fiat
      Mas falando em Opala , certamente , um grade carro. Tive um 6c a álcool 85 andava e bebia muito
      He he

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    3. Corsário Viajante27/06/14 08:36

      Tbm gostaria de saber bastidores das demais! O relato do Bob sobre seu período na gurgel tbm é ótimo...

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  5. Mais uma excelente postagem Meccia! Tivemos um CJ5 Branco 1982 (um dos últimos!)... Ele era da Companhia Força e Luz Cataguazes Leopoldina (em Minas...sim CataguaZes com Z, ao contrario da cidade que é com S) atual Grupo Energisa, e meu pai pegou ele para fazermos trilhas... Foi o primeiro carro que dirigi, e na lama!
    Curiosidade: o programa de calculo de distribuição de cargas no eixo, foi desenvolvido para uma possível versao de entre-eixos longo da Pampa?

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    1. Alexandre, estavamos encontrando o melhor caminho em termos de comprimento de caçamba e entre eixos

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  6. Sandoval Quaresma26/06/14 13:12

    Sr Carlos Meccia,

    Existe alguma relação entre o motor OHC 2,3l e a atual linha Duratec?

    Obrigado.

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    1. Sandoval, não existe nenhuma relação

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  7. Desde pequeno que meu sonho era ter um Jeep. Em 1973 entrei na Ford em Taubaté para trabalhar na fabrica de motores 4 cc recém instalada. Não via a hora de cumprir o período necessário para, como funcionário, poder comprar o tão sonhado Jeep.
    Nesta mesma época recebi convite para ir para outra empresa, com salários e benefícios melhores. Fui e não consegui comprar o Jeep.
    Naquela época acho que a prioridade da Ford era fornecer para frotistas de tal modo que era muito dificil conseguir comprar nos concessionários. Ficou a frustação.
    Texto delicioso que me trouxe boas recordações. Obrigado por compartilhar conosco estas historias .

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  8. É pena que o programa JIP não tenha sido 100% implementado. O Jeep ficou muito bonito.
    Mas nem tudo está perdido. Passados mais de 30 anos, a Ford acertou a mão no novo Troller T4.

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  9. Eita Ford, ela merece a posição que tem hoje no mercado. Fico impressionado como a marca teve bons projetos, boas propostas e não as levou adiante. Este JIP mesmo, era uma excelente proposta, pois o Jeep estava obsoleto em suas características quando saiu do mercado, mas poderia muito bem ter sido modernizado só compeças de prateleira! Aposto que os custos nem seriam tão altos assim. São mesmos uns contadores de feijão. Mais que o veículo, a Ford perdeu uma marca icônica no mercado.
    Carlos, espero seu relato sobre o que para mim seria o maior lançamento abortado da Ford no Brasil, o Sierra.

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    1. Apoiado!

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    2. O Sierra não fabricado no Brasil é um acúmulo de erros histórico:

      1) Ao não lançar o Taunus e preferir o Maverick, a Ford brasileira não deixou o caminho mais ou menos pronto para o Sierra, que era sucessor do Taunus e usava conjunto motriz dele derivado;

      2) Na época nosso mercado era fechado, mas ainda assim daria para ter produzido o carro aqui e na Argentina, o que significaria maior escala para o motor 2.3 OHC, sendo que o mesmo também já era produzido em versão a álcool;

      3) Ferrou bem a Ford argentina na versão básica de lá, que usava o motor 1.6 CVH europeu em vez de usar o CHT brasileiro, sendo que chegou a existir um protótipo de Sierra básico brasileiro com o motor que tão bem conhecemos por aqui. Além disso, como a aerodinâmica do Sierra era melhor que a de um Monza (0,32 para o Ford, 0,39 para o Chevrolet), poderíamos até mesmo ver um modelo básico andando tanto quanto um Monza 1.8;

      4) Talvez o Sierra brasileiro pudesse usar peças já existentes de fornecedores, como as transmissões automotivas da Clark (hoje Eaton) usadas no Opala e no Chevette, compatíveis com os torques do CHT e do 2.3 OHC. Logo, seria uma economia a mais. Logo, talvez desse para esquecer da Type 9 do europeu e até mesmo seguir um bom exemplo do Maverick: uma mesma transmissão para o motor mais fraco e o motor mais forte, apenas com diferenças em relações de marcha e diferencial;

      5) Em tese a Ford poderia até ter conseguido as sementes para um carro que pudesse concorrer com o Opala e o Omega A, uma vez que o Scorpio usava a base do Sierra alongada. Haveria o problema de achar um motor mais potente que o 2.3 OHC para uma versão mais forte, mas seria o menor dos problemas em uma engenharia que já começaria amortizado em parte pelo Sierra.

      Logo, em tese teria dado para a Ford vingar-se da pancada que tomou da GM nos anos 1970 (os tais cinco Opalas para cada Maverick vendido) com grandes chances de evitar a formação da Autolatina.

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  10. Grande Carlos Meccia, obrigado mais uma vez pela ótima matéria. Revirando minha memória, resgatando aqueles arquivos que estavam quase apagados, me perguntei, qual foi o primeiro automóvel que me lembro, ter me transportado de algum lugar para outro nesta vida? Acho que foi Jeep Willis. Meu tio trabalhava com um, da empresa de mineração e de vez enquanto, ia filar uma boia lá em casa. Não sei que idade eu tinha, mas era muito, muito pequeno, tanto que o Jeep parecia gigante. No interior de Goiás, no final da década de 70, automóveis eram bem raros. Poucas pessoas tinham o privilégio de ter um na garagem. Eu só andei de carro, porque era o carro de um firma. O Jeep ajudou a desbravar as fronteiras desse Brasil, pois igual a Pires do Rio daquela época, existiam um monte de cidades na mesma situação. Talvez seu maior concorrentes seja o Bandeirante, e só ambos davam conta do recado, pois a coisa apertava na época das águas, se não fosse a ferrovia, a cidade ficaria isolada e desabastecida. Hoje vejo algumas pessoas ainda preservando o valente guerreiro Ford/Willys, mas quase todos cometem a heresia de trocar o motor original pelo do Opala 4cc. Sei que o BF 161 é de poucos elogios e muitas critícas... especialmente à baixa potência, ao alto consumo, e aos super-aquecimentos. Deve ter dado um trabalhão para o pessoal do Exército. Me lembro apenas que era bem silencioso, quase não se o ouvia funcionar em marcha lenta. Quem tem um Jeep para coleção, deveria preservar a "encrenca original", pois o barato do antigomobilismo, é relembrar até as encrencas e os macetes, que o carro possui. Cabe uma pergunta, A Ford, nunca cogitou em colocar um motor a Diesel no Jeep, o mesmo da F1000, lançada em 1979, ou era impossível em termos de engenharia. Acho que daria alma nova ao valente guerreiro! Jesus do Nascimento

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  11. CM
    Otimo post. Obrigado.
    Ainda temos um jeep 63 azul na familia desde zero.
    Uma curiosidade como a marca JEEP foi parar na mao da Chrysler?
    Luiz Eduardo

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    1. Vai saber.....

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    2. Quando a Chrysler comprou a AMC em 1987.

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    3. Luiz Eduardo,
      Realmente não conheço os meandros da historia da marca Jeep...o pouco que sei é que em 1950 a Willys Overland registrou o nomo Jeep. Depois a marca foi parar na AMC (American Motor Corporation) e depois na Chrysler

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    4. Lorenzo Frigerio26/06/14 14:59

      A Willys fazia parte da American Motors Company, que resultou da fusão da Kaiser/Fraser/Nash com a Packard e a Studebaker, no fim dos anos 50. Lá por 1985, depois de sair da crise, a Chrysler comprou a AMC. A origem do nome é discutível (ver Wikipedia).

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    5. Anônimo/Luiz Eduardo
      Meccia, com licença, vou explicar essa, está bem?
      Como vimos no texto, o nome Jeep foi registrado pela Willys-Overland Motors depois da guerra. Em 1953 a Kaiser Motors absorveu a Willys e a empresa passou a se chamar Kaiser-Willys. Em 1970 a American Motors Corporation (AMC) comprou toda a operação Jeep da Kaiser-Willys. Em 1987 a Chrysler Corporation absorveu a AMC e a marca Jeep passou a ser dela. Em 1998 a Chrysler foi absorvida pela Daimler-Benz, formando-se a DaimlerChrysler, que em 2007 vendeu tudo o que era Chrysler para o grupo de investimentos americano Cerberus LLC, que logicamente passou a deter a propriedade do nome/marca Jeep. Em 2009 a Fiat adquiriu 20,8% da Chrysler e em janeiro de 2014 chegou ao total controle da fabricante americana, formando-se a Fiat Chrysler Automobiles, que, evidentemente, ficou com a marca Jeep. E a Ford Brasil? Esta havia absorvido a Willys-Overland do Brasil em 1968 e junto a marca Jeep, renomeando os produtos Willys como Ford, como está no post (Jeep Ford, não mais Jeep Willys). Quando as importações foram reabertas em 1990, a Chrysler não pôde usar o nome Jeep, que era da Ford brasileira, seguindo-se uma disputa judicial na qual a Chrysler teve ganho de causa.

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    6. Muito obrigado Bob !
      Valeu a historia da marca Jeep
      Abraço
      Meccia

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    7. Bob, obrigado pela explicação. Só uma dúvida: a Chrysler chegou a ganhar a causa ou fez um acerto com a Ford, pagando-lhe uma indenização definida em comum acordo?
      Antônio do Sul

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    8. Algumas Pampas e salvo engano Belinas 4x4, estamparam a marca jeep.

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    9. Opaleiro Louco26/06/14 22:11

      Caramba Bob!

      Com tantas aquisições daqui a pouco vou descobrir que meu Opala é meio irmão do Dart!

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    10. Bob , Fui eu quem perguntei sobre a historia de como a Marca Jeep ficou com a Chrysler. muito Obrigado por responder.
      Luiz Eduardo

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    11. Opaleiro
      O mundo esta muito mudado , e isso pode acontecer
      Submeta-se !

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  12. Ola Carlos Meccia,
    Belo post, o avô da minha esposa era engenheiro da Willys-Overland e veio da Europa como um dos responsáveis pela fabricação do Jeep e Rural aqui no Brasi, o nome dele era Ignacio. Não sei se ele ainda trabalhava na Willys quando ela foi adquirida pela Ford, e se você chegou a conhecer. Eu acho que a minha sogra deve ter fotos dessa época.

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    1. bart,
      Se você tiver algum material da época do seu avô compartilhe que será bem vindo

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    2. bart
      Se você tiver algum material da época do seu avô compartilhe que sera bem vindo
      Abraço

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  13. Excelentes os seus posts, voltei ao meu tempo de infância. Via muitos jeep destes na cidade onde morávamos, geralmente bem antigos. Eram verdadeiras ferramentas de trabalho no interior do nosso País. Tenho curiosidade de saber mais detalhes sobre a versão a álcool, quase ninguém sabe que existiu, mas sei que a Ford desenvolveu 2.3 álcool para a f-100, f-75 e jeep, e posteriormente o 6 cil. 3.6 argentino para a f-1000-A. Aqui no Nordeste eram raridades. Eu ficava abismado com o baixo nível de ruídos e maciez de funcionamento destes motores.

    Marconi.

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    1. Eu cheguei a andar, só de carona, infelizmente , numa F - 1000 89/90, a gasolina, com esse motor 3.6 argentino. Era de um primo do meu pai e andava bem, pedindo poucas reduções de marcha. A picape era boa, muito silenciosa, mas acabou sendo vendida pela dificuldade de se achar peças de reposição, principalmente do carburador Holley (que acabaram sendo compradas na Argentina).
      Eu sabia do 3.6 a álcool, embora nunca tenha visto, mas não do 2.3 a cana.
      Antônio do Sul

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  14. Carlos, também acredito que faria sucesso nos dias de hoje, com as devidas modificações sugeridas no Programa JIP e mais algumas que o tempo pediria, como motores mais eficientes.

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  15. Por curiosidade, antes de 1954 o Jeep já era vendido no Brasil por importação direta licenciada pela Willys-Overland. No Ceará, onde moro, inicou em 1948.

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  16. Rafael Ribeiro26/06/14 14:35

    Grande post, a um carro merecedor de todas as homenagens. Sou fã do Jeep, tendo possuído um Ford 1976, no qual fiz algumas aventuras memoráveis quando mais jovem. Parabéns ao "Fordólogo" CM por mais esta aula. Não conhecia esse protótipo, mesmo tendo lido alguns livros sobre o Jeep. A gente sempre aprende mais um pouco...

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  17. Lorenzo Frigerio26/06/14 14:51

    Quem, com 50 anos ou mais, não se lembra daquele letreiro de neon "Ford Willys" no topo do Conjunto Nacional, que ia "enchendo" o logotipo... muito antes do Itaú tomar aquele espaço.
    Se a Ford comete grandes vacilos, a Chrysler do Brasil não fica atrás... poderia ter fabricado o Jeep mais recentemente aqui, numa versão de trabalho, mais depenada. Não é a toa que a Troller abocanhou esse espaço.

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    1. O letreiro era inicialmente Jeep/ Willys em vermelho /verde e depois, com a aquisição pela Ford ficou Jeep/Ford, em vermelho/azul.
      Passei minha infância olhanda para ele!
      N prédio ao lado havia outro, da Phillips em azul.
      AAM

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    2. A Ford, de dez ou doze anos p/ cá, parece ter acertado o passo. Ainda peca na rede autorizada, mas conseguiu se renovar e ter produtos mais competitivos.
      A Chrysler, na segunda tentativa, quando o mercado queria picapes cabine-dupla, diesel e 4x4, insistia em motores a gasolina e cabines simples e estendida. Só foram lançar a configuração correta (quase, pois não saiu 4x4) quando a Dakota já estava queimada. Uma pena, porque era mais bonita e bem acabada do que a S-10 e a Ranger da época.
      Antônio do Sul

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    3. Correção: a Dakota nunca foi "queimada". Teve altíssimo índice de satisfação dos prioritários. Como produto foi um sucesso total devido a sua alta qualidade, embora as vendas tenham ficado em torno de 4000 picapes/ano (a grande maioria com cabine extendida, à gasolina com o motor V6 de 3.9 litros). A Chrysler resolveuvivia um bom momento durante toda década de 90, e resolveu instalar a fábrica das Dakotas no Brasil em 1997, quando ainda era 100% americana. Depois se venderam pra Daimler Benz, achando que ficariam mais fortes ainda. Grande engano. Quem queimou o filme da marca DODGE no Brasil, ao fechar a fábrica das Dakotas no Paraná, foi a diretoria da Daimler Chrysler, composta somente por alemães advindos da Daimler—Benz. Infelizmente eles pouco fizeram pela marca americana mundo afora, pois só visaram abrir mais ainda o mercado americano para a marca Mercedes. E conseguiram. Esses caras chegaram ao cúmulo de lançar a Dakota cabine dupla depois de anunciar que a fábrica seria fechada. Além de não terem dado a mínima para todas as fábricas parcerias que se instalaram no Brasil para fornecer partes para as Dakotas brasileiras. Essa foi a causa do fechamento da fábrica da Dakota no Brasil.

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    4. Comercialmente, a Dakota foi queimada, sim. Não por problemas de qualidade, mas pela tentativa da fábrica de vender o produto nas configurações que o público desse tipo de veículo não queria. A Volks, por exemplo, lançou a Amarok na configuração errada, com câmbio manual (preferida por mim, mas não por quase todos que compram Amarok), mas, quando lançou a versão na configuração mais procurada (câmbio automático), fez o produto decolar em vendas.
      Numa economia capitalista, o que determina o sucesso de um produto são as suas vendas e o retorno que dão sobre o investimento da fábrica p/ produzi-lo. Eu, por exemplo, gosto muito do Dartão e derivados, mas esses carros, nos últimos anos de produção, não tinham mais mercado e viraram mico, tornando insustentável a operação da Chrysler no Brasil. Eram ruins? Não, estavam bem longe disso, mas não atendiam mais às necessidades do consumidor. Com a Dakota, foi a mesma coisa.
      Antônio do Sul

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  18. Rsrsrsrsrsr! Os posts (excelente aliás) do Carlos fazem a gente pegar raiva da Ford; é um projeto ou melhoramento de carro melhor do que o outro, coisa que nunca viu a luz do dia no final da linha de montagem, e nos privando de carros e utilitários muito melhores....

    Custos, marketing....etc - Bem, de todo modo, acredito que os engenheiros das fábricas passem raiva eventualmente em todas elas, quantos projetos bacanas deixamos de usufruir?

    Parabéns Carlos, e se tiver algo sobre a linha F dos utilitários da Ford, pode postar que seria também muito interessante (na infância eu adorava as F-1000 SS).

    MFF

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    1. Pois eu também tenho raiva da Ford justamente pela forma como ela sempre AE comportou no Brasil
      Aparentemente parece que agora ccom produtos alinhados mundialmente as coisas vão começar a engrenar...
      Mas e vergonhosa a eminente queda para a 5# posição no mercado
      Nao me conformo da falta de visão e teimosia em nao importar o Mustang para cá
      Mesmo com poucas vendas iria fazer um bem enorme a imagem da linha de seus produtos
      Mas desse mato nao vai sair coelho...

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  19. http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,prefeitura-estuda-ampliar-rodizio-para-o-dia-todo-diz-secretario,1518886

    Chuuuupa!!!!! kkkkkkkkkk

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  20. Caro Meccia,

    Durante o período que a Philco pertenceu à Ford, toda a frota de serviço era do grupo. Lembro de ter visto alguns Jeeps - para uso interno - com mecânica V8. Isso era factível ou não passou de um delírio meu?

    Adoro suas estórias. Obrigado!

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    1. Anônimo,
      Não tenho conhecimento de um Jeep V8
      Abraço

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    2. Opaleiro Louco27/06/14 07:55

      Anônimo 26/06/14,

      Mais delírio do que ter visto jipes correndo no campo com televisões penduradas, impossível.

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    3. Jeep V8
      Acho que só nos EUA mesmo
      Aqui só se foi adaptado ou voce estava delirando com uma febre altíssima e muito perigosa!

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  21. Meccia, obrigado por compartilhar esse conteúdo. Seus posts não têm preço. Que bom que podemos ver isso hoje e com a internet, as futuras gerações também verão.

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  22. Caro Mecchia,

    parabéns pelo texto. O protótipo das fotos, do qual nunca tinha ouvido falar, realmente seria uma enorme evolução. Pena ter "morrido na praia". Seria uma versão brasileira do CJ-6?

    Uma dúvida em relação ao CJ-5: este só foi lançado no Brasil em 1957 mesmo? O CJ-3B era o conhecido "cara de cavalo" que, ao que me lembro, existiu até 1954. A partir de 1955 já não era o CJ-5?

    At.,
    Fábio.

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    1. Oi Fábio

      As denominações CJ5 e CJ6 são norte-americanas e no Brasil eram os modelos 5224 para o CJ5 e, 6224 e 6225 para o CJ6 de duas e quatro portas respectivamente.

      O CJ5 tem entre-eixos de 81 polegadas e o CJ6 tem entre-eixos de 101 polegadas. Aqui o CJ6 foi apelidado de Bernardão e foi o único lugar em que foi fabricado na versão de 4 portas.

      Atenciosamente,
      Otávio

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  23. Quase 30 sugestões de melhoria... e só uma foi aprovada.
    Bean counters, f*dendo o automóvel desde o princípio dos tempos...

    Li certa vez que o Jeep era bem quisto pelo pessoal das auto-escolas, sendo possível ver vários deles em dias de exame... fico imaginando como deveria ser manobrar um Jeep numa baliza com aquela direção macia feito granito.
    Uma pena que o CJ-8 não tenha sido oferecido no Brasil... é meu modelo preferido dentro todos os CJ.

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    1. Mendes
      Aprendia guiar n Jeep lá no interior
      A direção apesar de mecânica nao era pesada. O que atrapalhava era sua excessiva desmultiplicacao

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  24. Engº. Carlos Meccia, mais um artigo sensacional!!
    O Sr. estudou na FEI? Pergunto porque muitos engenheiros que conheci aqui em São Bernardo se formaram nessa faculdade e foram trabalhar nas indústrias automobilísticas e de auto-peças aqui da região.
    Continue com esses artigos imperdíveis. Quando termino de ler um, não vejo a hora que seja publicado o próximo!

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  25. Carlos Meccia, parabéns pela memória! Como sou militar convivi bastante com o famoso CJ5 no Exército, razão pela qual me foi bastante prazeroso ler o post. Abraços verde-oliva!

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    1. Anônimo 26/06/14,
      Obrigado, foi um prazer trabalhar com vocês.
      Abração
      Meccia

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  26. Uma vez escutei uma definição sobre o motor BF-161 que achei definitiva:
    Bebia como um 8 cilindros e andava como um motor 4 cilindros!!!
    Abraços
    Pedro Guerra

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  27. "JIP"
    Se o Jeep já era caríssimo do jeito que era, imagine esse todo incrementado. Mas ficou lindo.
    Nada foi comentado sobre o Jeep conversível que existiu na década de 70.

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    1. Caro , pois era veiculo único no mercado
      Nao havia concorrência praticamente. A Vemag teve o Candango e mais trate apareceu o Gurgel
      Assim as margens comerciais podiam ser bem saudáveis!

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  28. Meccia, sei que vc deve ter outras ideias de posts, mas quem sabe, algum dia, caso seja possivel, e se for de seu conhecimento, falar um pouco sobre o desenvolvimento do Escort Hobby (popular da ford feito na base da gambiarra e aos trancos e barrancos) e sobre o primeiro Fiesta fabricado no Brasil (depois de muitos anos, um verdadeira novidade, sem contar a chegada do maravilhoso zetec 1.4). Se souber alguma coisa sobre esses dois veículos, compartilhe aqui. att

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  29. Meccia,
    Parabéns pelos seus posts. São muito interessantes mesmo!

    Vc participou da criação do Maverick 4 portas? Sei que o 4p nacional era maior que o americano.

    Concordando com o Anônimo lá em cima, o Sierra seria um lançamento maravilhoso aqui, principalmente numa faixa acima do Del Rey. Ele falou em Sierra 1.6, mas lembro que vi Sierras 2.3 argentinos com motor brasileiro. Ou seja, seria ainda mais fácil... Mas o Del Rey fez a parte dele e escreveu seu nome nos anais automobilisticos nacionais.

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    1. Mas o Del Rey sempre foi um projeto adaptado... E nunca revê seu lugar ao sol em nosso mercado
      Garanto se o Sierra tivesse sido lançado aqui viria com o motor CHT !

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  30. Sr. Meccia, se eu tivesse lido suas matérias a sete anos atrás, teria seguido o caminho certo e me graduado em Engenharia Mecânica, com ênfase em automobilística. Notável é sua contribuição para com a Ford e o lote de materiais informativos e interessantes de engenharia para os leitores desse site.

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  31. Eu tenho em mãos um Willys CJ-6 (Bernardão) 4x2. O famigerado BF-161 pode ter todas as "qualidades" para ser chamado de fogão de seis bocas, mas tem um belo ronco assustador quando bem acelerado, nem parece seis-em-linha em baixa rotação. Acho-o bem amarrado para andar.

    Esse Jeep Ford 1980 teria ficado uma belezura se tivesse saído com todas as sugestões propostas. Ao menos o protótipo ficou demais. O volante do Corcel e a lanterna da Belina deram um charme a mais ao carro. Seria uma boa inspiração para recuperar algum CJ-5 em mau estado.
    Foi muito bom ter lido esta matéria. Obrigado e que venham mais.

    KzR

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    1. Sugestões para desamarrar seu Hurricane:
      2 carburadores brosol 3-e ;
      2 injeções monoponto de Monza ( neste caso você precisará de um bom profissional de injeção;
      1 injeção de competição.
      De qualquer modo, esse motor não tem alta rotação então talvez um VW AP 2.0 com turbo seja o mais indicado.

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  32. O ultimo a sair da linha de produção em 83, o Sr J.Macedo, de Fortaleza, ganhou da Ford por ter sido o pioneiro e melhor vendedor de Jeep do Nordeste, ou Brasil. Está guardado com ele até hoje, em Quixeramobim. Tive o prazer de andar nele e tirar várias fotos.

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  33. Prezado Meccia,
    Sou Engenheiro Automobilístico formado pela FEI em 83 e tive como professores diversos profissionais da Ford, dentre eles o Engº Alvaro Trajano Penha. Um dos trabalhos na sua disciplina foi desenvolver um veículo derivado de algum já existente e, no caso de meu grupo, caímos com a Ford. Sem sabermos, nossa proposta coincidiu com o de um protótipo no qual o CPQ estava trabalhando e que foi apelidado de "Jampa", por ser um Jeep derivado da Pampa 4x4. Se puder trazer mais algum detalhe desse projeto, será muito bem-vindo, como todas as suas publicações anteriores. Um abraço !
    Paulo Adamo

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  34. Maravilha de post este de hoje.

    Temos em casa dois CJ-5. Um deles é ano 1969 com o motor 161 e câmbio da F-4000 de 4 marchas. O outro é um 1973 com motor 181 (do aerowillis) e câmbio original de 3 marchas. Este jipe é militar, com todos os detalhes possíveis.

    Pensamos várias vezes em colocar o motor do opala nesses jipes, mas os BF são bem guerreiros e preferimos manter a originalidade.

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  35. Dá gosto de ler uma matéria assim, parabéns!

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  36. Carlos Meccia, vc poderia contar algo sobre o projeto Jampa.
    Deve ter saído um protótipo interessante!
    Hélio Figueiredo

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  37. Só para dizer, eu sempre preferi os para-lamas com o formato de trapézio e não os de meio círculo.

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  38. Meccia!
    Estava lendo este post com o meu pai, e surgiu uma dúvida: em que ano surgiu, no Jeep, a transmissão de quatro marchas?
    Obrigado.
    Antônio do Sul

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