ENXERGAR MELHOR OU MAIS LONGE?



Atenção aos leitores: o objetivo deste post é apenas de discutir o assunto em pauta. Em momento algum o Ae estimula os leitores a fazerem experiências alterando as regulagens previstas pelo fabricante para os faróis de seus carros. A regulagem correta é especificada após o estudo de muitos fatores que determinam níveis mínimos de iluminação em certos pontos e níveis máximos de ofuscamento contidos nas regulamentações governamentais. Mantenha sempre os faróis do seu carro em bom estado e regulados de acordo com as especificações do fabricante.

O BS, em alguns posts, como este, já reclamou da fama dos faróis ruins do Fiat 147, causada pela regulagem incorreta destes. A Fiat indicava uma queda de 1,3%, mas por erro, regulava-se os faróis destes carros com apenas 1% de queda, como era comum em outros carros da época. A pergunta que fica é: por que em outros carros se regulava com 1% e não se reclamava de seus faróis, como se fazia com o Fiat 147?

Uma resposta para isto reside na altura. Os que conhecem o carro devem se lembrar que o 147 tinha uma frente alta, com os faróis colocados logo abaixo do capô, em posição mais alta que a dos carros de seu tempo. O centro dos faróis do Fusca, por exemplo, está a 55 cm do solo. Infelizmente não pude medir precisamente a altura dos faróis do 147, mas, pelas fotos, consegui calculá-la a 75 cm de altura. 

Mas como a altura pode influenciar nisto? Lembremos que o facho dos faróis forma um ângulo com a horizontal, que chamaremos aqui de "queda". No caso do Fusca, com seus faróis a 55 cm do solo e queda de 1%, podemos calcular que o alcance máximo da iluminação do farol baixo será de 55 metros à frente do carro (1% = 1 cm de queda para cada metro). Já no Fiat, por conta de seus faróis mais altos, a fábrica especificou 1,3% de queda, o que daria um alcance máximo de 57,7 metros, bem próximos dos 55 metros do Fusca. Ou seja, a regulagem escolhida pela Fiat fazia com que o alcance dos faróis do 147 fosse o mesmo do dos faróis do Fusca.

Compare a altura dos faróis do 147...

Porém, as oficinas regulavam os faróis do 147 com a mesma queda de 1% do Fusca e de outros carros de sua época. O resultado é que, por estar em posição mais alta, o facho passava a iluminar até 75 metros à frente do carro. A mesma quantidade de luz deveria iluminar uma distância 30% maior. É claro que a intensidade seria diminuída ao longo de toda esta distância. Daí, na comparação, é óbvio os faróis do 147 ficariam fatalmente mais fracos.

Para agravar um pouco mais a situação, as lâmpadas daquela época eram as lâmpadas tradicionais R2 de 40W no filamento do farol baixo, que emitem 675 lm neste facho. Apesar da lâmpada halógena H4 já existir desde 1971 na Europa, faróis com ela ainda eram reservados aos modelos de luxo nos anos 1970. A lâmpada H4 tem um facho baixo de 55W e produz 1000 lm nele.

E o problema não era só este. No caso de lâmpadas de filamentos duplos (caso da R2 e da H4), mesmo bloco óptico do farol tem que se encarregar dos fachos baixo e alto. O facho alto deve ter queda zero, ou seja, deve iluminar rigorosamente à frente, de forma paralela à estrada, permitindo o máximo possível de iluminação à frente. Como o bloco é único, não há como haver regulagem separada para baixo e alto, ou seja, a mesma regulagem deve acertar os dois fachos. Ora, o fabricante, então, faz o bloco óptico de tal forma que, com a regulagem da queda especificada para o facho baixo, o facho alto fique automaticamente ajustado para ter zero de queda. É fácil perceber que, se o facho baixo for ajustado para cima de forma incorreta, o facho alto apontará também para cima na mesma proporção, iluminando as copas das árvores em vez de iluminar a estrada.

...com a altura dos faróis do Fusca (a roda é um bom parâmetro)

Não é à toa que xingavam tanto o farol do 147. Quando regulado incorretamente, além do farol baixo ficar fraco, o farol alto também não iluminava a estrada, iluminava as árvores!

Com o avanço tecnológico, as lâmpadas halógenas passaram a produzir muito mais luz e os blocos ópticos complexos, desenhados por computador, passaram a direcioná-la de forma muito mais precisa e eficiente, de forma que boa parte da luz que antes era perdida nos anteparos das lâmpadas (como as R2 e H4) e nos prismas dos faróis para evitar o ofuscamento, hoje pode ser direcionada para a pista, aumentando a quantidade de luz disponível nos locais onde ela é desejada. Para se ter uma idéia, enquanto as as lâmpadas R2 produziam 675 lm e as H4 produziam 1000 lm, uma H7 moderna produz 1500 lm, mais que o dobro de luz das antigas R2.

As especificações européias acerca do assunto de iluminação sempre foram mais avançadas que as americanas. O facho assimétrico e as lâmpadas R2 surgiram em 1954, e harmonizadas nos países europeus com o acordo das Nações Unidas de 1958 (que os EUA NÃO adotaram). O tradicional farol selado (sealed beam) americano surgiu em 1940, com algumas pequenas modificações nos anos 1950.

Enquanto as regulamentações européias evoluíam mais rapidamente, as americanas eram mais resistentes à mudança. Os faróis halógenos surgiram no velho mundo em 1971 e só puderam desembarcar nos EUA (devidamente selados, como exigia a legislação FMVSS 108 de lá) em 1978. Sendo assim, os faróis europeus sempre iluminaram melhor que os americanos. O que não é difícil, pois os faróis selados são realmente bem ruins, inferiores até aos antigos faróis europeus convencionais de 40 W (lâmpada R2, como a do Fiat 147).

Farol selado (sealed beam), equipou vários carros nacionais nos anos 1960 e 1970

A norma européia para regulagem de faróis estabelece que os faróis devem ser assimétricos (facho horizontal à esquerda do centro e ascendente em ângulo de 15° à direita deste) e que a queda do facho horizontal deve ser de 1% a 1,5%, de acordo com a escolha do fabricante, para faróis de 50 cm a 100 cm de altura e de 1,5% a 2% para faróis de 80 cm a 120 cm  de altura. 

Porém, as especificações americanas andam tirando um pouco do atraso em relação às européias. Com o fim da obrigatoriedade do uso de faróis selados (sealed beam) padronizados em 1985, os faróis dos carros americanos puderam evoluir. Depois disso, foi permitido o uso de faróis reguláveis opticamente (por incrível que pareça, os sealed beam eram regulados mecanicamente, sem a necessidade de serem sequer acesos!). Dentre os dois tipos permitidos (VOR e VOL), o VOL (Visually Optically aligned Left), que é regulado usando o lado esquerdo do facho, é o que mais se assemelha aos faróis europeus. Para este tipo de farol, a norma americana prevê que ele seja regulado com uma queda de 0,4°, o que dá 0,7%. A norma americana cita 3 quedas possíveis, dependendo da altura do farol: até 34,5" (88 cm), 0,4° (0,7%), de 35" a 39" (89 a 99 cm), 0,6° (1%), acima de 39,5" (100 cm), 0,8° (1,4%).

Sendo assim, a norma americana procura manter o ponto de maior alcance do farol baixo em torno de 100 metros à frente do carro. Os faróis americanos são conhecidos por terem uma iluminação pior que a dos europeus. Seria, talvez, porque eles são regulados para iluminar mais longe?

Qual a importância da distância máxima, afinal? A resposta é que, quanto maior ela for, com mais antecedência se verá um perigo na estrada à noite. Só que ela não pode ser grande demais, sob pena de necessitar de maior quantidade de luz e com isso ofuscar quem vem em sentido contrário. O farol alto serviria para suprir esta deficiência, mas seu uso vai se tornando cada vez mais limitado, conforme nossas estradas vão ficando cada vez mais cheias e, assim que percebemos alguém vindo no sentido contrário, devemos abaixar imediatamente os faróis. Com isso, o farol baixo assume maior importante na visão à distância.

Facho europeu: bem mais definido...

Percebi isto na última viagem que fiz com meu carro, um Ford Fusion. Os faróis dele estão a 70 cm de altura e, regulados no dia anterior à viagem com 0,7% de queda, conforme as normas americanas (o carro é feito para o mercado dos EUA), o facho baixo dos faróis alcança 100 metros à frente do carro. Andando à noite em uma estrada com refletores do tipo "olho de gato", percebi que os faróis iluminavam realmente muito longe. Isto passava uma grande segurança, pois ficava fácil antever as curvas. Com o reflexo dos olhos de gato, eu enxergava até 100 metros à frente sem precisar dos faróis altos. E percebi que esta regulagem não incomodava quem vinha em sentido contrário: Percorri mais de 1.000 km à noite sem receber faroladas de quem vinha no sentido contrário, comuns de ocorrer quando seu farol está desregulado e atrapalhando os outros motoristas.

Já os faróis do carro da minha esposa (Fiat Siena) seguem a norma européia e estão a 65 cm de altura e a Fiat especifica regulagem de 1,2%. Sendo assim, seu alcance máximo é de 54 metros, praticamente a metade. Se tivesse viajado com o Siena, eu provavelmente teria recorrido mais ao facho alto dos faróis.

Um carro andando a 100 km/h percorre 28 metros a cada segundo. Considerando-se que um carro a esta velocidade leva em torno de 45 metros para parar e que o tempo de reação é de aproximadamente um segundo, a distância percorrida desde o momento que o motorista avista o perigo, como um obstáculo na pista, até o momento que consegue parar completamente é de 73 metros. Se o alcance for maior que isso, é possível parar antes de chegar ao obstáculo, já se for menor, não haverá tempo e nem distância para parar.

... que o facho americano


Daí também é possível perceber o perigo de se viajar em altas velocidades à noite. A 120 km/h o carro leva em torno de 65 metros para parar, que, somado com o tempo de reação, dá uma distância de 100 metros. Poucos faróis iluminam tão longe. Imagine o caso de um animal na pista com um carro cujos faróis alcancem apenas 55 metros. Só de tempo de reação já seriam percorridos 35 metros e o carro ainda estaria a 120 km/h. Sobrariam apenas 20 metros para parar, o que é claramente insuficiente. O choque seria inevitável. Mesmo a 100 km/h, mas aí seriam percorridos 28 metros até a aplicação dos freios, sobrando 27 metros para parar. Ainda assim, o animal seria atingido, mas a uma velocidade muito menor. Para conseguir parar antes de atingir o animal, a velocidade deveria ser de 80 km/h (22 m de reação + 30 m de frenagem).

Ciente da evolução da tecnologia, que permite a construção de lâmpadas que produzem mais luz e de faróis com facho mais preciso, a Europa está estudando uma modificação nas normas de alcance dos faróis. Eles propõem que, em vez de uma queda de 1 a 1,5% à escolha do fabricante, esta queda seja calculada em função da altura dos faróis em relação ao solo, de forma a permitir um alcance de 75 metros. Seria o suficiente para conseguir parar um carro a 100 km/h antes que o obstáculo fosse atingido. A regulagem variaria de carro para carro em incrementos de 0,1%, sempre de forma a atingir os 75 metros. Isto foi proposto em 2012 e aguarda aprovação da UNECE (Comissão Econômica das Nações Unidas para a Europa). Se esta idéia vingar por lá, logo deve ser trazida para cá também, uma vez que nossa legislação tende a seguir a européia.

Proposta de regulagem, baseado na altura, visando ao alcance de 75 metros

Engraçado que já ouvi várias vezes de pessoas que adaptaram faróis de xenônio em seus carros (esta adaptação é ilegal), que é só baixar o facho que o farol não incomoda quem vem no sentido contrário. Ora, ao baixar o facho, a distância máxima é ainda mais comprometida. O sujeito fica com uma luz fortíssima à frente do carro (a lâmpada de xenônio produz de duas a três vezes mais luz que uma halógena), mas com zero de iluminação a partir de distâncias como 30 metros. Ele só tem a impressão de que o farol ilumina melhor. Ilumina melhor sim, de perto, onde qualquer farol halógeno já iluminaria bem, mas ao custo de tirar toda a visão de longe para não ofuscar quem vem em sentido contrário.

Mais uma vez, não encorajamos ninguém a sair modificando a regulagem prevista dos faróis de seu carro. O cálculo do facho deles leva em conta inúmeras variáveis, tentativas de alteração podem causar maior ofuscamento em outros motoristas. Porém, encorajamos que se saiba o alcance máximo dos faróis do carro e, ao dirigir à noite, que se tenha isto em mente ao escolher a velocidade para viajar. Mais importante do que chegar cedo, é chegar.


CMF


98 comentários :

  1. Os farois do Uno tambem são teriveis de ruins ,para que ainda tem uno e viaja a noite é obrigatorio a instalação de auxiliares no parachoque !

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    1. Concordo. É realmente horrível viajar a noite, não dá pra ver nada mesmo no farol alto.

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    2. Totiy
      Eu sempre senti dificuldade , mas pensava que o problema fosse minha vista cansada...
      Voce instalou no seu ?
      Melhorou bastante ?
      Abraço

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    3. Não sei de qual modelo vc está falando mais se for desse último modelo do Mille, o que saiu de linha eu discordo. Tenho um Economy 2009 e acho os faróis extremamente competentes, sempre viajo a noite. O único porém do conjunto óptico é, porque quando se liga os farois altos(empurrando a alavanca para a frente) os baixos se apagam e quando se lampeja os faróis altos(puxando a alavanca no sentido do motorista) os baixos e altos ficam acesos?

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    4. UNO é o modelo projetado pelo Giurgiaro fabricado aqui até o ano passado como Mille,gosto muito desse modelo pela ergonômia e reações ao volante,o punto chega perto em ergonômia falta alguma coisa pra melhorar as reações em curvas fechadas,mas vamos aos farois:

      Se o interessado em instalar tiver habilidades manuais é só remover o parachoque e observar nas extremidades que há um lugar proprio para o encaixe dos farois auxiliares,recomendo os originais pois possuem uma vedação melhor que o oferecido pelo mercado paralelo alem de vir com regulagens (em vez de utilizar calculos e paredes vá a um local que tenha um alinhador de facho do farol a diferença é enorme no resultado)na instalação que fiz ele já entra qdo ligo os farois baixos, que não iluminam nada apenas servem para que seja visto pelos outros motoristas
      Há uma outra opção no mercado paralelo para os modelos até 2006 ,trata-se de um espelho duplo para o uso de 2 lampadas nunca usei ,vi isso em um encontro de uneiros ,mas o dono do veiculo me falou que já tinha pego o carro daquela forma e não sabia se melhorou ou não a performance ,o sr tem razão anonimo 22:46 depois de 2006 as unidades opticas(como eles chamam) dos unos melhoraram muito na qualidade de fabricação.um abraço !

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    5. Eu discordo, tenho o giugiaro original (frente alta) e um premio, frente baixa.
      Os dois tem farois excelentes. É bem provavel que o problema seja regulagem tb.
      O de frente alta já tinha farois otimos, mas coloquei lampadas de 100W (Tá é proibida, problema é meu!!! ok?)... Pra ter uma ideia o instalador disse que foi um dos carros que deu farol mais forte dos que ele instalou...
      Talvez seja porque ambos farois sejam originais, Arteb e Cibie.

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    6. não é dificil de saber porque trocou as lampadas originais,né....

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    7. Farol auxiliar nesse caso é o de neblina? Se sim, ele não serve para ver mais longe, pelo contrário, tem foco baixo e espalhado. Serve apenas para baixas velocidades sob neblina.

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    8. Paulo Roberto
      Acredito que neste caso ele quis dizer faróis auxiliares de longo alcance.

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  2. Beta Romeo06/06/14 12:27

    Interessante a história do Fiat 147 e por coincidência quando vejo um carro com os dois faróis ofuscando pelos retrovisores, geralmente este carro é um fiat Uno dos novos.

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    1. Eu sempre tive a impressao de que os Fiats em geral ofuscam mais do que a média. Especialmente palio, siena e congêneres.

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    2. Quando comecei a ler o texto e vi a foto do 147 me lembrei na hora do novo uno. Ambos tem os faróis altos em relação ao chão.

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    3. Sim, tenho um Novo Uno e ele sai de fabrica com regulagem alta, as concessionarias deveriam ajustar o regulador dos farois para a posição 1, ele sai de fabrica regulado na posição 0 que nem o manual fala pra que serve .... Quem não regula fica incomodando todo mundo, já que a Fiat não traz a informação completa.

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    4. Anônimo 08/06/14 20:28
      A posição 0 é para carro com até três ocupantes e sem bagagem; a 1 é para carro totalmente carregado.

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  3. A popularização do ar-condicionado em carros resolveu esse problema para mim. Antes, eu gostava de viagens noturnas, muito por conta do menor calor. Agora, só de dia. Com o problema do calor resolvido, e fora a evidente melhor visibilidade diurna, também pesou nesta mudança de hábito o fato de ter mais chances de socorro caso haja uma quebra mecânica, ou mesmo um acidente.

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    1. Tem vezes que não dá para evitar dirigir à noite. Uma viagem de 1000 km pode ser feita em apenas um dia se sair de manhã cedo e chegar à noite. Para dirigir só de dia, teria que quebrar em dois dias.

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    2. Farjoun, se pegar um pequeno trecho noturno, ainda encaro, mas se ainda faltar muito para chegar, passo uma noite em um hotelzinho simples em alguma cidade no caminho, he, he! Fiz isto nas minhas viagens Rio-Brasília-Rio, por exemplo.

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    3. Farjoun,

      Concordo. Encontrei o melhor horário a meia-noite para rodar 1000km.

      Um energético a cada 2 horas, chocolate e velocidade baixa nas primeiras horas.

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    4. Viajar à noite é um prazer. Estrada mais vazia, menos policia...
      Tenho para mim que o menor volume de veículos compensa a falta de visibilidade, pois o maior risco na minha percepção é causado pelos outros motoristas...

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    5. Concordo em termos com o Anônimo 06/06/14 15:27. Há muitos lugares em que o perigo a noite são animais soltos na pista.

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    6. Exatamente
      Viagens longas se começam em ritmo bem moderado e vai-se aumentando aos poucos, cansa menos e a primeira parada de descanso pode ser feita já bem longe. Se você inicia o trajeto já de bota cheia fatalmente vai se cansar mais depressa e certamente fará a primeira parada de descanso mais cedo. E o tempo de viagem não será necessariamente mais curto, acredite.

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    7. Experiências, relatos e dicas de viagens longas dão pano pra manga. Fica aqui a sugestão para todos os editores do blog para pensarem na idéia de escrever sobre isso.
      Roberto Mazza

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    8. Em viagens mais longas, geralmente gosto de sair por volta de 4h da manhã e parar quando bater o cansaço. Sem esforços anormais é mais seguro para todos. Dependendo da estrada, o nascer do sol é incrível de se ver e ao clarear o dia já se foram alguns bons kilometros...

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    9. Claudio Fischgold06/06/14 22:52

      Anonimo das 15:27.

      Estrada mais vazia significa (ao menos pra mim) menos motoristas de fim de semana. Sobram os profissionais de ônibus e caminhões e poucos carros particulares que se aventuram. Durante alguns anos, na década de 70, eu fazia o percurso Rio - Franca ( mais ou menos 850 km) saindo do Rio às 10 horas da noite e chegando de manhã cedo.

      Outro fator positivo é que, com poucos carros, fica mais fácil identificar quando vem alguém pela luminosidade.

      O grande perigo, conforme já mencionado, são os animais.

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  4. Como o assunto do tópico trata também da iluminação atrapalhar outros motoristas gostaria de incluir algo que notei recentemente. Algumas viaturas policiais estão utilizando novos padrões de sinais luminosos intermitentes (vulgo giroflex), a intensidade luminosa chega a causa incômodo quando atrás de um veículo que trafegue com as luzes acionadas. Alguns dias atrás, voltando para casa à noite, uma Palio Weekend da PM de SP, estava com as luzes acionadas, o incomodo causado era tanto que baixei o quebra sol (ou para sol) conseguir enxergar alguma coisa.

    Não deveria existir, também para esses veículos, uma legislação que regule o uso desses equipamentos? De forma a oferecer a sinalização necessária, e ao mesmo tempo preservar a capacidade de enxergar dos demais condutores (ou até pedestres).

    Deixo também outra questão, alguns carros trazem as lentes das lanternas traseiras lisas, em alguns casos (me lembro do Siena, como exemplo) a intensidade luminosa dos piscas também gerava certo incomodo. Há regulamentação também para as luzes traseiras?

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    1. Muito bem lembrado sobre os giroflex da polícia. Tbm já sofri com isso.

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    2. No Rio temos o mesmo problema: viaturas estacionadas, fazendo ronda ou se deslocando junto ao tráfego quase sempre com o giroflex ligado. Em engarrafamentos incomoda demais. Parece que a polícia quer dizer "ei marginais, estamos aqui, andem na linha porque não queremos ter trabalho". Ou pura demonstração de "otoridade" mesmo.

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    3. E quando um policial com aquelas lanternas fortes mira ela no seu rosto enquanto você dirige à noite? Falta de respeito e inconsequência com aqueles que tem problemas de visão.

      Ah, lembrei de outro... pessoas que andam com farol de neblina traseiro ligado na cidade em noites comuns, também ofuscam bastante. Aqui na minha cidade vejo mais Peugeots com aquela luz central inferior ligada. Muito ruim dirigir atrás.

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    4. Toda vez que eu tenho a infelicidade de ficar atrás de um veículo com a bendita luz de neblina traseira ligada sem necessidade, ofuscando minha visão, eu me pergunto se o dono do carro da frente tem idéia do incomodo que está causando....

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    5. Notei que o maior problema do giroflex é a luz azul intensa. A vermelha incomoda menos.

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    6. Já aconteceu comigo de uma viatura da polícia estar andando atrás de mim por um tempo, numa tremenda lerdeza a ponto de levantar suspeitas. Era uma Palio Adventure com todos os SEIS faróis ligados, no facho alto, e sem o giroflex ligado (logo, pelo ofuscamento, era impossível ver que se tratava de um carro de polícia). Assim que pude, parei o carro e deixei o carro passar, quando tive a surpresa de ser uma viatura fazendo isso em plena via urbana iluminada de baixa velocidade (limite de 40km/h).

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  5. Esse post fez retornar à minha cabeça a questão dos faróis de muitos carros da Fiat. Não sei o motivo, nem tenho hipótese plausível em minha cabeça que explique o motivo de tantos faróis dos modelos da marca ofuscarem tanto os outros motoristas. Não é possível que seja erro de projeto de vários carros ou um controle de qualidade tão ruim que deixe passar os faróis tremendamente desregulados. Já vi Mille, Uno, Palio G3, Grand Siena e até mesmo o Bravo com esse problema (mas especialmente Mille, Uno e Grand Siena).

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    1. Muito bem lembrado esse seu ponto , jovem David

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    2. Davi, os carros estavam lotados ou pesados? Lembro algo como um regulador nos carros da Fiat para mudar a altura do facho dos faróis.

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    3. Nunca cheios, sempre com o motorista e passageiro no máximo. Todo Fiat tem uma chave junto dos faróis que permite regular a altura do facho, realmente. Alguns motoristas até reparam o desconforto que os faróis geram e quando me viram puxando a alavanca do retrovisor até abaixaram o farol, pelo menos.

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  6. Faróis ofuscando ocorre por falta de regulagem. Nenhum carro com os faróis devidamente regulados deve ofuscar.

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  7. Alguém pode me dizer como faço para calcular a queda de 1,3% no farol do meu carro? Sempre regulei eles na parede e testando na rua.

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    1. Diego, primeiro tenha certeza da queda especificada pelo fabricante. Depois, faça a medição colocando o carro colado contra uma parede, marcando o centro dos faróis, onde fica a lâmpada. Após a marcação, afaste o carro 5 metros da parede e verifique a altura do corte horizontal do facho. Este deverá estar abaixo da marca do centro do facho. Para queda de 1%, 5 cm, 1,2%, 6 cm e 1,3%, 6,5 cm. Se estiver diferente disso, a altura deverá ser ajustada até chegar nestes valores.

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    2. E ainda o piso deve ser nivelado e obviamente esse afastamento não deve mexer nesse nivelamento. Eu faço o seguinte: considerando que 1,3% de queda corresponde a 13 cm de queda para cada 10 metros de afastamento da parede, caso se tenha apenas, por exemplo, 3 metros disponíveis, dá para fazer calculando 13 está para 1000 cm (10 metros) assim como X cm está para 300 cm. Multiplica cruzado e descobre o valor de X.

      1000 ----- 13
      300 ------- X

      1000X = 300 x 13 (O "x" minúsculo alí é "vezes")
      X = 3900 : 1000
      X = 3,9 cm

      O facho deve estar 3,9 cm mais baixo do que quando com o carro tocando a parede.

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    3. Adicionalmente:
      Comece o procedimento calibrando os pneus!
      Verifique que não há pesos esquecidos no carro.
      Verifique níveis dos fluidos e encha o tanque.
      Limpe as lentes dos faróis.
      Balance a dianteira e a traseira para forçar o nivelamento do carro.
      Mantenha as rodas dianteiras alinhadas.
      (o óbvio frequentemente é negligenciado).

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  8. Eu mesmo regulo os faróis dos meus carros. Viajei muito durante a noite, principalmente a trabalho, e especialmente pq não tinha AC no carro. A velocidade tem que ser menor, mas há algumas vantagens para ultrapassagens em pistas de mão dupla. Mas sem dúvida, o risco é muito maior. Mas devo dizer que os faróis de dupla parábola deveriam ser obrigatórios: são muito melhores e não se perde o facho baixo.

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  9. CMF,
    Muitíssimo interessante a abordagem do texto. Dependendo do tipo de uso que se faz do carro, a informação do ângulo de queda/alcance dos faróis é muito útil. Eu costumo viajar muito à noite, e por isso o tema me chama muito a atenção.

    O contraste entre uma região muito próxima ao veículo com muita luz e uma região mais à frente fracamente iluminada deve contribuir para piorar a visão de quem utiliza faróis convertidos para lâmpadas de descarga de gás.

    Tens informações sobre como é a regulamentação dos faróis auto direcionais?

    Grande abraço

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  10. Muito importante também é conhecer todos esses conceitos envolvidos. Muitos simplesmente vão na loja de acessórios e mandam regular os faróis. O cara, na melhor das boas intenções, bota o carro naquele equipamento, sem se atentar à regulagem dele, ou até mesmo em verificar se o carro está parado em piso nivelado, e aí, com o carro e o equipamento totalmente desajeitado, tasca a "regular" os faróis do carro...... O resultado nem precisa dizer.....

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  11. Farjoun,

    Odeio ficar comutando o alcaçe dos farois.

    Se não está bom, trena, lápis e parede resolvem o problema.

    A vantagem de viajar a noite com farol baixo está na facilidade de enxergar o mínimo de luminescência no caminho, que pode ser um animal, radar, veículo cruzando a pista, etc..



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  12. Os Fiat's atuais, especialmente o Uno, têm o farol muito alto, incomodando os outros motoristas.

    Michael Schumacher

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  13. Sr. Farjoun:

    Ótimo post, abordando um assunto que muita gente desconhece mas gosta de dar palpite.
    Faróis de xenônio são um exemplo. Além de ofuscarem quem vem em sentido contrário, sua luz é tão intensa que diminui a sensibilidade do olho do condutor do veículo com eles equipado prejudicando a visibilidade do que está fora do facho luminoso (a pupila fecha).
    Sugiro complementar, se possível, este post com outro ou outros (quem sabe uma série), abordando faróis auxiliares, lanternas de posição e freio e as novas tecnologias a laser e projeção no pára brisa.
    Obrigado,
    AAM

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  14. Pedi para um mecânico trocar uma das lâmpadas do farol do meu Corsa. Ele o fez e mexeu na regulagem dos faróis.... Pensei comigo, "isto não tem problema, regulo em casa...". Quem disse que consigo, mesmo seguindo o manual.... quando o facho do farol alto está numa posição "boa", o baixo está alto demais e para mim, ofuscando os veículos quem vem em minha direção. E as linhas de faixo que normalmente são tão bem definidas, no meu caso não são... Eu "acho" que o foco (posição do filamento em relação a parábola do espelho do farol) foi alterada.... como, nem tenho ideia. A luz está muito difusa.... ainda preciso estudar o caso para resolver.
    Uma coisa que achei muito esquisita é o fato da regulagem de altura (angulo de queda) movimentar as duas lâmpadas (alto e baixo) ao mesmo tempo.... todos os demais carros que tive, lâmpadas diferentes tinham regulagens independentes... ou será que estou entendendo tudo errado?

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    1. Nunca vi carro que regula farol alto e baixo separadamente.

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    2. Martin, já viu se a culpa não é das lâmpadas? Tem muita lâmpada xingling mal feita no mercado... E lâmpada mal feita não vai se encaixar corretamente no foco do bloco óptico. Sugiro comprar lâmpadas de fabricantes conhecidos e renomados, como Philips e Osram, que são fornecedores dos fabricantes. Com lâmpadas de qualidade e bem instaladas, este seu problema não pode ocorrer.

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    3. Martin, pelo que você falou, seu Corsa é dos "novos", com farol bi-parábola. A regulagem é uma só, como nos mono-parábolas. Regula-se pelo baixo e confere-se como ficou o alto. O CMF já deu a dica, veja se a lâmpada é de boa procedência e se foi bem encaixada. Ainda que a troca da lâmpada seja uma operação relativamente simples é muto comum vê-las mal encaixadas, e isso altera brutalmente o facho.
      Dica: Experimente as lâmpadas Osram "night braker" ou Philips "Xtreme vision". Valem o investimento.

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    4. O Peugeot 207 regula o farol alto e baixo separadamente. Quando está na função alto o baixo também fica aceso. Sempre me perguntei porque os carros na faziam isso é o 207 me respondeu.

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  15. CMF, muito bom o post. A propósito, tenho um Nissan Livina, e sofro muito com a baixa luminosidade dos faróis. Por serem monoparábola eles são insuficientes, o que causa apreensão em sair a noite. Existe alguma solução prática para isso?

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  16. Sr. Carlos, qual era a vantagem do sealed beam? Por que so EUA insistiram nele? Era alguma questão de segurança?

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    1. O sealed beam foi uma resposta à falta de padronização das lâmpadas automotivas. Cada fabricante usava a lâmpada que queria e cobrava o quanto queria por ela na reposição. Para acabar com isso, fizeram o farol padronizado, o sealed beam. O modelo selado foi escolhido porque também eliminava o problema de infiltração de água nos faróis: Sendo farol um conjunto único, lacrado, contendo o refletor a lente, eliminava-se totalmente o problema. O DOT (dept of transportation) dos EUA sempre foi muito conservador com suas normas. Já li na internet gente dizendo que US-DOT quer dizer "Utterly Stupid Darkness Optimization Thechnologies" (tecnologias totalmente estúpidas de otimização da escuridão), referindo-se à resistência em adotar padrões mais modernos na área de iluminação.

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    2. hehehe, os Americanos também tem bom humor para lidar com os (des)mandos dos seus órgãos governamentais. Obrigado!

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    3. Por aqui tivemos muitos modelos com o sealed beam, fabricados pela GE. lembro que a gente comutava do baixo para o alto por interruptor acionado pelo pé esquerdo.

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    4. Já dirigi um Ford Corcel assim... É o caso?

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    5. Sim, o Corcel I. Mas também saíram com conjunto Cibié bi-iodo, com lâmpadas H4.

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    6. Paulo Maluf06/06/14 22:28

      Engraçado, já tive carros com o selead beam, desse da GE mesmo que iluminava muito bem.
      Inclusive tive um fusca, que na época tinha os faróis "olho de boi" e devido à corrosão troquei-os pelos "tremendão" com selead beam, GE, ficou muito bom, tanto para longe quanto para perto, inclusive melhor do que o original.

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    7. Os Sealed Beam especificação 6012 (os grandes, de 7", que eram usados aqui) tinham 50/40W, contra os 45/40W da lâmpada R2 européia. Em um dado momento (não sei qual ano, mas foi na década de 1970) as especificações foram melhoradas nos 6014 para 60/50W, mas ainda assim com um facho bem pouco definido.

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    8. Os Sealed Beam especificação 6012 (os grandes, de 7", que eram usados aqui) tinham 50/40W, contra os 45/40W da lâmpada R2 européia. Em um dado momento (não sei qual ano, mas foi na década de 1970) as especificações foram melhoradas nos 6014 para 60/50W, mas ainda assim com um facho bem pouco definido.

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  17. Faróis de xenônio, originais de fábrica, são muito bons. Certa noite eu estava trafegando por uma avenida e num trecho (uns 3 quarteirões) a iluminação pública estava desligada. Eu estava atrás de um BMW, provavelmente um série 3, andando sossegadamente na faixa da direita. Ao emparelhar com ele quando fui ultrapassa-lo, fiquei surpreso ao ver que os faróis dele iluminavam a frente do meu carro e toda a pista à frente. E fiquei mais surpreso ainda ao perceber que seus faróis não me incomodavam nos retrovisores, quando o passei.

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  18. Tenho uma dúvida: como funciona numa autobahn? Se os carros voam a 200-300, o alcance dos faróis deveria ser muito maior, ou eles usam luz alta a noite toda. Como funciona?

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    1. funciona assim: BOM SENSO.

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    2. Nunca fui pra lá mas imagino que a rodovia seja muito bem iluminada, o que ajuda bastante.

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    3. Anônimo 06/06/14 16:29
      As Autobahnen não são iluminadas.

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    4. Bob
      Não??? Como pode isso?

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    5. Ninguém é louco de andar a 300 km/h a noite...
      Mesmo com um Veyron nas maos...
      É cada um que aparece por aqui.....

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    6. Não são iluminadas e não possuem "olhos de gato". Costumam ter somente aqueles pauzinhos com refletores nas laterais das pistas.

      Uma vez, na região de Munique, durante a noite e mesmo com neblina BEM densa, a velocidade estava liberada no trecho (é indicada por painéis eletrônicos). Me recordo que dirigia entre 120 e 130km/h, até para não "lesmar" na pista. Ao ser ultrapassado pela maioria dos veículos era como se eu estivesse parado.

      Nas duas oportunidades em que estive na Alemanha, vi que de fato dirigem muito bem, mas pode ser durante a noite, com neblina ou chuva, pisam sem dó.


      Marco

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  19. Outra dúvida: lâmpada de xenônio em farol tipo projetor, muda o padrão do facho ou só aumenta o alcance?

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  20. Mais um artigo que vai pro meu arquivo...

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  21. Bastante esclarecedor. Não dá mesmo para alterar nada em um veículo assim, "no chute". Porém, quando você calculou a altura do farol tomando por base os pneus, levou em consideração a diferença no diâmetro dos pneus dos dois carros? Falo isso por que, na época, tive os dois modelos ao mesmo tempo, e acredito que a altura do farol do 147 fosse até maior. Parabéns pelo texto e abraços.

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  22. Eu percebi esse problema ao rebaixar o carro... ainda mais q baixei só a frente... ele me iluminava uns 10 metros no maximo no baixo... ai eu mesmo dei uma subidinha... ficou bom, mas esta desregulado (já estava qdo comprei o carro)... mas por hr ninguem reclamou.

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  23. CMF,
    Como fica a regulagem dos veiculos que não possuem regulagem interna devido a carga do veiculo.
    Pergunto isto pois o Fluence possui uma roda em que você regula a altura do farol com o carro vazio e com o carro cheio.

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    1. Regula-se vazio com a especificação de fábrica e ajusta-se a roda posteriormente de acordo com a carga a ser transportada no dia.

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  24. Ao ler (lembrar) sobre o 147, vejo que a falta de conhecimento de como regular continua hoje nos novos Uno. Ou será erro de projeto?

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  25. Tive um Astra que possuía um botão para regulagem de altura do farol. Me parecia muito útil e utilizava bastante essa função.

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  26. Já andei em alguns Fiat Palio e achei a iluminação bem ruim. Também reparei que alguns comentários daqui também reclamam de carros da Fiat. Será que dá para generalizar esse problema na Fiat?

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    1. Acho que também dá para generalizar nos Hondas que usam farol monoparábola. No Civic que tenho, já houve vezes em que fui lembrar de ligar o farol poucos metros depois de já estar em movimento, de tão ruim que é a iluminação.

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  27. Carros muito altos como caminhonetas e SUVs em geral atrapalham bastante, especialmente se equipados com Xenon azulado, nessas horas o retrovisor eletrocrômico facilita muito a vida.

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  28. Acho curioso o caso do Punto, em que ao se acionar o facho alto o facho baixo é desligado a não ser que se fique segurando a alavanca no meio do caminho. No Linea ao se acionar o facho alto o baixo continua aceso e melhora a visão mais perto do carro. Útil para trechos com asfalto mais irregular ou esburacado, apesar de eu ter o hábito de dirigir olhando o mais à frente possível.

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    1. E também já reparei nisso, cheguei à conclusão que isso deve ser acontecer a fim de evitar que o farol esquente demais.

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    2. Acho que o farol com projetor não chega a ter iluminação mais eficiente do que outras soluções. Me parece que é apenas uma proposta diferente com a finalidade como ocupar menos espaço ou solucionar outra questão.

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    3. O Peugeot 207 também liga os dois. Acho muito eficiente em estradas.

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    4. As lâmpadas de filamento duplo, como a H4, não são projetadas para que eles fiquem acesos ao mesmo tempo, pois isso sobreaqueceria a lâmpada. Os faróis biparábola, que usam lâmpadas separadas para os fachos alto e baixo é que permite que ambos fiquem acesos ao mesmo tempo.

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    5. João Carlos07/06/14 18:11

      Farjoun,

      Li que o Focus em 2003 quando tinha refletor único e lâmpada H4, acendia o filamento baixo junto com o do alto.

      Veja: http://bestcars.uol.com.br/comp2/stilo-focus-5b.htm

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  29. Nada melhor que faróis com projetor. E com Cut Line para o baixo.
    Por exemplo nacionais como Fiat Strada, Astra, e até o farol de milha do Gol G3 tinha.
    Mas o Brasileiro não da valor a isso.

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  30. Francisco Neto06/06/14 17:48

    O jeito é partir para o RETROFIT de respeito, com projetor. A lente do projetor em si já melhora e muito a iluminação noturna, vide a Fiat Strada por exemplo.

    Bronca é quando a lente do farol de um carro antigo é de vidro e não há faróis paralelos com lente de acrílico/policarbonato/aqueleplástico. O corte do farol não fica tão nítido mas já é um avanço.

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  31. Ainda estou aguardando, há tempos, uma matéria boa da mídia especializada com um comparativo de faróis. Sugestão de pauta.

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    1. Somos dois então! Me lembro de um antigo comparativo que a Quatro Rodas fez lá pelos idos de 1994, 1995 que era bem completo, sobre todos os principais modelos da época.

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  32. Carlos, parabéns por suas postagens. Sempre muito claras, com informações técnicas em nível palatável e importantes para uso e segurança dos motoristas.

    Mais uma pessoa que trás ao AE informação diferenciada. É fácil acompanhar o AE, vicia.

    Parabéns à todos!

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  33. Assunto interessante e bem abordado.
    Quando tive um Celta do primeiro modelo (faz tempo que não falam dele por aqui), percebi que os faróis eram até que bem eficientes, inclusive melhores que os de modelos bem mais caros. Mesmo assim alterei, por conta própria, a "queda" dos faróis, e o resultado obtido foi excelente. É uma experiência que repeti em outros carros que tive.
    Os piores faróis que já presenciei foram os do Gol "bolinha". Péssimos.

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    1. Concordo.

      Aqui em casa temos dois. Os faróis são Cibie e Arteb, ambos com o logo VW e não estão enferrujados, porem são péssimos.

      Todavia estamos falando de veículos fabricados em 95 e 96, sendo o ultimo, modelo 97, época em que a tecnologia era, claramente inferior a atual.

      Michael Schumacher

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  34. Como já disseram aqui os Fiats são os campeões de desnível do facho de fabrica, pois incomodam muito na estrada. E um absurdo que em dias de hoje uma marca que faz carros a tanto tempo erre nos projetos e nada faz, já a um bom tempo. Quase sempre que 90% dos carros quem vem com o farol incomodando na estrada é Fiat, já tá até conhecido, e que além de irritante é um despeito aos outros motoristas, fora o perigo.

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  35. Dos carros que tive, os piores farois eram do Golzinho 85 (Até entendo devido ao ano do projeto), Fiesta Sreet e Voyage 92 (este melhorou 100% com adição de lâmpadas extreme power da Philips).. o Gol 96 era razoável para a época... o 16v Turbo de dupla parábola era infinitamente superior. ..Depois veio o Polo 08 com lâmpadas Osram Cool Blue, perfeito mas as lâmpadas não tinham grande durabilidade. ..Agora a Spacefox com seus faróis de dupla parábola tb são muito bons.

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  36. Os faróis originais do Marea tem projetor na baixa e lentes de vidro. Igual ao italiano. Mas são horríveis, nem com xenon ficam bons.

    No Clube do Marea, vi que algumas pessoas fizeram retrofit, trocando o projetor original (2 1/2") pelo projetor do Palio (3"), e limparam a lente de vidro por dentro (volta a ficar mais nítida). O resultado ficou aceitável, mas ainda assim longe da aclamada eficiência dos farois europeus.

    Como o próprio CMJ citou ter um Fusion, fui me informar sobre a eficácia dos farois do Fusion. Muita gente reclamou dos projetores do farol baixo do Fusion de segunda e terceira gerações (atual), comentando que a primeira geração tinha farois melhores, sem projetor. Como ele não menciona qual a versão do Fusion dele, suponho ser a primeira. Meu primo teve um V6 AWD e se obrigou a instalar xexon 4300k, para que fosse condizente ao desempenho global do veículo.

    Essas foram as minhas impressões. Muito bom o seu texto, CMF, por favor nos brinde com mais textos desta natureza. Abraço, Ivo Junior.

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