COISA DE DOIDO...NA ALEMANHA

Foto: anarbor.com


No dia 3 último publiquei o post Coisa de doido, no qual falei sobre o absurdo de ciclovias utilizando calçadas em Araçoiaba da Serra, SP e o absurdo ainda maior de tal ser permitido pelo Código de Trânsito Brasileiro.

Anteontem (5/8) o leitor Cabral comentou que na Alemanha essa prática é permitida, e até obrigatória em alguns casos, inclusive enviou link para uma página na internet contendo a sinalização específica:

Calçada  e seu uso obrigatório para ciclistas, que nesse caso não podem usar a rua






Como acima, mas com linha de separação dos usuários da calçada






Calçada onde é permitido andar de bicicleta, mas atento aos pedestres








Nota: frei = livre, permitido

Sinalização de ciclovia







Perguntei a um amigo, alemão, de Erfurt, como funciona a coisa lá. Por exemplo, se era permitido andar de bicicleta em qualquer calçada, desde que sinalizado. Ele respondeu, "Sim, infelizmente". Outra pergunta foi se há largura mínima de calçada para andar de bicicleta ser permitido: "No mínimo 1,5 m,  num estreitamento curto, 1 m no mínimo".

Depois perguntei se o ciclista tem de observar algum limite de velocidade quando na calçada, se deve tomar algum cuidado especial: "Não, infelizmente, mas precisa adaptar-se à velocidade do pedestre".

Finalmente, perguntei se havia acidentes, atropelamento de pedestres nas calçadas: "Sim, infelizmente".

Ele acrescentou que nos calçadões é proibido andar de bicicleta. Ainda,  que a proliferação de bicicletas a motor elétrico, que podem atingir 30 km/h, tornou-se um problema de segurança sério. 

Minha surpresa maior foi ao saber quando, na Alemanha, passou a ser permitido para ciclistas usar a calçada e até a Autobahn: 1936, à época dos Jogos Olímpicos de Berlim daquele ano! (hoje na Autobahn é proibido).

Todavia, na vizinha Áustria não é permitido bicicleta nas calçadas, disse o meu amigo.

No caso da terceira placa acina, na verdade duas, combinadas, no site http://www.bikexprt.com/bikepol/facil/sidepath/germanlaw.htm, que trata amplamente do assunto bicicleta na Alemanha, o texto é claro: nas calçadas ou caminhos para pedestres, assim snalizados, ciclistas são considerados convidados e devem pedalar em velocidade não superior a de caminhar e ficar atentos aos pedestres. Se necessário, devem diminuir a velocidade e acompanhar o passo dos pedestres, bem como é proibido pedir passagem tocando a campainha.

Por outro lado, no mesmo site é dito que, além das duas primeiras placas acima indicarem que no uso obrigatório da calçada por bicicletas o sentido de circulação é o indicado pelas placas ao serem lidas, e que se a placa não for repetida após um cruzamento, cessa a obrigação, mas o ciclista pode continuar usando a calçada, se desejar.

Como se vê, coisa de doido até na Alemanha. Os alemães não devem ter notado que calçada em inglês é sidewalk...

BS

53 comentários :

  1. Carlos Eduardo07/08/11 10:18

    Eu sempre ando de bicicleta na calçada quando ando em alguma avenida, eu que não sou louco de andar junto com motos, carros e onibus na pista.

    Já em ruas residenciais eu ando sempre na rua, nunca na calçada.

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  2. "o Bob acha que tem cacife pra julgar tudo..."

    [x11]

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  3. Bem, acredito que há casos e casos.
    Se na cidade ondo moro os ciclistas se portarem como cidadãos e respeitarem os pedestres, não vejo razão nenhuma em proibi-los de andar nas calçadas.
    Mas caso esses ciclistas insistam em andar nas vias próprias para automóveis, que façam um bom seguro e comprem já o seu esquife, porque em pouco tempo serão obrigados a utilizá-los.
    É bom saber que desta cidade que vos escrevo, seu trajeto urbano foi feito com base no rio que atravessa a cidade e como no outro lado já existem morros, semelhante a alguns países europeus, praticamente não sobrou espaço para ciclovias e muito menos para ruas largas que abriguem motoristas e ciclistas a contento.
    E tem mais um porém. Esta é única rua que corta a cidade de um lado ao outro e que fica no sentido leste/oeste. Sim, ela é a única rua e que, infelizmente, também é palco de corridas de carros e caminhões.
    Aí eu pergunto: Os ciclistas devem abandonar suas bicicletas ou então usá-las nas calçadas com responsabilidade e dividi-las com os pedestres?
    Se pelo menos fosse possível ter uma guarda de trânsito, mas nem isso é possível, porque a cidade é pequena e pela legislação brasileira, não é permitido.
    Aí, então...Tudo se complica.

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  4. Bob,

    Assim como o Cabral, dos 4 anos aos 18 anos muitas pessoas das quais me incluo perfazem centenas de milhares de km em cima de uma bicicleta. Por Entusiasmo e por força de lei( menores de idade nunca puderam guiar veículos a motor em nosso país).

    Então vem o discernimento e as técnicas , de onde é melhor usar os passeios em vez da por vezes perigosa Rua-Avenida, de como alçar e descer do mesmo sem danificar a bike nas guias.

    Nunca esbarrei em nenhum pedestre , nunca fui repreendido por nenhuma autoridade e no passeio-calçada era mais agradável e seguro andar que nas Ruas de paralelepípedo ou asfalto esburacado.

    Essa mesma liberdade de discernimento dá ao motorista alemão a oportunidade de atingir velocidades incríveis com baixa taxa de acidentes.

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  5. Acho que seja mais seguro ter as bicicletas na calçada que na rua - desde que sejam, claro, calçadas de verdade, não as gambiarras estreitas e com postes no meio que as prefeituras da vida fazem no Brasil.

    Lembro de ter lido quando fiz o famigerado CFC que pela legislação de trânsito o ciclista a pé levando a bicicleta é considerado pedestre e pode usar a calçada normalmente como tal.

    O problema é que no Brasil as autoridades (...em burrice) preferem colocar trocentas lombadas numa avenida em vez de fazer uma calçada decente (aí também entram certos cabeças-de-bragre que não querem abrir mão de uma faixa estreita do seu terreno para deixar o devido recuo). Depois que todo mundo já acostumou a andar na rua, aí não adianta mais...

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  6. Lá funciona. Experimenta encher a crucolândia de "manos" pra ver o que vai acontecer. Melhor parar de escrever antes que algum idiota já venha com papinho de que sou preconceituoso.

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  7. jackie chan07/08/11 12:01

    No Japão também os ciclistas (que são muitos) disputam espaço com os pedestres, nas calçadas. Mas é raro atropelamento por bicicleta, pois trafegam em velocidade compatível e estão habituados a esse convívio. Lá é comum ciclista usar a campainha para pedir passagem, ou para alertar o pedestre sobre a sua aproximação.

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  8. Bob, você utiliza bicicleta no seu dia a dia??

    Não vejo motivo para polêmica, eu ando de bicicleta na maioria das vezes como lazer, utilizo a calçada e o que vale mais é usar o bom senso. Eu sempre reduzo a velocidade inclusive peço licença para os pedestres quando esses obstruem o meu caminho.
    Prefiro isso a transitar nas ruas onde por algumas vezes os carros quase me jogaram pra fora dela.

    Inclusive vejo frequentemente pessoas que andam de bicicleta como esporte, fazendo treinamento dividindo as ruas com carros e ônibus e acho que correm um risco terrível.

    Diante disso vejo que esse tipo de posicionamento a respeito do tema é típico de pessoas que não utilizam a bicicleta, inclusive entendo a situação pois no trânsito somos sempre obrigados a conviver com motoristas, incluindo ciclistas que não respeitam os pedestres.

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  9. Osmar Fipi07/08/11 12:26

    Bob,

    Não é o sistema nesse caso. É a educação e civilidade.

    Nenhum sistema no mundo resiste à nossa falta de educação e respeito.

    Na Alemanha a coisa de doido funciona. E funciona porque eles são bem menos "sem noção" que nós.

    O Brasil não tem moral nenhuma para falar de trânsito seja qual for a instância, de ninguém.

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  10. Bob, lá podem até acontecer acidentes entre ciclistas e pedestres nas calçadas, mas por certo em número e com conseqüências bem menores do que os que ocorrem aqui no Rio, por exemplo, onde ao usar as calçadas, uma infinidade de ciclistas(incluindo entregadores) age como se estivesse em um velódromo. A coisa fica ainda pior quando estão usando triciclos de entrega com carga pesada (compras de supermercados, garrafões de água, areia para obras, etc...), que depois que embalam, fica difícil segurar nos freios.

    Mr. Car

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  11. É como diz o Osmar Fipi aí em cima: em país civilizado, até "coisa de doido" funciona. Já na "jungle" tupiniquim...

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  12. Sergio Masa07/08/11 12:43

    No outro post da cidade do interior de SP, postei este post num news que participo, e reproduzo aqui alguns links que rolou lá na outra discussão:
    --
    Aqui tem as ciclovias de diversos lugares para o tal prefeito aprender...
    http://www.transportphoto.net/dt.aspx?l=en&dtid=3402
    A questão é simples... o prefeito quis imitar o Japão, a Holanda e
    suécia, só que ele fez errado. Tem um site mostrando como se deve
    construir uma ciclovia segura, de forma a evitar diversos tipos de
    acidentes e talz, mas não lembro o endereço...
    http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?s=8ae6c5cca1e61052015ae04782e4c90b&t=1261143

    Isso é correto; Japão:
    http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/17/Namiki%2CTokorozawa_bicycle_lane.jpg

    Estocolmo, suécia
    http://www.flickr.com/photos/southerncalifornian/339457694/
    http://1.bp.blogspot.com/_rRAjjXqyKUM/TMluqAOa51I/AAAAAAAAAXc/WpAuyiruxjI/s1600/IMG_0201.JPG

    Amsterdam, Holanda
    http://images.travelpod.com/users/kateb75/2.1209927240.streetx-bike-lanex-sidewalk.jpg

    Calgary, Canadá
    http://photokunstler.files.wordpress.com/2008/05/bike-lane.jpg

    Milao Italia
    http://cache.virtualtourist.com/0/4083497-2_Bicycle_lane_on_M_Cioia_Milan.jpg

    Belgrado, servia
    http://www.beograd.rs/beoinfo/1323543_Biciklisticka_staza.jpg

    Sidney, Australia
    http://www.sydneymedia.com.au/asset/2/images/Artistimpression_separated_cycle_lane.jpg

    Pequim, China
    http://www.newyorker.com/online/blogs/evanosnos/separate1.jpg

    Coreia
    http://www.treehugger.com/bicycles-mangwon-dong-seoul.jpg

    Isso é meia boca
    http://farm6.static.flickr.com/5019/5588277665_b733abc61f.jpg

    Mas no Japão tb tem essas pretices.
    http://www.randform.org/blog/wp-content/2008/05/radwegausschnitt450.jpg

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  13. Eu acho que não é perigoso não. A diferença está na educação da população. Tanto do pedestre quanto do ciclísta. Por isso aqui no Brasil se torna perigoso. É o mesmo caso das motos andarem nos corredores. Aqui no Brasil é perigoso pq nem os motociclistas nem os motoristas respeitam os limites da segurança. Já na França, Itália e Espanha funciona, todo mundo anda de moto entre os carros e ninguém fica se matando toda hora.

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  14. Já usei bicicleta como meu único meio de transporte para o trabalho, nem carro eu tinha, depois a usei como beneficio para a saúde, ia de manhã com a bicicleta e a tarde com o carro, e posso dizer: MUITO MELHOR ANDAR PELA CALÇADA.

    A bicicleta é leve, não tem velocidade e para quem esta utilizando a mesma para transporte não irá andar muito mais rápido do que um pedestre, ciclovia para mim é idiotisse.

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  15. Pisca
    Não acho, tenho e exerço esse direito.

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  16. Osmar Fipi,

    Concordo com você, uma vez caminhava em Frankfurt e enquanto conferia o meu mapa invadi uma ciclovia demarcada, ouvi uma campainha e uma bicicleta parada ao meu lado, sem acidentes sem dramas. Não vou afirmar aqui que todo alemão é civilizado e utiliza de forma coerente a ciclovia sobre a calçada, mas as chances de isso funcionar no Brasil são muito reduzidas. muito maior a chance de se criar mais uma batalha pedestres x ciclistas nas calçadas além das que já presenciamos nas ruas.

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  17. Por favor, Bob, continue assim.
    Infelizmente, neste país, pessoas que não se conformam com alguma coisa errada são chamadas de encrenqueiras, criadoras de caso, agitadoras, etc.
    Isso acontece porque, no Brasil, os covardes, a turma do deixa-disso são maioria.

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  18. Pisca, se o blog é do Bob, ele tem esse direito. E cabe a nós concordar ou discordar. Educadamente, é claro.

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  19. "Mas no Japão tb tem essas pretices."

    Hein?!

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  20. É fato que, no Brasil, abusam-se dos direitos concedidos. Pessoas educadas e que sabem viver em conjunto são exceção nesse país. Diga aos pedestres que eles têm preferência e podem atravessar onde quiserem que você vê gente atravessando em curva cega de velocidade, "mano" cruzando carros como bem entende e ao ritmo que quiser e outras barbaridades que a cada dia tenho visto acontecer com maior frequência.

    Até onde entendo, pedestres têm a preferência, não total poder sobre os veículos.
    Penso assim: se estou em uma via rápida (como a Marginal Tietê, por exemplo) e os motoristas da via de acesso têm que dar a preferência, isso não significa que posso estacionar meu carro na frente do acesso, tentar acessá-lo na contramão ou simplesmente colocar um cone ali. Tenho a preferência, não a autoridade. E o "povo" começa a achar que tem autoridade...

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  21. Sergio Masa07/08/11 15:39

    Anonimo 13:51, colei o texto de lá e nem vi essa parte.

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  22. Bob, não escreva "1,0 m". Escrever "1 m" é mais que suficiente.

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  23. Anônimo 7/8 20h05
    Certíssimo! Nunca escrevo fração zero, desta vez escapou. Vou corrigir já. Obrigado pelo toque.

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  24. WTF ?!?! O.o*

    Puts, até na Alemanha a coisa é complicada com a bike !!!

    Em vista com alguns lugares do Brasil acho que a diferença é apenas de local.

    Bob, veja se possível como é a legislação para bicicletas na França e poste aqui pra gente :D

    Abs
    Kiko Molinari - Carros Raros BR

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  25. Bob,
    Como vc sabe sou um usuário de bike no dia a dia, e voce sabe que acho o máximo. Como auto-entusiasta preocupo-me com a qualidade e tenho uma montain bike top de linha com menos de 10 kgs. Voce fala das calçadas, mas uso direto em algumas vias, mas pedalando devagar e respeitando o pedestre. É tudo um caso de bom senso e educação. Nunca atropelei e machuquei alguém. O odometro da minha bike mostra 3451 km rodados sem acidentes. Que tal isso ? Voce sabe melhor que eu que o grande problema aqui é a educação, e como ciclista digo que temos 2 inimigos: motoboys e taxis que precisam ser doutrinados. Os motoristas de onibus devem ter recebido treinamento e não são os vilões. Mais um, que sem ser machista, são sempre mulheres estressadas a bordo de Ecosports, Civics, Corollas, falando no celular sem contar com os trambolhos que são os Santa Fé, Range Rovers etc.. que levam 1 pessoa a bordo. Deve ser uma síndrome de segurança)Mas a coisa está melhorando. Pelo lado técnico, convenhamos que percursos de até 10km fazemos de bike mais rápido em diversas áreas de SP.

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  26. Caro Bob, lugar de bicicleta é na calçada.

    Em 99% dos países civilizados, incluindo aí Holanda, Suécia, Noruega, Canadá, Japão, China, Coréia e mais uma porrada de países, a bicicleta circula na calçada.

    A bicicleta tem que circular por uma via protegida do trânsito ou "segregated cycle lane", nos casos mais organizados, na calçada, porém separada dos pedestres.

    O grande problema é que o Código de Trânsito Brasileiro é mal feito, o sujeito que redigiu aquela porcaria não entende nada do assunto, apenas revisou um sistema baseado na época das carroças.

    Outro grande problema é que as prefeituras brasileiras não sabem fazer avenidas e constroem canteiros centrais imensos, porém com calçadas estreitas que ainda por cima são invadidas por mesas de bar, lixeiras e todas as aberrações tupiniquims.

    Uma das poucas calçadas de São Paulo aptas a receber uma ciclovia sem grandes problemas é a da Paulista, as outras enfrentam o mesmo problema do nanismo intelectual dos nossos políticos.

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  27. Na Holanda também permite-se bicicleta nas calçadas, inclusive nos calçadões, na ausência de ciclovias. Porém, lá o negócio funciona bem, não vi ninguém andando rápido entre pedestres.

    Mas a Holanda me parece um caso à parte, o trânsito de lá tem suas peculiaridades interessantes. Por exemplo, em Eindhoven, no calçadão em frente ao hotel em que estava hospedado, permitia-se o trânsito de veículos para carga e descarga sobre o calçadão. O acesso desses veículos de volta à rua se dava sobre a faixa de pedestres (!), cruzando-se uma ciclovia no trajeto e disputando espaço com pedestres, carros, bicicletas e afins... Mas, como o pessoal de lá está acostumado com isso, não se vê sustos ou situações de risco. Cada um respeita o espaço do outro, sem afobação. Porém, tenho que confessar: para mim, essa cena toda era um zorra só!

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  28. Tudo é questão de bom senso.

    Bicicleta não tem placa, não tem fiscalização e é um brinquedo, por mais específica, cara ou super-rápida.

    Sendo assim regulamentar bicicletas é regulamentar a criancinha andando com rodinhas e o senhor quarentão com sua bike estradeira... impossível generalizar, era melhor nem tentarem regularizar.

    Eu prefiro andar na calçada, devagar, seguindo os pedestres, a ser atropelado e morto por ônibus, carros ou até motos, andando na rua.

    E agora? Quem vai me proteger quando um busão jogar em cima de mim? To fora.

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  29. Caro Bob,

    Coisa de doido mesmo são países asiáticos como Coréia do Sul, Tailândia, China, India e afins. Lá as motonetas invadem as calçadas, faixas de pedestres, ciclovias, mercadões e onde estiver alguém andando.
    Para desespero dos ecologistas, uma cidade chinesa pretende banir as bicicletas e motonetas elétricas por causa dos acidentes, já que são muito silenciosas.
    Aqui em Ribeirão Preto, quando andava de bicicleta, podia contar com uma certa proteção dos ônibus e alguns caminhões grandes. Eram ótimos para ajudar atravessar avenidas movimentadas, além do famoso "vácuo". O problema era as kombis e caminhõezinhos que simplesmente passavam por cima, quando não xingava algum ciclista por alguma coisa, tipo, andar devagar em faixa de estacionamento (aconteceu comigo, fui descer no embalo e um sujeito ficou me xingando uns três quarteirões...).
    Dei sorte de não ter pêgo os caminhões caçamba, outra praga urbana cujos motoristas são um bando de bestas selvagens que desrespeitam todo mundo. Quase, já que vi um pular miudinho após um policial civil mostrar a carteira funcional e a arma após bloquear uma rua em plena hora do rush. E olha que o policial tentou conversar, fato raro na categoria...

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  30. Vitor Alves08/08/11 16:48

    Tenho certeza que na Alemanha essa politica funciona. Não faz sentido pra mim as bicicletas serem proibidas de andarem na calçada e serem jogadas para a rua. Se hoje as pessoas mal respeitam as motos que conseguem acompanhar ou andar mais rápido que os carros o que dirá das frágeis bicicletas. Claro que tudo isso é um reflexo de uma educação falha, se todos se respeitassem as bikes poderiam andar andar na calçada tranquilamente.

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  31. Quando eu andava de bicicleta eu era meio retardado. Eu sempre ficava imaginando de que forma o ônibus ou o caminhão que seguia iria me matar. Na calçada não dava para desenvolver tanta velocidade, e então eu andava devagar onde era muito ruim de dividir com os carros, e também para cortar caminho em ruas que não eram mão (eu sempre morri de medo de andar de bicicleta na contra mão).

    A última vez que eu imaginei como um caminhão iria me matar foi de carro. Eu voltava de noite com meu irmão da faculdade na Imigrantes. Era muito tarde e estava chovendo, não tinha ninguém na estrada. Meu irmão estava me irritando, e eu comecei a correr. E ele não parava. Na saída para pegar a Bandeirantes eu estava rápido vi que ia emparelhar com um caminhão. Então imaginei "chovendo, a noite e estrada vazia, se eu fosse o motorista do caminhão eu comia a faixa". Eu subi no freio meu irmão não entendeu... Aí o caminhão comeu a faixa e atravessou na nossa frente. Se eu fosse emparelhar ele teria passado por cima. Meu irmão me deixou em paz...

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  33. Alexandre VmL

    Você já pensou em tomar Luftal (para a cabeça...)?

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  34. Vindo de vc e de acordo com o conteúdo de TODOS os seus comentários, nota-se que funciona perfeitamente.

    Que beleza...

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  36. bruno manzinni09/08/11 21:57

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  37. "o Bob acha que tem cacife pra julgar tudo..."

    [x12]

    amigo, alemão, de Erfurt:

    "infelizmente"

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  38. é impressionante como se criam longas discussões sobre problemas de resolução simples. No caso do trânsito: a melhor solução para as metrópoles brasileiras envolve restrição ao tráfego de veículos motorizados particulares (incluindo sobretaxação), incentivo ao uso de transporte público de massas, respeito ao tráfego de bicicletas (por meio da exigência de construção de bicicletários e pelo respeito à regra do metro e meio de distância por parte dos motoristas). A verba obtida com a sobretaxação de veículos motorizados particulares deve ser vinculada à ampliação das redes de massa públicas. Infelizmente os adoradores do automóvel, porém, querem impor sua visão de mundo ao restante da sociedade… Não percebem que fazem simplesmente o jogo do mercado automotivo.

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  39. Caro Gabriel Fernandes,

    Nós "adoradores de automóveis" queremos ir de um lugar ao outro usufruindo de um bem de consumo caro, no qual são cobrado impostos e taxas abusivas e sem ser chamados de "ovo". E essas taxas são cobradas não para restringir a compra do automóvel, mas sim para compensar outros setores deficitários dos governos federal, municipal e estadual. O principal meio de arrecadação das secretarias de trânsito provêm das multas, apesar de não ser um meio legal, mas vai tentar discutir com alguém de lá.
    Pelas fotos que eu vi em sua conta do flicker, presumo que vossa senhoria é um arquiteto ou gosta do assunto. O problema é que TODOS os arquitetos querem dar bastante espaço para as pessoas mas desconsideram que elas precisam se deslocar pra os seus afazeres diários e, porque não, uma dose necessária de entretenimento.
    Acontece que as cidades se verticalizaram por que uns certos "adoradores de urbanismo" resolveram "democratizar" um terreno e não exigiram das autoridades uma contrapartida como avenidas mais largas, planejadas e sistemas mais eficientes e pontuais de transporte coletivo.
    Querer que alguém se desloque por mais que 4 km de bicicleta para ir trabalhar é papinho demagógico de urbanistas e estudantes de arquitetura mais preocupados com as tendências de design italiano da Casa Cor do ano que vem do que de uma importante matéria em termos de deslocamento: A Logística.
    Isso significa que o cidadão e as mercadorias têm que ir para onde ele quiser dentro do MENOR tempo possível. E esqueça os anseios hippongos de maior socialização das pessoas. Se o cidadão quiser se socializar que vá a uma igreja, clube, associação ou no buteco da esquina.
    As soluções são: não querer tentar organizar um sistema caótico, olhe os post´s do André Dantas sobre teoria do Caos e você entenderá o que estou escrevendo. Isso exige vias mais rápidas, sinalização inteligente e informatizada e isso exige vultosos investimentos.
    Melhorar o sistema de transporte coletivo, com maior pontualidade, maior fluidez e maior freqüencia de passagem. Mas isso é uma utopia porque isso exigiria maior empenho dos empresários e autoridades do setor e também alguma renúncia fiscal dos governos das três esferas, além novamente dos investimentos vultuosos que deverão ser gigantescos.
    São Paulo não é uma Nova Iorque e muito menos uma Dinamarca, que inclusive não recomenda a política que eles adotam lá: o motivo é que o cidadão tem alternativas, e todas elas proporcionam uma melhor qualidade de vida, ao contrário daqui. E ter tempo para si e seus entes queridos é ter qualidade de vida.

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  40. Há um equívoco absurdo em sua leitura. O usufruto de QUALQUER elemento dos sistema viário (o qual deve necessariamente ser multimodal) envolve a submissão do cidadão a um contrato social pré-estabelecido. Isto significa: o usufruto privado do espaço público EXIGE uma contrapartida do sujeito que o explora. Daí a necessidade de sobretaxação de veículos particulares caros, vinculando a verba obtida a projetos habitacionais em áreas centrais e à ampliação dos sistemas de transporte de massas. Vivemos em uma sociedade DESIGUAL: aqueles egoístas que quiserem privatizar o espaço público com seus tanques de guerra devem pagar o preço (caro) por isto. Reforçando: trata-se de uma sociedade desigual, na qual as elites têm explorado o povo e roubado seus recursos desde o descobrimento…

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  41. O que tenho medo de vocês "urbanistas" e da redação da TV Cultura é que daqui a pouco vão sobretaxar a água, a energia elétrica, e como (ainda) tenho o privilégio de morar em uma casa, sobretaxar o preço do terreno.
    Esse tipo de política só funciona nos finados países comunistas, onde se impõe regras ditadas por meia dúzia de "iluminados" que se dizem representantes da ditadura das massas, mas que na verdade só governam para si.
    Se você vai para Amsterdã, na Holanda, TUDO é perto, tem ônibus, barco, bonde, VLT além de abundantes ciclovias que não conflitam com os pedestres,já que são bem sinalizadas. O cidadão escolhe.
    Outra visão equivocada de vocês "urbanistas" é que vocês tem um olhar de "primeiro mundo", mas descartam soluções de países asiáticos em desenvolvimento que tem semelhanças com o nosso trânsito onde o transporte individual motorizado predominante é por veículos com menos de quatro rodas (leia-se autoriquixás e motocicletas caso não saiba). A explosão do uso de motos acompanhou de certa forma o decrescimento da oferta de ônibus e metrô, que em cidades médias e grandes encolheu em torno de 10% enquanto o número de passageiros continuou aumentando.
    Com sistema de transporte coletivo ineficiente, caro e desconfortável, é natural a "fuga" para o transporte individual motorizado é uma resposta natural ao fato.
    Culpar punir o dono de um transporte individual motorizado vitimado pela incompetência de gestores de trânsito que não conseguem uma solução inteligente e viável para a logística urbana é no mínimo uma tremenda falta de bom senso.

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  42. "uma solução inteligente e viável para a logística urbana" é muito simples: democratizar o acesso à cidade. Isto significa ampliar as redes de transporte coletivo, entre outras coisas (outro aspecto importante é impedir a valorização do preço da terra em áreas centrais, evitando periferização). Isto só é possível combatendo o interesse particular das elites (e de seus tanques de guerra). Na metrópole paulista o índice de motorização (número de automóveis por habitante) é maior nas periferias e não nas áreas centrais. Isto é óbvio: o transporte público é caro e ineficiente. Evidenciado tal fato, só há uma coisa a fazer: combater o uso do automóvel e melhorar as redes de infra-estrutura nas áreas mais precárias. Privilegiar veículos motorizados particulares é burrice.

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  43. e o que diabos tem a ver a "redação da tv cultura" com tudo isso?

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  44. Caro Gabriel, vou parar por aqui. Já vi que tem um viés ideológico em seu último post.
    Transporte coletivo é caro se o governo não subsidiar e fiscalizar, quanto à modernização da frota e pontualidade dos coletivos.
    Acusar TODOS os motoristas de serem integrantes de uma elite assassina é um viés ideológico que deturpa a sua clareza de visão.
    Para a sua informação, 90% dos carros vendidos na década de 90, uns 80% na década de 2000 e agora uns 60% na nova década são de carros 1.0l. E eles estão longes de serem "tanques de guerra". Além disso à medida que a cilindrada sobe os consumidores são onerados com impostos cada vez mais altos já que carro particular, celulares e alguns outros itens são considerado "supérfluos".
    E acredite, a melhor solução é tirar os ônibus das ruas. Simples: Construa elevados onde trens de superfície, articulados e bi-articulados possam se conectar e que receba também as linhas coletoras dos bairros que devem ser curtas. Não esqueça do metrô também. Fiscalize para que o sistema funcione a contento e trate os passageiros como devem ser tratados: como consumidores de um serviço prestado. Entenda que mesmo um sistema de transporte coletivo não irá atender 100% das necessidades de cada pessoa, então não há como extinguir o transporte individual. Ou então vá para a Coréia do Norte, lá quase todo mundo anda de ônibus e os poucos que dirigem estão à serviço do Partido Comunista local.
    É o meu ponto de vista.

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  45. Caro Anônimo das 14h05 do dia 21,

    Uma reportagem da TV Cultura, que não cansa de repetir "ad nauseum" vários documentários sobre aquecimento global ou relacionados a isso, mostrava o evento "Challenge Bibendum" em que os fabricantes mostravam suas inovações "sustentáveis" quando a repórter se deparou com o Peugeot Bepé, um conceito compacto elétrico que basicamente é duas lambretas elétricas com capota. A repórter me vem com essa: "Esse conceito nos mostra que temos que fazer algum sacrifício para salvar o nosso planeta".
    Respondido?

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  46. "parar por aqui" costuma ser sinônimo de "tá bom, não tenho mais argumentos contra os seus".

    transporte público não é caro, pelo contrário, é barato tendo em conta o desenvolvimento econômico urbano. Caro é o transporte individual: é extremamente poluente e gera a privatização do espaço público (o automóvel é inimigo da urbanidade, pergunte a qualquer urbanista e especialista em planejamento urbano). As pessoas deveriam usar o carro apenas em fins-de-semana, para pequenas viagens. Para isto, é preciso vultosos investimentos em transporte de massas, e isto só pode ser feito com fundo perdido (ou seja, REDISTRIBUIÇÃO de renda via impostos/taxas cobrados dos mais ricos para beneficiar os mais pobres). Isto não é "viés ideológico", é apenas bom senso.

    O índice de motorização é maior justamente nas periferias pela deficiência da distribuição de infra-estrutura: os governos demotucanos privilegiam os bairros ricos, todos sabem disso. A questão é obviamente política.

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  47. sugiro assistir a este excelente documentário: http://www.apocalipsemotorizado.net/sociedade-do-automovel/

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  48. "tirar os ônibus das ruas" é o típico comportamento "classe média sofre"… tadinhos dos motoristas! É mesmo tudo culpa desse monte de gente acotovelada em ônibus, impedindo que eu circule no meu tanque de guerra com ar condicionado! Como vou emporcalhar a cidade se os ônibus impedem que eu circule?!

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  49. Caro Gabriel,
    Não é falta de argumento, é de paciência mesmo. Esse papo de "privatização do espaço público" entra no mesmo rol de propostas como a abolição da linguagem culta e outros erros históricos, para não falar coisa pior, que a chamada esquerda latino-americana adora tentar impor. Em vez de ficar tentando ressuscitar uma "luta de classes" que nem tem mais, dê um aumento à sua empregada doméstica ou recicle o seu computador velho que você comprou no ano retrasado, o porteiro ficará muito feliz com o presente.
    É o que escrevi linhas acima e vou repetir: Logística inteligente de transito, faixas preferenciais para ônibus e BRT´s e se possível elevados, incentivo ao transporte fretado, VLT´s e bondinhos, metrô com propostas alternativas como estacionamento em estações, aluguel de bicicletas e bicicletário dentre outros nas estações.
    "Privatizar o espaço público"? Eu tive que PAGAR o asfalto que foi colocado em frente à minha casa. Se eu quiser comprar um carro para o fim de semana TENHO que pagar impostos e taxas anuais além do seguro obrigatório e que deveriam ser usados pelas secretarias de transporte para melhorar o trânsito.
    Quer dizer, tirando os miseráveis que moram de aluguel, todo mundo que tem casa é obrigado a pagar pelo asfalto, e todo ano tem que pagar o IPTU que é o imposto municipal recolhido sobre o terreno/construção. Então "carapálida" que raio de, "privatização" é essa? Eu contribuo com essa merda então tenho direito de usufruir. Quero ônibus rápido e vias com velocidades razoáveis para o trânsito e segurança quando estacionar em uma área azul. É pedir demais?
    Os governos não cumprem o mínimo exigido pela constituição e nós temos que ser punidos por isso?
    Se você quer diminuir os congestionamentos, sugira para os governantes construir Cohab´s e CDHU´s perto de áreas de interesse ou incentivar o comercio no arredores. Sei que para você deve ser doloroso, mas têm que se criar pequenos centros comerciais com o básico, um mercadinho, uma padaria, uma banca de jornal,e quem sabe um restaurante em uma praça agradável.
    Tem que haver áreas comerciais em avenidas coletoras de bairros residenciais, para contratar mão de obra da região. Cidades do interior funcionam assim, porque não transformar os bairros em pequenas cidades interioranas? Aí compensa ir ao trabalho de bicicleta, e não de Campinas a São Paulo como quer os militantes que adoram bloquear as ruas em passeios noturnos de bicicletas e chamar qualquer ser vivente que tenha CNH de "monstrorista".
    Não é porque Brasília não deu certo em termos humanísticos que vamos agora demonizar o automóvel como o causador de TODOS os problemas como você quer impor aqui. Um erro não deve ser justificativa para outro erro. Copiar a Europa sem se atentar para as nossas características é impor um modelo que fatalmente irá falhar. E lembre que agora as cidades estão se polarizando, para piorar a situação, já que os "pobres" e a nova classe média estão indo para um extremo da cidade e os abonados para outro extremo, o que também gera mais deslocamento para as áreas centrais. Outras sugestões são ler alguns post do André Dantas, que acha um absurdo as autoridades tentarem ordenar um sistema caótico, e inclusive tem um simulador de tráfego para estudo. Outra é jogar um jogo chamado simutrans que tem versões também para Linus e BEos e ver na prática se as suas propostas funcionam. (veja aqui: http://www.simutrans.com).

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  50. Caro Anônimo das 17h39 do dia 22:
    Eu usei esse termo porque os ônibus têm que ter faixas preferenciais onde as avenidas são mais largas ou em vias exclusivas, as BRT´s. Isso mata dois coelhos com uma cajadada só: alivia parte do trânsito e torna o tempo de viagem do coletivo mais rápido e agradável (você quer acordar 10 minutos mais tarde ou tomar um café da manhã com mais tranquilidade não quer?). Isso faria o motorista do "Gol Prata" deixar o bólido na garagem. E a classe média "coitadinha" é uma coitada mesmo porque odeia carro mas tem um por "necessidade".

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  51. 1K2,

    "Cidades do interior funcionam assim, porque não transformar os bairros em pequenas cidades interioranas?"

    E aumentar o número de prefeitos, vereadores e servidores públicos?

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  52. Caro CCN1410,

    Para isso tem subprefeituras e associação de moradores, além dos escritórios regionais das ACI´s.
    Aí o urbanista entra com algum projeto de revitalização e reurbanização para atrair o comércio e fixar parte dos moradores ali, em vez de ficarem atravessando a cidade para ir trabalhar e em busca do lazer.
    O único efeito "danoso" para um esquerdista é a "elitização" do bairro, e infelizmente pobre detesta morar bem. Vá para São Paulo e veja o índice de arborização de um bairro de classe média e da zona leste. Aqui em Ribeirão Preto boa parte das Cohab´s foram transformados em bairros de classe média, devido à vinda de moradores com maior poder aquisitivo que adquiriam parte dos imóveis contemplados. Poucos ficam, e desses, a maioria conseguiu melhorar seu padrão de vida, enquanto que os antigos moradores vendem suas casas e migram, mais uma vez, para a periferia. Aí não há urbanista que dê jeito...

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  53. Caro Gabriel,

    Olhei o seu link e acredite, você está comentando no Blog errado. Parece um desses programas em que mostra como fumar faz mal para o cidadão. Nem vou perder meu tempo em assistir. Quer dizer que gostar de carro é um vício que deve ser combatido a qualquer custo? Foi o que entendi só na resenha.

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