DIRIGIR: "MODO" MANUAL OU AUTOMÁTICO?

Foto: automobilemag.com


Vi esses dias no Jornal Hoje, da TV Globo, matéria sobre reprovação nos exames práticos para motorista e me veio de novo a pergunta: dirigimos no modo manual ou no automático? Será que temos um "piloto automático" dentro de nós? O que percebo depois de muitos anos ao volante  é que temos dois modos de funcionamento ao dirigir, o manual e o automático. Para caminhar também.

Na maior parte das vezes em que dirigimos estamos no automático, o fazemos sem nos dar conta. Pensamos na vida, nos compromissos, nos problemas e enquanto isso estamos em marcha. Podemos ver um sinal fechar e parar, mas sem nos darmos realmente conta que estamos conduzindo um carro naquele momento. Ãs vezes, numa viagem, só nos damos conta que passamos por determinado ponto ou cidade bem depois, já tiveram essa experiência?

E o modo manual? Passamos a ele quando qualquer coisa de diferente ocorre. Por exemplo, quando vemos um carro colar na traseira do nosso. Entramos em estado de guarda, procurando antever o que pode acontecer, o que o outro motorista vai fazer. Ou quando escutamos uma sirene de ambulância ou outro veículo de serviço público, já procurando achar um meio de dar passagem. Nesse momento todo o nosso pensamento se volta para o ato de dirigir.

Correr de automóvel é sempre no manual, por se estar no limite ou perto dele. Qualquer relaxamento que leve ao automático é perigoso. É preciso treinar e bloquear o modo automático, que é quando os acidentes são mais prováveis de ocorrer na pista. Muitos se lembram quando Senna bateu no guardrail em Mônaco antes do túnel estando quase 1 minuto à frente do segundo colocado Prost. De todas as especulações de por que bateu, aposto em o nosso campeão ter passado ao automático.

É por esse motivo que considero essencial um bom aprendizado de dirigir, em especial a noção que nos é passada quanto à observância da sinalização e das regras de trânsito. Nesse ponto vejo vantagem para quem aprende a dirigir cedo, ainda adolescente, com o pai, mãe ou parente, desde que estes tenham boa base de conhecimento e experiência. Sei que é proibido, mas mesmo assim considero a melhor maneira de aprender.

Como dirigimos a maior parte do tempo no automático, quanto melhor for a nossa base, a nossa formação de motorista, melhor, menos chances de causar ou se envolver em uma acidente.

Em particular as broncas - acho que instrutor não tem nada que ser bonzinho e paciente -, que o aprendiz precisa entender que ele não age assim maldade, rudeza ou impaciência, mas que é parte do processo. Lembro-me de um dos meus meus instrutores de voo, o Salo Roth, hoje aposentado,  como era rigoroso e exigente, como bronqueava quando eu fazia algo errado, e entretanto ficamos amigos. O mesmo com outro instrutor, o Abiel Derizans, que ficava de mau humor quando eu "aprontava" alguma. Até o querido tio Paulo, por parte de mãe, que me ensinou a dirigir, como era severo!

Assim que minha filha tirou carteira, ignorou uma placa de parada obrigatória e recebeu uma severa bronca minha - eu estava no banco da direita!.Isso apesar de desde quando pequena e começando a entender o mundo, eu lhe dizer que aquela placa só um significado: parar. Isso não foi  passado a ela  com a devida ênfase na instrução em auto-escola, me contou.

Meu pai, que também me ensinou muito, quando saíamos juntos em algum lugar que não fosse o Rio, sempre dizia que  transpor linha férrea exige que se pare antes, se olhe e até se escute se vem um trem vindo. É por isso que não concebo um carro ser colhido por trem. O motorista tem mesmo que ser um alienado para que isso aconteça - e como acontece!

Cedo aprendi também que automóvel não é brinquedo e nem lugar para bagunça. Pais precisam  ser firmes e dizer aos filhos pequenos que dentro do automóvel não se fica pulando ou gritando. Os jovens devem ter consciência que zorra a bordo é perigoso, pode desviar a atenção do motorista. Pode  levá-lo a  alternar demais entre os modos manual e automático de condução, que pode prejudicar o julgamento das situações. Ouvir som alto demais pode mascarar outros, como uma buzina, sirene ou até problema no carro. O ambiente dentro de um carro deve ser sempre de calma.

Antes de transpor uma linha férrea só há uma coisa a fazer: parar (panoramio.com)
Ter consiciência dos dois modos e usar cada um corretamente, segundo as circusntâncias, considero como pressuposto para um dirigir seguro. Procure fazer isso.

BS

47 comentários :

  1. Concordo plenamente Bob!

    Meu pai me ensinou a dirigir com 15 anos, e uma grande lição que eu tenho é, nunca fique com a atenção apenas no carro a sua frente, preste atenção no que está acontecendo pelo menos uns 3 carros na frente, assim em qualquer imprevisto, você tem tempo de reagir.

    Bagunça dentro do carro é algo insuportável, e isso vale desde a criança que fica gritando ou pulando, até aquela tia chata que fica tentando frear o carro e chamando todos os santos por qualquer coisa que aconteça!

    Um grande abraço,

    Alvaro

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  2. Correto Bob.
    Aprendi a dirigir com meu pai, desde os 16 anos, e quando fui tirar minha CNH, foi uma "voltinha" mais do que natural.
    Trem bater em carro acontece se o motorista for daqueles que entra em garagem de prédio com os vidros fechados, filme escuro, som ligado alto, acelerando como se estivesse na rua, subindo marcha e ignorando o fato de está em uma garagem, onde podem haver pessoas surgindo por dentre os carros. Em suma, tem que ser uma besta.

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  3. Muito bom, eu procuro sempre dirigir no modo manual,e no meu carro meu filho fica sentado quietinho com cinto atras brincando com seus bonequinhos, nunca admiti bagunça enquanto estou dirigindo.
    Aprendi a dirigir com 12 anos sem ninguém me ensinar, apenas minha mãe na primeira vez que se sentou ao meu lado me ensinou como soltar a embreagem.

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  4. Como eu tenho raiva de criança fazendo zona em carro... vontade de surrar os pais

    Perdi um primo num acidente por falta de cinto... a tia deste primo (e minha também) não aprendeu e deixou o filho andar sem cinto: parabrisa rachado numa lombada ainda dentro do condominio

    Meu lado psicopata-darwinista-extremista tenta me convencer a fechar carros com crianças em pé entre os bancos e freiar bruscamente, e surrar o (ir)responsável que falar que o filho(a) se machucou por causa disso... anter uma criança sem dois dentes e um pai sem vários do que uma criança atravessada no parabrisa...

    (desculpem o momento de revolta)

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  5. Não é lugar para amadores nem bebados de plantão.

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  6. "Procure fazer isso."??
    Pô Bob, cadê o "Aprenda isso se ainda não sabe."? Sua frase rude já tava virando marca registrada.

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  7. Rodrigo Laranjo02/08/11 16:46

    Bob, ninguém aqui é doente de discordar de você. Mas infelizmente esse mundo do politicamente correto nos impede de evoluir... :(

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  8. Verdade, quando estamos atentos e concentrados, só dá problema quando realmente forçamos muito a barra!
    Rafael Tripa, outro dia vi uma courier cujo passareiro, uma gordona, estava com o banco lá pra frente, rente ao painel, com uma criança no colo... Que sensação horrível ver alguém tão ignorante de por a vida do filho em risco assim!

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  9. O pior é que quanto mais devagar mais acontece de entrarmos no modo automático principalmente em estradas pouco movimentadas.

    Uma vez estava viajando devagar, quando vi foi o flash, passei acima da velocidade em um radar porque estava distraído, tenho certeza que isso só aconteceu porque eu estava a 80 km/h, viajei o resto da viagem a viagem a 140 km/h era melhor perder com o combustível e chegar rápido do que ficar devagar e perder para o governo.

    Lembrando que no Ceara não existe nenhuma via com limite superior a 80 km/h, e 95% dos radares são de 60 km/h.

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  10. perdão mas discordo.
    a sincronia do senna com o carro era tão grande que acredito no oposto, inclusive já li depoimentos que afirmavam a mesma coisa, do tipo: "ele entrava em transe quando sentava no banco do monoposto." Talvez a palavra "automático" e "manual" seja imprecisa. Não acredito que o cerebro tenha a capacidade de lidar com os inúmeros fatores conscientemente, acredito que só depois da sedimentação das informações no subconciente é possivel se atingir esse estado de perfeição e sincronia.

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  11. Perfeito, Bob. É assim mesmo que me sinto, ao dirigir: situações de "automático", e situações de "manual", he, he! As outras observações também são todas pertinentes. E falando nas broncas, carteira recém tirada, meu pai me passou o carro pela primeira vez, em uma estrada. Fui ultrapassar um caminhão em uma lombada, pois havia gente em sua caçamba, e do alto, tinham visão da situação, me fazendo sinal que "dava". Tomei uma bronca "federal" do velho: "NUNCA CONFIE, vai que eles estão a fim de te sacanear"! Ainda achei ruim, pensando em "por quê diabos iam querer me sacanear?". Lógico que o velho estava coberto de razão, e aprendi a lição. Até hoje, só ultrapasso se eu tiver visão. O camioneiro pode se matar de dar seta, que eu não vou. Tem dado certo. Tenho 28 anos de C.N.H, muita estrada no currículo, e estou vivo, he, he!

    Mr. Car

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  12. Importantíssimo saber discernir esse "modo automático" de dirigir, que como o Bob disse, pode variar drasticamente de um motorista para outro; aí entra o bom senso e a humildade de cada um (ambos parecem inexistentes nos motoristas brasileiros de hoje).

    Acho que, em geral, se deve evitar também a "multi-tarefa" ao volante; dirigir logo cedo sem certificar-se de estar totalmente desperto e falatórios em geral e bate-bocas em particular dentro do carro; além de desligar o som ao dirigir em áreas urbanas desconhecidas, nas quais é muito fácil deixar de se orientar geograficamente e confiar apenas na sinalização porca comum nas cidades brasileiras maiores.

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  13. Daniel Paganotti02/08/11 17:40

    Concordo plenamente, meu pai me ensinou a dirigir com 13 anos, aprendi muito com ele. E bagunça dentro do carro é inadmissível mesmo, na verdade o melhor mesmo é dirigir só com a "patroa" do lado.

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  14. Anônimo 17:29,

    No caso do Senna, também acho que foi o contrário: O "automático" dele é que era meio desregulado e fazia ele ir cada vez mais rápido, porém consistente.
    Quando avisaram pra ele reduzir o ritmo, ele entrou no manual e se atrapalhou.

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  15. No rally da Finlandia de 2005 se eu bem me lembro, pediram para Marcus Gronhlon (grafia provavelmente errada) abrandar o ritmo no seu Peugeot 307 WRC; no entanto, e ele acabou por capotar logo depois numa valeta...., comentou depois que a ordem de administrar o estágio o prejudicou.

    Na cidade, com carro do habitual cotidiano, vou no automático atento, nas estradas, procuro curtir cada trecho da viagem no modo manual.

    Mister Fórmula Finesse

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  16. Luiz Dranger02/08/11 17:54

    Bob,
    Excelente post. Aprendi a dirigir com meu pai aos 8 anos em um Citroen 11. Dirigir no automático sem fazer merda, depende também da quilometragem, que seria uma estatística que eu gostaria de ter feito, de quantos milhões de km dirigi na cidade e estrada. Algo típico que depende da vivência é quando você está ultrapassando uma fila de caminhões em uma estrada, e percebe que um deles vai sair para ultrapassar. Não tenho a menor ideia do que motiva esse sexto sentido, mas existe.
    Abração

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  17. Antônio Martins02/08/11 19:24

    Bob,

    O senhor não acha que essa ignorância da placa PARE se deve à preguiça brasileira de trocar de marcha? O cara não quer parar e arrancar de novo.

    Acredito que um dos diversos fatores que levaram os americanos a aderirem em massa à caixa automática foi esse fatore. Já na europa se faz um posto de vista grossa no PARE, como aqui, seja por parte da fiscalização ou os condutores.

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  18. Dirigir hoje em dia é estar no modo "ultra-manual" o tempo todo.

    Se você cogitar transferir ao "semi-automático" por um segundo sequer..... BANG!!!!!!

    Sim... você foi multado...

    :(

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  19. E cada vez mais a maioria das pessoas dirige neste modo automático, por não terem consciência disto, e por seus carros que cada vez mais automatizados passam uma falsa sensação de segurança.
    Ao contrário de grande parte dos autoentusiastas, eu só fui aprender a dirigir na autoescola, mas eu sempre gostei de carros desde criança e lia tudo o que conseguia: as boas revistas da época, livros, e me orgulhava da minha coleção do "Shell Responde". Então eu acho que na maior parte do tempo dirijo neste modo manual (embora já tenha tido meus acidentes do modo automático). Infelizmente, da maneira como as coisas estão hoje, dirigir assim é altamente estressante. Espero que meu próximo carro com câmbio automático me facilite a vida um pouco, senão, vou voltar a fugir para a condução pública.

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  20. Depois de ler este post, comecei a avaliar meu comportamento ao volante e percebi que dirijo a maior parte do tempo em manual. Aliás, confesso que me sinto incomodado ao dirigir em automático, pois foram nessas ocasiões que passei alguns sustos ao volante.

    É como o Luiz Dranger comentou: com o passar do tempo acabamos adquirindo um sexto sentido, antevendo situações das quais, aparentemente, não havia indício algum de ocorrer.

    Interessante também que cada um tem um ritmo próprio de condução que, se alterado, acaba por desconcentrar. Também já ouvi alguns relatos de pilotos que acabaram por rodar ou bater por diminuir o ritmo de corrida.

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  21. Em primeiro lugar, obrigado ao Bob pelas respostas de minhas dúvidas.

    O que mais gosto de fazer é viajar de carro, ou apenas passear sem destino.
    É isso mesmo. Pego o carro e vou para algum lugar qualquer apenas para curtir e observar. E depois de não ir a lugar nenhum, retorno para casa feliz da vida.

    Por isso, o meu modo predominante e quase exclusivo é o manual.

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  22. Há algo que eu pai me disse uma vez, me ensinando a dirigir, que nunca esqueço: Não existe "ACHO".

    Eu estava pra cruzar uma avenida, e vinha um carro lá de longe, descendo, ele me perguntou: Da pra passar? eu eu disse: ACHO que dá! E ele foi bem enfático: Ou dá ou não dá, não tem "acho".

    Quando estou numa estrada de mão dupla, e sempre vem um imbecil ultrapassar perto de curva, onde é faixa dupla no chão, fico pensando... "esse ai foi no ACHO", pura loteria!

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  23. Grande aula, Bob! Fez-me pensar sobre segurança ativa e passiva...

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  24. Vitor Alves03/08/11 00:23

    Depois de ler este post percebi que na maior parte do tempo estou no modo manual, nunca me acidentei ou bati o carro, mas me dei conta que os sustos ja levei foram quando estava no modo automatico. Nunca tinha parado pra pensar nisso, obrigado Bob, este post foi muito util para refletir.

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  25. Aproveitando o espaço, e alguns comentários de amigos ( sobre direção defensiva ) Temos em nosso país, diversos cursos de direção e pilotagem, um que muito me chamou a atenção é o BMW Driver Trainning. Eu pergunto aos amigos, este curso é realmente interessante e vale o investimento? A didática do curso, metodologia e seus ensinamentos, são bem expostos? A experiência é válida? Gostaria de saber mais a respeito...

    Henrique.

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  26. Henrique
    Vale realmente a pena. Aprende-se controle em curva e a frear. Muito útil.

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  27. Cinocola
    Muito bom, o ACHO. Aprendi mais um conceito para passar aos outros.

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  28. Obrigado Bob! Eu sempre tive vontade de realizar um curso como este! Estive procurando me informar mais a respeito, e ví que dentro do curso, há módulos diferênciados, e que é necessário começar pelo nivél básico ( difereção defensiva ) Para depois realizar o curso de Avançado ( direção esportiva ) Parece-me interessante, seria melhor ainda que tais cursos existissem dentro das montadoras nacionais para melhor ensinarem os proprietários de seus veículos, a usarem todos os recursos do mesmo de forma segura e eficiente!

    Henrique

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  29. Edu Novelletto03/08/11 01:52

    Assim como muitos dos autoentusiastas, aprendi a dirigir cedo. Meu velho era proprietário de vans, e trabalhava com elas. Eu sempre fora apaixonado por carros, sempre observava a condução do pai. Aos 12, pedi a ele que deixasse movimentar a Renault Master no pátio do sítio e ele então, disse: - 'Não, então vamos sair pra andar'. Juro que, mesmo depois de anos lendo, imaginando, querendo, ao sentar no banco da 'Renôzinha' e ajustá-lo, as mãos transpiraram. Lembro-me de arrancar o carro quando o pai dizia 'pisa ai na embreagem, e coloca a prim...'. Sai trepidando de leve, mas foi.

    Meu pai sempre foi muito rígido e pesado nas críticas. Ainda é. Aprendi com ele a dirigir sempre da maneira mais suave possível. Infelizmente, ele não admite que eu dirija 'rápido' para que possa mostrá-lo o que aprendi. Entretanto, dirijo suave sempre e, para tanto, creio que uso o modo manual na maior parte do tempo. Pode parecer autoconfiança ou mesmo egocentrismo, muitos podem achar que um garoto com uma provisória quase vencendo não tem nada o que dizer, mas mesmo assim acredito que a atenção que dedico ao dirigir faz de mim um bom motorista nas situações comuns e nas de 'diversão'. Procuro sempre me antecipar. Olhar para os espelhos, sempre, evitando surpresas. Isso permite, por exemplo, tangenciar curvas em pistas duplicadas com a finalidade de tornar a tocada mais suave para os passageiros do carro. Olhar para carros a frente do que está à minha frente, podendo antecipar freadas e/ou manobras.
    Dirigir no automático, acho que ninguém nunca o percebe. É automático, horas! Acaba-se percebendo só quando se sai deste modo, ou seja, no SUSTO!

    (desculpem pela bíblia, caros amigos!)

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  30. A única zorra que permito dentro do meu carro é a do escapamento sem abafadores... no fim de semana... coisa boa!

    GiovanniF

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  31. Perfeito, Bob. Só faltou a parte de limpeza dentro do carro e aqueles bichinhos (muito brega, por sinal) balançando no retrovisor, parabrisa e painel. Se você achar que não cabe na matéria, deixe-me leva-lo fazer um tour no interior do carro da minha cunhada; possibilidades de achar um Dog Alemão desaparecido há meses qdo saiu pra ir ao veterinário.

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  32. Puxa vida! Eu aprendi a dirigir com quase 12 anos de idade, em uma F-1000 1984 pelas estradas de terra aos redores de Bauru SP.

    Lembro-me perfeitamente que um dia eu fui ultrapassar um trator em um local sem visibilidade alguma e, logo ao terminar a movimentação (bem sucedida!) meu pai voltou para mim questionando: "O que te motivou a ultrapassagem? Pq você não aguardou?" eu simplesmente aleguei algo como pq o trator estava muito lento e eu ACHAVA que poderia ultrapassar.

    Sabiamente meu velho respondeu: Ao comando de uma máquina qualquer, seja veículo ou não, você JAMAIS terá de "achar" nada. Tenha CERTESA do que vc fará. Tua saúde e a saúde alheia estarão sob a tutela de um simples "eu acho"... Me recordo perfeitamente disto!

    Outra coisa que o velho sempre fala (até hoje!!!): "Os 5 minutos finais , os 5 minuto iniciais de qualquer viagem são os momentos que você se sentirá mais confortável ao volante. É nessas horas que as barbeiragens acontecem."

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  33. Pois é Eduardo. Está comprovado que a maioria dos acidentes ocorrem há meros 50 km do destino. Como o final da linha está próximo, boa parte dos motoristas relaxam mais do que deveriam e ficam mais sujeitos a acidentes.

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  34. Tenho visto que não há consenso quanto aos modos "manual" e "automático" exemplificados pelo Bob neste post.

    Aprendi a um tempo atrás que existem quatro fases na aprendizagem:
    1 - Quando não temos consciência nem experiência, ou seja, sequer sabemos que existe algo.
    2 - Quando temos consciência, mas não temos experiência, ou seja, sabemos a teoria, mas não temos a prática.
    3 - Quanto temos consciência e experiência, ou seja, sabemos a teoria de cor e a prática é sustentada pela teoria.
    4 - Quando não temos mais consciência, mas temos a prática, ou seja, a prática já se sustenta sozinha e só repetimos o que sabemos. Não há mais necessidade da teoria, tanto até que esquecemos porque fazemos algo.

    Quando o Bob fala de modo "automático", isto vem justamente de encontro ao nível 4, pois nossas ações são praticamente que instintivas e inconscientes. Já o modo "manual" requer consciência e policiamento constantes, ou seja, seria o nível 3.

    Concordo que a melhor época para se aprender a dirigir é a adolescência, pois temos muita vontade e disposição para aprender, no entanto, se a base é fraca, o conhecimento adquirido também será fraco.

    Temos que dar um desconto para quem teve uma base de aprendizado fraca de casa, mas não deveríamos tolerar que auto-escolas difundissem métodos de aprendizado falhos e, com isto, habilitarem condutores sem muita noção do que é dirigir com segurança.

    Me lembro até hoje que o meu instrutor de auto-escola queria que eu desse ré torcendo o pescoço para olhar para trás, ao invés de usar os espelhos...

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  35. Aléssio Marinho03/08/11 12:14

    Aprendi a guiar com 11/12 anos, num campo de futebol, pelo meu pai.
    Levei muita bronca até aprender a usar a embreagem direito. "Burro! Solta a embreagem direito", bradava. E o carro morria.
    Não resolveu nada! Ainda não aprendi a usar esse troço!
    rsrsrsrrss

    Brincadeiras a parte, aprendi a não dar "queda de asa" no carro, sempre usar os retrovisores e usar o cinto de segurança, e como guiar em estrada, o que faço desde os 15, a ponto de achar que dirijo melhor em rodovia que na cidade.
    Reconhecer as suas limitações é o primeiro passo para melhorar, né?

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  36. Não há orientação correta ou aulas de direção "de verdade" pois acidentes dão dinheiro, multas dão dinheiro e tudo dá dinheiro.

    No mundo atual não se tem mais tempo pra vida, apenas pro dinheiro.

    Sendo assim, ensinar pra quê? Melhor um carro amassado que vai movimentar dinheiro do que um ótimo condutor seguro, não?

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  37. Aléssio Marinho03/08/11 12:20

    Gostaria de ensinar o meu filho a dirigir, mas tenho receio de ter problemas com a Lei. Ele gosta muito de carros e adora viajar comigo desde pequeno. Temos até uma musiquinha que cantamos assim que entramos no carro, pra colocar o cinto...
    E ele é o primeiro a cantar...rsrsr
    Essa foi uma maneira legal de colocar o automatismo de usar o cinto de segurança no seu subconsciente.

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  38. Aprendi a dirigir sozinho aos 14 anos.

    Era e continuo sendo tão viciado em carros q saí guiando tranquilamente na 1ª vez q peguei no volante, para o espanto do meu pai q estava ao lado.

    Muita literatura de revistas especializadas - valeu Bob! - e fui embora...rss.

    Eu tbm assisti essa reportagem e me apavorei qnd entrevistaram uma loirinha q acabara de passar no teste de direção p/ CNH.

    Ao perguntarem a msm o pq da felicidade, veio o assombro na resposta:

    - Sabe moço, foi mto difícil p/ mim, mas finalmente consegui passar na minha QUINTA TENTATIVA!!

    Mais uma imbecil nas ruas...que Deus nos proteja!

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  39. Luiz Dranger03/08/11 17:42

    Aléssio,
    Procure um lugar sem transito e ensine o seu filho a dirigir cedo. Acredito nisso e fiz pelo meu como meu pai fez por mim. Dane-se a lei, mas tome cuidado. Só o fato de voce ter pensado na lei mostra o seu nível de consciência. Vai que dá
    Abração

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  40. Aléssio Marinho03/08/11 18:30

    Luiz Dranger,

    Quando era "de menor" fui pego algumas vezes pela policia. Era um transtorno pros meus pais ter que ir no quartel liberar o carro, mas sem maiores consequencias, afinal só saía com o carro com a permissão do pai ou da mãe.
    E por conta disso acabei fazendo amizade com os PM's da cidade, que faziam vista grossa, pois sabiam que era responsável ao dirigir. Coisas de cidade pequena...
    Com as penalidades previstas no CTB tenho medo de ficar sem a minha pobre carteira, que tanto esperei para tirar.
    As coisas mudaram muito nos últimos 15 anos, e por enquanto prefiro deixá-lo guiar no playstation mesmo.
    Mas a vontade de ensiná-lo ainda existe.

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  41. O transito mudou muito... em Curitiba orientar um adolescente ao volante era muito tranquilo a 15 anos atrás. Hoje em dia o trânsito é muito mais caótico. Eu também vejo uma diferença enorme em ensinar/orientar um jovem ao volante bancando o instrutor do que simplesmente largar o carro na mão de quem não tem habilitação, nesse caso sou contra.

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  42. Luiz Dranger03/08/11 19:55

    Aléssio,
    obrigado pela resposta, a mesma que deve dar ao filho. Arrisque com responsabilidade que vai dar certo.
    Não sei onde vc mora, mas existem rua vazias que vc pode usar. Não deixe o seu filho na mão, já que é um sério candidato a um auto-entusiasta. Abração

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  43. Aléssio Marinho03/08/11 23:13

    Luiz Dranger,

    Moro em Belém-PA e meu filho em Luziânia-GO. Vejo meu filho nas férias escolares ou quando consigo dar uma fugida para vê-lo.
    Lá no Goiás é melhor para ensiná-lo a guiar, o transito e mais civilizado e algumas estradas de terra permitem isso.
    Já dei umas voltas com ele, só pra dar o gosto e ver se consigo contrabalançar o interesse dele com motos.

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  44. Caro Bob! Eu penso q aprendi no automático. Meu pai m colocava no colo, ele nos pedais e eu na direção, desde muito cedo, d DKW. Também regulava e limpava o carro, e eu dava a partida. Após, já de opala três marchas, ele me entregou o carro. Sai dirigindo normal, tinha 9/10 anos, estrada de terra e tinhamos de entrar em outra estarda a direita. Havia um carroceiro bem próximo a rua e vi a aflição de meu pai, mas ñ deu tempo de ele abrir a boca. Ultrapassei o carroceiro já reduzindo para segunda marcha e entrei na estarda, q tinha uma inclinação, como se fosse um motorista experiente. Outra vez, de opala 4 marchas, eu levava ele até a esquina da nossa casa e voltava a pé, foi a única vez em que meu pai m corrigiu. Falou para eu tirar o pé da embreagem mais lentamente, pois, tinha dado um tranco. Ainda, ele sempre comprava revista quatro rodas, carrinhos de ferro da matchbox, os da antiga e, dpois q o Rato começou a correr na F1, m acordava para assistirmos as corridas. Sou fissurado em corrida, embora nunca tenha sentado em uma barata, mas chego lá. Quanto aos motoristas em geral acho q falta respeito para com o próximo. Moro na zona rural de POA/RS, e é direto os caras com luz alta, até motorista de taxi e azar e teu. A pouco tempo, o cara de luz alta atrás e eu comecei a diminuir a velocidade até quase parar, ai ele baixou o farol. Andando de moto então nem c fala. É piada o comportamento dos caras. Hoje em dia ñ há respeito para com o próximo. As auto-escolas ñ ensinam nada, só a estacionar. Os órgãos de trânsito ñ fazem campanha alguma, sendo q a grana das multas teria q ter esse fim. Por isso eu mencionei q aprendi no automático, pois saia fazendo. Parece q eu já sabia dirigir. Com moto foi o mesmo. Mas sempre pensava nos erros q cometia quando ia dormir. Claro q no pau a atenção é redobrada e as vezes as mãos soavam, tendo q passar-las nas calças. Anos depois vi um video de Senna fazendo o mesmo de NSX em Suzuka. Muitos anos dpois, errei uma curva e capotei o carro, melhor, tombei depois de controla-lo, perdi ele já em baixa velocidade. Chamei guincho e meu pai foi lá. Olhou as marcas no asfalto e na terra do acostamento e falou q ñ sabia como davam carteira para um cara desses! Fazer o que? Mas ficou d bem porque sempre confiou em mim e eu nuca trai esta confiança. Bob, mais uma vez, relata uma sobre tarumã ao volante de um 301 by greco!!!

    Abração

    Tazio Nuvolari

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  45. Perfeito, Bob. Veja que paramos em sinais, passamos o verde, trocamos marcha no automático a maior parte do tempo. Isso, claro, depois de pegar alguma experiência ao volante.

    Quanto a fazer bagunça dentro do carro, um amigo meu bateu o carro num ônibus e machucou o rosto porque a galera estava fazendo bagunça: um "inteligente" jogou uma camiseta pro alto, que foi parar justamente no rosto do meu amigo...

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  46. marcelo vieira04/08/11 15:02

    aprendi com 13 anos e hoje me pego no automatico muitas vezes, ja aconteceu comigo o absurdo de dirigir "dormindo"! eu explico: eu estava muito cansado e estressado com o estado grave de minha avo, ao ponto de ter que tirar um cochilo no carro no estacionamento do hospital, era por volta das 23h... quando dei por mim, ja estava no meio do caminho de volta, retornando pra casa com minha mãe no banco do carona! houve um lapso entre o hospital e os cerca de 2km que rodei até perceber: acordei parado num sinal esperando que ele abrisse. pense num piloto automático...

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  47. Luiz Dranger07/08/11 01:31

    CAro Aléssio,
    Tente mesmo em Goiás, mas se ele gosta de motos ferrou-se voce ! Acelerar uma quatro cilindros é uma sensação imbatível. Tive algumas, mas hoje só ando de scooter por um joelho destroçado em acidente de moto. Mas, em Goiás tudo é mais fácil. Meu filho comprou uma dirt 250cc e faz loucuras com ela, e nada posso fazer.
    Abração

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