Quem me acompanha nesses anos na imprensa automobilística e mais recentemente no AUTOentusiastas, sabe que sempre fui e continuo a ser contra o etanol como combustível de veículos automotores. As razões são várias, uma delas ser um combustível de baixo poder calorífico em relação à gasolina, o consumo é maior e até lança mais CO2 na atmosfera do que gasolina enquanto o carro anda, embora se argumente que no ciclo completo do crescimento da cana de açúcar o carbono é retirado do ar.
Aliás, sobre isso há um ponto interessante. Enquanto a frota queima etanol e emite o CO2 durante o ano inteiro, o sequestro do carbono ocorre durante apenas seis meses, enquanto a cana cresce. Então, teórica e minimamente, a temperatura do planeta aumenta e diminui, aumenta e diminui. Será que a mãe Terra gosta mesmo desse vai e vem de temperatura?
Mas seja como for, carros andam melhor – eu não disse mais – a gasolina do que com etanol. Os carros hoje poluem muito pouco, quase nada. A partida com gasolina é mais fácil em tempo frio, nada de "tanquinho", enfim, é tudo mais natural.A imagem de abertura deste post, um adesivo, idealizei-o em 1988 quando trabalhava na Volkswagen e foi produzido por um amigo que tinha uma gráfica. A mensagem que passa dispensa explicação.
Eis que um dia vi estacionar o carro defronte à minha sala na Volkswagen, na Ala Zero, o João Gurgel. Admirando-o há tempo pela suas realizações e também por empunhar a bandeira contra o etanol, fui ao seu encontro, apresentei-me, expressei minha satisfação em conhecê-lo pessoalmente e lhe dei o adesivo. Ele ficou bastante grato pelo gesto.. Eu soube que o adesivo foi aplicado no vidro de um armário atrás de sua escrivaninha no seu escritório em Rio Claro, onde permaneceu até o fim da empresa em 1994.
Os meus anos na Volkswagen (1984~1988) coincidiram com a era do etanol no Brasil, em que praticamente cessou a produção de carros a gasolina.
Meu trabalho lá consistia em coordenar toda a atividade de competições da fábrica, que estava empenhada no Campeonato Brasileiro de Marcas e Pilotos e Brasileiro e Sul-Americanode Rali. Eu fora contratado especificamente para isso em março de 1984.
Como tínhamos atuação sul-americana no caso dos ralis, a nossa frota toda, inclusive os carros de treino e de competição, só podia ser movida a combustível “mundial” – gasolina – e nunca pelo combustível “brasileiro” – etanol. Podia ter veículo a diesel, claro, e uma Kombi Diesel seria incorporada à nossa frota.
Quando comecei a formar a frota de competições, inclusive a usada pela coordenação (o meu e o do meu braço direito, o engenheiro Luiz Antônio da Silva), notei certa dificuldade em conseguir os carros a gasolina que precisava, tinham que ser programados, essas coisas de fábrica. Isso me aborreceu e foi o que gerou, como protesto-brincadeira, o adesivo que agora mostro ao leitor. E ainda tenho alguns guardados.
Um fato curioso: quando reabastecíamos um dos nossos carros na fábrica era sempre haver um boa fila nas bombas de etanol, enquanto a de gasolina estava sempre às moscas...
BS
Bob,
ResponderExcluirSempre soube que você é contra o modo de produção e política de preços do etanol, mas não sabia que também não gosta como combustível. Inclusive, lembro de um teste assinado por vc na revista Autoesporte em 1993, Omega GLS 2.0 a álcool, em que elogia em muito a novidade do motor MPFI a álcool, ressaltando o casamento perfeito entre o sistema Motronic MPFI e o etanol. Já li depoimentos de engenheiros de que o etanol é combustível nobre, peloas altas taxas de compressão e potência/torque resultantes, além de ser mais limpo na queima, não deixando resíduos de carbonização no motor.
Não concordo com as suas afirmações com relação ao Etanol. Possuo um Palio 1.0 flex turbo e graças ao Etanol posso andar com 1 kg de turbo sem risco de quebras e o desempenho do carro é excelente. O Etanol tem 110 octanas o que seria muito difícil conseguir com gasolina e tenho certeza que não seria barata quanto o Etanol. O que acho errado é o governo garantir a venda do álcool misturando o mesmo na gasolina, independente da safra o usineiro já tem o lucro garantido.
ResponderExcluirThiago
ResponderExcluirClaro, era um casamento perfeito diante do que havia no mercado. Tinha que elogiar mesmo.
em 1983 fazia frio em SP e como estava prestando meu ano de serviço militar , meu trabalho antes de manhã consistia em retirar uma das baterias dos caminhões coloca-las no ombro com as garras jacaré e um frasco de mistral, devidamente abastecido com gasolina,enquanto um colega dava partida nos opalas alcoolretirava a borboleta e injetava gasolina pela boca do carburador a bateria era conectada assim que o motor relutava em girar, por essas e outras eu opeio carros a alcool até hoje , apesar que melhoraram muito , mas definitivamente pra mim não!
ResponderExcluirChevette 76
ResponderExcluirGol/Fox, Ka/Fiesta e Celta/Prisma, todos 1,0, andam com gasolina comum de 95 octanas e suas taxas de compressão são 13:1, 12,8:1 e 12,6:1., respectivamente. A Petrobrás produz se quiser gssolinas de 95 e 98 octanas sem etanol algum.
Muita gente tem trauma de carro a álcool por causa das bicheiras que a GM, VW e FIAT fizeram nos anos 80 e 90, que precisavam mesmo de frasquinho de gasolina, reza e patuá para poder funcionar.
ResponderExcluirPerguntem para quem tinha Escort, Del Rey e Corcel sobre o funcionamento, durabilidade e maciez de funcionamento dos motores CHT a álcool. Era outro mundo... Os engenheiros da Ford sim, fizeram um motor a álcool com a mesma qualidade de um motor a gasolina, que seria referência até hoje, pois é mais econômico que a maioria dos "frex" atuais.
Gasolina?? Eu até usaria se ela não fosse esse lixo que a Petrobrás nos empurra, de péssima qualidade, cheia de álcool e ainda com os batismos que os ladrões donos de postos acabam fazendo...
Até que não tenhamos uma gasolina decente nesse país, continuo com os CHT 100% álcool, até quando eles aguentarem!
Faço minhas as palavras do Olavo Fontoura. E digo mais: no fundo sou contra os dois combustíveis! Motores mais eficients pra gasolina? Quando irão ser feitos?? Enquanto a gente sonha, o mundo se acaba...
ResponderExcluirJoão Paulo
"Por que que o posto anda comprando tanta cana. Se o estoque do boteco. Já está pra terminar.
ResponderExcluirDerramar cachaça em automóvel
É a coisa mais sem graça
De que eu já ouvi falar
Por que cortar assim nossa alegria
Já sabendo que o álcool também vai ter que acabar? "
Movido a álcool - Raul Seixas
Todo ano fasso pelo menos duas vezes no ano o percurso Recife-Maceió e Maceió-Recife, é absurdo o que se vê de lá de cima, praticamente tudo é plantação de cana-de-açúcar e diluída em meio a cana existem pequenos resquícios de mata-atlântica,o correto seria o contrário, ou seja: praticamente tudo sendo mata-atlântica e no meio um pouquinho de cana-de-açúcar para fazer açúcar e álcool para desinfetar e não esse absurdo que é utilizar álcool como combustível.
ResponderExcluirPara a produção de açúcar, álcool para limpeza e também a cachaça, que milhões de brasileiros consomem sem moderação, é necessário milhares e milhares de hectares de cana de açúcar. Mesmo que a produção de álcool combustível fosse reduzida (me recuso a chamar de etanol esse produto) os usineiros utilizariam a terra excedente para outros cultivos. Essa raça de latifundiários jamais voltaria a recuperar a vegetação nativa, e isso já ocorre desde 1500 nessa terra de Botocudos em que vivemos...
ResponderExcluirok, agoram vejam a maravilhosa atitude da tia dilma.... o Preco da gasolina subiu, o etanol caiu quase nada e ja vale a pena pros "frequis" usarem cachaça denovo...
ResponderExcluirEssa atitude deveria ter sido tomada no começo do aumento do alcool, não nos 48 do segundo tempo
Antes de ficar discutindo se usar alcool ou gasolina, deveriam discutir qual presidente colocar pra comandar essa porra de país.
Na fase fria, o enriquecimento de mistura necessário para o álcool é de aproximadamente o dobro do necessário para a gasolina. Ainda assim, o funcionamento não fica redondo como na gasolina.
ResponderExcluirOff Topic
ResponderExcluirEstava vendo o ranking de vendas do mês de abril, e achei interessante o volume de unidades comercializadas do Chevrolet Camaro: 180
Bem razoável!
Bob,
ResponderExcluirDesculpe-me, mas desta vez devo discordar do seu post. Petróleo é um insumo cujo pico já ocorreu, sua tendência atual é a de subida de preço praticamente constante, dado que a sua demanda cresce a um ritmo maior do que o descobrimento de novas reservas.
Não sou ecochato e nem carbono-histérico, a questão é econômica mesmo, é necessário reduzir a demanda por petróleo encontrando substitutos para seus atuais usos onde for possível. Uma vez conversei com uma engenheira química especializada nesta área que me disse que petróleo é uma substância tão nobre, complexa e versátil que nós deveríamos sentir pena em queimá-lo.
O etanol começou a ser desenvolvido nos anos 80 pelos motivos errados, da forma errada e para privilegiar os amigos do rei (usineiros), mas de repente, por um golpe de sorte, se tornou a solução acertada. O problema do etanol é que ele sozinho não reduz a demanda por petróleo, uma vez que nosso derivado crítico é o diesel. É como tentar diminuir o abate de gado achando um substituto pra picanha, mas sem mexer na demanda por alcatra. O resultado? O mesmo número de bois será abatido, apenas sobrará picanha.
Em vez de acabar com o etanol, o necessário é desenvolver o biodiesel, para realmente diminuir a demanda por petróleo e assim destiná-lo a fins mais nobres, como a produção de plásticos e muitas outras coisas que não poderiam ser feitas sem petróleo. Mas pra queimar tem etanol e biodiesel.
Os veículos nacionais menos vendidos no mês de Abril
ResponderExcluirRanking / Unidades
193º - Stilo (13)
145º - Blazer (95)
121º - Zafira (237)
115º - Parati (263)
114º - Peugeot 207 SW (271)
105º - Astra Sedan (323)
Muito legal o adesivo, ainda mais nestes tempos pasteurizados de lavagem cerebral pró-álcool.
ResponderExcluirBem que eu queria um desses para colar no meu carro... Infelizmente flex!
Bob, estou com você e inclusive falei sobre esse assunto nesse vídeo:
ResponderExcluirhttp://www.youtube.com/watch?v=w3EfO3hSevo
Seguinte, que tal dar uma renovada no adesivo, reestilizar o mesmo e disponibilizar aqui no AE?
Faço questão de comprar alguns em sua mão.
Motores a diesel eram barulhentos e muito poluidores, hoje são bem mais silenciosos e poluem pouco. Motores a gasolina também já foram menos eficientes. Isso aconteceu por que houve desenvolvimento específico para cada um.
ResponderExcluirNa minha opinião é o que faltou para o etanol. Um desenvolvimento de motor específico para ele, visto que tem características diferentes da gasolina, não que ele em si seja um combustível ruim. Mas fazer um flex, foi o "jeitinho brasileiro".
Faltou dizer que também sou admirador do que fez Gurgel. Seus produtos não eram perfeitos claro, longe disso, mas isso só vem com o tempo, que ele não teve, ou nem vem, ainda hoje não se fazem tantos recall?
ResponderExcluirEle faliu, mas não considero isso um motivo de descrédito para ele, pois grandes montadoras que muitos admiram também faliram: Jaguar, Mazda, lotus entre outras. Mas teve quem continuou acreditando nelas. Não quiseram acreditar numa fábrica nacional. Essa história de que "brasileiro não desiste nunca" é balela de marketeiro. Só se for aquele que insiste em sobreviver em um subemprego, e sonhando no país do futuro que irá lhe devolver em bons serviços públicos aqueles atordoantes impostos que ele paga com muito suor. Humpf.
Huahsuashausu, muito bom o adesivo!
ResponderExcluirAcho que o problema principal do álcool é o fato dele não ser controlado, digo - tinha que ser vendida gasolina com pouco ou nenhum álcool e proibir veículos flex. Ao mesmo tempo, garantir o abastecimento.
Já que isso é impossível, espero que as pesquisas de produção de álcool de maneira mais eficiente que o álcool da cana evoluam rapidamente...
Seria bom mesmo alguém descobrir álcool embaixo da terra que nem petróleo. Aí iria quebrar esses usineiros fdp. Se bem que eles estão no seleto grupo de bilionários do planeta...
O diesel é um combustível que poderia ser mais utilizado, e inclusive aceito em veículos de passeio, não fosse a porcaria que a Petrobras nos fornece.
ResponderExcluirE gasolina deve ser algo bom sim, mas não com ~25% de etanol.
ADG High Torque
ResponderExcluirÓtimo vídeo! Muito bem observado, a questão de desgaste de válvulas e sedes pela falta de lubrificidade do etanol. As fábricas aumentaram a dureza das sedes, mas estas sempre estarão sujeitas a maior desgaste. Eu desconhecia a recomendação Fiat em verificar folga de válvulas dos motores Fiat flex com 30.000 km, ante 40.000 km dos a gasolina. E isso mesmo o que você disse, "Compre seu importado antes que se torne flex!"
ADG High Torque
ResponderExcluirEsqueci: sobre o adesivo, boa ideia!
Farjoun
ResponderExcluirHá muita especulação sobre a finitude do petróleo, obviamente com interesses os mais diversos, até mesmo elevar seu preço. Há muito petróleo no mundo, que uma dia deixará de ser usado bem antes que acabe. Como a história da Idade de Pedra, que acabou mas não as pedras...
Tive um Chevette 84 movido a álcool e até que, depois de esquentar, andava bem. Mas aqui no sul, no inverno, demorava muito pra esquentar.
ResponderExcluirHoje, com nossos gambi-flex, nunca usei álcool e o tanquinho ainda está virgem, nunca viu gasolina.
Felipe, carro a alcool não pode ficar sem válvula termostática.
ResponderExcluirO carro pode ser bem antigo, mas se for movido a etanol, tem que ter a VT.
Se quiser, assista a esse vídeo prático sobre o assunto:
http://www.youtube.com/watch?v=sU8TUrejfc0
ADG, e o Uno?????? Parou de bater pino na gasolina???? Como resolveram?
ResponderExcluirbob, vc comentou que ainda tem alguns desses adesivos. tem como me enviar um?
ResponderExcluirTenho um flex que usou álcool umas 3 vezes nos 40k km que rodou. Uma pra experimentar, outra durante uma viagem, que compensou economicamente, e outra pra queimar um alcool antigo que estava no tanque do meu Uno 1987.
ResponderExcluirFora isso, não compensa usar álcool no flex no meu estado. Rodo com gasolina mesmo, e so sinto falta do ronco mais agressivo usando o vegetal.
Gosto de motor a álcool, meus CHT deixaram saudade, e tenho um Fiasa 1300 em casa pra lembrar como se usa um carburador. Mas se pudesse escolher, compraria um "especialista", gasolina decente ou um álcool com 16:1 de taxa em prol de um "generalista" flex, que não faz nada direito.
Essa é a liberdade de escolha que eu quero ter.
Quero um adesivo desses para colar no meu flex.
ResponderExcluirAnônimo disse...
ResponderExcluir06/05/11 23:53
O carro não bate pino mais, mas suspeito de uma intervenção do tipo gambiarra.
Estou preparando um material muito interessante sobre tudo o que passei e estou passando com o Novo Uno e sua rede de autorizadas.
dorso
ResponderExcluirTenho bem poucos. O colega do AE, Felipe Bitu, vai mandar fazer mais. Aguarde.
Todos
ResponderExcluirSobre batida de pino, lembro que se a gasolina estiver adulterada com solvente, um derivado do petróleo que não tem iso-octana, bate pino (detona) mesmo. Mas o controle de detonação dos motores atuais se encarrega de tomar medidas de proteção atrasando a ignição imediatamente e depois devolvendo o avanço gradativamene. Uma vez um Celta VHC a gasolina meu, de taxa 12,6:1, após um reabastecimento começou a detonar forte, mas logo cessava devido ao controle de detonação. Retirando a gasolina ruim e colocando outra, cessou completamente.
ADG HIGH TORQUE, chegamos a pensar que estava sem a válvula ou que estivesse estragada, trocamos mas continuou igual. Lembro que levava por volta de 30 min pra chegar na temperatura de trabalho.
ResponderExcluirADG HIGH TORQUE, chegamos a pensar que estava sem a válvula ou que estivesse estragada, trocamos mas continuou igual. Lembro que levava por volta de 30 min pra chegar na temperatura de trabalho.
ResponderExcluirEu acredito que esta questão do uso ou não da cachaça automotiva é bem mais complexa do que um simples índice de "emissão de carbono" ou "ponto de fulgor" ou ainda qualquer outro motivo.
ResponderExcluirNós temos, na minha visão ignorante, um problema que vai além da politicagem.
A indústria produz aquilo que se utiliza. Fato irretratável. Estamos em um mundo capitalista. Outro fato irretratável. Os usineiros e as petrolíferas não tem culpa de produzirem o que o povo quer...
Está nas mãos deles. Que empresário não queria ter milhões de compradores dependentes do seu produto?
E como são amigos do rei, "um abraço" para os plebeus!
Simples assim.
Não adianta espernear, não adianta protesto. Será assim uma vez que a massa dificilmente muda de opinião na terra brasilis...
Eu continuo usando o álcool. Tem gente que "mete o cacete" nos problemas de lubrificação das sedes/guias de válvulas com o uso da cachaça e anda com GNV...
A gasolina tinha boa lubricidade e poder antidetonante quando havia adição de tetraetila de chumbo. Agora, tenho cá minhas dúvidas quanto ao poder de lubrificação da mesma, perante a cachaça automotiva.
Eu continuo usando qualquer um dos dois. Vejo vantagens e desvantagens em ambos, da mesma forma.
Válvula termostática em motor a àlcool faz muita diferença, sim. Troquei a do meu carro há poucos dias e o motor chega à temepratura de trabalho bem mais rápido.
ResponderExcluirJoão Paulo
A destilaçäo do petróleo para produzir diesel deixa um resíduo que é a gasolina. Se ela näo for utilizada, será necessário desistir do óleo combustível tambem. Pode-se imaginar o que aconteceria com o transporte rodoviário, ferroviário e marítimo. Aliás, esse impasse já ocorreu no Brasil, nos anos 70-80, quando se tentou racionar o consumo de gasolina. A sobra era tamanha que se exportava a preço irrisório por falta de local para armazenar. AGB
ResponderExcluirA extraçäo de petróleo só é viável porque 80% é usado como combustível. Uma enorme estrtura de pesquisa, perfuraçäo, transporte, refino e armazenagem foi montada para atender essa necessidade específica. O consumo pela indústria petroquímica pode ser satisfeito pelo Oriente Médio, cujo custo é o mais baixo de todos. Adeus Mar do Norte, costa brasileira e pré-sal. AGB
ResponderExcluirBob e ADG.
ResponderExcluirA batida de pino ocorre em situações específicas. Obviamente não é aquela grilada forte, mas você percebe o motor com indícios de que está grilando. É só ver que esses carros no alcool suportam muito melhor o método carga do que quanto estão com gasolina, onde reduções são mais frequentes e necessárias. O atraso de ponto até pode evitar a batida de pino, mas rouba muita performance do motor e o consumo fica bem ruim mesmo. Pouca coisa melhor do que com alcool.
Um flex a gasolina rodando com método carga (onde o KS fica atuando o tempo todo) bebe mais do que se dirigido esticando um pouco mais as marchas.
Queria que vocês escrevessem mais sobre esse lance da sede de valvulas. Parece um problema geral dos flex, o pessoal das oficinas confirmam isso. O Fire sempre foi ruimzinho com esse lance, depois que virou Flex então... tem motor tendo cabeçote retificado com 60mil.
O meu rodou uns 30mil km com alcool puro. Depois passei sempre a misturar um pouco de gasolina, tipo uns 10L a cada 30L de alcool.
Será que meu cabeçote tá muito fodido? O que a gente pode fazer pra evitar isso?
Aqueles aditivos STP FLEX ajudam? O Valve Cleaner?
Eu tambem gostei da ideia do adesivo, inclusive seria uma maneira de nos reconhecermos no transito.
ResponderExcluirNos carros da GM só se usa gasolina do "tanquinho" abaixo com 7 C pra menos. Partida ruim é passado.
ResponderExcluirAs sedes nos flex são de cromo-molibdênio-vanádio, e válvulas no contato com sedes são de Stellite F. Problema resolvido.
Marcelo Augusto, se o problema tivesse sido resolvido, não estaríamos falando sobre ele aqui agora.
ResponderExcluirTambém tenho a mesma dúvida do anônimo das 12:43: Tem algum aditivo que seja eficaz para melhorar a lubrificidade do álcool combustível?
ResponderExcluirLembro que nos anos 80 tinha gente que misturava um pouco de lubrificante baseado em óleo de mamona (ou óleo de rícino) ao álcool, com esse propósito, de preservar sedes de válvula e etc.
Bob,
ResponderExcluirEm janeiro de 2006, comprei um Peugeot 206 1.4 flex, do primeiro lote fabricado. O que me levou à concessionária algumas vezes, para correções em determinados parâmetros, como a temperatura de acionamento do sistema de partida a frio. Na mesma época, o empresário Sérgio Habib declarou em entrevista: "carro flex é como pato: nada, anda e voa; mas não faz nada direito". Fiquei com a frase na cabeça. Três anos depois vendi o carro para o meu irmão e comprei um Honda Fit movido à gasolina. Quanta diferença! Dá gosto dirigir um carro que foi projetado nos mínimos detalhes para funcionar com um combustível específico, extraindo o melhor dele. Em suma: se este adesivo for reeditado, reserve um para mim.
Me apresenta um fléxível com desgaste além do normal para quilometragem, em sede e válvulas no contato com estas?
ResponderExcluirMarcelo, tenho um centro automotivo e estou cansado de ver carros flex com problemas prematuros.
ResponderExcluirBombas de combustível que duram pouco, bicos que se sujam mais rapidamente e problemas em cabeçote da linha fire da fiat.
Não é onde eu havia citado.
ResponderExcluirMarcelo Augusto. Acho que as valvulas e sedes fazem parte do cabeçote, não?
ResponderExcluir".... e problemas em cabeçote da linha fire da fiat."
Aviso que tal problema não afeta apenas a linha Fire da Fiat. Ford Rocam também tem o mesmo problema.
Bob,
ResponderExcluirhttp://br.finance.yahoo.com/noticias/Brasil-compra-70-mi-litros-estado-3735651646.html?x=0
Não é o fim do mundo?
Pra mim está tudo muito confuso. Pois independentemente do combustivel, se queremos menos poluiçao, qual o motivo dos fabricantes fazerem carros cada vez mais pesados e beberrôes, e alguns deles têm consumo de v8, mesmo tendo cilindrada menor que 2000cc? E esses mesmos fabricantes gastam um monte de dinheiro querendo desenvolver carros elétricos, para parecerem ser preocupados com ecologia.
ResponderExcluirSe um carro que faz 8km/l no uso urbano, mas mesmo assim tem otimo indice de emissôes, para mim este é mais danoso para o planeta que um que faz 10km/l, mas que não tem um indice tão bom. Pois o que tem maior consumo gastará mais energia, não só com ele próprio,mas com a produção, estocagem, transporte etc. do combus´tivel que ele ira consumir.
Seja etanol ou gasolina, melhor para nós que estes sejam queimados da maneira mais eficiente possível.
Sendo mais claro. Parece óbvio que os flex são até mais poluidores que os motores antigos e que os fabricantes estão se lixando para o planeta. Será que eles só nos oferecem o que queremos? Então, também somos responsáveis dos produtos que nos oferecem.
Seria bem legal um adesivo desse no meu Opala e Corsa a gasolina...
ResponderExcluirPlantações para alimentar as pessoas e não carros.
Junji, eu já disse aqui que o meu próximo carro terá injeção direta de gasolina e pretendo manter a minha palavra desde que não tenha o carro roubado ou que o motor guente até lá... Pq o meu gambifrex 2005 parece que está rajando! Aspereza na faixa dos 3000 que eu não consigo entender... Ahhh e acho que o desempenho dele já foi melhor tb, o q vc acha ADG?
ResponderExcluirEurico, vc me passou uma informação valiosíssima! Temos um 307 que não aciona o sistema de partida a frio e afoga no álcool puro... E a desgraçada da Peugeot não fez recall? Aliás levamos o carro em garantia, relatamos este problema e nada foi feito! É dose!
Bob, essa variação no ciclo do carbono já existe na natureza. os niveis de CO2 são maiores quando é inverno no hemisferio norte, e menores quando é inverno no hemisferio sul. isso se deve ao fato da maior camada vegetal encontrar-se no hemisferio norte do globo terrestre. O problema é que os hidrocarbonetos (gasolina, diesel, glp, gnv, etc.) nao fazem parte desse ciclo natural, e o carbono que é extraido do subsolo está indo pra atmosfera, causando o aquecimento global (global warming). Recomendo assistir o documentário "uma verdade inconveniente" de al gore, bastante cientifico.
ResponderExcluirBob,
ResponderExcluirestá na hora desse adesivo ser reeditado. Quero um para colocar no meu carro.
TallWang
ResponderExcluirFim do mundo mesmo. Fim do mundo também o jornalista não converter 10,6 bilhões de galões em 40 bllhões de litros.
Tenho nojo em ouvir os tele-jornalecos ecoando: "agora já compensa abastecer com etanol, basta fazer o cálculo dos 70%..."
ResponderExcluir... e o adesivo foi uma ótima sacada, é atemporal. (mandei o texto pela metade, deve ter sido o sono)
ResponderExcluir