MORRE 1,3 MOTOCLISTA POR DIA EM SÃO PAULO

Foto: transitoweb.com.br


Antes de começar, quero explicar aos leitores do AE de outras cidades e estados que o texto abaixo é baseado em informação da autoridade de trânsito de São Paulo e se justifica por ser a cidade mais populosa e com maior número de veículos. Fora dados estatísticos, o que será dito a seguir é aplicável ao país todo.

Acabou de sair o número. Em 2010, 478 motociclistas perderam a vida no município de São Paulo. Mais de uma pessoa por dia, 1,3 para ser exato. Sobre 2009, o aumento foi de 11,2 por cento. Motos – 900.000 – representam 11 por cento do total de veículos registrados em São Paulo e motociclistas envolvem-se em 30 por cento dos acidentes fatais.

A autoridade de trânsito paulistana fala em medidas para reverter o quadro, mas é incapaz de apontar as causas, que não precisa ser gênio para apontar.

A primeira se chama zorra. O fim da fiscalização presencial (que conheci quando jovem) leva a ela. O ser humano pauta sua conduta pela educação e pela obediência às leis. Esta, para ser feita cumprir, requer fiscalização. Desde que foi inventando o caça-níquel chamado radar ou detector de velocidade (“pardal”) só se vê nas ruas fiscais de trânsito, que não têm poder de polícia. Como a Constituição Federal não permite polícia municipal – um ato inconseqüente dos constituintes – policiamento de trânsito só estadual, exigindo convênio município-estado, um fator complicador.

Fiscal de trânsito, sem poder de polícia (foto blogdoturca.com)

Parece que hoje policiamento se restringe a bloqueios, blitze, que só servem para atrapalhar o trânsito e não resolvem muito. As "ototidades" parecem se esquecer que todo brasileiro tem hoje pelo menos um telefone celular, todos se avusam no interesse comum. Policiamento é abordagem, olho no olho, não há outro.

Depois, falando das causas diretas, vêm as vias, que realmente jogam contra a segurança. É inconcebível o que se vê em São Paulo e outras cidades em questão de piso. Asfalto não pode ser ondulado nem ter buracos, ponto final. E nem lombadas. Quando se vê na tevê cenas dos conflitos na Líbia e na Síria, impressiona a qualidade do asfalto. Parece que nos engenheiros e tecnólogos se esqueceram de como fazer uma boa pavimentação.

Para piorar, as faixas de trânsito de várias avenidas foram estreitadas de 3,5 para 2,8 metros, o que dificulta muito a passagem de motos entre os carros (não é proibido, mas deveria). Não adianta partir para o artificialismo. E, para piorar, alguma mente a “brilhante” resolveu colocar olhos de gato nas faixas, como se as ruas e avenidas fossem rodovias, sem iluminação. Esses olhos de gato constituem obstáculo para as rodas das motos, que precisas desviar deles e se aproximar do carro ao lado.

Faixas estreitas demais atrapalham todo mundo e são um perigo para motos (foto g1.globo.com)
 
Depois, as mudanças de faixa dos carros, que se complica mais em razão da maioria hoje ter vidros escurecidos além do limite legal. Deixar de ter visibilidade total, qualquer que seja o motivo, é um atentado à segurança e um atestado de insensatez.

Em seguida vem a habilidade do motociclista, especialmente na questão de freio. Muitos não usam freio dianteiro com receio de pilonar, capotar de frente. Usar só o freio traseiro é insuficiente para desacelerar bem a moto e induz derrapagem de roda traseira, principalmente com piso molhado.

Por último, o péssimo hábito de “fechar” o guidão para poder passar melhor entre os carros, que acaba tornando os espelhos totalmente inúteis.

Do lado do gerenciamento do trânsito, só bobagens, como proibir motos na pista central da marginal do Tietê e criar faixas exclusivas em determinados pontos da cidade, no caso da rua Vergueiro.

Qualquer assunto de trânsito exige competência e bom senso, mas isso anda meio escasso por esses lados.

BS


41 comentários :

  1. Está beirando o caos. acho que faltou comentar sobre a ousadia e inconsequencia de alguns(90%) dos motoqueiros. texto interessante.

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  2. Bob,

    Muito isso seria evitado se os motociclistas não passassem irresponsavelmente a 80 km/h no "corredor". Aí alguém muda de faixa e pronto, como o cara vai conseguir parar?

    Já estive em Nova York e lá, mesmo em trânsito fechado, as motos circulam no meio da faixa, lá é proibido o uso do corredor. Ah, lá tem fiscalização, é claro, aí o povo não se mete a besta (ah, que falta faz uma tolerância zero aqui...).

    Permitir a zorra do corredor aqui foi uma invenção do veto do FHC ao art. 56 do CTB, que proibia (como ocorre nos países civilizados do mundo) que as motos circulassem entre os carros e assim se fez a zorra "legal".

    Tenho amigos que andam de moto em SP e que reclamam que não conseguem andar devagar (como manda a prudência) no corredor porque os motoboys ficam pressionando pra correr, dando "totó" na roda traseira.

    Não sou totalmente contrário ao uso do corredor, mas acho que ele deveria ser usado apenas quando os outros veículos estivessem parados e à velocidade máxima de 20 km/h. Queria ver para onde iria o índice de mortes se esta medida pudesse ser implementada.

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  3. É tudo isso, Bob. O Anônimo e o Carlos completaram muito bem sua ótima análise.

    Hoje é comum ver acidentes envolvendo duas motos! Quem for mais cuidadoso é pressionado pelos entregadores de pizza. É irresponsabilidade e falta de habilidade juntas.

    Nada é feito para melhorar essa situação. No ranking da Fenabrave, as motos vendem muito mais do que os carros. A tendência é a situação piorar.

    Décadas atrás fui motociclista durante muitos anos, inclusive fazendo longas viagens na estrada. Hoje não teria coragem nem de dar uma voltinha no bairro.

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  4. Rodolfo Milet01/05/11 09:47

    Bob, você falou em olhos de gato lembrei na hora do que fizeram aqui em Brasília perto das comemorações do aniversário da cidade deste ano: encheram o Eixo Monumental de olhos de gato, essa pista tem dois sentidos, é bem iluminada e vai até o Congresso Nacional; nem precisa dizer que fizeram besteira, uma coisa desnecessária.
    Sobre as motos, ainda há vida inteligente em quem dirige motos, alguns dias atrás, surpreso essa é a palavra, vi motos à minha frente seguindo atrás dos carros e mesmo no semáforo, esperando pacientemente ele ser aberto, sem ficar costurando o trânsito. Ou seja esses tem amor à vida e se preocupam não só com eles mas com quem está no trânsito também.

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  5. Bob,

    pode parecer mentira, mas o convívio no trânsito com os motociclistas é muito mais complicado no interior (como em Ipatinga, minha cidade natal), do que na capital (BH, no caso).

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  6. Olá Bob, sou motociclista a mais de 30 anos e moro mo Rio. Tenho visto também que muitas pessoas estão comprando motos e não sabem usá-las. Tirar habilitação é fácil e não ensina nada. Como ando de moto todos os dias, vejo verdadeiros absurdos cometidos, principalmente, pelos motoboys(mas não só por eles). Quanto a andar pelo corredor, não se iluda, em uma cidade grande como Rio ou São Paulo, se proibirem o uso do corredor a cidade vai parar. O maior problema é a velocidade a que as pessoas andam entre os carros, sem contar que os motoboys chegam a dar "totó"em quem anda mais devagar pelo corredor.Enfim, falta educação no trânsito. Abraços.

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  7. Tenho a impressão que se proibir o corredor vai diminuir as vendas de motos, ao menos nas grandes cidades, pois eles são um atalho.

    Presenciei um acidente entre 2 motos, em que um motociclista devidamente paramentado, em uma moto de grande cilindrada, foi atropelado por traz em um semáforo, por um maluco em uma "popular" 125, com uma mulher de carona. Esta foi arremessada a uns 2 de altura e uns 4 de distância.
    É um retrato do que ocorre no trânsito brasileiro. O que consola, é que esses malucos de, "popular", não tiveram acesso as grandes motos, ainda. Um detalhe até interessante esse, pois mesmo usadas, as motos de grande cilindrada não se tornaram tão acessíveis.

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  8. Bob, aquí em Goiânia fizeram a proeza de colocar dentro da cidade os olhos de gato com luses piscantes!!! Não duvido nada de aqui haver o mesmo tanto de mortes por moto que em são paulo...

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  9. Johnconnor(old rocker)01/05/11 12:07

    Falta de fiscalização,uso do corredor central,má consevação das vias,imprudência,imperícia e muitas vezes pressão sobre o motoboy(afinal quem contrata seus serviços espera que sejam rápidos e tenham alguma vantagem sobre os carros)que afinal de contas precisa sobreviver(sobreviver mesmo).
    Não gosto de afirmações tão veêmentes mas nesse caso a verdade é uma só,vivemos um verdadeiro "Faroeste caboclo",é um salve-se quem puder e quem pode mais chora menos.

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  10. Johnconnor(old rocker)01/05/11 12:15

    Só pra ilustrar,é engraçado mas também é tragico.

    Programa do Jô - motoboy Jackson Five

    http://www.youtube.com/watch?v=9kVYwfvQr0s

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  11. Morrem porque querem

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  12. O Paulo Pedrosa falou um ponto importante: velocidade entre os carros.

    É só ver como a grande maioria do motoqueiros andam e está explicada a quantidade de mortes. Eles mesmo não preservam a sua vida, porque os outros motoristas tem que preservá-la? Quando se vê um motociclista andando corretamente (por isto motociclista) é um espanto.

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  13. Uai! Quer dizer que 0,7 do segundo motoqueiro continuam vivos????? o.O

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  14. Ainda não perdi as esperanças. Sempre tento estabalecer um contato visual com o motociclista, usar a seta, lampejar o farol alto, sinais com a mão e dar uma buzinadinha de leve quando necessário.

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  15. Outro problema para os motoqueiros é o modo como pintam as faixas no asfalto!
    As motos chegam a escorregar em algumas delas.
    Não sei dizer se é tinta em excesso ou o fato de usar rolo em vez de pulverizador.
    Talvez até o tipo de tinta não seja adequado ao asfalto.

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  16. Num país onde ocorre apagões por causa de incompetência da gestão pública, até que faz algum sentido instalar olhos de gatos em vias com iluminação (quase) permanente.

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  17. Você está dentro do seu carro, devidamente pago e dentro da lei, andando em uma faixa e aí sinaliza antecipadamente a troca de faixas, como deve ser. Uma olhada no retrovisor garante que as motos não estão vindo, então inicia a manobra, após, claro, esperar alguma boa alma te dar um espacinho na faixa ao lado. Imediatamente um motociclista que estava ziguezagueando vem e te fecha, buzina pra caramba, te chinga a mãe e vai embora todo irritado, isso é, se não arrancar seu retrovisor.

    Isso chama-se falta de educação. Quer saber? Deveriam é proibir moto nas cidades, se parar a cidade, que pare ué. De todos os motociclistas que conheci, mesmo os instruidos e com motos caras, pouquíssimos tem educação e noção do que fazem.

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  18. Acho que está na hora de repensarmos a possiilidade de reestabelecer o que diz o artigo 56 do CTB que foi vetado:

    "Art. 56. É proibida ao condutor de motocicletas, motonetas e ciclomotores a passagem entre veículos de filas adjacentes ou entre a calçada e veículos de fila adjacente a ela."

    Razões do veto:

    "Ao proibir o condutor de motocicletas e motonetas a passagem entre veículos de filas adjacentes, o dispositivo restringe sobre maneira a utilização desse tipo de veículo que, em todo o mundo, é largamente utilizado como forma de garantir maior agilidade de deslocamento. Ademais, a segurança dos motoristas está, em maior escala, relacionada aos quesitos de velocidade, de prudência e de utilização dos equipamentos de segurança obrigatórios, os quais encontram no Código limitações e padrões rígidos para todos os tipos de veículos motorizados. Importante também ressaltar que, pelo disposto no art. 57 do Código, a restrição fica mantida para os ciclomotores, uma vez que, em função de suas limitações de velocidade e de estrutura, poderiam estar expostos a maior risco de acidente nessas situações.'

    Com todo respeito ao "autor do veto", acho que os números apresentados pelo Bob dá a noção exata de que não somos comparáveis a nenhum outro país no mundo. Logo, o argumento de que "... a utilização desse tipo de veículo que, em todo o mundo, é largamente utilizado como forma de garantir maior agilidade de deslocamento..." não serve para nós brasileiros.
    Repensemos...

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  19. como diz o humorista: morre 2 entra 20

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  20. Bob, mudando um pouco de assunto, seria bom que o Autoentusiastas falasse sobre a tentativa de censura que a Toyota quer impetrar contra ele:

    http://www.noticiasautomotivas.com.br/censura-automotiva-toyota-diz-que-o-na-nao-pode-divulgar-mais-nada-sobre-ela/

    Outros blogs e sites já estão falando do ocorrido.

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  21. Este comentário foi removido pelo autor.

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  22. Uber,
    A tinta mais usada na marcação viária é a termo-plástica por ser mais durável. Não acredito que os acidentes aconteçam por causa dela. É imprudência pura dos motoqueiros.

    É como o Anônimo das 15:15 disse. Apromtam bastante, parecem um mosqueiro na tua volta, e ainda acham que tem razão.

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  23. Este comentário foi removido pelo autor.

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  24. Como diria o infame Geraldo Simões, "morrem porque querem". Não é regra, mas é verdade.

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  25. Muitos desses acidentes está relacionado a como eles pilotam as suas motos... quem procura acaba achando mesmo...

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  26. Vale lembrar que a faixa de 2,8 metros deve também ser dividida com os ciclistas, que devem transitar pela direita, sempre no sentido da via.

    Então você tem uma moto na esquerda, uma bike na direita e o que sobrar você pode tentar usar para rodar com seu carro.

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  27. Luiz Dranger01/05/11 23:06

    Sou motociclista e, quando para o transito, ando pelo corredor a não mais de 20km/h. Não paro encostado em carros na altura do vidro dianteiro. Educação é bom e o povo agradece, sem ter que tirar a intimidade de ninguém. Que morram esses moto-boys que sei que precisam do trabalho, mas é demais ! Enquanto uma autoridade pública não intervir, só vai piorar.
    Abração

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  28. Luiz Dranger01/05/11 23:06

    Sou motociclista e, quando para o transito, ando pelo corredor a não mais de 20km/h. Não paro encostado em carros na altura do vidro dianteiro. Educação é bom e o povo agradece, sem ter que tirar a intimidade de ninguém. Que morram esses moto-boys que sei que precisam do trabalho, mas é demais ! Enquanto uma autoridade pública não intervir, só vai piorar.
    Abração

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  29. Parte desse problema advem da baixa qualidade da formação dos motoristas e motociclistas.
    O cara andava de bicicleta, ganhou um aumento do SM e conseguiu comprar uma moto pelo consórcio ou pela enganação do "compra premiada - sorteou, quitou!"
    Os caras andam como se fosse estrada de fazenda! Se arrastando no meio da via, a 30 km/h numa de 60km/h, ou mesmo numa rodovia.
    Será que ainda ensinam que o fluxo da pista depende da velocidade dos veículos.
    Cansei de dar "um chega pra lá" em motoqueiro que se arrasta a 40 km/h numa BR, com velocidade de 110...
    Moto pra andar em rodovia tinha que ser de no mínimo 250 cc. Abaixo disso, se arrastam a 80/90 km/h (falo isso por conhecimento e vivência).
    Quando mudei pra cá, quiria guiar como dirigia em Brasília: civilizadamente, obedecendo tudo quanto era regra de trânsito e vivia feliz.
    Aqui em Belém, tantando fazer isso, bateram nos meus carros 2 x. Simplesmente não consigo andar em linha reta! Ocupar apenas uma faixa é utopia! Acho que é píor que o descrito pelo PK sobre Bangalore, pois aqui também de buzina por esporte.
    O mais absurdo: o Detran fechou a escola pública de formação de condutores. Agora vc faz tudo na Autoescola.
    Depois disso quadruplicou a emissão de CNH. Não precisa nem dizer o motivo.
    O que mais me indigna é que NINGUÉM faz nada pra melhorar.

    Aléssio Marinho

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  30. Deveria ser como na Europa ocidental: motos somente acima de 500 cc. Abaixo disto, somente Scooters. Sou motociclista há 36 anos e acho um absurdo aquele bando de bicheiras de 150 cc, geralmente pilotadas por "manos", que não sabem distinguir direita da esquerda, achando que é um verdadeiro Randy Mamola.

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  31. Os "CACHORROS LOUCOS" se matam porque querem mesmo !!!

    Trabalhei 04 anos em SP de moto( não sou motoboy) e vi muitas cagadas que eles fazem.

    A maioria não sabe pilotar nem bicicleta e a moto está sempre um LIXO , sem manutenção.É só verificar como alguns usam o freio traseiro : Com o CALCANHAR (porque de tão desgastado não dá para frear com o pé em posição normal)

    Fora a falta de atenção ( os que chapam na traseira de caminhões parados)e o excesso de ESPERTEZA ( os que cortam ônibus pela direita e atropelam os passageiros que estão descendo no ponto).

    Já me fecharam e até bateram de propósito várias vezes na minha moto por "estarem com pressa".




    A MAIORIA SÃO BANDIDOS !!!

    NÃO TENHO DÓ NENHUMA QUANDO UM DELES SE ARREBENTA!!!

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  32. Faço coro ao anônimo acima! A maioria é tudo coisa ruim! Que morram mesmo, mas não me envolvam na merda!
    Eu não suportaria dirigir moto em São Paulo, esse lance do totó é coisa pra se resolver na bala!

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  33. Velho, mas limpinho02/05/11 17:48

    Motoboy e afins são uns imbecis no trânsito, mas não se esqueçam que existem milhares de DONOS DO MUNDO que NÃO DÃO SETA para mudar de faixa, VIVEM NO CELULAR enquanto dirigem e não prestam atenção ao que acontece ao redor e acabam prejudicando quem anda de moto.

    TAMBÉM sou motociclista e já senti na pele (literalmente) o que esse bando de motorista retardado é capaz de fazer com seus carros e incompetência.

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  34. Eu não tenho pena de nenhum desses 1,3 ao dia. Por mim, podiam morrer todos, o transito ia melhorar.

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  35. Visionário02/05/11 19:33

    Deveria haver uma lei que proibisse o uso de celulares ao volante, e a pena ao ser pego desobedecendo essa lei seria a perda de um dedo!

    Falou ao celular dirigindo, perde um dedo.

    Imaginem quantas mulheres manetas haveriam no mundo e como o trânsito ficaria melhor.

    A culpa não é só dos motoboys!

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  36. Imprudência não é problema do poder publico. Enquanto existir vida sobre a terra haverá imprudência. No entanto, o que ao alcance do poder público não é feito, daí ocorrer mais acidentes que o tolerável. Além disso, motociclismo é um estilo de "vida". Atualmente, muitos não motociclistas tem acesso ao estilo de "morte".

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  37. Visio, ia ter "conhecido" nosso dando uma de Lula!

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  38. Tbm sou motociclista e quase totalidade dos acidentes de motos que vejo foi por culpa do motoqueiro, por razões das mais diversas, mas geralmente ligada a falta de educação. Os outros poucos acidentes que vejo que não foram culpa das motos poderiam ter sido evitados com um pouco mais de prudência e habilidade. Nem me lembro mais de quando ví um acidente no qual não dependeria de nenhuma ação do motociclista.

    Se em São Paulo é loucura, aqui em Recife é pior. Pilotei por 4 anos em São Paulo e sei o que estou dizendo. Os motoboys em São Paulo são previsíveis, os motoristas tbm. Aqui é todo mundo imprevisível. Se existe alguma manobra absurda a se fazer ao guidão, ou ao volante, pode ter certeza que vai sempre ter algum motoqueiro, ou motorista, que vai executá-la na sua frente.

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  39. Fico assustando com o nível de alguns comentários aqui do blog. Não se deseja a morte de ninguém, minha gente.

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  40. Uso moto como veículo para vir ao trabalho por diversas razões, dentre ela a economia. Para manter meu carro vindo ao trabalho todos os dias, me custa em torno de 1200 reais ao mês (gasolina e manutenção periódica, que nunca deixo de fazer). Fora as 4 horas perdidas no trânsito, e considerando o valor da minha hora de trabalho, eu perderia muito dinheiro e ganharia muito estresse.
    No meu trajeto, são 15 kilômetros de rodovia, e eu NUNCA uso corredor. De 4 horas diárias e 1200 reais mensais, eu passei a 40 minutos diários e 80 reais mensais de gastos. Raras são as situações de perigo mesmo no transito pesado de sampa. Quando ocupo o centro da minha faixa de rolagem, as vezes vem algum engraçadinho de SUV e me ultrapassa fazendo corredor pelo acostamento ou entre as faixas. Fora isso, é pura questão de educação + manutenção. Não precisa morrer ninguém.

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