LOW BATTERY

Foto: gm-volt.com
No painel de informação do sistema de propulsao do Volt, a pilha à esquerda indica bateria quase descarregada

Não adianta: cada vez que vejo o aviso do título no meu telefone celular – em inglês mesmo, escolha minha, prefiro para assuntos técnicos – não posso deixar de pensar nos carros elétricos que estão vindo aí. Já há até dois,  o Peugeot iOn e o Nissan Leaf, fotos abaixo, na ordem (fotos gas2.org e autovic.com)


Imagine estar meio afastado de um lugar onde você normalmente conta com postos de recarga e de repente você vê esse aviso no painel, low battery. Que situação mais incômoda!

Uma vez enguiçado, não dá para pedir carona até um posto para comprar um pouco de combustível. Vai-se ficar ali mesmo, de onde só sairá numa prancha – até uma estação de carga ou sua garagem. Pelo menos enquando não inventarem "socorro elétrico", um carro com motogerador para recarga no local.  O temor de parar com bateria descarregada já tem até nome: ansiedade de autonomia (range anxiety).

Mas no caso de chegar a um posto de recarga, se todas as tomadas estiverem ocupadas com outros carros você poderá ter de esperar bem mais do que em postos de combustíveis de grande movimento, com um ou dois carros na sua frente, que dá para encarar numa boa. Você poderá ter de esperar a vez desde alguns minutos até várias horas.

Um posto de recarga típico (foto digitaltrends.com)

Dados da Peugeot para o íOn dão conta que é possível ter 50 por cento da carga em 15 minutos e 80 por cento, em meia hora. Mesmo assim é tempo demais e é preciso torcer para que o dono do carro da frente queira carregar apenas 50 por cento.

Imagine agora outro cenário. Você rodou com o seu elétrico, entre residência e trabalho, mais algum outro percurso, cerca de setenta quilômetros, em algumas situações usando mais potência e usando o ar-condicionado e o rádio. O medidor de carga informa 30 quilômetros disponíveis. Mas você, inesperadamente, precisa sair, vai ter de rodar uns quinze quilômetros. E agora? Arrisca? Para num posto de recarga e perde um bom tempo?

Os defensores de carros elétricos parecem se abstrair de que o automóvel é a maior expressão de liberdade individual que existe. Avião e helicóptero também são, mas sua operação não é tão imediata quanto entrar no carro, ligar o motor e sair. A motocicleta também se inclui nesse grupo, mas há o problema das intempéries. Por isso, um carro elétrico não é o substituto do carro de motor a combustão. A situação de carga da bateria baixa não pode ser resolvida tão rápida e facilmente quanto a de nível combustível baixo.

Que o leitor não pense que sou contra o motor elétrico. Pelo contrário, ele é admirável. Não se concebe outro motor para trem, metrô, ônibus urbano, empilhadeira, elevador, carro de golfe e carro de transporte de caixão em cemitérios. Mas é preciso fonte de energia constante em muitos casos e suficiente para a operação em outros.

Dá para imaginar metrô com outro motor que não seja elétrico? (foto transcontinental-fm.blogspot.com)

Carro elétrico só a bateria é poesia, só lhe restando o baixo custo para rodar  No iOn, por exemplo, com o preço da energia elétrica na França, o quilômetro só custa 5 centavos de real, bem menos que os atuais R$ 0,27/km em um carro europeu compacto que faça 12 km/l na cidade com gasolina super lá, de 1,40 euro o litro.

Mas esse mesmo carro a gasolina custa cerca de 30 mil reais, enquanto o iOn sai por 70 mil. A diferença de 40 mil reais, com a economia de 22 centavos de real por quilômetro, precisará de 180 mil quilômetros para ser amortizada.

A General Motors Company (não é mais a antiga General Motors Corporation) é merecedora de todo aplauso da comunidade automobilística pela criação do Chevrolet Volt, que atende os anseios de quem acha o mundo vai derreter de tanto calor resultante do CO2 produzido pelos motores a combustão e, ao mesmo tempo, mantém todos os benefícios do automóvel, inclusive e principalmente, autonomia.

O incrível Chevrolet Volt (foto gm.com)

A ideia por trás do Volt é simples e ao mesmo tempo genial: anda-se só a bateria por 80 quilômetros e se esta se descarregar no meio de lugar nenhum, o motor a combustão e o gerador de bordo garantem a continuação do passeio ou da viagem. Genial, mas caro: nos Estados Unidos o Volt custa 40 mil dólares, bem mais que um Honda Civic de 15 mil – 2,7 vezes mais, e aproximadamente o mesmo tempo de amortização do iOn se rodar só elétrico. A bateria é recarregada normalmente pela tomada.

Mas essa mesma genialidade o mundo pôde conhecer 110 anos atrás, no Salão do Automóvel de Paris de 1901, num carro de funcionamento análogo ao do Volt: o Lohner-Porsche Semper Vivus híbrido combustão-elétrico. Genialidade de um jovem então com 25 anos: Ferdinand Porsche.

Lohner-Porsche Semper Vivus, de 1901, o primeiro híbrido (foto Porsche database)

Tanto nele quanto no Volt low battery é apenas uma informação, nunca uma ameaça.

BS

32 comentários :

  1. para isso existem os nobreaks

    falando sério no início do século passado havia o mesmo problema, acho que isso não vai impedir os elétricos, mas acho que vao desenvolver algo melhor ainda, hidrogênio etc

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  2. Interessante é conhecer um pouco do balanço energético de um carro, desde a matéria prima, a produção das peças, a montagem, o uso do mesmo, até chegar ao seu descarte. J.Clarkson, apresentador do Top Gear, é um crítico ferrenho do Toyota Prius e outros híbridos, dentre outras razões, justamente por ser mais poluente nessa contagem do que um modelo convencional a gasolina. Da mesma forma, deveríamos saber da matriz energética do local, pois a eletricidade não surge do nada, ela depende de poluição e destruição de recursos naturais, como óleo, carvão, hidreletricidade ou mesmo energia nuclear. No final, o sujeito que usa um Nissan Leaf em Los Angeles polui a atmosfera da mesma forma (ou até pior), pois a eletricidade da tomada da parede vem muito da queima de carvão e óleo combustível. Por isso, sou defensor do aprimoramento do motor a combustão, com o uso de tecnologias que tragam maior eficiência e combustíveis alternativos como o hidrogênio, gas natural, biomassa etc. Bob, queria saber a sua opinião a respeito e quem sabe sugerir uma pauta futura.
    Abraço
    Eduardo

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  3. ekkohara
    Como eu disse, o motor elétrico é fabuloso, mas precisa ter fonte de energia constante, caso do metrô. O dia em que as células a combustível consumindo hidrogênio se tornarem acessíveis, produzindo a eletricidade a bordo, o carro elétrico será realmente prático e eficiente. Mas isso, pelo jeito, está muito longe. O Honda FCX Clarity custa 1 milhão de dólares. Não é vendido, claro, só arrendado para alguns poucos.

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  4. Alan
    Como respondi ao Ekkohara aí em cima, só com a célula a combustível o motor elétrica ganhará viabilidade plena.

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  5. Bob, mudando um pouco de assunto, seria bom que o Autoentusiastas falasse sobre a tentativa de censura que a Toyota quer impetrar contra ele:

    http://www.noticiasautomotivas.com.br/censura-automotiva-toyota-diz-que-o-na-nao-pode-divulgar-mais-nada-sobre-ela/

    Outros blogs e sites já estão falando do ocorrido.

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  6. Certeza que estou falando besteira,já que ninguem ainda pensou nisso no mundo,rsrs..

    Não existe alguma maneira de recarregar as baterias enquanto o carro roda?Um gerador que gire junto com as rodas,como o alternador por exemplo,e recarregue as baterias?Sei que durante a frenagem a energia é re-utilizada,mas não existe uma maneira de utiliza-la também nas acelerações?Um em cada roda aumentaria bastante a autonomia do carro eim...

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  7. Pedro Henrique
    Não adianta, é preciso potência para gerar energia elétrica e sempre há perda no processo, que resultaria em menos potência gerada que a energia gasta para gerá-la.

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  8. Bras Arouca01/05/11 18:28

    Uma outra possível solução : - Tomadas wireless ao longo de uma via, com carregamento em movimento.

    A Toyota está dando um passo inicial nesse sentido.

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  9. Bras Arouca01/05/11 18:28

    http://carplace.virgula.uol.com.br/toyota-investe-em-abastecimento-wireless-para-carros-eletricos/

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  10. Sem contar algo que eu sempre faço questão de lembrar.

    Para se produzir um carro "eletico" hoje se polui muito mas do que para se produzi um à combustão.

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  11. Bras Arouca
    Com carro em movimento é um tanto difícil. Uma rede elétrica para isso seria inviável. Já o carregamento por indução, sem fio, é possível, mas a eficiência é muito baixa e aumenta o tempo de regarga. A ideia da indução é apenas medida anti-vandalismo, desligarem o cabo da tomada ou mesmo roubá-lo.

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  12. Para mim carro 100% recarregado pela tomada não pega, não. A única alternativa que vejo para elétricos, é usando um motor a combustão como gerador para as baterias. Assim fica com os benefícios dos 2 mundos.

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  13. Bob.

    Você nem lembrou se nestas horas de deslocamentos com pouca carga, acontecer um engarrafamento de trânsito.Seria desastroso.Já
    pensou no Brasil, com pessoas poucas dadas ao planejamento, a quantidade de carros parados nos acostamentos sem carga?
    Definitivamente o carro elétrico so serve para espaços restritos e fechados.Jamais substituirá o carro normal.Os aviões são muitos mais danosos ao meio ambiente que os carros.Ja imaginou aviões elétricos?
    Porque não investir na melhoria dos motores a combustão, metade do que estão investindo em carros elétricos? Já pensou em carros de bombeiros, de polícia e ambulãncias elétricos? Definitivamente falta imaginação aos defensores dos carros elétricos.Viva a liberdade

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  14. O futuro é a celula de combustível... Quem viver verá...

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  15. Luiz Dranger01/05/11 23:02

    Bob, como sempre brilhante o texto ! Já no meu caso, eu preferiria ter um celular a gasolina ! Puxava uma cordinha, o motorzinho pegava e pronto. Não entendo as baterias. As vezes duram o previsto, outras não aceitam mais recargas totais etc... Creio ser o futuro, mas estamos longe ainda. Abração

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  16. Bob,
    Carro elétrico só a bateria não é poesia. Talvez, um privilégio para os que não sofram de "range anxiety".

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  17. Carro elétrico, tô fora!
    Torço pelo desenvolvimento de uma célula de combustível com aplicação automotiva eficiente e de baixo custo.
    Ainda creio que o meu esquife será levado por um rabecão a álcool.

    PS: Ecochatos, antes de voltarem a encher o saco por conta disso, abram mão do conforto da vida moderna e vão morar na floresta, como os indíos. Assim o único CO2 que vão emitír é da flatulência que irão soltar. Comecem dando o exemplo!
    Utopia vazia...

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  18. V8 Rules!!!

    Ainda mais com um Corvette fazendo o cosumo que faz. Não sei ao certo quanto, mas não paga gas guzzler.

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  19. Tudo que se vê por aí em termos de combustível alternativo, ao meu ver, á mais fruto da propaganda do que da eficiência.
    A sociedade terá muitos desafios pela frente, tanto de engenharia, quanto de interesses comerciais, até finalmente vislumbrarmos o futuro dos automóveis.

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  20. Já existe a tecnologia para se abastecer com combustível líquido seja ele qual for e se ter o carro elétrico... basta refinamento e vontade de resolver o "problema". http://www.bloomenergy.com/. células de combustível sim, hidrogênio não. Quem paga não precisa ficar na mão dos cartéis de novo...

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  21. Eduardo Leal
    Não vejo assim, privilégio. Se não tem ansiedade é porque roda pouco por dia e nesse caso o tempo de amortização sobe.

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  22. Bicicleta elétrica é mais legal. Acabou a bateria é só pedalar, ou então você vê que a bateria vai se esgotar no meio do caminho e começa a ajudar com o pedal para ampliar a autonomia. Bem mais simples. Ainda vou comprar uma pra mim.

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  23. Eu acho que a tecnologia dos carros elétricos está em um passo inicial ainda, e que tem bastante chão pela frente até poder ser considerada como substituta de todas as aplicações de carros elétricos. Pensando por exemplo no mercado americano, para uma família que geralmente tem mais de um carro, um Volt é uma ótima opção por exemplo, para um pai de família usar durante a semana; durante o final de semana ele pode usar sua F-150 a gasolina.
    Não vou avaliar a poluição gerada na fabricação de um carro, mesmo porque para mim o mercado atual de carros é um tremendo desperdício; os carros deveriam durar bem mais e ser trocados apenas em um intervalo maior.
    O que se deve ser considerado é com relação a quantidade de combustível que o carro queima durante sua vida útil, a porcentagem deste combustível que é transformado em trabalho útil, e se este combustível fosse queimado em uma usina termoelétrica, quanto de "trabalho equivalente" seria gerado. Como usinas termoelétricas são mais eficientes que motores automobilísticos a combustão, a diferença no final é consideral. E qualquer ajuda que for possível para diminuir a emissão de gases de efeito estufa é importante, porque o aquecimento global não é apenas uma reclamação de eco-chatos. Os próximos 50 anos serão críticos.

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  24. Algumas perguntas:

    E quando as baterias de um Chevrolet Volt, por exemplo, chegarem ao fim de sua vida útil?? O motor 1.4 turbo dele ficaria funcionando direto, para que o carro pudesse funcionar? Nesse caso, o que os ecochatos pensariam sobre o aumento da poluição gerada por este pequeno "detalhe"?

    Qual seria o custo de reposição destas baterias? Será que valeria a pena a troca, ou seria melhor "jogar o carro no lixo" e comprar outro? E o impacto ambiental disso?

    Se todos os carros se tornarem elétricos, como parece ser o desejo dos "defensores da ecologia", de onde sairia energia elétrica para a frota mundial? E material para se fazer tantas baterias, entre outras questões??

    Eu, particularmente, sou a favor da continuação do desenvolvimento dos motores dos ciclos Otto e Diesel. É só comparar desempenho, consumo e emissões dos motores mais modernos (esqueçam os flex), com os motores de vinte, trinta anos atrás, para se ver onde chegamos e se imaginar onde podemos chegar com eles.

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  25. Marcelo, acho que é mais fácil o motor-gerador do Volt ir para a retífica antes das baterias do Volt serem descartadas. A GM dá garantia de oito anos de uso para elas, sendo que é muito dificil motor a gasolina de uso comum durar isso (se for usado continuamente). Talvez pelo fato do motor a gasolina do Volt trabalhar em um regime de rotação otimizada (afinal é só um gerador que tem girar o alternador para produzir eletricidade para as baterias de forma continua, sem se submeter a diversas rotações diferentes) ele dure mais que os motores a combustão normais.

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  26. o ideal seriam carros elétricos com células de combustível que usem os nossos combustíveis líquidos atuais.

    No google existem artigos sobre a vantagem de usar etanol nas células de combustível, pois é o combustível atualmente disponível que mais rende, pois com uma litro de etanol a célula gera eletricidade suficiente para um motor elétrico rodar 30 km, tendo como resíduo apenas água e dioxido de carbono, que são reaproveitados pelas fotossíntese das plantas. Hidrogênio até rende mais, mas o custo de produção e distribuição, bem como a segurança de trasnporte e uso, ainda o tornam muito caro.

    Se o nosso governo, que se gaba de se dizer autossuficiente em petróleo e o maior produtor de etanol do mundo, poderia investir para as universidades viabilizarem as células de combustível a etanol, junto com dinheiro dos usineiros, petrobrás e até mesmo as montadoras, O petróleo do pré-sal seria destinado para o diesel dos caminhões e tratores, o combustível dos aviões e para petroquímicos de alto valor agregado.

    Mas toda essa gente só está a fim de tirar dinheiro fácil, não de investir agora para dar o passo que nos livraria da sina de exportador de commodities e importador de tecnologia.

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  27. Eu tenho certeza que jamais concordariam comigo. Carro não é para pobre. Pobre deve se preocupar em se alimentar bem, vestir-se confortavelmente, cuidar da sua saúde e da sua instrução. O automóvel é por sua constituição uma máquina burra. Uma tonelada de peso para transportar 500 quilos? Não é nada razoável, vocês não acham? O combustível é caro e deve ser! As tributações são altas e devem ser! O lixo que gera um automóvel só em plásticos e resíduos são enormes. Os recursos não renováveis que são empregados em todo o seu processo de fabricação, tudo isso e muito mais deve ser sim, avaliado e a conta não pode simplesmente ir para a natureza! Existe um grande equivoco entre a massificação e a democratização. A primeira equivale a dar o peixe; a segunda ensinar a pescar. Pelos volumes de escala pode-se fabricar algo a preços módicos. Consumir não traz liberdade a ninguém. Ter senso crítico e poder decidir sobre suas ações sim. Isto é democracia! É o que dia a dia estamos cada vez mais distantes. Há cada vez mais um consumo vazio, sem propósito; sem intenção. E cada vez menos a possibilidade de se escolher a melhor maneira de se consumir; a maneira que melhor traduz a minha vontade. Quero um carro a álcool tenho que pagar por gasolina. Quero um carro a gasolina tenho que pagar por álcool. E futuramente agüentar goela abaixo um carro elétrico. É uma benção!!

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  28. Obviamente não faz sentido abastecer o carro numa tomada durante uma viagem, por exemplo. O ideal é que as baterias sejam modulares e intercambiáveis entre diversos modelos de carros. Assim, os postos de serviços poderiam manter estoques de baterias carregadas, exatamente como o combustível líquido. Bastaria parar o carro e trocar as baterias descarregadas por outras com carga. Li a respeito de algumas medidas neste sentido, da Renault/Nissan, creio eu, num teste em Israel. Mas é um futuro ainda distante...

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  29. Anônimo 02/05/11 14:28,

    Minha Parati 91, a gasolina e com vinte anos nas costas é um fenômeno então, já que o motor dela não fuma, está em excelente estado de conservação e o desempenho do carro é ótimo... rs

    De qualquer forma, talvez a retífica do motor-gerador do Volt seja mais barata que um jogo de baterias novo para ele.

    Um elétrico puro eu não encararia, pelos motivos já citados pelo Bob. Agora, um híbrido como o Volt já seria algo mais viável para se usar no dia-a-dia. O único problema, mesmo, é a questão do preço, bem maior que o de um carro comum.

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  30. Duas questões básicas: Onde e como será produzida a energia elétrica para abastecer toda a frota de veículos?
    As baterias mais eficientes hoje são de lítio. Esta matéria-prima é um recurso natural finito como o petróleo, e quase 90% dele é retirado da natureza em jazidas que ficam na... Bolívia! Quando os carros elétricos forem abastecidos em minutos e a eletricidade for farta e barata, aí sim vejo algum futuro para os carros elétricos. Até lá será coisa para ricos e estrelas de Hollywood que estacionam em casa seus Prius e ligam o ar-condicionado no máximo e a tv de 85 polegadas durante o dia inteiro...

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  31. Acho que os carros elétricos, que deverão se menores (para 2 pessoas) ficarão restritos ao uso urbano, em trajetos mais curtos, casa/escola/trabalho/supermercado/
    teatro/restaurante/motel (sim, por que não?), quando poderão inclusive ser recarregados enquanto estiverem parados. Os nodelos a combustão (para 4 ou mais passageiros) serão usados em trajetos longos, como sítios, viagens, aventuras fora de estrada, e serão usados mais nos fins de semana.
    Nada que a versatilidade do ser humano não consiga superar...

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  32. Marco Lima
    Claro, são usos distintos, mas uso limitado não tem nada a ver.

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