NISSAN LEAF JÁ ESTÁ A VENDA NOS EUA



A Nissan entregou neste dia 12, sábado, o primeiro Leaf nos Estados Unidos. É o primeiro carro exclusivamente elétrico produzido em larga escala. É um hatchback de cinco lugares. Só tem um motor, que é, claro, elétrico. Não tem, como o Volt, da GM, além do elétrico, um motor a combustão que automaticamente é ligado para gerar energia elétrica quando a bateria se descarrega a um determinado limite. Sua bateria é de íons de lítio e lhe proporciona uma autonomia de, segundo a Nissan, 160 km. Segundo a fabricante, ao redor de 90% dos americanos rodam menos que isso no seu dia a dia, portanto, essa autonomia satisfaz a muitos.

Seu motor produz 80 kW de potência, o que corresponde a 108 cv. Sua velocidade máxima está limitada a 145 km/h. Os seus 80 kW lhe permitiriam atingir velocidade mais alta, mas certamente ela foi limitada para evitar o excesso de gasto de energia por longos períodos, o que comprometeria a autonomia.

Sua bateria leva 24 kW.h, o que nos custaria algo ao redor de R$ 11,00 em energia. Nada mau, portanto, rodar 160 km gastando 11 reais.

Não tem câmbio, já que os motores elétricos têm torque máximo em toda sua faixa de rotações – não é como os motores a combustão, que têm uma faixa restrita ideal de torque máximo, e é nele, ou perto dele, que devemos manter sua rotação para menos consumo de combustível. E o torque dos elétricos é alto, proporcionalmente mais alto que o torque dos a combustão quando comparados pela potência máxima. Dizem que o Leaf arranca como se tivesse um V-6, portanto, coisa de uns 30 mkgf.

Motor elétrico quase não faz barulho e quase não requer manutenção. Tem só uma peça móvel. Motor elétrico quase não vibra. Motor elétrico transforma em movimento quase toda energia que lhe é fornecida – ao redor de 90 a 95% — ao passo que os modernos a combustão só conseguem transformar em movimento, no máximo, 35% da energia liberada pela queima do combustível. Os outros 65%, ou mais, de energia, viram calor, calor este que a maior parte cabe ao radiador dispersar.

Sou partidário de que um homem só se satisfaz plenamente tendo duas mulheres e dois carros. Um carro para o lazer e outro para o trabalho. Com as mulheres, o mesmo. Mas já que as mulheres de hoje não topam mais essa condição, e com razão, só nos resta ter dois carros, já que carro não se arma de rolo de macarrão nem processa.

Acho que eu gostaria de ter um carro esporte para me divertir e um Leaf para o trabalho. Minha mulher e filhas gostariam de ter um Leaf cada uma, já que elas gostam de carros silenciosos, que aceleram rápido e que não necessitam o trabalho chato de mudar marchas. Acho que eu gostaria de que elas tivessem um Leaf cada uma, já que não lhes entra na cachola, por mais que eu insista, que um motor a combustão é ainda uma máquina caprichosa que necessita de cuidados rotineiros, tipo verificar os níveis de água e óleo, o estado dos filtros etc. – e sobra pra mim tomar esses cuidados para que essas máquinas delas não encrenquem. Imagine você se o liquidificador, a máquina de lavar roupas e o secador de cabelos tivessem motores a combustão! Imagine a quebradeira!

O galho seria nos finais de semana, quando cada um resolve viajar prum lado. O Leaf ainda não é viável para viagens, nem médias, porque leva horas para carregar a bateria.

O problema dos elétricos, hoje, nem está na autonomia, já que não seria tão inconveniente assim parar a cada 160 km para reabastecer rapidamente a bateria. Nos EUA estão montando postos de carga rápida, e neles é possível carregar 80% da bateria em meia hora. Os últimos 20% são mais demorados, pois a bateria tem que organizar a coisa dentro dela e quanto mais está cheia, mais demora a se organizar. A grosso modo – ou seja, a meu modo – é como se enchêssemos um quarto com caixas de sapato. No começo vamos jogando as caixas de qualquer jeito e vai rápido, mas quando o quarto está pela boca demora mais.

Mas este é só um caso, o caso de uma família que costuma viajar nos fins de semana, mesmo assim um ou dois Leaf – ou outro elétrico – teriam lugar em minha casa. Portanto, antevejo boas vendas ao modelo. Ele não supre todas as nossas necessidades, como os a combustão hoje suprem, mas ele tem o seu lugar, tem as suas vantagens.

Aqui no Brasil sobra energia elétrica, de madrugada. Fora do horário de pico muita energia é praticamente jogada fora, e é justo nesse horário que se carregariam a grande maioria das baterias desses carros. Vender essa energia hoje perdida permitiria até baixar o preço da energia elétrica em geral, já que haveria um maior faturamento para a empresa sem que subisse seu custo.

O galho é que o Brasil tem uma das energias elétricas mais caras do mundo. Aqui ela nos custa o dobro do que custa aos americanos e o triplo do que aos canadenses, e olhe só que a nossa fonte produtora, a maioria dela hidrelétrica, é a mais farta e barata possível. Um dos motivos é que pagamos ao redor de 45% de impostos diretos sobre ela; isso mesmo, 45% só dos diretos, se somarmos os impostos pagos pelas etapas de geração, transmissão e distribuição.

Outro galho é que o presidente que se arranca barrou uma lei de incentivo ao carro elétrico; incentivos que no nosso caso nem subsídios eram, mas só isenção parcial de impostos. Imagina-se que agiu assim por crer que isso atrapalharia seus extraordinários planos para o consumo desenfreado de álcool aqui e no mundo todo; como se o mundo confiasse em nós, ou nele, o cara.

Enquanto isso, há incentivos governamentais nos EUA que chegam a baratear o Leaf em 30%, dependendo do estado. O americano, que foi pra Lua há 41 anos, é burro, e nós, que elegemos o Tiririca com recorde de votos, é que somos inteligentes. Tá legal.

Meses atrás fui convidado a participar de um evento na Prefeitura de São Paulo. Anunciaram que seria uma parceria entre a prefeitura e a Nissan. Tonto e esperançoso, fui. Estavam lá o nosso prefeito, aquele cara durão, e o presidente da Renault-Nissan, o senhor Carlos Ghosn, um executivo que muito respeito e que é avesso a politicagens. Eu esperava que a nossa prefeitura anunciasse que incentivaria os carros elétricos no município, já que eles ajudam a resolver alguns problemas da poluição do ar que respiramos e do som que ouvimos, mas foi um anúncio pífio: a CET vai comprar 50 modelos Leaf. Será que tapearam o senhor Ghosn? Será que ele viria aqui para vender só 50 carros – para ajudarem a nos multar a torto e a direito – e nada mais? Talvez o tenham tapeado. Talvez ele tenha vindo diante de um prometido plano que, por algum motivo irracional, no último momento não se concretizou. Aqui tudo é possível.

Entre o final do ano vindouro e 2013 mais outros carros puramente elétricos chegarão aos mercados americano, japonês e europeu. O Ford Focus EV chega em um ano. O Smart Fortwo EV em 2012. O Audi R8 E-Tron em 2012. O Mini E em 2012. O VW Golf elétrico em 2013. E podem contar que eles virão melhores que o Leaf recém-lançado, pois a evolução nessa área está velocíssima.

E cuidado com os chineses, pois muitos elétricos baratinhos meia-boca já estão sendo vendidos por lá e eles certamente evoluirão mais rápido do que imaginamos.

O mundo todo se mexe feito doido pra se modernizar; e nós aqui, nada, nesse marasmo de governantes Jecas Tatus com amarelão e bicho-de-pé que só nos sugam e não nos deixam ir pra frente.

Fico imaginando a inauguração do trem-bala, os vagões em festa, cheios de políticos escroques, e o Tiririca como Ministro dos Transportes encarregado de checar se os trilhos todos estão no lugar...

AK

24 comentários :

  1. Ótima matéria bem como seus comentários, é realmente uma vergonha o que pagamos de impostos visto o que é feito em pró da população!
    Não conhecia todos esses benefícios do carro elétrico, mas pelo visto só ótimos (excetuando-se apenas a autonomia em km, que provavelmente irá aumentar com o tempo).

    ResponderExcluir
  2. Apesar do lobby dos usineiros e da Petrobras, o carro elétrico brasileiro tem grande futuro: vai vingar no país somente quando houver baterias paraguaias à venda no mercado paralelo. Agora, imagina a situação do dono da Brasília elétrica, tendo que furtar energia no poste da Light p/ poder chegar em casa.

    ResponderExcluir
  3. Pra começar, privatizem o cabide de empregos chamado Petrobrás que aí teremos carro elétrico no Brasil.

    Garanto que a Prefeitura de SP pensou assim quando convidou o Carlos Ghosn:
    "Extra! Extra! 14 pessoas enganadas!"

    Agora, pra isso ir adiante no resto do mundo, tem que acabar o petróleo.

    ResponderExcluir
  4. Se não custasse o olho da cara eu compraria para trabalhar. :-)
    Mas ainda sou mais o conceito híbrido estilo A1 E-Tron...

    ResponderExcluir
  5. Privatizar a Petrobras... vejam só.

    É cada comentário que nem vale a pena comentar...

    ResponderExcluir
  6. AK,
    o alcool foi um grande salto em relação à gasolina. Disso eu não tenho dúvidas, porém insistir tanto e protegê-lo como se fosse o elixir da longa vida é besteira. Temos que andar para frente.
    Com o altíssimo custo dos elétricos, mesmo com o incentivo o preço seria alto e o carro seria para poucos. Seria bom para a nossa imagem e ainda incentivaria sua produção por aqui.

    Ainda tem 18% de ICMS que poderiam ser diminuídos dado que, os partidos da situação aprovam o uso dos elétricos. Querem que o barbudo tire imposto, mas eles também não fazem muito esforço. Politicagem pura.

    ResponderExcluir
  7. Anônimo das 15/12/10 19:17,

    Pois é, concordo plenamente com voce. O Gayeski pisou e derrapou feio nessa.
    Privatizar a Petrobras seria a pior coisa do Universo que um governo poderia fazer. É fazer isso e em seguida apagar a luz e fechar a porta.
    Privatizaram o sistema elétrico, e o que aconteceu? Além de ter se tornado um lixo, totalmente sucateado (pois não há investimentos), as tarifas aumentaram drasticamente!
    Quem reclama dos combustíveis caros devia pensar um pouco no que aconteceria se a Petrobras fosse privatizada.

    Deveria ainda fazer o seguinte cálculo, bem simples: pegue o preço do litro da gasolina americana nos postos, e subtraia todos os impostos. Faça o mesmo com a gasolina brasileira.
    Fez as contas? Ótimo, então voce também acaba de constatar que a gasolina brasileira é MAIS BARATA. Só pagamos mais caro por causa dos impostos.

    Pois é, as grandes empresas petrolíferas americanas fornecem uma gasolina mais cara que a NOSSA.

    Portanto, o Petroleo é ou não é NOSSO??? Privatizá-lo seria assinar a carta do suicídio.

    Porque brasileiro tem que ser tão burro e falar mal da Petrobras? Para quem não sabe, a Petrobras é uma empresa extremamente respeitada no mundo e desenvolve tecnologia própria. Nossos reservatórios de petroleo tem característigas geológicas completamente diferentes do restante do mundo. Não adianta simplesmente chamar uma "empresa gringa", os caras teriam que ralar bastante também, assim como a Petrobras o fez.

    Privatizar a Petrobras é entregar o ouro pro bandido. Não existe essa história de cabide de emprego, na verdade FALTA mão de obra na Petrobras. Espero que ela contrate muito mais Engenheiros em breve.

    ResponderExcluir
  8. AK, essa sua frase "não é como os motores a combustão, que têm uma faixa restrita ideal de torque máximo, e é nele, ou perto dele, que devemos manter sua rotação para menos consumo de combustível." é furada.

    Rotação de torque máximo e rotação de eficiência máxima (que implica em consumo mínimo) não têm absolutamente nada a ver. Em alguns carros elas podem coincidir, mas isto não é regra, e sim exceção.

    Vou citar um exemplo: meus carros tem torque máximo a 4000rpm e os 15km/l em uso rodoviário eu obtenho a 2600rpm. Ou seja, rotações bem distantes entre si.

    ResponderExcluir
  9. DFalei mesmo, isso é um dinossauro quee monopoliza os combustíveis, não deixa de ser um tipo de ditadura.

    Política a parte, será mesmo que é tão difícil armazenar energia em baterias mais leves?
    Deve ter lobbysta lotado de petrodólares na indústria, só pode.

    ResponderExcluir
  10. Isso sem falar no carro movido a ar comprimido .. que não teria o problema das batarias de lítio ou baixa autonomia, nem de ficar horas carreganda na tomada ...

    Geraldo

    ResponderExcluir
  11. Amigo Arnaldo!

    Concordo em todos os pontos contigo, foi muito feliz em abordar o futuro que nos aguarda...

    Com dois carros na garagem, ele fica mais bonito!

    GM

    P.s: o anonimato me permite declarar o mesmo sobre as mulheres.

    ResponderExcluir
  12. AK,

    O negócio do molusco é cana mesmo!

    Joel,

    Essa do "Extra! Extra! 14 pessoas enganadas!" é do Chaves, né? kkkk

    Bussoranga,
    Você não levou em conta a qualidade da gasolina.
    E esta história de melhor consumo em torque máximo pra mim também não casa.

    Sds

    ResponderExcluir
  13. Esse Joel tentou concurso pra Petrobrás e não passou, agora quer privatizar, te aconselho a estudar mais e quem sabe no próximo passar...

    Obs: Retire os impostos da gasolina e de todos os outros produtos, transportes, pedágios, etc e veja o quanto pagaríamos pela gasolina antes de colocar a culpa na Petrobras.

    ResponderExcluir
  14. Rodrigo Laranjo16/12/10 18:12

    Esse carro não serve pra brasileiro. Brasileiro só tem uma vaga e carro aqui é caro, então o carro tem que resolver todos os problemas de transporte. Esse carro é para quem pode se dar ao luxo de ter no mínimo 2 carros.

    ResponderExcluir
  15. Bussoranga,

    eu disse próximo à faixa de torque, e não nela.

    Rodrigo,

    vc poderia dizer o mesmo a respeito do Smart, e olha quantos têm na rua.
    E muitas famílias têm 2 carros. Um a gasolina pra viajar.

    ResponderExcluir
  16. Fábio

    A frase é do Chaves sim, hehehe.

    Anônimo
    Eu nunca prestei concurso nem pra gari.

    ResponderExcluir
  17. Gayeski,

    É sim, muito extremamente difícil armazenar energia em baterias.
    Baterias possuem uma densidade energética (em kWh/kg) ridiculamente baixa, e pra melhorar isso ainda são necessárias muitas décadas em pesquisa e desenvolvimento.

    Enquanto isso não ocorre, temos duas alternativas:
    1. Combustíveis (renováveis ou não)
    2. Material nuclear

    Já adianto que a alternativa 2 é um caminho inevitavel.

    Não existe nenhuma "força obscura" da industria do petroleo para barrar as demais alternativas. Na verdade elas colaboram com a industria do petroleo. Afinal, de onde voce acha que virá a energia para suprir a nova demanda elétrica que surgirá?

    O que o AK disse sobre utilizar a oferta noturna de energia será insuficiente. Ajudará no começo, mas não durará muito.

    AK,

    2400rpm para máxima eficiência e 4000rpm para máximo torque são coisas muito distantes. Não se pode afirmar que tais rotações são próximas ou "na faixa", ou "na região" ou "em torno de". Simplesmente uma coisa não tem nada a ver com a outra.

    ResponderExcluir
  18. bussoranga
    Provavelmente a 2.400 rpm jáa está com 90% do torque máximo ou mais, portanto dentro da "faixa". Outra coisa, há de se considerar o aumento do atrito (principalmete com o ar) que aumenta consideravelmente a 4.000 rpm em última marcha. Creio que consumo mensionado pelo AK seja com cargas constantes, onde o aproveitamento ideal se dá na faixa de torque máximo.

    ResponderExcluir
  19. Muito bem observado Freddy, agora é colocar em 4ª e ver o que acontece com o consumo instântaneo... Vamos valer uma aposta? hehehe
    Eu ainda acho que o consumo é melhor em quinta heim...

    ResponderExcluir
  20. Fabio
    Sim, provavelmente o consumo será menor em 5ª. No meu comentário anterior eu estava me reverindo a relação combustível/potência. Essa sim vale uma aposta. rsrsrs

    Abraço.

    ResponderExcluir
  21. Em tempo: só seria válido em altas cargas, não em regimes parciais, o que não é muito válido em carros já que em boa parte do tempo não se usa nem a metade da potencia do motor, mas...

    Gostaria de dirigir um carro elétrrico para saber qual a sensação de ter todo o torque disponível tão cedo. E o gerenciamento eletronico libera mesmo todo o torque logo no início? Ou só a partir de uma determinada rotação?

    ResponderExcluir
  22. bussoranga

    Eu pensei nos pontos que tu levantaste, porém podemos lembrar que o motor Diesel foi projetado para consumir óleos vegetais e que Rudolph Diesel morreu em circunstâncias controversas.
    Li no BCWS que um pesquisador do biodiesel sofreu atentado... procurarei o endereço.

    Inclusive creio que um motor a biodiesel usado como gerador (e não dando força motriz) é uma solução bastante interessante.

    ResponderExcluir
  23. Me impressiona que um carro elétrico tenha rendido um post tão interessante (embora mais graças aos comentários do AK do que ao Leaf em si).

    Se a prefeitura de SP tivesse um pouco de vergonha na cara, aproveitaria a oportunidade para dispensar os carros totalmente elétricos do rodízio (que, só para lembrar, foi instituído com o argumento de melhorar a qualidade o ar na capital). Mas reduzir impostos e multar menos soa como heresia para os nossos governantes que, bonzinhos como são, se apropriam de apenas um terço da renda que nós brasileiros ralamos para gerar, em troca de quase nada além de novos abusos contra a sociedade.

    E, falando em heresia, me impressiona como a palavra "privatização" é tratada como tal por tanta gente no Brasil. No momento atual, privatizar a Petrobras me parece mau negócio, mas deveriam ser criados meios para evitar que o governo metesse tanto a mão (e os amigos) na empresa. E acho que seria bom, sim, passar à iniciativa privada algumas estatais, a começar pela estatal onde eu mesmo trabalho.

    Voltando ao tema do post, comparado ao fato de que um motor elétrico fornece seu torque máximo desde zero rpm, a faixa de torque útil dos motores a combustão me parece bastante limitada, sim.

    ResponderExcluir
  24. Freddy, certamente a eletrônica limita o torque para evitar patinação nos casos de motores mais fortes.

    ResponderExcluir

Pedimos desculpas mas os comentários deste site estão desativados.
Por favor consulte www.autoentusiastas.com.br ou clique na aba contato da barra superior deste site.
Atenciosamente, Autoentusiastas.

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.