10 MELHORES FIATS PARA O ENTUSIASTA


Quando fiz a lista de melhores Fiat pequenos, obviamente me lembrei desses carros abaixo. Como uma coisa leva a outra, vão aí os Fiats que mais mexeram com os entusiastas, de acordo com o MAO. Só valem carros produzidos em série, o que coloca de fora todos os fantásticos carros de GP de antes de 1927, e o sensacional 131 Abarth acima...


Na verdade, muita coisa ficou de fora, principalmente carros mais modernos. Lembro fácil, aqui no Brasil, do Marea Turbo e do Stilo Abarth, dois cinco-cilindros geniais, mas esquecidos do grande público. O Ritmo 130 TC e o Tipo Sedicevalvole também tiveram que ficar de fora, apesar de estarem entre os mais entusiasmantes hatchbacks esportivos de seu tempo. E eu adoro o Punto T-Jet atual, apesar de achar que não cabe aqui na lista. Poderia pôr nela o Barchetta e o Coupé dos anos 90, mas particularmente acho o estilo de ambos um pouco questionável. E afinal de contas, estilo era toda a proposta de ambos, visto que derivavam de carros normais como o Punto e o Tipo. Faltou também o simples e genial 128 Rally, de duas portas (abaixo), mas achei que já falamos bastante deste tipo de carro no outro post.



Aqui tentei colocar os mais especiais, diferentes, interessantes Fiat, e não somente os mais rápidos. Em ordem cronológica:


1) Fiat 8V "Otto Vu", 1952-1954



Logo depois da guerra, quando Dante Giacosa estava desenhando o carro que seria o 1400, a Fiat pensava seriamente em substituir o 2800 do pré-guerra com um novo e moderno carro usando a carroceria do 1400, entreeixos aumentado, e um novo motor. Para isso, Giacosa e sua equipe desenharam um estranho V-8 de baixa cilindrada e 70 graus de ângulo entre bancadas, designação interna tipo 106, para mantê-lo pequeno em largura. Afinal de contas, a intenção era montar o motor no lugar aonde ia o quatro em linha do 1400, e Giacosa já mostrara que espaço em seus projetos sempre foi tratado como algo de valor inestimável.

O motor todo em alumínio media 72 mm por 61 mm, diâmetro e curso, para uma cilindrada de 1996 cm³. Tinha comando único no vale do "V", e válvulas acionadas por varetas e balancins, bem no idioma americano. Mas há de se dizer que neste tempo, mesmo os V-8 Cadillac e Oldsmobile, que selaram esse esquema nos EUA, ainda estavam nas pranchetas (foram lançados em 1949). O pequeno V-8 se mostrou suave e potente para sua cilindrada (algo em torno de 100 cv), mas muito caro. Logo, nascia a ideia de aumentar o deslocamento do quatro em linha do 1400, o que seria muito mais barato. Nascia assim o Fiat 1900 em 1954, e o pequeno V-8 parecia fadado ao esquecimento. O 1900 era na verdade muito mais simples que o planejado sedã V-8, mas de qualquer forma o desenvolvimento deste carro parou completamente.

Mas aparece então em cena nesta história Carlo Salamano, lendária figura na história da Fiat. Salamano, que pode ser visto ao volante do Otto Vu nas duas fotos aqui, era ex-piloto de GP, e o chefe do departamento de testes da empresa. Nosso amigo, na verdade, é a pessoa sobre qual se costuma colocar a responsabilidade sobre o brio, a alma esportiva, de todos os carros Fiat. Salamano viu uma oportunidade de fazer um carro esporte e de competição novamente (a Fiat abandonara competições em 1927), e agarrou a oportunidade com vontade.



O carro resultante foi o 8V, ou Otto Vu em italiano. Com estilo de Fabio Luigi Rappi e desenhos de Dante Giacosa, o carro resultante tinha motor central-dianteiro, tração traseira e suspensão independente nas quatro rodas, e freios a tambor hidráulicos em todos os cantos. O pequeno V-8 era alimentado por um Weber duplo e produzia aproximadamente 105 cv a 5.600 rpm, mas alguns poucos carros foram equipados com um enorme Weber 36 IF4/C de corpo quádruplo, oferecendo reputados 125 cv para apenas uma tonelada exata de peso. Uma pequena série de apenas 114 carros serviu praticamente só para homologar o carro para competição, fabricados em parte nas oficinas da Siata. Mesmo tendo cessada a produção em 1954, o carro ganhou o campeonato italiano até 2,0 litros todo ano, de 1952 a 1959.

A maioria dos jornalistas até hoje não costuma falar muito bem do desempenho em curvas do carro, segundo eles excessivamente subesterçante. Mas era terrivelmente eficaz, como percebemos em seu sucesso em competições, e não ficara assim ao acaso. Segundo Dante Giacosa, “Salamano gastou um bocado de tempo para ajustar o já excelente comportamento do carro. Escolhendo cuidadosamente as barras estabilizadoras, ele obteve um marcante grau de subesterço, o que permitiu que as curvas fossem feitas a velocidades muito superiores, mas o que, infelizmente, foi muito criticado por jornalistas e alguns pilotos, acostumados ao sobresterço.”


Para mim, é algo tão exótico, diferente, raro, e com um pedigree tão impecável, que pode bem ser o mais desejável Fiat já criado. O legado de Salamano, direto de sua mão.

2) 1100 TV Transformabile, 1956-1957



Baseado no 1100, este conversível de dois lugares, construído em monobloco de aço estampado (raro na época), é lento (apenas 43 cv) e meio esquecido. Mas eu não consigo olhar para ele sem imaginar Roma nos finalzinho doa anos 50, e uma adorável signorina sentada juntinho comigo, segurando o chapéu elegante na cabeça enquanto passeamos pela noite da cidade...



3) Fiat 850 spyder, 1964-1973



O Fiat 850 não pode ser chamado de veloz, derivado que é do 600, equipado com um minúsculo quatro em linha refrigerado a água de 850 cm³ e apenas 45 cv. Mas é um conversível divertido, leve e alegre, e belo com sua carroceria Bertone. Prova que velocidade na verdade não é tudo na vida...

4) Fiat Dino, 1966-1973




Criado para dar volume de produção e homologação para competições a um motor V-6 da Ferrari, o Dino se tornou um carro único. Enquanto a Ferrari usava o motor em um magnífico carro esporte, em posição transversal central-traseira, a Fiat usava o tradicional motor dianteiro e tração traseira em um conversível de dois lugares (Pininfarina) e um sóbrio cupê 2+2 (Giugiaro, então na Bertone).

O V-6 Ferrari na verdade foram dois: inicialmente era todo em alumínio e 2,0 litros (160 cv), depois com bloco em ferro fundido, 2,4 litros (180 cv), ambos alimentados por três Weber duplos. Em ambos os casos, o V-6 a 65 graus contava com duplo comando de válvulas e toda aquela vontade para girar alto com vontade e música que fez a fama da casa de Maranello. Os 2,4, produzidos a partir de 1969, também contavam com suspensão traseira independente (a mesma do 130), em substituição ao anterior eixo rígido com feixes de mola semi-elípticas.

Um Fiat com coração de Ferrari. O carro esporte da dupla Lampredi-Giacosa.



5) Fiat 125 Sport/ Sport Spider, 1966-1982



Praticamente uma versão mais barata dos Fiat Dino, o 124 Spider (Pininfarina) e o Sport (Fiat) eram derivados do sedã 124, um carro que conhecemos aqui como Lada Laika, um carro de comportamento bem interessante. Mas com uma vantagem: o quatro em linha DOHC de Lampredi, inicialmente em 1,5 litro e 90 cv (e depois chegando a 2 litros e 137 cv).



O Spider foi o carro de maior sucesso, produzido até 1982, mas eu gosto mais do cupê, que podia carregar quatro adultos.

6) Fiat 130, 1969-1977



Nos anos 60, Giacosa criava o Mercedes italiano. Um sóbrio sedã de quatro portas e um belíssimo cupê (por Pininfarina), V-6 SOHC dianteiro (2,8 litros/155 cv e 3,2 litros/167 cv), tração traseira e suspensão independente nas quatro rodas. Um carro de qualidade impecável, sóbrio, belo, sofisticado e diferente.



Mas foi um fracasso, porque a preço de Mercedes as pessoas tendem a comprar Mercedes, e não Fiat...

7) Fiat Abarth 850 TC/ 1000 TC Berlina, 1968-1969



O ápice das pulgas atômicas derivadas do Fiat 600. Com capôs traseiros permanentemente abertos, radiadores dianteiros extras e rodas enormes em cambagem negativa, os carrinhos transpiram agressividade. São coisinhas realmente estranhas, sedãzinhos tranquilos transformados em carros de corrida para as ruas, ferozes feito gente grande mesmo.

Cacofônicos e intratáveis nas ruas, com comando bravo, múltipla carburação e taxas altas, os pequenos quatro em linha ofereciam 95 e 120 cv de apenas 850 e 1.000 cm³, a estratosféricas 8.500 rpm! Em carros de menos de 600 kg... Essas coisinhas malucas já foram cronometradas a mais de 200 km/h. Basta uma olhadinha nestas casquinhas de ovo supervelozes e bravas para entender porque o 500 Abarth 2010 é seguro demais para fazer frente a um 1000 TC de 1969. O novo é um carro para freirinhas carmelitas, comparativamente. Freiras velozes, mas freiras ainda assim.



8) Fiat X1/9 1972-1989


Um pequeno carro esporte de dois lugares, levíssimo, com um pequeno quatro em linha que adora girar, em posição entre-eixos transversal traseira. Todos os componentes mecânicos compartilhados com sedãs baratos de produção em massa, tornando o carro barato, e de fácil manutenção. Estilo de Bertone em fase inspiradíssima. Chassi acertado por Gianpaolo Dallara. Motor, suspensão, freios, direção derivados da obra- prima de Dante Giacosa, o 128. Só podia mesmo ficar ótimo...

O X1/9 permanece até hoje um exemplo de carro esporte barato e divertido, a preço baixo. Se a imitação é a maior homenagem, ninguém menos que a Toyota homenageou a Fiat com o primeiro MR2, de 1986. na verdade, a GM também o fez, antes, com o Pontiac Fiero, mas com muito menos sucesso.

Por que todos os fabricantes não tem um carro desses em linha até hoje? Facílimo de fazer, e os entusiastas agradecem com a carteira sempre.


O carro foi um grande sucesso, e teve vida longa, mesmo sua produção sendo assumida por Bertone em 1982. No Brasil, teve uma cópia bem fidedigna, o Dardo, fabricado pela Corona.

9) Uno Turbo i.e.
10) Tempra Turbo



Dois para nós, os brasileiros. O Uno foi meu sonho dourado desde que li sobre ele na Motor 3 lá por 1984, e quase dez anos depois quando foi disponibilizado para nós nas concessionárias. O i.e. era importante em 1984, porque injeção eletrônica era rara e exótica em 1984. Um amigo comprou um vermelho em 1994, e nos divertimos muito com ele até que foi roubado.



Aí este amigo pegou o dinheiro do seguro e deu de entrada num Tempra Turbo vinho. Explicar o que foi aquele carro naqueles dias é difícil. Quando andei nele fiquei pasmo; potência de sobra, sofisticação, ar-condicionado automático, duas portas... Um cupê exótico e raro, e mais rápido que quase tudo que encontrávamos pelo caminho. E viajar com ele para o Rio de Janeiro continua uma das mais memoráveis e velozes viagens que já fiz.

Tem um amigo aqui do blog que recentemente comprou um Uno Turbo preto, mas ainda não vi o carro. Quem sabe um dia ele aparece para a gente andar nele, e para o PK fazer umas fotos bacanas.

MAO



29 comentários :

  1. Faltou o Croma (o primeiro e não o crossover) e seu clone, o Thema Ferrari 8.32. Isso leva a um sugestão: os 10 melhores clones fiat ou clones de fiat.

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  2. O MFF escreveu sobre o Tempra Turbo. Muito bacana o texto dele

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  3. http://meuamigodelata.blogspot.com/2010/12/qual-e-o-caminho-mais-longo.html

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  4. Francisco V.G.21/12/10 09:44

    Lista bacana, sobretudo o 8V. Eu teria mencionado o Ritmo Abarth.

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  5. Listinha muito interessante, bem vintage mesmo.

    Sou fissurado no Dino, sendo Fiat ou genérico da Ferrari, olha ali que carrinho elegante e bravinho. O que deve ecoar os gritos desse pequeno V6 entre os vales...

    Esses ABARTH 850 devem ser uns capetinhas, pequenos e leves, verdadeira versão italiana dos pinicos atômicos. Muito legal também! 120 cavalos???? Jesus...deviam responder mais grosseiramente que bolicheiro de campanha.

    Esse "Farus" italiano também parece muito legal. Quase ia sugerir a inclusão do Coupé, mas - em terras brasilis - veio apenas a versão aspirada que manchou a reputação zangada da carroceria. A versão turbo com 220 cavalos e cinco cilindros, deveria ser impressionante...(e pesado)

    Uno turbo deve ser um brinquedo bem legal, um amigo meu disse que era um "trinta e oito" carregado. Naquela época, eu imagino o que era ver a botinha arrancando na frente de Omega 3.0 e aloprando a fina nata dos importados.

    Do Tempra Turbo sou suspeitíssimo em falar, mas não me furto em apontar os defeitos do carro. Era o puro sangue da época, seria superlativo com um pouco mais de trabalho.

    GM

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  6. Muuuito bom MAO!!!

    Vontade de dirigir todos! hehehe Veredicto - X1/9... Foi o que mais me despertou o interesse, até mesmo por ser barato e entregar bastante. Até o detalhe dos bancos na 1ª foto eu curti.

    Bom, falando em FIAT, não vou falar novamente do meu único FIAT, vou falar de carros de amigos...

    Fiat Coupe 2.0 16v Turbo - este amigo era um louco ao volante e seu carro tinha um kit de óxido nitroso instalado. Experiências interessantes, um ronco incrível, até nabo em Porsche este carro deu! Remetendo ao post do Bob sobre fixação de rodas, minha única experiência de estar num carro e simplesmente a roda começar a se soltar, foi neste Coupe, mas estávamos a algo em torno de 200km/h... foi sinistro! O 1º dono instalou rodas com furação diferente da original, é mole?

    Tenho um amigo que teve um Uno Turbo (desde 0 Km), vendeu e se arrependeu... Anos depois achou um Uno igualzinho ao dele, único dono, um senhor, carro zerado, ele comprou, pagou acima da tabela, revisou e ficou dias com o carro... deu dó deste meu amigo! Ficou desolado, o carro simplesmente desapareceu a 1,2 bar... conforme estava acertado.

    Abs

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  7. Bem lembrado MFF... 5 cilindros... 20v!... não sei o que me fez ter confundido. Talvez o Eclipse que este amigo teve mais tarde, que não teve a menor graça depois do italiano.

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  8. Eu não me confundi não, o carro dele era 4 cil. mesmo...
    Mas com um detalhe, o quanto o cara era "peitudo", carro de importação independente andando nitro com gicleur 76. Era o capeta!

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  9. Muito bom, tenho um Marea Turbo todo original, é um carro que dá grande satisfação ao dirigir, tanto de forma pacata quanto rapidamente. Uma das melhores compras que já fiz.

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  10. Fabio: oficialmente só veio a versão aspirada da fiat.

    Coisinha rara teu amigo conseguiu, a versão turbinada. Depois, o bloco foi substituído na Itália pelo "penta".

    GM

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  11. MFF,
    Chegaram 2 pela Fiat (Coupé 4c turbo) um virou sucata e o outro (azul escuro) sigue rodando por aí. abs

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  12. Uno Turbo i.e. esta na minha wish-list.
    Thanks MAO.

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  13. Tive um Tempra Turbo 95. Que carro lindo. Tinha algumas coisas realmente cativamentes, algumas raras até nos dias de hoje. O meu era levemente mexido. Alcool, 1,2 kg de pressão no turbo, descarga de 3 pol. até o fim, e ignição mais forte. Curiosamente ele não passava sensação de aceleração brutal, mas sempre me surpreendia ao consultar o velocímetro. seu habitat é de fato as estradas. Simplemente ignora subidas. Vocè até esquece a hora em que engatou a quinta, visto que dificilmente terá de chamar as marchas inferiores. O cambio longo e a direção bem direta são um sossego. As viagens são rápidas, e o cansaço demora a vir.
    Lembro de uma vez ir de BH a Porto Seguro (950 km), numa boa, passeando, em um pouco mais de 9 horas, porta a porta. Brasilia-Patos de Minas, 450 km, fazia-se em 4 horas com um pé nas costas. Antes que algum anonimo venha encher, sei que qualquer carro mil com a vóvó dirigindo consegue fazer o mesmo. O que impressiona é facilidade, o prazer que o TT proporcina nessas condições.
    Porém, o meu volta e meia tinha de arrumar uma coisinha. Sempre tinha algo a fazer. O carro era, digamos, chatinho. E isso foi me tirando o tesão do carro, e um bom dinheiro. Talvez pelo trato dos donos anteriores, vai saber. Isso foi em 2005.
    A superioridade desse carro em 94, 95 era uma coisa de outro mundo, claro, excetuando-se os omegas CD e vectras GSI.

    Abraço

    Lucas crf

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  14. Como eu disse em outro comentário, realizei meu sonho de infância e comprei um Uno Turbo 95.

    Peguei o carro com 49.203 km, único dono, preto. Rodo às vezes, mas já fico feliz só de contemplá-lo na garagem. É marcante demais. Tem fotos dele, assim que peguei, no site de um colega: www.carrosdecolecionadores.com.br.

    Sobre os outros Fiats, é uma pena não constar o Coupé. A Fiat deveria tê-lo trazido na configuração mais potente, já que era um exótico mesmo.

    O Dino também me chamava a atenção, desde pequeno. Ainda espero ver um ao vivo.

    Ótimo post. Prato cheio pra fiatista.

    Um abraço!

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  15. Este comentário foi removido pelo autor.

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  16. Mais um fã do uno turbo na área, apesar de nunca ter guiado um...hehehehehe.

    Aliás, quem souber de algum em bom estado de conservação (não precisa ser 100%, mas que esteja fácil de levantar - preferencialmente vermelho e preto), por favor, me avisem.

    carloseduardo.almeida@gmail.com

    Abraços.

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  17. Esse FIAT 130 coupe é maravilhoso...apesar de só conhecer ele por fotos, ele chega a impressionar pela agressividade/sobriedade das linhas...queria que tivesse sido um fracasso aqui na minha garagem...

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  18. Sempre fui gamado nos Dardo e, claro, no X1/9.
    Tive um primo que teve Tempra Turbo, Marea Turbo e um Audi A3T. Todos com modificações leves. Eu só dirigí o Marea e achei que tinha muito motor pra pouco carro, provavelmente por não estar acostumado com ele. Sempre dizia que o Tempra era o melhor dos 3.
    Morreu no Audi, na serra da Grota Funda, aqui no Rio...

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  19. Galto, dos três: o Audi é o melhor de chão!

    MFF

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  20. Ah, saudades Tempra cupê, vermelho sangue... Carro lindo até hoje, maravilhoso a seu tempo. lembro que no dia que tirei o carro da concessionária, estava em meio a um congestionamento na 23 de maios e todos os motoristas em volta olhavam para mim! Por certo, de todos os carros que eu já tive, o que deixou mais saudades.
    Mantenho até hoje um Marea 2.4. O cinco cilindros é um dos motores mais injustiçados do Brasil. Suave, torcudo, potente sem ser gastador. Só quem conhece (e tem) sabe apreciar; coisa de connoisseur!

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  21. MFF,

    Inclusive passa tanta confiança para quem dirige, que o cidadão tem que ser consciente... No post do Bob que debatemos sobre a validade/opção do air bag, eu citei um amigo que foi salvo pelo air bag, justamente num A3... Acordou no hospital com o rosto do George Foreman.

    Abs

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  22. Isso Fábio: o A3 é firmezinho e veste bem pra cacete...você já sai andando forte na primeira curva com confiança.

    Tempra e Marea são um pouco mais "desconectados" e rolam mais...(e o Marea turbo é meio intempestivo de entrada do caracol e suspensão traseira)

    MFF

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  23. O Uno Turbo realmente era maravilhoso, depois que o caracol começava a agir simplesmente uma delícia. Mas acho que se eu fosse comprar algum, procuraria o Tempra Stile, turbo com 4 portas. o 2 portas dava muita "bandeira" que era bravo...
    Mas o sonho mesmo é o 131 Abarth bialbero!

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  24. Sem dúvida o A3 é melhor de chão. O Tempra era leve e só tinha aro 16 de diferente, muito rápido mas faltava tração. O Marea tinha 240cv, suspensão melhorada, aro 18 e nenhuma tração. O Audi era blindado, 220cv e suspensão. Um ônibus na contra-mão pegou o meu primo de frente, não teve air-bag que segurasse, rasgou o A3 longitudinalmente, o carona só teve arranhões.
    Ele dizia que o melhor carro que teve foi um Vectr GSi caretasso.

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  25. 147 Rallye, Uno Turbo, Tempra Turbo, Marea Turbo, Tipo 2.0 Sedice Valvole. Quase todos os carros da Fiat tiveram uma versão nervosinha ou endemoniada.

    Para mim, o Uno Turbo foi o ápice que nós brasileiros tivemos, pois tudo nele era diferente dos outros unos. Ao abrir o capô, um leigo dificilmente aceitaria que era original, uma bagunça organizada! A única coisa chata deste carro é que várias peças genuínas sairam de linha e a cada ano está saindo mais peças, como rodas (2010), peças de motor, amortecedor (2010) e etc, mas acho que estaria pedindo muito da Fiat em continuar fazendo peças de um carro com 15 anos fora de produção...
    Ao menos o carro está lá no site reparador fiat para mostrar que existiu e foi algo sem necessidade, sem lógica, uma caricatura e... totalmente desejável.

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  26. Fiat p/ entusiastas?

    Segue uma listinha + acessível de carros brasileiros.

    1 - Marea Turbo - 720 WHP - Brasilia

    2 - Marea Aspro - 302 WHP - Sergipe

    3 - Uno Turbo - 602 WHP - São Paulo

    4 - Tempra Turbo - 230 WHP - Recife

    5 - 147 Aspro - 212 WHP - Uberaba

    6 - Palio Turbo - 528 WHP - Fortaleza

    Tds disponíveis e andando no Brasil...p/ kem se interessar...rss.

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  27. Partindo do principio que seria um Fiat original de fábrica para um autoentusiasta,o Sedicevalvole unia desempenho,facilidade de manutenção e bom custo de compra, mexer num motor de Uno Turbo,Marea 5c e Tempra é a visão do inferno..Hoje em dia, depois que foi fabricado aqui Marea e Brava 1.8, as Alfa 145 e 155 tb são opções,um carro desse bom é 15 paus e são bem divertidos e a manutenção foi facilitada pois há peças disponíveis a custos menos proibitivos do que em 1995/1996 qdo apareceram por aqui...

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  28. Alexandre Freitas16/01/11 01:04

    O ronco dos Fiat é inconfundível, me divirto até com o meu Mille.

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  29. Silvio Di Priolo12/11/12 21:36

    meus parabéns ótimas escolhas,mas me responda o que precisaria mudar no Dardo para que ele entrasse no mercado atual?

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