SLOW


Quando falamos em AUTOentusiastas, logo nos vem à mente velocidade, carros esportivos, track-days. Mas permitam-me outra abordagem. JJ andou falando em simplificar nossa vida, e simplicidade traz tranquilidade. Já existe um movimento chamado 'slow-food', que prega o prazer de saborear a comida com calma, e não entrar num 'fast-food' e se entupir de qualquer coisa em 5 minutos. Outro dia escutei a Joyce no rádio falando sobre seu novo disco, Slow Music, que foi meio inspirado nessa onda 'slow-food', ou seja, fez música para saborear com calma, música com pausas, sutilezas, nuances.

E onde entra o carro? Ué, ele também faz parte de nosso dia-a-dia. O que acaba acontecendo conosco? Guiamos sempre com pressa, comemos mal, atendemos celular toda hora. Guiamos no automático, sem prestar atenção no ato de dirigir. Entusiasta em geral guia bem, vai guiar rápido no 'automático' e não vai cometer barbeiragens. Mas aí lembrei de um amigo nosso, o Valter, com uma suavidade ao volante de prestarmos atenção. Sabem qual é uma das sensações mais legais num veículo (e não tem nada a ver com velocidade)? É estar dentro de um ônibus desses de estrada, o motorista começa a dar ré devagarzinho, a gente sente o ônibus se mover (cortinas fechadas, querendo cochilar de novo) e daqui a pouco se toca: Ué, essa ré não acaba nunca? Abrimos a cortina para dar um confere e já estamos em marcha para frente. E já percebi isso mais de uma vez. Mas acho que é cada vez mais raro, isso é coisa de motorista entusiasta, que se orgulhava disso.

Botei o Opala aí em cima porque a gente sempre associa o 4100 a velocidades altas, arrancadas poderosas. De fato, como o MAO falou outro dia, um 4100 dos mais antigos, mais leve que um Peugeot 307 atual, fazia bonito frente ao resto da manada. Mas Opala não é para isso. Dia desses, andando no Corvette 63 de um grande amigo (prometo que falo desse carro qualquer dia), uma correia insistiu em sair do lugar e acabamos voltando de carona no Opala do Welco, amigão, presidente do Opala Clube do RJ e leitor do blog. Caras, que passeio agradável. Eu estava meio em transe lá no banco de trás enquanto o Renato conversava com o Welco e comecei a perceber o carro, a tocada. Giro sempre baixo, tocada supersuave. A suspensão molenga que joga contra nas curvas, é uma delícia nessa situação, parece que estamos viajando no tapete mágico do Aladim. E aí, não tenho como não lembrar mais uma vez de uma matéria do Diplomata 4100 na Motor3, onde JLV falava uma grande verdade: todo mundo acha que comprar 4100 é para quem quer correr, mas o 4100 é sempre melhor que o 2500 em QUALQUER velocidade. Ou seja, vai andar ronronando a 1200 giros melhor que o 4 cilindros (e vai beber quase a mesma coisa).


Não pensem que me tornei um rolha de avenida, que ando na esquerda a 50 km/h. Não, nada disso, até porque guiar suave não significa guiar devagar. Você pode ir suavemente a 200 km/h, se a estrada permitir. Guiando assim a gente poupa o carro, poupa combustível, poupa os nervos. Saboreia a condução, a mudança de marcha, a tomada da curva e a frenagem suave. Parei até de me estressar com o espertinho que corta a fila, às vezes aqueles 30 segundos que perdi por causa dele são o tempo exato para a música acabar quando a gente chega na garagem, desliga o carro mas não desliga o rádio por conta da música legal que está tocando na hora.


O que vocês acham?

34 comentários :

  1. Esse tipo de tocada tranquilamente "degustativa" não é muito usual comigo, mas entendo totalmente.

    Na verdade, acho que é o "caráter" do carro que pede um determinado tipo de condução.

    No caso do Opala, só tive experiência com 4 cilindros e era, para meu gosto, um carro "bobão", macio demais. Mas, pelo ângulo defendido pelo autor, um carro fascinante.

    Cresci vendo um De Luxo sendo destruido na garagem do prédio em que morei. Há coisa de 3 anos, resolvi voltar lá e verificar se ainda havia salvação para a raridade. Era um De Luxo, com teto de vinil, 4 portas e seis cilindros.

    Fora vendido e, final triste, totalmente desmanchado. Uma lástima!

    Sds,

    Der Wolff

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  2. Sabe que eu nunca percebi as coisas sob esse ponto de vista ? Vou tentar um slow drive qualquer dia desses e ver no que dá.

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  3. Rodrigo Laranjo26/08/09 13:26

    Eu tenho 3 Opalas, o que posso falar? Empurrar os "APzeiros" é legal? É! Mas sair com o meu cupê 74 automático na coluna, banco inteirisso, com a namorada sentada no ladinho, abraçados, é bem melhor...

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  4. Der Wolff,

    também sempre fui mais fã da tocada em ritmo 'allegro'. Mas no dia-a-dia estressante, nada como desestressar guiando. Concordo que o carro é que define. Um BMW M3 dos primeiros, L4 2,3 litros de 200 cv pede giro alto, tentar andar manso é passar raiva. Mas os carros atuais até permitem uma tocada mansa e aceitam bem umas esticadas mais animadas.

    Mlucchezi,

    experimente, toquei no assunto porque de um modo geral a gente não se dá conta disso.

    Rodrigo,

    automático e de banco inteiriço é para isso mesmo, andar com suavidade, às vezes uma curva mais rápido (para o lado certo) só para a namorada escorregar e ficar mais próxima :-)

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  5. Mister Fórmula Finesse26/08/09 14:07

    Eu entendo perfeitamente esse tipo de condução e tento sempre adotá-lo no meu dia a dia: gestos econômicos, nada de excesso de comando no volante, trocas suaves como um automático, escalada de velocidade feita de forma mais macia possível, tangências antecipadas e consequentemente menor grau de inclinação da suspensão nas curvas da estrada, a utilização de cada centímetro útil e legal da rodovia para manter uma boa velocidade média sem passar a algum eventual passageiro a sensação física real da velocidade praticada (sem grandes excessos, repito). É possível fazer verdadeiros rallys de regularidade na estrada utlizando essa finesse para andar não longe dos malucos apatetados que fazem ultrapassagem arriscadas e que não conseguem manter um ritmo cadenciado (os domingueiros que andam a 160 km/h na reta e abortam para 40 km/H na curva)

    Esse tipo de condução o mestre Bob Sharp já muito descreveu no best cars, guiar com suavidade é sinal de sabedoria e eficiência ao volante entre muitos outros predicados elogiosos.

    Claro que o entusiasta pode brincar também em pisos de baixo atrito agindo de modo contrário, aplicando muita informação sobre os comandos do carro para exatamente conseguir um tipo de comportamento que só poderia conseguir em velocidades muito mais altas e potencialmente perigosas se aplicado um modo de direção mais neutro (estradas de terra, com neutralidade, as fugas acontecerão em ritmos mais altos do que buscando propositalmente a quebra da aderência).

    Mas usualmente sou um adepto da direção suave e linear, não é a toa que utilizo um apelido que demonstra a minha real intenção atrás do volante: andar com entusiasmo, mas com finesse....

    Fórmula Finesse, um projeto de Stewart que equilibrava uma bola sobre um prato no capô dos Ford's Scorpio, o segredo era ser suave para percorrer o slalom com a bola centrada.

    Os opala se prestam muito bem a esse tipo de utlização, é estranho, mas ainda não tive em minhas mãos um opala 6 cilindros para poder exercer esse tipo de condução suave, porém poderosas....ainda passo a mão em um.

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  6. Alexandre, sempre pensei nisso, no slow drive...realmente, a forma como se conduz o carro definitivamente afeta até o nosso humor. E é uma questão de costume. Após alguns dias se cuidando pra não pisar demais e nem frear muito em cima, logo logo vira hábito, e além de ser mais segura, esta forma de guiar preserva o carro e o combustível para o momento certo, quando realmente queremos ou precisamos andar mais forte. Experimentem, certo que vão gostar.


    MRM

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  7. Isso é uma das coisas que sempre falei ao justificar meu gosto por full-sizes com grandes motores - SUAVIDADE.

    Plagiando o mestre JLV, "é um exercício em tranquilidade" dirigir um Landau com seu peso, grande entreeixos, suspensão muito macia de curso longo e o sereníssimo moto V8 debaixo do capot.

    Nunca ví um carro pequeno ou medio que fosse tão prazeroso de dirigir suavemente e em baixa velocidade como nosso Landau ou qualquer full-size americano da boa epoca.

    Um verdadeira terapia! ;)

    Mauro R.V.

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  8. Cruvinel

    Primeiro o Juvenal me falando em Neil Peart e agora você falando exatamente no MEU modo de dirigir.

    Dois posts que fazem com que eu não me sinta um peixe fora d´água, um ET... E já ouvi comentários de "não-entusiastas" que não entendem o fato de ter um carro relativamente potente e andar calmo na maior parte do tempo.

    Não vou mudar minha tocada não, considerando que ando a 160 Km/h sem que ninguém dentro do carro perceba.

    FB

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  9. Mister Fórmula Finesse26/08/09 14:29

    Na verdade até acharia estranho que autoentusiastas fossem condutores de modos bruscos ao volante, tipo essa molecada tuneira que expremem seus carros financiados de um modo que as engrenagens do câmbio, motor e demais componentes pedem a providência divina ao final do turno.

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  10. Dirigir com suavidade realmente é algo que se vê pouco hoje em dia. Deixar que o carro trabalhe ao sabor do relevo sem forçar o motor, imprimir velocidades constantes e adequadas a via, prever mudanças de faixa sem ser percebido. Realmente, suavidade ao volante é algo díficil, mas que além de render economia rende prazer.

    Sds,

    Cristiano.

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  11. Concordo totalmente, Cruvinel.

    Meu gosto pessoal tende mais ao estilo europeu de automóveis -- mais firmes. Porém, mesmo estes permitem um conduzir mais suave.

    Quem me conhece, diz que me falta dirigir um Landau; carro no qual me lembro de ter andado somente uma vez.

    Meu carro de uso diário é um Chevrolet Astra. No trânsito de cidade, minha tocada é bastante calma. Já em estradas que permitem, minha condução fica mais esperta. Mas sem irresponsabilidades.

    Sds,

    Der Wolff

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  12. E eu que achava que era o único louco!
    Tenho esse hábito de chegar em casa e nunca interromper a música que estou ouvindo no rádio. E todo mundo fica com raiva porque fico "enrolando" no carro.
    Pra que a pressa? Pressa a tal ponto em que não se tem tempo nem de apreciar o próprio carro? Tô fora!

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  13. Alexandre C,
    Muito bom, você tocar nesse assunto. Essa forma de dirigir, que não precisa necessariamente ser devagar, é exarcebada com caixa manual, uma das razões da minha preferência irrestrita por ela. Fazer o acoplamento correto da embreagam a cada troca, seja subindo ou reduzindo, é um prazer que infelizmente poucos sabem apreciar.
    Gostei muito desse post.

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  14. AC,
    eu acho que você está certíssimo. Suavidade ao dirigir é resultado de entender a mecânica e conversar com ela. Fácil em alguns carros, mais difícil em outros.
    Muito bom texto.

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  15. Pra vcs verem como são as coisas... No meu primeiro comentário a respeito desse post, eu falei que iria experimentar o slow drive.

    Porém, o felipebitu disse que "Não vou mudar minha tocada não, considerando que ando a 160 Km/h sem que ninguém dentro do carro perceba."

    Acabei de perceber que eu já sou um adepto ! Tanto eu quanto meu cunhado dirigimos no mesmo ritmo - tentando se manter em torno de 140, desde que a estrada permita - e minha sogra morre de medo de andar com ele. Comigo, vai até dormindo.

    Acho que a diferença entre ele e eu está justamente no que foi dito aqui. A tocada dele é bem agressiva, enquanto a minha é de andar rápido, mas sem imprudências ou toques rápidos no volante e alavanca de marchas.

    Acho que sou mais entusiasta do que pensava !

    Abraços a todos

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  16. Interresante mesmo.

    Andar rápido muitas vezes acaba se tornando um hábito.

    Acho que o melhor é andar mais "de boa" sem muita pressa e com mais suavidade. Não estou falando de andar se arrastando. Mas é que certas vezes é tão irritante andar no meio dos muquiranas que eu acabo pisando mais, para chegar ao destino de uma vez...

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  17. Dos carros de hoje em dia quais deles permite uma tocada dessas?

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  18. mlucchezi

    Ajuda muito um carro estável e silencioso em altas velocidades.

    Desnecessário dizer que ando acima do limite não pelo "prazer" da velocidade e sim pela naturalidade com que isso acontece quando se guia bons automóveis.

    Me agrada muito a sensação de segurança transmitida pela reserva de potência em qualquer situação: o que faz um carro bom não é um número absoluto de potência, mas sim a elasticidade do motor, o modo como ele entrega essa potência.

    FB

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  19. Rodrigo,

    a grande maioria permite. Com o gerenciamento eletrônico da injeção/ignição, a entrega de potência dos motores ficou mais linear. E suavidade não é sinônimo de giro baixo, numa ultrapassagem a redução e esticada de marcha são necessárias, mas podem ser feitas com suavidade, de um jeito que os passageiros nem percebam a manobra.

    BS,JJ,

    por isso nem citei carros automáticos. Nada mais legal que mudanças suaves. E trocas 'no tempo' sem arranhar ?

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  20. Estranho ler isso logo depois de ter dado uma volta no meu carro de brinquedo que não é nada suave... Equipado com gaiola, amortecedores com reservatório externo de nitrogenio, molas mais duras que um desempregado, embreagem de cerâmica, um turbo de boeing pra encher 200km/h entre um sinal e outro, tudo isso conectado a um trambulador terrível que é custo de ter que adaptar uma caixa suficientemente forte para o resto do conjunto.

    Mas o engraçado é que, no autódromo, esse monstro consegue se transformar numa máquina suave até porque não permite muito abuso... Qualquer input errado é sinônimo de tapa-na-cara, atravessada, rodada, brita e -DEUS ME LIVRE- guard-rail.

    Bom, pensando melhor, faz todo o sentido ler esse post depois de andar no Ibiza. De fato, suavidade é fundamental e ela não tem relação nenhuma com a velocidade.

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  21. Cruvi,

    Entrou pro clube o JJ? cruvi motorista de cometão?

    FREIROLAS!

    E outra: Opala não é tão flácido assim não, peralá!

    MAO

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  22. Lendo este post e os comentários percebi que, definitivamente, pratico no "automático" a direção suave. É muito melhor e incrivelmente menos estressante dirigir de forma tranquila, antevendo o que vai acontecer e curtindo de verdade o ato de dirigir.

    Sempre fui adepto de fazer as coisas rapidamente só em casos de necessidade. Do contrário, não se vive, tudo somente passa por você e não fica nada, só o cansaço...

    E como tenho o prazer de ter um Caravan 6 cilindros, o post me caiu como uma luva! O farto torque de 30 mkgf, disponível a míseros 2000 rpm, torna as trocas de marcha praticamente desnecessárias após o carro em movimento. Uso 4a. marcha a partir de 50 km/h no plano, sem estresse e sem reclamação por parte do carro. Mas, mesmo molenga, dá para brincar muito "quando estamos com a macaca" e a situação permite brincadeiras de risco zero para todos. Basta conhecer o carro para a diversão ficar garantida. A posição dos pedais permite executar o punta-tacco à perfeição, podendo-se reduzir marchas no giro de forma deliciosa, sem sequer peceber que a marcha foi engrenada, tamanha a suavidade (quando o giro "casa" certinho, claro...)

    E também costumo esperar a música acabar ao chegar no destino. Como gosto muito de boa música e tenho em meu carro somente CDs com conteúdo agradável, isso é uma terapia indispensável!

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  23. Alexandre, obrigado pela resposta.

    Perguntei isso porque somente consegui algo próximo da "tocada slow" dirigindo alguns Renaults (Clio e Mégane) e alguns Ford recentes (Focus). Ainda não consigo chegar nessa tocada com a embreagem Volkswagen e nos Chevrolet menores, e aí resolvi pedir a opinião de pessoas mais experientes no assunto...

    Também entendo que muita gente ainda tem dificuldade pra levar suave um motor 1.0 em trechos urbanos...

    E como designer ressalto que pra valorizar a tocada suave nada melhor do que bons comandos no lugar certo, bons materiais no interior, boa ergonomia e banco com equilíbrio entre firmeza x conforto... tudo isso contribui pra sensação que a máquina passa...

    Acho que estou me tornando mais autoentusiasta a cada post desse blog :)

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  24. MAO,
    a minha vingança será maligna !
    Uma hora dessas você será amarrado a um carro qualquer, e o levarei por um low rev tour, onde o conta-giros não passará de 1200 RPM por umas duas horas.

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  25. MAO,

    eu estava naquela vez que o PH te emprestou o Opala preto. Aquilo e jeito de sair do pedagio com um 3 marchas ?

    JJ,

    sugiro um Bandeirantes com motor mercedinho para o passeio. Com caixa seca, claro.

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  26. Cruvinel, nos meus primeiros anos de carta, meu negócio era andar sempre em alta performance, nem que fosse de sinal a sinal. A experiência veio com o tempo, e os "calos" com a surra diária com o trânsito maluco de São Paulo.
    Hoje sou um motorista de "baixa performance" (sem ser um obstáculo móvel para o trânsito).

    Dirigir com adrenalina no sangue querendo apertar o pedal direito mais a adrenalina de um fila interminável de carros parados à nossa frente só serve para elevar a pressão arterial.

    Quando ando pela cidade, dependendo de onde vou e do horário, deixo o carro no estacionamento de um shopping e pego o metrô.
    Se for preciso, pego um ônibus, porque eu pago a passagem não pelo deslocamento, mas pra deixar o estresse de dirigir para o motorista do ônibus. E caminho bastante. Meu coração agradece.

    Guiar tranquilamente não é só salutar para o motorista. O automóvel também agradece.
    Pneus, suspensão, freios, transmissão, motor, enfim, todos os sistemas e componentes sofrem mais nas mãos de quem exige mais do carro. Basta ver o irônico apelido de "cupim de ferro" que alguns recebem com mérito para ter uma idéia de quanto um carro se desgasta mais depressa quando é muito exigido.

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  27. Mister Fórmula Finesse e todos
    Essa foi a coluna sobre dirigir com suavidade que escrevi no Best Cars há cinco anos, http://www2.uol.com.br/bestcars/colunas2/b184b.htm .

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  28. Tenho um 4100 tambem, e posso dizer que ele tem várias faces...
    Já andei nele de 4ª a 50/60 km/h, tranquilo, parece uma locomotiva, nunca muda aquela toada, devagar e sempre...
    Mas tambem já rodei nele de pé em baixo, com giro alto, mas com segurança, deixando para trás carros novos e donos desesperados em ver um opala, carro antigo, fazendo aquele estrago todo...
    Agora no dia a dia, slow driver...

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  29. André Dantas,

    Estou contigo. Cada vez mais, procuro escolher o melhor momento para utilizar o automóvel em São Paulo. Alterno muito seu uso com o do transporte público e o de minhas próprias pernas, poupando tanto o veículo quanto minha saúde física e mental.

    Neste nosso trânsito repleto de gente despreparada e egoísta, os maiores prazeres que se pode ter ao volante são: buscar a máxima suavidade possível e antecipar os movimentos dos que nos cercam.

    Abraços,
    Fernando Silva

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  30. belíssimo texto, parabéns.

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  31. Parabéns pelo texto, uso diariamente meu Omega 4.1 para ir ao trabalho e me vi nas suas palavras. A/C ligado, pouco giro e silêncio absoluto. Quando sou ultrapassado, não raramente quem o faz olha pra mim, como perguntando: Um motorzão desses pra ficar na direita?

    Mal sabem eles o prazer que isso me dá. hehehe.

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  32. Ver essa reprodução do anúncio do Opala, que falava em árvore genealógica, traz lembranças de um tempo que se foi. O que a GMB tem hoje, senão a árvore genealógica? Que carro poderia estar em destaque na foto, com orgulho, diante da árvore preenchida por Vectra A e B, Opala, Omega, Kadett GSi e outros memoráveis?

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  33. Fabrício

    "Que carro poderia estar em destaque na foto, com orgulho, diante da árvore preenchida por Vectra A e B, Opala, Omega, Kadett GSi e outros memoráveis?"

    Um Opel atual, dos bons. Mas por enquanto é sonho distante.

    FB

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  34. Sr Samaha,

    Esse negócio de memorável é relativo. Para mim cadetes, Monzas e vectras são desprezíveis.

    E Opala nunca foi unanimidade.

    Explica melhor aí por favor o que o sr quiz dizer.

    MAO

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