SAUDOSISMO


Ontem, 16 de agosto, a presença fortíssima dos Dodges, Plymouths e até de um antigo DeSoto da década de 20 ao redor de quem foi ao Mopar Nationals.
Hoje vejo essa foto enviada por um amigo, o Alexandre Cruvinel. Imagem de lá da casa dele, o maravilhoso Rio de Janeiro.
Não há como não se tornar, ao menos por alguns minutos, um saudosista.
Fotografia muito especial, mostrando uma parte da cidade com muitos carros, a maioria VW Sedan, o Fusca, querido de muitos, inclusive meu. O carro simples na definição do termo. Consertável em qualquer lugar do mundo, difícil de quebrar, barato. Bom de terra, ainda uma presença certa nos interiores de diversos estados brasileiros, mas em menor número do que há alguns anos.
Na outra ponta da linha do preço, mas próximo da época dessa foto, os Dodges nacionais. Caros ontem e ainda mais caros hoje. Mas igualmente simples, e com acessibilidade mecânica ainda melhor do que no Fusca. Muita massa, muito material de boa qualidade, com um som de motor que poderia ser descrito como um pedaço do paraíso na Terra.
Vem a mente a revista que tem um dos títulos mais bacanas que conheço: Vida Simples. Não compro, mas leio alguma coisa de vez em quando por aí. Tem umas matérias bacanas. É sempre lembrada por um outro amigo, o Fernando, que compartilha essa certeza que vivemos em uma época complicada demais.
Quanta gente vem procurando por simplicidade em tudo que se faz, que se fala, que se ambiciona ? Muita gente. Cada vez mais.
E os Dodges e Fuscas nos trazem esses desejos mais fortes ainda. E essa foto que o Cruvi enviou, mais ainda.
Quem passou dos 40 anos ou até um pouco menos, se lembra daqueles carros com bancos revestidos de vinil. De rádios AM/FM, quando muito, um toca-fitas. Sem computador, sem celular, sem TV com 185 canais, sem um monte de problemas que criamos para nós mesmos.
Cabe a nós, hoje, fazermos tudo melhor, pois no mínimo, temos ou teremos descendentes que merecem.
E manter os carros de quando tudo era mais simples faz parte desse esforço. Meus parabéns a todos que tratam com carinho, seus antigos.
Eles merecem, e nós também.
JJ

11 comentários :

  1. Juvenal

    Também adoro a vida simples. Sou a pessoa mais frugal que você pode conhecer. Aliás, aposto que percebeu na semana passada que nem barbeador eu tenho em casa...

    Eu dispensaria fácil o celular. Em 90% dos casos é só encheção de saco. Mas uma coisa da vida moderna que eu fico louco, melhor investimento que fiz foi o GPS.

    Acho que foi o MAO que disse certa vez, que era maravilhoso poder olhar o carro parado na garagem e ter a certeza que podemos ir onde quisermos, dar a volta ao mundo se for preciso. O GPS pendurado no pára-brisa só potencializa isso, é incrível.

    Qualquer rota ao toque de pequenos botões, aperte outros botões e você descobrirá rotas alternativas que talvez não conheceria jamais. Estradinhas simples, com paisagens maravilhosas, para se andar no ritmo de uma época em que as coisas eram mesmo simples.

    FB

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  2. Junior VAMODOIDO17/08/09 16:39

    Me salta a vista as cores dos carros na Cidade Maravilhosa!!!

    Nada do monótono dueto preto-e-prata...

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  3. Belíssima foto! Belíssima paisagem! Belíssimo Rio de Janeiro!
    Se não me engano, essa deve ser de 1968 para frente. VW sedã marrom café-com-leite, Ford Corcel verde-escuro, Opala azul-claro e até um DKW Praçinha num verde-escuro que nunca vi. E outra coisa, a maioria das cores era sólida. Cores metálicas eram raras. Aí mesmo, na foto, só localizei dois: O Galaxie estacionado ao lado da JK branca e um fusca estacionado quatro carros à frente do Opala azul-claro.
    Cruvinel: Essa foto foi tirada da sua casa? Que diferença dos dias de hoje! Parece até que mudaram o traçado da avenida. Mande mais foros. Achei demais.

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  4. JJ
    Que foto! Mas muito mais belo que os carros é a paisagem de um Rio de Janeiro sem o nojo que são as favelas. Se a mesma foto for feita hoje, o que se verá são os morros tomados pelas favelas do Vidigal e da ex-favela, hoje bairro (?) Rocinha. Deixaram a cidade que poderia ser um Shangri-Lá se deteriorar de maneira irreversível. É de dar dó.

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  5. Belíssima foto! Será que Mr Cruvinel sabe a data dela?

    Em uma análise rápida, acredito que esta foto seja entre 72 e 74.

    Pena não podermos mais cantarolar que o Rio de Janeiro continua lindo olhando uma bela fotografia como esta.

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  6. essa foto é de 1975, já que do Arpoador dá pra ver o pier. e o JK é 1972. engraçado mesmo é o Austin Vermelho ém primeiro plano. Fecharam essa parte da Praia por causa dos surfistas e acabaram com um ponto legal do Rio, Que eu frequentava e onde azarava em ritmo de Brasil grande...

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  7. Carlos Galto18/08/09 12:22

    Apesar de tudo que denigre o meu Rio de Janeiro, muito bem lembrado pelo Bob, ainda não troco isso aqui por nada!!
    Nesse último domingo saí do encontro no Museu Conde de Linhares, onde o Mestre Mahar disse belas palavras em homenagem ao Passat, e levei o meu Pointer para passear justamente pela avenida da foto...
    Um sol delicioso, várias beldades, um movimento muito maior de carros e um (apenas UM) chopinho à beira mar.
    O que eu posso querer mais???

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  8. Muito legal a foto, mostrando o lindo colorido dos carros nos anos 70.
    E a belissima e limpa paisagem do Rio daqueles tempos.
    Mestre Mahar só uma coisa: o carrinho vermelho em primeiro plano não seria um Skoda 50/51?

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  9. Não quero parecer arrogante, mas as placas dos carros, pelo que pude ver, ainda eram aquelas que usavam seis números e, portanto, sem as letras. Em 1975 esse sistema já não era usado fazia tempo, sendo que, na ocasião, todos os veículos já deveriam ter suas placas trocadas pelo sistema alfa-numérico. Me corrijam se eu estiver enganado.

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  10. É fuscão é soda. Aonde e quando você precisar ele estará e responderá a você.

    Por isso guardo com todo amor e carinho meu 1300L 1978, apesar de agora ter um carro moderno não vou me desfazer do meu primeiro carro.

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  11. JJ,

    formidável ! A minha meta hoje é simplificar. 4 cartões de crédito com datas diferentes, para que ?

    Quanto a foto, não tenho dados, apenas pesquei ela no meio de outras fotos antigas. Só me lembro de dar a voltinha no final do Arpoador, no banco de trás do Opala 4 bege 3 marchas, e depois pararmos no Jangadeiro para comer uma pizza.

    Tenho umas fotos legais também do Galeão, essas tiradas por mim, do Concorde, de uma penca de DC-10 de empresas que só existem hoje em nossas memórias.

    Mas uma das mais legais (preciso achar) sou eu andando de carrinho de rolimã (e de capacete !) no pátio da Cota, concessionária VW que o Bob foi sócio. E hoje estamos juntos aqui.

    A 'religião' automóvel só me trouxe coisas boas até hoje. Que assim seja !

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