NO QUE EU ACREDITO


Todos os dias ouço comentários sobre automóveis. A maioria deles é inócua. Não-entusiastas tentam convencer-me de melhores marcas, melhores modelos, melhores compras, melhores conteúdos, melhores manutenções e blá blá blá.

Não entendo por que as pessoas têm a mania nada saudável de tentar tomar decisões por outras. Por que até mesmo quando se fala de automóveis, não-entusiastas querem que entusiastas troquem de opinião por motivos pífios, como uma maior garantia, ou um preço menor de peças de reposição? Isso importa para quem se interessa por carros da forma como nós aqui nos interessamos? Qual a real necessidade de andar com um carregador de gente, quando não se roda mais de 50 km por dia? Será que a diferença no orçamento da família será assim tão notável, se eu andar com um carro desses que se vê em todo lugar, a qualquer hora, sempre nas mesmas cores, e que mal se encontra em um estacionamento quando esquecemos exatamente onde paramos? Será que eu vou economizar bastante dinheiro se eu aceitar uma condução dessas, ditas "populares", mas que na realidade são caríssimas, frente à situação vergonhosa de impostos cobrados de nós, cidadãos com título de eleitor, esse documento que nada muda, não importa em quem votemos?

Tento quase todos os dias entender e aceitar a evolução, o progresso dos automóveis, tratados como um bem no mesmo padrão da geladeira de casa, mas não consigo. Não dá para trocar de carro porque o outro é mais moderno, porque o feirão de fábrica está maravilhoso, porque ganho uma viagem grátis para um lugar que não quero ir, porque ganho um GPS e um jogo de tapetes e um filme nos vidros e o IPVA e o seguro, porque o vizinho vai pensar que eu estou "bem" pois estou de carro novo, porque o cunhado vai olhar o carro novo e dizer que estou "bem de grana".

Não, quando um carro nos serve bem, ele merece ser mantido, mesmo que pequenos custos surjam devido à sua idade. Se esse carro está funcionando bem, me proporcionando satisfação quando o dirijo, mantendo a segurança minha e de minha família, não vejo porque me desfazer desse amigo.

Vimos nas ruas, de vez em quando, pessoas que pensam assim como eu. Genericamente dizemos, "Esse tiozinho tem esse carro desde zero-km, olha só!". E isso impressiona positivamente, até mesmo alguns não-entusiastas.

A situação ideal, para mim, seria se eu pudesse ter mantido todos os carros que comprei ao longo dos mais de 25 anos em que dirijo. Desde aquele primeiro Chevette até hoje. Seria maravilhoso ter todos eles, mas nunca pude fazer algo tão grandioso. Chega a hora, sim, em que não dá mais para ficar com um carro por qualquer motivo, e ele se vai. Deixa saudades sempre, para mim, que entendo o propósito de cada carro, seus defeitos e qualidades, seu objetivo como produto, mas mais anda, como instrumento de diversão e alegria, como um carregador de vontades e de satisfações, cada qual a seu tempo.

Não tentem me convencer do que não acredito. Eu acredito no carro-amigo, aquele que olha para você e diz, "Vamos cara, vamos passear!".
JJ

42 comentários :

  1. Mister Fórmula Finesse14/08/09 10:29

    Perfeito o post, mas autoentusiasta pode ter seu carrinho pragmático e se deliciar com ele também...o coração está logo ali atrás do volante e não nas peculariedades do carro.

    Falando em vintages, quem não gostaria de uma coisinha mimosa como essa máquina abaixo:

    http://www.ateliedocarro.com.br/Detalhe.aspx?id=z2009opaladiplomata88&tag=vendido

    Como adoro diplomatas e comodoros (carro bem entendido hein?) achei esta pequena página com algumas poucas preciosidades.

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  2. Rodrigo Laranjo14/08/09 11:04

    Velho, essa discussão é interminável... Quando eu digo que tenho 4 carros, choco a todos. Quando digo que desses 4, 3 são Opalas, ainda mais. E quando digo que dos 3 Opalas, 2 estão em reforma, sou praticamente excomungado.

    E isso porque não sabem que estou namorando um Landau 72...

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  3. Um conhecido meu, bastante escrachado, vivia dizendo: "Gosto e c*, cada um tem o teu..."

    E realmente em qualquer tipo de discussão alguém tentar convencer outra pessoal de que sua opnião, gosto ou linha de pensamento é a mais correta, irrita e muito.

    Eu também sou apaixonado por carros e mecanismos de um modo geral. Não levanto bandeiras defendendo veemente uma ou outra marca ou modelo. Gosto da minha maneira. Só minha.

    E muitos não-entusiastas realmente querem me convencer de A ou B. Já foi a época de eu me preocupar ou rebater.

    Mas que sou xiíta nesta parte, ah sou...

    Belo post, JJ!

    Mr Formula Finesse,

    Aparentemente este Opala estava em perfeito estado, heim! Dá gosto de ver algo assim! Mas, particularmente, o conjunto do Opala 74 é o que mais me agrada. Acho muito legal a idéia dos vidros traseiros baixarem, da porta sem coluna, daquela laterna traseira na extremidade da carroceria, etc...

    Mas muito belo o Opalão!

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  4. Mister Fórmula Finesse14/08/09 11:40

    Chivaloni;

    É isso mesmo, verás que no site ainda encontrarás o último ano/modelo do coupê....a carroceria sem colunas também é uma das minhas lembranças automotivas da infância mais caras.

    E o que mais me chamou a atenção na verdade foi o Comodoro com apenas 19.000 km originais, simplesmente me apaixonei pela combinação da carroceria e painel em tons muito parecidos (comos os americanos dos anos 50), e a padronagem suave dos tecidos dos bancos, tudo remetendo a extremo conforto e maciez...fazendo coro ao post do Bitu, como explicar que o entusiasta se apaixonou pela combinação monocromática do interior de um carro de quase 20 anos????

    Espero ser assim para sempre...

    abraço!

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  5. Ótimo post ! A última frase é conclusiva. Sinto isso frequentemente quando vejo o meu Puma na garagem. Já me disseram sobre viver do passado, voltar para a terapia etc... Eles não sabem o que dizem.
    Não posso imaginar um Uno, um Gol etc me despertando esse tipo de sensação.
    Um abraço
    Luiz

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  6. Só corrigindo. Os automóveis no Brasil não são caros somente por culpa dos impostos, as montadoras aqui também lucram, e MUITO.

    Abraços

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  7. André Andrews14/08/09 14:14

    Terça-feira vi um Ford Taurus (aquele segundo modelo que se encontra muito aqui, o "arredondado). Todo original, impecável, parecia ser daquele proprietário desde 0km.

    O carro não tinha nada que não fosse de seu de fato, nem um adeviso de concessionária, muito menos uma película para estragar seu visual.

    No meio tantos carros que já saem da concessionária violentados, essa cena mostrou que ainda há pessoas com bom gosto e que respeitam o automóvel. Certamente o carro 0km desta mesma pessoa não será diferente.

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  8. Marlos Dantas14/08/09 14:18

    "Vamos cara, vamos passear!"
    A Elba me fala isso todos os dias! Hoje, como entra a semana do Ka, ela está de pijama, esperando pacientemente o próximo passeio...

    Belo texto, JJ. Você anda muito inspirado ultimamente...
    Traduziu com perfeição a raiva que eu sinto quando uma pessoa tenta me convencer a desfazer-me de “alguém” que gosto.

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  9. Tenho sérios problemas pessoais e mentais.
    O pessoal é minha esposa que sempre implica com minhas necessidades mentais em estar envolvido no meio "autoentusiasta".
    O mental é pensar que ela, vez ou outra, acaba tendo razão.

    Tenho apenas um "carregador de gente" pois a família é grande, o salário é curto e a razão tem pesado mais que a emoção, mas sempre que posso, namoro um carro ou outro.

    À solteirice tive duas pequenas jóias: Um Escort Mk5 XR3 2.0i e posteriormente um Mille Fire. Nada de grandioso já que na época o Escort era dado como carro velho, apesar de impecável, e o Mille não passava de um Uno novo e personalizado.

    Não importava-me com o que pensavam, diziam, excomungavam ou mesmo atazanavam... eram minhas jóias, minhas pérolas, meus xodós. Acordar cedo, polir até tarde, ficar sem almoço, zelar pelo bem deles sempre foi mais que uma paixão, menos que uma obrigação e um verdadeiro tesão!

    Nada melhor do que passear no XR3 com o teto solar aberto, bem acomodado no delicioso banco Recaro, desfrutando de toda a elasticidade do motor de 2.000cc. Quando se foi, envolto em chamas, veio o Mille.

    A princípio, apenas um meio de locomoção. Tinha idéia de trocá-lo por um "antigo mais completo", sem que fosse um Uno. Financiado, sem saldo para quitar, com prestações a pagar, o jeito foi modificar. Entraram rodas 15", suspensão preparada, aspiração leve e logo depois, aquele carro que deveria servir de meio de locomoção e poupança forçada já estava recebendo planos de um motor 1.9L 16v CorsaLunga e estruturação... mas não passou de um plano.

    Uma senhorita conhecida após um encontro de carros, numa festa da minha família, entitulada "noiva", ficou grávida e após dois anos com o Mille, precisei vendê-lo para adquirir residência para minha nova família.

    À época, doeu um pouco a venda, mas os motivos eram nobres e o desejo de ser pai sempre me motivou a melhorar todos os dias. Eu dirigia o Fiesta GL da esposa e revesavámos o volante, mas nunca me encantei com o carro. Vendemos o carro após um ano de casados e adquirimos (agora não tinha um carro só meu... era "nosso"!) um Siena. Espaçoso para carregar as tralhas que andam embutidas quando se tem filhos e com quatro portas (nunca gostei dessa configuração e jamais gostei de sedans. Queria uma Palio Week, mas o $$$ não dava à época). Os planos eram de comprar outro carro em dois anos, mas neste meio tempo, outro bebê estava encaminhado e os planos escorreram pelos dedos como água.

    Hoje não tenho preça de adquirir outro carro, pois ando sempre com o Siena. A patroa parou de trabalhar para se dedicar às pimpolhas (uma de 2 anos, outra de 6 meses e ainda tenho uma enteada de 11 anos) e o orçamento anda apertando mês sim outro também. Comprar outro carro agora só se fosse uma Van, pois eu teria que morar dentro dela já que a patroa me escurraçaria de casa, mas ainda planejo...

    Não tenho desleixado com o Siena, mas confesso que após um ano e meio de uso, sua pintura não conheceu cera. Quase sempre é lavado em posto ou lava-jatos, já atrasei sua troca de óleo uma vez e a maçaneta da porta traseira tem pedido uma atenção especial que teimo em não dar já fazem oito meses. Beeeeeeeeeeeem diferente de como era com o XR3 e o Mille, mas o desgraçado insiste em me cativar todos os dias com seu ar-condicionado, direção hidráulica e porta-malas com espaço para dois carrinhos de bebê, sacolas, bichinhos de pelúcia e velotrol (sim, cabe tudo isso e mais um espacinho).

    Não é o carro dos meus sonhos, mas toda vez que desço as escadas e me dirijo à garagem, ouço um "vamos dar uma volta?" e tenho que atender, afinal, é meu companheiro de aventuras.

    Grande abraço.

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  10. O problema de se esperar muito pra trocar de carro é que ele desvaloriza muito, e a volta fica cada vez maior.
    E a vida é curta, é bom variar de carro enquando dá...

    McQueen

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  11. Depende, se comprares um carro com mais de 10 anos de uso, estes desvalorizam muito menos que carros com 5 anos de uso. Se comprar um carro como omega então, quase tem um preço que se mantém ao longo. A questão da desvalorização é muito mais marqueting que necessidade. Só troco de carro quando não me apaixono por este.

    Sds,

    Cristiano

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  12. Junior VAMODOIDO14/08/09 17:11

    Pra mim o mais revoltante é quando se conta eus planos de trocar um motor, fazer um trabalho extenso, caro no meu "Chevelho" e ouvir um "mas depois é dificil de vender hein".. Totalmente broxante...

    Mas posso dizer que realizei meus 2 sonhos em matéria de carros: meu Chevette para diversão e o Corsa Hatch 1.8 para o pesado. Corsa 2006 com 40 mil km e que a cada dia da menso vontade de vender. Não ha outro que me satisfaça e me complete tão bem.

    Abraços

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  13. Nossa, esse texto diz exatamente o que os entusiastas pensam e os "normais" (diga-se os não-entusiastas metidos à especialistas) não conseguem entender.

    Carro cativa, dá vontade, tesão. Meu pai tirou um Uno 1300 0KM em 88 e um Monza (ainda carburado) em 1991. Agora completei dezoito anos, e depois de vários anos de "entusiasmo de garagem" vou podê-los guiar - legalmente - pelas ruas. Ambos tem marcas da idade, mas não têm preço para nós.

    "Esse tiozinho tem esse carro desde zero-km, olha só!"

    É isso aí,

    Abraços,

    Pedro Bergamaschi

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  14. É isso mesmo, Juvenal! Desfazer-se de carro-amigo, nem a pau! Eu que o diga; acabei de vender minha peruinha Subaru Impreza 1998, com 110.000 km bem rodados nesses 11 anos de convivência, e não consigo me esquecer dela, mesmo com um garboso Focus Ghia no seu lugar na garagem. Essa peruinha 4x4 "anti-denorex" (é 4x4, mas não parece) vivia me convidando prá sair: "Vamos cara, vamos passear. Vamos pegar uma estradinha de terra prá relaxar. Você precisa espairecer um pouco". E eu ia, quase sempre com a família (às vezes, a minha mulher, que também é meio perua, ficava com um pouco de ciúme da perua, mas eu dizia que eu gostava das duas por igual e ela fica mais sossegada). Vamos ver, agora, se eu e esse novo Focus nos tornamos bons amigos também!

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  15. "Não, quando um carro nos serve bem, ele merece ser mantido, mesmo que pequenos custos surjam devido à sua idade. Se esse carro está funcionando bem, me proporcionando satisfação quando o dirijo, mantendo a segurança minha e de minha família, não vejo porque me desfazer desse amigo."

    Essa é a minha filosofia de vida.

    FB

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  16. Adorei o post, sempre tentam me convencer a comprar um Gol ou Pálio 1.0, que 16v é um terror na retífica e por aí vai. Se eu for ouvir o que todo mundo diz, é bem melhor continuar a andar de ônibus.

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  17. E digo mais: ontem deixei a Panzerwagen com a patroa e fui ao lançamento do livro do AK no Mancowagen, um bicho completamente distinto.

    Logo que cheguei em casa fui dar uma volta na Panzer: tudo nela me encanta, do feedback da direção até a progressividade dos freios, o "punch" instantâneo do motor 2 litros ao menor toque no acelerador, os engates do câmbio, o curso curto da embreagem...

    Claro que o carro tem defeitos, mas nenhum deles me perturba. Fico pensando no que seria capaz de fazer perder o gosto nesse carro, mês que vem completamos 10 anos de amizade.

    E que venham mais 10, 20...

    FB

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  18. O Problema é quando o carro mais antigo começa a se tornar um "chute no saco" quando começam a ficar escassas as minímas ou mais simples peças de reposição.

    E as montadoras, principalmente a dona Ford adoram isso.
    Como eles mesmo dizem: Viva o novo! "foda-se o vélho"

    Eu gosto dos carros da Ford, mas sinceramente as vezes tenho vontade de ser "comum" e comprar um Gol, Palio, Mille........

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  19. Brilhante post! Parabéns, JJ! Deu voz (ou letras) ao coração de muitos entusiastas!

    FS

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  20. O Juvenal é um rapaz polêmico...

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  21. Post excelente, acredito que seja a filosofia de vida de praticamente todos os autoentusiastas de verdade.

    Também tenho uma amizade de longa data com meu Caravan 1988, indo para 9 anos. Quando o comprei, em 2001, foi a realização de um sonho de criança. Sem medo de parecer piegas ou mesmo ridículo, foi um dos grandes momentos em minha vida. Não o maior, mas daqueles que têm algo a mais, que fazem serem lembrados de forma especial.

    E hoje o Caravan passou a ser aquele carro de uso por puro prazer, dificilmente a trabalho. Não penso em vendê-lo, pois conheço cada parte, cada defeito e limitações de um projeto antigo, mas que me dá imenso prazer em dirigir. Aliás, parte dos defeitos é que atraem, fazem a diferença...

    Mas, com o tempo, mais precisamente ao dirigir diariamente o carro da "patroa" (um Ford Ka modelo novo, motor de 1-litro), descobri que é possível ter prazer com qualquer carro. No Ka me agrada o consumo comedido, o desempenho honesto para um carro sem pretensões entusiásticas, a estabilidade absurda frente ao Caravan.

    Cada carro traz um prazer diferente. É como o Juvenal disse, gostaria de poder guardar todos os carros que passaram por minhas mãos até hoje. Não consigo ver os carros como simples meios de locomoção. Mesmo um daily driver é por mim comprado dentre aqueles que despertem ao menos um mínimo de paixão.

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  22. Olha, o que eu já ouvi de besteira nessa vida... e ouvi mais ainda porque simplesmente gosto de carros dos anos 80.

    Certa vez um colega de trabalho me disse que em vez de IPVA eu tinha que pagar IPTU (tinha uma caravan 81) depois é que eu não tinha uma garagem e sim um museu (opala cupe 72) ainda mais tarde, era o carro (o meu) era do meu pai... (um 4 portas 84) me lembro ainda que já me falaram também se eu gostava de "baratinha" tinha um SP2, ou ainda se eu gostava de "capacete" um fusca 68... Eita oportunidade de ficar calados...

    Talles

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  23. Obrigado pelos comentários. Agradeço de coração a todos eles e fico feliz de a cada dia descobrirmos que há mais pessoas cujo entusiasmo cresce devido a não nos conformarmos com gente chata nos empurrando carros que nos são indiferentes.

    Roberto, o Focus tem tudo para ser um bom amigo, cuide dele.

    FS, sua presença é ótima, como já disse antes. Obrigado.

    Dranger, valeu cara !!!

    Bitu,legal te conhecer pessoalmente. Abraço.

    Chega de rasgar a seda, eu não estou em campanha política. Hahahahahahahah !!!

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  24. O Focus vai ser uma ótimo companheiro enquanto não der problemas ou alguém não te bater, caso contrário.... sifu!

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  25. Entusiasta de verdade não compra carro zero para vizinho olhar, tb não tem carro que todos tem,o entusiasta de verdade estuda o carro que tem e o compra baseado na história dele e alguns casos por causa de algum(s) detalhes que o diferenciam dos lugares comuns....por isso em vez de eu ter uma Mercedes de 120k eu tenho quatro de 30k , se quebrar 3 ainda sobra uma,hehehehe, só falta mais 3 para ter uma para cada dia da semana,hahahaha.........

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  26. É...atualmente pode-se dizer que estou nessa situação de ter um velhinho e um novinho na garagem hehehe
    Chevette L 1993, 1º carro...hj tá turbinado, pressão baixa (0,6 kg), com rodinhas do DL...o outro é um Corsa 1.8 flex, esse é dividido com o resto da família...Às vezes até penso em vender o chevas, tem hora q bate um pensamento + "patrão", interesse em + conforto, comodidade (A/C e dir. hidr., principalmente. O Corsa tem, mas não é a mesma coisa, ele não é o xodó), mas acabo desistindo depois. Tem umas coisinhas pra fazer nele, mas eu acho que ficarei com ele mesmo. A falta de $$$ tb não facilita pra resolver o q tem q ser resolvido nele =/

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  27. Esse texto ficou muito legal...
    E como diria o poeta: "Cada louco com sua mania".
    Fico puto da vida quando aparece uns camaradas, olha pro meu opala e diz, pra que tú quer esse carro velho, tú já tem um mais novo...

    Eles não entendem o carinho que sentimos por essas latas velhas.

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  28. Junior-BIG15/08/09 16:06

    Sou daqueles que propaga... "Em time que se ganha, não se muda os jogadores!"

    Em casa possuímos uma Parati 89 desde 0km, um carro honesto, e que desde então sempre atendeu às necessidades da família com certo conforto e valentia, cumpre exatamente o proposto e com certa esportividade do AP 1.8s no auge dos seus 57 mil chega à emocionar! Após 20 anos de serviços prestados (Jan-89) nenhuma queixa se faz do carrinho que tem vitalidade e robustez para se cruzar o país quantas vezes necessário!

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  29. Junior-BIG,

    Parati ano 89 com 57.000km ORIGINAIS?

    Eu devo estar andando muito com o meu carro....

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  30. Eduardo Hiroshi15/08/09 23:04

    A pior coisa que pode existir a um entusiasta por automóveis é falar com "torcedor de uma marca só".

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  31. O Juvenal acredita em papai noel, e também acredita que o Focus é um bom carro... pobre Juvenal

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  32. Junior-BIG

    Os VW Gol e derivados de primeira geração (BX) refrigerados a água são mesmo fantásticos. De 1984 a 1992 tivemos em casa uma infinidade de Paratis, Saveiros e Gols (só não tivemos o Voyage).

    Na minha opinião foi a melhor época da VW no Brasil. Produtos muito superiores aos sucessores AB9 ("bolinha", geração II e IV). Foram o melhor exemplo de capacidade de Philipp Schmidt no departamento de Pesquisa e Desenvolvimento.

    Os detratores destes carros dizem que têm o monobloco fraco, que racha o túnel da transmissão depois de 10 anos... Eu aposto 1 caixa de cerveja que o túnel da sua Parati está intacto.

    FB

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  33. Junior-Big16/08/09 13:58

    ESTÁ SIM BITU!

    E pra quem não acredita nos 57 mil tínhamos um Diplomata 92 que se foi em 2005 com pouco mais de 30 mil rodados! Hoje usei-a no passeio básico dos domingos e o hodômetro está chegando nos 57400! O pouco uso da Parati deve-se à utilização de carros da empresa em que meu pai trabalhou até 2004, mal usávamos a Parati, tampouco o Colectors!

    Concordo com você Bitu, a primeira geração da familia BX é a melhor de todas, tenho um Gol "G4" para uso diário e só consigo definir o carrinho como "descartável", acabamento não existe, o excesso de plástico faz o carro barulhento demais em pouco tempo de uso. O motorzinho EA é bem elástico e em conjunto com o bom câmbio VW chegam a fazer milagres perante a concorrência, mas dirigir esse EA-111 na minha opinião é um horror, o torque é nulo à baixas rotações exige que o motorzinho trabalhe sempre em médias ou altas rotações para que o carro não seja atropelado no trânsito! Não preciso mencionar o consumo! Quer um 1.0 econômico? Compre um Gol Special!

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  34. Mister Fórmula Finesse17/08/09 08:31

    Junior-BIG...tinham a última versão do diplomata????? Nossa que priviliégio, esse era o carro que eu gostaria de ter como companheiro de devaneios na estrada; chave banhada a ouro?

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  35. Esses carros com baixa kilometragem depois de um tempo não vale mais a pena vender... é só para perder dinheiro

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  36. JJ,lindo texto,vem a calhar com a minha situação atual,mas no mundo das duas rodas...
    Fiquei por mais de quinze anos sem subir numa moto,pois percebi que estava ficando cada vez mais perigoso andar "do meu jeito" em uma delas,afinal de contas morava em SP,Capital,e desde os meus onze anos de idade comecei a ter as minhas "experiências motorizadas" no selim de um ciclomotor Monark,no início dos anos 80...Meu pai acabou por acaso conhecendo esse mundo,e ficou nele até a sua repentina partida para o andar de cima (mas não por causa das motos,bem entendido)...E eu sempre tive moto,todos os anos e modelos imagináveis,era um fiel seguidor da vida em duas rodas !!!!
    Voltando ao assunto,agora moro no RS,e num local onde ainda é possível ter uma moto,por vários motivos...E eu decidi comprar uma delas,mas ao procurar as concessionárias à procura de um bom custo-benefício,me deparei com aberrações absurdas,fiz vários test-drive em motos que pareciam se desmanchar em poucos metros,tamanha a vibração e esforço em rodar...
    Estava quase desistindo quando um grande amigo meu me falou que seu irmão tinha na garagem guardada há anos uma antiga Honda XLX 250,em excelente estado,mas que estava parada por absoluta falta de tempo para curtir...
    Fui testar a motoca,e quando a vi,tive aquela sensação de que ela me implorava para andar,estava sem funcionar a mais de ano,e eu corajoso fui lá e dei três pedaladas no seu kick-starter,todo mundo achou que ela tinha ido pro brejo,mas comigofoi o suficiente para ela voltar à vida novamente...
    Pneus calibrados,conferi mais algumas coisisnhas e saí logo na estrada...A sensação foi indescritível...Como um túnel do tempo,voltei aos meus anos de garotão,e vi que aquele veículo,que vai completar vinte aninhos de vida no ano que vem,era tudo aquilo que eu precisava !!!
    E custando UM QUINTO do preço de uma moto nova,que parecia uma britadeira se desmanchando...
    Hoje a "Dolores" (o nome que eu dei a ela) tá lá,na garagem,firme,forte e bela,só esperando o fim da chuva pra voltar a roncar forte nas ruas e estradas desse imenso país...
    Grande abraço a todos os auto(moto)entusiastas !!!

    Mário Buzian - Ivoti/RS

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  37. Junior-Big19/08/09 12:34

    Mister Fórmula

    Felizmente Deus deu bom gosto ao meu velho! Infelizmente não tivemos condições financeiras como a maioria dos brasileiros de nos "sustentar" anos 90 afora...
    Aqui em casa sempre tivemos bons automóveis...
    De Fuscas à Landaus passando por Omegas, Opalas, Monzas, Chevette, Passats, Brasílias, Gols, Paratis, Alfas, Dodges, uma GTB, e váaarios Santanas os preferidos do velho!

    O Colectors vinha com as chaves banhadas sim, inclusive vinha uma fita de vídeo com o carro, com propagandas e a história dele.

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  38. O Anônimo disse: "O Focus vai ser uma ótimo companheiro enquanto não der problemas ou alguém não te bater, caso contrário....sifu!"
    Acho que isso vale para qualquer carro (ou qualquer companheiro), não é mesmo?
    O Anônimo também disse: "O Juvenal...acredita que o Focus é um bom carro...pobre Juvenal". Também a Revista AutoEsporte (edição de maio de 2009), o Jornal do Carro (edição de 05/08/2009) e a equipe do site Best Cars (11ª Eleição dos Melhores Carros) acreditam nisso, elegendo o Focus como o melhor carro em seu segmento.

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  39. Sr. Roberto,

    Sim, o Focus é um bom carro, mas o conjunto é ruim. O pós venda da Ford (mecânica e reposição de peças) é péssimo.
    Um carro precisa de manutenção, de peças de reposição e corre o risco de sofrer algum acidente por ai...

    O pós venda da VW por exemplo, é muito superior. E isso significa respeito ao consumidor.

    Os detalhes que fazem o Focus o melhor carro da sua categoria (questionavel), não justificam o péssimo pós venda da Ford.

    E tenho dito!

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  40. Melhor dizendo:
    Os detalhes que fazem o Focus o melhor carro da sua categoria (questionavel), não COMPENSAM o péssimo pós venda da Ford.

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  41. De Anônimo para Anônimo.

    Então diga isso para a concessionária VW que minha Parati Track & Field está! Estou sofrendo na pele este bom atendimento da VW.

    Hoje faz 62 dias que estou esperando uma porta traseira. 62 dias só esperando por ela. Fora o tempo com o carro parado, desde o dia da colisão. Quase 3 meses com o carro parado, por causa de uma simples porta traseira! Se ainda fosse algo de um carro importado, vá-lá! Mas é de uma Parati... E relativamente nova... Bom atendimento? Onde?

    Minha esposa teve (ela já está no terceiro...) um Focus Ghia. Por duas vezes ela teve problemas de colisão com ele. Na primeira só afetou a frente. A segunda a traseira por completo. Resultado: 22 dias entre a colisão e o carro sair da concessionária, no mais demorado.

    Essa história de que A ou B ser superior, é coisa de quem escuta papo alheio. Preste atenção e seja imparcial. Verá que nenhuma é melhor que outra, neste quesito.

    O Focus utiliza a mesma plataforma do Volvo C30 e Mazda 3. O motor 2.0 é do Mazda 6. Uma salada (se é que pode ser considerada salada, quando do mesmo conglomerado) com um resultado bom ao meu ver. Se isto não for pelo menos bom, nós brasileiros deveríamos pedir para voltarem a fabricar o Fusca, novamente. Não que o Herbie seja ruim! JAMAIS pois tenho um split window com meu pai. Mas o sedan já teve seu tempo e cumpriu muito bem sua função.

    Eu estaria mentindo se dissesse que eu não gosto dos carros da minha esposa, um Ka 1.6 Action e Focus II 2.0 automático. E de certo, estou tendo que utilizar meu carro de final de semana ou o Ka para me locomover neste período que a Parati está no estaleiro.

    E estou desiludido com a VW depois desta. Com certeza quando este carro sair da concessionária será vendido e substituído por algum outro. Planejo um Fiat Stilo, uma vez que nunca tive maiores problemas com esta marca, apesar de tudo o que se ouve sobre os FIAT. Tive 2 Tempra, uma Tempra SW e inúmeros Uno na minha empresa. Ou mesmo um, como o pessoal fala, vetor Ka, só para ir e voltar para as regionais da empresa.

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  42. Essa polêmica envolvendo o Focus exemplifica bem o que o Juvenal disse em seu texto. Por exemplo:

    "Todos os dias ouço comentários sobre automóveis. A maioria deles é inócua."

    "Não entendo por que as pessoas têm a mania nada saudável de tentar tomar decisões por outras."

    "Por que até mesmo quando se fala de automóveis, não-entusiastas querem que entusiastas troquem de opinião por motivos pífios, como uma maior garantia, ou um preço menor de peças de reposição?"

    Por isso, faço minhas as suas palavras:

    "Não tentem me convencer do que não acredito".

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