google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
HUD, sigla em inglês de head-up display, mostrador na altura da cabeça, com a mesma em posição normal, é dispor informações ao motorista na altura de seus olhos, evitando que precise baixar a cabeça e desviar atenção da via para visualizá-las no painel enquanto dirige.

Seção de um visor de imagem refletida usado na Segunda Guerra Mundial

A origem do HUD vem da aviação de caça, antes da 2ª Guerra Mundial, quando já se ensaiavam reunir algumas informações ao piloto para melhorar sua acuidade em enquadrar alvos móveis quando em combate com aviação inimiga. Um complexo sistema de lentes dava ao piloto estimativa de velocidade de seu alvo, assim como razão de curva do avião (turn rate indicator). Mas foi na metade da década de 1970 que se chegou perto do modelo atual, com informações padronizadas aos pilotos, comum a modelos diferentes de caças. 

O principal objetivo seguia sendo reunir as informações mais relevantes para acertarem o alvo inimigo, como mostrado na foto abaixo, mas a evolução dos caças no período, de propelidos a motores a pistão para turbinas a jato, velocidades supersônicas de ambos os combatentes, tornavam a visualização do inimigo impossível a olho nu. Assim, o HUD tornou-se fundamentalmente necessário ao piloto, ao agregar mais de uma dezena de informações num pequeno espaço do pára-brisa.

HUD em um F/A-18C
Fotos: autor


O Bob Sharp já testara o Peugeot 3008 na ocasião do seu lançamento e já nos reportara suas impressões. Vale a pena ler, pois ali está tudo: Foi um carro me chamou a atenção e fiquei curioso de dirigi-lo, o que fiz recentemente.
Mas, diferentemente do texto analítico do Bob, eu pensei em pôr família dentro e utilizá-lo numa viagem que faço sempre e analisá-lo sob esta ótica, inclusive ver o que minha mulher achava dele.
 O interior amplo e arejado é ajudado pelo teto panorâmico de vidro, que tem tela de acionamento elétrico

Poucos dias atrás falei sobre as ciclofaixas que estão sendo criadas pela CET no bairro de Moema, em São Paulo, a irresponsabilidade da autoridade de trânsito da capital em atender reinvidicações de quem quer fazer prevalecer a vontade de passear de bicicleta sobre o interesse da coletividade.

Para culminar, apareceu hoje na rede uma foto que, com toda certeza, entrará para o "Acredite se Quiser":


Av. Pavão: o carro estaciona e fica um espaço de uns 80 cm entre ele e a guia


E isso mesmo o que o leitor está vendo: uma vaga de estacionamento demarcada e a ciclofaixa entre a vaga e a guia da calçada. Já estou vendo o Jack Palance dizer: "No Brasil, carros estacionam e fica uma faixa de cerca de 80 centímetros para bicicletas entre eles a guia da calçada. Acredite....se quiser"

Já tem até placa de advertência para os ciclistas terem cuidado com portas de veículos abrindo, conforme mostrado no portal G1, reportagem da TV Globo:


O Brasil está mesmo doente.

BS

Absoluta raridade para quem tem olho esperto

"Traga o Cheque"  é um blog interessante, que encontramos por indicações de amigos.

Trata-se de uma proposta similar ao americano Bring a Trailer, que tem anúncios de venda de carros muito fora do normal.

Mas o "Traga o Cheque" não tem os anúncios, mas sim  os links para os anúncios conforme eles foram publicados em seus sites de origem. Contam algo de importante da história do carro, ou algum fato pitoresco da unidade específica à venda. O objetivo é encontrar tudo que há de interessante no mercado brasileiro, e reunir em um só lugar.
Allard J2

No sábado passado publicamos a  parte 1, onde fiz uma descrição geral desse evento anual, em Lakeland , Flórida. Agora, mais  fotos dos carros que não mostrei semana passada.

Não foi possível fotografar tudo, portanto procurei captar os mais significativos e os que nunca havia visto a não ser em fotos. Espero ter atendido os desejos da maioria.

Começando pelo Allard da foto de abertura, esse tinha motor Ford, mas existem os com mecânica Cadillac também. Apesar de não serem extremamente raros, como eram carros feitos para corridas e por isso mesmo bastante abusados, encontrar qualquer um no estado desse significa presenciar um trabalho de restauração extenso.

O grande Zora Arkus-Duntov foi um criadores desse carro, e ambos estão bem explicados aqui nesse maravilhoso texto.


Por José Rezende Mahar, enviado especial ao Uruguai


Fomos a Punta Del Leste para o lançamento um pouco tardio da versão hatch do Fiesta mexicano. Gostamos do carro, mas ele tem problemas curiosos. O maior deles se chama Focus Hatch. Com o mesmo motor e câmbio, o Focus tem uma coisa que é meio limitada no Fiesta, que é o espaço interno. 

Não se engane o leitor, este carro não é pequeno, mas algo limitado, até pelo estilo moderno, o chamado Kinetic – cinético em inglês, relativo a movimento, o que as linhas pretendem sugerir Mas o compartimento de bagagem é menor que o Fiesta antigo, pouca coisa, é verdade: 287 contra 305 litros, 5.9% menos. Isso em um carro grande pode ser desprezível, mas no reduzido Fiesta pode ser um problema. 

Outra característica limitadora do apelo desse carro é o espaço reduzido no banco traseiro, acentuado pelo caimento natural do teto em um hatch quase fastback. E o maravilhoso Focus com sua suspensão traseira independente que nos torna dependentes dele, custa uma merreca a mais, do tipo que leva a pensar seriamente na alternativa maior: a da diferença do preço é largamente compensada pela qualidade adicional do comportamento dinâmico do carro.

Espaço atrás é bem menor do que aparenta na foto


Hoje em dia, a pressão por menor consumo vem de todos os lados. Seja por causa do crescente preço do petróleo nos últimos anos, seja por causa de ambientalistas alarmados com o aquecimento global, seja pelas ameaças do fim do petróleo, a ordem do dia é reduzir o consumo dos veículos.

A Europa está encontrando a sua solução no diesel e, para os carros a gasolina, na utilização de motores menores equipados com turbocompressores, chamado de "downsizing". A idéia no primeiro caso é aproveitar o melhor rendimento térmico inerente ao ciclo Diesel, enquanto que no segundo é aumentar o rendimento térmico fazendo o motor trabalhar em cargas mais altas por ter menor deslocamento volumétrico mantendo a reserva de torque e potência através do turbocompressor. Na prática, troca-se um motor de 2 litros de aspiração natural por um de 1,4 litro turbocomprimido. Durante o uso normal ele será econômico como um 1,4 litro, mas na hora de "chamar no pé" o turbocompressor lhe dá o desempenho digno de um 2 litros.

Talvez convenha aqui uma pequena explicação sobre a expressão "rendimento térmico": Motores a combustão interna, como é o caso dos nossos conhecidos motores ciclo Otto (ignição por centelha, que caracteriza os atuais motores 4-tempos movidos a gasolina e/ou etanol), são máquinas térmicas que extraem energia do calor e da expansão de gases produzidos pela queima do combustível. Ao queimar gasolina ou etanol, as moléculas são quebradas e uma grande quantidade de energia é liberada com esta queima, sobrando assim compostos de menor energia (gás carbônico e água). Grande parte desta energia é liberada sob a forma de calor, (óbvio, a queima de qualquer coisa gera calor) por isso os motores esquentam e precisam ser arrefecidos. O fato de se necessitar arrefecer um motor demonstra que parte da energia do combustível teve que ser jogada fora sob a forma de calor.
 Foto: bicicleteiros.com.br


Ativista adj 2 gên 1. Que participa de ações políticas em defesa de um ideal. • subst. 2 gên. 2. Pessoa ativista (Dicionário Aurélio).

Há ativistas e ativistas, ideais e ideais. Lutar por transporte de massa sobre trilhos que parisienses, londrinos e bonaerenses têm há mais de um século; por redução da carga tributária; por alterar leis em favor da segurança no trânsito, como acabar com a heresia constitucional de que "ningúem é obrigado a produzir provas contra si próprio" e com isso se recusar, rir da lei, ao não se submeter à verificação de alcoolemia por meio do etilômetro; por salários dignos para professores e acabar com essa vergonha nacional; por um sistema hospitalar público decente; por um judiciário que seja impiedoso com criminosos, políticos corruptos e outroas transgressores da lei – em especial e no caso, motoristas que não respeitam veículos menores e frágeis como bicicletas;  enfim, ideais que visem o benefício coletivo.

Mas, cicloativista? Lutar por vias exclusivas para bicicletas que tirem espaço dos outros meios de transporte, em favor do transporte para fins pacíficos mais individual que existe? Um meio de transporte inviável quando chove, a não ser para quem é masoquista? Desculpem, "cicloativistas", nada a ver. Vocês estào lutando por um ideal que não é de mais ninguém, é só de vocês, dentro do mais absoluto conceito de egoísmo.


Dificilmente uma exposição de carros antigos é algo enfadonho. Mas é difícil um evento onde nada, ou quase nada, seja desagradável.

O Lake Mirror Classic 2011, em Lakeland, na Flórida, é um desses eventos de tranquilidade absoluta.

Um encontro que ocorre todo ano, junto ao lago localizado no centro de uma bela cidade que tem o nome de "terra dos lagos". É praticamente a perfeição para esse tipo de atividade, ao menos na categoria dos eventos grátis, os meus preferidos.
Foto: solteagravata.com




Vendo os recentes lançamentos da Hyundai, achei seus preços um tanto salgados. Como eu já havia apontado em um post anterior aqui no AE, parece-me que falta referência ao mercado brasileiro no que diz respeito a quanto vale um carro.

Porém, se na década de 80 era difícil termos acesso ao que havia fora do Brasil (apenas acessível a uma pequena classe abastada que podia viajar ao exterior e comprar revistas automobilísticas importadas, que também eram raras por aqui) e assim achávamos que Del Rey Ouro, Landau e Diplomata eram o supra-sumo do que poderia haver, hoje com o mundo da internet as coisas são bem diferentes.

Com um pouco de conhecimento de inglês e sabendo onde procurar, é possível se ter uma clara noção do que acontece no resto do mundo e assim comparar o mercado daqui com os mercados fora daqui.

É difícil de se fazer comparações diretas de preços de carros aqui no Brasil com os preços externos por conta da pesada carga tributária e do tão falado "lucro brasil" que infla as margens dos fabricantes daqui. Porém, é possível se fazer comparações relativas às posições que os carros ocupam nos mercados externos, para que comparemos se eles estão caros ou baratos aqui.
Foto: acdesterro.blogspot.com


É talvez a situação mais perigosa que existe para o motorista e seus passageiros. Já tive duas experiências dessas e é algo que não desejo nem a um inimigo – modo de falar, não tenho nenhum. O impacto contra um animal de grande porte como boi ou cavalo tem conseqüências as piores possíveis.

A primeira vez foi em 1971. Eu e meu sócio Eduardo estávamos vindo a São Paulo, de noite, no Karmann-Ghia dele, motor um pouco mexido, dois carburadores 40, comando P2, taxa mais alta etc., estimo uns 80 cv (originalmente 50 cv). Andava bem.

Vinhamos a cerca de 140 km/h no retão de Lorena quando vimos (ele dirigindo) o asfalto mudar de preto para vermelho de repente. Começou a frear mas não deu: acertamos um boi, já morto. Com a batida, o KG decolou de lado, andou um tempo em duas rodas mas voltou para quatro rodas. Tremendo susto.

Fotos: autor



Particularmente, considero os Citroën chiques. As linhas, as cores, os detalhes de acabamento, a harmonia, o cuidado com o conforto etc, formam um conjunto chique. O design da marca também costuma ser moderno e inovador, seguindo a tradição iniciada pelo revolucionário DS 19, de 1955, um carro bem no estilo Flash Gordon.

A minivan C4 Picasso não foge à regra. Sua frente, segundo a Citroën, foi inspirada no TGV, o trem-bala francês. Parece com a frente dele, mesmo, e acredito que isso lhe traz benefícios aerodinâmicos, pois, apesar da relativamente grande área frontal, na estrada a minivan flui com facilidade. A 120 km/h – o velocímetro digital é exato, conferi –, e estando em 4a e última marcha, o giro está em baixas 3.200 rpm. E note que o motor não é nenhum V-6 ou V-8, motores que a essa rotação já geram grande potência. O motor é um 4-cilindros de 2 litros, com 143 cv de potência máxima. 





A maioria das pessoas julga carros pelo exterior, mas para mim parece claro que o interior é o que interessa. Afinal de contas, a gente passa muito mais tempo olhando para ele depois de comprar um carro.

Mas recentemente, principalmente nos países do primeiro mundo, o interior ganhou o foco da indústria. Bob Lutz, quando voltou para a GM em 2001, começou por onde a empresa estava pior: no interior. Cada vez mais, o habitáculo recebe a atenção que merece, e hoje em dia não se deve subestimar sua importância.

Pessoalmente, faz algum tempo que percebi que para realmente gostar de um carro, tenho que me sentir bem ao volante. Bancos, volantes, câmbio e pedais tem que fazer um conjunto coeso. A visibilidade tem que ser boa. E as superfícies devem ser agradáveis ao tato, sempre. Se não me sentir bem com isso, pode ter 2325 cv e pneus revestidos de super-bonder, que não vou realmente gostar. Sim, vou me divertir pacas, mas sem ter aquela conexão perfeita com a máquina que reputo essencial para o prazer ao volante. É o real Santo Graal da excelência automotiva.

Acho tão importante este assunto, que simplesmente tive que fazer uma lista de 20 e não a usual de 10. Muita coisa legal ainda assim ficou de fora, portanto os amigos leitores estão convidados, novamente, a me ajudar e eleger mais alguns. Design, ergonomia, utilidade, tudo conta, e como sempre a lista é extremamente pessoal, o único critério básico é eu achar muito legal, e desejar estar lá dentro do carro ao invés de aqui escrevendo em minha sala sem graça! A ela então, em ordem cronológica:

A partir de hoje o AUTOentusiastas terá uma postagem diária, ao meio-dia. Circunstâncias momentâneas nos levam a adotar esse regime, mas estamos nos reestruturando para voltarmos logo ao padrão habitual de duas postagens, às 9h00 e às 16h00.

Todavia, sempre que houver assunto relevante haverá postagens extras.

Leia logo mais, às 12h00, mais um texto do Marco Antônio Oliveira.

Bob Sharp
Editor
Foto: diversifiedinsurance.blogspot.com



Falei hoje da manhã e em incontáveis ocasiões neste AE sobre a importância da visibilidade ao se dirigir veículo um automotor. Infelizmente, a julgar pelos comentários que nos chegam, essa noção não está devidamente enraizada em muitos motoristas.

Nos aviões, por exemplo, quando o trem de pouso era do tipo com roda de bequilha lá na traseira, havia um problema sério de visibilidade quando no solo, sendo mandatório ir efetuando curvas em "S" para o piloto poder ver o caminho à frente.

Foto: militaryfactory.com

Foto: campograndesantos.wordpress.com

Tragédia: três garis são atropelados quando trabalhavam e dois morrem


Sempre se fala que carro velho causa acidente, que falta uma inspeção técnica veicular – não a atual inspeção de emissões – que examine o estado mecânico dos veículos, que tem muito carro rodando sem oferecer condições mínimas de segurança. Só que os acidentes graves, com morte, que têm acontecido nos últimos meses, mostram que não é bem assim.

De Porsche 911 a Chevrolet Camaro, passando por utilitários esporte, em regra só dá carro mais novo. Um denominador comum nesses acidentes é motorista embriagado e vidros escurecidos. Qual a participação de um e outro? 

Foto: Google Earth


Numa viagem a Miami, anos atrás, notei placas indicativas de ruas colocadas sobra a via, não em postes nas esquinas. Achei ótimo, de longe já se via o nome da próxima transversal.

Eu tinha um bom relacionamento com o presidente da CET de então, o Gilberto Lehfeld, e falei com ele sobre a utilidade de tal localização das placas de ruas, não apenas para facilitar a vida dos motoristas como também, e principalmente, para contribuir para a fluidez do trânsito, já que não é preciso seguir lentamente para achar a rua que se procura. Ele comprou a idéia imediatamente e hoje se vê em São Paulo muitas dessas placas em ruas e avenidas.


Outro exemplo de como vale a pena aproveitar as soluções de outros países é a indicação de aeroporto.

Há algumas semanas falei sobre a idade avançada dos projetos dos automóveis fabricados e vendidos aqui e fiquei de ensaiar pareceres e razões que justifiquem uma mudança no nosso panorama, posicionando-nos em sintonia com o Primeiro Mundo.

Ou seja, os fabricantes aqui instalados atualizarem seus produtos a cada cinco ou seis anos, um só face lift no meio do caminho, de maneira regular e planejada, assim como o fazem em seus principais mercados domésticos e de exportação, respeitando o ciclo de vida dos produtos.


Lá, esse prazo de renovação é mais ou menos o mesmo para todos os fabricantes e os compradores dos mercados desses países avançados acostumaram-se a esses ciclos, convivem com eles há muitos anos.

Tomemos o exemplo hipotético de alguém que tenha um Peugeot 307, comprado em algum país da União Européia em 2004 ou 2005 (lá foi lançado no final de 2000) e pensa agora em substitui-lo. Há o 308, seu sucessor, mas se quiser sair da marca e manter-se no mesmo segmento C há o Ford Focus III, ou Opel Astra IV, ou VW Golf VI, Renault Mégane III, Citroën C4 (irmão de plataforma do 308), Fiat Bravo, enfim, todos mais modernos em uma geração ou mais em relação ao seu 307.



 Primeiro flagrante

"Façam o que eu digo, mas não façam o que  eu faço" seria a legenda perfeita para esta foto (acima) enviada ao AE por um leitor, que prefere não se identificar. A foto fala por si só.

Esse é um dos grandes problemas do Brasil hoje, o exemplo não vir de cima. A picape da CET tem número de ordem 0275.




Segundo flagrante

 Domingo (15) chuvoso na cidade. Até aí, normal. Na Rua Alvarenga, em Pinheiros, trânsito congestionado. O motivo está nos cones, o "caminho" feito para se andar de...bicicleta. Não havia ninguém pedalando nesta e em outras ruas próximas, muitas, inclusive, com acessos fechados.

Faltam à administração do trânsito da capital cabeças que pensem: quando está chovendo – inclusive os serviços de meteorologia vêm acertando muito bem as previsões – a operação Ciclofaixas de Lazer tem de ser suspensa, ou resultado é esse da foto.

Até parece punição a quem anda de automóvel ou então uma nova forma de sadismo, o oficial.

BS



Um amigo me contou esta hoje.

Sem tempo para fazer a inspeção veicular do carro dele (Controlar, em São Paulo-SP) por causa de sua vida profissional corrida, meu amigo pegou com um vizinho uma indicação de um mecânico que por módicos R$ 40 levaria seu carro para a inspeção.

Pagou e agendou pelo site para segunda-feira, e na segunda de manhã deixou dinheiro (os 40 reais), chave e documento para o mecânico pegar o carro e levar a um posto da Controlar.

No mesmo dia, às 18h, o mecânico ligou para ele, dando a notícia "O carro não passou" e que o havia trazido para a oficina, onde diagnosticou que seria necessário trocar várias peças, no valor de 320 reais, para fazer o carro passar na inspeção e que havia conseguido reagendar para quinta-feira.



A apresentação do Peugeot RCZ foi feita na pista particular da Fazenda Capuava, em Indaiatuba, o que nos deu segurança para buscar os limites do carro em curvas, acelerações e frenagens. Só que a pista é meio travada e não deu para passar de uns 140 km/h. E assim, após gostar bastante do comportamento do carro e da gentileza com que nos trata, sobra uma sensação de quero mais, de querer experimentá-lo numa viagem, pois este cupê 2+2 é o tipo do carro que nos incita a querer sair por aí viajando com a mulher. 

Ela estaria bem, pois haveria espaço para as suas bagagens – 321 litros no porta-malas, mais 318 litros de espaço sobre os pequenos bancos traseiros –, teria todos os confortos e amenidades que os bons sedãs proporcionam, como suspensão macia, ar-condicionado de duas zonas, bancos confortáveis etc., e eu teria um esportivozinho para guiar, onde minhas pernas ficariam quase na horizontal e minha tocada seria mais divertida, já que não estaria dirigindo só um modorrento meio de transporte.

Ferruccio Lamborghini e o Jarama. Ele começou a linhagem fabricando tratores, quem diria!

Gallardo. Diablo. Miura. Countach...Quando falamos em Lamborghini, nenhum destes modelos é esquecido, todos estão na ponta da língua para exemplificar algum modelo da fábrica do touro de Bolonha. Mas não é somente destes nomes que a Lamborghini é feita.

Este é um dos casos de injusto esquecimento, o Jarama.




Nascido em 1970 sob os traços do mestre Marcello Gandini para o estúdio Bertone, o Jarama era a diversificação da linhagem dos touros. Com desenho muito semelhante ao Iso Rivolta Lele, por motivos de mesma paternidade, o Jarama apostava nas linhas fortes e traços marcantes. Também vemos semelhança com o Alfa Romeo Montreal.

Já falei muito sobre a Bultaco aqui no blog, mas não resisto a fazer mais um post sobre a marca catalã. Acima pode-se ver uma propaganda da pequena Lobito, para o mercado americano. O texto é tão legal que traduzo aqui para vocês:

Como se faz uma Bultaco?
Devagar... e com muito orgulho!

Se você quer uma linda prova disso, experimente a Lobito de 100 cm³. Apesar de ser a menor máquina produzida por nossa fábrica, ainda assim é uma Bultaco de corpo e alma. Veja por exemplo o entreeixos de 49 ½ polegadas, para melhor estabilidade. Note também as quase seis polegadas de curso do garfo, e os amortecedores reguláveis traseiros.

E existem mais coisas – coisas que você não pode ver, mas pode sentir – que fazem da Lobito uma Bultaco de sangue puro. Dez cavalos, obtidos de um motor originalmente de 30 cavalos. Essa é a maneira da Bultaco de fazer este tipo de coisa: certamente a maneira mais cara, mas a que traz a maior confiabilidade. Outros detalhes dignos de nota são mancais com rolamentos, bielas de liga leve alemã, e quadro alinhado a mão. Toda motocicleta que sai de nossa fábrica – da pequena Lobito até as motos de Grand Prix – representa o orgulhoso trabalho dos homens da Bultaco. Visite seu concessionário ou escreva para seu distribuidor mais próximo, e conheça essas pequenas obras de arte da Espanha.

BULTACO
A máquina puro-sangue da Espanha

MAO


A roda fônica é um sensor que revolucionou a engenharia da injeção eletrônica. Muitos a conhecem como o sensor de rotação do motor, mas, apesar de ser um sensor muito simples, ela vai muito além disso.

Nas injeções projetadas para usá-la, ela se torna a espinha dorsal sobre a qual toda a injeção trabalha.

Ao longo dos anos, vários fabricantes a desenvolveram, cada um à sua forma e com referências próprias, mas os princípios básicos são mais ou menos os mesmos.

O modelo funcional que vou mostrar aqui é bem elementar, e é apenas um entre vários possíveis.

A idéia original por trás da roda fônica se origina num instrumento muito simples, um transferidor — conhecido como disco de grau — que mede ângulos de rotação do virabrequim  e informa sobre eventos dos motores, em especial os pontos de abertura e fechamento das válvulas:

Montado no motor, o transferidor é alinhado de forma que seu zero indica o ponto-morto superior (PMS).
Fotos: blogs.estadao.com.br e blog.jangadeiroonline.com.br
Jornal do Carro: 35 anos
Vrum: Emilio Camanzi, Mônica Velloso e Boris Feldman
Dia desses um grande amigo e colega, só que de tevê, me perguntou como deveria pronunciar hp no programa dele, se no singular (agapê) ou no plural (agapês).

A dúvida do amigo foi porque ele tinha um texto para ler em que estava escrito 265 hp. Falaria 265 agapê ou 265 agapês?

Nem uma coisa, nem outra, disse-lhe. Símbolos não se pronunciam, só se escrevem. E que ao serem escritos não se flexionam, ficam sempre no singular.





Mas há um fator complicador nessa história: se o símbolo não pode ser pronunciado, como fazer com o hp?

O hp, como se sabe, é símbolo de horsepower (cavalo de força em inglês). Só que fica estranho falar 265 horsepower, pois estamos no Brasil. A saída nesse caso é falar 265 cavalos. Mas só falar, porque na linguagem escrita tem de ser cv, fica feio ler-se ‘cavalos'.

Por aí se vê que linguagem escrita é uma coisa, falada é outra, e como é importante separar bem as coisas:

Escrito: o motor desenvolve 265 cv. 
Falado: o motor desenvolve duzentos e sessenta e cinco cavalos.

Desde que escrevi um texto falando sobre Ferrari em geral neste blog, muitos amigos meus tem a falsa impressão de que não gosto da marca. Eu sei de onde vem esta impressão: a minha falta de reverência ao fundador, Enzo, o que absolutamente não quer dizer que não goste dos carros... Na verdade, é fato que nunca foi criado um Ferrari menos do que sensacional, nunca, em tempo algum.

Um Ferrari só tem um problema de verdade: o preço. São tão fora do padrão normal de preço de um automóvel que freqüentemente são comprados e mantidos como jóias raras e obras de arte de autores famosos: longe das ruas e estradas que é sua casa. Mas não quer dizer que por isso deva julgar a marca; o preço de um carro é o que se paga por ele, e Ferraris seguem vendendo muito bem obrigado, prova de que o preço está correto. Na verdade, fazendo a conta da porcentagem dos rendimentos anuais dos seus proprietários equivalente ao custo do carro, um Ferrari é mais barato para eles do que meu Focus foi para mim. Tudo é relativo, e por isso julgar um carro deste tipo pelo preço é um erro. Não se compra um Ferrari porque se comparou algo, se compra por vontade e desejo. Existe motivo melhor?

Na verdade eu adoro Ferraris, principalmente os V-12 de motor dianteiro. Como vocês podem ver abaixo, não exclusivamente eles, mas principalmente. Lista dificílima de se fazer, porque como já disse, ainda está para nascer um Ferrari que não seja maravilhoso. Sem nenhuma ordem específica, vamos a eles, os 10 melhores Ferrari, segundo o MAO:


1) 550 Maranello



Foto: vnews.com.br



Acidente na passagem de cobrança automática na praça de pedágio tolheu a vida de um motorista de caminhão na madrugada de ontem (3a. feira) na SP-070 Rodovia Carvalho Pinto, km 114, sentido oeste, em Caçapava.. A cancela não abriu para um caminhão e outro que vinha atrás não conseguiu parar, batendo na traseira do veículo parado. 

Com o impacto, a carga de tubos de aço de grande diâmetro avançou sobre a cabine, destruindo-a totalmente e matando o motorista (foto).

Esta lista é diferente, por não ser uma lista de carros, e sim de nomes interessantes. Olhando para ela, penso que as empresas hoje desperdiçam seu dinheiro contratando consultorias a peso de ouro para criar nomes para carros: basta evocar velocidade, matança, maldade e destruição que o nome será memorável... Depois a gente reclama que ninguém nos entende...

A lista é absolutamente subjetiva, portanto os leitores podem se sentir incentivados a criar suas próprias. É só não se influenciar demais pelo carro em si; o que vale aqui é o nome. Por isso mesmo coisas tão legais como um Nissan GT-R e um Ferrari 599 estão fora: são carros sem nome, coitados. Seus pais lhes deram siglas e números ao invés de um nome de verdade, ato realmente imperdoável para com crianças tão lindinhas...

A eles então, começando do décimo colocado, e ao fim, no nome mais legal já dado a um automóvel, na humilde opinião deste colunista:

Foto: Audi


Na semana passada, como parte da programação da apresentação do novo Audi A6, a empresa convidou a imprensa para conhecer o A3 Sport utilizado no seu torneio chamado Driver Touring Car Cup. Estive lá e dirigi o carro.

O A3 Sport do torneio é devidamente modificado para corrida. O peso cai de 1.369 para 1.040 kg com uso de partes móveis e pára-choques em compósito de fibra de vidro, enquanto o motor 2-litros turbo permanece com os 200 cv originais, suficiente para 0 a 100 km/h em 7 segundos e chegar a 238 km/h.

Modificações várias na suspensão e na aerodinâmica e o uso de pneus slick Pirelli PZero 235/645-18 (o segundo número é o diâmetro da roda completa) tornaram o A3 Sport num carro de corrida dos mais atraentes. E o dirigi.
Fotos: autor

A faixa de aviso não avisa, ameaça: "A partir de 17/10 (segunda-feira), velocidade máxima permitida no corredor 60 km/h." 

Era 70 km/h e sempre foi velocidade adequada, embora pudesse ser 80 km/h, com 70 km/h para caminhões. Cumpre-se assim, o vaticínio de Quatro Rodas numa matéria no final da década de 1960, de mesmo nome do título deste post antes dos dois pontos.

Desse jeito São Paulo vai parar mesmo.

A av. dos Bandeirantes é um dos principais corredores da cidade de São Paulo, tem trânsito intenso, apresenta constantes congestionamentos e, apesar disso, os "inteligentes" da Companhia de Engenharia de Tráfefo (CET-SP), que administra o trânsito da capital, acabam de tomar uma medida (mais uma) completamente desprovida de embasamento técnico, aplicando o famoso "chutômetro" que os repórteres televisivos macaqueiam sem contestação: redução do número de x% de acidentes.
Fotos: Audi


O menor do trio de sedãs grandes da Audi, o A6, traz em seu bojo todas as qualidades dos irmãos maiores A7 e A8. Lançado em março de 1997 no Salão de Genebra, está na sétima geração, apresentada no mesmo e importante salão este ano.

Não bastasse a conhecida excelência mecânica da marca, que inclui a tração integral quattro, o aporte de tecnologia orientada para a segurança é notável. Itens como mostrador projetado no pára-brisa, visão noturna, controle de velocidade de cruzeiro adaptativo, sistema de prontidão para paradas, assistente de deslocamento lateral, faróis a lâmpadas de LED (quando em conjunto com o citado controle de velocidade) e interface multimídia sensível ao toque que inclui navegador GPS de última geração, mostram bem o avanço da tecnologia de bordo. O novo A6 custa R$ 313.900.

Interior luxuoso e funcional

Uma supermáquina que não pode ser usada como se deve

No recente post Voltando a ter prazer em guiar o Arnaldo Keller relatou algo que recentemente vem assolando todo autoentusiasta. Está muito difícil ter prazer em dirigir, principalmente nas cidades grandes.

Como o Arnaldo escreveu:


Quase tudo que é demais cansa. Dirigir demais cansa, enche a paciência. Dirigir em São Paulo tornou-se uma atividade que raramente nos dá prazer. 
Mesmo estando num baita carrão gostoso, dos melhores que há, a única coisa que ele pode nos oferecer a mais é mais silêncio, mais maciez, melhor ergonomia, menos movimentos para ser conduzido e melhor controle da temperatura ambiente, além de um som melhor. De prazer em guiar, mesmo, do jeito que um autoentusiasta gosta, nadicas.

Eu sei que para nós é possível sair de Uninho 1,0 e ainda assim sentir algum prazer. Esse prazer vem de várias maneiras: o prazer pelo domínio da máquina, pelo movimento, pela própria operação de dirigir e também pela sensação de liberdade, de poder chegar a praticamente qualquer destino de forma independente.

Ainda dá para acrescentar alguns outros prazeres com a conquista do bem material, ou o de poder ficar só, sem ser atormentado por ninguém, escutar uma boa música (não há lugar melhor para isso do que no carro), ou até mesmo o prazer de se exibir - para alguns. Deve ter mais alguns por aí... Carros são muito mais que um objeto.

Foto: autor


Código de Trânsito Brasileiro, Art. x: É proibido conduzir demonstrando ser burro ou ter no veículo item, acessório ou modificação que signifique burrice. Infração: gravíssima. Penalidade: multa (cinco vezes) e retenção do veículo para regularização

Veio-me essa idéia de acrescentar tal artigo ao nosso código de trânsito ao ver o Ka acima com um saco de lixo no pára-brisa. Tem mesmo que ser muito burro para aplicar isso num carro. Talvez a proposta seja a única maneira rápida e eficaz de livrar o trânsito dessa e outras ameaças.

É inconcebível, à luz da razão, dirigir sem a indispensável visibilidade. Que tal usar óculos de sol ao dirigir de noite? Impensável, certo? Pois com os vidros de condução - pára-brisa e janelas laterais dianterias - é a mesma coisa. Burrice absoluta. Mas a lista da burrice não pára aí:
Foto: novoguscar.blogspot.com



— Noossa, vô! de primeira você colocou terceira! Pulou a segunda marcha, vô! – ainda molecote de uns doze anos, exclamei.

— Sossega, amorrrr (era assim que ele me chamava, e com sotaque um pouco arrastado, pois era suiço), esse motorr é forrte e assim no plano a gente pode pularr as marrchas.

Pois é, o Itamaraty tinha um 6-cilindros forte mesmo, motor de jipe; pouco giro, pouco potência máxima, porém já bom torque em baixa – e dava pra fazer isso mesmo, pular marchas quando no plano ou em descidinhas. E o vovô Frederico guiava macio e aquela banheira que era o Itamaraty ia suave que era uma beleza. Também, pudera! Outro modo não haveria dele guiar, pois esse foi um sujeito classudo de verdade, elegante e charmoso por natureza; punha o Clark Gable no chinelo, e punha mesmo. Ele simplesmente ficava desconcertado diante da grosseria. Ele não a entendia. Simplesmente não entendia como outros agiam estupidamente, já que ele simplesmente não tinha o gene da grosseria. Os genes que dela tenho certamente dele não vieram.

Fotos: Divulgação Nissan e autor

Não escondo admiração por esta marca do país do sol nascente. Tenho certeza de que começou ao ver um Datsun 240Z correr em Interlagos, no começo de 1970. Não estranhe: Datsun era inicialmente a marca internacional da Nissan, que deixou de existir no começo dos anos 1980 em favor da marca-nome da fabricante.

Todos os Nissans que dirigi – X-Trail, Livina, Sentra, Tiida – se mostraram muito agradáveis e eficientes, sempre deixando transparecer uma engenharia exemplar. Por isso eu tinha curiosidade em saber como seria o March – novamente estratégia desses japoneses, pois o carro era comercializado mundialmente como Micra, March só no mercado japonês desde o lançamento em 1983 e que na primavera do Hemisfério Norte do ano passado chegou à quarta geração.

E agora o March, a nova arrancada da Nissan para aparecer mais no mercado brasileiro, chega do México, da cidade de Aguascalientes (águas quentes), produzido na fábrica inaugurada em 1982. Por isso não recolhe Imposto de Importação e tampouco foi atingido pela recente elevação do Imposto sobre Produtos Industrializados em 30 pontos porcentuais, resultando em preços bastante acessíveis, que vão de R$ 27.990 a R$ 31.990 (1-litro) e de R$ 35.890 a R$ 39.990 (1,6). As versões de maior cilindrada – 1.6S, 1.6SV e 1.6SR, duplo-comando 16V de 111 cv, Nissan mesmo – ainda não estão disponíveis para entrega, o que está previsto para novembro.

Interior agradável e funcional , nada fantasioso ou exótico


Esta é a imagem de um velho folheto escaneado. Está no meio de vários outros que coleciono há tempos.

Como é normal para mim, sempre que ocorre um Salão do Automóvel em São Paulo, ou qualquer outra exposição que eu consiga visitar, procuro ver o que existe nos cantos, nos estandes pequenos e menos trafegados.

Cair em lugar comum e ficar babando em carros que todos sabemos que são fantásticos, é moleza. Menos aprazível é analisar os carros que surgem de construtores pequenos ou iniciantes. Podem não ser bonitos nem bem-feitos, mas muitos mostram o verdadeiro entusiasmo.

Cada vez mais raros, mas nem por isso extintos, estes fabricantes já tiveram sua época de ouro, que acabou quando as importações foram reabertas pelo então presidente Fernando Collor de Mello.

O Lassale Digital é da década de 80, e, além daquele exposto na mostra, nunca ouvi falar de outro.