UM GRANDE DOMINGO

foto: Paulo Keller/AE

Tudo começou com um e-mail do Bill Egan. O amigo e ex-colaborador deste blog estava maravilhado com o novo carro na sua garagem eclética: um vermelhíssimo Alfa Romeo Duetto 1300 Junior. Queria que a gente o experimentasse, queria conversar sobre ele, queria mais. Pensou até em voltar a escrever para o blog, algo que o incentivei a fazer veementemente. Um talento desperdiçado é um dos maiores pecados que se pode cometer usando roupas, afinal de contas.

Marcamos um dia então, um domingo de manhã em um posto de gasolina no caminho para minha casa, já fora de São Paulo para facilitar para mim, e tirar o trânsito do encontro. Andando por ali acabamos por encontrar, quase por acidente, uma estradinha maravilhosa: longa, mão dupla, vazia, cheia de curvas legais, e belíssima naquele dia de sol. Encontrar algo tão bom de andar tão perto de São Paulo já valeu o dia.

Um monte de amigos resolveu vir junto, o que tornou o encontro ainda mais legal. O Paulo Keller, renovando sua vontade de trabalhar no blog que ele mesmo fundou, apareceu com seu maquinário retratista para registrar tudo. Mas o que Egan não esperava era a horda de viaturas bávaras que apareceu para mudar totalmente o foco do negócio: eu obviamente fui com minha perua 328i de câmbio manual, porque ela é meu carro de uso diário, meu meio de transporte primário. O Rafael Tedesco também veio com o seu E36 de uso diário, um bem surradinho cupê 325i, também com o raro e desejável câmbio manual. Mas a estrela do passeio prometia ser outra: O M3 de primeira geração (E30) de nosso amigo e ex-colaborador VR.


Foto: Paulo Keller/AE

Todo mundo sabe que esse carro é uma coisa especial. Uma homologação especial para competições que ainda hoje é considerada a melhor e mais divertida encarnação do M3, um carro de corrida para as ruas que não falha em entusiasmar quem realmente gosta de dirigir. Recentemente, seu preço no mercado internacional disparou, um reconhecimento do mercado de seu status de clássico imortal e insubstituível. No Brasil, é ainda mais raro e especial porque foi fabricado na época de importações proibidas, se tornando incrivelmente raro por aqui.


Foto: MAO/AE

O do VR, um modelo de 1986, foi comprado meio estragadinho faz alguns anos e, num longo processo, vem sendo pacientemente levantado por ele. O motor teve que ser refeito e, no embalo, foi transformado dos 2,3 litros originais para a configuração final de 2,5 litros e 238 cv. Talvez tenha até mais que isso, visto que o escapamento é menos restritivo, e o cuidado com que foi refeito. Foi o amigo aparecer com isso que ninguém mais lembrou do pobre Alfa Romeo de 90 cv do Egan... Definitivamente, aquilo se tornou um passeio de BMW. Por sorte, encontramos estradinhas perfeitas para eles. Vazias, cheias de curvas gostosas, e com um dia límpido e azul, passamos um domingo sensacional e simplesmente inesquecível.

Foto: Rafael Tedesco/AE

Falando logo do M3. Andei pouco com ele, e estava tão empolgado com o carro e com o dia que não me concentrei em tomar sensações para vocês, e vejo aqui que lembro pouco do carro. Mas o que aprendi compartilho aqui:

Hiperativo. Alerta. Vivo. O M3 E30 é um carro que demanda toda sua atenção, que responde a você de uma forma que nunca tinha experimentado. Preste atenção no que você quer fazer porque ele fará. Ele não discute nem pergunta se é isso mesmo que você quer, ele apenas faz. Se o M3 fosse o Windows, a mensagem que pergunta se você realmente deseja fazer isso nunca existiria.

O interior convidativo da M3 (foto:MAO/AE)

É direto como nenhum outro carro. O pequeno volante (um momo não original e pequenininho neste carro, que adorei) dança nervosamente em suas mãos, lhe dizendo tudo que se passa lá fora. Brinquei que dá para saber se uma moeda que acabei de atropelar era de 10 ou 25 centavos. Mas em nenhum momento, como é praxe em BMW’s, o carro se mostra duro ou desconfortável, apenas comunicativo.

Foto: Paulo Keller/AE

E o motor? Que coisa deliciosa. Um quatro-cilindros grandão nunca é algo que promete ser bom, mas esse motor de corrida é algo inacreditável. Não subi demais de giro, com medo de estragar algo tão raro com o dono sentado ao meu lado, mas deu para sentir que mesmo nas altas rotações não vai parar de acelerar com força. Tem força desde baixa rotação, e apesar de não ter um som sofisticado, nem ser particularmente suave, acelera solto, sem preguiça, subindo e descendo de giro como se não precisasse ter um volante de motor. Lembrando agora me dá tristeza de não ter andado ao lado do VR para ver o que ele pode fazer com alguém que sabe e está acostumado com ele.

Foto: Paulo Keller/AE

E acostumado é algo que não consegui, em nosso breve passeio, ficar com o câmbio. A primeira debaixo da ré, para o lado esquerdo do "H" tradicional, fez minha pequena cabecinha fraca se confundir toda e nunca saber em que marcha estava. Preciso de mais tempo com ele, com mais calma, para acostumar.

Freia muito também, âncoras que não fariam feio num superpetroleiro...O carro apenas me deu uma amostra do poço de habilidade que tem, não tenho dúvidas disso. É o tipo do carro que num primeiro encontro não parece lá muito, mas que certamente vai surpreender a cada passeio um pouco mais. Um poço sem fundo de habilidade. Quando mais se desce nele, mais se percebe que o fundo não está perto.

Foto: Paulo Keller/AE

Um total contraste com o outro BMW que foi a grande surpresa deste passeio. Este não esconde nada. Na primeira voltinha, logo nos primeiros metros, já mostra a que veio: o cupê 325i 1993 do RT. É um carro que, pensei, não seria muito diferente do meu. Engraçada a coincidência: a cor é exatamente a mesma do M3, preto Diamante, diamondschwartz.

Dois cupês preto-diamante (foto: Bill Egan)

O carro do RT tem quase 200 mil km rodados. Se você pisar fundo, ele expele alguma fumaça de óleo pelo escapamento brevemente. Sua pintura está já perdendo o brilho em alguns lugares. O interior já viu melhores dias. O ar-condicionado já não funciona mais. Mas quando saí com ele depois de uma parada para troca de cadeiras... Uma completa surpresa.

O BMW 325i 1993 do RT: Surpresa (foto: Paulo Keller/AE)

Como bem definiu o PK sobre o mesmo carro, que ele dirigiu no mesmo dia, parece veludo macio. A suspensão absorve toda e qualquer irregularidade, mas a faz sem perda alguma de comunicação com o solo, e sem movimentos indesejáveis ou flácidos da carroceria. A direção é de uma precisão e peso perfeitos. A pegada dos freios é, de novo, precisa e suave. O volante tem pega mais grossa que o meu, e até o couro dele é mais liso e macio que o da minha perua.

E o motor segue a mesma linha: apesar de ficar longe da forte patada que a minha perua de 2,8 litros tem desde baixa rotação, o 2,5 litros velhinho da cupê ali naquelas estradinhas desertas e truncadas era bem mais divertido. Subia e descia de giro bem mais fácil e alegre, um motor mais solto e ávido a altas rotações. E de novo, suave como veludo.

O Paulo Keller se perdeu da gente por um tempão com esse carro. De propósito? (foto: PK/AE)

Sensacional! De cara descobri que ia ter que gastar mais dinheiro na minha perua: eu queria aquilo tudo para mim. Quando peguei o carro, me vi andando cada vez mais rápido, um sorrisão no rosto, e o treco totalmente seguro, obediente, e confortável como um tapete mágico. E muito diferente da primeira vez que andei com ele, quando ele o comprou alguns anos atrás, e estava parecido com o meu hoje.

O mérito é todo do RT, que manteve a parte mecânica do carro bem cuidada, com carinho e conhecimento. De diferente da minha, tem amortecedores e buchas originais novos, bandejas dianteiras Meyle HD (full-metal ball joint), e o ângulo de câmber aumentado para 1,5 graus negativos na frente e 2°, atrás. Os pneus Michelin Pilot Primacy com certeza são importantes aqui também, e infelizmente, hoje fora de linha na medida das E36 (205/60R15). Ficou realmente sensacional o cupê do RT, e me inspirou a iniciar um projeto similar na minha, e um que devo postar regulamente aqui para vocês acompanharem.

Foto: Paulo Keller/AE

Como se não bastasse tudo isso, a estrada, o dia ensolarado, a companhia de bons amigos, ainda tinha o pequeno Alfa do Egan!

O Alfa Romeo Duetto (depois Spider) é uma daquelas formas que parecem atemporais, que parece que foi captada em alguma antena, que sempre existiu mesmo antes de aparecer. Baseado no Giulia (tipo 105, para raiva dos avessos a códigos que adoro importunar), teve vida extremamente longa, de 1966 a 1993. Ridiculamente minúsculo para os padrões atuais, é um carro extremamente sofisticado para sua época, como eram todos os Alfa Romeo tradicionalmente: duplo comando de válvulas no cabeçote, câmbio de cinco marchas e freios a disco nas quatro rodas.

Nem parece que quase 30 anos os separam (foto: Bill Egan)

E o carro dos Egan é realmente especial. Um exemplar da raríssima primeira série, tornado mais raro por ser a versão Junior, criada para fugir de taxação na Itália. O motor, portanto, é de apenas 1.290 cm³, mas é girador e tem uma potência específica de sonho para um carro de produção normal dos anos 1960: 70 cv/l, para um total de 90 cv. Sem as coberturas de farol (exclusivamente no mais barato Junior), mas com o belíssimo painel de metal e sem os penduricalhos estilísticos que macularam o carro em sua vida posterior, é uma coisa maravilhosamente linda, e uma que parece pedir para ser dirigida com prazer.

Foto: Gabriel Freitas

 Foi por isso que foi o primeiro carro que dirigi neste dia. Já o colocando em movimento, saindo do posto, senti que seria uma coisa maravilhosa. O peso dos pedais, a precisão e leveza da direção sem assistência, a firmeza bem amortecida da suspensão, de cara fazem verdade tudo que promete a carroceria. A posição de dirigir é perfeita e tudo prometia uma experiência memorável.

Foto: MAO/AE

Mas infelizmente algo estava errado com o motor. Egan tinha me avisado que o carro acordara mal e foi pegar a estrada e ver que não estavam ali os 90 cv prometidos. E acima de 3.500 rpm o motor começou a fazer um barulho muito estranho, me fazendo mantê-lo abaixo disso. O carro não parou durante o passeio inteiro, mas não conseguimos sentir toda a magia por falta de motor. Paciência, assim são as coisas com carros antigos, se eles não acordam bem, não adianta insistir. Com mais de 40 anos de idade, mas com um corpinho de 18, em minha opinião o pequeno Alfa conquistou o direito de ter uma personalidade forte. Outro dia tentamos de novo...

Foto: Paulo Keller/AE

Mas, enfim, acabou sendo um ótimo passeio. Mas o que realmente foi legal foi o quanto ele reacendeu a chama da paixão em meus amigos. Era nítida a vontade de todos de fazer mais passeios assim, de achar mais lugares assim, de sair de casa, encontrar amigos, dirigir e falar sobre carros juntos. A maioria de nós mora hoje numa metrópole avessa ao automóvel, que o trata como pária. Poder sair dali, e a pouca distância de São Paulo, ainda exercitar nosso entusiasmo sem importunar ninguém e sem ser importunado, é fabuloso.

Foto: Paulo Keller

Aos administradores de São Paulo e a grande massa manipulada sordidamente, conhecida como “opinião pública”, fica aqui uma mensagem: o fato de você não compartilharem nossa paixão não a invalida. Sejam um pouco menos egoístas em suas verdades absolutas e pensem um pouco antes de repetir uma opinião que não é sua. Mesmo esquecendo-se das muitas coisas maravilhosas que o automóvel inegavelmente trouxe para o mundo, nossa paixão ainda assim deve ser respeitada. Não existe uma maneira única, aceitável, de passar o nosso tempo livre, conseguido a duras penas. Não é só andando de bicicleta e fazendo exercício que se alcança a felicidade. Nosso cérebro precisa de estímulo também. Não somos irresponsáveis garotos mimados brincando de velocidade e adrenalina; somos, sim, pais de família responsáveis e cumpridores das leis, conhecemos nossos carros profundamente e sabemos exercitá-los de forma segura. E vamos continuar fazendo isso. Nossa paixão é justa e válida, e apenas a ignorância e a irredutibilidade tacanha podem fazer de tão saudável exercício algo ruim. Parem com esta perseguição aos automóveis e aprendam a caçar e encarcerar bandidos. Os de verdade. Caçar gente de bem é muito fácil. Temos endereços fixos e declarações de imposto de renda sérias. Temos empregos e família, e não nos escondemos de nada. Deixem-nos em paz, por favor. Vão procurar algo melhor que fazer com seus radares e câmeras e corredores de ônibus vazios. Coloquem câmeras em gabinetes de deputados, sei lá, mas arrumem mais o que fazer. Está começando a encher viver em um país onde só os honestos são cobrados por suas escorregadelas, enquanto bandidos de verdade fazem o que querem. Está ficando realmente ridículo.

Foto: Paulo Keller/AE
Mesmo porque vocês nunca vencerão nosso entusiasmo. Sabemos quão maravilhosa é a liberdade de ir e vir que o automóvel particular estimula e torna possível. Somos invencíveis. É o entusiasmo que move o mundo para frente, não os burocratas e suas regras absolutas.

Nem gente que, sem conhecer o mundo lá fora, fica nos seus sofás agradecendo a quem proíbe tudo que antes era normal e corriqueiro, por puro medo e ignorância, abastecidos por uma imprensa televisiva cada vez mais sensacionalista, e egoísmo puro, não destilado. Acordem, minha gente, existe um mundo lá fora que não é tão feio assim como mostra o noticiário sanguinolento! Vamos viver uma vida menos mesquinha e pequena, vamos sair de casa e fazer algo. Qualquer coisa! Onde egoísmo e medo predominam não pode existir nada de bom.

Já quando gente se entrega à paixão, sem medo, com vontade de compartilhar, tudo fica melhor. Como provamos naquele sensacional passeio de domingo.

Foto: Bill Egan
MAO








36 comentários :

  1. MAO, como você é um homem educado, refinado mesmo, eu diria. Minha mensagem aos administradores de São Paulo (e de quaisquer outros lugares) e seus aliados na tarefa de demonizar os carros, seria simplesmente essa, curta e (muito) grossa: VÃO PARA A P.Q.P, SEUS F.D.Ps!!!!

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  2. Tive que compartilhar esse seu texto final.
    É exatamente isso nossa paixão pelos automóveis e ninguém tira isso de nós.
    Parabéns pelo post, e parabéns pelos carros, todos são um espetáculo.
    Abs

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  3. Corsário Viajante06/12/13 12:53

    Nossa, melhor que o passeio, só os últimos parágrafos. Assino embaixo.

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    1. Corsário, concordo! Mas acho que algumas coisas devem receber o mérito devido:
      Melhor que o passeio(Muito Legal!), que o texto(uma delicia, excelente), que as fotos(Fotos do PK são meu plano de fundo a algum tempo... mas estas tão d+) é o ultimo paragrafo(fantástico!).

      Aqui no sul essa onda de demonização do automóvel também está crescendo, mas ainda esta longe de São Paulo. De qualquer forma, é muito fácil marginalizar o cidadão de bem, quero ver é ir atras dos que precisam ser fiscalizado!

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  4. Cara, uma máquina mais interessante que a outra...

    Sou fã desses passeios, eles são uma verdadeira terapia, mas costumo fazê-los de moto, outro prazer que logo logo irá se extinguir devido à alguns pilotos imbecis e leis mais imbecis ainda, feitas por gente que não tem a menor idéia de como funciona um sistema de trânsito.

    E meus parabéns pelo trecho "Aos administradores de São Paulo", só ele já valeu o post. Faço minhas as suas palavras.

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  5. Belo texto. Que rodovia é essa?

    João Paulo

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  6. Linda história de um final de semana inesquecível!
    Adorei também o epílogo desta história, que em um momento me fez lembrar de um herói revolucionário de outrora:

    "Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas,
    mas jamais conseguirão deter a primavera!"
    Che Guevara

    Continuem a cultivar este amor primaveril pelo automóvel e, através deste amor, a animar aos corações do seus leitores mais assíduos que, assim como vocês, também nutrem tal amor!

    Abraços

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  7. Posso assinar? inclusive o coment de Mr. Car?
    Parabéns, MAO.

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  8. Marco Antônio,

    O final do post deveria ser enquadrado e remetido ao gabinete do prefeito Fernando Haddad. Uma cópia também poderia ir à Câmara Municipal de São Paulo.
    Que tal enviar esse texto e outros já publicados pelo Bob com o mesmo tema a programas como o Vrum para ver se conseguimos utilizar a mesma ferramenta que os governantes e seus fiscais se utilizam para fazer a lavagem cerebral na população: a TV?

    Temos que arrumar um jeito de proliferar a visão contrária àquela de que o automóvel é símbolo de egoísmo e individualismo. Hoje em dia, por qualquer coisa a grande massa já sai fazendo manifestação e a imprensa acha legal. Que tal uma manifestação a favor do carros? Ah, lembrei: vivemos no país onde só as (ditas) minorias tem vez.

    E daí que o cara é negro? Se eu consegui mais pontos no vestibular é justo que eu entre na universidade independente da minha raça. Dane-se que o cara é deficiente físico se o currículo dele não é melhor que o de outro que não conseguiu o emprego porque a empresa tinha que preencher as cotas obrigatórias. Ciclistas são os coitadinhos do trânsito, mesmo cometendo toda infinidade de infrações. Claro, não há placa de licença para a bicicleta! O pedestre se esconde atrás da fragilidade do corpo humano frente à massa metálica dos veículos para se dar ao direito de caminhar fora das calçadas, atravessar a 50 metros da passarela e dizer que aquele carro está "voando" devido ao deslocamento de ar que lhe desarrumou o topete. Aposto que se o indivíduo pular nos trilhos do metro, o condutor da composição será culpado por não ter parado a tempo. Aí a solução será limitar a velocidade dos trens para aumentar a segurança. Não é isso que a prefeitura de São Paulo está fazendo nas ruas através de seus órgãos (in)competentes?

    Coitados, na verdade, são os motoristas que são apontados como culpados até se prove o contrário (contrariando até mesmo o código penal e a constituição). Coitados são os caminhoneiros que são obrigados a obedecer todo e qualquer devaneio dos legisladores que torna cada vez mais difícil a profissão, mesmo carregando a riqueza do país, independente se este for ou não o melhor modal à disposição.

    Parabéns pelo texto e fica a sugestão para que façamos um apanhado deles e, quem sabe, fazer valer também a vontade dessa grande parcela da população: os que ainda não sucumbiram à lavagem cerebral.

    Abraço,
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  9. Mais um texto de mestre, poeta!

    E seu apelo no final com certeza vai ser minha citação mais contundente caso tenha de argumentar contra algum ecochato.

    Aliás, o problema não é ser eco, e sim ser chato, intolerante, demagogo. Gado na mao de políticos com bandeirantes verdes. Quero dizer, vermelhas.

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  10. MAO, dá a dica aí por favor, qual é a estradinha que vocês pegaram? No mais adorei o texto, principalmente o desabafo

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  11. Muito bom MAO, muito mesmo.
    Os carros, o passeio, as fotos, e os paragrafos finais dizem tudo. Gente besta controlando a maioria. Essa democracia está do lado errado.

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  12. Alfa Dueto, delicado e belo. Parece um barquinho.
    O velho Eagan e seu bom gosto !

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  13. Lindo o texto final. É um artigo realmente descrito com uma frase apenas: Paixão.

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  14. Que passeio bacana! Nada como um domingo ensolarado para juntar amigos e carros, amigos e motos...ou, amigos e bicicletas (vibe atual);

    O cara simplesmente remoça, tu vê teus amigos começarem a falar como guris entusiasmados diante de um brinquedo, é uma troca de impressões, apontamentos divertidos, causos e mentiras de envergonhar dono de bolicho.

    Caras, o que move o mundo é movimento, é impelir-se para frente...o que melhor cristaliza isso do que curtir umas carangas, umas motos...pô, vida é movimento, não enferrujar e se apequenar assistindo cidade alerta.

    Bela inspiração MAO, esses passeios precisam ser rotineiros!

    MFF

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  15. Os últimos parágrafos foram de lavar a alma.

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  16. vitor marques06/12/13 15:21

    falam mal de carro mas tem o seu na garagem, o carro vem sendo criticas constantes a muito tempo mas nunca vi uma pessoa comprar um e num sorrir, se acha ruim começa vendendo o próprio e se odeia carro você não era nem pra estar lendo isso aqui.

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  17. Só mudaria a última palavra do texto. Não está ficando ridículo. Está ficando insuportável.

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  18. Quando você já tá viajando com o texto e a descrição dos carros, eis que o escriba vem e nos brinda com uma conclusão simplesmente brilhante.

    Fica até difícil saber o que é melhor: o texto em si, as fotos ou a conclusão...

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  19. Daniel San06/12/13 17:46

    Seus últimos parágrafos foram de um desabafo que reflete tudo o que nós,autoentusiastas sentimos,e me atreveria a extendê-lo à mídia,que bate palmas a cada medida descabida que não somente os administradores de S. Paulo,mas do Rio ou de qualquer metrópole cometem contra os automóveis,uma vez que se deram conta de são verdadeiras fontes de arrecadação. Além disso,ainda por cima apóiam a idéia "milagrosa" encontrada pelas prefeituras para o trânsito das cidades,que é o uso das bicicletas,idéia,além de esdrúxula,hipócrita,uma vez que os adeptos dessa idéia não estariam nem um pouco dispostos a adotá-la,ainda mais com o clima brasileiro. Até porque melhorar o trânsito das grandes cidades implica em investimentos em transportes de massa e planejamento sério. Só que isso dá muuuito trabalho... Meus parabéns pelo post,pelo passeio e,principalmente,pelo desabafo final.

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  20. Engraçado que carros bem construídos, mesmo quando começam a apresentar sinais de desgaste, continuam tão firmes.

    Sobre o final, o que eu acho mais engraçado é que os mesmos que demonizam o automóvel são aqueles que sempre que possível andam em um SUV blindado por causa da "segurança". Melhor que isso, só aquela manifestação de ciclistas em que os mesmos chegaram de carro e tiraram as bicicletas do rack ou do porta malas...

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  21. Gostei do M3 Chacrinha!. Quem não se comunica se trumbica!

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    1. Essa bobagem do "comunicativa" pegou mesmo.

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  22. MAO,

    Muito legal o passeio dominical, realmente estar com os amigos e seus carros especiais para um passeio não tem preço.

    Já com a sua mensagem para os administradores de São Paulo eu como autoentusiasta só posso dizer que concordo em 100%.

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  23. Como sempre seus textos são fantásticos e transmitem muito bem as impressões.

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  24. Sr. MAO, que excelente experiência vivida por verdadeiros AutoEntusiastas! Só de ler já dá para sentir um gostinho. Para ser sincero, não dá pra ficar entusiasmado com um carro só, logo está perdoado sua imprecisão no relato da M3, que ainda sim foi ótimo - você cumpriu com a palavra, ainda bem! Esperemos que o VR siga cuidando bem dessa joia e te permita passear de novo com o E30 nas melhores condições: altos giros!

    Agora seu breve relato sobre o 325i do RT pereceu-me um pouco confuso. Quer dizer que o 2.5L sobe mais rápido de giro do que o 2.8L? Ele gira mais também? Eu achei que a diferença só fosse o torque em baixa rpm. E como assim você quer deixar sua Perua igual ao cupê 325i? Explique-se.

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  25. O epílogo foi simplesmente fantástico. Que aqueles que pensam ao contrário se deem ao trabalho de ler, ao menos. Respeito ao próximo é o que anda faltando muito por esse Brasil a fora - e a dentro.

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  26. Thiago A.B.07/12/13 18:04

    MAO,

    Mais uma vez você nos brinda com a exata transmissão da paixão entusiasta pelos carros. Belos BMW"s e Alfa. Pena que o motor não quis mostrar serviço.... E com final esplendoroso, nessa "carta" aos administradores de SP, mas que serve para quase todo o pais! Abraço

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  27. MAO,

    Realmente um dia AE perfeito, compartilhado conosco através de um excelente texto.
    Aqui parabéns 2X.
    Mas os últimos parágrafos foram demais. Concordo com tudo o que você escreveu. Como é bom ver que ainda existe senso crítico e vida inteligente neste mundo cada vez mais hipócrita. Muito do que você escreveu é exatamente o que eu eu penso, até escrevo e ando falando por aí. Tem meu total apoio.
    Aqui mais 10x parabéns!
    Hoje sou obrigado a concordar com o Mr. Car: Da muita vontade de chuta o balde e mandar esses f.d.p tudo pra p.q. los p. e tomate cru...

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  28. Perfeita a conclusão! +1000

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  29. Entusiasticamente assino embaixo dos parágrafos finais de seu texto, que exprimem muito bem
    o sentimento dos Autoentusiastas. Abaixo a repressão aos automóveis!!!

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  30. Parabéns pelo texto. Por favor, divida com os leitores autoentusiastas o nome da estradinha utilizada no encontro. Aliás, essas estradinhas tão amadas por quem é apaixonado por carro, também merecem um post, não acham? Falamos sempre dos carros, mas quase nunca das estradas. Sem elas, nossa paixão pelo automóvel não sai da garagem. Um abraço a todos os autoentusiastas!

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    1. Corsário Viajante12/12/13 15:12

      Se divulgar, no dia seguinte aparece um radar... hehehe
      Acho que o espírito é mais sair e procurar, até eu que sou um grande medroso já achei algumas estradinhas perdidas assim, e voltei vivo. VAle a pena.

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  31. MAO
    Seus domingos andam bem "entediantes", hein!
    Parabéns por mais este texto, sempre bom de se ler, diga-se. E o recado aos hipócritas de plantão, então, sem mais o que acrescentar.

    Agora o seu amigo Egan já pode falar nos encontros e rodas íntimas que possui em sua garagem o Alfinha do Dustin Hoffman do inesquecível filme embalado ao som de Simon e Garfunkel.

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