O PARAÍSO DOS DODGES


Fotos: Lucas Facchini Vane, Arquivo Pessoal e Autor

Museu Dodge, a vista da porta do galpão é simplesmente a visão do paraíso!


Se um admirador da linha Chrysler desmaiar e acordar dentro do Museu Dodge, ficará com a impressão de que morreu e está no paraíso. A visão é de fazer qualquer um que goste de automóveis ficar maluco a procura das chaves para ligar os carros. Os carros enfileirados no belo galpão da propriedade, no interior paulista, tem aparência de fábrica e conteúdo de coleção, no verdadeiro sentido da definição.

Interior do Museu Dodge: se a foto fosse feita há algumas décadas alguns diriam que se trata de uma concessionária

.Este é o prédio principal das instalações que abrigam, provavelmente, a maior coleção de Dodges brasileiros.

Eu estava, há anos, devendo uma visita ao meu amigo Alexandre Badolato e seu belíssimo museu, por diversos compromissos das duas partes sempre deixávamos o encontro para depois, até que recebi um SMS com a mensagem: "Portuga, meu amigo, dia 7 ai ter o almoço de final de ano do Chrysler Clube com visita ao museu. Tá a fim de ir? Me avise que te passo as coordenadas Abcs". Pela primeira vez em meses tive folga num sábado, não poderia ser melhor, claro que aceitei o convite.

Ao fundo o prédio do Museu Dodge, os carros do pátio são parte da coleção

Sem tempo para buscar um dos carros na garagem, acabei por ir com um automóvel de testes da Citroën, um C3 que estava comigo para algumas matérias que vinha produzindo. Graças à grande área envidraçada do "pequeno francês" poderia, pelo menos admirar os Dodges que estariam no comboio onde eu passei a ser um, bem aceito, estranho no ninho.

Por sorte não fui o único "não Dodge" a estar no comboio...

... o amigo Gian colocou seu maravilhoso Bel Air, 1955, Sport Sedan para rodar junto aos Dodges.

Se encontrar o pessoal no primeiro posto de combustíveis da rodovia era uma visão especial, mal poderia imaginar o que estaria pela frente. Próximo a cidade onde o Museu Dodge está instalado encontramos nosso anfitrião, muito bem acompanhado de outros "dojeiros", alguns de outros estados. Mal sabia, mas o melhor estaria por vir, ir até o lugar era só parte do que o dia me reservaria.

Concentração de "Dojeiros" no primeiro posto de combustíveis da Rodovia dos Bandeirantes, em São Paulo.

Na estrada, a cada quilômetro, mais Dodges se uniam ao comboio formado para visitar o Museu Dodge

Ao chegar à propriedade, a primeira visão era por um veículo que admiro muito, mas não sabia de nenhum no Brasil, uma picape A-100. Sempre achei interessante o motor localizado no centro do veículo, com o capô entre os bancos. O modelo do Museu Dodge está equipado com motor V-8 e uma leve customização de carroceria, bem ao estilo street, sem pára-choques, rodas tala-larga e volante do Charger americano. Carros customizados são a minoria da coleção, que preza muito pela originalidade e trazer dias de glória aos carros da marca.

Dodge A-100, uma picape que não foi fabricada na Brasil

O colecionador optou por continuar o projeto do antigo proprietário, que idealizou um "street car"

O interior do veículo é muito interessante, entre os dois bancos há um enorme console...

... que na realidade é o capô, que nesse modelo abriga o motor V-8


Preservando o quesito originalidade e mantendo o perfil de raridade, uma D-100 nacional é a picape capaz de fazer qualquer admirador de automóveis antigos "perder" horas e horas analisando um veículo que não vemos todos os dias. Se encontrar por aí com uma picape Dodge é muito mais difícil do que esbarrar numa de suas concorrentes da época (Chevrolet C-10 e Ford F-100), imagine se o utilitário equipado com o motor V-8 318 carregar cabine dupla? Pois é, pouquíssimas unidades saíram 0-km com essa configuração, menos ainda com o acabamento luxo. Os papas dos Dodges nacionais afirmam que por mais que puxem pela memória não conseguem se lembrar de outra, que essa "Dojona" é original não há dúvidas, mas que ela tenha uma irmã gêmea, aí sim, começam os questionamentos de por onde andaria uma outra "cabinada de acabamento confortável".

Dodge D-100, uma picape nacional, com carroceria cabine dupla, poucas unidades produzidas...

... essa tem acabamento luxo, com calotas e pára-choques cromados, além de tapeçaria especial.

Em frente, uma trinca de Dodge Charger 1971, os três na cor amarelo Boreal, idênticos ao astro que contracena com o rei Roberto Carlos, no filme "Roberto Carlos a 300 km/h", daquele ano. O próprio colecionador se refere ao modelo como o "Santo Graal dos Dodgeiros", o tipo de automóvel emblemático, em boa parte por conta do filme. Um dos veículos, o do meio, nunca passou por restauração é um verdadeiro testemunho de época. O desgastado da pintura e os rasgos no banco de couro são a prova de que este é um carro com o desgaste natural do tempo, o que também é muito válido em termos de coleção.

Por outro lado, ou melhor, os dois Charger dos lados são carros completamente restaurados, um deles — acredite se quiser — foi transformado numa picape nos anos 1980, mas hoje está salvo no acervo da coleção.

Uma trinca de Dodge Charger R/T 1971, os três amarelo Boreal...
... idênticos ao usado no filme "Roberto Carlos a 300 km/h, enquanto...
... o veículo do centro é um testemunho de época, sem qualquer restauração, prática comum na escola européia de colecionismo

O tema da coleção são os Dodges nacionais. Dois Darts merecem destaque dentro das instalações do Museu, um cupê e um sedã. O duas-portas, com sua carroceria branca, ostenta no hodômetro apenas 14.000 km Isso mesmo, este é um exemplo imaculado de automóvel que foi mantido praticamente sem uso, mas bem cuidado.

Numa coleção desse tamanho nunca faltam bons exemplos de veículos íntegros. Ao lado, na vaga à esquerda outro bom exemplo de raridade e conservação, o Dart sedã verde com o interior verde é outro exemplo de integridade, além da bela combinação — raríssima de fábrica — é completamente original, com sua tapeçaria imaculada. O valor de carros tão íntegros não se mede em cifrões mais sim no quanto eles servem de parâmetro na hora de restaurar automóveis, principalmente quando o assunto é o veículo brasileiro, que praticamente não conta com peças da tapeçaria original para reposição.

Exatos 14.042,3 km – para um veterano de lata isso se traduz no jargão popular: "nunca andou".
A foto está de baixo para cima de propósito, mostra o alinhamento dos vincos e carroceria perfeitos, prova de um automóvel nunca "mexido"

Dart Sedan, com sua carroceria harmoniosa, num tom verde que ao mesmo tempo é fora do comum e sóbrio...
... com interior também verde, uma raridade; poucos saíram com essa configuração, uma pena!

Manter um patrimônio desses é importante para a história do automóvel, ainda mais em nosso país onde os fabricantes nunca se preocuparam em formar um acervo, guardar matrizes e conservar a própria história. Essa tarefa fica para colecionadores que colocam a paixão acima de razões financeiras e investem no campo onde as indústrias poderiam cooperar. Alexandre Badolato teve uma visão privilegiada ao formar uma editora e uma seguradora onde os lucros são revertidos para a preservação do museu. Uma atitude que merece ser aplaudida de pé por qualquer antigomobilista, colecionador e autoentusiasta. Além disso, o apoio familiar também conta, a esposa do colecionador projetou — a seu pedido — um galpão com o formato de uma antiga fábrica, com paredes de tijolinho à vista e telhado do tipo "serrote". Outros dois prédios estão a caminho, ambos temáticos, promete o dono do acervo e idealizador do projeto, que contemplará também uma pista na propriedade, pensada para rodar com os carros do museu e mantê-los lubrificados e em funcionamento.

Em primeiro plano o Simca Esplanada, da primeira série, ao fundo o prédio do Museu Dodge

Em construção, outros dois prédios, este partindo para a fase do acabamento, outro ainda nas fundações, em pouco tempo estarão de pé

Entre os veículos interessantes da coleção está o Dodge Dart Hang Ten, veículo importado recentemente dos Estados Unidos e que tem uma carroceria e itens exclusivos bem interessantes. O automóvel é um fastback. Embora a traseira seja bastante diferente dos nacionais, a dianteira lembra muito os Dodges que tivemos no Brasil. O corpo ostentando a cor branca, com filetes azuis e a inscrição da famosa marca de itens de surf não está ali à toa: o veículo é uma série especial voltada ao público jovem que gosta de pegar ondas, tanto que o banco traseiro rebate com facilidade para aumentar o espaço de bagagens e, assim, permitir carregar pranchas de surfe próximo à tapeçaria que tem aparência dos bancos de lanchas esportivas dos anos 1970.

A dianteira, embora mais "embicada", lembra nossos nacionais, mas o restante da carroceria é bem diferente
Os bancos têm revestimento com padronagem do tipo "náutico", lembram as lanchas de corrida dos anos 1970
Na lateral, acompanhando os filetes da carroceria, o desenho mostra que a série era destinada aos surfistas
Por todo o carro a marca Hang 10, tradicional no universo do surfe, faz alusão à vocação praiana deste Dodge

Cada automóvel dessa coleção tem seu charme, sua história e também seu motivo para participar dessa garagem. Enquanto o museu não é aberto ao público uma boa chance de acompanhar a história do dono da coleção e seus automóveis é se deliciar com os livros "Museu Dodge - A história de uma coleção" e também em "Mais histórias de uma coleção". São livros gostosos de ser lidos, com uma narrativa própria do autor, onde ele conta de maneira simples e descomplicada como cada automóvel tomou seu lugar nessa propriedade que é o paraíso dos Dodges e os Dodgeiros, grandes admiradores do modelo, que merecem sempre seu espaço digno e aparência como no dia em que saíram de fábrica, ou seja, perfeitos!

Dodge, Mais Histórias de Uma Coleção, o segundo livro de Alexandre Badolato

PT

38 comentários :

  1. Rafael Ribeiro19/12/13 12:32

    O Museu do Dodge é algo ímpar, coisa de colecionador/tarado/adicto/apaixonado, que eu conheço apenas pelo livro (o primeiro) e pelo youtube (programa do Otávio Mesquita, vale a pena assistir). Estou louco para visitá-lo! Difícil será eleger o carro mais bacana, cada um mais interessante que o outro.

    Portuga, por acaso o caminhão de bombeiros que está sendo restaurado estava por lá? Tem algumas imagens no blog que já podem nos antever que ficará um escândalo de bonito quando ficar pronto, sonho de qualquer garoto que já teve um brinquedo semelhante na infância...

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    1. Olá Rafael,
      Não vi esse caminhão de bombeiros, suspeito que esteja numa das oficinas que prestam serviços ao dono do museu.

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  2. Portuga , meu chapa e conterrâneo,
    Coisa de louco esse museu!
    Gostei da A-100. Parece o carro do Scooby Doo.
    Jorjao

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    1. Jorjão,
      Realmenta a A-100, na versão Furgão é muito parecida com a Máquina de Mistérios da galera do Scooby-Doo.

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    2. Jorjao
      Acho que o carro do Scooby Doo nao era um Dodge , mas sim um furgao da Ford.
      De qq forma foi bem notado a semelhança...
      Eu tambem adorava e me divertia muito com esse desenho quando criança.

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    3. Acredito que, na realidade, os estúdios Hanna-Barbera não deve ter pego um modelo específico.
      Lembro de episódios onde eles mexiam no motor, que era na traseira, como nas Kombi e também lembro de outros episódios onde as portas traseiras eram grandes como nos furgões econoline e clube wagon.

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  3. Portuga
    O nome desse tipo de cobertura é Shed.
    Onde fica esse museu? Pode-se visitá-lo?

    E esse Charger 71... simplesmente maravilhoso.

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    1. FVG
      Opa, obrigado pela informação do tipo de telhado, realmente eu só conhecia como "Serrote", que é uma designação bastante comum entre construtores antigos, os meus tios que construíam fábricas chamavam assim. Lembro-me também dos telhados do tipo "Lanterninha", que eram com a iluminação e ventilação no centro.

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  4. Esse museu é aberto ao publico?
    Adoraria conhecer

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    1. Anônimo,
      O museu ainda não é aberto ao público, mas eventualmente o dono da coleção abre as portas a alguns amigos. Pelo que conversei com ele a ideia é que um dia ele seja aberto ao público.

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  5. Portuga
    Quantas D-100 foram fabricadas aqui no Brasil??
    Devem ser raríssimas.. nunca via uma ao vivo!

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    1. Anônimo,
      Não sei te precisar quantas D-100 foram fabricadas, mas foram feitas em número muito menor que as suas concorrentes, isso somado ao fato de ser carro de trabalho usado até a última gota, daí o motivo de serem ainda mais raras.

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    2. Anonimo 12:57
      Também acho esse carro interessantíssimo e poucas vezes vi uma ao vivo!
      Pelo que li foram feitas pouco mais de 2.000 unds e segundo especialistas, restam vivas apenas 100 unidades.
      Com certeza uma raridade!
      O grande colecionador Fabio Steibruch tinha 2 unidades dessas...
      http://falando-sobre-carros.blogspot.com.br/2012/07/obscura-dodge-d100-e-seus-parentes.html
      http://quatrorodas.abril.com.br/classicos/brasileiros/conteudo_139909.shtml
      http://dodged100.blogspot.com.br/2010/02/catalogo-3.html
      Saudacoes

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    3. Segundo dados obtidos da Anfavea, foram comercializadas apenas 2.621 Dodge D100 no Brasil, muitas delas quando já não se produzia mais o modelo no Brasil, embora os caminhões Dodge, que utilizavam a mesma cabine e motorização V8 a álcool tenham ido até meados dos anos 1980.
      .
      Ano a ano os números de D100 são:
      .
      1969- 233
      1970- 559
      1971- 365
      1972- 466
      1973- 462
      1974- 347
      1975- 94
      1976- 9
      1977- 73
      1978- 0
      1979- 3
      1980- 0
      1981- 4
      1982- 3
      1984- 3
      Total- 2.621 unidades.
      .
      Considerando um total de 186.440 veículos Dodge comercializados entre 1969 e 1984, a D100 coloca-se entre os mais raros Dodge brasileiros, representando 1,4% das vendas, abaixo do Magnum (2.160 unidades) e Lebaron (997 unidades).
      .
      Outro ponto que coloca as D100 no patamar de "raridade" está no fato de que boa parte das vendas era destinada ao serviço público, tendo sido usadas ao extremo e depois sucatedas.

      fonte : http://dodged100.blogspot.com.br/

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    4. Uau, uma aula sobre D-100.
      No que diz respeito às do Fábio Steinbruch, ele tinha uma standard original e uma street.

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  6. Simplesmente um sonho de infancia...

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    1. Anônimo,
      Sim, um sonho de infância, mas a coleção é digna de um grande homem que realizou e idealizou o projeto.

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  7. O museu é sensacional! Só indo lá para ter noção de como é! Valeu a pena sair de Niterói-RJ 3 horas da madrugada para encontrar o pessoal!

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    1. Paulo César Oliveira,
      Então você é um dos que foi do Rio para o Museu, que bom. Gostaria do contato do dono daquela gaiola amarela, você poderia me ajudar com isso?
      Meu e-mail: portugatavares@autoentusiastas.com.br

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    2. Mandei o email dele para você. Só por curiosidade aquela gaiola era um dodge grandsedan e foi feita por ele nos anos 80! Detalhe que já teve cambio manual de três marchas, de quatro e agora é automático na coluna!

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  8. Fiquei sem palavras, parabéns ao idealizador do museu, investir em história e cultura sobretudo em cultura automobilística é muito nobre e raro. Tenho um Dodge atual e desejo visitar o museu com a família quando for aberto ao público. Abraço Douglas

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    1. Anônimo,
      Realmente, o dono do museu merece todos os elogios, a coleção é fantástica!

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  9. Equipe "Autoentusiastas", desculpem a expressão, censurem se achar que devem, mas vendo isso (revendo na verdade, pois já sabia da existência dessa coleção, e já vi muitas fotos) nada me vem de forma tão espontânea para dizer que "P.Q. P, QUE COISA LIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIINDA!!!!!" Absolutamente maravilhoso, um sonho, uma visão do paraíso!!! Só haveria uma forma de ser melhor, embora muitos possam considerar como uma espécie de afirmação herética: colocar ai dentro, alguns Dodges Polara e 1800. Pronto, falei. E esta cobrança vai diretamente para você, Portuga: você deveria postar mais. Cada uma de suas matérias é um presente inesquecível para quem ama os antigos. Obrigado, cara!

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    1. Mr. Car
      só tenho a agradecer pelos elogios, procuro passar o que realmente sinto. Espero sempre ser digno deste espaço e dar a sorte de conseguir transmitir essa paixão pelo automóvel antigo.
      Sobre o Museu Dodge, sobraram muitas fotos, quem sabe ainda rendam mais postagens.

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    2. Viva os 1.800 e os Polaras também!
      Eu nao tenho esse preconceito ... Foram grandes pequenos Dodges sem duvida!

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    3. Pelo que já li por aí, o Badolato também gosta dos Dodge 1800/Polara. Creio que é somente questão de tempo para ter alguns exemplares no museu.

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    4. 1800 e Polara sofrem uma discriminação injustificada ao meu ver.

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    5. A questão é que eles não são Dodges e sim um Hilmann Avenger, por isso, como todo carro ingles da época, é um pequeno poço de problemas.

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  10. O Museu do Dodge do Alexandre é mais que um sonho, parabéns Tugão por mais esta sensacional matéria!
    abs
    Marcelo Senteio

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    1. Grande Senteio,
      Obrigado por ter lido o texto, me esforço para fazer textos tão belos quanto os seus.

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  11. Interessante como a parte traseira da cabine dessa D100 faz lembrar os "primos" americanos do mesmo período.

    A foto que abre o post parece aqueles filmes de ficção científica dos anos 70, tipo "Capricórnio Um", "Geração de Proteus" e similares... o cara chega, a porta abre, as luzes acendem e aparece o mar de Dodges.... lindo demais.

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    1. Leonardo,
      Realmente é coisa de outro mundo, fiquei me imaginando no meio de todos os carros sozinho, deve ser algo como "cheguei ao céu" hehehe

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  12. Portuga belo registro, o dia foi memorável! Eu gostaria de ter ido de Dodge, mas o carbura me pregou uma peça no dia! Puro ciúmes. Fiz também um pequeno registro no blog. abração, Gian www.v8nfun.blogspot.com

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    1. Gian, meu amigo.
      Realmente o passeio foi muito legal, as vezes os carros nos pregam peças e acabam ficando enciumados, acontece! Mas, convenhamos, você foi muito bem montado em seu Bel Air.

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  13. Portuga Tavares,

    Me vejo na obrigação de não ler mais seus posts por um tempo, a fim de poder reorganizar as coisas na minha perturbada cachola... Primeiro, me vem o post sobre a Galaxata e inúmeros veículos bacanas, um mais legal que o outro. Depois, aparece esse maravilhoso texto sobre o incrível, único, salve-salve museu Dodge. Caramba, Portuga... Desse jeito não há medicação que resolva!!!

    Brincadeiras à parte, nunca soube da existência das picapes D-100 cabine dupla. Se as normais já são raras, imagine essa então... E o Dodge Dart com apenas 14 mil km rodados, está simplesmente perfeito! Como o pessoal costumava brincar antigamente, que o motor V8 dos Dodge nacionais somente estavam perfeitamente amaciados aos 80 mil km, o desse Dodge então ainda está em estado de zero...

    Abraço!

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    1. Road Runner,

      Prometo fazer posts para tirarem seu V8 de giro heheheheeh

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  14. Portuga,

    Obrigado pela visita e pelo texto carinhoso. É um prazer enorme compartilhar as alucinações dodgísticas com os amigos.

    Com relação à algumas peguntas feitas nos comentários:

    1) O Museu é aberto ao publico ?

    Ainda não. Mas com certeza um dia sera ... Estou fazendo obras mínimas de infraestrutura como banheiros, estacionamento, segurança para poder receber visitas.

    Não achei ainda a forma de abrir para visitação. mas certezamente sera algo gradual. Inicialmente em alguns dias pré-marcados, para visitantes que agendarem previamente. Havendo procura, posso abrir para dias fixos, como primeiro sábado do mês, ou algo do gênero ...

    A verdade é que eu tenho muito pouca disponibilidade de tempo, e faço questão de receber os visitantes, contar as histórias, etc ...

    2) Dodge 1800 / Polara

    Não tenho preconceito nenhum, pelo contrário, tenho 3 no acervo. Um deles está com a restauração bem avançada, é um Gran Luxo 1975 preto de fábrica. Os outros dois aguardam na fila.


    3) Caminhão D700 Bombeiro

    Restauração bem avançada .. Tem fotos recentes dele no meu blog www.museudodge.blogspot.com


    Agradeço a todos os comentários elogiosos. Capricornio 1 foi demais ...

    Abraços,

    Badolato

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  15. Parabéns ao sr. Alexandre Badolato. Sua importantíssima iniciativa de preservar um pouco da Cultura Automotiva Nacional. E também ao Portuga por nos mostrar as coisas boas que as pessoas têm feitos aqui no Brasil pela nossa Cultura.
    Um abraço.

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