NOTÍCIA: RÉQUIEM PARA A KOMBI



O jornal O Estado de S. Paulo noticiou esta tarde em seu site, com atualização às 21h00, que o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) recusou pedido da Volkswagen do Brasil de manter a Kombi em produção por mais dois anos (2014 e 2015). Chega ao final a monumental trapalhada da semana passada de o ministro da Fazenda, Guido Mantega, propor mudanças de última hora no prazo final para veículos serem produzidos sem bolsas infláveis e freios com ABS.
A lei é dura mas é a lei, e lei é para ser cumprida pelo poder executivo, no caso o Ministério das Cidades, ao qual o Contran é afeto. Nunca poderia ter havido essa trapalhada, que só depõe contra o Brasil, especialmente num momento em que se buscam investimentos de toda ordem aqui. Investimento requer estabilidade de leis, é básico.
Encerra-se a carreira de um veículo único, ferramenta de trabalho de empresas de qualquer porte e que fará falta. Chegado ao Brasil em 1950 e aqui produzido desde setembro de 1957, soma 63 anos de bons serviços. Parte agora para o merecido descanso, embora sob o ponto de vista técnico a "eutanásia" praticada seja discutível. Afinal, se os dois equipamentos são tão essenciais à segurança como se alardeia, então a frota brasileira que não os tem representa ameaça à vida e exatamente por isso deveria ser tirada de circulação imediatamente. Como não será, estamos diante de um caso típico de hipocrisia.
Mas não é só aqui que se cometem esses desatinos. O Land Rover Defender, lançado em 1983, está com os dias contados, será descontinuado em 2015 por motivo de "segurança e emissões".
R.I.P, Kombi.

87 comentários :

  1. Seria um descaso com o consumidor, ao meu ver, continuar a produção da Kombi depois que fizeram a "Last Edition", edição de colecionador da Kombi numa cor diferenciada e tal. E aqueles que compraram, como ficariam?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu concordo com você.

      Excluir
  2. Aqueles que compraram o fizeram por livre vontade. Certamente sabiam que jamais aquela coisa valeria os R$85.000,00 que pagaram por ela. Quer saber? Bem feito. Nós os consumidores brasileiros somos tratados como idiotas porque muitas vezes nos comportamos como tais. Então, parabéns pros felizes compradores da última série da magnífica Kombi. É de dar inveja a qualquer um mesmo...

    ResponderExcluir
  3. Digo de novo: a Kombi sai do mercado sem terem feito um substituto com as mesmas qualidades e sem os defeitos dela. Só por isso ela mereceria ser também o último carro feito no Brasil.
    Mas até que foi apropriado: Ela é considerada o primeiro carro do Brasil simplesmente por que a Romi-isetta, que foi fabricada por aqui pouco antes, oficialmente não era carro. Nasceu em meio a uma trapalhada governamental, viveu em meio a trapalhadas governamentais, morreu no meio de outra. Um carro que resiste a estradas ruins, manutenção precária, combustível pouco confiável e patetas de alto escalão só poderia se dar bem no Brasil mesmo!
    Em tempo: E o teste da nova Fiorino, não rola?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Barulio
      Fiorino, em alguns dias.

      Excluir
    2. Se a Romi-Isetta não vale, a Kombi também não, já que nosso ministro disse que ela "não é carro, camionete, blá blá blá, é uma Kombi".

      Excluir
    3. Uai, o Paulo Freire não foi banido do AE?

      Excluir
  4. Que produto a VW vai colocar no lugar?
    Mesmo que tragam a defasada Eurovan T4 (a mesma que trouxeram nos anos 90), já será um enorme avanço em relação à nossa velha Kombi...
    Mas lembro também que numa época eles tentaram uns veículos "tipo fiorino", com a plataforma do Polo Classic...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Esses veículos "tipo Fiorino" eram as VW Van, clone da Seat Inca e montado sobre a plataforma do Seat Cordoba, da qual o Polo Classic foi clone. A VWB deveria ter feito uma Saveirino, já que ninguém acreditava que a dupla VW Van/Seat Inca daria certo. E não deu...

      Excluir
    2. Seat Inca e VW Van. Não emplacaram, sinceramente não sei por que.

      Excluir
  5. Rola um boate que: todas as Kombi's que serão produzidas, ja tem comprador, certo, venda certa? isso confere?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Se não me engano quem disse isso foi um diretor de VW numa reportagem da Quatro Rodas sobre a linha de montagem da Kombi... que a produção já sai da fábrica 100% vendida.
      Não duvido nada, até porque eles fazem (ou faziam) a festa no ramo de vendas especiais e licitações... pode ver, praticamente todo órgão público tem Kombi.

      Isso me lembra uma visita a fábrica da Peugeot para o lançamento da 206 SW, em 2005... estamos na linha de produção quando o guia manda a fila parar pra uma Kombi passar.
      Na hora começaram as piadas: "Olha,a Boxer 2005!", "Se não pode vencê-los...", "lotação Porto Real-Penedo, 2 reais" e por aí vai.

      Excluir
  6. A Volks tira de linha o seu melhor veículo!!!! Para vcs verem como eles estão defasados!!! Mas que não existe substituto, isto não tem mesmo! Incrível, mas não tem! Desafio qualquer um aqui a citar um único! Nove passageiros, mais 500 kg de carga, leva carga no teto, atrás , debaixo dos bancos!!! E estaciona na vaga de um fusca!!!! Vai ao cento com 1 ton e para em vaga comum. Sobe morro, faz frete, faz obra, tudo!! DUVIDO OUTRO CARRO IGUAL. Inclusive pagamos menos por ela, apesar de ser um ROUBO!!! Mas tudo aqui é caro e desigual. Muito CULPA DO GOVERNO E MUITO CULPA DAS MONTADORAS (montam na gente...)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pois é Anônimo 19/12/13 01h48min,

      Eu não tenho Kombi e não preciso dela, mas sei que fará falta, e muita, para muitas pessoas.

      Eu penso que o Contran não teve bom senso ao eliminá-la de nosso mercado.

      Segurança por segurança, porque não fiscalizam os boitatás que não usam cinto de segurança e se escondem por trás das películas automotivas?

      Tenham dó!

      Excluir
    2. Só faltou dizer que não há estrada ruim para ela. Só não anda sobre água (excetuando-se algumas enchentes), pois havendo chão ela vai.

      Excluir
    3. Anônimo19/12/13 15:47

      Meu avô contava que trocou o Jipe Willys 4x4 "Bernardão" que tinha na fazenda por uma Kombi com bloqueio de diferencial. Segundo ele, a Kombi com bloqueio andava onde o Jipe Willys atolava e não saia mesmo em reduzida. E sem dar qualquer problema (ao contrário do Willys...)

      Excluir
  7. Graças a Deus finalizaram a produção da Kombi, é o veículo mais inseguro que temos a venda. Existem várias outras opções melhores que ela no mercado (e muito mais seguras). A VW que traga o que tem de moderno na Europa para o Brasil. RIP Kombi, mas você não fará falta alguma.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Marcus lahoz
      Muito insegura. O que se morre em Kombi é alarmante. Andar de Kombi é como estar a um passo do cadafalso!.Tem cada uma...

      Excluir
    2. O veículo é inseguro, de verdade. Não adianta dizer que não é.
      Infelizmente, quantas pessoas já morreram em colisão em uma Kombi! Pacientes em tratamento em veículos de prefeituras, trabalhadores rurais, escolares, peregrinos, todos acidentes que poderiam ser evitados ou cujos danos atenuados caso o carro tivesse uma estrutura de acordo com o mínimo aceitável no século 21? Se o carro é tão bom, porque esta geração não é mais vendida na Alemanha há mais de 30 anos?

      Também não dá pra defender a ação da VW em pleitear a continuidade da produção, por que ela faz no Brasil algo que seria *inaceitável* em seu país de origem, a Alemanha?

      Enfim, já passara da hora da Kombi sair de produção. Defender sua continuidade é também defender os altíssimos lucros obtidos pela VW do Brasil em sua produção, altos porque se tem uma estrutura velha, insegura, ultrapassada, e ausente de qualquer equipamento de proteção aos passageiros. Lucro que é pago em vidas, nos acidentes de trânsito agravados pela falta de segurança deste veículo.

      Excluir
    3. Lucas
      Está bem, só se morre exclusivamente em Kombi, verdade absoluta. E lá vem a lenga-lenga de "altíssimos lucros" da Volkswagen: você tem acesso aos livros contábeis para afirmar isso, já que é empresa Ltda e não publica balanço? E o lucro dos outros lhe incomoda? E algum dia você ou qualquer pessoa precisou comprar uma Kombi por estar sob a mira de uma arma de fogo?

      Excluir
    4. Bob a questão do lucro é que a VW pode investir em um carro mais seguro e descente com o lucro que ela teve com a Kombi. Claro que a VW vai defender o produto dela, da lucro qualquer empresa faria isso (eu faria). E sinceramente a VW pode fazer um carro bem melhor e custando pouco mais.

      Nem todos que dirigem a kombi batem (eu já tive uma e nunca bati), mas o problema é que quando bate, é crítica a segurança; os crash tests estão ai e provam isso.

      Excluir
    5. Lucas (um outro)19/12/13 11:42

      Xará, quanta besteira dita por uma única pessoa. Me dá até vergonha pelo nome que tens. Como se as mortes no trânsito acabarão com o fim da Kombi.....
      Digo e repito: a segurança de qualquer carro está 90% naquela peça sentada no banco dianteiro esquerdo.

      Excluir
    6. Marcos (marcus lahoz19/12/13 09:00) De quais opções melhores você está falando? De MB Sprinter, FIAT Ducato e FORD Transit por mais de 100 mil? O publico desses veículos é diferente do da Kombi.

      Excluir
    7. Bob, você acerta 99% do tempo mas no 1% que você erra.... Defender a Kombi não Kombina com meu guru Bob Sharp... Todo carro é seguríssimo se você não colidir, não é mesmo? A maioria das qualidades e praticidades da Kombi desapareceram dos modelos atuais pois são incompatíveis com os standards de segurança atuais. Bagagem debaixo dos bancos, coisas soltas no "chiqueirinho", folga na direção desde nova, 9 pessoas num entre-eixos de fusca: zona de deformação inexistente. Então os engenheiros da Volvo estão errados e dos da VW (do Brasil) estão certos? Vou dar um desconto pois todo mestre tem suas excentricidades e teimosias, é isso que faz deles gênios! Abraço sincero do DouglasPR

      Excluir
    8. Então é só o motorista tomar cuidado? A Volvo tá jogando um dinheirão fora... com a pesquisa de equipamentos! Minha mãe teve 2 vértebras quebradas e duas achatadas, afundamento de rosto, perdeu todos os dentes da frente e ficou 6 meses no gesso. Ela não estava dirigindo, nem o motorista estava fazendo nada errado. Estava no banco do passageiro de um carro que tinha apenas cintos subabdominais. Foram atingidos por outro veículo mais moderno, em que ninguém se feriu. É fácil dizer que não há problemas em um carro ser inseguro, basta tomar cuidado. Mas e se você sofrer a colisão?

      Excluir
    9. Bob Sharp,
      Não se morre exclusivamente em Kombi. Não disse nada disso em meu comentário. Mas, sem dúvida, há injúrias e vítimas em maior gravidade em um acidente nas mesmas circunstâncias quando se compara estar em uma Kombi a estar em um veículo comercial mais moderno.
      Não podemos ignorar o benefício da melhoria em segurança veicular que se acumulou desde a época de seu projeto! O projeto do Fusca data de 1938, e a Kombi foi desenhada em cima dele. Em mais de 80 anos, não se aprendeu nada sobre melhor fazer veículos? Podemos desprezar as zonas de deformação programadas, células de sobrevivência, airbags, ESP? Note, não estou dizendo que todos esses recursos *salvam* seus ocupantes em acidentes, mas dá pra ignorar seu benefício?
      A Kombi teve um papel – incontestável – no transporte, formação do País. Ponto. Mas tudo evolui, o mundo gira, a lusitana roda. Estamos em 2013. Quase em 2014. Por que devemos sustentar um carro cujo projeto data de 1950? Não há nenhuma alternativa pronta na Europa, Estados Unidos com a mesma finalidade? Em todos os países em que a Kombi não pôde ser mais vendida, seus consumidores passam por alguma crise de abstinência?
      Não temos acesso aos livros contábeis da VW do Brasil. Nem se fosse uma Sociedade Anônima, teríamos acesso a este dado tão gerencial. Mas a VW do Brasil não está aqui para fazer caridade, e se a Kombi desse prejuízo, já a teria tirado de linha. Há muito tempo. E, somente observando dados públicos, abertos, vemos que o produto sempre teve alterações bastante espaçadas, nunca radicais, em seu projeto básico. Assim, não há muito para se somar ao Capex e ao retorno da operação requerido. Até pela própria antiguidade do projeto, deve haver perdas superiores à projetos e linhas de produção mais modernas (como a do Polo e Fox em São José dos Pinhais), mas se vale o “vexame” de pedir a continuidade da produção ao Governo Federal, não é por pouca coisa que o faz.
      O lucro de qualquer empresa, em qualquer setor, é louvável – nenhuma empresa existe para fazer caridade, e sim cumprir com sua tarefa de remunerar o capital dos acionistas, pagar impostos. Se ocorre, é a validação do sucesso na operação.
      O que reclamo é esta distorção de mercado, por se permitir um projeto tão atrasado à venda apenas por motivo de termos uma legislação branda. O Brasil (proprietários de veículos, seja pessoa física ou jurídica, e ocupantes) merecem carros de acordo com o ano em que vivemos. Não podemos perpetuar estes atrasos.

      Excluir
    10. Anônimo 19/12/13 14:43
      E o outro motorista estava certo?? Ele não fez nada errado?? Novamente, falhou aquela peça sentada no banco dianteiro esquerdo.
      E outra, não sei como foi esse acidente da sua mãe, que espero esteja bem, mas na eventualidade de esse outro carro ter acertado com a frente a lateral do carro da sua mãe é mesmo esperado que as consequências sejam como foram. Se tivesse sido o contrário não teria sido semelhante???

      Excluir
    11. Lucas (um outro)
      Pela “classe” ao iniciar o comentário, me desculpe, mas me abstenho de responder sua mensagem na totalidade. Apenas uma observação, quando você diz que “a segurança de qualquer carro está 90% naquela peça sentada no banco dianteiro esquerdo”, sinto uma pena em não aproveitarmos tamanho talento na estatística, creio que o IBGE muito lamenta não ter alguém tão sábio, tão bom em seus quadros. Realmente, apurar o que ocorreu em cada acidente de trânsito, por todo o mundo, em tão pouco tempo e tão cheio de si é para poucos. Uma pena sua “sabedoria” não ter sido aproveitada.

      Excluir
    12. DouglasPR
      Os perigos da Kombi que citastes resolve-se muito facilmente: nunca entre em uma!

      Excluir
    13. DouglasPR
      E em avião, você entra? E em ônibus, de pé, você viaja?

      Excluir
    14. procurem no youtube: crash test chevrolet malibu - 2013 vs bel air 1959 (posso ter errado o ano do malibu). Ali fica claro a vantagem em segurança de um carro moderno vs um carro antigo.

      Excluir
    15. Lucas
      O projeto da Kombi não foi em cima do Fusca, mas partiu do zero, em 1949, inclusive é monobloco e não de construção separada. Mas o ponto que defendo é não haver nada de errado num projeto antigo que precise deixar de ser feito na base da canetada. Será mesmo a Kombi tão letal? Há estatísticas? É tudo suposição. Quem deve decidir se um carro fica ou pára é o mercado, só. Quando vem de cima isso tem nome: patrulhamento. A seguir a lógica do tempo de projeto o Boeing 737, de 1968, não voaria mais, entretanto é o avião comercial mais vendido da história da aviação comercial. Não discuto o fato de a VW pedir prorrogação do prazo, que eu não pediria, mas com o aceno do ministro Mantega a fábrica certamente vislumbrou a oportunidade de vender mais 50.000 Kombis em dois anos e, mais importante, atender seus clientes. Lembre-se que a Kombi evoluiu, passou de suspensão traseira de eixo pendular para braço arrastado, ganhou freio dianteiro a disco com servofreio, recebeu pneus radiais e a própria estrutura dianteira se tornou mais forte. Tudo isso pode não ser o ideal, mas deixou a Kombi plenamente apta a ser usada sem nenhum tipo de problema.

      Excluir
    16. marcus lahoz 19/12/13 16:14
      Nunca entre em um Bel Air 59 e vc estará seguro!!!!

      Excluir
    17. Marcus Lahóz19/12/13 17:39

      Que a Kombi funciona isso sem sombra de dúvidas; mas veja uma conta: uma Ranger XLS 3.2 Diesel custa R$ 92.900,00 já uma Ranger XLS 2.5 Flex sai por R$ 63.600,00 (valores do site). Só ai já temos uma diferença quase R$ 30.000,00. Um FIAT Ducato Cargo custa R$ 78.700. Se você aplicar o desconto da Ranger (aproximadamente R$30.000) terá um DUCATO FLEX por valores próximos a R$ 50.000.

      A VW tem na EUROPA algumas KOMBIS que dão inveja em muito Sprinter. E veja uma Kombi custa R$ 40.000 (para frotista e furgão). Ou seja: com R$ 10.000,00 você poderia levar uma Kombi moderna, segura, com mais espaço, mais motor.

      Basta a VW investir e fabricar a Kombi nova aqui, pode ter certeza que vai vender muito bem e ter muito mais serventia.

      Excluir
    18. Vocês não notaram que o Bel Air foi preparado para "implodir", todo serrado? Senão o Malibu teria se desmanchado e pegaria mal. Naquela época os carros americanos eram umas toras.

      Excluir
    19. Verdade, Bob. Quem se lascava eram os ocupantes que absorviam todo o impacto da pancada.

      Excluir
    20. marcus lahoz

      Cada empresa faz o que quiser com seu lucro.

      E outra: A Kombi fará falta sim. Frotistas, feirantes, contrutoras, sitiantes ficarão órfãos de um carro relativamente barato e multifuncional. Assim como o Mille e o Gol G4 farão falta a empresas, vendedores, frotistas, agronomos, etre outros profissionais.

      Todos os detratores da Kombi pensam que o Brasil se resume as capitais e que as ocupações no Brasil se resumem a burocracia empresarial.

      Excluir
    21. Essa discussão toda beira o ridículo. Quem é q compra uma Kombi achando que está levando a segurança de um Volvo?? Ninguém. E que perigo oferece a quem anda, sei lá, de Volvo, uma Kombi?? O mesmo perigo que oferece um outro Volvo.
      Compra Kombi quem quer. E quem tem medo de Kombi, q não entre em uma. Agora, que ela fará muita falta, para muita gente, sem dúvida.

      Excluir
    22. Esse argumento usado por aqueles que defendem a Kombi usam aqui, que os item de segurança nos carros são desnecessários é falacioso. Eu já disse isso aqui, se a segurança fosse irrelevante, facas e espadas não teriam bainha, armas de fogo não teriam travas, não existiriam guarda-corpos e corrimãos em escadas e passarelas, cintos de segurança, todos os EPIs e EPCs seriam desnecessários. Vocês que defendem esse argumento andam sem cinto? Duvido. Acho que nenhum piloto aqui correu em carros som bancos concha, contos de 4 pontos, santantônio, capacete e macacão, em suma, todos itens de segurança, estou correto? Acho que nunca passou na cabeça participar de uma prova usando apenas bermuda e chinelos, num caro de sua sem nenhuma adaptação, não é verdade?
      Acidente é fatalidade. Se faz de tudo para evita-lo, mas é impossível acabar com eles, por isso os itens que citei acima são tão importantes.
      Por favor, se gostam da Kombi, é direito de vocês, mas não podem criticar a lei porque a vw decidiu acabar com o caro ao invés de atualiza-la segundo a lei, pois teve 5 anos para isso.

      Excluir
    23. Esse argumento usado por aqueles que defendem a Kombi usam aqui, que os item de segurança nos carros são desnecessários é falacioso. Eu já disse isso aqui, se a segurança fosse irrelevante, facas e espadas não teriam bainha, armas de fogo não teriam travas, não existiriam guarda-corpos e corrimãos em escadas e passarelas, cintos de segurança, todos os EPIs e EPCs seriam desnecessários. Vocês que defendem esse argumento andam sem cinto? Duvido. Acho que nenhum piloto aqui correu em carros som bancos concha, contos de 4 pontos, santantônio, capacete e macacão, em suma, todos itens de segurança, estou correto? Acho que nunca passou na cabeça participar de uma prova usando apenas bermuda e chinelos, num caro de sua sem nenhuma adaptação, não é verdade?
      Acidente é fatalidade. Se faz de tudo para evita-lo, mas é impossível acabar com eles, por isso os itens que citei acima são tão importantes.
      Por favor, se gostam da Kombi, é direito de vocês, mas não podem criticar a lei porque a vw decidiu acabar com o caro ao invés de atualiza-la segundo a lei, pois teve 5 anos para isso.

      Excluir
    24. Engraçado, eu li a lei e não achei em lugar nenhum a parte que dizia que a vw estava proibida de vender a Kombi. Deve ser porque essa parte não existe. Não vamos tentar mudar a verdade como faz o PT. Não foi a lei que matou a kombi, foi a vw. Foi uma decisão da empresa, se ela quisesse mesmo continua a fabricar o carro teria dado um jeito de adapta-lo à lei. Só que seria muito trabalhoso e ficaria caríssimo.
      Aí vocês vão falar "ah, mas se não tivesse a lei, a vw não precisaria tomar essa decisão". É verdade. Mas peraí, nos temos mesmo que pautar nossas leis no fato de um produto de um só fabricante atender ou não uma nova lei? Acho que não, né?

      Excluir
    25. A Kombi é dita perigosa por não ter bolsas infláveis nem freios ABS, certo? Nesse caso, nenhum carro sem esse dois itens deveria ser permitido circular a partir de 1º de janeiro, pois seus ocupantes estarão passando por sério risco, tanto quanto os da Kombi. Concorda ou discorda? Se discorda, você é mais um a fazer coro com o exemplo mais perfeito de hipocrisia – a mesma que manda publicar fotos horripilantes e irreais nos maços de cigarros, que diz que o cigarro causa um elenco de doenças e, entretanto, sua fabricação e comercialização são legais e arrecadação de R$ 7 bilhões anuais em impostos, muito bem-vinda..

      Excluir
    26. Bob, a Kombi não pode ser vendida por não cumprir a lei. Ponto. Os modelos anteriores à lei poderão continuar a ser utilizados, do mesmo jeito que carros antes da obrigação de cintos de três pontos ainda podem ser usados, que carros antes da obrigação de apoios de cabeça ainda podem ser utilizados, e por aí vai. Expliquei isso bem no meu post anterior. Não entendo porque tanta discórdia em relação a isso.
      A intenção dessa lei que a médio e longo prazo, com a substituição natural da frota, essa seja composta por carros, na média, mais seguros. Acho que o senhor tem conhecimento e experiência suficientes para saber disso, então não é por minha parte que há hipocrisia.
      Quanto ao cigarro, acho justíssimo que a tributação seja muito alta mesmo. O cara se envenena a vida inteira com essa porcaria (sim, para a saúde é uma porcaria, é mais que comprovado, acho que mesmo sendo fumante não poderá negar esse fato mais que consumado) e depois quando vem o câncer, o enfisema e diversas doenças derivadas desse vício, vai ser operado, fazer quimioterapia, se tratar, tudo pelo SUS. Ou seja, toda a população paga por algo que a pessoa se fez conscientemente, pois ninguém é obrigado a fumar. Então acho muito justo que a essa parcela que sobrecarrega o sistema público de saúde consciente do que faz, pague por suas escolhas.

      Excluir
    27. Anônimo 29/12/13 19:10,

      Enquanto tributam o cigarro em valores abusivos, brasileiros de poucas posses buscam cigarros baratos e contrabandeados, para sustentar seu vício ou quem sabe, o único prazer que ainda têm eu suas vidas sofridas.

      Interessante é que ecologistas ou pseudo-ecologistas, só se preocupam com o cigarro e o corte de árvores, mesmo sabendo que muitas famílias dependem do cigarro para viver. Desde o plantio, até a venda no outro lado da escala.

      Quanto às árvores, muitos as utilizam sem saber, como nos andaimes, nas tábuas para concretagem, no papel que se usa nas escolas, nos escritórios e até nos banheiros.

      Já vi pessoas serem processadas por derrubarem apenas uma árvore, enquanto na amazônia milhares delas são destruídas diariamente, sem que ninguém faça absolutamente nada.

      E você alguma vez já pensou no excesso de agrotóxicos utilizados no país? E não falo apenas desse "veneno" utilizado nas lavouras, mas também daquele utilizado na capina química nas cidades, onde poluem ruas, terrenos, rios e o ar como se isso fosse natural?

      E quem paga o tratamento dessas pessoas contaminadas? Certamente é o SUS, com o nosso dinheiro.

      E quem paga o tratamento dos irresponsáveis, que durante suas vidas não se exercitam e comem como nababos carnes gordas, sorvetes, lasanhas oleosas e outros alimentos prejudiciais à saúde?

      Por isso, caro anônimo, antes de falar ou de escrever, analise todos os fatos e não culpe apenas alguns. antes de seguir a corrente, leia atentamente e veja antes se você não está a fazer algumas das coisas acima citadas.

      PS.: Parei de fumar há quatro anos e não trabalho e nem tenho ninguém de minha família que trabalhe com madeira.

      Excluir
  8. Corsário Viajante19/12/13 09:05

    "A lei dura mais é a lei"
    DEsculpe, não seria "a lei é dura mas é lei" ou algo do gênero?

    ResponderExcluir
  9. Corsário
    Claro, faltou o "é". Já o coloquei, obrigado.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Mas ainda falta trocar o "mais" por "mas", Bob...

      Excluir
    2. Jambeiro
      Antes eu tivesse escrito a frase em latim, dura lex sed lex... (rsrsrs). Corrigido.

      Excluir
  10. Concordo. Grande parte da frota brasileira não possui ABS e Airbags. Mas boa parte da nova frota que já estava sendo colocada em circulação até esse ano já estava vindo com esses itens. A partir do ano que vem, será unânime nos carros novos e, assim, após o decorrer de um tempo, é que alcançará a maior parcela dos automóveis em circulação - dentre novos e usados. Mas coloque tempo nisso.

    Mas não se enganem, sempre haverá carros em circulação que não contará com tais itens, como é realidade não só aqui, como em vários outros países. Não há problema algum com isso. Cada condutor pode curtir o carro que bem entender desde que seja prudente e zele pelo estado do veículo.
    Se fosse assim, vários antigos e futuros antigos deveriam ser tirados de circulação, a exemplo de Fuscas, Chevettes, Opalas, D20s, Escorts, Kombis, Unos... e por aí vai.

    Tenho só dúvidas quanto a produção de réplicas e kit cars (vide Chamonix, Americar e outras). Será que serão penalizados pela obrigatoriedade da lei?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pelo que vi, a lei permite que carros de produção artesanal estejam dispensados disso. Pode ser que de repente se use uma brecha qualquer e esses carros possam ser vendidos como kit cars, como se faz nos Estados Unidos.

      Excluir
  11. Tenho uma dúvida sobre essa questão dos freios ABS e airbags, como que fica a situação das réplicas, tipo Chamonix? Por serem fora de série ou artesanais há exceção? Cristiano

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não sei, mas se permitirem será injusto com as grandes fabricantes.

      O princípio básico da vida é: "o que serve para um deve servir para todos e vice-versa".

      Excluir
    2. Essa questão vem sendo feita desde a promulgação da lei e até hoje o governo não deu uma resposta satisfatória - a bem da verdade, não deu NENHUMA resposta.

      Temo que Chamonix, BRM e similares não terão sobrevida depois de 2014.

      Excluir
    3. Nesta terrinha torta, com certeza vão exigir ABS e bolsas infláveis nas réplicas também. Vai ser o suprassumo da bizarrice: imagine-se comprando uma réplica do Jaguar XK120 e, no lugar daquele maravilhoso volante de linhas delgadas, vir uma aberração com uma bolota medonha no centro, só para acomodar a almofadinha milagrosa...

      Excluir
  12. Depois que se pega a manha da Kombi, dá para se levar como um carro normal, nos ventos fortes laterais tu diminui a velocidade, aprende a negociar as microcorreções no volante para mantê-la na linha de forma instintiva sem necessariamente passar perigo ou cansar; ela freia corretamente e faz curvas decentes com mão leve e controlada (no tocante a ser linear na tocada)....

    É suave, te dá boa visibilidade, você aproveita mais as manhas de uma troca de marcha mais caprichada ou do balanço de estar sentado sobre o eixo da frente, é diferente mas não necessariamente perigoso.

    A insegurança as vezes parte do outro lado, quando outro faz uma burrada e avança para cima de ti, nesse caso sim o motorista fica mais vulnerável em uma batida, mas em termos de segurança ativa, dispositivos e arquitetura do carro, aliado com bom senso ao volante (obrigatório em qualquer veículo); creio que dê para levar a vida numa boa como têm sido feito há sessenta anos.

    MFF

    ResponderExcluir
  13. O Mantega sobre a Kombi, para justificar a possível isenção sobre a obrigatoriedade de airbags e ABS para ela: “não é caminhonete, não é automóvel, não é veículo; é um produto diferente, sem similar”.
    OK, seria então uma geladeira, uma antena parabólica talvez? Celular tamanho grande? Esse país virou um hospício...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Corsário Viajante19/12/13 11:50

      Será que a Kombi é um ser mitológico então? Uma hidra? Se não é veículo, o que será então?
      Esse é o nosso ministro da fazenda, que aliás se meteu num assunto que nada lhe diz respeito, este para mim é o pior de todos.

      Excluir
    2. G. Vilchez
      Especialmente depois de 2003, acho que nem preciso dizer por quê...

      Excluir
    3. Talvez seja... Das Kombi.

      Excluir
  14. Nem eu, kombista fanático e assumido, proferiria uma besteira tão grande quanto essa que o Mantega falou... diga-se de passagem, a única coisa boa que esse cidadão tem é a filha.

    Kombi, por mais que se diga o contrário, viveu muito além de sua real expectativa de vida... a VW foi esticando até onde deu mas agora chegou a hora.
    Quem não deve estar nada contente com isso é o Heródoto Barbeiro, outro kombista fanático.

    ResponderExcluir
  15. Agora a VW tem outra novidade
    http://www.estadao.com.br/jornal-do-carro/noticias/carros,saveiro-tera-cabine-dupla,16290,0.htm

    ResponderExcluir
  16. A Kombi, valente e versátil como sempre, cumpriu muito bem sua tarefa em nosso mundo. Por mais ultrapassada que seja, com certeza vai deixar um vazio no mercado; que digam o quanto quiserem que é insegura, mortal, assassina e outros mil, mas que é um carro útil, resistente e prático, ninguém pode negar. Que a velha senhora descanse em paz com honra ao mérito por bons serviços prestados.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Belas palavras.

      Excluir
    2. Quem diz que a Kombi é um perigo ambulante não reparou que, na maioria dos acidentes graves, são os carros ditos seguros que estão envolvidos...

      Sinceramente, não sei como o mercado vai se virar sem a Kombi, pois não existe outro veículo tão versátil e robusto quanto a veterana perua. Basta ver as rivais que apareceram nos últimos anos, praticamente todas as mais rodadas estão bem mais judiadas do que muita Kombi decana por aí...

      Excluir
    3. Mais uma vantagem da Kombi, que em sua simplicidade não traz nenhuma parafernalha pra ficar dando problema.

      Excluir
    4. Exatamente Road Runner, muitos se deixam levar pela sensação de segurança e potência dos carros mais novos e andam por aí em altas velocidades (e com isso digo acima dos 140 ainda por cima) com o mesmo nível de atenção de um passeio a 40km/h. Não que o problema seja a velocidade, mas sim muitos motoristas pra lá de desatentos e irresponsáveis. Desse jeito não existem muitos carros nacionais pra aguentar uma porrada dessas, seja Kombi, Gol, ou New Fiesta.

      Excluir
  17. A Kombi em si não fará falta. O que fez falta nas últimas décadas foram os veículos que sucederam a Kombi na Europa e a VW não trouxe para o Brasil. A necessidade fez os consumidores daqui aceitarem esse carro e a adaptabilidade e o conformismo do brasileiro o transformaram num ícone querido. Na minha opinião essa história comprova nossa inferioridade em muitos aspectos, e a quase-sobrevida no tapetão desse último capítulo reforça ainda mais minha desesperança.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Parabéns meu caro! Um comentário bem racional em meio a tantos tão passionais por aqui!

      Excluir
  18. Passatãocalibrado19/12/13 14:45

    A minha preocupação agora é outra: segundo o ministro mantega (com minúscula mesmo) em mais uma das suas sensacionais sacadas, a kombi ñ é "veículo".
    A questão é simples: o governo vai devolver o IPVA pago por todas as kombis durante todos estes anos, desde este imposto substituiu a TRU?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Passatãocalibrado
      Boa pergunta. Um bom advogado ganha essa.

      Excluir
  19. Realmente, o mercado é regido pela oferta e procura e, mesmo que artificialmente, colocando a Kombi sempre cara, porém menos cara que outras opções, ela sempre será sucesso de vendas. Afinal aqui no Brasil, o povo compra qualquer coisa que vendam mais barata, mesmo que por pouca diferença. E diferença essa que o povo nem vê ao comprar o carro financiado em 60 vezes e que talvez não fizesse tanta diferença na parcela, afinal não é a parcela que importa aqui. rs
    Peguei hoje no site da Fiat o Uno (agora chamado Mille) custa R$ 22.540,00 e o Palio Fire R$ 24.570,00. R$ 2.030,00 de diferença. Não acho muita coisa para justificar a compra do Uno no lugar do Palio, mas enfim, se colocarem 500 reais mais barato o povo compra e isso não é culpa da indústria, apesar dela manipular esses preços para manter o carro ultrapassado em linha. Na Kombi a diferença é grande de preço entre ela e outras opções, mas nesse caso chega a ser ínfima, pois quem compra um carro novo e não pode gastar 2 mil a mais, não vai ter condições nem de manter o tal carro num futuro próximo.
    Então concordo que o mercado compraria a Kombi se continuasse/continuar em produção. Mas quem disse que o mercado é a verdade absoluta? Afinal ninguém coloca uma arma na cabeça de ninguém para contribuir com a Universal. E olha que muita gente gostaria de ter uma "canetada" para acabar com a Universal. Idem para Herbalife, PT, Telex Free e etc.
    Mas falando em canetada, em muitos países a Kombi não poderia ser produzida por questões de segurança. Então esses países estão errados? Sim ou não?
    Como já dito, óbvio que o melhor é não bater, mas coisas acontecem e nem sempre por culpa nossa. Então você pode ser o melhor motorista do mundo e vir um louco e te matar. Óbvio que o louco do outro carro, outro ser humano, foi quem causou o acidente, e não o carro dele, mas nessa hora ninguém vai querer julgar se a culpa foi do outro carro ou do outra motorista. Só vamos é querer estar dentro de um automóvel com boa segurança ativa. Embora a passiva da Kombi também seja discutível. Mas a ativa é inexistente. E alguns argumentos chegam a ser risíveis, como: Carro não foi feito para bater, o principal componente de segurança é o motorista e não o carro, andei x anos com a Kombi e não morri, etc. Se for assim a Europa está errada. Vamos colocar uma faca no volante apontada para o motorista, afinal carro não foi feito para bater e andei a 30 anos sem bater. Vamos ser trapezistas sem rede de segurança.

    Continua...

    ResponderExcluir
  20. ...continuação

    Sobre não haver estatística, é óbvio que não há. Afinal nem de bicicletas havia a pouco tempo atrás, pois eram classificados como acidente de moto. Então hoje, deve ter uma divisão entre acidentes de carros e motos, talvez caminhões, sei lá. Nunca haverá uma estatística para um modelo em particular. E nem precisa, tem certas coisas que o bom senso prevalece. Ninguém precisa de estatística para saber que base jump é perigoso. E não adianta falar: Mas base jump não foi feito para o paraquedas não abrir. rs Fazendo um pararelo com a frase que carro não foi feito para bater. Aliás, pode ser assim nos primórdios, mas hoje carro é feito para bater sim. Não que seja o objetivo, mas tem que estar preparado sim, ou afinal, aqui alguém está livre disso, já que isso depende de inúmeros fatores externos que não temos controle. Podemos fazer a nossa parte com excelência, mas não podemos prever se vamos ter um mal súbito dirigindo ou se vamos sofrer um acidente por culpa de terceiros.

    Concordo também, e muito, que a indústria está para ter lucro, o maior possível, e nem estou no mérito do lucro enorme que ganham, estou aqui só falando sobre segurança. E Bob, também entendo seu ponto de vista de defender com unhas e dentes as fábricas, afinal você trabalha com esse ramo, e, embora não saiba de qual forma (aparentemente o site aqui não tem anúncios), com certeza você deve ter rendimentos com essa indústria de outra maneira. Mas como disse, eu não estou falando aqui de lucros e nem tenho acesso aos livros que você citou. Óbvio que curiosidade eu tenho, como todos devem ter e, aliás, tenho curiosidade em saber a margem bruta que na concessionária ganha na venda de um veículo novo e, Bob, isso você poderia contar, pois sabe quanto é, ao menos quanto era na época que você era proprietário de uma concessionário Volkswagen. Quanto era?

    Então talvez um argumento bom para defender a Kombi seria: Tem uma péssima segurança passiva e ativa, mas, num país inflacionado, ela ainda é a opção menos cara e se for para pensar só em preço, é a melhor opção no Brasil, visto que na maioria dos países ela não pode ser vendida.
    Argumento muito mais lógico do que aqueles que citei acima onde o cidadão andou 30 anos e não morreu, onde o carro é de uma época que não foi feito para bater, onde a segurança dependa 100% do motorista e onde não exista terceiros nas vias.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Cara, se EU quero comprar uma Kombi e se a fábrica me oferece para eu comprar uma Kombi, onde está o perigo que VOCÊ corre com isso????? Se eu quero comprar uma kombi, pq ela me atende nas minhas atividades, isso é problema MEU e não seu ou do governo. A ideia central acho q está aí. Ninguem compra Kombi achando que está levando segurança para casa. Compra sabendo de suas limitações, que são notórias. Nem por isso ela deveria ser forçada a ser extinta dessa forma. Isso é sim patrulhamento, autoritarismo, mania de superproteção, como aquele pai que mima demais o filho, e que depois que cresce não sabe se virar por conta própria. Ph*oda......

      Excluir
    2. Por isso que o argumento para a compra é esse abaixo como eu disse:

      Tem uma péssima segurança passiva e ativa, mas, num país inflacionado, ela ainda é a opção menos cara e se for para pensar só em preço, é a melhor opção no Brasil, visto que na maioria dos países ela não pode ser vendida.

      Argumento muito mais lógico do que aqueles que citei acima onde o cidadão andou 30 anos e não morreu, onde o carro é de uma época que não foi feito para bater, onde a segurança dependa 100% do motorista e onde não exista terceiros nas vias.



      Você acha os países europeus autoritários então?

      E realmente, se você quer comprar e andar de Kombi, que compre, afinal quem vai se dar mal numa suporta batida é você. Mas o aí você cai no ponto, a vida é minha, por que me obrigam a usar cinto de segurança, afinal carro não foi feito para bater e se eu quiser me matar, eu me mato.

      Mas sabe por que o governo a usar cinto ou obriga a Kombi a sair de linha? Porque quando você ficar estrupiado, as custas do tratamento vão sair do caixa do governo e o governo só pensa em grana ou acha que ele está preocupado com sua segurança. E por isso que você NÂO poderá mias ter uma Kombi.

      E afinal, você tem uma Kombi? Você a usa para quê?

      Excluir
    3. 1º Países europeus, na maioria dos casos, não são autoritários. Só fazem as coisas mais corretamente, sem impor nada aos seus cidadãos, mas sim, estimulando-os e educando-os para que eles mesmos façam as suas escolhas. Nenhum carro na Alemanha, França ou Inglaterra saiu de linha por imposição de lei, mas pelo mercado. No máximo dá para dizer que pela lei da oferta e da procura.

      2º Essa conversa de "às custas do governo" é pura conversa mole pra boi dormir, pois só com isso, só com a adoção de airbag e ABS, pura e simplesmente, nem daqui a 1000 anos estaremos seguros no trânsito, afinal continuarão a existir carros "frágeis" e "inseguros". Enquanto o ponto central disso tudo, a formação dos motoristas, não for atacado como precisa ser, nada mudará.

      3º Não, eu não tenho Kombi, mas gostaria de ter uma pré-1975 para restaurar.

      Excluir
    4. Anônimo19/12/13 21:36 e Anônimo20/12/13 08:51

      Acredito que sejam a mesma pessoa, então respondo os dois juntos
      Você pode comprar quantas Kombis quiser. Não há lei nenhuma proibindo isso. Você pode inclusive aproveitar até o início do ano que vem pra comprar ) Km do estoque e depois vai poder continuar comprando usada, pois como o Bob gosta tanto de frisar, elas não serão proibidas de circular.
      Quanto a ser problema ou não do governo o que você compra ou não, saiba que compete sim ao poder público versar e legislar sobre o que se pode ou não vender no país. É prerrogativa dele. Lembre-se que não foi o governo que que fez a lei, mas sim o congresso, aqueles que (pelo menos em teoria) estão lá representando o povo. Se amanhã resolverem que todos os carros terão de ser brancos por serem mais visíveis e seguros, todos os carros vendidos aqui terão de ter essa cor, goste você ou não. Para ficar mais claro, vamos dar um exemplo extremo. Se por exemplo fosse permitido a venda no país de brinquedos que contivessem lâminas cortantes, certamente todos criticariam o governo por permitir a venda de tais brinquedo, estou certo. Não acho que veria ninguém dizendo, "o que você ou o governo tem a ver com o brinquedo que compro para o meu filho? "
      Sobre a Europa, as normas de segurança e emissões e consumos são muito mais restritivas que as nossas. E lá também se um fabricante não adaptar seus produtos à legislação vigente terá sim de tira-los de linha. O ESP será obrigatório lá dentro em pouco e eles serão sim obrigados a comprar carros 0 km com ESP, da mesma maneira que aqui seremos obrigados a comprar carros com air bag e ABS.

      Excluir
  21. Alguns aqui sabem que, lá pelos meus 19 anos (e já se vão uns 20 anos), tive uma daquelas Kombi Pick up cabine dupla, que ficou comigo por quase uma década. Dei uma ajeitava nela, por dentro e por fora, e ficou linda.

    Atendia-me perfeitamente: jovem, trabalhava como vendedor de lojas (mudando de uma para outra com alguns intervalos), precisava me locomover de forma barata por um Rio ainda sem os atuais 2,6 milhões de carros (aliás, não eram nem 900 mil carros), pois trabalhava e estudava, saindo da faculdade por volta das 22h. Nos finais de semana pegava onde de dia e tocava guitarra em bares de noite, ou viajava mesmo... tudo de Kombi.

    Tinha de ser Pick up, pois levava pranchas, amplificadores, pedaleira, mochilas e malas. Tudo de forma muito mais barata que um carrinho da moda. Era mais necessidade do que onda mesmo.

    E posso garantir: nunca morri em função da tão falada insegurança do veículo.

    O carro é funcional, atende um bom público, barato e de fácil e barata manutenção. O resto é história de quem tem pouco conhecimento e não sabe bem o que está falando.

    Leo-RJ

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Quantas vezes você bateu de frente?

      Até ai, eu conheço um tiozinho na Praça da Sé que pula num aro cheio de facas e nunca morreu. Então pode-se dizer que é seguro?

      Excluir
    2. Caro Fábio,

      Bati de frente com ela duas vezes. Em ambas usava o cinto de segurança (que na época era apenas o chamado "cinto sub-abdominal"). Foi o suficiente para me proteger. Não saí voando pela janela ou perdi joelhos e pernas, como se diz em muita história sobre a Kombi.

      Ninguém de Kombi (que seja original) vai bater a 150Km/h ou 200Km/h, pois elas não atingem isso.

      Demais comparações são incabíveis. Devemos comparar "A" com "A" e "B" com "B", caso contrário cairemos nas comparações falaciosas e irreais, como comparar Kombi com Volvo ou mesmo comprar bater de frente com uma Kombi ou pular um aro cheio de facas. Seguindo sua premissa, é o mesmo que dizer que conheço um casal que morreu quando bateu com um Volvo 960, então, pode-se dizer que o Volvo é inseguro?

      Tudo o que se faz respeitando os limites e condições impostas é seguro. Outrossim, nem todos que batem com uma Kombi morrem.

      Leo-RJ

      Excluir
  22. Gostaria de parabenizar o site, pois agora o código de segurança são números, muito melhor para ler do que as palavras sem sentido de antes.

    ResponderExcluir
  23. Parabéns ao forum, que dos meus preferidos. Sou kombista fanático e lamento a partida da velha senhora. Mas "dura lex sed lex" como ja escreveu o Bob, então que ela seja descontinuada. O mantega (com minuscula) não poderia ter feito a lambança que fez nas ultimas 2 semanas.

    Mas para jogar lenha na fogueira da questão da SEGURANÇA, que está sendo apontada como a grande questão para o fim da produção da Kombi, e tanta discussão gera neste forum, deem uma olhada na tabela da página 8 do seguinte documento ( http://www.mapadaviolencia.org.br/pdf2012/mapa2012_transito.pdf ).
    Eu fiz uma pesquisa no Google para ver se meu sentimento estava certo, e BINGO!, achei o documento em questão.
    Na pagina 8, tem uma tabela que mostra que do total de mortes no transito em 2010, 32,8% eram de motociclistas (tendencia crescente) e 27,8% era de condutores de automóvel. Ciclistas, 4,7% dos obitos. As páginas 9 e 10 dão mais dados a respeito.

    Com base nestas estatisticas de obito, faço 2 perguntas provocativas:
    --> não seria mais sensato, em nome da SEGURANÇA e da redução do número de mortes no transito, proibir todas as motos e bicicletas, já que elas são inerentemente menos seguras do que os automóveis? Atenção: essa pergunta é so para "chutar o pau da barraca", OK?.
    --> Dos 27,8% das mortes em automóveis, quantas aconteceram em Kombi?
    Carlos_K

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Complementando a análise acima, encontrei, na página 12 do mesmo estudo, o número de óbitos por 100.000 veiculos, o que é um indicador mais correto por considerar o tamanho da frota. Em 2010, para cada 100.000 automoveis tinha-se 30,7 óbitos, enquanto que para cada 100.000 motocicletas teve-se 81,5 obitos. Portanto, andar de moto é quase que 3 vezes mais perigoso do que andar de carro. Mesmo que a gente assuma que uma Kombi é uma carro menos seguro do que a média dos automóveis, andar de moto continua sendo pelo menos 2x mais perigoso do que andar de Kombi.
      Em nome da segurança, deveríamos proibir todas as motocicletas antes de se proibir a Kombi por ela ser proibida por não ter air-bag e ABS (chutando o balde novamente...)
      Carlos_K

      Excluir
  24. Discordo do final do texto. Não existe hipocrisia. Imagine se toda vez que a lei muda, tivéssemos de descartar ou destruir tudo que foi feito antes. Poucos prédios estariam de pé, pois a maioria deles, em todas as cidades, em todos os países foi construída antes dos atuais códigos de edificação. Os carros mais antigos teriam de ter sido retirados de circulação várias vezes ao longo dos anos. Em 98, quando da obrigação dos apoios de cabeça atrás, em 92, quando das novas normas de emissões que estrearam os catalisadores no Brasil. Sem contar dezenas de outras coisas que tiveram suas legislações modificadas ao longo dos anos.
    Então, se os autores discordam da lei e da necessidade dos itens, é total direito deles, mas a hipocrisia é fazer uma afirmação dessas.

    ResponderExcluir
  25. Itens de segurança que considero importantes e que sempre procuro ter em um carro meu: cintos de segurança (inclusive de 3 pontos para os 3 ocupantes traseiros), bons freios (e aqui eu faria uma concessão ao ABS9), bons faróis, faróis e lanterna de neblina, pneus bons, luzes todas funcionando, bons limpadores de para-brisa, ar condicionado para garantir que eu possa sempre ter os vidros desembaçados, geometria de suspensão sempre em ordem, piscas laterais nos para-lamas ou retrovisores, piscas nas extremidades externas dos faróis, conformação de carroceria que favoreça a estabilidade (carro baixo ao invés de SUVs ou camionetes) e manutenção geral do carro sempre em ordem. Enfim, coisas que podem me ajudar a produzir uma condução segura. E no mais é dirigir de forma prudente.

    ResponderExcluir

Pedimos desculpas mas os comentários deste site estão desativados.
Por favor consulte www.autoentusiastas.com.br ou clique na aba contato da barra superior deste site.
Atenciosamente, Autoentusiastas.

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.