MULTA, A INDÚSTRIA QUE NÃO EXISTE



Todos nós já ouvimos falar em indústria da multa. Sempre prontamente negado pelas autoridades de plantão, o termo foi criado para designar uma atitude do poder público de usar a multa de trânsito como meio de arrecadação, em vez de um instrumento de segurança no trânsito, de educação e de desestímulo ao cometimento de infrações. Quanto mais disciplinado o trânsito, menos multas precisariam ser lavradas. E todos poderíamos desfrutar de um trânsito civilizado, cortês e fluindo da melhor maneira possível. Porém, em vez de ser o sonho, um quadro desses seria o pesadelo dos governantes. Por que? Porque estes passaram a incluir multas como forma de aumentar a arrecadação.

Esta intenção fica clara quando se colocam radares de forma não a promover a redução de velocidade em trechos perigosos, mas sim em pontos onde é mais provável o motorista se distrair e ultrapassar o limite, exatamente por estar em uma condição que oferece menos risco e por isso ele se sente confortável com a maior velocidade.

A arrecadação de um município advém basicamente dos tributos arrecadados e dos repasses dos governos federal e estadual. Porém, não é incomum que um município gaste mais do que arrecada e pelos mais variados motivos, alguns nobres, mas a maioria deles infelizmente nada nobres. A arrecadação de tributos é difícil de ser aumentada, pois esbarra em limites constitucionais, é a Constituição Federal que determina quais são os tributos de competência municipal. Sendo assim, a arrecadação tributária é eminentemente rígida, variando ao sabor da temperatura da atividade econômica. Os repasses federais e estaduais também não podem ser mexidos com facilidade. Resta ao município buscar outras formas de fechar as contas — e muitas vezes é mais fácil buscar mais arrecadação do que cortar as despesas.



Desta forma, com a arrecadação tributária e os repasses travados, sobra pouco para aumentar a arrecadação. Lucros de empresas públicas e receitas com multas são outras fontes possíveis de receita. Peraí... eu disse receitas com multas? Sim, aumentar a fiscalização de trânsito e multar mais os motoristas faz a arrecadação subir. Mas multa não é para educar? Bem, também pode servir para arrecadar... 

Não deveria poder. Aliás, não pode: o Art. 320 do Código de Trânsito Brasileiro diz que:

        Art. 320. A receita arrecadada com a cobrança das multas de trânsito será aplicada, exclusivamente, (nosso grifo), em sinalização, engenharia de tráfego, de campo, policiamento, fiscalização e educação de trânsito.

       Parágrafo único. O percentual de cinco por cento do valor das multas de trânsito arrecadadas será depositado, mensalmente, na conta de fundo de âmbito nacional destinado à segurança e educação de trânsito.

Ou seja, multa não é complemento de arrecadação de município. Entretanto, prefeitos ignoram solenemente a lei e continuam financiando as contas das prefeituras com as receitas arrecadadas com multas de trânsito. Para variar, num país que sequer consegue manter bandidos confessos na cadeia, este tipo de coisa não dá em nada. Daí prefeitos deitarem e rolarem.

Um exemplo disto é o caso do Distrito Federal. Segundo a prestação de contas de 2012, nada menos que 36,5% do orçamento do Detran-DF (R$ 110.650.110,00) veio da arrecadação de multas de trânsito. Porém, em sua atividade-fim foram aplicados apenas R$ 78.444.139 (26% do total). Isto quer dizer que pelo menos parte da arrecadação (mais de 32 milhões) estão sendo usados indevidamente para custear o Detran. Também indica que o Governo do DF repassa ao órgão uma verba claramente insuficiente para a manutenção de suas atividades, contando que este valor será complementado com as multas. E não é pouco: o Detran-DF gastou pouco menos de 285 milhões em 2012, tendo uma verba repassada pelo GDF de pouco mais de 191 milhões.

Sem o dinheiro das multas, as contas do Detran-DF não fecham. 

Sendo assim, se o Detran-DF não aplicasse pelo menos 94 milhões de reais em multas, não fecharia suas contas em 2012. Desta forma, cada um dos 1,4 milhão de veículos registrados no DF em 2012 tem que contribuir com 67 reais de multa para que o Detran feche as contas. Ou seja, é esperado que cada carro registrado no DF pague uma multinha média recolhida no prazo, com desconto (R$ 68,10) por ano. Não admira que o DF seja a cidade dos radares, onde se encontra radares a 700 metros um do outro. As multas representaram 0,39% do orçamento total do governo do DF, estimado em 28,5 bilhões para 2012.

Em 2012 foram instalados centenas de novos radares no DF. Depois disso é que ficou a situação bizarra de radares a cada 700 metros em algumas vias, notadamente as mais largas e com melhor asfalto. Então um fato inusitado aconteceu: em vez de subir, a arrecadação dos radares CAIU. Por que? Porque com os radares muito próximos uns dos outros, os brasilienses passaram a andar no limite em vez de acelerar depois de um radar para frear no próximo: simplesmente agora se faz a via inteira dentro da (baixa) velocidade permitida.

O GDF, em vez de comemorar a notícia, declarou, quase que de forma vingativa, que os agentes passariam a fiscalizar outras infrações. Nenhuma declaração positiva exaltando o maior respeito ao limite de velocidade ou a queda do número de mortes no trânsito (se é que houve essa queda), apenas uma insatisfação com a queda da arrecadação, mostrando qual é a real função da multa para o GDF.

Porém, a cidade de São Paulo é um caso ainda pior. Fiz um levantamento buscando informações esparsas nos sites de notícias e no site oficial da prefeitura de São Paulo, remontando as arrecadações de multas e orçamento municipal. Nunca vi estas informações juntas, deu trabalho juntá-las, mas consegui remontar o orçamento de São Paulo, a arrecadação com multas e a frota de veículos registrados na capital de 2002 para cá. O resultado é estarrecedor e comprova o que sempre foi negado pelas autoridades: a indústria da multa existe sim e está firme e forte, uma vez que as multas representam algo em torno de 2% de tudo que o município arrecada.

São Paulo tem uma frota estimada para o início de 2014 de 7,6 milhões de veículos, ou seja, 5,4 vezes a frota do DF. Porém, a arrecadação de multas prevista pelo atual prefeito é de nada menos que 1,190 BILHÃO de reais, nada menos do que onze vezes a arrecadação com multas do DF. Sendo assim, cada carro registrado em São Paulo pagará em 2014 em média 157 reais de multa, ou seja pouco mais do que o equivalente a uma multa gravíssima paga com desconto (R$ 153,23). E se isso não ocorrer, o orçamento não poderá ser cumprido. Sendo assim, cada veículo registrado em São Paulo já iniciará o próximo ano de 2014 "devendo" uma multa gravíssima, além do licenciamento, da taxa do Controlar e do maior IPVA do país (4%).

Quem dirige em São Paulo sabe, é clara a impressão de que está cada vez mais difícil evitar ser multado. A fiscalização parece não se concentrar em punir os infratores contumazes, mas sim em pegar os motoristas na mínima distração. No caso das multas, inexiste a diferença entre culpa e dolo, tão bem delimitada no direito penal. Explico para quem não é iniciado em direito: "culpa" é algo involuntário, o ato é cometido, porém sem a intenção do autor, o ato é cometido pela falta de cuidado. Já o "dolo" é a intenção, o autor queria cometer aquele ato mesmo sabendo que não era permitido. "Transplantando" o conceito, dobrar à esquerda em um cruzamento fartamente sinalizado em que esta manobra é proibida é dolo, o motorista SABE que não pode e vira assim mesmo, na mais pura gersonice brasileira. Já andar a 60 km/h à noite, com as pistas completamente livres em uma área onde a prefeitura diminuiu o limite para artificiais 40 km/h é culpa: o motorista comete a infração sem saber, sem ter a intenção de dirigir em uma velocidade incompatível com a via. E é neste tipo de "infração" que a prefeitura de São Paulo parece vir se concentrando.

Para compreender um pouco melhor o porque disto vir acontecendo ao longo dos anos, é preciso explicar que o valor das multas está congelado desde 2000. As multas no CTB estão expressas em UFIR (Unidade Fiscal de Referência), que foi extinta neste ano de 2000, tendo seu valor congelado em R$ 1,0641. Este valor, corrigido pela inflação desde 2000 até hoje, corresponderia a atuais R$ 2,5325. Por conta deste congelamento, as multas estão ficando cada vez mais "baratas".

Um outro efeito do congelamento é que, como o valor das multas não muda, torna-se necessário aumentar o número delas para fazer frente à inflação e assim fechar o orçamento (onde as multas foram indevidamente incluídas). Precisa-se multar mais para fechar as contas. Em 2002, a cidade de São Paulo tinha uma frota de 5,5 milhões de veículos registrados. O orçamento com multas era de 335,2 milhões de reais, o que dava um valor médio de 61 reais de multa por veículo, quase o valor atual do DF. Porém, este valor foi crescendo, muito acima do crescimento da frota e acima da inflação (lembrando que crescimento = mais multas, o valor de cada multa está congelado). Em 2014, espera-se uma frota de 7,6 milhões de veículos (38% de crescimento em 12 anos) e uma arrecadação de nada menos do que 1,190 bilhão de reais (255% de crescimento em 12 anos), o que eleva a multa média por veículo de 61 para 157 reais (157% de aumento). A inflação do período foi de 138%.

Realmente, caro leitor, não é apenas impressão: está cada dia mais difícil MESMO não tomar multa em São Paulo. Parece que, esgotados os recursos para multar quem comete infrações intencionalmente, os esforços se concentram agora em pegar os que se distraem, para garantir a arrecadação. Daí estarmos vendo reduções cada vez mais inexplicáveis nos limites de velocidade. Só queria saber onde que isso educa, que deveria ser a função primordial da multa. É irônico, quanto mais o cidadão se educa, mais o Estado cria motivos para que este infrinja a lei, pois o valor pago pelas punições é necessário para que as contas fechem. Como dito no início do texto, motoristas conscientes e cuidadosos são o pesadelo destes governantes.

Redução de limites: para induzir os motoristas ao erro e aumentar a arrecadação de multas

Outra particularidade que detectei no levantamento de dados foi que o valor arrecadado com multas é sempre crescente de um ano para outro, EXCETO nos anos de 2004 e 2008. Caso o leitor não se recorde, estes foram anos de eleições municipais, sendo que nestes anos havia prefeitos tentando reeleição. Em 2012 a queda não se verificou, porém o partido do queimado prefeito de São Paulo na ocasião sequer indicou candidato nesta eleição. Outra constatação que fiz foi que as multas atingiram maiores porcentuais no orçamento em anos em que o Partido dos Trabalhadores estava no poder. De 2013 para 2014, espera-se um crescimento de nada menos do que 25% no valor da multa média por veículo.

E a tendência é que a coisa piore mais ainda para o paulistano. Com a recente derrota de seu aumento escorchante do IPTU no STF, o prefeito de São Paulo atribuiu à "rebelião da burguesia" a culpa por ela. Imbuído de um ímpeto vingativo contra a "elite sobre rodas", não é nada improvável que ele tente cobrar desta elite na marra o que deixará de arrecadar com o IPTU. E podem apostar que esta cobrança virá na forma de uma saraivada de multas pelos mais variados motivos. Aumente a atenção ao velocímetro e ao radar no próximo ano, a indústria que "não existe" estará funcionando a todo vapor para te pegar!

Você, paulistano, que foi disciplinado, cuidadoso, prudente, cumpridor das leis e não cometeu nenhuma infração em 2013: o prefeito está chateado com você, ele considera que você não contribuiu com a sua parte na arrecadação. E ele lhe deseja que em 2014 você cometa um deslize ou outro, de preferência na frente de um das centenas de radares desta cidade. Qualquer coisa vale, uma atrasadinha no horário do rodízio, uma apertadinha a mais no acelerador, uma descuidadinha do velocímetro...

Placa em Ewbank da Câmara-MG, a 100 metros do radar de 30 km/h

Mas não só as capitais fazem este tipo de coisa. Muitos municípios à beira das estradas a utilizam como fonte de recursos para engordar as contas municipais. Aproveitam-se dos veículos que não conhecem a estrada e distraem-se com bruscas e artificiais reduções de limite de velocidade. Tive este exemplo na minha recente viagem de Brasília ao Rio de Janeiro, pela BR-040. Em vários pontos da estrada, sempre ao passar perto de cidades, o limite de velocidade cai bruscamente de 110 para 60, 50 ou 40 km/h, sempre com um maroto controlador de velocidade para distribuir multas aos desavisados. Invariavelmente, a mudança é avisada por uma pequena placa R-19 colocada a 300 metros do radar, distância mínima regulamentada pelo anexo IV da Resolução 396/2011 do CONTRAN. Nova placa, desta vez a apenas 100 metros do radar é colocada, avisando da fiscalização eletrônica.

O objetivo de utilizar estas distâncias exíguas é justamente pegar desprevenidos os motoristas. A placa pequena a 300 metros do radar lhe dá "legalidade", mas passa facilmente despercebida. A placa maior, a apenas 100 metros, não deixa tempo hábil para que o motorista reduza para a velocidade permitida antes de passar por ele. E os cofres do município agradecem a sua visita! Fica claro, neste caso, que o objetivo não é a redução dos acidentes nas proximidades da cidade; se assim fosse, a redução do limite seria fartamente sinalizada, de forma a avisar o motorista, fazendo com que este não tivesse dúvidas de que deveria passar devagar ali.

Um caso que beira o surrealismo é o caso da cidade de Ewbank da Câmara, na Zona da Mata de Minas Gerais. De repente, no meio de uma curva, uma pequena placa avisa que o limite de velocidade agora não é mais os 110 km/h, mas sim nada mais do que 30 (TRINTA!!!) km/h. Após esta placa de 30 km/h, ao sair da curva, o motorista se depara com a placa de fiscalização eletrônica, como sempre a apenas 100 metros do radar. Mas por que um limite de velocidade tão baixo? Fácil de entender, ao se lembrar que as multas aumentam dependendo da velocidade a mais que se passar no radar: Multa média (85,13 reais) até 20%, grave (127,69 reais) de 21 a 50% e gravíssima (574,61 reais) acima de 50%. Ora, olhando isso, a multa dos sonhos do prefeito é a gravíssima, isto explica o limite tão baixo de 30 km/h: 30 km/h + 50% + 7 km/h de tolerância = 52 km/h. Qualquer um que não consiga reduzir bruscamente sua velocidade de 110 km/h para 52 km/h ou menos paga a multa mais cara. Fico pensando quantos acidentes não podem ter sido provocados por conta destas frenagens bruscas em Ewbank da Câmara. Oficialmente, eles obviamente foram causados "pelo desrespeito aos limites de velocidade".

E logo depois da placa, o radar. Reparem que o Fusca passa a apenas 17 km/h. EM PLENA BR-040!!!

Minha sorte é que o aplicativo Waze me avisou com antecedência onde havia radares, para que eu não caísse nestas arapucas montadas por prefeitos pouco escrupulosos. Ou então a viagem poderia sair bem mais cara: por mais que eu tentasse me ater aos limites de velocidade, eles mudam a toda hora, justamente para pegar o motorista em uma distração.

Veja o resumo das multas aplicadas e o resultados na tabela abaixo:



Ano
Multas R$ milhões
% var
Inflação %
Valor atual R$ milhões
Veículos SP
Multa/veículo R$
variação %
Orçamento R$ milhões
% de multas
2002
335,2

12,53
740,84
5.491.811
61,04

9.580
3,50
2003
409,9
22,29
9,3
759,73
5.649.318
72,56
18,88
10.594
3,87
2004
328
-19,98
7,6
556,21
5.807.160
56,48
-22,16
14.194
2,31
2005
350
6,71
5,69
551,59
5.801.194
60,33
6,82
15.200
2,30
2006
391
11,71
3,14
583,03
5.335.902
73,28
21,46
17.224
2,27
2007
391,8
0,20
4,45
566,43
5.621.049
69,70
-4,88
21.513
1,82
2008
386
-1,48
5,9
534,23
5.989.234
64,45
-7,54
25.285
1,53
2009
473
22,54
4,31
618,16
6.396.088
73,95
14,74
27.506
1,72
2010
532
12,47
5,9
666,52
6.733.100
79,01
6,84
27.898
1,91
2011
747
40,41
6,5
883,67
6.973.958
107,11
35,56
35.623
2,10
2012
832
11,38
5,83
924,12
7.207.165
115,44
7,77
38.735
2,15
2013
925,5
11,24
6,5
971,27
7.379.534
125,41
8,64
42.042
2,20
2014
1190,5
28,63

1190,5
7.600.000
156,64
24,90
50.730
2,35



Indústria da multa não existe? Contem outra.

CMF

103 comentários :

  1. O pior disso é realmente deseducar. Viajei neste fim de semana e passei muita raiva com motoristas debilóides nas rodovias paulistas, mas, diante do radar, ah, todos viram santos e reduzem de 160 Km/h para os 120 da lei, voltando a trafegar em alta velocidade, ultrapassando pela direita/acostamento e mantendo-se a 2 metros do veículo à frente que trafega dentro do limite legal.

    Aí se o animal é filmado por alguém, isso não serve como prova do delito para nosso sistema legal, que parece ser feito para acabar com a vida do cidadão que segue suas regras.

    Quem me dera se este dinheiro fosse usado para policiamento, em poucos anos nosso trânsito ficaria ótimo.

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    1. Renato Texeira12/01/14 21:19

      Muito boa as tuas observacoes. Infelizmente no Brasil, as leis (nao só as de transito) servem mais para colocar medo no cidadao de bem do que punir e educar os infratores.
      Nao entendo tambem o porque no Brasil nao é possivel utilizar filmagem como prova de delito de transito (em outros paises, como o EUA, é perfeitamente possivel). Nao adianta nada termos um dos melhores leis de transito do mundo, se os verdadeiros infratores podem sair impunes.

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    2. Amigo EVANDRO o CTB é claro quando fala que na faixa da esquerda ou você anda na mesma velocidade de quem está vindo atras ou deixa o motoristas ultrapassar sob o risco de levar uma multa por não permitir a ultrapassagem do veiculo mais rápido. Cabe a autoridades competentes fiscalizar e multar os veículos acima da velocidade e não cidadão.

      Amigo me desculpe mas de 160 km/h para 120 km/h com um veiculo razoável e em boas condições não muda nada, eu acho muito pior um motorista construir sua zona de segurança se baseando em uma 'PLACA' na estrada do que em sua habilidade em controlar a maquina.

      As leis estão ai para todos respeitarem e caso seja necessário serem punidos pelos próprios erros. O motorista no Brasil é individual e não usa de racionalidade ao volante. o Exemplo da estrada está ai.. O motorista a frente se acha no direito de segurar o motorista que vem mais rápido, em um cruzamento sem sinalização todos querem entrar na via ou cruzar ela em 1º lugar e ignoram o próximo.

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  2. Caso a arrecadação caia, vão inventar maneiras novas de aumentar o valor (e diminuir a velocidade máxima conforme estão fazendo). As pessoas que falam isso parece que não conhecem o Leviatã.

    Procurem saber quantas carteiras/carros são apreendidos. O importante é pagar a multa.

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  3. Desculpem a franqueza, mas cada povo tem o governo que merece. Reclamam do governo, mas a maioria faria igual ou pior se estivesse lá. Devemos primeiramente mudar a nós mesmos para depois reclamarmos. Simples questăo de auto análise de consciência.

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    1. Será? Porque países como o Chile e Uruguai estão evoluindo a passos largos? O que que eles tem melhor (teoricamente) que a gente?

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    2. Maldito governo do PT!
      Eu nunca fui igual a essa corja e repudio todos esses bandidos!

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    3. Ark Angel
      Lamentável seu modo de pensar. Nao eu nao faria igual a esses governantes.
      Nelson Rodrigues dizia: “A maior desgraça da democracia é que ela traz à tona a força numérica dos idiotas, que são a maioria da humanidade.”

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    4. Lorenzo Frigerio30/12/13 15:24

      Tá, mas o "mindset" das pessoas que entram na política não é o mesmo das pessoas em geral. São pessoas que buscam preencher o ego com poder, e para isso contam com a colaboração de desprezíveis burocratas e tecnocratas que gostam de apunhalar seus semelhantes enquanto permanecem anônimos.
      Do jeito que você fala, deveríamos então ficar em casa chupando o dedo e aceitando as "reinações" desses facínoras de paletó e gravata.

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    5. Concordo plenamente, entretanto, não é possível quebrar a regra máxima de que os bons pagam pelos maus.

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    6. Claudio Fischgold30/12/13 16:27

      ArkAngel, sua afirmativa é verdadeira; sim, cada povo tem o governo que merece. Ocorre que para o povo poder escolher adequadamente seus governantes, tem que ter educação suficiente para discernir o político aproveitador que só quer se beneficiar do político que realmente quer melhorar o país. Aí caímos na velha história; o governo não dá instrução adequada pois não quer povo culto; quer o zé povinho que infelizmente ainda é a maioria neste nosso Brasil.
      Eu duvido que um povo politicamente consciente continue a eleger políticos como vemos por aí.

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    7. Exatamente. Pena que quem pensa assim é esculachado na sociedade.

      Mas é a pura verdade.

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    8. Anônimo 30/12/13 14:55:
      Não me sinto satisfeito pensando assim, mas não posso viver num mundo de ilusão. A melhor maneira de superarmos nossas mazelas é primeiro admitindo nossos defeitos e erros. Obviamente, afirmei que a maioria pensa assim, claro que há exceções. O povo brasileiro em geral não se destaca por sua honestidade, infelizmente. Existe uma certa "cultura da esperteza", ou Lei do Gérson, que caracteriza como idiotas e trouxas aqueles que procuram agir corretamente. Perdeu a sua carteira com R$1000,00 dentro? Com muita sorte vão devolvê-la intacta, se é que vão se dar ao trabalho de devolver. Lamentável, mas infelizmente é a realidade.

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  4. Outra piada de mal gosto é o Jari. Levei uma multa em Osasco por transpor um farol vermelho (que estava apagado) recorri e foi indeferido! A dor de cabeça para recorrer em segunda instância é tao grande que acabei desistindo. Tipo o Jari e uma casa em Osasco sem identificação que só atende em dias úteis das 9h as 16h, sem possibilidade de recorrer pelo correio ou coisa parecida. Se isso não é proposital então para o mundo que quero descer.

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    1. Lorenzo Frigerio30/12/13 15:27

      Conheci um membro dessa Jari... é um figurão do Palmeiras, dono de uma altamente frequentada e tradicional lanchonete nos "Jardins". Ele indeferia tudo, e um dia declarou: "Eu nunca tomei uma multa que não fosse justa".

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    2. Aconteceu praticamente a mesma coisa comigo. Um semáforo com fiscalização eletrônica estava com seus tempos configurados de forma incorreta, ou seja, abria e quase que imediatamente ficava amarelo e fechava. Voltei e fiz um vídeo, abri um chamado na CET e até hoje espero resposta. Pelo menos o semáforo está configurado corretamente.
      Agora é torcer para não chegar multa.

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    3. Conheço uma pessoa que diz ser membro de uma JARI mesmo tendo a habilitação cassada.

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  5. Fui multado na marginal pinheiros as 8:59hs na faixa exclusiva para ônibus que neste local é exclusiva até as 9hs da manhã, após esse horário o tráfego aos demais veículos é liberado. Passo no local todo dia, e com certeza absoluta no relógio do meu carro marcava mais de 9hs. Fiquei indignado. Não recorri, pois sei que 99, 9% dos recursos nem se quer são lidos. Tomei somente uma providência, atrasei o relógio do meu carro em 5 minutos!

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  6. Existe uma cultura propagada pela imprensa em geral de que o excesso de velocidade mata. Ok, não discordo. Mas pq tanta atenção com a velocidade se o que é perigoso mesmo a imprudência ? O que é mais perigoso : Um pessoa andando a 120km/h numa pista reta e sem movimento ou outra andando a 80km/h ultrapassando em curvas e aclives e declives e cortando pelo acostamento ? Acho que a multa deveria se maior para quem é imprudente , não para quem anda um pouco acima "da lei". O governo se aproveita da segurança e da potência dos carros para tungar de forma mais eficiente o cidadão.
    Outra coisa : Pq o limite de velocidade das rodovias é fixo em toda a sua extensão (estrada do mar , RS) ? Poderiam liberar a 120km/h em trechos seguros e diminuir para 80km/h ou menos ainda em trechos mais perigosos. O que se vê hoje é uma criminalização exagerada em que anda um pouco acima da velocidade (nem todos que andam um pouco acima são imprudente). As chamadas da mídia quase sempre exageram no destaque , vejam aqui um exemplo ( http://goo.gl/cndshB ). O clima de paranoia que vai se criando em torno do assunto acaba ficando desproporcional ao real perigo que é a imprudência. Todos gostam de chamar os outros de "apressadinho" e coisa e tal , mas o que na realidade estão fazendo é cuidar para que os outros não façam aquilo que eles mesmos queriam fazer. Com a ajuda do sensacionalismo e a mão gananciosa do governo.

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    1. Verdade, as multas por excesso de velocidade são mais caras que as de ultrapassagem em local proibido.

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    2. Excelente análise. Parabéns.

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  7. No trecho de Pomerode (SC) com destino a Blumenau (SC), a rodovia inicia com placas de 80 km/h, depois 60 km/h, depois 40 km/h, depois 60 km/h, depois 30 km/h, depois 60 km/h, depois 40 km/h, nesta ordem e depois continua...

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  8. O Brasil é vítima de câncer, mas estamos tratando a doença terminal a base de aspirinas e melhoral infantil...
    Se as coisas continuarem desse jeito, a tendência é a vida se tornar insuportável nos grandes centros e até mesmo cidades menores. Muitos já não saem de casa com medo da violência, do trânsito infernal e do stress em geral. A tendência é o número de pessoas assim aumentar a cada dia.

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    1. Pura verdade! Eu mesmo fui pra praia este fim de ano e percebi que não foi tão ruim assim... Mas estava morrendo de medo de ficar travado em trânsito na estrada. Sempre procuro horários para evitar trânsito, mesmo que eu perca um dia de praia.

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  9. CMF, tudo isso é verdade.
    Complementando seu exemplo sobre MG, dois anos atrás fui a Uberlândia. Dias depois de chegar a BH, vejo duas multas no site do Detran, no mesmo km da estrada, na altura da cidade de Perdizes. Era um radar de 60 km/h, que ignorei na ida e na volta, provavelmente mal sinalizado e com o claro propósito de apenas arrecadar mais. Uma vez passei a 80 e na outra a 90 km/h...

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  10. Sempre procurei ser um motorista exemplar, sempre me policiei, e ainda assim, tomei duas multas em trinta anos de habilitação, ambas por excesso de velocidade. A primeira, na Rodovia Anhanguera: me distrai num baixadão, a Caravan pegou embalo, e fui flagrado por um radar a 130Km/h onde o limite era 100Km/h, embora pelas condições em si daquela rodovia, e as específicas da hora da infração (dia claro, pista seca, retão, estrada vazia), mesmo os 130Km/h fossem uma velocidade totalmente segura. A outra foi no perímetro urbano do Plano Piloto (DF) em um local de pistas largas, área não residencial, praticamente deserto de gente e carros. Não conhecia aquela área e imaginei que a velocidade fosse de 60Km/h, mas era de 50Km/h, e quando vi a primeira placa, já tinha circulado um bom tempo na via a 60Km, e passado por um radar. Os 50km/h eram uma velocidade absolutamente ridícula para o local, que comportava no mínimo 70km/h. A tal indústria existe sim, e como a corda arrebenta do lado mais fraco, só nos resta nos policiar cada vez mais, e rodar como umas lesmas para evitar que sejamos apanhados nessas armadilhas que são os radares.

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  11. Renato Soviético30/12/13 13:28

    E o rodizio de SP no fim de tarde de 24 de Dezembro, como AUTOentusiastas já publicou? Que palhaçada é essa?
    Nem um motivo existe, poluição, trânsito, nada. Só arrecadação.

    Essa guerra de classes que o Malddad está criando serve pra quê?
    E a Dilma colocando a culpa na falta de investimento no mau humor de setores da economia. Quem investiria neste país com essas leis? Mas será reeleita e vem a Copa e a Olimpiada... Que país é esse?

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  12. Aléssio Marinho30/12/13 13:33

    Clap! Clap! Clap!
    Nada mais a acrescentar. Perfeito, CMF!

    Mas não deixo de recordar das injustiças que sofri pela CTBEL (Belém-PA), como guiar automóvel sem capacete (!), devidamente recorrida e depois transformada em avanço de sinal, no instante em que meu carro estava no estacionamento do Aeroporto, devidamente comprovado por fotos da administradora, declaração do gerente e comprovante de pagamento anexados no recurso.
    Virou o ano, trocou prefeito, trocou de nome (CTBEL virou AMUB que depois virou SEMOB em 10 meses) lá estava a multa de avanço de sinal novamente.
    Quando chegar das férias, vou procurar o Ministério Público pra resolver essa pra mim.
    Enquanto isso, em vez de instalarem radares (arara, como se chama na cidade) a SEMOB simplesmente extingue as vagas de estacionamento nas ruas, sob o pretexto de criar áreas de embarque e desembarque em pontos sem movimento. Cuidar dos alagamentos que proliferam na cidade a cada chuvisco, da falta de sincronismo dos sinais, terminar a maldita obra do BRT que trava toda a cidade, acabar com os semáforos de 4 tempos e outras mazelas do trânsito da capital Paraense ninguém abana o rabo pra fazer...

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  13. Na virada do milênio, existia na Holanda um grupo de ativistas, o Tuf-tuf Club, cuja missão era alertar os usuários das rodovias sobre a presença de radares ocultos (não, não é só aqui): o líder do grupo percorria as estradas com detetores de radar e, ao identificar um deles, retornava alguns metros e colocava na beira da estrada uma placa manuscrita de aviso aos demais motoristas. Além disso, a viatura descaracterizada usada pelos policiais era fotografada e suas placas eram colocadas no site do clube. O site também mostrava o protesto dos cidadãos: radares postos abaixo, incendiados, alvejados por tiros de espingarda, entupidos com espuma etc.
    Não sei se eles ainda estão ativos, e infelizmente o site (www.tuftufclub.nl) é todo em holandês. Mas há um programa da BBC, apresentado pelo Jeremy Clarkson, que mostra o trabalho deles (a partir dos 25:00).

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    1. Eu cheguei a pensar que seria uma ótima medida de empobrecer a maldita indústria e uma ótima forma de protesto, colocar cartazes enormes antes de radares e pardais, onde se leria: "CUIDADO: INDÚSTRIA DA MULTA TRABALHANDO. Limite: XX km/h".

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  14. O que dizer das vias em Brasilia em que a velocidade permitida altera-se ao longo da mesma. Cito o exemplo da EPNB (Estrada Parque Nucleo Bandeirante) se estiver indo de Taguatinga para o Plano Piloto, a situação é esta na via: 80 km/h - 40km/h ao chegar no Riacho Fundo e depois aumenta-se novamente para 80km/h pouco mais para a frente, diminui-se para 60km/h tudo isso em um trecho de pouco mais de 10km. Detalhe, a Via em questão como a grande maioria das Vias em Brasília é uma rodovia com 3 faixas de circulação (na verdade, hoje são somente duas, pois o iluminado do nosso Governador eliminou uma para que ficasse exclusiva para ônibus, taxis etc).

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  15. na capital do ceará e em cidades próximas da região metropolitana de fortaleza, os agentes de trânsito nem se dão ao trabalho de abordar. ficam em grupo de 3 agentes e quando vem algo errado, um deles fica escondido atrás dos outros 2 anotando a placa e lavrando a multa.
    fizeram essa molecagem comigo uma vez e ñ tem recurso que derrube.

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  16. Perfeito.

    Usem mesmo o aplicativo que puderem e rezem, rezem muito pro freio funcionar mas ninguém bater na traseira do seu carro.

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  17. Se aumentassem a pontuação mínima para a perda da habilitação a arrecadação subiria significativamente, eu mesmo, gostaria de tomar mais multas, mas não posso.

    Eduardo Trevisan.

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  18. Em pouco tempo criarão uma lei que tornará ilegal a utilização de GPS com alarme de fiscalização por radar.

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  19. é um texto assustador de tão corajoso e esclarecedor, vou enviar a um bom número de pessoas para que enxerguem a realidade, fora a sacanagem que é a aquisição e manutenção dos radares, verdadeira lavagem de dinheiro !

    Muito obrigado como sempre, AUTOentusiastas.

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  20. Daniel San30/12/13 15:01

    O aplicativo Camsam também é muito útil. Mas o pior disso tudo é ver a imprensa amestrada bater palmas para a medida do governo,com reportagens mostrando como um carro leva mais tempo para parar,vindo a 80km/h do que se viesse a 60...

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  21. "A placa maior, a apenas 100 metros, não deixa tempo hábil para que o motorista reduza para a velocidade permitida antes de passar por ele."

    Desculpem, mas aqui o autor perdeu a razão. Se um aviso a 100 m não permite adequar a velocidade de 100 para 50 ou mesmo 30, imagine se fosse uma vaca no meio do caminho a 100 m... seria acidente na certa.

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    1. Exatamente por este motivo que uma vaca circulando pela pista é um perigo enorme, não há distância hábil para frear. Mas isto pode ser facilmente solucionado, basta colocar todas as rodovias com 30 km/h de limite que o perigo desaparece. Passar a fazer Rio-SP em 13 horas em vez de em 4 é um mero detalhe, perto das vidas que seriam salvas por tal medida.

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    2. Boa!
      Até porque você pode ser um cara esperto, atento, com bons freios seja ABS ou não, pouco importa, você sabe dirigir. Porém, atrás de você vem um ser incauto, desatento, com freios ruins seja com ou sem ABS, ou ainda pior, com tudo que é sopa de letrinhas mas não saber usar. Ahh ou ainda estava mexendo no celular ou no rádio do carro.
      Sabe o que acontece? Você freia, eu também, o CMF também, mas o tal cidadão te arrebenta a traseira.
      Melhor baixar pra 30 km/h mesmo.

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    3. O problema não está só na questão de "adequar" a velocidade, mas sim na possibilidade de acidentes graves e engavetamentos que isso pode causar, com a freada no susto, e uma carreta vindo logo atrás, por exemplo.

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  22. Execente e bem fundamentada matéria, CMF; cuidadosa e minuciosa. Nos casos em que a velocidade máxima permitida cai drastica ou injustificadamente, os radares são mesmo arapucas. Estou cansado de ter de prestar atenção constante em placas de velocidade nas ruas de SP, que mostram mudanças mínimas, de 60 km/h para 50 km/h, ou disso para 40 km/h.

    Pois é, CMF, é indústria da multa, sim!

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  23. Só existe uma maneira de diminuir a voracidade e a cara de pau de nossos governantes: Desobediência civi! Esta camarilha profissional que está enraizada em nossas vidas e aumenta sua ânsia por verbas a cada exercício sem dar dar nada ( repito: nada! ) em troca está passando dos limites... Experimentem fomentar um movimento de não contribuição nenhuma durante 90 dias para verem a histeria da escumalha política... Vai ser lindo de ver.

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  24. E se.... O dinheiro "arrecadado" com as multas fosse para a União, para depois ser dividido entre os municípios? Será que a prefeitura das grandes cidades colocariam radares para dividir a renda com todos?

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  25. Tem mesmo que multar esse povo burro e ignorante que os elegem!

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    1. verdade, tem mesmo. Ainda mais se for só os que os elegeram, pq daí eu estarei de fora.

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  26. Sou Policial Civil e trabalho numa CIRETRAN. É isto tudo da reportagem e muito mais! Isso tudo está me provocando náuseas, tanto que estou pedindo para sair e não ter que ver essa sem-vergonhice dos DETRAN's.

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    1. Nós é que temos que fazer essa CORJA pedir pra sair!!!!!

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  27. CMF, a região do ABC consegue ser pior que SP - Capital... moro na ZS de SP e trabalho em SBC, tomei uma multa de radar em SBC, subida, na saída de uma lombada, rua tranquila.... um radar escondido atrás de um poste, autuando os motoristas que passavam a mais de 40km/h..... o infeliz aqui passou a 48km/h......

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  28. Thiago A. B.30/12/13 18:02

    CMF,

    Texto perfeito! Você foi ao centro de toda esta questão da proliferação de multas por meio da infestação de radares. Apesar da evidente contrariedade à lei(CTB), já que na previsão orçamentária vem constando como receita a arrecadação advinda das multas, que se tratam de evento futuro e incerto, nada é feito para barrar este comportamento dos agentes políticos. Cadê o Ministério Público para processá-los por improbidade administrativa? Abraço!

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  29. O que mata não é o excesso de velocidade e o descumprimento das leis de trânsito mas a sede voraz por multas do poder estabelecido, seja ele federal,estadual ou municipal.É uma verdadeira indústria da multa ou melhor ditadura da multa , com tortura psicológica e muitos mais outros instrumentos de tortura que fariam os torturadores se revirarem do túmulo. Um grande assalto ao povo desarmado.

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  30. AS estradas paulistas são verdadeiros papa-niquel. O policiamento rodoviário estadual tem a função arrecadatoria exclusivamente, a ponto do nosso ilustre governador colocar cartazes e placas escrito : Fiscalização por cameras (e a foto de um Policial olhando). Que eu saiba, a função da Policia Rodoviária Estadual é coibir os abusos no transito e verificar se os veiculos estão em ordem, se não são roubados, etc. Quer dizer, um cartaz como esse é o sinal claro de que: Dirija direitinho sem multas que ninguém vai te perturbar, se o carro é roubado, esta de pneus carecas ou se está carregando meliantes. Basta ver que a Elisa Matsunaga carrgou as malas com o corpo do marido esquartejado por varias estradas de São Paulo sem ser incomodada. Houve só a multa eletronica pelo licenciamento estar vencido.

    O municipio de São Paulo não tem partido: Todos são da gangue do Caça Niquel. De Maluf na década de 90 a Fernando Haddad, passando por Pitta, Marta, Serra e Kassab.
    __________________________

    Vou narrar uma historia que aconteceu aqui na cidade onde moro.

    Algum tempo atrás "decretaram" o limite de 80km/h proximo a Jafa, distrito do municipio de Garça, numa estrada de mão dupla e com 110km/h de limite. Detalhe: A área urbana é atingida via alça de acesso, não tem residencia a baira da estrada.

    Colocaram um radar fotográfico que durou aproximadamente uns 8 meses. O radar e seu operador eram sempre alvo de constante tiros a ponto do operador ter que ficar escondido no meio de um cafezal. O radar, entretanto só foi retirado quando dois ocupantes de uma motocicleta, já cheios do radar foram encapuzados e destruiram a pauladas o radar movel. E por pouco não agrediram o operador que teve que fugir a pé no meio do cafe. Puseram outro e uma semana depois, a mesma coisa: Tiros e destruição a paulada do radar.

    O fato foi amplamente comentado na cidade, entretanto as reações mais comuns foi a de elogio pela destruição do radar e alivio de não terem posto mais o caça niquel na SP-294.

    Infelizmente é o governo que acaba incitando este tipo de comportamento.

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    1. Total apoio a essas ações. Não podiam ter feito melhor. Acho que essa moda tinha que pegar, da mesma forma quando queimaram as praças de pedágio (assalto) lá em Cosmópolis. às vezes tem que ser assim mesmo pra entenderem o recado.

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    2. Corretíssima a atitude desses cidadãos que destruíram o radar. Não fosse isso eles estariam agora andando a 40 km/h, isso se continuassem vivos (afinal, algum afobadinho iria furar o radar e causar graves acidentes).

      Isso sim que é cidadania, aquilo que nos ensinam na escola e na TV é como ser um escravo e não um cidadão. Cidadão é o sujeito que luta por um país melhor, nem sempre obedecendo a um governo. Só para lembrar: se os franceses não tivessem vandalizado a Bastilha, a democracia moderna jamais existiria.

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    3. Outro nível a população da sua cidade. Gostei.

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    4. Bem que essa turma dos pichadores, em vez de atacar imóveis ou a estátua do Drummond, poderia fazer sua "arte" nesse radares...

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    5. Sempre pensei nisso... Ações rápidas, moto, líquido inflamável e já era! Parabéns aos executadores cidadãos corajosos! Os equipamentos deviam sempre ser vandalizados quando nítida a intenção de arrecadação. Perfeito o comentário do Anônimo 30/12/13 20:53.

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  31. Sempre falo que velocidade (ou o seu excesso) não causa acidente, mas sim potencializa. O problema é que hoje em dia se nivela por baixo, pelo motorista abaixo de medíocre e está dando nisso!

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  32. Outra possibilidade é a de aumentar a quantidade de multas lavradas pelos agentes na rua, aquelas que, não tendo imagem, é impossível de se recorrer e ganhar. Fui multado outro dia por "trafegar sobre faixa de contenção de fluxo", mas em um local impossível de ter acontecido devido à localização da faixa, direção e sentido da rua (acesso da Nações Unidas ao shopping Eldorado pela rua Ofélia, esquina da estação Hebraica-Rebouças).

    Como você vai recorrer? A única possibilidade é você conseguir comprovar que seu carro não estava na cidade naquele instante.

    A rádio Sulamérica trânsito presta um desserviço quando dizem não existir indústria da multa, que basta todos andarem dentro do limite de velocidade e simplesmente não serão multados. Visão simplista de um problema muito maior.

    Além disso, as velocidades estão diminuindo para que fique a falsa impressão que os ônibus e os corredores exclusivos funcionam. Você diminui a velocidade dos carros e, na comparação do tempo de viagem, mostra resultados estatísticos de que a diferença entre o tempo de viagem dos carros e dos ônibus diminuiu. Isso sem entrar no mérito da falta de planejamento dos corredores exclusivos, que estão sendo implantados em vias sem qualquer estrutura para suportá-las, como a R. Heitor Penteado.

    Aumentar a área de rodízio é outra maneira descarada de aumentar a arrecadação por multas. Moro em São Paulo e dou aulas também em Sto. André e São Bernardo e, no dia do meu rodízio, saio com a maior antecedência possível da região do Pq. Villa Lobos para sair da zona de rodízio a tempo. Saio às 15:30h para não ser multado.
    Outro dia houve um acidente na Av. dos Bandeirantes sentido Anchieta, bem em frente ao aeroporto. Três faixas interditadas de início, depois quatro até que se retirasse o motoqueiro acidentado. Fiquei uma hora praticamente parado e sem opções para fugir do congestionamento. Saí da área de rodízio às 17:10h e fica a dúvida se fui multado ou não. Ou seja, mesmo nos planejando e não cometendo infrações, ficamos à mercê de sermos multados por algo estúpido como o rodízio.

    E o pior é escutar a demagorréia do prefeito falando que todos deveriam ir trabalhar de transporte público. É impossível eu utilizar transporte público para dar aulas, não somente pelos locais e horários, como também pelo material que preciso carregar.

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    1. O pior não é isso, imagine-se tentando voltar para a Zona Oeste, de S. Bernardo ou Santo André tarde da noite (não sei até que horas você ministra as suas aulas).
      Agora eu vi em uns termômetros de rua anunciando algo assim: "Mesmo com chuva dê preferência ao transporte público". Ou seja, independente do que for, deixe o seu carro, o qual você trabalhou para comprar, no qual você pode ir confortável, com ar condicionado, sem tomar chuva, ouvindo a música que quiser e carregue trocentos livros nas costas, tome chuva, cheire sovaco, pegue 3, 4 ônibus, tudo em nome do politicamente correto. Por que raios ir de carro é um crime? Por que não investir em vias expressas, túneis também para facilitar a fluidez do trânsito? Se ninguem tivesse mais investido em obras viarias lá em 1970 quando diziam que SP ia parar, imagine o que seria de hoje. Retrocesso. Impossível aceitar que querem que compremos carros e os deixemos parados na garagem!!! Já está enchendo o saco esta moda da "mobilidade urbana", do social, do coletivo, essa história do maléfico "transporte individual". Carro é um transporte eficiente, confortável. Quem quiser economizar e/ou tiver condições (por exemplo, quem não tenha que carregar o material, como você), que use o transporte coletivo, o qual deve ser atrativo, não esse lixo que temos. Está cansando esta palhaçada. Antes de ampliar o rodizio, deveriam pensar em melhorar as vias (por exemplo, tornar a Avenida dos Bandeirantes ou a Roque Petroni vias expressas). Até mesmo a Politécnica vão incluir no rodízio, ou seja quem quiser ir para bairros mais para a Zona Oeste de SP do ABC pelo Rodoanel (dependendo do lugar no ABC, uma excelente opção em horário de pico), vai ficar impedido, vai ter que esperar o rodízio! Em uma avenida que não tem tanto trânsito assim!! Ou seja, a única opção que tinha como alternativa vai ser tolhida. A Heitor Penteado, como você disse, vai virar um inferno, eu já bem vi as faixas pintadas, é um descalabro! E a 23 de Maio, estão querendo acabar com aquele belo canteiro central (e com ela também) ao custo de 800 milhões, para fazer corredor de ônibus. Não para aí: pelo que me parece irão fazer uma passagem subterrânea exclusiva para ônibus entre a avenida Rudge e a Norma P. Gianotti e o resto dos veículos que se danem. Por que não fazem ao menos uma passagem subterrânea para todos os veículos, para ao menos compensar um pouco o prejuízo na fluidez que o corredor de ônibus vai trazer? Desculpem, mas é impossível pensar que dá para esquecer o carro, isso é no mínimo desconsiderar que o fluxo de algumas mercadorias, carga e bens fica quase que impossível de ser feito de outra maneira, sem falar nos profissionais liberais que precisam ir para vários lugares em um só dia e não podem ficar esperando os "eficientes" ônibus que temos.
      E com relação ao seu caso de ter saído da área de rodízio às 17:10, a notícia pode ser triste, mas, infelizmente, se você passou naquele último radar da Tancredo Neves depois das 17:00, a mordida do Haddad vai chegar à sua casa.
      Mas fica, talvez uma esperança: na Austrália, o mais novo Prime Minister, Tony Abbott, parece estar, sem medo do politicamente correto, botando os pingos nos i's sobre esta questão de investir em infraestrutura viária, sem falar no Partido Autoentusiasta Australiano (AMEP - Australian Motoring Enthusiast Party). Procurem saber sobre estes dois, parece ser uma demonstração que ainda resta bom senso...

      André.

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  33. Pra provar se existe ou não industria da multa é fácil: basta o governo federal baixar uma lei que toda e qualquer multa de transito em território nacional terá seu pagamento recolhido ao tesouro nacional, que repassará ao emitente da autuação quanto e quando melhor lhe aprouver. Se der uma chiadeira dos diabos entre os prefeitos é por que tem industria. Se ninguém ligar é por que querem mesmo mais segurança. A Dilma ia adorar por a mão nessa bolada. Se teria peito pra fazer isso é outra história...
    Klaus

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    1. O PT fazer isso??? EEEEEU DUVIDO!

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  34. Para aumentar a arrecadacao basta tirar o foco dos carros e apontar para as motos. estes animais sobre duas rodas conseguem cometer uma .dezena de infacoes em um quarteirao. Fica a dica pra voce Malddad

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    1. Sim, e sobre as motos não adianta nem o uso das famigeradas "lombadas" para diminuir a velocidade, pois estas motos conseguem passar sobre elas em alta velocidade, ou seja, as lombadas servem para diminuir a velocidade apenas dos automóveis e outros veículos.
      A mesma coisa quanto à infração "deixar de manter distância de segurança frontal e lateral entre o seu veículo e os demais", prevista no CTB, pois ao passar no "corredor" entre os veículos o motociclista estará cometendo esta infração, e só não sei o porquê de não serem devidamente autuados.

      tunderbird.

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    2. Parece que moto pode fazer tudo, não são multados nunca.

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  35. rodo pelo RS todo e é do mesmo jeito cada limite de velocidade absurdo uso o aplicativo MAPARADAR

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  36. CMF,
    Esses radares ao longo da BR-040 são uma piada de mau gosto, nitidamente caça-níqueis a serviço dos governos municipais. E nosso carro aqui na empresa faz esse trajeto semanalmente, Mas ainda são "café-pequeno".

    Próximo dali, entre Ubá e Juiz de Fora, acontece coisa pior: Meses atrás o carro de nossa empresa foi alvo de uma blitz, da PRF e Secretaria de Fazenda-MG em conjunto. Conferiram todos os documentos, Notas Fiscais das mercadorias, cujas embalagens foram abertas para conferência do conteúdo, mas não encontraram nada errado e liberaram o carro. Semanas depois, chega uma multa por falta de cinto do passageiro. Como não encontraram nada de errado (e nada foi oferecido), depois de nossa saída "tascaram" uma multa, provavelmente por raiva ou para bater algum tipo de meta. E como se defender disso? Só nos resta pagar...

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  37. O q me deixa mais irado ao ler esse texto, é saber que nossas otoridades estão lá, nos seus gabinetes, lendo isso tbm, e se rachando de rir da nossa cara..... A verdade é essa! Por mais que se jogue as verdades na cara, esses nojentos tão nem aí. São capazes de responder "e se não fechar o bico vai ser pior".

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  38. Eu nunca gostei da forma de governo do PT, mas é necessário entender que essas desgraças de radares já existem há tempos, antes do PT se infiltrar no poder. Não é questão política, é questão cultural, em um país onde o político que se vê como autoridade máxima, enquanto muitas pessoas realmente acham isso!

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    1. Mas o PT está diminuindo os limites e aumentando o número de radares.

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    2. A onda de diminuição de limites começou no mandato do Kassab, ex-DEM e atual PSD. Começou no corredor Norte-Sul, com a desculpa esfarrapada de "uniformizar os limites".

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  39. Lembro que antes da arrecadação com os radares daqui do DF cair, algo que era mais raro de se ver que orelha de freira era um agente do Detran nas ruas. Depois disso, tem mais desses capetas de amarelo que policiais em alguns lugares daqui, chegando ao cúmulo de fazer uma verdadeira operação arrastão em locais que há vinte anos estão entupidos de carros estacionados em locais proibidos e só agora descobriram isso. E ainda temos as ciclofaixas do Eixo Monumental e Esplanada, montadas em paralelo com as tão propagandeadas ciclovias - que custaram mais que estrada - e que se não forem odes ao politicamente correto são os mais incontestáveis certificados de burrice (cheguei a mandar uma foto disso ao Bob um tempo atrás).
    Sobre a arrecadação, vai de novo uma historinha que de vez em quando conto:
    Certa vez aqui em Brasília, no início da L2 Sul, teve um acidente na faixa do meio, por volta das 14:00. Ficou todo mundo andando com a mortal velocidade de 5 km/h, eu inclusive. Ao chegar no local do acidente, vejo que os vagabundos de amarelo, ao invés de sinalizar o local ou pôr um pouco de ordem no trânsito, simplesmente estacionaram a viatura embaixo de uma árvore e ficaram ali, na sombra, observando o resto do povo se lascar. Saí dali puto, achando que estava sendo sacaneado - de novo - por esses imbecis.
    Qual não foi minha surpresa quando recebo após umas semanas uma multinha vinda de lá, feita por um corno que anotou "não reduzir a velocidade ao avistar um agente de trânsito". A 5 km/h. Em um engarrafamento.
    Sério, se começarem a bater em agentes ou queimar viaturas do Detran eu não vou ficar nem um pouco surpreso.

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    1. Marcos, eu concordo com as multas a quem estaciona em local proibido. Neste ponto, o brasiliense é muito mal educado, para onde quer, proibido ou não, para fora de vaga e não quer nem saber se está travando alguém. Vindo de SP, assustei-me com o desprezo pelas placas de proibido estacionar, coisa que o paulistano aprendeu a respeitar (na marra, na base da multa, mas aprendeu). Distribuir umas multas nos setores comerciais e bancários é começar a colocar alguma ordem na casa. A pena é que sabemos que estas distribuições de multa não objetivam exatamente a educação do brasiliense, mas sim engordar o caixa do Detran.

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    2. CMF, esse é o ponto. Desde que me entendo por gente param os carros em locais proibidos, seja em setor comercial, bancário, quadras comerciais ou residenciais, e sempre foi feita uma baita vista grossa para isso. Somente por alguns meses tentaram multar quem estacionava em fila dupla nas quadras comerciais do plano piloto, sendo que os comerciantes fizeram pressão e logo acabaram com a fiscalização. Porém foi só a arrecadação com os pardais cair que milagrosamente o Detran "descobriu" um problema que o DF inteiro conhece há no mínimo vinte anos, um problema que já foi até tema de reportagem da Quatro Rodas cerca de uns dez anos atrás - ou mais.
      Não tem jeito, toda vez que vejo um agente ou viatura do Detran sei que ele está ali não para melhorar o trânsito, mas sim para ajudar a arrecadar mais um pouco de verba para eles próprios e para o GDF.

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    3. Marcos, vou te contar uma história bem antiga da indústria da multa. Em 1986, eu trabalhava no IPEN (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares), dentro da USP, e ia pra lá de ônibus todos os dias. Nessa época assumiu como prefeito o Jánio Quadros, que instituiu a menos disfarçada indústria da multa que esta cidade já viu. Ele mesmo declarou que pagaria comissão para os marronzinhos da CET sobre as multas aplicadas. Mal ele entrou no governo, e o trânsito da cidade virou um caos. Um dia, voltando de ônibus pra casa no final do expediente, havia o maior congestionamento na Av. Vital Brasil. Vi o maior absurdo ali. Nos cruzamentos, meia dúzia de marronzinhos escrevendo feito loucos nos talões de multa. Se o sujeito estava travado no meio do cruzamento, levava multa por isso. Até aí, está certo. Mas quando os motoristas perceberam que estavam sendo multados por isso, passaram a parar nas faixas de retenção do sinal, mesmo com o sinal verde, se não havia lugar pra avançarem sem travar o cruzamento. Aí os marronzinhos passaram a multar esses motoristas por atrapalhar o fluxo! Se correr o bicho pega e se ficar o bicho come. Simples assim. Tempos depois, fui multado por ultrapassar o sinal vermelho entre uma avenida do meu bairro e uma rua que não existe, quanto mais ter sinal entre elas. Na época, recorri da multa, mas espero o resultado até hoje. De moto sempre tive o azar de ser chamado pras blitz, mas sempre andei regular, apesar da moto ficar propositalmente feia. Então, como vingança, eu comecei a rapa nas blitz. Na época a coisa mais rara era alguém pilotar habilitado e pouca gente andava de capacete, e as blitz apreendiam as motos e elas sempre voltavam destroçadas e faltando peças dos depósitos. Pois eu era parado na blitz, e me liberavam. Eu estacionava a moto a 50 metros de lá para sair da área legal da blitz (estava no código de trânsito da época), voltava a pé, mandava o dono me esperar na minha moto enquanto eu pegava a moto dele e levava pra junto da minha. Não evitava a multa, mas pelo menos a moto não era apreendida. Na última blitz que me pegaram, tirei 12 motos apreendidas, as duas últimas eu parei dentro da área da blitz e fiquei esperando até mandarem parar outro motociclista.

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  40. Finalmente um texto sobre o tema com embasamento aqui no autoentusiastas. É uma realidade gritante. Só acho lamentável a conotação politica. Salvo raríssimas exceções (se é que há) não há politico sem as mãos sujas. E digo mais, todos os partidos políticos chafurdam na mesma lama fétida. Não adianta falar de A ou B como vocês gostam tanto. O foco devem ser TODOS os políticos.

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    1. Por favor, já que afirmou o fato, aponte onde há conotação política no texto. O post é uma mera constatação de fatos e apresentação de valores envolvendo o assunto, em momento algum faço julgamento político de qualquer partido.

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    2. Sr. Farjoun,
      um exemplo de conotação politica é, em minha opinião, o seguinte:
      "E a tendência é que a coisa piore mais ainda para o paulistano. Com a recente derrota de seu aumento escorchante do IPTU no STF, o prefeito de São Paulo atribuiu à "rebelião da burguesia" a culpa por ela. Imbuído de um ímpeto vingativo contra a "elite sobre rodas", não é nada improvável que ele tente cobrar desta elite na marra o que deixará de arrecadar com o IPTU. "

      Basta observar as declarações que o texto suscitou.
      Nada contra a seu ponto de vista, mas entendo que se a discussão for mais ampla a chance de uma solução se torna maior. Atribuir a A ou B impede de se observar o quadro mais amplo.

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    3. Anônimo31/12/13 18:30 ,

      cara nem houve ataque a partido algum no texto, e se você quer uma discussão mais ampla então vai coletar os dados de outras cidades de partidos diferentes ora bolas, olha o trabalho que o CMF fez, com uma linha histórica que passou por diferentes partidos, pra você vir aqui falar em conotação política... ele expõe uma realidade na cidade de maior economia do país, e você fala em... conotação política ???
      Falando assim parece que de alguma forma isto está atingindo você, e que mesmo se ele atacasse o atual partido você acabaria levando para esse lado e esquece que a situação como um todo piorou neste mandato, aí então você iria ferver de raiva... cara muita palavrinha sua pra tentar justificar sua falta de interpretação de texto.

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    4. Petista enchendo o saco tem em qualquer lugar mesmo... Até no AE!!! Putzquelospariozes!
      E tem outra! Quem disse que o AE está proibido de ter conotação política em seus textos??? Este espaço é declaradamente contra essa bandalheira, se é que se pode chamar isso de partido... Bom, o termo partido até se tornou algo pejorativo, pois é repetidamente utilizado por "militantes do tal" e integrantes do PCC, que tudo indica serem aliados, ou até mesmo uma só organização criminosa.

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  41. Porque a maior e mais rica cidade do Brasil trata tão mal, seus filhos?

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    1. Para continuar "mais rica?" :)

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    2. Acho que, pelo menos em parte, por apenas uma fatia ridícula dos impostos pagos no município ficar de fato no município. Tanto é assim que a cidade de São Paulo (uns 22% do PIB brasileiro) tem de pedir penico ao Governo Federal ou obter financiamentos de outras fontes para a maioria das suas ações de investimento em transporte, por exemplo. Não tenho números, mas a maior parte dos recursos arrecadados vai para o Governo Federal, o Estadual fica com uma fatia relativamente pequena e o município com as migalhas. ISS, IPTU, impostos obtidos das vendas de imóveis. Em termos absolutos pode parecer um valor auto, mas não é. O estado de São Paulo é que, no conjunto de investimentos estaduais e da soma dos municípios, menos recebe recursos devolvidos pelo governo federal, que os divide entre as outras unidades federativas. É uma coisa do tipo, no estado de SP se arrecada x, 2% de x retorna ao estado. Vai dividindo entre os municípios e, ..., no final o dinheiro é pouco mesmo. Se arrecada muito, passa pelo filtro do governo federal e não sobra nada.

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    3. Anônimo 19:34,

      Todo país funciona assim: as regiões mais ricas bancam as regiões mais pobres. Nos EUA a Califórnia, por exemplo, banca uma penca de estados (Wyoming, Colorado, Arizona). Na Argentina, as províncias do sul bancam as províncias do norte (igualzinho ao Brasil).

      O que falta no Brasil é a integração entre os estados. Sempre se esquece que as melhorias num estado qualquer resultam em melhorias para todo o país. Quando um caminhão encalha numa estrada de terra no MT, por exemplo, o preço da carne tende a subir em São Paulo, pois o transporte do boi até um abatedouro fica mais caro.

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  42. Também, quando se pede "mais educação", "mais saúde", "mais aposentadoria", etc. etc. o que se pede, realmente? que exista mais Estado, que ele concentre, cada vez mais, mais funções e poderes. Evidentemente, para isso se necessita de mais impostos.

    Ricardo2

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    1. Antes de mais nada, feliz 2014 a todos.

      Ricardo2,
      Não necessariamente. Quando se pede "mais educação", "mais saúde", "mais aposentadoria", o que se pede é que a já sufocante carga tributária brasileira seja administrada pelo Estado em proveito da sociedade que a suporta.
      Não se quer mais Estado ou mais impostos, muito pelo contrário. O que se quer é um Estado melhor, que se dedique a promover o bem comum dos cidadãos, em lugar de um bando de parasitas dedicado a infernizar a vida de quem carrega o País nas costas, trabalhando duro e pagando seus impostos em dia.

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    2. Olá Alexandre,
      Teu argumento não procede. Queremos um Estado de Bem Estar Social como existe na França, por exemplo, com educação e saúde grandemente cobertas pelo Estado? Se a resposta for sim, logicamente, teremos que pagar uma carga tributária semelhante à francesa (cerca de 70% do PIB são impostos). Hoje a carga brasileira é de menos de 40% - conclusão: teremos que pagar mais imposto ainda.

      Ricardo2

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    3. Alexandre,

      Falaste bem e eu concordo plenamente com você. Só acrescento que a carga tributária brasileira é tão sufocante por ser muito mal distribuída.

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    4. Para quem quiser ir mais fundo no assunto, sugiro a leitura deste estudo da Federação do Comércio do Estado de São Paulo. Muito interessante.

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  43. Corram para as colinas... Não, melhor... Andem com os seus GPS ligados e atualizados...

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  44. Fantastico. Isto nao sai na imprensa marrom, afinal quem quer perder propaganda eleitoral e contrato de publicidade com o estado/municipio. Nao tem jeito mesmo, so abandonando a terra brasilis mesmo.

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  45. Ainda pode piorar:
    Study Shows Police Are Scanning Our License Plates, Keeping Records

    http://news.boldride.com/2013/07/study-shows-police-are-scanning-our-license-plates-keeping-records/32749/

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  46. Dr. Traffic Calming01/01/14 18:59

    Sugiro uma matéria sobre a Máfia da Sinalização e seus braços operacionais que, entre várias bizarrices, transformaram São Paulo na Capital Mundial das Placas de Trânsito. As placas, sem manutenção, logo se tornam encardidas e de forma suspeita, são trocadas (mesmo as inúteis) por novas, sempre por volta das férias de Julho e época do fim de ano. Ou seja é só colocar no "piloto automático" um rodízio para faturar anualmente novas/mesmas placas. Agora atuam firmemente da duplicação de semáforos em paralelo, na mesma haste, com a mesma função. Ou seja o dobro de semáforos necessários para a mesma função. Isso sem falar na recente inundação de "faixas auxiliares" penduradas em postes, trocadas semanalmente, que repetem, como no caso das ciclovias, o que já está mencionado nas placas específicas. Essa Máfia apartidária, entre várias ações questionáveis via seus braços operacionais, ignora solenemente o Princípio da Suficiência na sinalização recomendado pelo DENATRAN. Quem se beneficia com isso além dos fabricantes e seus comissionados? SP pobre cidade rica, para caro para viver um circo de ilusões e ser refém de todo tipo de Máfia.

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  47. Dr. Traffic Calming01/01/14 19:14

    A CET, como empresa de economia mista que é, tem em seu estatuto:
    A Companhia tem por objeto:

    II – promover a implantação e a exploração econômica de equipamentos urbanos e
    atividades complementares, na forma e em locais definidos por Decreto do
    Executivo Municipal, de modo a melhorar as condições do trânsito e do
    tráfego;
    Ou seja, nada mais fazem do que cumprir o que está em seu estatuto, torrando dinheiro publico em compras direcionadas de equipamentos, etc;.como longa e interminável história das sinalização na cidade.

    Esse tipo de empresa que tem como objetivo o Lucro, e é travestida de órgão publico, tendo a Prefeitura como principal acionista, privatiza os lucros e socializa as despesas com seus gastos dirigidos. A CPI DA CET SP nunca sai porque a tropa de choque de "nobres" vereadores, atuando pela Prefeitura (seja qual for o partido) e/ou pela Máfia da sinalização não deixam nem entrar em pauta. Esta cidade tem muito mais ratos que que imaginamos. http://www.cetsp.com.br/media/53509/estatutocetsp.pdf

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  48. Investir seriamente em educação e fiscalização efetivas da trabalho e custa caro, já ficar inventando leis e aplicando multas, não resolve p. nunhuma, mas é bem mais fácil e lucrativo. Pior é que depois ainda vem falácia, amplamente apoiada pela grande mídia, de que estão trabalhando pela nossa segurança.
    A coisa chegou num ponto que eu já apoio a prática de vandalismo contra equipamentos instalados exclusivamente com fins arrecadatórios.
    Mas somos um povo passivo e acomodado...

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  49. Muitos argumentos pertinentes. Entretanto, não sou multado à anos. Sempre atento e respeitando os limites e a sinalização. Se é uma indústria, ainda não conseguiu me penalizar !!!

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    1. Márcio, você quis dizer "há anos", mas ok. Ahhh... E não cuspa pra cima heim... "Sacomé?"

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  50. Será que é por acaso que os analistas de trânsito do DETRAN-DF, desde o dia 18/12/2013, são denominados de Auditores Fiscais de Trânsito? E que recebem em início de carreira R$ 12.000,00?

    http://www.buriti.df.gov.br/ftp/diariooficial/2013/12_Dezembro/DODF%20N%C2%BA%20254%2003-12-2013/Se%C3%A7%C3%A3o01-%20254.pdf

    http://www.edsonsombra.com.br/post/sancionada-emenda-que-beneficia-servidores-do-detran

    http://tenpoliglota2012.blogspot.com.br/2013/11/parabens-detran-df-vossas-vitorias.html

    http://pt.slideshare.net/TenentePoliglota/pl-201301651rdi

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    1. Uma afronta!!!!!!!!!!!! E o pior que até os tais vândalos são manobras do partido! Estamos num mato sem cachorro... Ou aceitamos ou saímos do país!

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  51. É vergonhoso que o estado precise recorrer à mecanismos como este para arrecadar mais impostos. Uma vergonha à que ponto este governo chegou para ter necessidade de enganar o cidadão para aumentar o caixa que é desviado para seus corruptos.
    O posicionamento dos policiais é em locais que não representam nenhum perigo e em rodovias que não necessitam de policiamento e já possuem controles eletrônicos deixa evidente a má fé e má intenção. A polícia que já possui uma péssima imagem, está trabalhando para torná-la bem pior.
    Em primeiro lugar, polícia deveria ser para bandido, gastar nosso dinheiro de impostos para deixar algumas pessoas parados na beira da estrada sem fazer absolutamente nada a não ser pegar incautos em descidas. A polícia rodoviária que já não merecia muito respeito está se rebaixando ainda mais em sua inutilidade.
    O próximo voto, não irá para um político que busca que utilizar o nosso dinheiro dos impostos para melhorar a infra estrutura de transporte e coloque a polícia para reduzir a criminalidade e não para ser babá de motorista.
    Waze neles!

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  52. Concordo que quem comete infração no triansito merece ser multado e ganhar pontos na CNH, mas algumas são absurdas, eu estava com o farol da moto desligado num dia de sol e a CET anotou a placa, chegou a multa em casa e paguei os R$191,54 mais 7 pontos na CNH, até aí tudo bem, considero justo, o problema é que além disso o piloto tem a habilitação suspensa de 1 a 3 meses e é obrigado a fazer 30 horas de reciclagem, sem contar que o Detran-SP da Rua João Brícola, onde o condutor é OBRIGADO a ir, em nenhum outro mais, o atendimento é das 8 às 12:45h, como se os infratores não trabalhassem, isso é um abuso, afinal se o cidadão é um mau condutor, certamente em 12 meses ele estouraria os 20 pontos na CNH, mas por causa de UMA infração ele perde o direito de pilotar. Eu pesquisei, comprei moto pouco visada em roubos e furtos para TRABALHAR e vem os "semi-deuses" da CET e Detran-SP e tiram seu direito de usufruir um bem que você comprou honestamente, isso que é abuso, e ainda dizem que vivemos numa democracia.

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