GIUBILEO D'ORO DELLA GIULIA GT

Fotos: Alfa Romeo, Divulgação, autor, supercarfrance.com, alfa1750gtv.blogspot.com.br. Ilustração: Matheus Mari


O ano de 1963 testemunhou o nascimento do Alfa Romeo Giulia Sprint GT, que se tornaria uma lenda da história do automóvel clássico. Descendente do Alfa Romeo Giulia berlina (sedã em italiano) de um ano antes, surgiu o incrivelmente belo Giulia 1600 Sprint GT, apresentado oficialmente à imprensa em 9 de setembro no Salão de Frankfurt. Logo depois ganhou o apelido de “scalino” (degrau, em italiano), devido ao não fechamento completo do capô na parte dianteira da carroceria, o que deixava uma estreita fresta, característica dos modelos dos seus primeiros anos de produção.

Um veículo de grande e imediato sucesso, apoiado no melhor que um automóvel pode oferecer para seu público: modernidade mecânica, carroceria de estética refinada e desempenho convincente. 

Fresta na dianteira lhe deu o apelido de "Scalino"

A motorização 1600 tinha acabado de surgir no modelo Giulietta Sprint em 1962, um motor evoluído do 1300 e seu cabeçote de duplo comando com eixos de válvulas inclinados. É fascinante lembrar que a esta disposição do cabeçote, hoje comum e difundida, foi elaborada pela própria Alfa Romeo nos idos de 1914, quando Giuseppe Merosi, responsável técnico da marca na época, consegui aumentar as dimensões das válvulas e melhorar a eficiência da câmara de combustão, aproximando as válvulas de admissão e escapamento formando um ângulo num cabeçote de desenho piramidal. 

Giuseppe Merosi, 1872-1956 (alfistas.es)

Este esquema pedia então a montagem de duas árvores de comando separadas, que permitia ainda a abertura e fechamento das válvulas no tempo correto durante o ciclo. Em comparação com a solução usada até então, com as válvulas dispostas verticalmente e alinhadas no cabeçote, Merosi conseguiu um aumento de potência significativo, pois a solução permitia uma maior velocidade de entrada e saída dos gases no cilindro. Isso tudo 100 anos atrás.

Merosi era um gênio das máquinas e motores e seguramente grande parte da tradição da marca Alfa Romeo é devida à sua dedicação, competência e criatividade. Um grande entusiasta, que merece ser citado. Mas essa é uma outra história, voltemos 50 anos no tempo.

Giulia sedã (berlina) de quatro portas de 1962, base pra o cupê GT

Definido o motor, coube à casa Bertone desenvolver o estilo do novo modelo, queria-se um cupê a partir da arquitetura do Giulia quatro-portas tradicional. O duas-portas teria um entre-eixos ligeiramente menor e deveria ter linhas fiéis à tradição Alfa Romeo.

O projeto passa então para as mãos do jovem Giorgetto Giugiaro, que assumia sua primeira grande responsabilidade no famoso centro de estilo desde que tinha sido admitido em 1959. O trabalho era de grande estatura, pois o novo cupê Alfa teria a distinta missão de substituir ninguém menos do que o Giulietta Sprint, que além de um cupê muito difundido tinha sido desenhado por seu mestre e empregador, e além disso era fabricado “em casa” nas instalações de Bertone em Gurgliasco, na região do Piemonte, próximo a Turim, lugar sagrado da indústria e que hoje produz o Maserati Ghibli, agora sob responsabilidade do Grupo Fiat.

Grandes responsabilidades aguardavam o sucessor do Giulieta Sprint

O novo Giulia Sprint GT teria sua fabricação em Arese na tradicional fábrica da Alfa Romeo, próximo a Milão e seu lançamento foi organizado para o Salão de Frankfurt de 1963, onde teve que dividir as atenções de estréia com nada menos que modelos como o Porsche 911 (dispensa apresentações), e Mercedes-Benz 600, o primeiro modelo de passeio da história da marca a ser impulsionado por um motor V-8 com injeção de combustível. Caso você leitor tenha nascido neste ano, saiba que ele carrega uma grande aura entusiasta e foi um ano especial, dos mais importantes para o mundo automobilístico, principalmente na Europa.

Com velocidade máxima se aproximando dos 180 km/h, o Giulia GT tirava o máximo de seu pequeno quatro-cilindros de 103 cv através de um câmbio de cinco marchas, sendo esta a configuração do Sprint fabricado até 1966, em um total de 22.671 exuberantes unidades.

Giulia GTA

Em 1965 surge a versão GTA, idealizada para competir e substituir nas pistas o Giulia Ti Super, que era então penalizada pelo peso de sua carroceria de quatro portas. O GTA vinha com o motor mais potente, de 115 cv e um regime que resultava em 120 kg a menos do que o Giulia Sprint GT. A receita consistia de vidros laterais substituídos por acrílico e aplicação de painéis externos da carroceria em Peraluman 25, uma liga a base de alumínio, zinco e manganês que já havia sido utilizada por Zagato em alguns projetos Alfa anteriores. Como vantagem adicional, o Alfa Romeo Giulia 1600 Sprint GTA era então praticamente à prova de corrosão. A letra A adicionada ao GT é referência a alleggerita, ou seja, aliviada de peso, em tradução livre. Rodas em liga de magnésio fechavam o pacote "vigilantes do peso".

Elegante, mesmo perdendo peso

O motor da versão GTA trazia uma solução de cabeçote especifico com duas velas por cilindro, outro método genial para o aumento da qualidade e eficácia da combustão, utilizado pela casa de Arese. Na versão Grupo 2, preparada pela Autodelta (o departamento de competição da Alfa Romeo criado em 1961 e que se tornaria unidade separada em 1964, a Autodelta SpA), este motor atingia 170 cv.

O Guilia GTA trouxe sucesso nas pistas, muitos títulos italianos, alguns europeus e ainda a vontade da manter a garra alfista muito acessa. Ainda em 1965 surgiriam duas variantes do Giulia que valem seu peso entusiasta, o cupê 1600 Sprint GT Veloce, ou simplesmente GTV, que era basicamente a instalação da mecânica do GTA na carroceria do Sprint GT, sem a redução de peso. Esta idéia reduzia o custo final do modelo, porém entregava um bom desempenho e ostentava o emblema Quadrifogilo (trevo de quatro folhas) Verde na base da coluna do vidro traseiro. Os 13.471 exemplares da Veloce foram rapidamente absorvidos pelo mercado nos quatro anos de produção.

Guilia GTC

Descobrindo a carroceria da Giulia cupê, a Carrozzeria Touring, de Milão, criou um ícone. Sendo um dos últimos trabalhos executados pela empresa milanesa, as 1.000 unidades do Giulia GTC são, além de belíssimas, uma preciosidade para colecionadores. O GTC surge no Salão de Genebra em 1965, em 1966 encerra sua curta existência.

Elegância mesmo fechada

A Carrozeria Touring fecha as portas também nesse ano, porém transformar o Giulia GT em um sedutor conversível não foi seu último trabalho. Antes do seu crepúsculo a Touring desenhou outro mito, o Jensen Interceptor. A marca Touring Superleggera, entretanto, foi preservada e passou de mãos algum tempo depois, sobrevivendo até hoje através de projetos mirabolantes, como o recente conceito Alfa Romeo Disco Volante (disco voador em italiano), exibido no Salão de Genebra de 2012.

Falta alguma coisa?

Mais extravagâncias sairam da Touring, como o Bellagio, uma versão perua do Maserati Quattroporte. Interessante e curioso que os primórdios da Carrozzeria Touring são ligados a Alberto Ascari, pois o seu irmão Vittorio Ascari vendeu a sua Carrozzeria Falco para os fundadores da Touring iniciarem suas atividades a partir da empresa do irmão do famoso piloto, que defendeu brilhantemente a scuderia Ferrari (bicampeão mundial, 1952 e 1953) e que morreu em Monza, em 1955, ao sair apenas para dar uma voltas sem maiores pretensões num Ferrari 750 Monza.

Ascari, Bertone, Giugiaro, personagens de histórias e criações incríveis e até disco voador: deve haver algo de especial na água que os italianos bebem...

Para dirigir ou admirar?

É chegada então a hora de criar o modelo da Giulia cupê de maior sucesso e volume de vendas. Ainda em 1966 nasce o Alfa Giulia 1300 GT Junior. Para aumentar o desempenho de mercado do Giulia foi necessário diminuir a especificação do modelo. A gama passa a contar então com uma versão simplificada e mais econômica. Como um bom prato da cozinha italiana, mais era menos.

Alfa Giulia 1300 GT Junior

Com poucas alterações estéticas, as principais diferenças vinham dentro do cofre do motor. Embora com significativa redução de cilindrada, o 1300 ainda mantinha a fleuma alfista e permitia levar o Junior a 175 km/h. Um total de 92.053 proprietários puderam conferir a nova receita minimalista da Alfa Romeo.

Motor 1750

Diferentemente dos dias de hoje e da nossa realidade local, o dinamismo do mercado na Europa dos anos 1960 era de tirar o fôlego. Já em 1967 a Alfa busca satisfazer os cada vez mais exigentes clientes da marca e decide colocar o motor 1750 do Giuglia sedã ao cupê. Temos então mais um novo produto, e estamos apenas em seu quarto ano de vida. O capô recebe novo desenho e abandona a anterior solução scalino da fresta, que havia sido pensada para melhorar a ventilação do cofre do motor e ajudar no seu arrefecimento.

Sempre elegante, em qualquer ambiente

Em conjunto com a dianteira mais suave chegam também dois faróis auxiliares de longo alcance. Batizado de Giulia 1750 GT Veloce, passa a ser a versão de série de maior velocidade final, 187 km/h. Foi também o modelo destinado a ter uma versão com injeção eletrônica no duto, para o mercado americano, que já possuía exigências quanto ao controle de emissões, onde desembarcaram cerca de 3.000 unidades. As versões para a Europa eram equipadas com dois carburadores horizontais de corpo duplo, uma maravilha tecnológica e um pesadelo para os mecânicos. Cerca de 45.000 destas foram fabricadas.

Interior do Alfa Romeo Giulia Coupé 1750 GT

Uma revisão do interior acompanhou a nova versão. Os instrumentos do painel foram alterados, agora centralizados por dois grandes elementos circulares, o velocímetro e o conta-giros. Aproveitou-se também para melhorar a habitabilidade nos bancos traseiros, que se aproveitando de um novo formato passavam a acomodar dois adultos de média estatura. É desta geração que deriva também o GTAm, campeoníssimo nas pistas.

Alfa GTA 1300

Um novo Alfa GTA 1300 seria apresentado em meados de 1968, trazendo notáveis inovações mecânicas em relação ao 1300 GT Junior, com novas dimensões de diâmetro dos cilindros e de curso dos pistões e passado também a usar o sistema de ignição de duas velas por cilindro. Materiais leves foram aplicados em muitas partes da carroceria. Para a homologação no Grupo 2, um total de 493 unidades são produzidas.

Alfa GTA 1300, homologado para as pistas

Prática em desuso nos tempos atuais, a Alfa Romeo insistia em oferecer aos seus clientes produtos adequados aos seus desejos e necessidades. A possibilidade de competir com um modelo vencedor, voltado para as categorias de acesso, foi a premissa para trazer à vida o GTA 1300, que oferecia o melhor do desempenho sem a necessidade de grande investimento em modelos de cilindrada maior, mais pesados e complexos.

Finesse era a palavra de ordem. As modificações no motor 1.290-cm³ que passou a superquadrado (78 x 67,5 mm) o deixaram muito elástico e capaz de atingir potência máxima de 96 cv a 6.000 rpm. Esta era a competência que vinha de fábrica, mas a Autodelta conseguia aumentar essa potência (lembrando que estamos no patamar de 1.300 cm³) para até 165 cv a 8.400 rpm (lembrando que estamos em 1968). A alimentação continuava por dois carburadores de corpo duplo, só que maiores.

Elegância, mesmo com pressa

Já de série o Alfa GTA 1300 trazia soluções para redução de peso, com a utilização de acrílico, maçaneta das portas simplificada com alça em alumínio e ainda mantinha as boas características do Giulia original, como o câmbio de cinco marchas (presente em todos os modelos da plataforma e desde o início da produção do Giulia sedã), freios a disco nas quatro rodas, permitindo uma frenagem muito equilibrada e eficaz. Ainda da versão “civil” o GTA herdava a ótima dirigibilidade, principalmente em curvas de alta velocidade, com grande precisão da direção.


Receita simples e vencedora, o GTA Junior


Como os outros modelos, o Alfa Romeo Giulia Coupé 1300 GTA Junior tinha pouco mais de 4 metros de comprimento (4.080 mm), 1.580 mm de largura e — muito saudosos — 1.310 mm de altura, com entreeixo de 2.350 mm, e pesava apenas 790 kg. Claro, tração traseira e pneus 165HR14; nada além disso era necessário.

Novas mudanças alcançaram posteriormente o GTA Junior de 1971, inclusive a adoção de um novo comando hidráulico de embreagem e barra estabilizadora na traseira. O Junior, porém, manteve os dois faróis apenas. Também em 1971 um pequeno redesenho do interior chega ao modelo 1750.

Tem Veloce no nome, mas não precisava

O 2000 GT Veloce era a definitiva configuração para os entusiastas da marca. Feito com o esmero que a evolução do modelo permitia em seus oito anos de melhorias e desenvolvimento, a versão 2000 GT chegava para deixar sua marca indelével na história dos apaixonados por máquinas e motores. O máximo da evolução da plataforma do Guilia GT, a cilindrada agora de 1.962 cm³ transformou a bela em uma fera. Difícil de domar como um verdadeiro puro-sangue, alcançava uma velocidade máxima de 198 km/h. Mais um ajuste no desenho dos faróis e nova grade dianteira bastaram para transformar o formoso Giulia cupê em um modelo único, e ainda um verdadeiro esportivo.

Alfa Giulia 1750 GT  exposto na Bienal do Automóvel em Belo Horizonte

O epílogo desta saga começa com a nova denominação dos modelos 1300 e 1600, chamados igualmente de Junior a partir de 1972. Em 1974 as versões Junior incorporam todas as melhorias que já participavam do 2000 GT Veloce, ficando então as diferenças a partir daí restrita às três diferentes motorizações.

Clubes como o ARCMG ajudam a preservar o modelo (www.arcmg.com.br)

Mantendo a mesma formosura desde o início, o Giulia não sentiu o peso dos anos, mas a produção do modelo chegava ao seu final. Com o carro sendo ainda fiel ao seu conceito de origem, imponente e com prestígio, decide-se encerrar sua produção em 1976. Instantaneamente, a impossibilidade de adquirir um modelo novo aumenta ainda mais o desejo de possuí-lo. Os treze anos de estrada só o fizeram mais maduro, mais forte e mais idolatrado.

Proposta do AUTOentusiastas para um Alfa Giulia GT 2014

O desenho acima é do meu amigo Matheus Mari, a sua visão de um hipotético novo Alfa Giulia GT e que eu e o AUTOentusiastas abraçamos.

Há 50 anos iniciava-se uma saga de pouco mais de uma década, uma variante de um modelo original, o cupê de um sedã que pretendeu ser maior do que seus antecessores e quis deixar uma nota na história, recheada de charme e velocidade.

O Alfa Romeo Giulia GT é a estrela maior de uma cena completa

Algumas formas são perfeitas, e nada mais singular que dar o nome de uma mulher a uma forma perfeita. Giulia ela se chama, e se pudesse falar, responderia ao nosso primeiro encontro com uma frase simples e cheia de significado, bem fiel ao seu estilo, dizendo:

“Sou Giulia, muito prazer em conhecê-lo”.


FM

19 comentários :

  1. Motor de 1.300cc e 165 cvs??!!!!
    Na Alfa Romeo os cabras sabiam das coisas....
    Jorjao

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  2. Guarda uma certa semelhança com o Brasinca Uirapuru.

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    1. O Uirapuru é um clássico nacional...
      Mas nao acho parecido com os Alfas e sim com o Jessen Interceptor.
      Aliás, dizem que o desenho do Jenssen se "inspirou/copiou" o do brazuca Uirapuru..
      Vai saber....

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  3. Felipe Madeira
    Meu pai dizia que "quem gosta de Alfa Romeo é porque entende de carro".
    Lendo seu post tenho certeza que ele estava certíssimo!
    Acho que esses carros tinham uma elegância de realeza, aliado a um viés esportivo inacreditável.
    Esportividade talhada em inúmeras vitórias em pista, nas mais variadas categorias. Lembrando que a gloriosa Ferrari nasceu dentro da Alfa Romeo....
    Poucas marcas tem essa "aura". Pena que a Fiat faça tanta força para estragar tudo isso!

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  4. Eu adoro esse carro! Acho tudo extremamente proporcional, equilibrado e bem resolvido nele. E simples, sem firulas.
    Lindo carro, realmente!

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  5. Atemporal.
    Indefectível.
    Este é :"O Carro".
    Os outros, nunca o serão.

    D. Serafini

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  6. Felipe,

    Há tempos esperava uma postagem exclusiva desse carro, que considero um dos Alfas mais bem resolvido de todos os tempos. Em qualquer das versões, por que precisaríamos mais do que isso num carro? Continua lindo, proporcional, de bom desempenho e utilização! Bela matéria!

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  7. Ah os pequenos e leves carros de motor dianteiro e tração traseira como hoje não se fazem mais...(salvo por modelos fora de série de valores estratosféricos). Um primor este Alfa Giulia, belíssimo design, belíssimo conjunto, bellissima macchina.

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  8. Rafael Ribeiro07/12/13 19:55

    Excelente post, com um dos melhores carros de uma das marcas mais entusiasta de todos os tempos. Sempre que vejo fotos dos Giulia, admiro não só seu design exterior, mas o interior é que me fascina! O painel de instrumentos, principalmente, é a essência do que considero belo, funcional, elegante e esportivo, tudo isso em doses cavalares.

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    1. Rafael, obrigado pelo seu comentário! Realmente tudo parece belo e funcional na Giulia GT, sem perder a esportividade.

      Continue lendo AUTOentusiastas!!

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  9. Parabéns pelo texto, meu caro!

    Saudades da minha última Alfa Romeo Ti... em excelente estado, absolutamente reformada e 100% original, que a vendi por uma dessas ofertas irrecusáveis das quais nos arrependemos poucos meses depois...

    Excelentes carros!

    Leo-RJ

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    1. Leo, obrigado! Um admirador de Alfas disse certa vez que este é um carro que não se vende, só se compra. Ou você compra uma ou alguém compra a sua. Se você passou para frente sua Ti é porque achou o comprador certo. Então não se arrependa, procure outra.

      Super Abraço!

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    2. Valeu!! :)

      Leo-RJ

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  10. Parabéns pelo seu artigo, veículo(s) maravilhoso(s)
    Só queria fazer um comentário, o primeiro DOHC, no qual Merosi se inspirou para sua Alfa GP, creio que foi o da Peugeot, em 1912.
    Abraço

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    1. Valeu Achille, não conheço a história do Peugeot de comando duplo, mas irei investigar.

      Abraço!

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  11. Muito bom Felipe, e fico feliz que nossa exposição tenha contribuído com o seu bel o texto.

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  12. Belíssimo texto, Felipe. Bravo! (bis). Aplaudo-te de pé!
    Eu já gostava deste modelo, mas a leitura fez uma forte paixão despertar de sono profundo. Apaixonei-me pela história da Giulia. Incrível como tantos anos foram pouco para esse modelo, que em minha opinião é um dos coupés antigos e clássicos mais bonitos da história automotiva. De cuja beleza das linhas exteriores se estende ao interior e que ganha força com o romântico cuore debaixo do capô.

    Melhor que vê-la em fotos seria vê-la ao vivo e passear com ela. Agora me bateu uma grande inveja (branca) do Arnaldo Keller e seu passeio com uma delas no projeto Speedmasters. Outra lamentação é que elas são raríssimas no Brasil.

    O site AE está de parabéns por reunir um elenco tão talentoso de escritores.

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  13. Ah... se esse preço fosse em reais... e não tão longe!

    http://castelobranco-castelobranco-castelobranco.olx.pt/alfa-romeo-gt-bertone-iid-445761489

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  14. Felipe, por mim poderiam ter continuado a fabricá-lo igualzinho até hoje, só aprimorando 0 ar-condicionado, que ele chegou a ter de fábrica, e detalhezinhos aqui e ali. Poderia seguir como era, que continuaria a ter compradores, sim. Tipo Morgan, tipo moto Triumph Bonneville, tipo isqueiro Zippo, veleiro Laser, Rolex GMT Master, tudo igual. Certas coisas não precisam mudar.

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