FUI ILUDIDO (QUE BOM), AGORA É TARDE (ANTES TARDE DO QUE NUNCA!)

O Marea 2,4 ELX 2002

 Para matar as saudades dos meus leitores! Historinha de como fui me meter nessa de Fiats e Alfas.

Por culpa do meu amigo Alexandre Cruvinel, temos aqui uma Elba 1996 1.5 i.e. em casa, com a qual rodamos 311 mil km sem sequer tirar o cabeçote fora. Funciona bem ainda, mesmo que já queimando um pouco de óleo. Como funciona, não mexo.Ou seja, um carro invisível, que serve sempre a todos muito bem, sem despesas, sem crises e sempre numa boa. Requer quase nenhuma manutenção e é até um carro bem decente de se usar. Uma boa experiência nos anima a outras no mesmo gênero.

Tempos depois dela, a excelente experiência com ela me levou a pegar um Marea 2.4 ELX 2002 de um amigo de Belo Horizonte, que estava mesmo querendo vender o carro. Numa viagem que ele  fez a Brasília, o motor fundiu e ele me vendeu no estado, já que em teoria eu poderia consertar ele e ainda ficar com o carro num preço razoável. Como eu achava que o Marea 2,4 deveria ser um carro legal, resolvo encarar. No fim o custo ficou meio empatado, mas como ficou bom pra ambos, e o carro ainda ficou com um motor zero-km, diria que valeu bem a pena.

Mas vamos na ordem em que as coisas aconteceram. Primeiro, levei o Marea para oficina de um amigo e desmontamos para ver o que tinha rolado. Na desmontagem, primeira observação importante: o cárter estava sem óleo. Ou tinha vazado todo, ou tinha sido consumido. Sem vazamentos aparentes, ficamos com a hipótese do consumo, com um agravante: uma semana antes da viagem, ele tinha feito uma boa revisão nele e tinha trocado óleo e filtro. No decorrer da desmontagem achamos boa quantidade de óleo no escapamento, indicando mesmo consumo de lubrificante.

Aparentemente teve um superaquecimento em algum momento da vida dele e os três cilindros do meio agarraram e ficaram com marcas que facilitavam consumo de óleo. Bem, o motivo foi definitivamente achado e o diagnóstico foi feito.

Na retifica, conseguimos ainda retificar e salvar o virabequim, uma biela apenas bateu e foi trocada por outra nova comprada na Fiat mesmo e os pistões que, eram standard foram trocados por outros Mahle Metal Leve, também standard, só que como os novos vêm com uma camada de teflon na saia, eles acabam sendo algo próximo a 6 centésimos de milímetro maiores que os que estavam originais neles, sem teflon. Apenas um brunimento para corrigir a folga aos valores desejados aos novos pistões e boa. O bloco e os pistões originais estavam com coisa de 6 a 7 centésimos de milímetro de folga, que eu considerei excelentes para um motor com 85 mil km rodados. 

O motor do Marea

Aqui uns comentários econômicos: os pistões custaram MUITO, R$ 1.700 reais com os anéis. Os anéis são os mesmos que os originais. Aqui um parêntese: os originais têm o anel raspador único, de uma peça só com uma mola expansora interna. Censurável. Desenho a muito ultrapassado, por facilitar consumo de óleo em rotações baixas e  necessita de verificação e eventual ajuste de folga entre pontas como os demais anéis superiores. O pistão é muito bom, superlativo, muito bem-feito, mas os anéis poderiam ser do tipo mais moderno. Não desabona por ser padrão original, mas eu ainda prefiro os outros de três peças no anel de óleo.

As juntas originais são incompráveis, o jogo valia coisa de surreais mil e muitos reais. Tem jogos paralelos por coisa de 1/5 do valor. Mas não se engane, compre o jogo paralelo que em todas as juntas menos uma presta, mas a que não presta em todos os paralelos é exatamente a do cabeçote, que se compra na Fiat para motores de 4 ou 5 cilindros, Fiats ou Alfas por míseros 200 reais, ou menos se para 4 cilindros. As paralelas duram no máximo uns 50 mil km e queimam, resultando num belo prejuízo. Claro, ninguém me ensinou isso, aprendi da forma mais cruel, por sorte foi só a junta, não perdi nada além disso.Outra dica boa é procurar vedadores marca Corteco, muito mais baratos que os originais, mas que são de boa qualidade.
Outra dica legal aqui: a junta do cabeçote do Marea 4-cilindros 1.8 16V, que é a mesma do Brava HGT 1,8, serve nos nossos Alfa Romeo145/155 e 156. Na autorizada não tem o mesmo número de peça, mas cabe.



Claro, sei porque o meu 156 usa uma.Mas voltando ao Marea, uma coisa que me surpreendeu foi a quantidade de comentários tipo:
— Vai retificar o virabrequim? Vai bater, já era, não dá retifica. Este virabrequim não pode ser refeito ou retificado. 
— Vai usar pistão de AP? O pino é igual, pode pôr.
— Vai usar bronzina de quê? A dele é muito cara.
— Vai apertar o cabeçote como, com aquela besteira de graus? Um amigo que trabalha numa oficina lá não sei onde, depois de onde judas perdeu as botas, disse que sabe com quantos kgf·m tem que apertar, igual a motor comum.

Juntando todos eles, entendi que os motores quebram e não funcionam, não exatamente por serem ruins, mas por culpa única e exclusiva de quem os monta mal. 

Outra que ouvi muito foi sobre a falta de qualidade das bronzinas de reposição Frontier e Best, que se consegue comprar por aí. Verifiquei todas, não apresentam inicialmente nada que as desabonasse. O controle dimensional delas é bom. Têm alma de aço, com uma boa camada de metal sinterizado por cima, dando uma impressão inicial favorável. Como não tinha muito como escolher algo diferente, usei elas. Resultado? Mais uma escolha acertada, nenhum problema aqui também.

Hoje o Marea está com 160 mil km, não fundiu, não bateu de novo, não consome nada de óleo, não dá problemas. Única coisa a reclamar é que tem uma quantidade enorme de mangueiras que evidentemente poderiam ter sido racionalizadas e que são um ponto fraco no sistema. Os nossos queridos Alfas seguem a mesma rota, tendo apenas uma peça a menos que não existe nos 4 e tem nos 5-cilindros. Neste ponto vale trocar qualquer uma que não esteja em bom estado, e usar sempre aditivo.

Bem, depois disso, já não tinha nenhum problema com Fiats por conta da Elba e com o Marea tinha agora motivo de real simpatia, porque o carro é muito muito legal de forma geral, excelente desempenho e um consumo muito legal pelo que ele oferece. No geral, um carro muito bacana e prazeroso de dirigir. Mas uma coisa que chama a atenção é a quantidade de boa engenharia que tem no motor. Claro, é uma evolução direta dos outros motores Fiat mais antigos que conhecemos bem, mas muito mais racional, bielas mais leves, distância entre cilindros menores, os parafusos do cabeçote não deformam os cilindros no aperto, para maior estabilidade os cilindros são siameses, em um único bloco, e o cabeçote bem elaborado, com dutos bem interessantes para desempenho.

E o cuidado extremo com o balanceamento, fazendo que o motor seja absolutamente liso e sem vibrações desnecessárias e incomodas.

Já escrevi aqui em outros posts que uso muito o serviço de uma oficina aqui em Sobradinho (DF), que me ajuda num monte nas minhas coisas automobilísticas, na medida em que o meu tempo disponível nunca é suficiente para tudo que tenho que fazer. E às vezes me pedem uma dica ou outra, ajuda nas coisas deles na oficina e acabo sendo uma figura comum por lá. Muita gente me vê e me conhece de lá. E acabei também fazendo amizade com um cara muito gente fina, que tinha dois Fiat Coupé maravilhosos e um 156 bacana, que tinha apenas uma coisa que eu não gostava, estava envelopado de preto fosco.

Um dia acabei recebendo uns trocados que uns carinhas me deviam e a grana estava meio que de boba no bolso. Ao chegar na oficina o amigo perguntou se eu já tinha visto o 156 repintado na cor original, sem o envelopamento. Na hora senti aquela sensação que ia dar zebra. Deu zebra. Que bom!

O 156 sem o envelopamento

O 156 sempre foi um carro que povoou minhas fantasias automobilísticas, embora eu nunca tivesse guiado um.  Eu sabia que era legal, mas nunca tinha sequer andado no carro. Mesmo assim, apalavrei que ia comprar o carro em duas semanas porque tinha um rolo a resolver antes. Acertamos preço etc. e tal e fomos embora. No outro fim de semana, ao chegar na oficina, vi o 156 quebrado de verdade. Uma biela tinha saído para ver como a vida estava aqui fora. Fim de jogo para o motor. 

Liguei imediatamente para o amigo dizendo que caso ele quisesse vender ele no estado, eu compraria, especialmente depois de fazer um acordo financeiro que o preservasse, que o interesse não era aproveitar a quebra como desculpas para propostas ridículas. Chegamos a um bom acordo e eu comprei o carro. 

Claro, a situação toda na hora me lembrou como eu acabei comprando o Marea para minha esposa, e a experiência boa que tive com o 2,4 me encorajou a encarar este desafio. O amigo fez o favor de me apresentar a dois outros amigos, pai e filho, ambos entusiastas no último grau, apaixonados por Fiats e Alfas, que tinham comprado um 155 Super baixado de leilão e que poderiam, caso eu assim quisesse, me vender um motor completo de 155 para ser refeito e com nota fiscal. Era perfeito, a fome e a vontade de comer. Voltei ao local deles de Ram V-10, para que a coisa começasse de forma correta, e trouxe o coração novo do 156 pra casa.

Ao desmontá-lo, estava bem usado, mas em excelente estado.

Como não consegui pistões Mahle Metal Leve sobremedida 0,4 mm, optei por outros Suloy com anéis, e bronzinas importadas marca Best, no caso para Marea 1,8 e Brava HGT, que juntas na loja Auto Guias custaram pouco mais de 700 reais, junto com um joguinho de juntas paralelo de marca nova, Bastos.

Vale comentar que estes pistões Suloy vêm com anéis de óleo comuns, de três peças, com duas peças de aço e uma mola central espaçadora. Tudo o que eu sonhava. Começamos bem. 

Já tarimbado com o Marea, comprei junta de cabeçote original Fiat para HGT, já que não consegui a do Alfa original, verifiquei e vi que não tinham nenhuma interferência, e montei tudo.

Ao desmontar o motor morto do 156, que tinha 180 mil km rodados, algumas observações MUITO importantes: o motor morreu por falha de lubrificação. Mas antes de culpar a bomba, fomos verificar tudo e ver onde estava o problema. Achamos folga excessiva nas árvores balanceadoras. Elas estavam em uso, com a correia e devidamente sincronizadas, mas mesmo assim os rolamentos já bem gastos e com alguma folga. E o fato de estarem roçando bem no ferro do bloco e com um desgaste de quase 0,10 mm num ponto específico da superfície de contato, fazia a fuga de óleo que levou ao acidente fatal. 

O motor tirado do 155 que deveria ter algo próximo de 150 mil km estava sem a correia, mas não tinha folga nas árvores, ambos no caso com os rolamentos danificados. Os rolamentos custam 10 reais em boas casas de rolamentos, baratos demais para não trocar, mas com o sério inconveniente de que exigem a retirada do motor do veículo para serem trocados, já que as árvores somente podem ser retiradas pela parte de trás do motor.




Hoje o 156 está vivo, rodando feliz e satisfeito, sendo devidamente debulhado, com as marchas esticadas sem nenhuma frescura até o limite de giros permitido, sem vibração, sem barulho, sem crise, numa boa, me proporcionando a satisfação de usar bem um carro muito bacana.

Só que o processo todo durou uns 4 meses. Eu fiz questão absoluta de ir à retífica bisbilhotar tudo, usinar algumas peças, fazer meu serviço lá ao lado deles e ver tudo acontecer. Esta retífica, no meu modesto entendimento a melhor de Brasília, é a Retífica Mineira, no SOF Sul. Como já fiz em vezes anteriores, digo claramente que sem a competência e sem a dedicação e paciência de todos por lá, o sucesso não teria sido atingido.

Nesses quatro meses quase que eu tive crise de abstinência de Alfa, mesmo sem nunca ter tido uma. Ou seja, saudade de algo que nunca tive. Aí, de novo numa visita para catar cacos de Alfa na casa dos amigos pai e filho, acabei ouvindo algo que me perturbou mais ainda: alguém estava vendendo um 145 em Valparaíso, uma cidade do entorno do DF que eu conheço mais ou menos bem. Claro, fui esperando encontrar um escombro. Caí do burro legal. E de novo, deu zebra!


O carro estava em muito bom estado. Faltavam uma saia lateral, as belas rodas originais tinham sido trocadas por outras mas o carro era um QF, vermelho com bancos de couro, tudo ainda original exceto as rodas e o motor tinha um forte barulho. Batia de verdade. Quase sem acreditar no que via e ouvia, comprei o carro. Levei-o para o Detran, transferi-o do Estado que estava e de lá pra oficina que uso sempre, Nilson Auto Suspensão, onde comprei o 156 e mandei retirar e desmontar o motor. Trouxe o motor pra casa, de novo de Ram V-10 e o desmontei e examinei meticulosamente. Depois levei para a retífica, onde boa parte do serviço já foi feito.

Neste ponto, vale lembrar que dos despojos do 156 sobraram um cabeçote completo, um virabrequim bom de medida, o dele original no caso, que teve apenas um colo de biela avariado mas possível de ser reparado, e três bielas boas.

Na desmontagem, vimos o pior: uma biela morta, o virabrequim foi pro saco, saiu de medida com força, e uma das árvores de balanceamento estava fora de medida, gasta coisa de 0,10 mm no ponto de maior contato com o bloco e o bloco tinha sido usinado e recebido uma bucha para ajustar o balanceador, bucha esta que não agüentou o tranco e pulou fora do alojamento.

Este sim um problema sério: o balanceador gira apoiado em dois rolamentos, um em cada extremidade, mas no meio é ferro com ferro, não deve haver contato, o filme de lubrificante deve ser suficiente para evitar atrito, mas sempre, especialmente quando os rolamentos pedem as contas, um roça no outro e a árvore acaba sofrendo mais. Se a folga aumenta muito, o lubrificante sai com facilidade a pressão de óleo cai e o motor funde.

Como o alojamento da bucha estava impecavelmente bem-feito, só restou uma opção: catei uma biela de MWM, serrei o pé dela fora, que tem um furo de 36 mm, retifiquei o balanceador no mancal central para 36,10 mm, torneei o pé da biela para ele ficar como uma bucha cilíndrica. Fazendo como uma camisa, esquentei até 260 °C, desci a camisa sobre a árvore e, pronto, depois de retificar a parte externa da camisa para 39,94 mm, tenho agora um balanceador novo. E com a folga de montagem correta para o bloco que foi usinado para receber a bucha que falhou, mas que pode ter o balanceador com a folga correta e rolamentos novos montados de volta, sem riscos de ter fuga excessiva de lubrificante e sem mais riscos ao motor.

Vale comentar que usei a biela apenas por comodidade. É feita de um aço bem legal, tem dureza boa e compatível com a da árvore balanceadora, pode por sua própria natureza ser montada sobre ela com interferência. E pelo material dela ser de alta tenacidade, não corro o risco de que ele afrouxe e ceda como a bucha que colocaram lá cedeu.

As peças já foram compradas, devo montar ele ainda nesta próxima semana e torço para ter o brinquedinho novo aqui em casa na virada do ano. Quando concluir toda a fanfarra, devo mandar outro post dele pronto. 

E assim o ogro horroroso troglodita que só quer saber de baixaria americana com 8 cilindros está passeando sem o menor pudor de Alfa legalzinho por aí como se fosse a coisa mais normal do mundo.

É, o mundo está perdido mesmo.....

AG

74 comentários :

  1. Alexandre, imagine como me divirto com seus posts! Aqui em casa tem um Marea 2.4, uma 156 Sportwagon V6 e um Galant VR! Pensa numa família que gosta de tranqueiras divertidas... Continue nos escrevendo essas histórias!

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  2. Alexandre, demorou para postar as fotos. O relato ficou bem legal, mas com as fotos ficaria melhor.
    Abraço

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    1. Melhor agora.... essa 145 por 5 mil foi um achado mesmo

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  3. Eu gostei. Mas pelo que vejo carro italiano é pra quem tem um Mecânico de verdade!

    McQueen

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    1. Concordo. Vou apanhar aqui, mas acho que esses carros são "divas" que precisam de uma entourage de mecânicos, retíficas, sorte e muito tempo e dinheiro do dono para rodar lisinho. Nada que um 2.2 16V GM dessa época não entregue sem metade dessas panes todas. Pronto Falei...
      Douglas

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    2. No que que dirigir um fivetech, verá como não há como comparar os dois motores.

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    3. Não tem pane nenhuma. Como foi dito no proprio artigo, o problema é que na hora dos cuidados necessarios ou na manutenção não é como outros carros. Mas de resistencia não há nenhum problema, pelo contrario, como o proprio autor disse na materia que o marea já rodou 160 mil km sem nenhum problema.
      O problema é o mesmo dos carros atuais e a formação de borra... nego que tem motores antigos, de concepção antiga, não estarão acostumados a fazer as trocas de oleo periodicas necessarias.
      A mesma coisa é um alfa e em menor caso nos fiats, tem suas particularidades, mas mecanicos simplesmente a ignoram.
      Por exemplo, bato o pé na hora da troca de oleo dos meus fiats, principalmente o de cambio, porque a caixa de cambio usa um oleo muito diferente dos outros carros.

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    4. Sem desmerecer os Gm que são muito legais, mas não há compraração, maçãs e laranjas.
      O C20XE que conheço bem por ter guiado um bocado, é muito legal, muito liso, muito bom, mas não é como o fivetech. Não vejo como comparar ambos.

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    5. Acho que dá para comparar hoje como dava na época que eu tinha um Vectra e meu cunhado um Marea. Viajávamos juntos e era um sufoco acompanhar o Marea na estrada, mas quando chegávamos no destino ele se queixava de estar ouvido um barulhinho estranho que não tinha antes do trecho e coisas do tipo. Por uns dois anos foi isso, eu só trocando óleo e filtros e ele abrindo motor e ficando sócio de oficina. Sempre cuidamos bem dos carros e eram de donos cuidadosos antes. No uso os carros eram semelhantes sim, dirigi o marea dele e gostei mas nada espetacular a ponto de me fazer trocar. Depois eu fui para o Duratec da Ford e fiquei muito satisfeito. Desculpem a franqueza, mas é minha opinião. Abraços. Douglas.

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  4. Aléssio Marinho15/12/13 23:25

    De Arese, saem coisas apaixonantes e inebriantes. Em último grau.

    AG, só alguém como você pra ressuscitar esses defuntos e ainda deixá-los melhor que antes!

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    1. Aléssio,

      Contando com a ajuda de tantos amigos fica bem fácil não é mesmo? Não consigo achar sinceramente que o merito seja unico e exclusivo meu. É um longo processo com muitos, importantes e indispensaveis atores no caminho.

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  5. AG nos motores free 5 cilindros pode sempre usar a junta do Marea Turbo, que é de aço e tem uma durabilidade bem maior que as convencionais, sem necessidade de adaptação.

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  6. Sou um feliz proprietário de um Marea 2.4 ELX 2000/2001 (cinza vinci), desde 2007. Comprei com 75 mil km e hoje está com 112 mil km rodados. Foi meu carro de uso diário por vários anos. Hoje, para trabalhar uso um punto 1.4 ELX 09/10.

    Atualmente, o "Lord Aspiradão", como é carinhosamente chamado por mim, tem o seu merecido descanso. Ando com ele uma vez a por mês, para dar uma lavada e calibrar os pneus. É um carro sensacional! Em 2007 paguei R$ 21.900,00 por ele. Hoje, deve valer com sorte uns R$ 12.000,00. Porém, ao contrário do que muitos pensam, carro não é investimento. Comprei sabendo disso e de todos os pontos fracos do carro. Sou um homem que gosta de compromissos, logo, comprei ele junto com o par de alianças e me casei com a nave. :D

    Não existe nada que se compare ao "Lord", levando-se em conta o valor de compra, câmbio manual e um grande motor. Não consigo me lembrar de nenhum outro carro, vendido hoje em dia, que tenha um valor relativamente acessível, um motor maior que 2 litros e câmbio manual.

    Para aqueles que insistentemente me "aconselham" a vender o carro, apenas digo:
    "Mais vale um gosto que um tostão no bolso" e "Não vale nada, mas também não está à venda" :D

    Meu projeto agora é deixar o tempo trabalhar e em 2030 pegar a placa preta.

    Para quem é de Brasília (plano piloto) e ainda não tem um mecânico de confiança, recomendo a Mecânica Raí. Fica na 904/905 norte, ao lado do colégio militar de brasília. Estou com eles desde a compra do veículo (2007). Naquela época, enquanto muitas oficinais ditas especializadas cobravam R$ 1.000,00 reais para trocar a correia dentada (mito de "descer o motor"), o Raí me cobrou R$ 200,00 para trocar a correia (mão-de-obra) e desmistificou todo o processo. Colocou o carro usando todas as ferramentes de fasagem próprias para o motor. Um mecânico de mão cheia, para ele não existe esse lance de carro-bomba. :D

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    1. Boa não conhecia este mecânico, desde meados dos anos 2000 eu sonhava com um Marea Turbo que por sinal tem um espaço decente para trocar a correia sem precisar fazer malabarismos com o motor já que o câmbio é um pouco menor.

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  7. Pessoal,

    Legal que gostaram, obrigado!
    Sobre precisar de mecanico de verdade, acho que o problema é que ou temos muitas pessoas fazendo apenas pelo vil metal, sem paixão, sem conhecimento, sem vontade. Como eu sarcasticamente costumo dizer, se até eu consegui fazer, nem deve ser muito dificil mesmo, não é verdade? E de primeira, sem muito sofrimento, sem muita guerra.

    Hugo,

    Sobre a junta metalica, um detalhe importante dela que eu ouvi de um cara que manja muito mais disso que eu, é que ela pode ser inclusive usada como um recurso extra para permitir o uso de um cabeçote que já esteja no limite de rebaixamento, sem que isso traga maiores problemas. Eu nunca tive uma junta dessas em mãos, mas assim que conseguir, verificarei.
    E nesta semana ainda devo mandar um tutorial de como fazer o procedimento que descrevi como forma de salvar um motor com folga no alojamento do balanceador, sei que isso é um problema recorrente em motores tanto 2.0 dos tipos 16V como nos 2.0 dos alfas. Aguarde!

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    1. AG, agrdeceria demais se vc colocasse esse procedimento...
      Sou proprietário de uma 155 2.0 16V TS, e já estou com sintomas parecidos, além da clássica batida do variador de fase. Aliás, por acaso vc não teve nenhum problema com essa peça nos seus?
      Parabéns pelo post, sensacional!!!
      Abs!

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    2. AG, vale muito a pena a junta metálica. Já vi gente usando-a inclusive nos motores 4 cilindros porém com a eliminação cuidadosa de parte dela, de forma a não prejudicar a vedação. Eu prefiro não arriscar, mas sei que nos 5 cilindros é "regra" usar a junta metálica do MT original, que cara, é sensacional a qualidade. Você comentou da questão do cabeçote já no limite, nesse caso nunca vi, mas já vi desmontarem a junta (que é feita de 3 "fatias") e montar com apenas duas fatias, de forma a ganhar um pouco na taxa de compressão sem mexer na altura do cabeçote. Mas como te disse, prefiro as coisas da forma original, então nunca me aventurei nesse tipo de adaptação. Por sinal, tenho um MT em casa, carro sensacional, tenho certa vontade de comprar um Alfa 156 para adaptar o motor do MT nele, deve ficar o cão.

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    3. Marcio,

      Não conclui tudo ainda, e de quebra ainda achei um rolamento de rolos cilindricos, o popularmente chamado rolamento de agulhas que tem tamanho adequado a montagem no bloco dos TS, mas requer usinagem. Custa a fortuna ultrajante de 20 reais. Mas veja, precisa usinar as arvores de balanceamento bem como alargar o alojamento do bloco.
      Como a experimentação é preciosa, vou concluir primeiro a montagem com a arvore encamisada com o pedaço do pé da biela, testar e detalhar tudo aqui. Feito isto, farei um outro bloco com os rolamentos nas 2 arvores e mais umas outras maldades e evidentemente repasso aqui tb.

      Hugo,
      Esta da junta metalica vou investigar mais antes de falar a respeito. Sobre o fivetech no 156 sim, é possivel, apenas trabalhoso. Vale lembrar que o perfeito seria copiar o perfil dos comandos do TS no 2.4, seguindo a isso uma customização na central de injeção, assim replicariamos no 2.4 o comportamento encardido do TS nele.

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  8. Tenho vontade de pegar uma dessas "tranqueiras", mas após um longo período pensando comprei um Vectra C ainda em 2011 0km.
    Por ironia do destino, ontem a noite o carro considerado robusto e barato de manter deu um problema no câmbio automático. É o segundo defeito apresentado em 2 anos e meio (o primeiro foi o radiador com vazamento) e 17 mil km.
    A minha sorte é que a garantia acaba dentro de 5 meses.

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  9. Alexandre, um belo post de final de noite!

    Falando em mecanicos...O que mata é que a maioria dos mecanicos/retificas não sabem montar decentemente um motor! Os mecanicos hoje em dia são leitores de scaner e montador de motor em retifica, muitas vezes é juntador de peça, não sabe sequer o que está fazendo.

    Tá cada dia mais dificil achar um mecanico com capacidade de montar um motor usando torquimetro, relógio comparador, etc.

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    1. Não é que não saibam. Alguns até sabem. O problema é que o mercado nunca está disposto a pagar pelo serviço o que ele realmente vale. Então como a mão de obra fica muito cara, tudo passa a ser feito "nas coxas" justamente para economizar tempo.

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    2. Exatamente isso, anônimo 08:58. É como sempre digo: cada mercado tem o serviço/produto que merece. E está formado o círculo vicioso.

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    3. Exato, se a maioria é mediocre a culpa é do consumidor final que não quer pagar o que o profissional vale. Mole, eu quero um mecanico trilingue, que fale portugues, ingles e italiano, que manje tudo de usinagem de peças, de adaptações, de historia do mundo automotivo, que seja um grande internauta para poder se informar sobre tudo e sempre ter respostas prontas a todos os problemas, que tenha toda infraestrutura necessaria, local, espaço e ferramentas e de quebra ainda faça tudo de graça porque ama o que faz e eu não preciso gastar com ele. Lindo isso né???

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    4. Interessante ler isso. De fato, essa característica de leitor de scanner tá ficando bem comum. Tão comum de se achar que é normal, prático e infalível. Pelo que acompanhei em um breve curso sobre Injeção Eletrônica, não se pode confiar cegamente no Scanner. O instrumento que dá informações certas chama-se Multímetro.

      Certa vez, acompanhei um serviço no carro da família, que andava apresentando alto consumo de combustível, em uma oficina de certo renome. O mecânico encarregado plugou o scanner, detectou erro de sonda lambda, limpou o código de erro na ECU e já foi trocando a peça. Não pegou uma vez sequer num multímetro. Fiquei na minha, só observando durante o pouco tempo que estive lá. Resultado: uma ou duas semanas depois, o problema volta a persistir. O carro voltou a oficina para sanar o problema, coberto (em parte) pela garantia do serviço.

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  10. Eu sou fã dos Brava/Marea(e seus irmãos Alfas), veículos modernos e de 1º mundo, q a Fiat trouxe para o Brasil para sofrer na mão dos mecânicos e curiosos despreparados...
    Mulher gostosa custa caro pra manter...
    Carro bom tb custa...tem q ter mão de obra decente, peças boas e óleo bom...
    Mas o pessoal, acostumado a VW e GM, ótimas fábricas, mas extremamente conservadoras no Brasil, vilipendiava a manutenção e se dava mal, culpando o fabricante.
    Adorei os causos...sempre q tiver outros poste para nós.

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  11. Excelentes histórias, Alexandre. Nunca achei que os motores que equipavam os Mareas e os Alfas vendidos por aqui fossem ruins, mas o despreparo e até a falta de paixão de muitos os que montam acabam propagando a ideia de que um ótimo projeto de engenharia é ruim. Vide o que aconteceu com os dois no mercado.

    E o Sr. V8 deixe de bobeira e curta ao máximo suas Alfas. E não está perdido até porque você tem dois quatro cilindros que no total dão 8 cilindros! Então, está em casa.

    Agora, seu Alexandre (Unknown), por obséquio, conte-nos como foi o seu processo de aprendizagem na arte mecânica que o torna tão atrevido de mexer tanto em V8's americanos como blocos menores italianos? Aprecio muito seu vasto conhecimento na área.

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    1. KzR,

      Meio dificil foi apenas entender que um motor que tem 16 valvulas e 8 velas só tem 4 cilindros, depois disso devidamente digerido, o resto foi tranquilo!
      Sobre meus malabarismos auto instrucionais e outros nem tanto, dá uma lida neste post, tem tudo bem explicadinho!

      http://autoentusiastas.blogspot.com.br/2009/02/esse-post-e-meio-nostalgico-meio.html

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    2. Muito grato pela indicação, AG. Tenho muita vontade de aprender as técnicas de mecânica, saber como identificar o estado e a capacidade de certa peça, saber adaptar outra quando não se tem equivalente, colocar uns motores em uns cofres e por aí vai.

      Essa parte me contagiou. Motivou-me pra valer:

      O mais fantástico é que fiquei fascinado com o fato de alguém fazer alguma coisa legal, ter o desapego de dizer que quem pôs o ovo em pé não foi ele e ainda contar para todos como fazer, algo impensável em nosso cotidiano medíocre, de saber e não contar para ninguém fazer igual a você. Quando saquei isso, que não somos nada, donos de nada ou melhor que outros por saber fazer algo, comecei a ver as coisas de outra forma.

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  12. Gosto do Marea e Adoro as Alfas. Se pudesse, guardaria alguns exemplares de ambos. Mas no caso dos Alfas, teria também um daqueles V6 de 24V que com certeza daria bem mais trabalho para ajeitar, afinar e cuidar. Mas desde que ele funcione perfeitamente bem, o esforço é compensado.

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    1. Tá, mas vale comentar que o V6 é alfa mesmo, não é fiat não, ok?? outro animal bem diferente.
      O 12V é bem mais simples de mexer. E sim, eles cabem nas 145/155 e 156.

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    2. Sim, concordo. O V6 é de origem Alfa e é o conhecido Busso. Por isso ele se torna ainda mais especial. É DNA própria da marca!
      O 12V realmente é bem mais simples de mexer, mas em alta rpm quem deve animar mais é o 24V mesmo - pensamento ingênuo de quem nunca mexeu em DOHC's hehehe.

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    3. Você só vai ficar me devendo uma explicação de como fazer um motor Honda V-Tec ser acoplado num câmbio de Chevette (dizem que os Hondas giram ao contrário dos motores normais) como informa esta matéria no 5o parágrafo:
      http://autoentusiastas.blogspot.com.br/2011/04/manha-de-sevens.html

      E será que o desvaneio do MAO é palusível: o motor 2.4 Fivetech do Marea num Chevette?

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  13. Muito bom o post parabéns pela precisão dos assuntos, concordo plenamente com você e sempre falo por aqui que o maior problema de alguns carros são os mecânicos que não se especializam em detalhar o trabalho com precisão e qualidade deixando a desejar e rotulando alguns carros como "chute no saco", hoje aqui temos dois carros um da "Dona Maria" que é um Palio e o meu um Peugeot 206 que adoro, tenho vontade de comprar um Tempra SW que talvez faça isso mais tarde. Um feliz 2014 para todos.

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  14. Belo post, mesmo.
    Eu era um dos que desdenhava de fiats e agora tenho dois na garagem, um fiasa e um sevel.
    Percebi que é justamente isso, não há defeito algum nos fiats, o que há é incompreensão da mecanica dele. É mais complexa e não é todo mecanico que esta preparado.

    O sevel, é um premio csl 92. eu já estou apelidando ele de alfinha, porque em alguns aspectos ele me lembra muito alfa.
    Tem um motor mais modesto, claro, mas sem deixar de transparecer que aquilo ali foi feito por quem gosta de carros, transparece a paixão.
    .
    Essa elba é sevel ou fiasa, AG?

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    1. Sem querer você deu outro exemplo de motor mal afamado injustamente: os Sevel. Tem um Palio 1.6 98 aqui no meu serviço que é um foguetinho! Sem contar que é um dos únicos populares que não bate nada de plastico.

      João Paulo

      João Paulo

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  15. Muito estranho um motor desses ter anéis raspadores tão obsoletos. Nem de Fusca é assim...
    Lembro que os motores Ferrari (e depois FIAT) do Lamperdi tinham anéis bem fora do padrão, se não me engano eram dois raspadores de óleo, um deles embaixo do pino, é isso mesmo? Alguém te essa informação?
    Porque será que insistiram tanto com essa solução? Há alguma explicação, AG?
    De qualquer forma,

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    1. Olha dificil responder sobre escolhas alheias.
      Mas lembra que anéis rodam. Eles se mexem, faz parte da natureza deles. Eu entendo que tem uma certa mistificação sobre isso de anel virar, vazar compressão etc...não vejo de forma tão dramatica assim, acho que é muito menos significativo que é dito.
      Sim, eu já tive com motor de 208/308 e 328 na mão, desmontados, tem 2 anéis de óleo, e são do tipo de uma peça unica com mola de expansão diametral interna.
      A Chrysler abandonou este tipo em 1960 nos /6 exatamente por problemas de alto concumo de óleo lubrificante. SE eu puder escolher, vou no de 3 peças.
      Até no 331 stroker by ag from hell ultra hiperf que viu e viveu pra contar e infernizar a vida de muitos por ai 610 cavalos a 7500 rpm usamos anéis de 3 peças. Opa, de 4 peças, porque como a canaleta era cortada pra passar o pino tinha uma peça extra, um suporte de aço para apoiar o raspador inferior sem que ele desmontasse ou cedesse.

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    2. Sim, concordo, mas a fábrica bem que podia dar umas dicas do motivo pelo qual escolheu essa solução, porque, é claro, não veio assim do nada, né? Como você disse no post mais recente, há sempre muita engenharia e gente envolvida em qualquer pequena peça de cada componente do carro.

      Valeu pelas suas explicações e opiniões AG, abraço!

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    3. Olha, se for pra chutar, no caso fiats o diametro do pistão é muito grande (76 em todos fiasas, e até 86,4 nos sevels step a) para motores que mal passaram dos 1.6 litros (apenas o linea com 1.9 litros e motores diesel na europa/argentina)

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  16. "...um cara muito gente fina, que tinha dois Fiat Coupé maravilhosos e um 156 bacana, que tinha apenas uma coisa que eu não gostava, estava envelopado de preto fosco."

    AG, esse cara é o M.? Mundo pequeno, conheço-o. Gente fina.

    Abraço

    Lucas CRF

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  17. Há quase um ano comprei um Alfa 156 de um mecânico especialista em Fiat e Alfa em Jundiaí. Ele tinha comprado o carro do primeiro dono, revisou ele e me vendeu. O motor gira perfeito e o carro parece zero. Pena que a minha garagem é aberta, pois o sol da tarde está queimando a traseira do veículo, aos poucos. Acho que vou fazer um pergolado só para corrigir isso.

    Sempre que posso, coloco a máquina para rodar. O 156 vai comportado até 120 km/h e quando atinge 3.700 rpm o motor avisa que deseja um pé mais atolado no acelerador. Mas é justamente o limite de velocidade das pistas onde ando.

    Certa vez tive uma brecha para dar uma esticada e o ronco do motor é maravilhoso. Ligar o rádio para ouvir música viajando com ele chega a ser um sacrilégio.

    Quando fui buscar o carro na oficina de Jundiaí, vi uma perua Marea com o motor aberto. O mecânico estava preparando outro carro para vender. Naquele dia, ele disse que eu poderia seguir direto para o Rio de Janeiro, pois se na volta não gostasse do carro eu poderia desfazer o negócio.

    Porém, segui direto para Paulínia, feliz da vida por matar a saudade de algo que nunca tive. É incrível como esta sensação bateu com o que li no texto, um verdadeiro presente de Natal de entusiasta para entusiasta.

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    1. Muda o saco, mas a farinha é sempre a mesma, entusiasta é tudo a mesma coisa!
      Vamos curtir nossas paixões, essa nostalgia e saudade de algo que nunca tivemos é unicamente a realização de sonhos bem sonhados, bem desejados!

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  18. Adoro ler estas suas aventuras tão bem detalhadas. Isso realmente desmistifica certos carros e prova que o que falta são mecânicos competentes. Parabéns Ogro!

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  19. Saudade do meu 2,4, que tive por 5 anos e se foi em julho por estar baixando óleo, e o custo de reparo numa oficina de respeito (High Torque, BH) ser proibitivo, como o próprio dono da oficina me desencorajou.

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    1. Lamentavel que tenham te desencorajado. O meu, que precisou trocar uma biela e o jogo de pistões no fim ficou por 6500. Uma retifica simples, sem quebras sairia por menos com certeza.

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  20. AG,

    Ótima postagem! Fazia tempo que não dava as caras por aqui...rs. Brilhante relato dessas máquinas feitas para entusiastas, mas um pouco melindrosas na manutenção. Como você é apaixonado por mecânica e entende do oficio, fica mais fácil mantê-las em ordem e sem gastar muito. Quanto à questão dos anéis, intrigante a FIAT colocá-los num motor de vanguarda e com vários recursos modernos.... Se não me engano, os motores Fiasa, como o que equipa a sua Elba 1.5 i.e., também já li que eles têm essa questão dos anéis de pistão serem de uma técnica antiga. Inclusive esse Fiasa, na versão de 1.500cm³, sempre foram grandes consumidores de óleo desde novos, especialmente depois que viraram MPI com a linha Palio. Em vários desmontes da revista Quatro Rodas nas décadas de 80 e 90, tantos os Fiasa como os motores Sevel apresentavam problema de alinhamento dos anéis, causando perda de compressão e consumo de óleo. O Fiat Tipo 1.6 (Sevel) também sofria de grande consumo de óleo. Assim, esses problemas de alinhamento das pontas dos anéis e consumo de óleo são devidos ao tipo de anel que a FIAT usava nesses motores? Você fala que esse anel raspador de uma peça só exige ajuste das folgas e sua verificação. Isso é somente quando da montagem do motor, correto? Os anéis de três peças não necessitam disso, é só montar? Abraço!

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    1. Isso, só na montagem especificamente se for performance.
      Não abri ainda o motor da minha, sei que nos primeiros VW modelo MD usavam tambpem anéis de oleo unicos.

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  21. Pois é, eu sempre digo, os problemas desse carro está na falta de bons profissionais no mercado para mexer neles, não nos carros. O pessoal só sabe mexer em motor VW.
    O público brasileiro não está preparado para ter carros como esses.

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    1. Esta sim, o publico quer, mas tem que cobrar especialização da mão de obra.
      Meu irmão é mecanico, mal apareceu os carros com injeção direta no mercado e já fez cursos preparatorios.

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    2. Mas o povo brasileiro, no geral, é muito apegado a dinheiro e não valoriza o trabalho alheio. Neste caso, os mecânicos fazem um serviço rápido, pois sabem que não adianta dizer: "custou R$ 100 em peças e R$800 o meu trabalho". O cliente brasileiro típico simplesmente não entende essa conta. E tá formado o círculo vicioso.

      Ricardo2

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    3. Só para fans...a dor de cabeça não compensa.

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    4. Anônimo16/12/13 15:52

      Tá nada, brasileiro não quer novidade, só o feijão com arroz. Só olhar os motores 16v, no início dos anos 2000 estávamos em pé de igualdade com o mercado externo e logo se viu uma debandada de volta para os 8v. Só agora é que os 16v estão voltando a ter espaço no mercado. Esse é só um exemplo.
      Se pegar a maioria dos mecânicos, eles não fazem cursos, não reciclam, não aprimoram seus conhecimentos e tem resistência a utilizar ferramentas próprias para cada marca/modelo. São raros os que se aperfeiçoam.

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  22. Dick Vigarista16/12/13 14:14

    Boa história!

    Me lembrou dos bons tempos em que comprava carros chumbados de lata e tratava os buracos de podres com plastic, jogava kaol na pintura e ressuscitava pneus quase carecas, refrisando os sulcos.
    Da mesma forma, quando um óleo 90 no motor não dava jeito, jogava graxa dentro do carter, senão, enchia os espaços entre as bronzinas e casquilhos com folhas de papel alumínio. O bom é que depois de remontar os motores sempre sobravam um parafusinhos que não tinham utilidade.

    O lucro era certo!

    Dick Vigarista

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  23. AG,
    Como sempre, um maravilhoso post, técnico na medida, de dar água na boca. Fico fascinado com a genialidade com a qual você resolve problemas para os quais a maioria dos mecânicos estaria decretando morte certa, principalmente em se tratando de motores modernos, onde é possível encontrar peças novas, mesmo que a custos obscenos e dificuldades homéricas de obtenção.

    O trecho "Uma biela tinha saído para ver como a vida estava aqui fora" é uma bela forma de deixar um fato trágico (para o motor) menos assustador!

    Abraço!

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    1. RR,

      Tudo é bbom ou ruim, o copo sempre está meio cheio ou meio vazio. Eu ia comprar a 156 pronta e andando. Não fiquei feliz por ter comprado por menos porque quebrou, mas me alegrei por ter a oportunidde de comprar ela e a reparar como eu acho que deve ser feito.
      O custo definitivmente empatou e eu já pus mais dinheiro que se tivesse comprado pronta como estava antes da quebra. Mas na boa? estou feliz por toda a fanfarra e pelo aprendizado.

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    2. marcus lahoz17/12/13 11:44

      comprar um carro para reparar, tem também a satisfação do conserto. Isso não tem preço.

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  24. Assim fica fácil manter um Marea, sendo dono de oficina e mecânico....

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  25. E eu achando que gostava de carros italianos... Tenho um Marea 2.4 automático, que é o meu primeiro carro, e sei o quanto as máquinas de origem italiana são apaixonantes. Achei alguém mais louco, que eu! Louco no bom sentido! hehehe
    Parabéns.

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  26. Pelo relato dá pra perceber que, não sendo mecânico, só correndo pra bem longe mesmo. Se sendo mecânico ficou no "Zero a Zero", imagina se tivesse de pagar pela mão de obra. Um carro desses com motor ruim não vale 2 mil pra um reles mortal.

    Não adianta comentar que "Brasileiro não paga por mão de obra" porque existem uma infinidade de "mecânicos" aqui em Brasília. E como raios eu vou saber quem presta e quem não presta? Com uma dica aqui e ali vamos aprendendo, mas a regra é a de que a esmagadora maioria não está preparada pra mexer em motores complexos. E aí tem o tempo que se perde com isso, etc, etc.
    Acho legal que há quem pode gastar tempo com isso e ainda relatar os percalços. Parabéns! Mas para as pessoas normais, que têm trabalho fixo e cartão de ponto.. Nada como um carro Zero, que nunca vê mecânico. Simplesmente não temos tempo pra nos aventurarmos em oficinas e pesquisas afins.
    Quem sabe um dia? Aí arrisco um BMW série 5, e toda a dor de cabeça que vem embutida nele.. hehehe

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    1. Kantynho
      Se voce fosse um autoentusiasta de verdade pensaria de forma totalmente contraria a seu comentário
      Por isso que carro antigo, raro, ou esportivo e para quem gosta e entende do riscado
      O restante vai no comportamento da manada: 1.0 , 4 cilindros , preto ou prata.... Evita vidinha sem graça!!!

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    2. Contra fatos não há argumentos.. o próprio texto deixou claro que, além da trabalheira que deu, os custos foram altos. Isso para quem entende do assunto. Para um reles mortal, o reparo teria sido mais caro que o carro, ou mais caro do que carros de categorias superiores. É uma questão de ser racional. Claro que gosto não se discute. Há quem gaste dinheiro em jóias, roupas, viagens.. enfim.. Cada doido com sua mania, e cada um que gaste seu dinheiro como bem entender.

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    3. Carros como Vectra B, Gol GTS, Santana, Focus, são tipos de veículos divertidos, com apelo esportivo que não levam o dono à falência, por não terem tanta complexidade mecânica....e ainda podem ser usados no dia a dia. Prefiro um desses usado do que um 1.0 zero.

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  27. marcus lahoz17/12/13 11:43

    Bom post; também sou fan dos fiats e alfas, por sinal tem uma 164 abandonada perto da minha casa, toda vez que chego perto fico babando.

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  28. Lembrei-me de um fato que ocorreu no ano passado em 2012 em que um amigo veio de MG para o RJ com seu Marea e por infelicidade dele o motor bateu, ele sem pensar duas vezes "deu o carro de graça" para um outro amigo e voltou de ônibus, essa pessoa que ganhou o carro até hoje não fez nada pois o custo das peças não compensaria diz ele, pois preferiu comprar um popular 1.0 para poder trabalhar.

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    1. Isso só reforça a "lenda" de que carro assim, só de graça mesmo. A maioria das pessoas não pode bancar o custo de manutenção.

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    2. Caramba Cantynho
      Vc ja me deu uma cacetada na sua resposta acima
      Eu fui o anônimo que falou dos carros 4cil prata e preto 1.0 e tudo igual
      Eu concordo que nao e fácil manter um carro desses...
      Vejo que vc e muito pratico!
      Mas essa sua praticidade acaba com os sonhos de qualquer Sacristão !

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    3. Pra quem pode manter dois ou mais carros na garagem não é problema.. Mas nós reles mortais q não temos essa "bala" toda? Temos de apelar para a praticidade mesmo...
      De qualquer forma, se for pra gastar num casamento desses, eu prefiro investir num BMW, esse sim é sonho de infância.. Apesar de já ter tido um UNO, não sou lá muito fã de Fiats não. Os importados têm a vantagem de se poder buscar as peças no exterior, via Ebay e sites especializados.

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  29. Epensar que tem gente que gosta de passar 400.000km com o mesmo carro trocando apenas óleo e filtros.... Francamente...

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    1. Ué? E isso não é bom??

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  30. Lindo sapato.

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