DE CARRO POR AÍ













Coluna 5213   24.dez.2013                                 jrnasser@autoentusiastas.com.br

Grazie Mille, grazie
Barrado no baile do mercado pela exigência legal de portar airbags — coisa inviável em seu projeto do início dos anos 1980 — o Fiat (Uno) Mille vai sair de produção. A fábrica realiza esforço nestes dias para levar a produção ao limite máximo que permita vendê-lo até 31 de março.
É a série Grazie — obrigado — Mille, com duas mil unidades. Coisa especial, numerados em plaqueta aposta ao painel. Identificados pela exclusiva cor verde Saquarema, decoração externa, faróis com máscara negra, rodas em liga leve aro 13”, adesivos Grazie Mille. Dentro, revestimento em tecido com bordado, sobre tapete, pedaleira, rádio connect, subwoofer, painel de instrumentos com outra grafia, cobertura no porta-malas. Ar-condicionado, vidros e travas elétricas. R$ 31.200.
Há muito a agradecer. O Uno chegou em 1984 e nestes 30 anos vendeu bem e se manteve em produção junto com seus sucessores, uma proeza de mercado. Foi bem dimensionado e transformou-se no carro de frota e trabalho, posto antes ocupado pelos VW Fusca e Gol.

Mille, série final Grazie Mille

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Para provocar, um Mercedes a US$ 499 mil
Fim do ano, hora de 13o salário, participação nos lucros das empresas, balanço nos negócios individuais, é período de generosidades, presentes, gastos largos, muitos rótulos para a injeção de dinheiro na economia do país.
A Mercedes-Benz surgiu como oferta para integrar a lista de presentes: a última edição do esportivo SLS AMG Cupê, em edição especial, a Black Series. É o mesmo automóvel superlativo, com desenvolvimento em motor, transmissão, suspensão e aerodinâmica.
Não é um tapa, maquiagem para caracterizar a fornada de despedida deste modelo, mas trabalho amplo. Redução de peso, aumento de potência, melhor operação do câmbio. Peso baixou a 1.625 kg, potência subiu conseqüente ao trabalho nos comandos de válvulas, virabrequim, lubrificação, a 631 cv, a 8.000 rpm, relação onde cada cavalo carrega apenas 2,57 kg. A caixa automática de sete marchas e duas embreagens foi rebaixada 1 cm para melhor distribuição de peso, e tem coxins gasosos para absorver vibrações. O conjunto permite acelerar da imobilidade aos 100 km/h em 3,6 s. Para detê-lo, freios de cerâmica, rodas forjadas em liga leve, pneus resistentes aos 317 km/h de velocidade de pico. Pacote de eletrônica para garantir segurança, e a sofisticação desnecessária do sistema de som Bang & Olufsen.
O motor, o mais potente ciclo Otto atual, é montado por um engenheiro, que nele aplica uma plaqueta, assinalando seu orgulho.
É automóvel referencial e reverencial. Custa, aqui, chaves na mão, entregue pela Mercedes na porta de sua casa, US$ 499 mil dólares ou R$ 1,670 milhão.

AMG SLS, série especial , mais potente

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Roda-a-Roda
Embolou – PSA – leia Peugeot + Citroën – negociava com a chinesa Dongfeng acordo comercial visando sociedade de amplo espectro. Foi atropelada. A Renault fechou negociação com 50% do capital para produção local.
Mercado – O tentativo entendimento mundial com o Irã deve reabrir o bom mercado do país — 1,6 a 2M veículos/ano — a importações e produção local. As francesas já estão lá e o Peugeot 208 é o mais vendido. Os EUA pressionam para remoção das barreiras que os demonizava, permitindo aos produtos chegar por exportações ou acordo com as fabricantes locais.
Mercosul – Globalização pode trazer alguma novidade Peugeot ao Mercosul, com entrada pela Venezuela, variante ao atual produto. Lá se comete misturada de Peugeot 405 dos anos 1990 — três gerações anteriores — com peças locais, e exemplo da estatização: caro ao estado, ruim ao comprador. Missão peculiar: vendas subsidiadas a jovens oficiais das forças armadas. Tipo Bolsa Milico.
Amarok 2014 - Para criar novidade e marcando como linha 2014 Volkswagen incrementou o picape Amarok. Na versão Highline, de topo, equipamentos antes opcionais, como controle de estabilidade (ESC), a assistência para partida em rampa (HSA), controle automático de descida (HDC), airbags laterais para cabeça e tórax, e a exclusividade setorial dos faróis de neblina que se movimentam em manobras.
Mais - Nestes periféricos incorporados à versão de topo, espelhos retrovisores externos são rebatíveis eletricamente, diminuindo 17 cm na largura do picape. E mudança na estrutura do painel para receber tela do computador de bordo, e volante com teclas para som e computador. Há engates Isofix — padrão mundial para fixação de banquinhos de criança no banco traseiro.
Data – Volkswagen marcou data para apresentar seu mais importante lançamento nesse ano, o up!: primeira semana de fevereiro, com vendas a seguir. Carro de entrada, atualizado, diferenciado. Mais barato da linha.
Mais – Antes, na última semana de janeiro, a Audi exibirá o A3 em versão Sedan. Quer, como a Coluna antecipou, aumentar a frota, tornar o produto conhecido, movimentar vendas e passagem nas revendas, antecipando-se à produção local.

Audi A3 Sedan

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Imagem – Uma das marcas japonesas fazendo veículos no Brasil quer mudar inteiramente sua forma de se relacionar com a imprensa: reformulará caminhos, posturas, executivos. Quer formar imagem de simpatia. O presidente teria perguntado por que, no Brasil, nunca jornalista algum o procura. Descobriu, a assessoria impõe barreiras.
Aliás – Se em produtos os nipônicos são bons de serviço, no relacionamento com jornalistas são abaixo de crítica, descompromissados com informação. Tomara dê certo, servindo como novo parâmetro ao grupo da etnia no Brasil.
Hora séria – A Honda está em projeto mundial de crescer em vendas, do 1,7M ano passado, a 2M em 2016. E a nova família Fit/City, mais o recente SUV que no Japão se chama Vezel, mas aqui terá outro nome, é ferramenta para isto.
Diálogo – Rompendo política de distanciamento, a Ford produziu revista especial para impressionante relação de 43 mil oficinas. Utilizará o nome Motorcraft. Conteúdo especial, informações técnicas, mimos como ferramentinhas. Visa facilitar conhecimento e sua aplicação — e explicar porque as peças originais têm qualidade e oferecer descontos especiais.
Por que – Após três anos de uso pouquíssimos clientes levam seu Ford à rede autorizada, recorrendo às oficinas independentes. Daí a Ford querer se aproximar deste grupo. Se não vende serviços, quer vender peças.
Mais, do mesmo – 640 ônibus Mercedes-Benz foram adquiridos pela Viação Pioneira, integrando o transporte público do Distrito Federal. Negócio de R$ 177 milhões, financiados pelo Banco Mercedes-Benz, parceiro há 10 anos.
Transporte público em Brasília é uma das mazelas da marcante capital.
Negócio – Volvo Construction Equipment adquiriu o negócio de caminhões off-road da Terex. Quer mais participar do mercado de movimentação de terra e mineração. US$ 160M, livres, sem dívidas, e inclui fábrica na Escócia, o tudo a ver com caminhões rígidos e articulados, e estrutura de distribuição no mercado estadunidense. Poucas empresas mudaram tanto de dono e país.
Caminho – Pedro Estácio, o Pedrinho, 15, mais novo dos herdeiros do tri campeão de Fórmula 1 Nelson Piquet, fará 15 corridas em cinco finais de semana na Nova Zelândia. Neste ano, em kart, após vitórias na Itália no FIA Academy, recebeu licença para competir com monopostos.
Pré – É a Toyota Racing Series, com monoposto semelhante aos da Fórmula 3, 200 cv. Com talento e genética pode ser o terceiro Piquet a chegar à Fórmula 1.

Piquets: Nelson, pai, centro. Irmãos Lazlo – corre em motos – e Pedrinho (dir)

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Ecologia – Projeto de sustentabilidade pela Mercedes-Benz no Brasil ganhou prêmio mundial da empresa. Implantado junto à rede de concessionários da marca, motivou responsabilidades e a produção de um manual de procedimentos.
Implantar e sedimentar práticas ecológicas em oficinas é desafio dos maiores.
GenteGlauco Lucena, jornalista especializado em veículos, mudança. OOOO Após 9 anos na revista Autoesporte, coordenará, pela controladora Fiat, área de imprensa da Chrysler. OOOO José Luiz Vieira, 81, decano dos jornalistas especializados no Brasil, deixou a Abiauto, associação profissional. OOOO Questões paralelas. Perda sensível. OOOO
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O adeus da Velha Senhora
Fenômeno industrial, a Kombi encerrou a produção às 22h46 do dia 18 de dezembro, antes mesmo da polêmica discussão sobre prolongar ou retomar sua produção.
Chegou ao Brasil ao início da década de ’50, quando a marca era representada pela Brasmotor. Foi montada por esta e pela nascente VW do Brasil, instalada no Brasil a partir de 1953. Após, foi o primeiro produto da monumental fábrica da empresa em São Bernardo do Campo, SP. Primeira e maior das instalações industriais fora da Alemanha.
O arranjo mecânico simples — grupo motopropulsor traseiro — amplo espaço para carregar cargas, em excepcional relação entre peso e carga transportada, ambos em torno de uma tonelada, resistente ao uso, simples para manutenção, e o fato de ser único produto com sua morfologia tornaram-na sem concorrente.
Teve motores 1.100, 1.200, 1.400, 1.500, e 1.600, em diferentes configurações: boxer, L-4, refrigerados por ar, por água. Funcionou a gasolina, a diesel, por álcool ou gasolina e álcool. Transportou famílias, cargas, foi sede de negócios individuais — na nascente Brasília foi escritório de depois famoso advogado — e até hoje aplicada, móvel ou não, como base para lava-jato, costureiras, chaveiros, e o que mais precisar de espaço. De fábrica teve versões para ambulância, carro de polícia, camping, oficina, bombeiros, carrocinha para capturar cães sem dono, carro fúnebre. De tudo um pouco e um tudo.
Poucos veículos tiveram tão amplo leque de aplicações, e nenhum sua ampla vida no Brasil: a velha senhora, que agora deixa o palco, nele trabalhou, diuturnamente, de 1957 a 2013. Nas festividades de sua despedida a Volkswagen prepara livro digital — www.kombi.vw — e livro físico.

Última Kombi, dia 18

RN



A coluna "De carro por aí" é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.





31 comentários :

  1. Melhor seria se o Fiat Grazie Mille tivesse o motor 1,6 16V e-Torq.

    No caso da China, eu acredito que chegará o dia em que, depois de adquirir toda a tecnologia para fabricar bons veículos, ela dará um pontapé no traseiro das fábricas estrangeiras e se tornará a número um do planeta.

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    1. mas 1.6 ja nao seria mais Mille ne??

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  2. Qual é a marca japonesa que não quer saber de jornalistas?
    Suzuki, Toyota ou Subaru?!

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  3. Impossível de equipar o Mille com airbag não é, pelo menos o do motorista, visto que já foi oferecido como opcional, embora seja muito raro de ver, em 2001 para a linha Uno Furgão, Fiorino e Mille Young.
    Talvez seja impraticável em termos de custo. Pois esse sempre é o fator determinante para o que quer que seja.

    Não concordo quando o sr. diz que ele vendeu bem durante seus 30 anos de existência. Acho que vendeu bem em determinadas épocas, dependendo do posicionamento de mercado da concorrência. Atualmente é muito mais fácil ver um Gol ou Chevette da década de 80, que vendiam muito mais, do que um Uno circulando nas ruas. Ele passou a vender mais ou menos bem quando ganhou a opção das 4 portas e um acabamento melhorado, creio que a partir de 94 com o surgimento da versão ELX.
    De qualquer forma, com ou sem airbag, só posso dizer que o carrinho, apesar do relativo sucesso comercial, já vai tarde. Para ficar dentro da própria Fiat, não há um único argumento que justifique sua compra em detrimento de um Palio Economy. Nenhum mesmo.

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    1. CSS
      Por que "já vai tarde"? Você vê alguma coisa errada no Uno? Eu não vejo, pelo contrário, só qualidades.

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    2. Não prezado Bob, já tive dois e de fato não tenho queixas.
      Mas sustento o meu argumento: pelo mesmo valor, o Palio possui todas as qualidades do Uno e mais algumas. Na verdade a diferença entre ambos não chega a R$ 400, o que convenhamos, não é valor a ser considerado na compra de um carro.

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    3. Excepcional aproveitamento do espaço interno, motor confiável, baixa manutenção...eu acho que, para a proposta para a qual ele foi proetado (carro de entrada), é um projeto muito bem resolvido.

      Ricardo2

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    4. O Uno é muito valente, o unico carro que aguenta zelo de peão na empresa de plantio de eucalipto de um primo. Unica coisa que não gosto do uno é que todos os carros da empresa que tiveram colisão em estradas de terra deformaram muito e machucaram muito o motorista. A lata do carro parece muito mole, deforma o assoalho e o teto.

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    5. CSS,

      O Uno é bem mais resistente a estradas de terra que o Palio. E o Uno só começou a vender bem a partir da década de 1990, quando um presidente da república deu o controle completo da política automotiva nacional para a FIAT.

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    6. Não lembro quem foi ao certo - acho que o Josias Silveira - que comentou na saudosa Oficina Mecânica que alugou um Uno durante viagem ao Nordeste e percebeu que lá ele havia assumido o lugar do Fusca como carro robusto e que aguentava a pajuçara do dia-a-dia.

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    7. Aléssio Marinho28/12/13 14:51

      CSS, o Air Bag e Abs foram oferecidos somente no Fiorino, chamados de Evolução, voltados sobretudo à exportação para Europa. Algumas unidades foram vendidas no Brasil, sobretudo a empresas que exigem esses equipamentos nos seus veículos.
      Vi apenas 1 até hoje, e era da Localiza.

      No quesito robustez mecânica, o Uno é superior ao Palio, especialmente suspensão. O que diferencia bastante os produtos é o menor peso do Uno, uma das principais causas do baixo consumo que todo mundo já percebeu.
      Mas o Uno ainda é mais confortável que o Palio, sobretudo ao motorista. Só eu sei as dores que sentia nas costas e braços quando viajava com um Palio, o que nunca sofri com o Uno.
      Quanto a deformação da carroceria, nem dá pra comparar um com o outro, afinal, são 15 anos de diferenças nos projetos, e com exigências muito maiores atualmente.
      Mas prefiro o uno!

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  4. Grazie Mille: vi o exemplar de número 196 na Fiat de Campos dos Goytacazes-RJ, he, he! Por sua história e por seu sucesso, merecia uma edição final mais caprichada. Ah, se tivesse ficado a meu cargo a incumbência de formular a leva de despedida! Para começar, não seria "Grazie Mille", seria Grazie Uno, pois teria o motor Evo 1.4. E não sei da possibilidade de colocar o E-Torq 1.6 16v, mas podendo...Isso só para começar. Valeu, Uno!

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    1. Mr.Car
      Caramba o que voce tava fazendo nesse fim de mundo??
      Eu ja tive em Buzios em ferias..
      Sai de SP com a mulher e criancas e fui num fincada so .. cheguei bastante cansado .
      Achei as estradas da regiao dos lagos bem perigosas...

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    2. Fim de mundo? Campos é "ali" na esquina, he, he! Vou brincando (300km do Rio), e se precisar, volto no mesmo dia. Já as estradas, você tem razão: são muito perigosas. Estradas, meu velho, não tem como as de São Paulo. Conheço bem e acho ótimo andar numa Ayrton Senna, Carvalho Pinto, Marechal Rondon, Castelo Branco, Castelinho, Bandeirantes, Imigrantes, D.Pedro, Anhanguera... Em Março estive no interior de São Paulo (900Km do Rio), usando Dutra, Ayrton Senna, Castelo, Castelinho, e Marechal. Fui também numa tacada só, com três paradinhas para banheiro e rápido lanche. Cheguei inteiro e cheio de disposição, he, he!

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  5. O (Uno) Mille tem que fechar seu ciclo usando motores do tipo que sempre usou: italianos! Dos quais cita-se o fiasa, sevel e fire. O 1.4 Fire Evo até que vai, mas o e.torq de jeito algum. E mais: Mille com um 1.4?! Parece ilógico. Já tem o atual Uno para usá-lo.

    Será que devemos esperar uma sensível valorização das últimas unidades do Mille?

    KzR

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    1. Compre um e verifique a valorizacao.... Por sua conta e risco.

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  6. Quem já vai tarde mesmo é a vecchia signora Kombination, veículo perigoso e ultrapassadíssimo. O Uno é o último dos moicanos, que incluíam o chamado 'tipo due' - que deu origem ao Fiat Tipo - e o denominado 'tipo tre' - que fez surgir o Tempra. Vai em paz.

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    1. Tuhu
      Você diz isso porque não precisa de um veículo como a Kombi. Mas, no que ela o incomoda exatamente? Perigoso em quê? Não tem bolsa inflável e ABS?

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    2. Eu queria que a kombi ganhasse airbag e abs. Só para ver os xiitas contentes. É um baita carro para a função que exerce. Mas que é insegura é!!! Bater de frente com ela é a mesma coisa que bater de moto, ali praticamente o parachoque é voce (rs).

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    3. Prezado Bob, a Kombi é definitivamente um veículo perigoso. Não para os padrões do passado, mas ela perdeu o bonde da história. É claramente anacrônica - é cediça a sua fama de 'incendiária' - sem contar sua péssima estabilidade e direção cheia de folgas. O airbag e ABS não melhorariam a situação.

      Mas justiça seja feita: foi um dos melhores projetos automotivos de todos os tempos. Só que até o ovo de Colombo um dia se quebra.

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    4. Por mais que eu não goste do motorista ficar a frente do eixo dianteiro, segurança num geral depende de muito mais fatores do que isso. Para transporte interno dentro de empresas por exemplo, você realmente precisa de air-bags, ABS e zonas de deformação para andar em ambientes onde dificilmente se passa de 30km/h? sem contar qualidades que muitas vans mesmo mais caras dificilmente terão, como o que eu chamaria de "peso/carga/preço".

      Acho uma pena o encerramento, mas já foi decidido, então que assim seja.

      Mendes

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    5. Tuhu
      Não tenho o menor traço suicida – pelo contrário – e ando em Kombi sem o menor receio. Não há nada de perigoso nela, mito criado por quem não tem interesse que seja vendida tal qual que "pega fogo".

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    6. Segurança é muito mais abrangente que ABS, zonas de deformação, airbags e afins.
      Tem o fator motorista também... se o jumento ao volante fizer caquinha, já era.

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    7. O problema da Kombi são aqueles dois globos protuberantes abaixo do painel, os faróis, que invadem a área da cabine por absoluta falta de espaço frontal. Ou seja, os joelhos do motorista e do passageiro são os verdadeiros para-choques do carro! Além disso, já vi Kombi se partir ao meio ao ser atingida na lateral num cruzamento, mesmo sem bater num poste ou árvore que justificasse tamanho dano. Enfim, acho que somos gratos por ter levado muito do país nas costas durante décadas, mas a Velha Senhora merece seu descanso.

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  7. Na Argentina era vendido com motor 1.3...

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  8. Na reportagem do MB SLS AMG diz que o motor de 631CV é o mais potente ciclo otto atual....Não está faltando alguma coisa nesse texto? Talvez, o mais potente da MB....Não sei....Abçs.

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  9. São dois que - gostando ou não - vão fazer falta.

    O Uno, na configuração Mille, foi a primeira oportunidade de carro pra muita gente... na categoria que ele batalhava era uma das opções mais honestas e mais renomadas.
    A Kombi - e agora me dispo da condição de amante deste modelo - foi o ganha-pão de muita família pelo Brasil afora. E aposto meu Optimus Prime com tanque cheio se muita gente aqui não foi pra escola em uma.
    Depois de tirar a carta meu pai me deu uma "pós-graduação" na 89 que tínhamos na empresa... aquele velho mantra "quem dirige Kombi dirige qualquer coisa."

    Vão com Deus, Pequeno Polegar e Velha Senhora. E quando chegarem ao céu mandem um abraço pro Opala e pro Maverick em meu nome.

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  10. Rodrigo Neves29/12/13 11:40

    A mesma Ford que, no Brasil, cobra R$ 40,00 em uma peça e demora 7 dias para disponibilizá-la, enquanto nos EUA cobra US$ 9,00 e entrega de motoboy em 40 minutos?

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  11. Rodrigo Neves29/12/13 11:47

    Uno - Já passou o tempo. A Fiat há anos não investia mais no carrinho, e um pouco mais equipado - mas sem air bag e abs - custa 32 mil, mais caro que os 28 mil pedidos no Palio Fire completo, projeto bem mais novo.

    Kombi - Foi esquecida pela VW. Só trocou o motor por imposição da lei, ou teríamos o boxer 1600 até hoje.

    Infelizmente, no Brasil automóvel é caro e ultrapassado.

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  12. O Uno causou muito frisson nos anos 80, quando foi lançado. Eu era adolescente e lembro-me bem que era radicalmente diferente de tudo que circulava no Brasil e apontava o caminho para o futuro. Tão inovador que foi alvo de rejeição inicial por boa parte dos consumidores, então acostumados a Brasília, Gol, Chevette... Eu era um dos que o defendia ferrenhamente diante de meus amigos! Depois obteve aceitação e foi um grande sucesso. Mas com o tempo a Fiat o foi depenando e desfigurando, até chegar nessa versão atual, que mais parece uma sombra do grande carrinho que foi um dia, com a frente estragada por uma plástica (muito) mal feita. Depois do Novo Uno, que é um projeto mais recente e custa quase o mesmo, não há mais razões lógicas para se manter o antigo Mille em linha. De qualquer forma, foi um grande carrinho, que deixou sua marca indelével na história da mobilidade brasileira.

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    1. Não era só preconceito, os primeiros modelos do Uno não foram bem tropicalizados, tinham peças fora das especificações, a assistência técnica era fraca, mecânicos de rua não sabiam lidar com sua mecânica. Então, só de 90 em diante o Uno passou a se tornar mais confiável; interessante observar que a chegada dos motores Fire (1.0 e 1.3 16v) coincidiu com a liderança de mercado da Fiat, nos idos de 2001...

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