VOCE MATARIA ESTE CARRO POR 4.500 DÓLARES?



A dúvida acima foi motivo de acaloradas discussões esta semana entre alguns integrantes deste blog. Tudo porque Peter Egan, venerando ativo fixo da revista Road & Track, escreveu um artigo sobre o tema, onde acabava por deixar a decisão de fazer ou não a eutanásia nas mãos de sua esposa.

O carro em questão é (era?) um Jeep Grand Cherokee verde escuro, comprado novo pelo casal em 1995, com o V-8 de 5,2 litros. Aqui no magnífico país em que vivemos, uma rápida pesquisa indica que algo assim vale vinte e um mil reais, mas nos EUA... Numa amostra clara de como vivem os americanos, o carro valia praticamente nada.

Egan conta em sua coluna que em 2006, pensaram em vender, mas ninguém apareceu para pagar 2.500 dólares; desistiram. Ano seguinte, tentaram de novo por 1.500, sem sucesso. Em 2008, foram a uma concessionária Subaru interessados em um Forrester, ofereceram 500 dólares na troca.

Aí, este ano, apareceu o tal programa Cash for Clunkers, oferecendo 4.500 dólares para qualquer carro na troca por um novo. Exatamente NOVE vezes o que valia a Cherokee dos Egan, mas com um porém: o carro seria assassinado, e com requintes de crueldade. Drena-se o óleo e a água e acelera-se o motor até ele parar; o resto do carro é picado em pedacinhos. Morte violenta e dolorosa, sem volta. Egan achou isso um absurdo, e pensou muito no assunto, mas acabou lavando as mãos e deixando a decisão para a esposa, que afinal de contas, era a dona do carro.

Alguns companheiros de blog acharam que ele é um frouxo; outros um fraco, vendido e sem princípios. Outros poucos entenderam. Eu vejo da seguinte forma:

Se um carro meu, de uma hora para outra, valesse 9 vezes mais, sem negociação na loja, sem ter que ficar aturando idiotas achando amassadinhos, sem ter que anunciar, barganhar, conversar, explicar nada... Ah, eu matava ele bem matadinho.

Possivelmente matava até eu mesmo, se fosse tal coisa parte do programa (possivelmente para o poluidor expurgar o mal num ato de imolação automotiva, sei lá a lógica destes programas...), sem problema algum. Só o faria de forma mais gloriosa, colocando ele em primeira com um tijolo no acelerador, e ateando fogo no treco. O carro morreria, mas numa enorme bola de fogo visível da mesosfera, inesquecível. Eu sempre fui a favor de partir com um estrondo, sabem como é...

E não só carro de uso diário, coisa reles e irrelevante, mas qualquer carro. Para mim, basta pagarem nove vezes o seu valor, eu estou dentro. Se tivesse pago cem mil dólares em um 911 antigo, e ele de repente, por decreto governamental temporário, valesse 900 mil assassinado, eu seria o primeiro da fila do matadouro.

A gente gosta muito de carro, e por causa disso tende a esquecer um fato básico: carro é uma coisa, um objeto inanimado, algo que se pode comprar. É só um carro, pelamordedeus. Como diz o velho ditado popular, é como ônibus circular: perdeu esse, logo vem outro.

Sei que tem gente aqui que ainda tem o seu primeiro carro (o AG), gente que tem o carro do avô, que tem carro que foi reformado pelas suas próprias mãos, ou mesmo carros do qual existam apenas um exemplar vivo, coisas que não tem preço, e para estas pessoas tal coisa soa como um crime. Mas não é o meu caso.

E você? Na pele de Egan, o que faria?

Eu não tenho dúvidas: se o governo assim quiser, terei o maior prazer de trocar meu Maxima poluente, barulhento e grande demais por um reluzente carro novo e ecologicamente correto, reduzindo sobremaneira minhas pegadas carbônicas (seja lá o que signifique isso). Imagino assim, um Ford Focus novo, por exemplo... E pela módica quantia de 72 mil reais!

O tijolo, a lata de gasolina e o fósforo estão na mão...

MAO

51 comentários :

  1. Sai desse corpo que não te pertence!

    Sinceramente não te entendi.

    Falando sério, o que você acha daquela Organização estadunidense daquela mulher que recebia doações de carros, tal como esse Cherokee ou até pior, colocava em condição de uso e doava aos necessitados que eram selecionados pela ONG. Isso foi comentado aqui no AE faz um tempo.
    Sobre o programa C4C, bem, se o carro não vale nada e o governo vai pagar US$4mil só pra destruí-lo, esse dinheiro na verdade sai do próprio contribuinte, ou seja, toda a nação está pagando a conta. Dinheiro é como energia, não pode ser "criado". Por outro lado concordo contigo no que diz respeito ao direito de propriedade, se o carro é meu eu faço o que quiser com ele, tal qual Jimi Hendrix e suas guitarras.

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  2. Leiam o texto antes, até por justiça aos comentários.

    http://www.roadandtrack.com/column/cash_for_clunkers

    O Egan gasta 300 linhas pra contar a história do valente Jeep que o leva no inverno pras montanhas há anos, que é quase da família, diz que carros bons triturados é uma coisa tosca, que imaginava o Jeep da esposa aposentado nos rincões da Africa ajudando médicos sem fronteiras etc etc...

    E aí, no último parágrafo, lava as mãos e diz que o carro é da esposa.

    OK, então pra quê as primeiras 300 linhas?

    MM

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  3. Por 9 vezes o valor de mercado eu toco fogo até num McLaren F1.
    MAO, concordo contigo, no fim das coisas o carro é uma coisa, um amontoado de metal, borracha e plástico.
    Por mais que se tenha uma ligação afetiva, certas oportunidades não podem ser deixadas passar. Simple as thet.

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  4. Como ex-proprietário de Jeep sou absolutamente contra a morte de qualquer um deles. Jeep pra quem realmente ama a marca é mais que um carro, é um estado de espírito que não se vende por $4500.

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  5. Depende. Alguns carros, mesmo uns tidos como vagabundos, conseguem ter alma (não o modelo em geral, mas uma unidade específica), como um Fusca 69 e um Palio 99 que habitam minha garagem. Nos outros todos que estão lá, sacrificaria sem dó por 9x o valor.

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  6. Pra mim, achei o Egan muito mal resolvido nessa celeuma toda, fica pensando dias, semanas, até quase expirar o prazo do C4C, divide com os leitores as suas penas, suas dores sentimentais com os automóveis e seus fins, e larga a decisão pra sua outra metade...
    Como não foi ele que botou fogo no seu amigo de metal, deitará a cabeça no travesseiro sem culpas, ou sonhando, "bem... quem meu ex-amigo, quem botou fogo em você foi ela, viu? é com ela que sua alma irá se entender..."

    CZ

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  7. Hilário texto, repleto de pequenas e grandes verdades. Excelente.

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  8. A questão não é bem se é muito ou pouco o valor do Jeep, em minha modesta opinião, o foco é que estamos tão acostumados (poucos não estão em verdade!) a preços exorbitantes, que uma matéria como esta cria um impacto psicológico em nossas mentes quase doentio. Veja: estamos falando de um carro que ofereceram menos de mil reais na troca, e o sujeito recebeu "a grande quantia" de menos de 9000,00 reais na troca pelo programa. Já imaginou se o americano "médio" (mas pode ser tranquilamente frances, ingles, uruguaio,...) soubesse que por aqui, ele venderia por mais de 12 mil dólares? Sem programa algum de incentivo temporário? E o mané além de lhe pagar 12 mil, ia tranferir p/ o nosso ótimo governo, a título de IPVA 5% deste valor? Eles iam rir muito, mas muito mesmo, e iam tentar a todo custo enviar etes carros p/ cá. E pq não viriam? Pq só podemos importar carros OKM ou com mais de 30 (!) anos p/ fins de coleção. E sabe pq 30 anos? Pq as montadoras MULTINACIONAIS aqui instaladas ficaram com MEDO (SIM, MEDO, MEDO!) de perderem mercado p/ carros importados usados com mais de 20 anos! Isto é ridículo, é ultrajante! Eu estou tomando NOJO destas malditas montadoras, que vem aqui, produzem lixo, que matam ( vide que lá fora, é obrigátorio, há talvez mais de 1 década, os airbags e abs, por aqui, "estão dizendo" que apartir de 2014) para ficar em um exemplo, a Kombi, a famigerada Kombi: pq ainda existe? pq ninguem dá a mínima p/ os seres infelizes que andam nela, são via de regra, trabalhadores pobres, crianças, enfim, pessoas que com certeza não fazem parte do "circuluzinho" de amizades dos executivos da VW, aqueles que ficam em julho tomando cervejinhas artesanais em Campos do Jordão, se achando " o máximo". Nojentos!
    E ainda gozam de proteção ao chamado "mercado nacional". Sempre que posso, divulgo em chat´s alemães o que a fabrica que lhes pertencem faz por aqui. E acreditem, ficam impressionados e não entendem como não há nenhuma norma legal que proíba este assassinato em massa. Ficam chocados e mesmo revoltados em saber que uma parte da alemanha ainda comete ATROCIDADES pelo mundo afora. É lastimavel!!!
    Carlos Magno

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  9. Jonas Torres10/12/09 11:41

    O senhor está absolutmente certo, só o ganho em saúde em não aturar negociação, já vale.

    Por mais entusiasta que seja, como diria o Niemeyer, "a vida é mais importante".

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  10. Sofrimento por causa dessa Rural Willys? Mandava pro machado na hora... Horror de automóvel.

    Mas o coração tem razões que a própria razão desconhece... Sabe lá o que o Egan já passou com o galipão.

    Jamais faria isso com um dos meus Fuscas ou o Corcel 73 que é do meu pai desde 0km. Podem pagar o quanto quiserem - se for para destruir, não vendo.

    Aliás, sempre que vendo um carro, tento escolher um bom dono!

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  11. Antes eu daria de presente as peças, a base de troca, pra alguem que tivesse uma cherokee cansada.

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  12. Aliás... A desvalorização descrita dá muito o que pensar sobre a cultura consumista dos americanos, em plena era de conscientização ecológica e contenção de resíduos.

    O Cherokee do Egan poderia continuar trabalhando tranquilamente por mais 15 anos.

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  13. Prezado Anônimo(Carlos Magno),
    Compartilho com vc a revolta com esse absurdo que a VW continua fazendo com o povo brasileiro, fazendo o mínimo necessário em relação à segurança da Kombi! Que bom que vc comenta isso em sites Alemães... Vide o VW Sedan que não teve o aperfeiçoamento que poderia ter em suspensões e áreas envidraçadas, sem contar todo o resto da linha "a ar", exceto o VW Gol. Quantas pessoas morreram, ficaram inválidas, etc por essa exploração do Brasil. Faça o mínimo, cobre caro que o povo compra a "robustez"("Voce conhece, você confia"). Hoje só melhorou por imposição do mercado, haja vista os carros VW serem quase sempre os mais caros em suas categorias e os que oferecem menor conteúdo de itens e acabamentos.Lamentável! Abraço

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  14. O programa C4C dos EUA de inocente não tem nada, é bullshit essa coisa de pagarem pra tirar carro poluente e blablabla... eles tão mesmo é tentando reaquecer o mercado interno depois da crise idiota que se instalou por culpa deles e ferrou 1/2 mundo. O governo americano fica lambendo as botas das montadoras dando dinheiro pra elas e fazendo esse tipo de programa besta. Agora, se eu fosse do povo e tivesse condição de trocar de carro com uma super valorização dessas, claro que trocava! Aproveita a besteira do governo e ganha um $$ pega um zero km (que lá é barato) e economiza em manutenção, consumo e melhora o conforto. Lembrem-se que lá não costumam aceitar pseudocarros como nossos "populares" daqui...

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  15. Bom, esse carro especifico, machado e marreta tranquilamente, e mais um monte de outros.
    Mas há muitos que nao podem ser destruidos, sao importantes por vários motivos, seja pessoais, seja historico.
    O meu de hoje, por 9 vezes o valor, ia para qualquer buraco. Mas o melhor seria jogar ele de um guindaste, por sobre as cabeças de alguns politicos.

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  16. Francisco V.G.10/12/09 12:54

    Assassino!

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  17. Esta é uma questão muito relativa.

    Eu tenho um Kadett Ipanema 95, e que está comigo há quase 9 anos. É praticamente um membro da família.

    Ele vale hoje pouco mais de R$ 10.000,00.
    Se me pagassem R$ 90.000,00 por ele, claro que eu trocaria. Porém, esta não é a base de comparação a que o MAO se refere.

    Para colocarmos a situação no mesmo patamar, digamos que ele valesse R$ 1.000,00 e estivessem me oferecendo R$ 9.000,00.
    Neste caso, eu não venderia.

    Fora questões sentimentais, este é um carro que não me dá dor de cabeça nenhuma, é bastante econômico e potente, e tem enorme utilidade pra mim (costumeiramente levo muita tranqueira de um lado para outro).

    Até para gastar meu dinheiro penso como engenheiro. Tenho que gastá-lo com eficiência, já que trabalho para tê-lo.

    Que carro atual substituiria a velha perua em pé de igualdade? Quanto custa esse carro atual? Quanto me custaria os juros pra comprar esse carro financiado?

    E pra quê? Pra ter o que eu já tenho?
    Não, obrigado.
    Tudo isso me custaria muito mais que os R$ 8.000,00 que ganhei de vantagem sem me dar nada em troca.
    Se eu usá-la até ela se acabar, quando finalmente for descartá-la, ela representaria apenas R$ 1.000,00 a menos no meu bolso.

    Porém, este é um caso muito particular. Há um outro fator que precisa ser levado em conta.

    Em 95, ano do meu carro, a Volks produzia versões do Gol que iam do Gol 1000 pé-de-boi a até o Gol GTi.
    Mesmo quase 15 anos depois de fabricados, esses carros são relativamente fáceis de se manter. Usavam praticamente os mesmos paralamas, parachoques, lanternas, etc.

    O mesmo se pode dizer de outros carros, como o Uno/Mille, Corsa, Monza/Kadett, Santana...

    Hoje a Volks oferece na mesma fatia de mercado o Gol G4, o Gol G5, Fox e o Polo. O fator de escala de várias peças é muito menor.

    Quem garante que esses carros que estão sendo vendidos hoje terão peças disponíveis daqui há 15 anos?

    Imaginem um cenário onde há inspeção veicular, e um carro destes tem sua controladora de injeção queimada, e não há peças de reposição novas, e as usadas são caras e sem garantia.
    Isso matou o carro se ele valer muito pouco.

    Se, ao invés de falarmos de carros das 4 grandes fábricas nacionais, estivermos falando de modelos das demais, as coisas podem se complicar ainda mais.
    Alguns modelos dessas fábricas sequer tem peças de reposição mesmo estando em linha.
    Um retrovisor quebrado, e o carro já não pode circular por mais de um mês porque pode ser multado por falta de equipamento obrigatório enquanto a peça de reposição não chega.

    Se já há essa dificuldade hoje, com peças frugais de reposição, com o carro em plena comercialização, como ficará quando ele já estiver fora de linha há algum tempo, com peças mais vitais?

    Este é um raciocínio que está de acordo com um dos artigos que o MAO escreveu a pouco tempo.

    Meus colegas entusiastas que vivem da venda de carros novos que me desculpem, mas do jeito como está hoje, uso o meu velhinho até ele se acabar.

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  18. Concordo com o meu primo da matriz. Por 9 vezes o valor de mercado, eu me via livre até da minha família.

    Agora, sendo honesto, aqui, no BR, se alguém me pagasse o valor que peço em um carro, sem titubear, não precisa nem ser 1x, 2x ou 9x o preço. Vai embora pra ser o que for. Pra usar, botar fogo, ou limpar a bunda, vai embora do mesmo jeito. É só um carro, e se o $ é justo, ou mais do que justo, sem dó nem pena.

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  19. "Só o faria de forma mais gloriosa, colocando ele em primeira com um tijolo no acelerador, e ateando fogo no treco. O carro morreria, mas numa enorme bola de fogo visível da mesosfera, inesquecível. Eu sempre fui a favor de partir com um estrondo, sabem como é..."


    hahahaha

    essa foi boa
    assino em baixo

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  20. Por certo ponto de vista vc está certo.

    Se pagassem 9 vezes mais no que vale meu golzino, certamente eu já estaria andando com um volvo C30 T5 ou Subaru WRX novinho, brilhante e possante...

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  21. Esses Cherokees aqui nao valem nada. Dao muita encrenca de cambio, etc. Por isso o valor baixo.'

    A foto engana. Carro usado aqui nos USA, em geral, esta em tremendo mal estado.

    Agora o que o Egan nao falou foi todo o rolo que isso deu. Muitas pessoas ficaram sem o dinheiro do clunker. Outros carros nao qualificavam porque ainda eram economicos em termos de combustivel.

    A reserva de dinheiro para os clunkes acabou logo. Muitos dealers que adiantaram o dinheiro tambem tomaram na cabeca.

    Foi uma medida idiota, feita as pressas sem pensar.

    Japao ja fez isso, so que mandavam os carros para China, Australia e outros lugares para serem vendidos.

    Aqui poderiam revender boa parte que ainda estava boa para o Mexico.

    Ou seja, tudo errado.

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  22. Cartão vermelho para o Sr. MAO!
    Autoentusiasta que se preze JAMAIS mandaria seu carro, seja lá o modelo que for, para a prensa.
    Este tipo de pensamento consiste em reduzir a vida a apenas um numero: o dinheiro. Então tudo na vida se resume a juntar dinheiro, e depois torrá-lo? Eu tenho um nome excelente para isso: insuperável mediocridade.

    O autor do artigo na R&T havia começado bem, descrevendo que os motores são obras de Engenharia. Portanto, no mínimo, por respeito a quem os criou, não se deve destruir absolutamente nada.

    "Ah mas o valor de mercado do meu carro é ínfimo, ou seja, ele não vale nada". PROBLEMA SEU! Voce comprou, voce se vira. Não quer perder dinheiro com carro? Então não compre carro. Simples assim.

    Esse programa C4C já foi bastante discutido aqui, e a conclusão é simples: palhaçada com o bem público. Para acabar de piorar, deixou muito claro como o americano também é um ótimo seguidor da Lei de Gerson. A rapidez com que o programa C4C se esgotou mostra isso.

    E para acabar de piorar, a "brilhante" conclusão do artigo da R&T: "lavo minhas mãos, a decisão fica com a esposa". Legal isso, também há um nome excelente para essa atitude: supra-sumo da essência da hipocrisia.

    Cartão vermelho pra toda essa gente que só quer saber do novo, independente de consequências.

    Noutro post eu havia dito que só devia ser permitido dirigir quem realmente tem habilidade e gosta de dirigir. Agora vou mais além: só deveria ser proprietário de carro quem realmente gosta de carro. Certamente não teríamos tantas bicheiras circulando pelas ruas (quem gosta de carro sempre fará questão de mantê-lo impecável).

    Pensei que esse grupo intitulado AutoEntusiastas fosse mais seleto, só contendo entusiastas DE VERDADE. Que decepção!

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  23. são 4500 dólares, o que são 4500 dólares para ele? creio que esse seja o limite, então usar exemplos de 10x9mil não faz sentido, agora você daria seu carro que você tem desde novo e que aparentemente ainda esta em bom estado para ser destruído por 4500 dólares?
    eu não, prefiro deixar parado na garagem ou doar para alguém, tenho certeza que se ele anunciar direito consegue vender esse carro para alguém que vai usar...

    Esse programa é ridículo, da forma como foi feito, com os motivos alegados,

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  24. Que exagero! mdalpoz, sua lógica não permitiria nem crash test!
    Acho que essa pergunta parece muito complexa, mas a resposta é mesmo simples: carro é um bem material, e basta equalizar os valores.

    A questão é justamente definir os valores. Não podemos cair no erro de só incluir valor financeiro, já que existem uma série de outros fatores - logístico, agregado, e (porque não?) sentimental. A discussão parece girar em torno disso.

    O carro X vale no mercado 1000, o C4C oferece 4500, então 4500 - 1000 = 3500, parece lógico embolsar 3500.

    Porém o mesmo carro X pertenceu ao meu bisavô, que o comprou com o último dinheiro ganho na lavoura de café, e em seu testamento ele deixou o carro, então seu bem mais precioso, para meu pai, que por sua vez sempre quis restaurá-lo, mas morreu jovem e não pode, e o carro sobrou pra mim... não dá pra quantificar isso em dinheiro, pois é abstrato demais. Mas por um exercício, vamos atribuir a isso, sei lá, 30.000 feel good dollars (☺$).
    Esse mesmo carro será destruído com requintes de crueldade, e seus restos serão oferecidos a Baal em uma cerimônia regada a sangue de bode, e ainda vão tacar sal no chão onde seu bisavô está enterrado. Digamos que isso vale -☺$ 50.000.
    Assim, -☺$ 50.000 - -☺$ 30.000 = - ☺$ 80000, um grande prejuízo sentimental.
    Porém como comparar duas grandezas diferentes? Precisamos e uma taxa de câmbio, e essa taxa varia muito para as pessoas. Vamos supor que falemos de um executivo da Caoa, que não entende nada de carro. Todos sabemos que a cotação de um feel good dollar para um cara desses gira em torno de ¢0,0375, logo, corrigindo os valores, ☺$ 80.000 = US$ 3.000. Comparando com o valor do ganho, 3500 - 3000 - 500... por essas míseras doletas esse executivo provavelmente jogaria ele mesmo sal na tumba do bisavô, e ainda ia dar um jeito de anunciar que ninguém entende mais de sal do que ele :-)

    Falando sério, acho que tudo é mesmo questão de saber atribuir os valores. Se o Egan gostava tanto do carro, ele passou por cima dos próprios sentimentos e talvez se arrependa disso quando o dinheiro acabar. Se ele usou uma "licença poética" para exagerar e enriquecer seu artigo, aposto que tá muito feliz pelo que recebeu do artigo e pelo que ganhou no programa.

    Só sei que eu não teria a menor pena de Cherokee nenhuma, por duas doletas de diferença tacava-a eu mesmo em cima de Baal. Quanto menos SUV no mundo melhor!

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  25. MAO
    Eu não mataria esse e nenhum outro, e por dinheiro algum. Carro para mim é muito mais que um monte de aço e plástico.

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  26. Em tempo, não que eu queira seguir a multidão, mas também achei esse programa uma palhaçada. Nada mais é do que um subsídio mal disfarçado. Antes fizesse um subsídio honesto, como a Alemanha, do que esse subsídio lusi... enfim, entenderam, certo?

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  27. Pessoalmente, me repugna a idéia de mandar um automóvel pro matadouro desse jeito. Mas acho que é preciso levar em conta as circunstâncias específicas do caso.

    Nos EUA, não existem as facilidades para cuidar de carros mais velhos que temos no Brasil. As concessionárias querem distância disso, e as oficinas independentes - que são uma espécie em extinção - se dividem entre as caríssimas, especializadas em importados exóticos, e as bocas de porco, piores até do que as que temos aqui.

    Além disso, em Wisconsin, estado onde mora o Peter Egan, os invernos são extremamente rigorosos. Começa a nevar em novembro, e às vezes neva até em abril. A neve vai ficando compactada, penetrando em todos os cantinhos da carroceria e do chassis e retendo a areia que é espalhada nas estradas para dar aos pneus um mínimo de tração sobre o gelo. É um ambiente extremamente hostil para um automóvel. Portanto, ao longo de todos esses anos, não creio que esse carro do Egan tenha escapado incólume, por mais que ele tenha se esforçado para cuidar dele.

    Digo isso porque morei em Wisconsin durante 12 anos. (Aliás, fui contemporâneo do Egan na universidade, e costumava fazer a manutenção do meu Opel Manta na oficina onde ele trabalhava!)

    Então, por mais que eu goste de automóveis, entendo que talvez ele não tivesse outra saída a não ser resignar-se diante dessa proposta. E, se a esposa dele é companheira de verdade, nada mais justo que poupá-lo na hora da despedida da Cherokee velha de guerra.

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  28. Mister Fórmula Finesse10/12/09 17:52

    Mataria...o negócio está virando pura questão de sobrevivência, o minério está acabando, essas tranqueiras estão tomando cada vez mais espaço nas ruas, os números de produção não param de subir, a população idem...as estradas não acompanham a evolução dos números, tudo está ficando cada vez mais trancado, cada vez é mais frustrante não poder aproveitar o prazer da direção, gente demais que não sabe dirigir nas estradas...eu mataria os carros velhos e os novos também, fazer um belo racionamento na frota mundial que vem apenas acumular o que não precisa.

    amanhã eu mudo de idéia...(ah, mas como eu queria umas ciclovias decentes!!!)

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  29. Rafael Ruivo,

    Esse seu comentário com o coeficiente de cálculo do valor afetivo de um automóvel é absolutamente antológico e vale um milhão de feel good dollars. Vc deveria traduzir e enviar pro Peter Egan. Parabéns!

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  30. Thulum

    Obrigado! Eu ia colocar ♥ como moeda, mas achei que ia ficar esquisito. Se bem que o mundo é moderno, vai saber.

    Quanto ao Peter Egan, acho que ele não vai gostar muito da minha opinião sobre a Cherokee :-) Além disso, felizmente eles não precisam se preocupar com a Caoa, ia ter que inventar outro exemplo...

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  31. Como disse um colega aí mais para cima, está havendo confusão entre moedas e depreciação, o que deforma toda essa história.
    Para termos uma idéia correta do que os carros (ou qualquer outro bem) representam para os americanos, devemos pensar um valores nominais, ou seja, ou seja se uma coisa custa lá 500 dólares, devemos pensar como se fosse 500 reais. Isso nos dá uma proporção de valor.
    Em segundo lugar, desvalorização lá é brutal. Então, MAO, seu Maxima vale umas 15 vezes menos do que ele vale aqui! Lembrem-se: valores nominais! Então, meu amigo, eu, que tenho um astra desde zero do mesmo ano do seu carango japones, não o entregaria de maneira alguma para ser exterminado por 4500 reais.

    Mais uma vez não podemos esquecer: 4500 dólares (o máximo que uma pessoa pode obter de lucro nessa estupidez de C4C) é uma quantia módica para os padroes norte-americanos, o que reforça o tanto que o Egan foi frouxo.

    Abraço

    Lucas

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  32. Tenho que concordar com o MAO e oferecer um isqueiro Dupont para a festa da fogueira da Rural Willys aí de cima. Nem precisariam me dar os US$ 4500, faço de graça só pelo prazer de tirar um desses gas guzzlers da rua.

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  33. Jean Paul Sartre (de volta do inferno)10/12/09 23:35

    "O inferno são os outros"

    Fogo no carro dos outros é refresco...

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  34. Nenhum carro merece isso. Todos merecem um fim digno. Ainda mais novinho como o em questão. Esse C4C me enjoa...

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  35. Lamentável esse texto do Egan, vil, ridiculo, materialista covarde e desprezível. Mas perfeitamente inserido no nosso contexto contemporaneo, no nosso mundinho esperto, materiaista e imediatista. Lá foi C4C, aqui tivemos estatuto do desarmamento, apesar de dispares os objetos, a troca de bem por metal é a mesma. Tipo de coisa analoga a se ter por exemplo um cão que ficou isoso e feio e se manda ele para o sacrificio ou mesmo se abandona ele na rua para se livrar do incomodo. Se voce compra um carro comum, usa e troca em pouco tempo por outro, ok, é normal, essa de descartar apenas por uma oportunidade financeira momentanea me parece eticamente questionavel.

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  36. Francisco Neto11/12/09 00:07

    Mataria sim. Entendendo o contexto em que o dono se encontra, mataria na hora.

    A vida é feita de mudanças.

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  37. Juargenu Simbetlink11/12/09 02:50

    por isso gosto de ser solteiro, as esposas quase sempre nos obrigam a tomar decisões equivocadas

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  38. Fiquei pensando na bola de fogo vagando sem destino!
    Esse seu post é curioso. Um dos maiores desafios do ser humano é conviver com nossas próprias contradições. Entendo perfeitamente o que você disse sobre o automóvel ser apenas um objeto, mas que para laguns de nós possui alma. Para os mortais, como nós, infelizmente não é possível manter todos os carros que tivemos. O mundo gira e mesmo que algumas vezes a contra gosto temos que seguir em frente.
    Guarda esse post aí para seu livro de crônicas.

    PK

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  39. Se somos "auto estusiastas" e aceitamos que matem um carro então não somos auto entusiastas. Para mim matar um carro íntegro é como sacrificar um animal saudável.

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  40. Em tempos: sobre o Maxima ser grande demais, nunca essa afirmação foi tão desprovida de sentido. Porém, a culpa não é do dono do Maxima que emitiu tal frase, mas sim dos fabricantes que insistem em fazer seus carros cada vez maiores.
    Quando se vê que um Pallas tem 4,77 m de comprimento, um Vectra "Astrão" tem 4,61 m e até mesmo sedãs pequenos estão exageradamente grandes (vide Linea com 4,56 m e City com 4,40 m), algo está errado. E bota errado nisso, quando vemos que eles nem de longe são mais espaçosos que concorrentes com 30 cm a menos. Sim, quem reclamava que Opala é difícil de estacionar só estaciona um Pallas porque este tem sensores dianteiros e traseiros, se esses vierem de série. Sim, o pessoal é obrigado a dar o braço a torcer para uma ala dos opaleiros que não aceitava que seus carrões fossem chamados de "banheiras".

    Na Europa tão adepta de carros que aproveitem bem o tamanho que possuem, entre os médio-grandes só mesmo o BMW Série 3, o Mercedes Classe C e o Toyota Avensis estão se mantendo fiéis à proposta da classe, nenhum deles tendo passado dos 4,7 m de comprimento. Enquanto isso, o Passat tem 4,76 m de comprimento, o Insignia tem 4,83 m e o Mondeo tem 4,81 m.
    Quando o assunto é médio-pequeno, um hatch passar dos 4,3 m está virando regra e temos absurdos como o Astra D ter 4,40 m. O Focus está com 4,34 m, mesma medida do Bravo. O Golf, que na geração IV era dos maiores de seus contemporâneos, agora está bem contido na geração VI, que é um pouquinho mais curta que a V.

    Já nos pequenos, também temos estragos, como Puntos e outros carros medindo pouco mais de 4 m. Sim, um hatch pequeno está com o comprimento que seria de um sedã pequeno há até pouco tempo. O mais irônico de tudo é ver que o Mini atual tem 60 cm a mais que o original. Sim, é um Mini mais 1/5.
    Seria interessante que este blog abordasse esse fenômeno de carros excessivamente grandes para a classe a que pertencem. Está parecendo muito aquilo que ocorreu nos EUA nos anos 70, em que os carros full-size chegaram perto e em alguns casos passaram dos 6 m de comprimento. E junto com esse comprimento excessivo, veio um monte de peso.

    Por lá, acendeu-se a luz vermelha e logo os fabricantes se mexeram, cortando vários centímetros de seus modelos e peso junto. Porém, esses carros mais novos e menores eram mais espaçosos, econômicos e melhores de dirigir que seus antecessores agigantados.
    Já alguma sinalização de que a Europa começará a cortar tamanho e peso em seus carros. O Japão também, pois a Honda já avisou que o próximo Civic será menor e mais leve que o atual. Porém, ainda assim estamos dirigindo banheiras (e ofurôs, no caso dos pequenos) sem notar que isso está acontecendo. E sem notar que eles não são obrigatoriamente mais espaçosos que carros com tamanho adequado à classe que pertencem.

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  41. Fico pensando: aqui no Rio, com tanto assalto, com tanto buraco na rua, quebra-molas, sonorizadores, tachoes(olhos-de-gato, gelo-bahiano -> meaning for more far away places around brazil)com tanta gente batendo a porta do carro no meu carro, com tanto combustivel adulterado, com a falta de respeito etc, penso tanto: pra que vender meu Tempra (vulgo caveirao pros que ja andaram ou dirigiram ele por mais de uma vez)?!?!
    Ele esta pra mim quase como o Maxima pro MAO (quase pq NAO vou acender o fosforo).
    Se me pagassem o que ele vale, agregado o custo-beneficio, ele ia sair bem caro, mas ai comprariam um carro novo. Logicamente nao vao pagar! Entao, deixo ele comigo ate morrer, me levando e trazendo, intimidando os motoristas mais valentes (carro velho ninguem
    de carrao encara), me despreocupando com portadas, invisivel (ou offline) para ladroes, acostumado(ele, o caveirao) com a buraqueira e blablabla.... pensando bem, acho que vale 50 mil!! :)

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  42. TELEGRAMA DE DIVORCIO
    Uma mulher é transferida para trabalhar em outra cidade. Depois de poucos dias, mandou um telegrama ao marido que dizia:

    'FAVOR, ENVIAR URGENTE DOCUMENTOS PARA O DIVÓRCIO. ENCONTREI UM COMPANHEIRO
    IDEAL QUE POSSUI AS MESMAS CARACTERÍSTICAS DO NOVO VECTRA DA CHEVROLET'

    Curioso, o marido vai a uma concessionária e pergunta ao vendedor quais as
    características do tal carro.

    'É MAIS POTENTE, MAIS COMPRIDO, MAIS LARGO, MAIS RÁPIDO NA SUBIDA, MAIS
    BONITO E NÃO BEBE MUITO.'

    Duas semanas depois, é ela que recebe um telegrama do marido dizendo:

    'MANDEI OS PAPÉIS DO DIVÓRCIO. ASSINE RÁPIDO!!!
    ENCONTREI UMA COMPANHEIRA IDEAL. REÚNE TODAS AS QUALIDADES DA NOVA
    CHEROKEE.'

    Curiosa, a mulher vai a uma concessionária e pergunta sobre o tal carro.
    O vendedor responde:

    'É MAIS RESISTENTE, SUPORTA MAIS PESO, TEM LUBRIFICAÇÃO AUTOMÁTICA, A
    CARROCERIA É NOVA E MAIS ARREDONDADA, É MAIS BONITA E CONFORTÁVEL, POSSUI
    AIR-BAG DUPLO EXTRA LARGE, MAIS SILENCIOSA, NÃO VAZA ÓLEO, É MAIS ECONÔMICA
    E AINDA ACEITA ENGATE NA TRASEIRA.'


    Por isso salvem a Cherokee!

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  43. E o sujeito ainda se diz "auto-entusiasta"! Eu mataria, isto sim, e de graça, os infelizes que tiveram esta idéia que condenou sabe-se lá quantos exemplares de futuros clássicos, sabe-se lá quantos carros raros, sabe-se lá quantos "doadores" de peças para futuros colecionáveis, o prazer quase lúdico de se garimpar uma delas nos ferros-velhos da vida, o prazer de reencontrar, em absoluto estado de conservação, aquele modelo que nosso avô ou pai tiveram, e ao volante do qual, passamos horas brincando de dirigir! Esse programa é CRIMINOSO para a história da indústria automobilística, e para os verdadeiros auto-entusiastas, um crime contra a própria história de suas vidas, dependendo do que este ou aquele automóvel represente nela.

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  44. Concordo plenamente com o AG.
    O pior de tudo é saber que 4500 dolares, nos USA, é dinheiro de bala.
    O programa é criminoso sim. Quem tem um carro tem o direito de fazer o que quiser com ele, o que lamentavelmente inclui destruí-lo. Mas ser remunerado com dinheiro público para fazer isso? Isso é muito além do ridículo.
    Infelizmente governo tosco não é exclusividade brazuca. Americano até pouco tempo sabia preservar sua própria história, mas parece que lá também a coisa vai degringolando.
    Esse Bill Egan bem que podia ir junto com a sua ex-Cherokee.

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  45. O certo seria o que?Realmente descartar o que não tem recuperação, como a 280C que estou desmanchando, levantei o carro lateralmente e qdo baixei a porta não fechou mais ,o monobloco torceu de tão podre, mas mandar para a vala qq carro em bom estado só porque é usado/antigo?Isso é coisa de corno, eu pergunto para os sapientes do blog:o que polui mais, a fabricação de um carro novo novo ou a conservação de um bom antigo?Eu nem vou entar em méritos de coisas afetivas ,isso é do forum íntimo de cada um e só um verdadeiro autoentusiasta enxerga isso num monte de aço e plástico,mas hoje em dia em troco dessa tecnologia moderna enfiada nos carros atuais o caboclo fica com uma poltrona de p.. para sentar qdo a viatura apronta ,basta um pico de corrente na linha para um dos 357 módulos do carro ir pro saco ,ou que tal desprogramar/perder uma chave do carro?Ou um corpo eletronico de borboleta quebrar uma das engrenagens de "prástico" e o caboclo morre num dindim forte ,e isso acontece com pouco km ,por isso que os meus meios de transporte que possuo não botam areia na minha rosca,hahahahaha, aí o cara recebe um dindim do governo para entregar o carro dele bom para comprar um descartável novo e tem que ficar feliz com isso?essa semana chegou um cara na quitanda p da vida com o Ka 2009 dele, o carro tem 3000km, já foi no dealer 5x,o carro faz 7km/l na cidade e 9 na estrada com gasolina ,eu trouxe de Sampa ontem uma C280 95 para revisar, vindo a 140/150 ela fez 8,5km/l,ar ligado o tempo todo ,é um carro "velho" com 77000km, tem 2 anos da última revisão, se o cara do Ka souber disso vai enfiar o dedo e rasgar,hahahahaha...........

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  46. Maluhy

    Como diria o sábio Scotty, "quanto mais complicado o encanamento, mais fácil entupir o ralo".

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  47. RMV,
    O mais revoltante é saber que foram para a prensa exemplares impecáveis de Camaros, Mustangs e Corvettes. Mas quem os entregou pelos míseros 4500 dolares comprou o que? Focus, Civic, Corolla, e sua malta de asseclas.
    O que tem na cabeça um sujeito que troca um Mustang GT V8 num Focus americano? É sempre bom lembrar que, ao contrário do Focus brasileiro, o Focus americano é uma b**** de carro (nem sequer deveria ser considerado carro).
    Feliz de voce que faz bom proveitos dos bons carros feitos nas décadas de 80 e 90. E claro, lamento muito pela C280 que está podre. Falando nisso, é muito estranho que ela esteja podre. O que o dono anterior fez? Andou com ela na praia? Aí não há carro que aguente.

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  48. Rafael,perfeito!!

    Bussoranga, C280 é o chassi W202 ,lançado após o fim da produção da 190 W201 em 93, a primeira MB compacta, a 280 C seria uma W114 coupé (até meados de 93 o C identificava as carrocerias coupé das MB, depois virou código de série,no caso Compakt ou C-Klasse)da década de 70, avó da atual série E, sáo ótimos carros mas tem uma tendencia infernal para apodrecer e como essa ficou ao relento por 5 anos,já viu.....

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