PEQUENO E GRANDE. E O MÉDIO?

As autoridades estão sempre colocando o carro como o vilão dos problemas de trânsito, que tanto incomodam nas grandes cidades, e vivem pregando que a solução é o transporte coletivo, no que concordo, mas não no formato atual.

O argumento principal é que um ônibus ocupa o espaço de três carros mas leva 10 vezes mais passageiros. Se levassem 40 passageiros, todos viajariam sentados, mas nas linhas de maior demanda sabemos que a chance de viajar sentados é pequena. Por outro lado, é comum ver ônibus com 10 ou menos passageiros em linhas de maior lucratividade, com intensa sobreposição de itinerários. E aí começa o caos, porque quando um se prepara para deixar o ponto de parada, o outro o corta por fora e para na frente, impedindo que ele saia fácil, e o obriga a manobrar para sair de trás do que parou. Nessa manobra, não é raro que o ônibus, pelo seu comprimento, invada momentaneamente até a terceira faixa de rolamento à esquerda, causando retenções no fluxo. E isso acontece a todo minuto!

As opções atuais são o carro, que taxam de egoísta, anti-ecológico e outros adjetivos simpáticos, mas que lhe permite ir direto de A a B sentado, ouvindo música e que ainda lhe oferece a opção de mudança de itinerário no meio do percurso, caso haja algum problema no trajeto original. E os transportes coletivos, que na maioria das vezes não oferecem o mínimo conforto, seguem itinerários que priorizam o faturamento e não o transporte do ponto A ao ponto B pelo trajeto mais rápido. Claro que seria impossível que existisse um coletivo exclusivo para cada trajeto A-B, pois seriam infinitos. Mas precisamos de algum modelo entre o carro e o coletivo de grande capacidade.

Aqui no Rio de Janeiro existem as vans do transporte alternativo, que nasceram sob a forma de cooperativas, porém o serviço oferecido por elas é bem abaixo do mínimo aceitável. Motoristas guiam de forma completamente irresponsável, os veículos muitas vezes trafegam em estado deplorável, não respeitam as mais elementares leis de trânsito. Quem mora na cidade do Rio de Janeiro sabe do que falo.



Mas entendo que um veículo que transportasse de 15 a 20 passageiros sentados, que parasse pouco pelo caminho e tivesse um custo vantajoso em relação ao carro, teria boa aceitação por boa parte da população, que gostaria de utilizar o transporte coletivo em seu trajeto casa-trabalho-casa mas que não quer se submeter às agruras do modelo de transporte atual.

Ônibus grandes deveriam servir a linhas-tronco, com paradas espaçadas para maior velocidade média, sem sobreposição de itinerários e integradas com as linhas de veículos menores, que fariam a complementação do trajeto sem que aconteça o que observamos hoje no centro do Rio, um sem-fim de linhas desembocando nas avenidas do centro do Rio e concorrendo no espaço tão minguado.

Não é uma equação fácil de resolver, mas é evidente que o modelo atual não atende mais às necessidades da população. Enquanto uma viagem de 15 km levar entre 1h30 e 2h00 por conta do itinerário ilógico e das paradas em cada quarteirão, continuo usando o transporte individual, mesmo convivendo com a dificuldade de estacionar e com o alto preço dos combustíveis.

AC

34 comentários :

  1. Alexandre,
    Para mim não existe insanidade maior do que passageiros viajarem de pé nos ônibus. Nem precisa bater, basta uma freada mais forte para as pessoas serem atiradas indefesas para a frente. Esse péssimo hábito teve origem na Segunda Guerra Mundial, quando havia falta de transporte individual e coletivo devido à escassez de combustível, e ficou.

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  2. A questão é que simplesmente não compensa andar de ônibus em uma cidade de médio porte. Em São Paulo, onde os estacionamentos são para milionários, até compensa, mas pegue uma cidade como Blumenau-SC, onde moro.
    Pago 150 reais de estacionamento no centro e gasto até 300 reais de combustível por mês. Com estes 350 reais seria possível fazer 136 viagens de ônibus. 136 viagens são 68 idas e voltas. Para duas pessoas (eu e minha namorada) isso é o equivalente a 2 idas e voltas (4 passagens) por dia. Considerando que vou ao trabalho, volto para o almoço, volto ao trabalho e depois venho para casa, o custo é quase o mesmo.

    Há quem venha falar do desgaste do carro, mas é fácil contra-argumentar falando da comodidade de estar em (e ter) um carro, de não depender da tabela de horários e poder fazer quantas paradas precisar ao longo do trajeto sem pagar uma nova passagem.

    Isso considerando que dirijo um carro 1.6. Antes eu tinha um 1.0 e não precisava do estacionamento. O custo era 200 reais de combustível e só.

    Agora, imaginem a vantagem para quem compra uma moto usada por 2000, 3000 reais. São pelo menos 20 km/l.

    A solução da prefeitura foi criar corredores de ônibus. A malha viária da cidade é antiga. A última grande avenida foi construída há quase 20 anos, quando a população ainda era do tamanho da frota atual (200 mil veículos - 310 mil hab. de acordo com o censo de 2010).

    Andar de ônibus é demorado, é caro, é desconfortável. Quem souber usar racionalmente seu carro, sai ganhando.

    Culpar os carros é fuga para a incompetência das secretarias de planejamento, obras e engenharias de tráfego. Incompetência pura.

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  3. Corrigindo "até 200 reais de combustível".

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  4. Aqui em São Paulo, teve um dia que eu estava na av. Brigadeiro Faria Lima indo de Pinheiros ao Itaim Bibi. Pouco antes de chegar ao cruzamento da rua Baltazar Carrasco percebo um congestionamento estranho. Parado os faróis verdes só servem para quem vem da Baltazar e entram na Faria. Para quem estava antes disso na Fari não andava nada. Porque os ônibus que vinham da Baltazar com aquele tamanho todo fechavam o cruzamento. E como o ônibus fechava, os carros se sentiam no direito de fechar também, então cada espacinho era completamente bloqueado. Resultado, 1:30 parado só naquele local. E o marronzino que estava lá não fazia nada. Provavelmente só multando quem estava falando com o celular, sem cinto de segurança ou no rodízio.

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  5. Na região da Raposo Tavares aqui em S. Paulo, a maior parte dos ônibus que viajam do centro para o bairro passam pela rodovia. Durante o horário de pico, é comum filas de mais de 10 ônibus parados nos pontos de maior movimento. E como estes pontos na sua maioria, ficam juntos às entradas e saídas das rodovias, o grande número de ônibus parados travam os acessos e provocam engarrafamentos ainda maiores.
    A única solução de transporte público para metrópoles realmente grandes como S. Paulo é o ferroviário: onde dá, trens de superfície, onde não, o metrô.

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  6. Enquanto hipongos-comunas querem que nos relacionamos com outros seres humanos ao abandonar o privado e passar para o coletivo, veja o que os chineses proporam, como meio de baratear o metrô: http://playrp.blogspot.com/2010/08/onibus-passarela-proposta-chinesa-para.html

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  7. Moro no Rio de Janeiro, e sempre tive a mesma opnião do autor. Sem tirar nada.
    Fico muito aborrecido quando em vias de muito movimento, vejo coletivos com pouquissimos passageiros. Popular "batendo banco". Coisa que é comum em trajetos para zona sul do Rio.

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  8. no caso de SP , que não é governada por "hipocongos comunistas" não se priorizou nem o transporte publico nem a circulação de automoveis , a cidade esta cada vez mais caotica e com autoridades minicipais, que mais se mostram preocupadas em aumentar a arrecadação via multas do que estudar e resolver os problemas viarios, como a cidade de toquio por exemplo.

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  9. Cada cidade tem suas mazelas, embora pareçam todas caóticas do mesmo modo. Onde moro (que deixou de ser cidade pequena há tempos), ficamos torcendo para que haja uma greve no sistema de transporte público. Os ônibus atrapalham de tal modo que durante as greves o usuário chega ao destino mais rápido(à pé, por caronas, moto-taxi, ou táxi comum) que quando usa o coletivo. Uma das explicações seria a largura do ônibus, incompatível com as ruas estreitas, esburacadas e tortas que aqui temos. Outra, a confusão na hora de parar esses trambolhos com motor e freios de caminhão, que se repete toda quadra.
    São Paulo, por outro lado é o lugar mais broxante que se pode andar de carro. Sempre que tenho de ir à metrópole prefiro o ônibus, e lá chegando usar metrôs e trens a andar em suas malcheirosas ruas onde, ou o congestionamento ou os radares (quando não os radares que geram os congestionamentos) impedem de se colocar uma terceira ou mesmo segunda marcha no carro.
    Quanto ao governo de SP: Resta aos que não estão contentes adaptarem-se ou irem embora, já que mudar políticas como a indústria das multas, a concessão de rodovias para cobrança de pedágios extorsivos, a desvalorização dos servidores e o sucateamento dos serviços públicos sem redução de impostos iria requerer que a população achasse elas ruins, o que não é o caso, tendo em vista o mesmo partido ser reeleito há mais de vinte anos, numa prova incontestável do alto grau de satisfação do povo com o atual governo.

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  10. Nunca ví nenhum dos "especialistas" responsáveis pelo planejamento de trânsito das grandes cidades comentários sobre uma das principais razões da ineficiência do transporte via ônibus: a dificuldade e demora dos passageiros para entrar e sair.

    Na avenida João Dias aqui em São Paulo, por exemplo, não é raro formarem quilômetros de filas de ônibus parados na faixa exclusiva. O gargalo é um dos pontos de passageiros bem movimentados e que trava tudo.

    Como as cabines são projetadas priorizando o faturamento, os passageiros têm que subir degraus numa entrada estreita. Em alguns casos a catraca é ainda colocada próxima à porta, o que provoca outro gargalo com o ônibus parado e a fila de usuários para entrar.

    Enquanto não arrumarem uma maneira mais eficiente dos passageiros entrarem e sairem, não há solução.

    A foto do post ilustra bem essa situação.

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  11. Aqui em Porto Alegre temos micro ônibus de 21 lugares que fazem linhas específicas e tem muito boa procura, só transportam pessoas sentadas. Mas o sistema de transporte por ônibus é problemático, tanto que está em estudo um sistema de linhas troncais que alimentariam linhas de acesso aos bairros, como já foi comentado. Esta questão de ônibus com poucos passageiros é complicada: se tu colocar menos carros nos horários entre-pico quem precisa do serviço vai esperar muito, se colocar mais carros eles vão andar vazios...

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  12. Daniel San22/01/11 11:44

    Estou de pleno acordo com o BS. Enquanto que o governo faz campanhas pelo uso do cinto de segurança até para quem viaja no banco de trás (com o qual concordo),não se dá a mínima no caso dos passageiros que viajam em pé nos ônibus. Como bem disse o BS,basta uma freada forte para todo mundo desabar uns sobre os outros. Outra coisa que deveria ser mudada seria o número de pontos de ônibus. De nada adianta para a fluidez do tráfego e agilidade no tempo de viagem haver um ponto de cem em cem metros,de modo que a cidade inteira acaba virando um grande terminal. Pra não falar no metrô mal planejado (no caso do RJ,onde moro),com uma linha 1 sendo estendida indefinidamente,com os passageiros sendo transportados feito sardinha em lata. Não se pode esquecer que houve aqui um ex-prefeito que teve a louca idéia de multar os carros que andassem com menos de 2 passageiros. Sabe-se lá como,não obstante a fúria arrecadatória do poder público,essa idéia não vingou.De vez em quando vem à baila a idéia do pedágio no centro da cidade para carros.Só estão esperando o momento político propício pra isso. Enquanto esse estado de coisas continuar,continuo andando de carro.

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  13. Caro Toty,

    Em São Paulo a frota de ônibus caiu 10%, em Ribeirão Preto em dez anos a frota que tem em média 300 ônibus na cidade, está com 20 ônibus a menos. E nenhum com piso baixo.
    Enquanto isso quem tem carro é chamado de egoísta, hipócrita, imbecil por urbanistas que parecem não ter saído da faculdade, já que carregam a mesma ideologia dos dirigentes dos conselhos estudantis e grêmios escolares.
    O maior sonho dos urbanistas é ver São Paulo coalhada de bicicletas como a China nos anos 70 e 80, já que para eles que o carro é uma manifestação pequeno-burguesa de status social. Isto é, quem tem fusca é mais privilegiado que o vizinho que anda a pé.
    Só que vivemos em uma economia capitalista e esses especialistas vivem esquecendo que a qualidade e a satisfação do consumidor ante o serviço prestado é que faz o serviço melhorar. E o que se vê é a "nova classe média" comprando motos e carros semi-novos e congestionando ainda mais as ruas. Em Ribeirão Preto ainda se estuda transformar as antigas linhas de trem da antiga Mogiana em sistema BRT, semelhante ao de Curitiba. Enquanto isso, ir do ponto A ao Ponto B em fim de semana ou fora do horário de pico pode levar até três horas.

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  14. 1k2, bem lembrado!
    Se andar de bicicleta é tão bom, por que os chineses agora compram tantos carros?

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  15. Curitiba tem um problema irritante com os ônibus...

    Temos modelos diferentes, com portas a esquerda e a direita. Num primeiro momento parece não fazer sentido, mas é só circular pelas ruas pra ver os problemas causados por isso: Pontos de onibus no lado esquerdo da via, proximos a esquinas aonde o onibus precisa virar a direita, fazem com qe o onibus tenha que ficar parado até conseguir cruzar todas as faixas, na maioria das vezes tocando em cima dos carros.

    Além disso, tem ruas ditas "vias rapidas" (porque ainda usam esse termo?) onde os onibus dois dois modelos concorrem, fazendo com que cada um ocupe uma das faixas "da beirada" e impedindo o fluxo de carros pela faixa do meio, devido a largura.

    Os pontos de ônibus sâo muito mal localizados. Uma linha de ônibus com porta a esquerda tem um ponto exatamente na esquina, onde é possível fazer a conversão a esquerda. Sobram duas opções: formar fila atrás dele, ou poda-lo pela direita (extremamente arriscado)

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  16. Opa opa opa...

    Justiça seja feita!

    Os motoristas de onibus de BH semprem param la na frente do ponto justamente p/ facilitar a vida dos colegas q vem depois.

    Assim nao existe essa palhaçada de fechar kem ker q seja.

    So nao tem nenhum onibus no ponto, eles peram láááá na frente, bem a frente do ponto p/ ser mais exato, justamente p/ evitar isso.

    Qnd morei lá fikei admirado c/ essa conduta.

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  17. Deveriam pegar algumas avenidas e só deixarem os ônibus circularem. Mas encher de ônibus, mesmo! Como se fossem enormes corredos. Ainda que o embarque ou o destino fossem longe da pessoa que queira utilizar o serviço, ela saberia que teria um ônibus rodando numa avenida sem carros e com menos semáforos. A idéia seria como é o metô: às vezes não nos importamos em andar "um poquinho a mais", para pegar um trem que cruza toda a cidade em meia hora. Só que com os ônibus, o custo disso seria bem menor.
    Falo isso porque moro em S J dos Campos e vejo aqui se transformar numa mini S Paulo. Temos avenidas enormes e largas, a cada ano que passa o prefeito contrói mais, só que nelas vejo pouquíssimos ônibus. Eem resumo: dinhiro público gasto para o particular usifruir. Fazer o quê! Isso dá voto...

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  18. Deveriam pegar algumas avenidas e só deixarem os ônibus circularem. Mas encher de ônibus, mesmo! Como se fossem enormes corredos. Ainda que o embarque ou o destino fossem longe da pessoa que queira utilizar o serviço, ela saberia que teria um ônibus rodando numa avenida sem carros e com menos semáforos. A idéia seria como é o metô: às vezes não nos importamos em andar "um poquinho a mais", para pegar um trem que cruza toda a cidade em meia hora. Só que com os ônibus, o custo disso seria bem menor.
    Falo isso porque moro em S J dos Campos e vejo aqui se transformar numa mini S Paulo. Temos avenidas enormes e largas, a cada ano que passa o prefeito contrói mais, só que nelas vejo pouquíssimos ônibus. Eem resumo: dinhiro público gasto para o particular usifruir. Fazer o quê! Isso dá voto...

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  19. Hoje mesmo eu dei uma "andada" pelo Rio, essa AV Brasil tá uma vergonha ein...

    Quanto ao ônibus vi isso hoje mesmo, não chegou à terceira faixa, mas saiu justamente pq um parou logo a frente, depois um outro ônibus saiu da direita, do nada para a outra faixa da esquerda(passando de lado pela do meio) pq tinha de entrar.

    O pior é que o animal nem ligou a seta, afinal como ele é maior, é o dono da rua.

    No Brasil se dirige 3x. Uma para vc, uma para a pista, e a terceira para os outros... Isso quando não se dirige uma quarta, para o governo(dirigir escapando de multas...)

    Ai ai ai BRAZOLA...

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  20. Mas isso já existe!
    a solução chama-se midibus, que é um ônibus intermediário entre um micro e um ônibus padrão.
    Existem inclusive chassis de piso baixo que facilitam e muito o acesso.
    O que faz um ônibus comum ser alto é o chassi tipo escada que no caso dos Mercedes ainda tem muito de chassi de caminhão, com aquela suspensão de molas semi-elipticas.
    O poder público poderia muito bem oir força de lei obrigar os urbanos a serem pelo menos do tipo entrada baixa, pois primeiro degrau a 250mm do chão pra pessoas mais velhas ou deficientes é terrível.
    Falo isso pois trabalhei quase 5 anos em desenvolvimento de estruturas de ônibus, tem muito a se melhorar.

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  21. Vou falar de ônibus pois o utilizo muito aqui em SP. Há basicamente 3 modelos:

    Os mais antigos, aqueles que o motor fica na frente, o piso normalmente é de metal e o corredor é muito estreito. Duas pessoas em pé em lados opostos já fica impossível a circulação no corredor.

    Os de piso baixo que são inacreditavelmente altos. Para mim, que tenho 1,90m de altura, fica muito difícil segurar nas barras no alto. Sua segurança fica por conta daquelas cintas no teto, móveis que o deixa oscilando de um lado para o outro. O ônibus é largo, porém não tem apoio. Além disso, pasmem, após a catraca há uma escada, de 2 ou 3 degraus num corredor estreito que passa uma pessoa apertada se outra estiver de pé. Ainda há uma placa em cima dizendo "cuidado com o degrau"

    O outro, é inteiro alto, com escadas para subir e descer nas portas.

    Há ainda um "especial. Ele tem piso baixo no meio do ônibus, numa espécie de "platô". Porém, ele é alto na frente e atrás. Portanto você desce uma escada, passa a catraca, depois sobe a escada denovo. Quer descer? Bem, uma das portas fica no platô. A outra, fica no final do ônibus depois da escada. Cada uma, de um lado. Portanto,a depender do ponto você usa uma porta OU a outra.


    E depois você olha os ônibus por fora e os vê estilosos, cada um com um design diferente, faróis novos, etc enquanto o crucial está podre.
    Sinceramente, não entendo seus projetistas. Algo que é para ser objetivo e útil para de transportar pessoas tem erros tão bobos.
    Parece aquela estrutura feita para agradar designers.

    Quanto ao que você falou, Bob, sobre andar em pé. A mais pura verdade. Uma vez um ônibus a 50km/h na rua Clelia foi fechado e a (necessária) freada brusca deixou 2 desmaiados e uns 5 feridos.

    Deveriam fazer avenidas largas de verdade (à moda Maluf) com muita fluidez e transporte sobre trilhos para carga. O que um trem substitui de caminhões é MUITO mais do que um ônibus substitui de carros.

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  22. Encontrei a solucao na moto!! Muito eficiente. Mas agora preciso de um chuveiro e roupas limpas quando chego!!
    :/

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  23. Trabalho nesta área (transporte público) a 11 anos e com relação a chassis de ônibus existem os de motor dianteiro (e não é de caminhão) e motor traseiro. São poucos chassis low-entry (motor traseiro) e nestes existem os degraus citados pelo Caio Ferrari. Já nos de motor dianteiro o piso é plano de ponta à ponta, assim como em alguns modelos de motor traseiro (principalmente MB). Os carros low-entry são muito bons para facilitar o embarque de deficientes, já que não precisa de elevador, mas a configuração do layout interno é ruim para quem anda de pé pois os balaústres são muito altos.

    Aqui em Porto Alegre a grande maioria dos ônibus novos que entraram na frota em 2010 foram de motor dianteiro (MB - OF1722) e os demais low-entry da Volvo (todos encarroçados por mais de uma empresa: Marcopolo, Comil, Neobus, Caio) conforme o chassis comprado. Então, não é quem projeta a carroceria que decide como ela vai ser com relação ao piso, mas sim quem compra o chassis, e eles (carroceria e chassis) são comprados individualmente pelas empresas de ônibus.

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  24. O problema não são os ônibus mas sim a falta de respeito dos motoristas deles, tanto com o restante dos motoristas quanto com os passageiros.

    Andar de ônibus é tão ruim que as pessoas aqui em Campinas preferem andar de moto, inclusive em dia de chuva.

    Isso pq aqui já foi pior, bem pior.

    []s

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  25. Daniel Shimomoto24/01/11 02:36

    AC e Entusiastas;

    Onibus no Brasil são verdadeiras obras de arte. "State of art" se preferirem...Motor dianteiro, chassis de caminhão, cambio manual...

    Fala-se tanto em poluição sonora, mas tudo o que um onibus com motor dianteiro mais sabe fazer é barulho. A lataria interna serve de auto-falante para o motor e os trancos do motorista na caixa de cambio. Dá arrepios!

    E esses carros de motor dianteiro (especialmente a linha OF da Mercedes Benz) são valorizadissimos no mercado de ônibus usados e vocês sabem o porque? Porque esses carros são levados para os rincões do Mato Grosso, Rondônia e Amazonas e se transformam em....CAMINHÕES!!!!! Retira-se a carroceria de lata, o chassis, motor e conjunto de transmissão, assim como a suspensão, por economia de escala são os mesmos empregados até a recentemente pela Mercedes Benz, ganham uma cabine e se transformam facilmente num caminhão 1113, 1313, 1418 e por ai afora. Com direito a documento e tudo mais.

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  26. Filipe, legal o seu texto.

    Olha, fui para os EUA e fiquei bobo com os ônibus de lá. Primeiro que são pontuais como um metrô, depois que você percebe que são inteiramente pensados para acomodar pessoas e o design não é preocupação. São quadrados, feios (mas padronizados), porém são espaçosos, tanto na cadeira quanto no corredor. Em SF tem até lugar para guardar a bike, na frente.

    Aqui, cada ônibus é uma caixinha de surpresa. Nunca se sabe se o piso é baixo, alto, se terão "lances de escada" no meio do ônibus ou se serão um ou dois lances, não se sabe se terão barras de apoio acessíveis para você segurar e se haverá botão de sinal perto da porta, ou não. Péssimo

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  27. Daniel

    É bem isso mesmo.
    Chassis MBB OF e os micros LO são basicamente chassis de caminhão.
    Os LO são umas trapizongas cuja estrutura dianteira exige que o painel seja um trambolho que impede um pára-brisa mais baixo.
    Pra se ter uma idéia essa empresa onde eu trabalhava DESENCARROÇAVA caminhões pequenos quando algum cliente pedia.

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  28. O caso do comentárista Leo é parecido com o meu. Eu até gostaria de andar de ônibus para contribuir com o trânsito e a redução da poluição, mas pra mim é economicamente inviável. Sai o mesmo preço do carro. E a qualidade é muito pior, obviamente.

    No meu trajeto diário total de 12 km (ida e volta), não há itinerário que me atenda sem ter que pegar dois ônibus. As passagens são caras de modo que fica quase o mesmo valor da gasolina e demora a passar. Fora o desconforto, lotação, chuva. Não vale a pena.

    Sempre vejo na TV especialistas satanizando o transporte individual e eudeusando o coletivo. Sem transporte coletivo bom e barato, quem pode ter um carro jamais vai trocá-lo por um transporte coletivo. Não adianta também criar um transporte coletivo bom a ponto de custar o olho da cara, pois aí será mais barato ter carro mesmo.

    Então fica essa sinuca de bico.

    Quanto aos motoristas de ônibus, os de BH também fazem sim muita atrapalhação nas paradas. O que mais vejo é ônibus que, para não perder tempo na saída do ponto, simplesmente não encosta no meio-feio à direita, fica longe e assim toma totalmente para si a faixa da direita da via, mesmo havendo espaço de recuo. Assim quem estiver atrás do ônibus que se dane e pare junto e fique aguardando os passageiros subirem e descerem. Isso causa muita lentidão no trânsito.

    PS: Ah! As rádios aqui também só sabem dizer que a causa é o famigerado "EXCESSO DE VEÍCULOS"

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  29. Ééé Jota... isso que são "motoristas profissionais", a vontade é bater, mas bater muito mesmo!

    Ahhh... e pra quem está sempre relacionando a indústria de multas da cidade de São Paulo com o governo, vocês conhecem o ABC paulista??? Dá uma passadinha em SBC! Conversa com alguém de lá e pergunta se indústria de multas tem orientação política!
    SBC está pior que Santo André nos tempos do PT e a máfia do Klinger!

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  30. Prezado 1k2, desculpe-me mas vc está delirando.

    Quem quer que as pessoas se "socializem" nos transportes públicos, são os adoráveis governantes das cidades. E pelo que me consta, nenhum deles é Ripongo ou Comuna.

    As empresas subsidiadas pelo município, as tarifas altíssimas, o serviço precário e a luta pela sobrevivência no trânsito é uma coisa bem capitalista selvagem não acha?

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  31. Goldfinger28/01/11 01:43

    SP como um todo está estragado depois de 17 anos do mesmo tipo de governo. A Capital e as cidades adjacentes são consequências, desta má administração, já que o estado não tem interesse em apoiar os municípios.

    É cada um por si e impostos para todos.

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  32. Caro X.P.T.O.

    Eu delirando? Toda vez que vejo alguma coisa sobre a mobilidade urbana do ponto de vista de um urbanista, é sempre que o "transporte individual" é a causa do problema. Para esses urbanistas, o dispêndio da cidade com sinalização e asfalto é um absurdo por que quem se beneficia, na teoria" é o motorista privado. E como somente pobres andam de ônibus, esse benefício significaria privilegiar uma classe mais rica. Viu alguma coisa relacionada com Carl Marx? Os politicos são capitalistas, mas os urbanistas não. E quem entende de trânsito não opina sobre o mobiliário urbano, área dos urbanistas que fazem faculdade de arquitetura. Então esquece BRT´s em médias cidades, pistas expressas para ônibus na capital, iniciativas do metrô como estacionamento e aluguel de bicicletas. O importante é radicalizar e botar todo mundo andando de bicicleta quando é longe, ônibus quando é mais longe ainda e o carro fica para os formadores de opinião e governantes em geral.
    Veja o que o urbanista Paulo Mendes da Rocha disse sobre planejamento urbano em entrevista ao Jornal A Cidade de Ribeirão Preto: “As cidades não comportam mais automóveis. Você não pode mais mamar o fóssil das entranhas da terra, que é o petróleo, transformá-lo em gás que vai embora, para transportar 700 quilos de lata para lá e para cá, para levar um cretino de 60 quilos lá dentro.”
    Para eles é sempre o transporte coletivo a solução, em detrimento ao transporte individual, já que satanizam o motorista que dirige um Golzinho prata ou um uninho mille como o causador de TODOS os problemas do trânsito. E eles esquecem que esse tipo de motorista já levou o filho à escola e a esposa ao trabalho e agora ele se dirige ao seu emprego. Afinal um mille tem pouco mais de 6 m² e deveria comportar 19 pessoas, e não 5 relativamente desconfortáveis. Um ônibus de 15 metros leva 45 pessoas (36 se tiver adaptações para deficientes) sentadas e o restante em pé, o que daria sem aperto umas 4 pessoas por m². É essa conta que fazem para criar regras para penalizar ainda mais o motorista do transporte individual e "incentivá-lo" a usar o transporte coletivo. Pedágios urbanos, ciclovias, taxas abulsivas de estacionamento, taxação sobre veículos gastadores, e mais estão na pauta de urbanistas e organizadores de trânsito urbano.
    E eu te pergunto: quem está delirando?

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  33. 1ky2,

    Vc escreveu uma bíblia mas não respondeu a minha simples pergunta...

    Outra dúvida, desde quando urbanista consegue fazer ou mudar alguma coisa em uma cidade do porte de São Paulo?

    O caos está consolidado há anos!

    Nunca teremos um político, urbanista, mágico, duende ou quem quer que seja que fará alguma coisa para melhorar o trânsito, as vias ou o transporte público desta cidade.

    Falta vontade, falta força, falta união e principalmente honestidade de quem administra este estado e a capital.

    Sds

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  34. x.P.T.o. detected

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