O OUTRO OMEGA QUE NUNCA TIVEMOS


Lembrado pelo post do Bob Sharp sobre o motor do Omega, vale a pena dar uma olhada no que um dia foi um dos carros mais rápidos do mundo, e manteve o honroso título de sedã mais veloz do planeta por algum tempo.

O Omega Lotus, ou Lotus Carlton, foi fabricado de 1990 até 1992 nas antigas instalações da DeLorean em Norfolk, tempos difíceis de economias instáveis e duvidosas. Nosso amigo Juvenal já havia contado a história do Vauxhall Carlton, o nosso conhecido Omega de primeira geração com o motor 3-litros de mais de 200 cv que o Bob comentou que poderia ter vindo para o Brasil. Este já seria muito interessante, mas ainda não era o extremo.

O carro não era fabricado a partir de componentes separados da linha de montagem da Opel, mas sim a partir de um exemplar completo e funcional do modelo GSi que saía da fábrica e era embarcado para Norfolk. A única variação da linha eram marcas feitas no capô para facilitar o corte das aberturas de ventilação. Lá o carro era todo desmontado e sofria todo o conjunto de alterações, que incluíam especialmente um retrabalho no assoalho para acomodar o novo câmbio e feitos arcos nos para-lamas traseiros, originalmente mais fechados.

O interior também era todo refeito em couro Connolly nos mesmos padrões dos outros supercarros do mundo. Esse trabalho todo, partindo de um GSi e entregando um monstro demorava aproximadamente 150 horas. Obviamente todo esse trabalho de "refabricar" um carro tinha seu preço, e 48 mil libras era o número. Um Ferrari 348tb custava aproximadamente 70 mil libras.

O seis em linha de 3,6 litros entregava 382 cv a 5.200 rpm
A Lotus ainda levou o jogo para um próximo nível, algo completamente fora de cogitação para a época, e retrabalhou o motor de seis cilindros 3-litros para novos 3,6-litros  (3.638 cm³) e aplicou novo cabeçote  com dois comandos e quatro válvulas por cilindro que comportava melhor fluxo e ainda adicionaram dois turbocompressores Garrett T25 para empurrar o ponteiro da balança do dinamômetro até a marca dos 382 cv a 5.200 rpm com 0,7 bar de pressão de alimentação.

Lotus Omega e Lotus Elan

Para suportar a nova potência e o torque monstruoso (56,8 mkgf a 4.200 rpm) foi utilizada a caixa manual ZF de seis marchas do Corvette ZR-1, e o diferencial era autobloqueante. Acelerando de zero até os 100 km/h, o Omega não demorava mais de 5,5 segundos, e se fosse exigido até o limite, as forças aerodinâmicas o segurariam apenas quando chegasse aos 285 km/h. Isso quer dizer que Porsche 911 e Ferrari 348 já estavam ficando para trás antes do Carlton parar de ganhar velocidade. Rivais mais diretos, como o BMW M5 não tinham chance alguma, pois eram limitados a 250 km/h.

Em sexta (0,50:1) eram 69,5 km/h por 1.000 rpm. A 160 km/h o motor estava a apenas 2.300 rpm! A velocidade máxima era atingida em quinta.

É digno salientar que não foi apenas um par de turbocompressores e um jogo de rodas simpático para dizer que o carro estava pronto. Todo o projeto foi revisado pelo time de engenharia. Os freios de melhor desempenho sempre são bem vindos em carros com essa potência, e no caso as pinças de quatro pistões foram projetados pela AP Racing para serem utilizados em carros que corriam a 24 Horas de Le Mans, trabalhando em conjunto com o sistema de antitravamento original da GM. A suspensão foi recalibrada, inclusive com a adição de uma barra de controle extra no eixo traseiro de suspensão independente.

Os pneus dianteiros eram 235/45ZR17 e os traseiros,  265/40ZR17. Era feito para andar e fazer curva.

O interior tinha a mesma disposição do Omega de série. Até o pomo da alavanca de câmbio era igual
Um detalhe que na época não era usado nem pela Ferrari, na compra do carro era disponibilizado um dia de treino e aulas de pilotagem na pista de Donington para que o novo proprietário fosse bem adestrado antes de fazer alguma burrada.

Foram mil exemplares fabricados, e hoje são considerados raridades e estão valorizando. Este é um dos grandes nomes dos anos noventa em termos de desempenho e coragem, algo que poucos acreditaram e no final das contas virou um clássico.

Omega com o Monaro

Sabemos bem que hoje em dia sedãs com 500 cv são uma realidade e já estamos nos acostumando, mas não é a mesma coisa. Os carros hoje saem prontos da linha, enquanto que no tempo do Lotus, o carro era verdadeiramente "preparado". O Carlton foi arrojado e desafiou o que se entendia por máximo de desempenho. Ousou desafiar os maiores e venceu até os principais nomes quando falamos de velocidade, com uma discreta aparência e simplicidade.

fotos: wordpress.com, Brisco, automobilereviews.com


MB

59 comentários :

  1. lembro-me que há muito tempo a revista Quatro rodas publicou uma reportagem sobre o Lótus Ômega.
    Ingleses sortudos!
    Deveria ser uma máquina bem endiabrada, não?...

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  2. Um carro incrível sem dúvida. O interessante é que não há muitos apelos visuais no mesmo, e todas as diferenciações externas são um modo de solver o novo comportamento que o novo coração impõe e para que o carro tenha desempenho digno em todos os aspectos. Na minha opinião, tais modificações são as realmente bonitas de se ver (como os aros sem exageros). Dirigir um deve tão bom quanto um M5 da época, ou talvez até melhor. A Lotus é realmente um nome que exigiria muito mais respeito do que lhe prestam hoje. Sobre o preço, um tanto exagerado, era justificável pela exclusividade.

    ps: que detalhe entusiástico o limpador do farol. De pensar que no Brasil, um país onde se chove torrencialmente, limpador e desembaçador traseiros são opcionais. Vergonha!

    Renan Veronezzi

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  3. Eu tenho a QR que mostraram esse Omega, era coisa de outro mundo pra época.
    Mesmo hoje em dia ele não faz feio. O Fifth Gear o comparou com o atual VXR8.

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  4. Milton, legal você tem comentado sobre esta maravilha, acho que comentei no post do Bob.
    Guardo até hoje uma Auto Esporte que reproduziu um superteste, creio que 1992, realizado pela Motor Trend: juntaram a nata da época: Lambo Diabo (ainda apenas com tração traseira, as puras), F 40, Porshce Ruff, Corvette ZR1 e Corvette Callaway biturbo, BMW M5 Alpina e Lotus Omega. Quem conduziu as máquinas foram Phill Hill e Paul Frere. E ambos elegeram o Lotus como seus preferidos e o que mais impressionou - depois veio o Callaway devido a sua superaceleração acima dos 200 km/h.
    O Lambo estourou o câmbio após alguns testes, e o F40 engoliu a ele e ao Ruff.
    Sem dúvida, um registro que merece ser lembrado de vez em quando.

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  5. Este é o "verdadeiro" Omega Fittipaldi! :)

    O apresentador Tiff Needell fez uma matéria no final da década de 90, falando justamente do tão aclamado Lotus Carlton. Entre todos os predicados do veículo e utilizando-se de um vídeo de época de um humorista inglês (O qual não me recordo o nome...) este dizia - mais ou menos com estas palavras:

    - Como um Omega/Carlton poderia ser um "family saloon", atingindo 280km/h? Que "família" seria esta? Senhor e senhora Fittipaldi?!?

    *rs*

    Este carro, ao menos para minha pessoa, está no mesmíssimo patamar do Escort RS Cosworth.

    Parece que nenhum fabricante ocidental quer mais construir "canhões", mesmo em pequenas quantidades, de veículos para plebeus com uma mecânica bastante apimentada. Não vejo a mesma graça no sucessor Ford Focus RS, por exemplo, apesar de ter um desempenho parecido com o antigo "Cossie". Não que o veículo seja ruim. Mas creio que falte aquela "magia" que um Carlton/RS Cosworth possuem.

    Uma pena.

    São veículos que acelerariam o coração de qualquer mero mortal entusiasta.

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  6. Vídeo do Tiff Needell
    http://www.youtube.com/watch?v=L4V2KZNyaw8

    Vídeo do 5th Gear
    http://www.youtube.com/watch?v=MoCYrtcF3mg

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  7. Antonio
    Quatro Rodas de janeiro de 1993. Foi minha matéria, estive na Lotus e andei com o carro.

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  8. Veronezzi
    E olhe que na Europa limpador de farol é mais para remover neve. Aqui é imprescindível devido à sujeira das nossas estradas, com aquela conhecida laminha que se acumula nas lentes durante a viagem. Já parei muito em posto à noite só para lavar faróis e lanternas traseiras.

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  9. Joel Gayeski
    Veja quem assina a reportagem...

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  10. Eduardo Leal
    Que legal! Eu e o Marivaldo corremos várias provas de Maverick Quadrijet. Inclusive, vencemos a prova de inauguração do Autódromo de Goiânia, em julho de 1974, a 12 Horas.

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  11. me lembro ainda da época em que foi publicado nas revistas... eu ainda pequeno tinha a ilusão de que um dia viria para o Brasil hehe

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  12. Bob

    Eu lembro. Inclusive foi dessa época que eu achava que tu eras britânico ou estadunidense.

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  13. Bob, não sei se em todos os países na Europa isso é obrigatório nos dias de hoje, mas pela frequência e facilidade com que vemos isso lá, deve ser (principalmente nos países nórdicos). Senão este item em particular, o lavador (e não limpador) de faróis é. Lá aliás, os carros saem (quase) todos com luzes de neblina traseira e dianteiras e LAVADORES de farol. Meu tio tinha uma Mercedes 280 CE 1978, daquelas que ficava linda com os encostos de cabeça inclinados pra frente, parada em uma chácara. Quando ele não estava nas cercanias (pois era ciumento com o carro) eu ficava acionando os limpadores de farol por puro entusiasmo, coisas de criança fascinanda. Limpadores podem ser equipamentos caros e complicadinhos, tanto que não se acha estes itens nem em Volvos mais atuais, mas lavadores não são. Aqui pelo menos itens de visibilidade, de segurança por si só, deveriam estar mais em voga, sendo de série e obrigarórios.

    Renan Veronezzi

    ps: eu encero, com cera normal e pouco abrasiva, as lentes acrílicas dos faróis e lanternas do carro que temos, assim a água escoa com mais facilidade, e por tabela a sujeira se acumula menos...fazer oque né?

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  14. Sérgio, você poderia digitalizar esta revista guardada e compartilhar conosco não?

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  15. Que vontade de, quando eu for me casar, levar minha noiva num desses pra igreja!!! Se foram fabricados mil unidades, tá fácil achar um, agora encontrar a noiva...

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  16. Bob.

    Seria bem vindo um relato do dia em que teve em mãos este Omega tão especial!. Quais foram as suas impressões?

    Henrique

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  17. Tem um exemplar desses aki no Brasil sim.

    Tenho um programa gravado em VHS ainda dakele Comando da Madrugada onde o apresentador foi visitar a antiga oficina No Risk de São Paulo, que era inclusive representante da Mosselmann e da AC Shnitezer no Brasi. E nesse programa em especial aparece um Omega Lotus fazendo manutenção lá.

    Vou ver se revejo a fita e pego a placa do carro e posto aki p/ vcs buscarem infos no Detran sobre o paradeiro do msm.

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  18. Caio Cavalcante18/01/11 13:47

    Muito interessante esse Omega
    Carros convencionais, como sedans e peruas, em versões anabolizadas são os meus favoritos, mostram um dos princípios da engenharia que é buscar melhorias para algo que já existe. No stand da Audi no último salão do automóvel, o carro que mais chamou minha atenção foi a perua RS6.

    A Quatro Rodas digitalizou todas as edições passadas, fica a dica pra quem quiser ver a matéria:
    http://quatrorodas.abril.com.br/acervodigital/

    Grande abraço para todos

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  19. Guilherme M.18/01/11 15:22

    Sou simplesmente apaixonado pelo Lotus Omega desde o dia em que o vi em um pequeno quadro no BCWS, e até hoje, o Cadillac CTS-V foi o único sedan esportivo que me chamou a atenção além do Omega Lotus. Tomara que o exemplar existente no Brasil esteja em perfeito estado, sem nenhuma sequela dos momentos de empolgação do seu dono (ou seus donos, não sabemos sobre o seu histórico).

    E para que quer ver a reportagem sobre ele, é só acessar o site da quatro rodas, la tem todas as edições dos últimos 50 ano digitalizadas.

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  20. Pelo menos um Lotus Omega veio para o Brasil. Na época em que morei em São Paulo (1997-1999), cheguei a vê-lo rodando, salvo engano na Av. Cidade Jardim, perto do Shopping Iguatemi.

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    1. Estudei com uma menina no Colégio CPV, ela morava atrás da Casa Da Fazenda. Fez um churrasco, quando abriu o portão tinha um lá, preto, direção inglesa. Deveria ser esse.

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    2. Em que cidade foi isso?

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  21. Vejam este vídeo de um acelerando já tenho salvo a anos.

    http://www.youtube.com/watch?v=atOKws6APLs

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  22. Uma das coisas que gosto no Omega A é o fato de ter sido desenhado para ser à prova de idiotas sem precisar de qualquer babá eletrônica nas quais os carros atuais tanto se apoiam.
    Outra surpresa é ver a capacidade que a plataforma V tem para suportar ampla gama de motores e potências. Se pensarmos que um Lotus Omega tinha potência equivalente à de uns quatro Omegas 1.8 europeus básicos, já dá para ter uma ideia de onde se podia chegar. Isso, é claro, se não levarmos em conta os muitos usos de V8 que a Holden fez nessa mesma base (no caso ligeiramente alargada para que as torres de suspensão não ficassem perigosamente perto dos extremos do V).

    Ainda voltando ao fato de nenhum Omega A ter qualquer babá eletrônica e mesmo assim ser suficientemente à prova de idiotas, o exemplo que ele deixa é de que talvez os fabricantes hoje em dia não estejam investindo em fazer bases que sejam intrinsecamente seguras sem dispositivos passivos (o que as tornaria ainda mais seguras com os tais). Andam preferindo usar essa tecnologia meio que para mascarar deficiências de projeto que ficariam muito evidentes sem eles. A principal deficiência que tendo a ver mascarada por dispositivos eletrônicos é a de freio, em que o ABS é desviado de sua nobre finalidade de não travar as rodas para que mascare um sistema de freio fraco e pouco modulável, de maneira que o motorista tenda a sempre pisar forte e, se pisou forte demais, o ABS vá destravando. Por isso, não me surpreenderia de ver controle de estabilidade sendo usado para mascarar suspensão mal acertada e por aí vai. E nessa, vamos sentindo saudades de um Omega A que, apesar de não ter os tais controles, era mais civilizado e controlável que muito carro menos potente.

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  23. Joel Gayeski
    Também com um nome desses, você tinha mais é que pensar isso mesmo!

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  24. Eduardo Zanetti
    No meu primeiro casamento, em 1965, o carro da noiva foi um DKW-Vemag. Fiz questão, era a marca com que eu trabalhava.

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  25. Anônimo 18/1 12:40
    É lonngo para escrever como comentário. Haverá post.

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  26. Pisca, seria muito interessante para muitos aqui se essa fita fosse digitalizada e o conteúdo fosse disponibilizado no YouTube ou algum outro site similar. Ficaríamos muito felizes.

    E se serve de consolo para alguns, existe um Omega que está sofrendo uma preparação pesada, com adoção de motor 2JZ e conjunto de rodas e pneus dos Omega da Stock. Este projeto já tem um certo tempo, não tive mais notícias dele mas é normal que demore, já que envolve bastante modificações para lidar com tanta potência e torque.

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  27. Eu sabia que tinha lido uma matéria na QR, fiquei um tempão procurando no acervo digital ja que a busca la é bem ruim... pior é que não achei! E agora vejo nos comentários do Bob: janeiro de 1993... ah, porque não avisou antes? :D hehehe

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  28. Motor 2JZ no Omega?
    Tenho certeza de que o AG vai adorar isto, hehehehehehehehehe.

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  29. Marcos,
    esse por acaso é o omega que era do Dalpoz? Esse carro ficou encantado... Nunca mais ouvi falar dele, mas por umas fotos que andaram rolando pelo forum e lista do omegalcube.com, a parte de funilaria tava ficando muito legal...

    E boa Bob! Esse post já é aguardado por todos nós aqui...

    Daqui a 10 anos vai ser possível importar os Lotus, quem sabe alguém daqui ainda não acaba com um desses...
    Eu, particularmente, tenho muita vontade de fazer um similar, coisa que vai ficar pra um futuro meio distante ainda...

    abraço!

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  30. O motor 4.1 nao foi tunado pela Lotus?

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  31. Menos potente, mas não menos interessante, é o Omega Evo 500, para homologação na DTM, no ano de 1991, salvo erro.

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  32. Felipe, não lembro de quem era o Omega, provavelmente devido ao tempo que se passou desde os últimos relatos a respeito do projeto. Ele realmente estava ficando muito bonito e muito famoso, havia bastante expectativa para saber o resultado final, pena que o mesmo parece que sumiu do mapa, nunca mais tive notícias.

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  33. Como sócio do Omega Clube do Brasil, somos "naturalmente" aficionados-loucos por esse real Omega Fittipaldi dos anos 90 ! A plataforma do Omega A, parece-me umas melhores que a Opel já fez para sedans grandes e aceita uma variedade grande de motores 4, 6, 8 e até de adptações de V12 .... seja a gasolina ou diesel com ou sem sobrealimentação. Nunca conseguimos achar o Omega Lotus que andou aqui pelo Brasil, deve estar esquecido-adormecido numa garagem de milionário que não lembra do que tem !

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  34. Boa MB! Este post é pra deixar qualquer fã do Omega com o entusiasmo à flor da pele.
    Fiquei curioso sobre o Omega com motor 2JZ.
    Sds

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  35. Simplesmente Incomparável, Maravilhoso...

    Não é a toa que meu protetor de tela é um autentico "Lotus Omega" pura paixão.

    E quando eu crescer ...
    vou querer um !!!

    Mariana Machado

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  36. Lendo sobre esse Omega fiquei curioso em saber qual seria o tempo de volta em nordschleife... Alguém tem essa informação de alguma fonte "segura"?

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  37. Procura no youtube... la tem vários vídeos de lotus omega em nurburing...

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  38. Sobre Omega V12, segue a adaptação da holandesa Engelund Racing, que usa um motor BMW de 5 l (e hoje magros 300 cv), adaptados a uma Omega A Caravan (nossa Suprema):

    http://retrorides.proboards.com/index.cgi?board=general&action=display&thread=55581

    O mais surpreendente é ver que o V12 da BMW é mais curto que o V10 do Viper que algum louco está adaptando em um Omega B (notem a parede corta-fogo recortada, que não há na V12, que mantém exatamente a original da plataforma V). Tudo bem que parte do recuo é para ter espaço dianteiro para um compressor volumétrico gigantesco, mas ainda assim tá na cara o quão mais volumoso é o V10 americano em comparação ao V12 alemão.
    No caso do Omega B com motor de Viper, o interessante é ver o enorme número de similaridades da plataforma V na especificação do Omega B com a do Omega A. Notaram o quão parecido é o buraco do banco traseiro? Fora que o assoalho parece-me exatamente igual e, se perigar, fizeram a suspensão multilink ocupar o mesmo espaço que os braços arrastados ocupam. Portanto, fico ainda mais inconformado de ver que a GMB não partiu direto para o B. Seria basicamente questão de, exceto pela suspensão traseira, aplicar a especificação pós-1995, mudando aí a carroceria (aqui ainda falando das similaridades entre o A e o B).

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  39. De 92 até 96 seriam longos e preciosos anos sem tem um carro adequado nesse segmento para a GMB se ela partisse diretamente para o Omega B.

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  40. Freddy, não estamos falando de ficar anos sem ter um carro adequado, mas sim dar uma prolongada ligeira na vida do Opala para que ele entregasse o bastão para um Omega B renovado, o que significaria estar em sinergia com a Opel, uma vez que era de se imaginar que estivesse trabalhando no Omega B desde o fim dos anos 1980 (ainda mais pensando que sua plataforma era basicamente a do A com suspensão traseira multilink).
    Teria de ter sido um lançamento com pouca defasagem em relação ao europeu (como a mesma GMB muito bem praticou com o Corsa B em 1994, Vectra B em 1996 e Astra B em 1998), algo que seria possível. Com isso, iria se repetir por aqui o mesmo impacto que houve na Europa com o lançamento de um carro mais moderno que o Mercedes Classe E W124 e o BMW Série 5 E36, mas aqui agregando a vantagem de que teria no máximo o preço de um Série 3 intermediário.
    Um hipotético Omega B nacional poderia muito bem ter o 4.1 no cofre, uma vez que a segunda geração do alemão seguia permitindo a montagem de motores seis em linha (vide unidades a diesel da BMW). Já as unidades de quatro cilindros poderiam até mesmo ser de cara as de 2,2 l.

    Portanto não seria aqui esperar até 1996 para lançar o B, mas sim trabalhar sinergicamente para ter o B pouco tempo depois do lançamento europeu, a exemplo de Corsa B, Vectra B e Astra B.

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  41. se não estou enganado, o omega B usava suspensão traseira igual a do omega a, no caso, a mesma do nosso omega australiano também, braços semi-arrastado.

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  42. O Omega B usava multilink atrás. Os que usavam braço semiarrastado eram o Omega A e os Commodores de VT a VZ (os que aqui conhecemos por Omega e que basicamente só têm as portas dianteiras em comum com o Omega B europeu).

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  43. revistas europeias citam "multi-link semi-trailing arms". inclusive, pelas fotos q tenho do omega mv6 que esta no brasil, a suspensao traseira é visivelmente igual a do omega 6cil(que possuem tirantes na suspensao traseira, nao disponivel nos 4cil)

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  44. Este comentário foi removido pelo autor.

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  45. Anônimo 22/1 17:05
    O Omega que chegou aqui em 2006 (acho que VZ), o de motor 3,6, já tinha suspensão traseira multibraço.

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  46. marcelo
    Multi-link semi-trailing arms não existe. Ou um, ou outro. As revistas erraram.

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  47. bob, o cadillac catera(opel omega b) usava braço semi-arrastado...tal qual os omegas ate 2006(VZ) já que sao derivados do mesmo projeto,(inclusive o omega australiano a partir de 2003 passou a usar as buchas de suspensao do omega nacional(vide catalogo de peças chevrolet, que tambem contem a imagem da suspensao traseira, identica ao nacional), para maior durabilidade). A suspensao mudou com o VE, da plataforma zeta(mesma do camaro, dai sim com multlink)

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  48. Marcelo,
    Esclarecido, foi o VE que trouxe multibraço. Obrigado.

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  49. Se havia então essa incrível similaridade entre os Omegas A e B também na suspensão traseira, realmente é de ficar ainda mais estupefacto pelo fato de a GMB não ter esperado para lançar o B com pouquíssima defasagem em relação ao europeu em vez de lançar o A já no canto do cisne na Europa.
    Com certeza o lançamento de um B em 1994 (o europeu foi lançado no começo de 1993) já com o motor do Opala na versão mais forte e o 2.2 nas básicas teria impacto ainda maior que o do A em 1992, uma vez que este foi corroído por importados mais modernos e beneficiados pelo real sobrevalorizado.

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  50. Opa,
    Este Omega eu comprei na semana passado no GT5. O carro anda muito bem no jogo :)

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  51. Caros,

    Em 1995 eu comprei um Omega GLS 4.1 branco mahler 0km ... aliás foi o único GLS 4.1 branco que eu vi até hoje ... O carro era completão, com computador de bordo, teto solar, etc ...

    A primeira vez que eu fui para a praia, um condomínio no litoral norte de São Paulo, eu estava me achando o maioral ...

    Até que, numa volta pelo condomínio, dei de cara com um Omega Lotus preto, lindo lindo lindo, parado na frente de uma casa ...

    Parei, olhei, babei ... Vi o carro lá mais uma ou duas vezes ... o dono alternava o uso dele com uma M5 também preta ...

    Nunca mais vi esse carro e nunca conheci outra pessoa que o tivesse visto ...

    Eu bati fotos, mas quando mudei da casa da minha mãe eu encaxotei uma porrada de coisas e guardei numa casa em que guardo peças de carros ... Acho quase impossível reencontrá-las ...

    Abraços,

    Badolato

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  52. Há uns cinco anos eu estava caminhando pela avenida principal do meu bairro (Campo Grande, no Rio de Janeiro) quando avistei de longe um Omega preto um pouco diferente vindo em minha direção. Qual não foi minha surpresa quando ele chegou perto e percebi que se tratava de um Omega Lotus. Minha reação foi de ficar parado, observando aquela raridade passando de vagar bem pertinho de mim e indo embora. Foi um encontro de menos de um minuto, mas parecia que estava em câmera lenta. Esse é um dos carros que permearam meus sonhos na adolescência e que jamais pensei que veria um aqui no Brasil. Não sei de onde veio ou para onde foi, tampouco sei da história daquela unidade ou quantas tem no Brasil, só sei que ao vivo ele é belíssimo e imponente.

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    1. Meu Amigo

      O Lotus Omega foi produzido numa única côr - a Imperial Green e esse automóvel, ainda não percorreu essas plagas fluminenses ....Portanto

      vc deve ter visto um Omega muito bem conservado que chamou sua

      atenção .

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  53. O piloto Tito MUFFATO tinha um importado zero e alternava o trajeto de Cascavel e Foz do Iguaçu.

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  54. Sou o unico do paraná que tem um omega tunado com aerofolio original do omega lotus importado do reino unido.Não sei se alguém no Brasil tem um com esse acessorio. Se interessar envio fotos.

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  55. Existe um em SP: http://www.reginaldodecampinas.com.br/2013/entretenimento/?id=81

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