NOÇÕES DE VULNERABILIDADE

Essa semana estive no Cesvi Brasil (Centro de Experimentação e Segurança Viária), um grande centro de pesquisa dedicado ao estudo da reparação automobilística, e que, como o proprio nome diz, dedica atenção especial à segurança viária.

Falávamos sobre a importância da educação no trânsito, principalmente depois que o governo passou uma "canetada" decretando que os fabricantes de automóveis devem fornecer ao mercado veículos equipados com equipamentos de segurança ativa e passiva, como freios ABS e airbag. O governo tratou a questão de uma maneira simplista, como se fossem os carros os principais responsáveis pelas vítimas do trânsito.

Ou seja, essa visão de antolho do governo coloca num degrau inferior a engenharia de tráfego e também o assunto que deveria ser o escopo principal dessa discussão: a educação dos condutores. E ao meu ver, uma das principais noções a serem avaliadas pelo órgão executivo de trânsito deveria ser justamente a questão da noção de vulnerabilidade.

Certo dia o Bob me disse: "O brasileiro é o único motorista que freia para animais, mas acelera contra os pedestres". E o senso comum é mesmo esse: condutores de motocicletas e automóveis simplesmente ignoram a vulnerabilidade do corpo humano, essa caixa de ossos e músculos que aparenta ser forte, mas que na verdade é muito frágil.

Essa noção de vulnerabilidade, associada à fragilidade, não deveria se aplicar apenas aos condutores de veículos em relação aos pedestres, mas também aos condutores de veículos em relação a si mesmos. Os mais jovens, principalmente, têm o sentimento natural de que o mundo lhes pertence e, sabendo que têm uma longa expectativa de vida pela frente, agem irracionalmente, como se fossem imortais.

Todos os candidatos à habilitação de categoria "A" (motos) deveriam frequentar um centro de fraturas, para ter uma noção exata dos riscos que a queda de uma motocicleta representa, como lesões fatais ou, ainda pior, lesões que deixam sequelas irreversíveis e invalidam a pessoa para qualquer ocupação profissional ou mesmo habitual.

Acredito que poucas desgraças são maiores do que não poder realizar as coisas mais simples da vida, como perder a capacidade de locomoção própria e de realizar qualquer atividade normal. Desgraças que podem ser evitadas com a simples conscientização de que somos uma estrutura extremamente frágil.

Motoristas estão menos sujeitos a fraturas, mas todos, sem exceção, têm uma falsa sensação de segurança, considerando o automóvel como uma estrutura sólida. Contribui para isso a profusão cada vez maior do plástico e revestimentos acolchoados no interior dos veículos, bem como isolamentos acústicos cada vez mais eficientes, que tiram do condutor a sensação de estar comandando uma máquina.

Todos os candidatos à habilitação de categoria "B" (autos), portanto, deveriam ter, além das aulas de noções básicas de mecânica, uma simples aula de como um automóvel é construído. Todo centro de formação de condutores deveria explicar que o assoalho do carro, o teto, as laterais e as portas nada mais são do que chapas prensadas e soldadas para formar a carroceria monobloco.

A simples noção de que o monobloco nada mais é do que uma caixinha de metal relativamente fino já faria com que os futuros motoristas tivessem uma noção da vulnerabilidade do automóvel. Saberiam que por trás de todo aquele revestimento plástico e fonoabsorvente há uma estrutura de metal que, por melhor e mais moderna que seja, não é de maneira alguma indestrutível.

Um dos nossos colunistas, o professor e engenheiro Waldemar Colucci, leciona sobre carrocerias na FEI (Fundação Educacional Inaciana, antes denominada Faculdade de Engenharia Industrial). Disse ele que muitos dos alunos matriculados no curso de engenharia mecânica automobilística iniciam a frequência às aulas sem saber diferenciar uma estrutura monobloco de uma carroceria aparafusada a um chassi.

Se nem mesmo universitários interessados no assunto sabem essa diferença, o que dizer da população que compra cada vez mais automóveis? Será que essa classe emergente tem real noção do que significa a segurança viária? Terão eles noção alguma da vulnerabilidade do corpo humano e também do próprio automóvel?

Para garantir de uma vez por todas que essa noção de vulnerabilidade não passe despercebida, deveriam também as aulas práticas de direção serem ministradas em automóveis completamente desprovidos de todo e qualquer revestimento, como se fossem carros de corrida, literalmente (obviamente que sem a gaiola de proteção). É cabível a discussão de incentivos por parte do governo para a aquisição desses veículos, mas me reservo o direito de não entrar nessa seara para que o assunto seja apresentado de forma sucinta e objetiva.

Em poucas palavras, é preciso desmitificar a falsa sensação de segurança que um automóvel proporciona. Todo motorista, em vez de imaginar um airbag alojado na almofada central do volante, deveria imaginar que está sentado no interior de uma caixinha de metal bem frágil, que se desmancha ao menor impacto, como se fosse uma casca de ovo.

Essa seria a noção exata da vulnerabilidade, indispensável à formação de todo e qualquer motorista. Essa noção faria com que os motoristas tomassem uma postura mais prudente ao volante e também faria com que o mercado selecionasse e excluísse, de maneira natural, os carros inseguros do mercado, sem a necessidade de uma intervenção estatal que determina quais são os carros que podem e que não podem ser comercializados.

Quem sabe daqui a alguns anos...

FB

Imagens: nastyz28.com, tpub.com, carroceria.blogspot.com, 1.bp.blogspot.com

32 comentários :

  1. FB, ótima visão do assunto.

    Acredito que falte também um pouco de noção dos pedestres. Como não existe a gentileza na maioria das cidades, o pedestre precisa se arriscar para conseguir andar tranquilo, e alguns se arriscam demais.

    Sobre a segurança dos carros, acredito que contribui para a falsa noção de robustez a nova geração de caminhonetas, jipes e carros "off-road" que estão invadindo, a alguns anos, o mercado. Como são altos e isolados do mundo, passam uma sensação maior ainda de indestrutibilidade.

    Grande abraço.

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  2. Este post me fez refletir sobre os motociclistas que circulam em minha cidade ( Joanópolis - SP ) nos fins de semana.
    Eles rasgam as belas estradinhas da região sobre o lombo de suas super esportivas de 120/180 cavalos sem o menor respeito ao tráfego local e as leis da física.
    A irresponsabilidade e o desrespeito são absurdos.
    Como é possível que foguetes que aceleram como bólidos de corrida sejam entregues nas mãos de cidadãos totalmente incapacitados para rodar no meio de carros de passeios e caminhões?
    Não há lógica.

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  3. FB

    Excelente post.
    Mostra que um automóvel não é uma caixa indestrutível.
    Testes e estudos visando a segurança veicular são realizados diariamente em todos os fabricantes, mas jamais devemos nos esquecer que tudo que se consegue é diminuir a gravidade dos danos causados aos ocupantes no momento de um acidente. Nenhum fabricante, infelizmente, consegue projetar e construir seus veículos totalmente seguros, de forma a torná-los indestrutíveis e evitando qualquer ferimento ou até a morte em 100% dos acidentes.
    É importante também lembrar, que os danos não só atingem quem dirige. Conheço gente que diz: preferia ter morrido a ver meu filho como está, por causa do meu acidente.
    Esta educação a que voce se refere, deveria ser iniciada nos primeiros anos da escola.
    Tudo isso somado a proprietários que não têm a mínima noção dos perigos que correm trafegando com veículos sem qualquer manutenção e que não há fiscalização para retirar das ruas veículos sem condições de trafegar.
    Do poder público só podemos esperar medidas para atacar nossos bolsos, tipo radares desonestos, inspeções veiculares em carros novos, ruas e rodovias em péssimo estado e mal sinalizadas e assim vai.
    Portanto, devemos sempre nos prevenir.

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  4. Gerações inteiras dirigiram fusca a vida toda, com seu freio a lona, sem air bag, c/ coluna de direção sólida, cinto de segurança não-retrátil, quase sempre desregulado. Morreram? Não.
    Mas acho que os carros deveriam sair de fábrica limitados a 120 km/l. Mais que isso, só pra polícia. Só que isso "não dá ibope, nem mesmo entre os autoentusiastas.

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  5. Olá, sou novo no blog mas está matéria me chamou muito a atenção
    pois sou um jovem de 17 anos que está prestes a fazer a carteira de habilitação e concordo plenamente com a sua opinião pois sou aluno recem formado no SENAI em Mecânica Automobilística e garanto com toda certeza que um carro não é nada mais que finas chapas de aço que se deformam tão fácil quanto manteiga em chapa quante.
    Este post abordou um tema muito importante pois não é o maior numero de dispositivos de segurança que garantem a segurança do motorista e sim sua própria maneira de dirigir, sua própria conscientização que o automóvel quando mal usado pode vir a se transformar em uma arma letal tanto para o condutor quanto para quem está ao seu redor.
    Aqui no RS onde moro tem uma campanha fortíssima na televisão para conscientizar os motoristas e reduzir o numero de mortes no Transito, que no ano que passou teve indíces muito elevados.

    Portanto pessoal lembrem-se: Em primeiro lugar a vida, pois
    O que você pode fazer os outros podem sentir!

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  6. Jesus, vc já viu os videos do Latin NCAP?

    Tava vendo dia desses as colizões a 64Km/h e fikei imaginando. Se levarmos em conta o erro médio de 20% dos velocímetros, num suposto acidente até 84Km/h demonstrados no msm, o condutor se arrebentaria, mas não morreria, mas se ele estiver a 1Km/h acima disso, é morte certa.

    Imagine vc estar num carro a 100-120 numa estrada?

    Está difícil de saber oq é mais frágil hj em dia, as pessoas ou nossos carros.

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  7. jopamacedo, velocidade não mata, o que mata é a imprudência e falta de habilidade.

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  8. Olá boa noite. Limitar velocidade não é uma boa alternativa, já que se pode desmontar qualquer dispositivo numa garagem de fundo de quintal. O carro mais rápido do mundo, o Bugatti Veyron tem limitação de velocidade eletrônica e alguns proprietários na Europa já tiraram a limitação por conta e risco. A Kombi tem limitação de potência no chip do motor e há algumas oficinas que fazem a troca do chip. Esse um caso típico de desconhecimento do limite do seu próprio veículo. O fato é o seguinte: os primeiros caras que dirigiram o Fusca na Europa, hoje utilizam carros muito mais seguros com freio á disco, Air Bag, aços especiais e ABS e tem pistas carregadas de tecnologia, eles evoluíram! Precisava sim arrumar um modo de impedir que os maus motoristas brasileiros se escondam atrás dos seus carros velhos e mal conservados como a grande maioria o faz. Se atropelam alguém, batem num carro ou fazem uma conversão proibida, a culpa é do “Pois é”. Acredito que se o governo lançasse um programa para renovação da frota sério que tivesse como foco diminuir a idade média da frota de veículos para cinco ou seis anos ( hoje a idade média é 12!), talvez o trânsito melhorasse substancialmente.
    Um Abraço!
    O Especialista
    Carroceria.blogspot.com

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  9. Marcelo Augusto13/01/11 21:54

    A formação do motorista aqui é muito precária. Quem tem interesse em se aperfeiçoar tem de correr atrás. Mas a maioria não tem este interesse. E até quem se diz "entusiasta", "apaixonado por carros" e assim teria obrigação em se aperfeiçoar como condutor, não faz a lição de casa.

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  10. e a "caixinha de metal relativamente fino" brasileira é um pouco mais frágil do que as de "1º mundo" (assunto técnico sobre soldas e padrão de produção, que eu não entendo mas já li).
    mas tem air bag, pode bater a vontade, isso se vc conseguir driblar o super abs, e talvez vc esteja de cinto

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  11. Guilherme M.13/01/11 23:22

    Acho que para a situação no transito do Brasil mudar só com uma 3ª guerra mundial que abale a economia mundial e destrua tudo.
    Para então o brasileiro começar do zero e da maneira correta.

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  12. Aumentar em 1.000% os valores de todas as multas teria um efeito muito mais efetivo e rápido. A queda nos acidentes seria brutal.

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  13. Primeira Lição deveria ser:

    "O Pedestre tem sempre a preferencia, mesmo que não tenha a razão"

    Mas vai falar isso pros donos do mundo...

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  14. Meu carro é bem grande, tem barra de proteção lateral, tem um certo santo antônio no teto, airbag... e mesmo assim eu não me sinto seguro, primeiro que eu cago de medo do airbag estourar no meu rosto; eu sei que se eu bater num celta, o celta vai pro saco, questão de física. Mas na mesma questão meu carro vira uma latinha de cerveja amassada se uma carreta bater em mim.

    Um ano atrás eu bati o carro sozinho, nada muito grave e o airbag nem abriu, acordei quebrado no dia seguinte e passei uma semana com dor no ombro por causa do cinto, imaginem um batida mais seria.

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  15. Eu vou além e sugeriria que educação no trânsito deveria ser uma cadeira dos 3 últimos anos do ensino médio, já que o automóvel já faz parte, de um jeito ou de outro, do cotidiano das pessoas. Assim, quando se atingisse a idade de tirar a habilitação já se teria todas essas noções, restando apenas partir para a prática.

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  16. Oi jopamacedo , fusca mata sim, ja vi muitos morrerem, é um veiculo de projeto muito antigo, quando se fala que velocidade maior mata mais temos que concordar, mas imagine um caminhão de 40 toneladas a 120km/h , faz um estrago muito maior que qualquer carro por causa da massa , nas estradas não ha radares especificos pra caminhões, mas deveria ter sim porque as velocidades máximas são em geral diferentes, ja repararam que na maioria dos acidentes quase sempre tem caminhão ou onibus envolvido?

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  17. Também acho jopamacedo. 120 no máximo. Aí quando você estiver ultrapassando um bitrem de 30 metros de comprimento numa estrada de pista simples e surgir um outro caminhão na contra mão, você morre esmagado porque o carro não desenvolve mais e você não consegue acelerar sua manobra.
    Tem gente que parece que simplesmente não pensa! Putz.

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  18. Já que mencionaram o Fusca aqui: tenho um Fusquinha 72, mas apenas uso ele em condições extraordinárias (final de semana, pista seca, locais sem trânsito). Tomo estas precauções porque sei que o projeto dele é da era pré-crash tests, ou seja, sem zonas de deformação, sem barras de proteção, sem nada. Uma batidinha a 50km/h dentro de um Fusca certamente é mais perigosa que uma batida a 80 km/h de qualquer carro de projeto atual. É por isto que ele nunca será meu carro de uso diário.

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  19. Ué, não foi neste blog que outro dia reclamaram que o Mille vai sair de linha, daqui a uns anos, por causa de sua insegurança?

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  20. Pro Anônimo das 10:55
    Ué! ficasse atrás do caminhão, oras! Ou então, observasse melhor a pista contrária.

    P/ O joão Ferraz:
    Onde eu disse que Fusca é seguro?? É claro que não é. Quiz dizer que tudo vai do cuidado e da educação, coisas que antigamente eram mais presentes na mente dos motoristas. De saber o que você tem nas mãos.

    Pra finalizar, acho que a paixão por carros acabou. O que resta é a adoração ao que vem com ele: uma tela de DVD, rodas, status,etc...

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  21. Pois é Jopamacedo...
    E quando o caminhão vem desembestado atrás de você numa descida de pista simples da BR116 o que se faz:
    A - Sai no acostamento e reza pra não capotar nos buracos.
    B - Abre a porta e salta do carro
    C - Acende uma vela e começa a rezar
    D - Dá uma freada com tudo pro caminhoneiro ficar esperto.

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  22. Porra jopamacedo, pense um pouco antes de dizer besteiras.

    Ninguém em sã consciência vai ficar atrás de caminhão, seja lá a velocidade em que ele estiver.

    Se ele estiver a 120km/h (o que já é meio forçado, mas em rodovias boas é aceitavel), voce vai acelerar tudo o que der para conseguir ultrapassá-lo e seguir viagem.

    É questão de segurança. Se voce for ultrapassar um bitrem, e ele estiver a 120km/h, voce terá que aguardar haver espaço suficiente, e mesmo assim terá que usar plena potência, terminando a ultrapassagem a 160km/h ou mais.

    Por isso, toda potência é pouca, e qualquer limitação é imbecil.

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  23. Gostaria de ver o comparativo entre um (por exemplo) Citroen DS3 e sua versão WRC em testes de impacto.

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  24. Francisco V.G.14/01/11 17:18

    Jopamacedo
    Não há argumento que sustente uma medida dessas, no caso, limitar a velocidade dos carros.

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  25. O maior problema de segurança não é o carro, são os indivíduos: É muito comum ouvir sujeitos se gabando por terem atingido os 180, 190 km/h em estradas e vias públicas, quando isso deveria ser motivo de vergonha e punição.
    Aliás, o que falar de punição: fez alguma estupidez e matou alguém no trânsito? Pague fiança e vá embora! Foi só mais um acidente...
    Quer tirar habilitação? Se dedicar para quê, é para isso que existe propina!
    Faltam noções, tanto de vulnerabilidade quando de todo o resto...

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  26. As vezes é necessário acelerar um pouco mais do limite da via para sair de uma situação perigosa. Mas quando os carros foram guiados por satélite, onde o motorista é o computador, aí o limitador fará sentido.

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  27. Antonio Nunes15/01/11 08:53

    Já viram crashtest de avião ?

    E de moto ?


    Forte né ?

    Porque avioes são o segundo meio de transpote mais seguro por incrivel que seja ?

    Porque seus condutores, os pilotos, são altamente treinados e sabem muto bem agir quando dá uma Merlin.


    Abraço

    PS: Quando EU entrei na FEI, já sabia bem mais do que a diferença entre monobloco e chassis/carroceria !

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  28. Uma rápida descrição do que vivo:
    Aqui no DF conseguiram educar o motorista em relação a parar na faixa para o pedestre passar (pelo menos na maior parte do DF é assim). Só se esqueceram de educar o pedestre, que entra na pista de uma vez, não dá sinal, não olha o trânsito, faz questão de parar o único carro que está trafegando e por aí vai.
    Aliás, minha mãe costuma dizer que "mulher feia acha que faixa de pedestre é passarela". Por aí acho que é possível ter uma noção que não é só por parte dos motoristas que os acidentes acontecem, nem possuem culpa exclusiva pelas ruas estarem cada vez mais violentas.

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  29. Limitar eletronicamente a velocidade dos veículos não é a melhor medida.

    Digamos que a limitação seja de 120 km/h: algo impede do condutor atingir 100 km/h em uma rua pacata com velocidade máxima de 30 km/h?

    Vejam que o próprio carro, a mais de 60 km/h, já não protege os condutores em eventual acidente.

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  30. Caro FB,

    Parabéns pelo tópico corajoso e esclarecedor.

    As abordagens em relação a segurança viária ainda são modestas por estas bandas...até mesmo aqui no AE. Mas creio que esse tópico muda um pouco o cenário.

    Segurança Viária já passou do tempo de ingressar em temas como saúde pública, educação, vida social e lazer...

    Já dispomos de Centros de Inspeção Veicular para fiscalização da emissão de poluentes mas, curiosamente, os carros que por lá são inspecionados podem estar com os pneus carecas, sem lâmpadas de sinalização adequadas, sem extintor de incêndio, com os limpadores de pára brisa em péssimas condições, etc.

    Ao não tomarmos posicionamento com a educação e a informação dos milhares de novos condutores que invadem as ruas todos os meses, não faremos mais do que alimentar as já vergonhosas estatísticas sobre mortes, inválidos e feridos já existentes...

    Licença para publicar sua matéria aos nossos clientes.

    Grande abraço!

    MRA

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  31. FB, Parabéns mesmo!

    Especialista, renovação de frota? Para fomentar ainda mais o lobby extorsivo onde os fabricantes e os políticos se deleitam?

    Anônimo 13/01/11 22:06
    O brasileiro tem que aprender a comprar! Questão de educação, é o único caminho.

    Vitor, certo santo antônio? Isso ae! Cuidado que carro grande também é destrutível.

    Kantynho, levou a taça!

    João Ferraz, velocidade e fusca não matam, o que mata é uma anta achando que sabe "tocar"...

    Agora esse de limitar a velocidade foi de doer heim!

    Abs

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  32. O carro é uma ferramenta. Ele só faz o que o motorista manda fazer.

    Se pelo menos eles se dirigissem sozinhos, aí sim poderiam botar a culpa neles.

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