HONDA ACCORD LX - IMPRESSÕES



Alugar carro quando se viaja nem sempre é algo totalmente agradável. Normalmente estamos sujeitos ao que estiver disponível, o que pode ser angustiante para um entusiasta.

Nas últimas férias da família, conseguimos andar com três carros bastante diferentes entre si e usar as mesmas ruas e avenidas com eles, o que permite fazer comparativos interessantes.

O primeiro que andamos, em três adultos e uma criança, foi um Honda Accord LX 2010, modelo básico, com calotas. Essa carroceria foi lançada em 2008, portanto ainda um carro bem atualizado, sem deslizes no estilo.


foto: Honda.com


No Brasil, houve Accords com calotas sobre rodas de aço estampado, exatamente como se faz em carros mais baratos, lá pelos idos de 1994, 1995. Hoje em dia, um carro do tamanho e preço de um Accord sempre tem rodas de liga leve. Mas isso é no rico Brasil, a Nação que dá ao governo 1/3 do salário que recebe trabalhando duro.

Nos Estados Unidos, o Accord é um modelo que está entre os mais vendidos há mais de quinze anos, e assim como o Toyota Camry, está sempre entre os preferidos dos não entusiastas. Ambos têm versões de entrada em mercado que, se não são cheios de enfeites, ao menos têm equipamentos de carros que, no Brasil, custariam três vezes mais, em carros que custam mais do que o dobro.

Dessa forma, foi com um pouco de aborrecimento que não consegui um Nissan Maxima, um foguete disfarçado, que sabia pertencer à mesma categoria nas locadoras, mas que está umas três acima no meu coração entusiasta. Mas final de ano é assim mesmo em locais com muitos turistas.

Têm-se o que sobrar. Partimos do aeroporto com as malas da chegada, já enchendo bem o porta-malas.Um alívio saber que no dia de ir embora o carro seria outro bem maior, que vou contar em outro texto em breve.


A pintura metálica estava perfeita, e a cor, viemos a saber depois, se chama Polished Metal, metal polido. Um cinza escuro muito bonito, que me atrai bastante, e que chamo genericamente  de cinza-tempestade. Minhas fotos não fazem jus ao carro, já que não estava com o amigo Paulo Keller nesse passeio. Aliás, dizem as más línguas que seriam necessários dois carros se ele fosse fotografar: um para ele e outro para quem quisesse aproveitar as férias...

Apesar de ter mais de 16 mil milhas rodadas, uns 26 mil km, o carro estava bastante sólido, com exatamente os mesmos sons de fechamento de portas e tampas de quase todo carro japonês.

Há uma padronização um pouco estranha com os carros da terra dos shoguns e dos ninjas. As portas fecham ao mínimo esforço, com um som não muito abafado como de carros alemães; as borrachas de vedação têm a maciez de um pudim de leite; as maçanetas internas são leves e sem degraus no momento em que destravam as portas; a alavanca de seta ou pisca é leve e sem degrau também muito forte ao passar da posição liga para desliga, ou vice-versa;  as lanternas e faróis são acionadas por uma pequena alavanca do lado esquerdo da coluna de direção, um comando que eu não gosto, preferindo o tradicional botão giratório no painel; os botões de vidro são exatamente de igual operação e sensibilidade em todas as marcas e mais alguns detalhes que nos fazem acreditar que há normas que os japoneses seguem para todos os produtos automobilísticos do País.

Dentro do carro, o que mais chama a atenção é o para-brisa muito menos baixo do que em modelos anteriores do Accord. Agora o painel corta-fogo, ou dash panel, tem ao menos uns 20 centímetros mais de altura do que os modelos anteriores de carroceria, diminuindo aquela sensação de que, se uma pedra entrar pelo vidro, vai pegar na sua barriga ou logo abaixo. Gostei.

O quadro de instrumentos é muito simples e bem-feito. De ótima visualização de dia e a noite, vem numa combinação que dá prazer em olhar: cinza claro com a iluminação em azul.

A parte central do painel, onde se concentram comandos de ventilação e de rádio tem teclas enormes, ótimas de ler para quem já tem uma certa miopia e vista cansada. Mas ocupam lugar demais. Poderiam ser mais discretas. Ao menos o design é atraente.



E isso é o melhor do interior, já que os bancos não são nada de excepcionais, nem em conforto, nem em retenção do motorista em curvas. Para atrapalhar mais ainda, o reclinamento do encosto é pela famigerada alavanca de destravamento para cima, com uma mola empurrando o encosto para a frente. Exatamente como os outros carros japoneses de grande produção. Também me parece mais um item padronizado. Desagradável e difícil de achar a melhor posição, isso quando se acha.

Para compensar, o espaço interno é ótimo. Qualquer pessoa com até 2 metros de altura se acomoda muito bem, até no banco traseiro, onde o espaço para os joelhos é abundante.

Do lado de fora, calotas de desenho interessante, que deixam ver a roda preta de 16 polegadas de diâmetro, com furos de refrigeração dos freios. Nada ruim demais, mas que, definitivamente, não combinam com nossa ideia brasileira de carros “completos”.

Mas o mais incrível mesmo é verificar que não há iluminação no porta-luvas. Olhei, mexi, procurei, plantei bananeira, mas não. Nada de luz. Impressionante a economia que se faz em alguns carros. Coisa de arrepiar.

A massa do elegante japonês é de 1.487 kg em ordem de marcha, levados por um motor de quatro cilindros e 2,4 litros, com 179 cv a 6.500 rpm e torque de 22,3 mkgf a 4.300 rpm.


foto: carreview.com

A faixa vermelha começa a 6.800 rpm, e antes disso, gira absolutamente suave, passando seu trabalho mecânico a um câmbio automático de cinco marchas que está próxima da perfeição para carros desse preço.

No site da Honda americana, custa US$ 21.980 com caixa automática. Existe a manual, por 800 dólares a menos. Uma pechincha, principalmente vendo a quantidade de itens de segurança ativa e passiva que vem nesse preço básico. São seis airbags, frontais, laterais e de cabeça, o tipo cortina. Freios com ABS, distribuição eletrônica de forças de frenagem para cada uma das 4 rodas (EBD) e controle de estabilidade, além de um espertíssimo sistema de monitoramento de pressão dos pneus, que sei que funciona devido a duas vezes em cinco dias ele ter acendido a luz-espia me avisado que eu deveria acertar a pressão. O pneu dianteiro direito estava vazando, e com 3 lb/pol² a menos do especificado já havia o aviso no painel.

Não mais de 8,3 kg/cv de relação massa por potência não é nada demais de bom, mas permite a movimentação com desenvoltura. E esses limites de rotações dos motores Honda sempre nos fazem lembrar de motocicletas, o que contribui para a sensação de bom desempenho.

O transporte urra com vontade quando se afunda o pé, chegando aos 100 km/h em pouco mais de 9 segundos, nada incrível, mas satisfatório, e faz esquecer os pequenos defeitos.

Para acompanhar uma boa saúde de motor, temos suspensão dianteira de duplos braços em "A", e traseira multibraço. Belas receitas que fogem dos tradicionais McPherson e eixo de torção a que estamos acostumados. Funcionam muito bem, ao menos em bom piso como o da Flórida.

Um carro de grande número de vendas sempre será definido para agradar à maioria e, lembremos, a maioria não é entusiasta. Quer apenas transporte seguro, bonito e se possível, econômico. Nesses pontos, o Accord cumpre muito bem o seu papel.

JJ

26 comentários :

  1. Puxa vida um carrão desses por 40 pilas!!! Um Siena/Voyage/Fiesta, por aqui tá quase isso... e estão longe de serem carrões...

    Com esse peso e potência é quase o mesmo de um Ômega (90s)...

    Putz! E tem gente que compra sienas usados por quase isso!!!!

    Nasci no país errado!!! PQP!

    Talles

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  2. Talles,

    exatamente esse meu pensamento. Barato demais para o conteúdo.
    Amigo, não nascemos no País errado, o problema são os governantes safados, e um povo acomodado. Veja os exemplos dos Tunisianos e agora, dos Egípcios.

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  3. Juvenal,

    Concordo quando colocamos a culpa no governo, mas não toda.
    Brasileiro, em geral é burro, mesquinho e tem uma vontade sobrenatural de aparecer.
    Se chegar numa concessionária e um vendedor falar que um palio com motor de corsa (capado ainda) e com uns adesivinhos custa quase 50 mil o consumidor médio, e burro, vai achar caro. Mas basta o vendedor dizer que aquele valor é para "selecionar" os compradores, ou dizer como o comprador ficará mais bonito, pra ele mudar de ideia.
    Veja o comercial do Honda City. Vejam o slogan. Triste.

    Os impostos são vergonhosos, mas os fabricantes já estão vindo para o brasil sabendo que podem cobrar oque quiserem. Junte isso com o brasileiro médio, e temos um carnaval de abusos.

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  5. Caro Juvenal,

    Não acho barato demais para o conteúdo. O que tenho certeza é que pagamos caro demais pela falta de conteúdo!

    Talles

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  6. Anônimo,

    Como é o sistema eleitoral deles,não sei, não entendo e, sinceramente, não me importa.
    O que vejo é que apesar de todos os escandalos e atitudes duvidosas para justificarem o injustificável, é inegável que a população deles, pelo menos, é bem menos explorada do que a nossa. Aqui acontecem coisas piores e os políticos além de fazerem o que querem com a população, colocam a culpa deles agirem assim em nós mesmos.
    Talles

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  7. Como assim "precisando de imigrantes ilegais" ??? que viagem cara!

    O sistema de saúde deles não tem um "SUS" mesmo, mas pelo menos a maioria da população pode pagar por saúde. Aqui, além da situação preta, ainda tem que pagar duas vezes pela maioria dos serviços públicos.

    Quando aos apoios a ditaduras, isso é política internacional, nada a ver com condições de vida e poder de compra da população.

    Não digo que o Brasil seja O pior nem que os EUA sejam O melhor. Todos tem seus problemas. Mas pensa bem quem é que está ganhando...

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  8. Patrick, ai que você se engana. Ja viu alguém ser recusado pro um convênio médico por ser alto demais, magro demais, gordo demais? Pois é, la tem. E se você tiver uma parada cardíaca, torça pro seu seguro saúde autorizar o atendimento antes de você reclamar pra São Pedro. E se você ficar doente e eles cobrirem, vão investigar sua vida pra provar que isso era uam doença pré-existente e te fazer pagar. Assista o documentário "Sicko-S.O.S Saúde".

    A diferença entre o Brasil e eles é que nós pagamos a conta, e eles fazem o resto do mundo pagar pra amnter seu american way of life. Com guerras, ditaduras, etc, etc.
    É um mato sem cachorro.

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  9. Tallwang, é difícil para mim levar a sério uma democracia onde assumidamente quem dá as cartas são os lobbies em Washington. Maia até do que aqui, quem dá as cartas no jogo político é qem tem dinheiro. Por sinal lobby lá é legalizado, ainda que nem sempre feito às claras...

    Patrick, viaje de carro por qualquer estado da fronteira com o México. Mesmo na Califórnia, a quase totalidade dos caizas e cozinheiros de fast food, faxineiros, camareiras de hotel etc, são de origem hispânica - boia parte deles ilegais. Gente que trabalha mais que os nativos, recebendo menos. Fossem legais, ganhariam tranto quanto os norte-americanos e deixariam de ser interessantes aos empregadores...

    Pelo critério "a maioria da população pode pagar por saúde", é falho por um motivo: os que não podem pagar são uma minoria que não é numericamente desprezível. Transpondo para cá seu critério, podemos dizer que a maior parte de nossa população é alfabetizada, a maior parte de nossa população tem acesso à saúde, a maior parte de nossa população etc etc etc.

    Vamodoiodo: boa colocação, também acho que é por aí.

    Um adendo: adoro a América, nas vezes que estive lá aprendi a admirar as qualidades desse povo, mas acho que em termos de políticos, não são um grande exemplo para lugar algum do mundo.

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  10. Nesse documentário, cita que 46 milhões de yankees não tem acesso a planos de saúde.

    E anônimo, me fez lembrar de outro ponto: o tratamento com os imigrantes ilegais. Um programa do Discovery mostrou que esses imigrantes eram usados como agentes infiltrados em troca do Green Card. Um trabalhou por cerca de 14 anos, em mais de cem casos. Nenhum dos imigrantes citados no programa conseguiu tal visto.

    Nunca estive lá, não sei como é. Então não posso sair falando a torto e a direito. Apenas me baseei em dois documentários.

    E na política, eles apóiam as ditaduras que lhe interessam e jogam o mundo contra as que não lhe são favoráveis. Afeganistão é um exemplo dessa virada de mesa. Eles mesmo criaram Bin Laden.

    Acho que aqui no blog, todos temos capacidade para discutir vários assuntos, mas gosto mesmo é de ver os carros no mundo e entender porque tal modelo, tal configuração, tal tipo de carroceria faz sucesso ou não. Como os europeus e seus hatchs, os yankees e os utilitários e os suecos e as peruas.

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  11. Será que eu posso ter esperança em ver o tiida sedan testado aqui por vocês? cfe fosse, seria o arremate pra eu me decidir :)

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  12. Promoções na internet
    Faremos a avaliação, mas demorará um pouco. Enquanto isso, leia meu teste no Best Cars Web Site quando o Tiida foi lançado em 2007.
    http://www2.uol.com.br/bestcars/testes3/tiida-1.htm

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  13. Pedro Navalha30/01/11 21:17

    Não vejo problema nenhum em um automóvel usar rodas de aço com calotas. São bem mais resistentes que as de liga, ainda mais com esse monte de buracos que temos por aqui...

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  14. Tem certas coisas que mostram quão metido a besta é um mercado. Aí nos EUA carros com calotas e vidro de manivela é comum.

    Aqui é alvo de indignação. A Honda está vendendo Fit com calotas, e pelo preço todo mundo reclama, mas não sabem ver qualidade num automóvel, apenas aparência

    Brasileiro merece se ferrar mesmo, não sabe nem usar o carro que tem. Quantos carros com ar condicionado e com calha de chuva? Pra que desembaçador traseiro em carro com ar? Rodas de "liga leve" são mais pesadas que as de açõ, só pioram o carro.

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  15. anonimo, sabe as calhas nos vidros? pq o dono do carro ñ usa o ar condicionado pq ele aumenta o consumo d combustível, então o miserável, mesmo em dias quentes ñ usa o ar, sendo este, o ar condicionado, um acessório d enfeite nos carros d muitos brasileiros e quanto ao desembaçador traseiro, discordo d vc! o ar condicionado já demora um tempo significativo para desembaçar o para-brisas, o vidro traseiro então é uma eternidade, daí a necessidade do desembaçador

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  16. seu a/c esta com defeito

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  18. Zé da Silva31/01/11 11:53

    Carro com rodas de aço e calotas, é o mesmo que o cidadão vestir um terno elegante e calçar um par de havaianas !

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  19. Outro dia comprei um jogo de canaletas para a Blazer 4.3 do lanterneiro que fez o trabalho de restauração do Chevette. Ele reclamou outro dia das chuvas e que o carro estava gastando muito combustível em função do uso do equipamento.

    Acho inútil discutir a situação econômica para justificar ou não a instalação das calhas, como eu poderia comprar no distribuidor e fazer um agrado, não me custou muita coisa.

    Instalamos as calhas e ele achou que ficou bonito, eu acho meio barango. Aí ele disse: Bonito demais, porque você não instala no Omega. Aí eu expliquei a ele que por causa da forma que os vidros correr nas canaletas do meu carro, não era possível instalar.

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  20. Semana passada fui numa concessionária mostrar um carro a um colega de trabalho. Comecei a falar do espaço, da economia, do desempenho e logo a vendedora se aproximou e começou a falar de coisas subjetivas, como beleza, rodinha de liga, que era alto, etc, etc.
    Fiquei pensando: hoje as pessoas compram carro pela imagem, não pela praticidade ou necessidade de uso. Se eu quero aparecer, compro um camaro e mando pintar de rosa. Agora para cair em buraco, ficar preso no congestionamento e levar a multa nossa de cada dia, um mille já quebra o galho.
    Agora querer aparecer com um golzinho 1.0 com roda 17 sem ar e dh é demais para minha cabeça...
    Carro no Brasil é caro. Já esta na hora de nós, consumidores, pararmos de engolir essa história de que aqui a carga tributária é alta, que o dolar (ou euro) estão caros, etc. etc.
    Em 94 a fiat rachou de vender Tipo a 15000 dólares/reais, que era praticamente o mesmo preço da europa.
    O carro custa caro pq hoje todo mundo paga o preço que pedem. Lei de mercado.

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  21. Considero-o um carro muito honesto. Só no Brasil que ele é considerado um "carrão"...

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  22. Ótimo post Juvenal! Avaliou muito bem!

    No Brasil não só é caro comprar carro 0km, como é caro manter um carro como se deve... Por isso que não compro carro usado. Mais uma vez, somos reféns!

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  23. "Veja os exemplos dos Tunisianos e agora, dos Egípcios." aooo joselito

    hehehehe, vamos queimar as carroças 1.nada de 25 mil reais

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  24. este motor deveria estar no CRV "for brazil" há tempos.
    casa perfeitamente e corrigiria o calcanhar de aquiles do modelo...
    abs

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  25. Em uma edição de janeiro de um Buyer's Guide americano, em 27 ediçoes desta publicação, em 23 delas o Accord é a recomendação em sua categoria.
    No mínimo, muito significativo!

    FERNANDO RD

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  26. Luiz Paulo13/08/12 11:26

    tenho um accord 93 (CB7) que é a minha paixão... a honda e os japoneses são extremamente cuidadosos e caprichosos em seus carros... tenho a mais absoluta certeza de que o meu accord (modéstia a parte impecável) nada deixa a desejar a qualquer nacional 0km ou importado...
    o accord é referência desde muitas décadas atrás...
    grande carro...

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