FORD F-150 SVT RAPTOR


Em setembro de 2010 a Só Veículos, de São Paulo, nos enviou uma lista de carros que poderíamos avaliar. Como somos democráticos fizemos uma enquete para escolher qual avaliar primeiro e a picape Ford F-150  SVT Raptor obteve a maioria dos votos. Mas não conseguimos avaliá-la naquela época porque a unidade disponível fora vendida. Isso não foi ruim, pois o Arnaldo Keller avaliou o segundo mais votado, o Porsche 911 Turbo.

Desde então todas as unidades que chegavam na Só Veículos foram vendidas de imediato. Até que na semana passada conseguimos andar em uma delas antes que fosse vendida. Infelizmente, como se trata de um carro zero-quilômetro não conseguimos rodar em estradas de terra como as de Baja no México, de acordo com a proposta da Raptor. Mas mesmo assim ao autoentusiastas Bob Sharp, Felipe Bitu e Juvenal Jorge conseguiram ter uma boa ideia de como ela anda.


Impressões de Bob Sharp

Mesmo que picapes não sejam “a minha praia”, eu tinha curiosidade dirigir a F-150 SVT Raptor. O motivo, suas propaladas características para rodar fora da estrada, resultado do trabalho entre a divisão Special Vehicles Team (SVT) e a indústria de amortecedores Fox Racing Shox fundada em 1974 e operando de sua base em Santa Cruz, na Califórnia, com divisão Off-Road em Santee, no mesmo estado americano.

A empresa produz amortecedores de alto desempenho para motocicletas, bicicletas montanhesas, quadriciclos, snowmobiles e carros de competição fora de estrada. Como é fácil entender, amortecedores são itens cruciais no fora de estrada e certamente foi o que levou a Ford a procurar a Fox Racing Shox ao definir sua superpicape.

Uma F-150 com assinatura da divisão de Veículos Especiais da Ford (SVT) e amortecedores Fox
A Fox diz ter um sistema de válvula de desvio interna patenteada que proporciona amortecimento sensível ao curso, possibilitando montagem de mola e amortecedor concêntricos que economizam espaço de instalação.

O amortecedor é progressivo de modo a proporcionar conforto de rodagem em altura normal, o que resulta em mais tração, estabilidade e conforto, reduzindo o cansaço do motorista. Já a maior carga de amortecimento à medida que o curso aumenta na compressão permite que o veículo seja dirigido mais severamente sem dar batente.

O uso da tecnologia e a metodologia de engenharia da Ford permitiu ao time Fox-Ford chegar a uma extrema capacidade fora de estrada sem sacrificar o rodar confortável e a estabilidade.

Rodagem confortável e estável
A qualidade de rodagem deu para ser sentida na nossa volta de avaliação, diferente do conhecido em picapes. Com o veículo parado, uma pressão na traseira para baixo provoca abaixamento do veículo. Embora não se tenha rodado em condições fora de estrada, no asfalto ondulado de São Paulo deu para notar que o pesado eixo traseiro rígido se mantém controlado. Ali é um conjunto de amortecedor com seu reservatório de expansão de cada lado. Explica também o rodar confortável a carga útil contida de apenas 393 kg, praticamente a metade das nossas picapes derivadas de automóveis.

Gostaria de ter experimentado o comportamento em piso ruim para avaliar a suspensão de curso bem longo, nada menos que 285 mm na dianteira e 340 mm na traseira, inclusive para avaliar o funcionamento progressivo dos amortecedores quanto a carga. Deve ser mesmo sensacional.

Para produzir a Raptor, lançada em 2009 como ano-modelo 2010, A divisão SVT tratou de aplicar braços de suspensão dianteira - em alumínio com a marca SVT em alto relevo - mais robustos, freios mais potentes, assistência de direção reprojetada e os enormes pneus BFGoodrich  All-Terrain T/A LT315/70R17, de 889 mm de diâmetro, que aumentaram a banda de rodagem em mais de 150 mm e obrigaram a alargar os para-lamas dianteiros e traseiros em relação à F-150 normal. As rodas de liga leve são fixadas com seis parafusos.

Os amortecedores Fox e as bandejas da suspensão dianteira são exclusivos do modelo Raptor
A primeira impressão ao vermos a Raptor laranja Molten com grafismo imitando lama foi de estar diante de um veículo bem-construído. As portas nesta cabine-estendida em que as duas traseiras abrem para trás e mostram uma carroceria sem coluna central com acesso fácil - a não ser pela altura do assoalho que exige usar o estribo – fecham com perfeição.

A ausência de coluna central facilita o acesso ao banco traseiro
O motor V-8 de 6,2 litros com comando no cabeçote desenvolve 416 cv a 5.500 rpm, com torque de 60 mkgf a 4.500 rpm. É uma usina que movimenta a picape de 2.726 kg com marcante desenvoltura.

Ao entrar na picape, ou melhor, subir nela, a decepção de o volante só ter ajuste de altura, mas logo desfeita: o conjunto de pedais possui ajuste, e elétrico. Isso mais o banco elétrico ajustável em todos os eixos imagináveis, inclusive o da direita, proporciona posição de dirigir perfeita, seja para andara rápido, seja para passar muitas horas dirigindo.

Para entrar na Raptor temos que subir no estribo
Ao volante, instrumentos adequados a uma condução mais séria como manômetro e termômetro de óleo além dos medidores de temperatura do líquido de arrefecimento e nível do tanque de 98 litros localizado antes do eixo traseiro. Avaliações no exterior indicam consumo de 6 km/l na cidade, o que confere autonomia urbana de quase 600 quilômetros.

Quadro de instrumentos completo
A gasolina recomendada nos EUA é a comum, podendo usar a nossa sem nenhum problema. A taxa de compressão do motor é modesta para os padrões atuais, 9,8:1.

A Raptor não foi calibrada para a nossa gasolina com até 25% de etanol anidro, mas como pode rodar lá com gasolina contendo até 10% de etanol, funciona aqui sem problema. O máximo que pode acontecer é a mistura ar-combustível ficar ligeiramente pobre, mas nada que prejudique ou afete o motor. Ou se sinta falta de potência. O câmbio automático de seis marchas ajuda e faz o que se espera com perfeição.

É mesmo uma picape full-size, tamanho grande. Mede 5.603 x 2.192 x 1.994 mm, comprimento, largura e altura, com entre-eixos de 3.385 mm. A caçamba acomoda 1.897 litros. Mas dirigindo-a logo nos abstraímos de seu enorme porte. E não há como deixar de apreciar o anel laranja no topo do volante para dizer em posição está, herança dos ralis.

Volante com marca no centro, herança dos ralis
Não é por acaso que o que chega à revendedora independente Só Veículos, de São Paulo, não esquenta lugar. Segundo Humberto Neiva, gerente de vendas, a versão com motor de 5,4 litros de três válvulas por cilindro, chegada em novembro de 2009, vendeu mais de 40 unidades rapidamente. A que o AE andou, de 6,2 litros, já encontrou mais de 20 compradores desde julho passado e tem outros esperando.

Seu preço completa, com opcionais como ajuste elétrico dos pedais, ajuste elétrico dos dois bancos, teto solar de vidro e elétrico, vidro traseiro corrediço elétrico, câmera de ré e outros é de R$ 269.000,00.


Impressões de Felipe Bitu

Antes de começar, quero deixar bem claro: gosto muito de utilitários e picapes em geral, “trambolhos” pesados, com motores torcudos e de preferência com tração nas quatro rodas. Adoro procurar encrencas, ou seja, barrancos para transpor, rios para atravessar, atoleiros para superar e até desníveis para saltar.

Talvez seja aquela coisa do menino dentro de mim que se recusa a crescer, não sei. Só sei que, para mim, caminhos com muita areia, água e lama são coisa de entusiasta sim.

Quando menino, tinha à minha disposição no interior de São Paulo uma picape Toyota Bandeirante, famosa na região de Piracicaba pela velocidade com que levantava poeira nas pacatas estradinhas rurais ou cortando canaviais a velocidades dignas de corar o mais experiente piloto de “Baja Rally”.

Velocidade não é problema. Difícil é conter a vontade de acelerar forte
Em São Pedro, cidadezinha onde curtia minhas férias, bastava a Toyotona passar pelo centro da cidade para o povo comentar “é aquele menino doido que anda a 180 km/h na terra”.

Cidade pequena, fofoca grande! Exageros à parte, completei 18 anos e ainda tive a cara de pau de me apresentar no exame prático para obter a CNH guiando a velha Toyota. O fiscal de prova até riu, mas essa foi a minha gênese como motorista: comandando em alta velocidade um trambolho de quase 2 toneladas e meia (!), com dois eixos rígidos (!!) e freios a tambor nas quatro rodas (!!!).

Após essa breve introdução, acredito que não preciso nem dizer que me senti “em casa” ao avaliar a Ford F-150 Raptor: quem me viu no dia percebeu que eu era um sorriso só, de orelha a orelha. Nada poderia ser mais legal do que avaliar um trambolho fora-de-estrada (ainda que a avaliação fosse feita na estrada), dotado de atributos tão especiais.

A Raptor é uma cabine estendida, mas acomoda até o sorridente Bitu no banco traseiro
A primeira coisa que se nota é o tamanho: ela não costuma chocar pelas fotos por uma simples falta de referência visual, mas quando se está diante dela é que você consegue mensurar com real exatidão a seriedade desse brinquedo: só para se ter uma idéia, o pneu é um biscoitão de medida 315/70R17. Para quem está habituado com o fora-de-estrada, fique sabendo que ele equivale a um pneu de 35 polegadas, ou 889 mm, de diâmetro, o que não é brincadeira.

 Biscoitão de medida 315/70R17
As suspensões são muito altas: 340 mm de curso na suspensão traseira e 285 mm de curso na suspensão dianteira, que em conjunto com os pneus são suficientes para engolir todo e qualquer buraco ou salto. A calibração da suspensão é muito boa e o hardware explica: amortecedores Fox nas quatro rodas, braços inferiores dianteiros gigantes (em alumínio) e uma senhora barra estabilizadora, tudo aliado a um bom software de controle de estabilidade.

Subo na caçamba e volto a salientar que se você ainda não conseguiu ter uma noção exata disso tudo, veja a foto que o Paulo Keller tirou: eu tenho 2 metros de altura e por pouco não consigo subir ali simplesmente pisando no estribo do para-choque. Como um menino, começo a pular e percebo aquilo que eu já havia pressentido: a suspensão é extremamente sensível.

Bitu, 1/3 da carga útil da Raptor
Vejamos: para impulsionar o “trambolho” há, embaixo do capô, um sonoro V-8 de 6,2 litros, capaz de gerar 416 cv e 60 mkgf de torque, enviados às rodas traseiras através de uma caixa automática de 6 velocidades e um belo eixo rígido (clone de um Dana 60, com bloqueio eletrônico do diferencial). Se a suspensão fosse demasiadamente inerte, acredito que a Raptor simplesmente não conseguiria transmitir toda a potência do grande V-8 ao solo, ficaria imóvel, "quicando" a caçamba e queimando pneu à toa.

Eixo rígido com bloqueio eletrônico do diferencial
Faço questão de ratificar: a suspensão é sensível e não mole, permitindo que o famigerado eixo rígido “copie” com maestria as irregularidades do solo. Com os vidros abertos, é possível ouvir (e até sentir o cheiro) dos gomos dos pneus mastigando o asfalto cada vez que se pisa fundo no acelerador. E a minha teoria se mostrou correta quando descobrimos que a carga total admissível da Raptor é de apenas 393 kg (passageiros + carga). É isso mesmo: eu sozinho ao volante da Raptor já represento 1/3 da capacidade total de carga da picapona (peso exatos 131 kg).

Mas a Raptor não impressiona apenas pelo tamanho e potência, impressiona também pela docilidade: tratada com carinho,  você pode até emprestá-la para que sua mãe ou esposa faça compras, pois é andando com calma que ela mostra que a Ford cuidou de detalhes que só o senso crítico entusiasta percebe, como a precisão da direção e a excelente modulação dos freios, melhor que a de muitos carros de passeio.

Bitu se divertindo ao volante como se estivesse num carro de passeio
Os discos de freio são enormes e preenchem todo o espaço possível nas rodas de 17 polegadas, suficientes para que eu diga que a picapona se comporta como todas as picapes deveriam se comportar: transmitindo muita segurança.

Resumindo a experiência: se você ainda tiver o espírito de um menino e puder bancar os R$ 269 mil pedidos pela Raptor, nem pense duas vezes. Compre logo a sua e trate de arrumar um quintal bem grande, pois apesar da sua docilidade a Raptor não foi feita para brincar na sala: tem nada a ver com asfalto, trânsito, shopping center... É um predador que exige seu hábitat natural.


Impressões de Juvenal Jorge

Raptor: ave de rapina. Definição de dicionário.

Um nome sonoro, de uma picape e de um avião, o mais moderno caça em operação hoje na USAF, a Força Aérea dos Estados Unidos

A Ford tem sacadas boas para dar nomes a carros. Alguns são um pouco regionais demais, e confundem os desavisados, como Ford Flex, por exemplo. Não é o caso da Raptor. Pelo menos esse motorista que vos escreve foi mesmo capturado por essa picape de rapina. Minha lista de carros que gostaria de possuir aumentou.

Ave de rapina, pronta para o bote
Andamos nessa Ford F-150 especial e imediatamente as comparações com o que conhecemos de usar picapes retorna à mente. Tive uma Chevrolet D-20 1990 cabine simples. Subia a rodovia dos Imigrantes a no máximo 90 km/h. Não tinha turbo, e não precisava ter a primeira marcha para uso normal, de tanto torque. Partia de rampas consideráveis em segunda marcha, sem carga. Era um trator, mas não "corria", como se diz por aí.

Outra que me lembro, uma Ford Ranger V-6 de um amigo, na qual andamos bastante. Bom desempenho, mas rodinhas e pneus quase de carro popular. Era um carro V-6 que pulava a traseira como um cabrito e afundava a frente nas freadas mais fortes com uma intensidade que assustava.

Essa Raptor se desloca com uma facilidade de carro. Nada de acelerar mais um pouco para saber onde está a potência. Não precisa. Saindo da marcha-lenta, já mostra que tem algo muito bom debaixo do capô. Anda bem de qualquer forma, ajudada por uma caixa automática de funcionamento excelente, suave.

Sob o capô um motor V-8 de 6,2 litros com potência de 416 cv a 5.500 rpm e torque de 60 mkgf a 4.500 rpm
Pode-se brincar com a alavanca, mas depois de um tempo, você deixa em D e aproveita para ver a cara das pessoas que estão incrédulas ao ver uma picape cor de laranja com adesivos na lateral, rodas cinza escuras e uma cara de mau. Pelo site da Ford, vimos as outras 2 cores, azul e branco, lindas também. Pode vir em preto, mas preto, como os nossos leitores mais atentos já sabem, não é cor, é falta de.

O ponto focal desse modelo é a suspensão. Pelas informações divulgadas em texto, fotos e filmes, a Ford diz que a experiência de corridas na Baja Califórnia, no norte do México, é responsável pelo que dirigimos. Curso longo, aceita saltos e pisos de terra e areia solta sem problemas. Nessa região é realizada a "Baja 1000", corrida fora de estrada de 1.000 milhas, e outras mais curtas.

Os carros que participam precisam ser muito potentes, e resistir a saltos por cima de calombos ou lombadas longas, parecidas com as que temos nos canaviais. O ombro do pneu tem 9 polegadas de altura, uns 23 centímetros. Para quem gosta de saber que o pneu está absorvendo as pancadas, e não apenas as molas e amortecedores, isso traz uma bela tranquilidade.

Aberturas no para-choques e pneus de uso misto
Esses pneus são de uso misto, mas funcionam bem no asfalto, desde que não se exagere. Se forçar, eles arrastam e cantam fortemente. No piso estúpido da cidade de São Paulo, onde costelas de vaca e amontoados de asfalto deformado são uma constante, ela não é absolutamente confortável, mas também não permite que a carroceria pareça estar descontrolada como é normal em outras picapes com suspensões menos evoluídas.

Aliás, nada revolucionário nessa área, mas o detalhe dos amortecedores Fox Racing Shox a gás, com reservatório separado nos traseiros, mostram que a Ford quis fazer algo diferente. E conseguiu. Para se ver como esses amortecedores são importantes no conteúdo do carro, basta ver que há duas aberturas no para-choque dianteiro justamente para que seja bem fácil vê-los e recebam ar direto.

Aberturas no para-choques são janelas para exibir os amortecedores dianteiros

Gostei bastante dessa Raptor, apesar da pequena capacidade de carga, teria uma para os passeios "quase-morri", como diz o Bob Sharp. E para viagens a locais com trechos de estrada de terra, onde carros normais se comportam pior que adolescentes sem educação.


Outras fotos

 Seu visual chama a atenção de todos
Grade dianteira com desenho exclusivo, interessante
Interior amplo com todos os principais itens de conforto
A Raptor toda aberta
Passando por um primo mais urbano
Para-lamas alargados
Saídas de ar nos para-lamas
Vista por fora do teto solar
Frente imponente
Traseira bem alta e preparação para engate
Emblema na porta da caçamba
Buscando alguma diversãor nesse ambiente urbano

35 comentários :

  1. Nossa!
    Incrivel essa pick up!
    Será que ela também dispõe de versões cabine simples e dupla, ou só as estendidas mesmo?
    Renan

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  2. Já falo de cara: Em geral, não sou chegado nesse tipo de veículo. Em geral são trambolhos, descofortáveis, ruins de estabilidade entre outras desvantagens devido ao tamnho/concepção desse tipo de veículo.

    A algum tempo gostei bastante da amarok, picape super correta e supreendente, mas mesmo assim, ainda não tinha tido vontade de ter uma.

    Porém essa ai, é bacana mesmo. O primeiro utilitário que me deu vontade de ter mesmo, tanto pelo comportamento dinâmico, tanto pelo design matador.

    Fica a dica pra Ford ( e para outras fabricantes de utilitários): Ao lançarem picapes, tratem de fazerem versões com o visual legal como essa ai, e não só versões "rodeio" ou "cow... boy". Ter inspiração em Rallys como o Dakar podem gerar veículos mais desejáveis e não só interessante pra quem gosta de tirar onda de peão de rodeio.

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  3. Anônimo 19/1 9:43
    Pelo menos por enquanto, só cabine estendida.

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  4. Show de picape! Pena que o preço é salgado demais paro os nossos padrões brasileiros... :(

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  5. Custa a Ford trazê-la?

    Picape tem que ser pronta pra pauleira, nada de coisas de agroboy como "maróqui", "railuquis" e "frontíer".

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  6. Arnaldo Keller19/01/11 10:17

    PK

    Primo, que foto essa primeira do mural, com o pessoal "olhando" pro carro!
    Lamento ter perdido esse passeio com os amigos.
    Acho que achamos o carro certo pro Bitu, isso se ele já parou de crescer.
    Mas, afinal, essa Raptor anda pacas ou não anda pacas? Arranca forte?

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  7. Arnaldo, pra ver isso andando é fácil...

    http://www.finalgear.com

    Procura o Top Gear America, primeira temporada, episódio 04.

    Se estiver com preguiça copia logo esse endereço todo aqui: http://flux.armed.us/?hash=E4248D91EE1FA08704F3BD4692AADE4180A8A35E

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  8. Essa pick-up é imensa e linda! Vi uma preta aqui em BH e babei...

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  9. Em Bragança Paulista, tive a sorte de ver uma destas branca...
    É a picape!

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  10. Mais uma para AGROBOY e custando os olhos da cara!!! Não acho normal um preço desses!! Quanto custa manter um monstro destes rodando no Brasil??
    Pode até ser uma p**a máquina... mas...

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  11. Só uma curiosidade: A ausência de coluna central parece ser uma ótima solução para acesso ao banco traseiro. Só não entendi como o sistema funciona em relação ao cinto de segurança de dianteiro.

    Pelo que vi nas fotos, a ancoragem dos cintos dianteiros (do tipo três pontos) fica na parte da frente da porta traseira (que abre ao contrário da dianteira).

    Então se o motorista pára para desembarque de um passageiro, por exemplo, a porta traseira ao abrir obriga a retirada do cinto pelos ocupantes do banco dianteiro?

    Ou a porta traseira só abre com a dianteira aberta?

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  12. Jota,

    É o mesmo sistema de abertura da Ranger cabine estendida, vendida aqui até 99, se não me engano. É uma solução melhor que a da S-10, com aqueles banquinhos laterais dobraveis.

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  13. Essa entrou na minha lista de picapes desejáveis:

    Dogde Ram,
    Dogde Dakota R/T 5.2
    Ford F-150 Raptor.

    Depois que comprar uma chácara, compro uma dessas. Por absoluta falta de garagem que caiba!

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  14. Tenho uma foto com duas paradas, uma ao lado da outra, aqui em BH.

    Realmente, é um monstro.

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  15. Um paciente estava de cirurgia marcada para aumento peniano, devido ao seu micropênis. Sugeri a compra deste veículo - por sinal quase o valor da cirurgia - e o problema se deu por solucionado, sem cirurgia e com abandono da medicação psicoterapica.

    Recomendo!

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  16. só sei que, brigar e/ou dar carona pro Felipe Bitu, tô fora!

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  17. só o Juvenal não apareceu nas fotos. Por que Juvenal? Por que nos priva da sua imagem?

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  18. Só assim pra vc ficar pequeno dentro de um carro, B2!!!! eahaeuhaeuheueahaeuaheuaehauahaeuaeaehuaaehuae

    Continuo não sendo fã de caminhonetes (exceto a GMC Typhoon), mas que deve ser divertido guiar isso aí de pé no porão no meio de um canavial, isso deve!!!

    Ei B2, se vc ganhar na mega-sena, vc me empresta a sua Raptor pra eu brincar de Robby Gordon em alguma fazenda por aí? hehehehehehe

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  19. Seu Buce,
    grato pelo desejo, mas não acrescento nada visualmente, ao excelente post.

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  20. Jota,
    Isso, a porta traseira só abre com a dianteira aberta.

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  21. Pra quem tá reclamando de preço e bla bla bla...

    É cara mesmo, mas essas coisas no Brasil custam caro. Triste realidade e não adianta chorar sobre ela.

    Voltando ao picapão... Baixem o video que foi postado ali em cima por outro anônimo. Que MONSTRO! É inacreditável ver o cara andando na estrada do deserto e falando que a suspensão não presta pro asfalto, que é molegona, etc... Do nada ele taca a bicha no meio do mato e aí sim ela fica em casa! Sinistro... 160km/h no meio do mato voando em cima de tudo, animal!!!

    EU QUERO!!!

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  22. "Para quem gosta de saber que o pneu está absorvendo as pancadas, e não apenas as molas e amortecedores, isso traz uma bela tranquilidade."

    Leram isso, meus caros fabricantes? Pneu tem de também absorver pancadas. Por isso, em vez de ficarem montando pneus de perfil ultrabaixo para manter um conjunto roda-pneu que usa aro gigante em um diâmetro contido, usem rodas de diâmetro menor (uma 15 ou 16 já é grandinha o suficiente para acomodar discos que freiam muito bem boa parte dos veículos) e pneus de perfil baixo convencional (60, 65 ou 70 sempre funcionaram bem e nem de longe são pneus "balão").
    Aliás, é de se perguntar se muitas das pessoas que adquirem veículos "aventureiros" não o fazem porque não veem mais veículos convencionais com boa dotação de equipamentos que não tenham os tais pneus ultrabaixos. Se pensarmos que os "aventureiros" tendem a ser uma das duas versões topo de linha dos modelos que as têm...

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  23. Muito bom ver uma picape de verdade, com motor de verdade, sendo avaliada por gente que entende de automóvel de verdade!
    Essa entra na lista dos "sonhos de consumo"...

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  24. Será que só eu achei a carga máxima horrível ?

    5 caras médios, de 80kg cada não podem sair juntos para tomar uma cerveja ( quanto mais levar as cervejas .... )

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  25. Até que enfim, esses dias mesmo tava pensando que tinham esquecido a Raptor!
    Show demais, sonho de consumo mesmo, e tem gente que "se acha" dentro de uma "Railuque"...pobres ignorantes...
    A Dodge já tem uma desse estilo também, por lá tá sendo chamada de Raptor killer, algo assim rsrs

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  26. Assim como o Bob disse, picapes não são a minha praia, mas algumas tenho carinho especial. Por isso havia votado nela na enquete, a fim de ler algo sobre um universo meio desconhecido pra mim.

    Apenas me decepcionei com a capacidade de carga e o interior. Apesar de ser um modelo "quase popular" no EUA, o interior parece pobre em desenho e em materiais (especialmente painéis e console) ao menos pelas fotos.

    Mesmo assim muito bom o post. Entrou pro wish-list - apenas tiraria o adesivo simulando barro. Coisa linda.

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  27. Assis
    Também achei a carga útil muito baixa, até comparei-a com a das picapes nacionais derivadas de automóveis.

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  28. Belissíma pick-up,mas eu queria ver ela mesmo na terra seu habitat.
    E Bob o que vc me diz da nova Ram Runner,concorrente da Raptor que foi apresenta no salão de Detroit,suspenção da Fox e tudo.

    http://www.jalopnik.com.br/conteudo/gosta-da-raptor-mas-sua-religiao-e-mopar-eis-a-solucao#more-9618

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  29. Paulo Mopar
    Parodianto a Liza Minelli em "Cabaret", a concorrência faz o mundo girar. Bela picape mesmo. Será que virá para cá?

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  30. Então Bob eis a questão,da uma conversada com o dono da Só Veículos,e pergunta pra ele alguma coisa.Pois se a Raptor está vendendo que nem água acredito que a Ram tbm deva vender

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  31. Paulo Mopar
    Seria nos intrometermos em assunto que não nos diz respeito. A Só Veículos é experiente e multimarcas e com toda certeza irá trazer a Ram.

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  32. legal... mais pena que se atrasaram demais na postagem...
    uma revista do ramo ja fez o teste antes...
    mas as fotos ficaram show...

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  33. Assim espero Bob,e quando chegar quero um comparativo eiw

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  34. vamos para o chile comprar uma..la so custa 98.000,00 mil dolares, quem se habilita?

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  35. com o dinheiro nao eu ia compra essa rapto cabine estendida

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