A ALAVANCA SUMIU

Foto: secretentourage.com


Todos já sabem que esta semana o Arnaldo e eu andamos bastante de Ferrari F430 em Interlagos. Foi para gravar um vídeo-piloto para algo que temos em vista. Não é nada para o AE, mas por enquanto não devemos  revelar o por quê da gravação. Os leitores já sabem também que o carro tinha câmbio robotizado monoembreagem de seis marchas.

Em 1994 surgiu o Ferrari F355 e três depois, o F355 F1, que trazia a novidade, na marca, de poder ser opcionalmente dotado do câmbio robotizado - na época chamado de semiautomático - de seis marchas, como o manual. A Ferrari foi pioneira nesse tipo de câmbio na Fórmula 1, na temporada de 1989. Nigel Mansell venceu o GP do Brasil, em Jacarepaguá, mesmo tendo que trocar o volante de direção durante a prova. As trocas de marchas já eram mediante borboletas integradas ao volante e houve algum problema, o inglês ficou sem poder cambiar.

Depois do F355 veio o F360 Modena, em 1999, e em 2004, o F430, sempre com motor V-8. central-traseiro longitudinal. No F430, a novidade era o mesmo câmbio robotizado, porém sem alavanca de câmbio. Trocas agora, só pelas borboletas. Foi esse o modelo que eu e o Arnaldo dirigimos dia 6 último.

Gostei de dirigir sem que houvesse alavanca de câmbio? Respondo com um sonoro não. Antes que o leitor pense "É mesmo coisa de velho, só pode ser", tem toda razão,  é coisa de velho mesmo. Com 68 anos - em dezembro último fiz 50 anos de habilitado - e dirigindo desde os 10, mais frequentemente depois dos 15, sempre havia uma alavanca de câmbio no assoalho ou na coluna  Até nos automáticos. Fusca (assoalho), DKW-Vemag (coluna), FNM 2000 JK (coluna, cinco marchas!) e o Citroën 11 (no painel) do meu tio Paulo, no qual rodei os meus primeiros quilômetros atrás do volante.

Painel do Citroën 11, de alavanca no painel (foto sintra-lisboa.olx.pt)
Portanto, me vi - e o Arnaldo viu, morrendo de rir - esticando uma marcha até 8.500 rpm e...procurando a alavanca com a mão direita. Isso aconteceu várias vezes.

Tenho dirigido bastante carros nacionais com câmbio robotizado que tinham só alavanca ou alavanca e borboletas. Até o Audi R8 é assim, tem os dois. É claro que prefiro efetuar as trocas pela alavanca, quanto mais que se trata de toques para frente ou para trás, não é preciso procurar canal.

Há momentos que é conveniente usar as borboletas? Certamente. Por exemplo, quando se anda muito rápido por qualquer motivo. Mas a verdade é que não se anda muito rápido sempre. Aliás, só às vezes. E não é sempre que se está com as duas mãos no volante, embora o código de trânsito, por puro atavismo, invocando tempos em que o volante "fugia" das mãos por qualquer coisa, obrigue.

Tenho hábito de dirigir despreocupadamente segurando o volante com a mão esquerda, polegar na raiz do raio com o aro, e a mão direita repousada sobre a coxa desse lado. Ou, no caso de alavanca de câmbio robotizado, sobre ela, já que nada é forçado internamente, ao contrário das caixas manuais.

No seu tempo, o Ferrari F430 podia ser comprado também com caixa manual de seis marchas. Seu sucessor em 2009, o F458 Italia, só robotizado dupla-embreagem de sete marchas. Manual não mais. Alavanca de câmbio, acabou

Parece que o marketing da Ferrari adotou no F458 Italia o princípio de que a isca deve ser saborosa para o pescador, não para o peixe.

Obviamente, estou entre os 189,998 milhões de brasileiros que não podem comprar um F458 Italia, mas um dia a Mega Sena pode sair para mim, não pode? Carro cuja alavanca de câmbio sumiu, nem pensar.

BS

51 comentários :

  1. Nada como um câmbio manual. Poder trocar direto da 1a para a 3a marcha ou da 5a para a 2a. Esse câmbio da ferrari pode até ser rápido mas nunca será mais inteligente do que o motorista (dos bons, é claro).

    Felipe.

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  2. Felipe,
    Saiba que dá, sim, para pular marchas subindo ou reduzindo. Bastam toques sucessivos nas borboletas. Nem é preciso se preocupar em dar o giro certo pelo punta-tacco, pois isso ocorre automaticamente. Você já deve ter observado isso na transmissões das corridas de Fórmula 1 pela tevê, reduções sucessivas durante a frenagem. Já comentei diversas vezes aqui no blog, hoje opto pelos câmbios manuais robotizados. Depois que você o entende e pega o jeito, é perfeito para dirigir em qualquer situação, melhor do que com caixa manual normal. Mas tem de ter alavanca...

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  3. A Ferrari, nestes últimos anos, virou, antes uma Fabricante de carros super-esportivos, uma fabricante de auto-entituladas jóias, e por isso mesmo se tornou uma grife. Pouca ela se importa com as tradições, pois para ela a prioridade são inovações. Tirar opções do consumidor que já paga 50% do preço das suas jóias apenas pelo nome das mesmas já é uma putice. Mas ainda sim, Ferraris são superiores em vários aspectos, e um deles, é a mecânica inovadora e bem trabalhada. Mas um Audi R8 ou um Corvette não devem ficar devendo nada na emoção, e isso por um preço bem mais justo.


    Renan Veronezzi

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  4. Eu acho que pra quem gosta mesmo de carro, pra quem sente prazer em sentar no banco do motorista e dirigir, seja lá o que for, por puro prazer de entrar em contato com uma máquina e comandá-la, trocar de marchas com a mão na alavanca e pisando na embreagem não pode ser substisuído por nada, simplesmente faz parte da experiência. É claro que eu adoraria dirigir um Ferrari assim, ou um full-size americano dos anos 60, com câmbio automático, mas na tocada, no prazer, nas reduções de marcha, o câmbio convencional é insubsituível.

    A propósito, eu também tenho o hábito de dirigir só com a mão esquerda quando estou dirigindo tranquilo...

    Pedro Bergamaschi

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  5. Bob,

    Lendo seu post, lembrei que um post do BCWS falava de um carro que possui uma alavanca de marchas minúscula no painel, que devia ser manipulada com os dedos. Vc se lembra qual?

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  6. Guilherme M.09/01/11 12:18

    A Ferrari pode ter abolido a alavanca, mas pelo menos, ainda não fabrica SUV's e nem hatch backs anabolizados, do qual insistiriam em chamar de coupé de 4 portas (Panamera, que não é um sedan, e muito menos um coupé, por ter 5 portas, logo, é um hatch back).

    Mas voltando aos robôs e eletrônicos. Esses controles eletrônicos me entristecem. Pois fazem um mero mortal se sentir um Deus do Olimpo. Em vez de ir sentindo o carro aos poucos e se entrosando com o acelerador, freios, e volante. Simplesmente ja vai dando pau no carro, por passar excesso de confiança para alguém que não tem tanta capacidade para guiar o excesso de potência.

    Por isso meus preferidos são os Naked, não sei se esse termo é correto para carros, ou somente para motos, mas vou logo dando nome aos bois: Caterham Superlight, KTM XBow e Ariel Atom.

    Quanto ao segurar o volante, prefiro deixar a mão esquerda na parte superior da direção, e a direita apenas apoiada na parte de baixo da peça, pronta para mudar a marcha.

    No mais é só isso,
    abraço pra vocês.

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  7. Gostei mesmo foi da fotinha do 11. Acho que nem preciso explicar né?
    Mas é isso.
    Também não vejo graça em pilotar qualquer carro sem alavanca. Mesmo a espetacular Ferrari.
    De qualquer forma, pelo andar da carruagem ?! brevemente nem volante, pedais e outras traquitanas teremos, pois tudo será pilotado pelo santo google ou algo parecido.
    Alguém duvida?

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  8. Renan Veronezzi
    Exato, Ferrari tornou-se grife, mas tem todo o mérito disso e, mais importante, tem mercado, e mundial. Mas não precisava desse pseudo-avanço de acabar com alavanca de câmbio.

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  9. Pedro Bergamaschi
    Não dispenso comandar eu mesmo as marchas, mas não faço a menor questão de operar a embreagem com o pé. Por isso gosto dos câmbios robotizados, como já expressei aqui no AE, por exemplo, o Audi R8, quando se trata de carros esporte de alto desempenho. A falta da alavanca no F430 não tem mesmo nada a ver.

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  10. Aléssio Marinho
    Sim, câmbio pré-seletivo, como no Armstrong Siddeley inglês e no Cord 810 americano. E no ônibus Aclo, também inglês. A alavanca de câmbio é diminuta. Aperta-se a embreagem não até o fim, comanda-se a primeira e arranca-se normalmente. Ainda em primeira passa-se a segunda, que só será engatada ao apertar o pedal de embreagem até o fim. E assim por diante com as demais marchas. Tenho curiosidade em dirigir um carro com esse câmbio.

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  11. regi nat rock
    Exato, como nos Airbus, a roda do manche tradicional foi substituída por um joy stick.

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  12. Caramba!

    Iria pergunta ao Bob se ele também sente saudade do pedal da embreagem, mas ele respondeu no tempo em que eu li o post. Ainda bem que utilizo a tecla F5...

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  13. já estacionam sozinhos, lotados de sensores, câmbio automático, tudo isso já está no mercado, em poucos anos não vai ser preciso o bom trabalho humano de dirigir, pra aqueles que querem assim

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  14. Este comentário foi removido pelo autor.

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  15. Caio Cavalcante09/01/11 14:33

    Bob,

    Acredito que fazer reduções rápidas, "pulando" uma marcha, ainda seja mais rápido em carros manuais. Ainda são poucos os carros automatizados que tem tecnologia p/ reduções rápidas.
    Sou novo, mas também não me dou muito bem com automáticos, automatizados, etc. Não sei, acho que gosto de ter o controle sobre tudo, sentir cada reação do carro. Devo ser um chato... hahahaha Li um comparativo entre Audi RS5 e BMW M3 e o autor descrevia que o Audi parecia ter um filtro eletronico entre o carro e o motorista. Não curto essa idéia.
    A proposito, dirigindo um carro automatico na função sport, notei que o consumo foi menor que na função drive normal. Acho que por conta do meu estilo de dirigir, gosto de contar com freio motor. Até que ponto isso interfere?
    Grande abraço

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  16. Cadê o resto do vídeo, Bob?

    Não faz assim com a gente!!

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  17. Bob,

    Quanto ao princípio de funcionamento do câmbio robotizado, surgiu a dúvida:
    selecionada a função manual (obedecendo as trocas na alavanca) há interrupção de torque com o desacoplamento do motor da caixa?

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  18. Alavanca não, digo borboleta.

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  19. André A. Resende09/01/11 17:05

    Primeira parte:

    Sr. Bob, talvez o sr. possa orientar-me nos meus dramas de piloto de primeira viagem. Aprendi a dirigir em um corcel 76 verde-água (lindíssimo), com aproximadamente uns 10 anos de idade. O meu pai era enorme e o banco já tinha se adaptado a sua estatura e peso e meu pé com muita dificuldade conseguia ir a fundo à embreagem, sentado na ponta do banco com o focinho dependurado no aro do volante.
    Morávamos em uma vila deliciosa e pacata e certa ocasião, quando a minha mãe veio a ter o meu irmão mais novo em Belo Horizonte, o meu pai deixou o velho corcel com o cabo da bateria desligado sob um pé de umbú frondoso que havia enfrente de casa nos idos de 82 na Bahia. Eu tinha 12 anos, custei e achei a chave, mas dando a partida, nada feito. Refletindo sobre o sintoma, ponderei: “deve ser o cabo da bateria”. Bingo! O carro ligou. Fucei ali e aqui, relembrei os poucos ensinamentos e pus o bom corcel pra andar, pulando feito doido no meu precário domínio de embreagem. Mas foi uma glória! Poucas artes no mundo valem tanto a pena! E para a minha plenitude total, toda a turma estava reunida em uma esquina e me viram num arco absurdo, pilotando o trôpego fordinho ás duras penas, puxando o volante para fazer a curva.
    Quando os meus pais voltaram de viagem não teve como esconder. Não sei o que eu arrumei, mas me parece que queimei a parte elétrica do carro e as fofoqueiras de plantão também não deixaram por menos. Mas curiosamente o meu pai vendo que percebi o cabo da bateria desligado, ele não pode esconder certo orgulho de mim e a bronca foi quase mínima...

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  20. André A. Resende09/01/11 17:07

    Segunda parte:

    Neste tempo já tínhamos um segundo carro, uma Belina II bege (que mais parecia cor de rosa) e foi nela que as aventuras renderam pra valer. A minha mãe simplesmente me entregou o carro e eu que me virasse sozinho. Até hoje eu não sei como não aconteceu nada de tão grave comigo naquele carro. Já de cara queria experimentar como fazer o carro sair derrapando. Sabia como fazer na teoria (era só meter o pé no acelerador e puxar de vez o pé da embreagem). Aprumei a barca na reta da barragem (uma estradinha reta de terra da vila a uma represa) e sentei o pau! A Belina era reguladinha, o meu pai sempre foi muito cuidadoso. A coitada saiu urrando na primeira marcha, eu simplesmente me desembestei, estava lidando com uma emoção jamais imaginada. O motor urrava e de repente a perua macia começou a abanar o enorme rabo; eu estava perdendo o controle do carro! Era só tirar o pé do acelerador... Não, firmei os braços no volante e suando frio, recuperei o controle... Ufa! Bom demais!
    Este carro foi o meu grande companheiro por muito tempo e eu e meu irmão Guilherme (o auto entusiasta que me aplicou este blog e é o camarada de 115kg que tem um Uno Way) fizemos muita bagunça pelas ruas de paralelepípedo de Brumado na Bahia, virando cavalo-de-pau na esquina da Biblioteca. Uma delícia ver aquele trazeirão fácil girando e um poeirão vindo atrás, com aquele freio de mão afinadinho...
    O velho teve outros carros naquela época; um gol a álcool 1.6 leve e arisco, mas a Belina era o que me sobrava. Até o dia em que chapei todas e na mesa do almoço reclamei que estava de ressaca. O meu pai muito esperto só me perguntou: “Pô cara, cê dirigindo bêbado?” – Fudeu! A caranga desde então ficou amarrada e eu tive que passar a sair à noite a pé...

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  21. André A. Resende09/01/11 17:09

    Ultima parte:

    Os anos se passaram e eu não passava mais as minhas férias em casa. Eu também desisti de convencer os velhos a me emprestarem o carro eu sem carteira. Formei-me em Psicologia e a profissãozinha miserável, casamento e outros motivos menos nobres colocaram os planos de um carro sempre para depois.
    Bom, cheguei aonde eu queria chegar. Eu acho que desta vez vai dar para comprar o tão sonhado pé de borracha. A minha dúvida é o seguinte: eu compro um carro novo, me enfio num financiamento, quase pagando dois e levando só um, com valores de tributos altos (IPVA, seguros, etc.), mas um carro mais econômico e com garantia. Ou eu tento a sorte de comprar um velhinho no coco, sem financiamento, indo aos poucos colocando ele em ordem, mas um carro mais bebedor e com custos de manutenção maiores?
    Na verdade, o que me pesa é que não sou muito adepto destes carrinhos mil. Sei que muitos deles devem ter quase a mesma cavalaria dos antigos que conheci. Mas sou apaixonado por um Golzinho quadrado, uma Opaleira bem esticada (branco de preferência!) ou um Passatão pointer... A lista só vai aumentando e os pontos de ferrugem também... Gosto de carro velho, mas eu não queria fazer nenhuma besteira... Mecânica fácil, aceleração... É lógico que tem muito carro ágil por aí, mas a grana é também proporcional. Assim como as alavancas de câmbio que o Sr. reluta em não dispensar, gostaria de ter um carro que eu abra o motor e saiba onde tudo está. O meu medo e arrumar uma puta dor de cabeça. Preciso de alguém que me ajude a pensar friamente o Sr. ou quem puder me dar uma mão fico feliz. Também depois desta novela toda...(RSRSRSRS)

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  22. hurbanos
    Que vídeo? Nesse post não tem.

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  23. Nicolas
    Sim, há interrupção, tanto quanto no modo automático. No F430, por 150 milésimos de segundo em manual. Se tivesse alavanca seria igual, pois trata-se de contato elétrico para determinar o processo de troca.

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  24. André A. Resende
    A melhor marca de carro é zero-km. Você evita (ou adia) uma série de aborrecimentos. Se você não quer carro de motor mil, há os 1.400, também acessíveis. Mas se você prefere algo mais antigo, mais conhecido em termos de mecânica, é uma decisão sua, mas que não aconselho. Que história a sua, ainda bem que nada lhe aconteceu.

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  25. Grato pela resposta!

    Hein, caro André Resende, tudo depende de qto vc pode gastar, sem entrar em financiamento... Considero inaceitável o camarada privar a família em prol de um carro 0Km, pagando-o em 48 ou 60x.

    Eu costumo pesquisar bastante sobre carros usados... Se vc tiver paciência encontra um carro bem cuidado.

    Essa preocupação com manutenção de carro usado é um pouco forçosa... Depende do histórico do carro.

    Eu iria de um Gol bolinha 1.6 98, na faixa de uns R$12K.

    Com R$6k tu leva um Gol quadrado 1.8 93.

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  26. O Monza tubarão fica em torno de
    R$8K...

    Eu tenho um Vectra 2.0 8V 98/98. Com uns R$14K tu compra; o difícil é encontrar um em bom estado de conservação!

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  27. Tem que ter a alavanca e ponto.

    Todos os automatizados da vida tem a opção de se trocar "no console".

    E de preferencia, aumentando para trás e reduzindo para a frente, coisa que alguns engenheiros de plantão esqueceram...isso quando por economia, a alavanca no modo manual se inclina para a direita, que é o fim do mundo...

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  28. 911 Turbo
    Nunca como você disse, é para frente sobe, para trás reduz, assim dita a lógica. Tanto que em Porsche, VW e Audi é assim. Quando você usa um controle remoto de TV, sobe canal no botão de cima ou de baixo? Já ouvi justificativa de quando se reduz o corpo vai para frente, daí empurrar a alavanca em vez de puxar. Aí pergunto: como fica numa caixa manual de posição de marchas em "H" na hora de reduzir para quarta e segunda, para trás? Não se reduz?

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  29. Marcelo Augusto09/01/11 22:08

    Eu admiro o Bob por ser um grande motorista e grande piloto e ter a honestidade de assumir a preferência pela caixa robotizada. Tem gente aí que mal sabe operar a embreagem; fazer um punta-tacco; manobra o carro bombando acelerador e embreagem, ou seja, faz tudo errado, e ainda quer se aparecer dizendo que não troca embreagem por nada, como se isso fosse sinônimo de piloto...

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  30. Daniel Shimomoto09/01/11 22:25

    Bob Sharp;

    Primeiramente Feliz 2011!!!!

    ____________

    Bob e Demais leitores;

    Cada vez mais admiro Bob Sharp. Cada dia mais! O Engenheiro e piloto de teste que tem a coragem de dizer o que pensa e sente, sem se levar por esteriótipos. Vê qualidades num Chevrolet Agile, é capaz de criticar uma Ferrari.

    Isso sem duvida alguma é coragem e desafio ao senso comum. Parabéns Bob!

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  31. Eu normalmente concordo com o que o Bob diz. E também não como discordar de tamanha referência em termos automobilísticos.

    ENTRETANTO, em câmbios seqüenciais, NA MINHA OPINIÃO, aumenta-se pra trás e diminui-se marchas para frente. Não sei por que explicar, na minha cabeça parece certo, é questão de gosto mesmo.

    Pedro Bergamaschi

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  32. Pode dizer o que for, mas esses passadores fixos são uma merda! (lógico que eu não tenho um carro assim, nem nunca dirigi um).

    O passador fica parado e quando vc tá fazendo curva não pode passar marcha... OK, não é ideal reduzir ou subir marcha na curva, mas só o fato do carro limitar isso ao piloto / motorista já me frustra.

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  33. Sandro Cunha09/01/11 23:35

    Interessantes os comentários do Bob sobre o câmbio automatizado, pois eu ainda tenho um certo preconceito em relação a isso. Para mim são como alcachofra: nunca provei e não gosto. Mas talvez, se provar...
    Ainda não abro mão (literalmente...) do câmbio e embreagem manuais, ainda mais se for a boa e precisa transmissão germânica do meu Fusquinha 67.

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  34. Bob,

    Exato! O post era sobre os Cord. Achei aquilo fantástico, ainda mais considerando a época que foram disponibilizados. Também tenho curiosidade em dirigir um carro com esse tipo de caixa, assim como um "caixa seca", sem sincronizadores.
    Particularmente, não gosto de embreagem. Aquilo me cansa. Mas para aguçar os sentidos, sentir a máquina, reações, ainda não inventaram nada melhor.
    Vejo o automatizado como o futuro, pois permite uma interação com nossos sentidos, coisa que o automático anula.
    Agora, tirar a alavanca é um crime, mexe com os sentidos, convenções pétreas. Fico imaginando o uso num carro comum, durante uma manobra de estacionamento numa rua movimentada. Não deve ser prático.
    Deixo isso para os ônibus articulados equipados com caixa Voith.

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  35. Guilherme, você pode tirar a mão do volante e alcançar a alavanca de câmbio, mas não pode dar um toque na borboleta que tá alí pertinho? Essa eu não entendí.

    Podem me chamar de antientusiasta ou o que for, mas com um sistema eficiente de trocadores no volante, não sentiria falta nenhuma da alavanca. Já não sinto da embreagem...

    Por falar nisso, acho os conjuntos de câmbio/embreagem dos carros muito lentos se comparados, por exemplo, com os das motos. Pelo menos os carros "normais" dos quais tive acesso e experimentei.

    Pergunta aos experts. Nunca houve um experimento ou um automóvel com embreagem multidisco?

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  36. "...gravar um vídeo-piloto para algo que temos em vista."

    mto interessante, hein!!!!
    será um programa d tv???????

    fiquei MUITO curioso!!!!!!

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  37. Bob
    Também estranharia muito dirigir sem alavanca, mas para a geração do video game acho que é normal.

    Dirijo um novo Focus, que é meu primeiro carro automático e pouco uso o sequencial; às vezes, quando quero usar, acabo esquecendo dele até o motor gritar.

    No Focus, as marchas sobem puxando-se a alavanca para trás; é o correto, na sua opinião?

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  38. nrporto
    Não acho correto subir marcha puxando para trás. Considero anti-natural. Em Porsche, VW e Audi sobe marcha empurrando para frente. Como nos controles remotos de TV, sobe canal e aumenta volume no botão superior.

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  39. Bob, uma vez ouvi uma história sobre maquinas e acidentes.
    Por exemplo, em uma máquina que é ligada por alavanca, deve se puxar a alavanca para perto do corpo, e desliga-la empurrando-a. Pois em um moedor de carne gigante, por exemplo (uma maquina hipotética, bem hipotética) se um funcionário cair na direção dela ao se apoiar na alavanca desliga-a e se ela ligasse empurrando a alavanca, ela ligaria, e o funcionário viraria carne moída. Nem sei se a maquina que eu inventei existe, mas poderia ser usado como exemplo para outras maquinas que podem machucar um funcionário.

    Ja quanto ao cambio. Ouvi uma história semelhante. Que em uma freada brusca, como para evitar um acidente, o corpo acaba sendo jogado para frente, e para reduzir a velocidade além de pressionar o pedal, deve-se reduzir a marcha, e como a força cinética joga o corpo para frente, essa foi uma solução encontrada para facilitar a redução da velocidade.

    E, na minha opinião, é mais rápido aumentar a marcha para trás, pois só se faz o movimento de tirar a mão do volante, e jogar o braço para trás segurando a alavanca. Ja para frente, tira-se o braço do volante, abaixa-se o braço para pegar a alavanca, e mais um movimento para empurrá-la. Mas não sei se a diferença de tempo chega a ser algo marcante de fato, ou se é só meu psicológico.

    O que você acha? Tenho fundamento ou falei um monte de baboseira?

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  40. Anônimo 10/01 15:21
    Nada de baboseira, é apenas uma discussão que não é aó no Brasil. Muitos com que discuto sustentam esse arrozoado de numa freada corpo tender a ir para frente. Então pergunto, e num câmbio de cinco marchas em "H"? O motorista só poderia reduzir para 3a e 1a, seguindo essa raciocínio; segunda e quarta, não. Na verdade, numa freada em emergência usa-se apenas o freio, deixa-se o motor (freio-motor) de lado, pois freios são pelo menos três mais potentes que o motor. Nos carros com ABS reduzir pode até atrapalhar o funcionamento do sistema anti-travamento. Em freagens de emergência muitos câmbios automáticos entram em Neutro justamente por causa deste fator, não atrapalhar o ABS. Só sei quando dirijo algum Fiat Dualogic (para trás sobe/para frente reduz) toda hora passo a marcha errada. Ninguém é perfeito, mas acho nem a Porsche, nem a Audi, nem a VW errariam nisso.

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  41. Caio Cavalcante
    É possível maior consumo no modo normal que no sport, vai depender do ritmo de condução. Essas funções não se diferenciam pelo consumo, mas nas caracteristicas das trocas de marcha. Mesmo em normal você pode fazer uso pleno do câmbio, tudo depende do pé direito.

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  42. Arruda,
    Não é questão de ser ou não entusiasta, mas de um hábito. Seria o mesmo que dirigir um carro com joy stick em vez volante, daria para dirigir com um pouco de condicionamento, mas seria estranho. É igual com a alavanca, mesmo que ela não usada como nas de "H", a presença física dela e mais as trocas muito fáceis por toques para frente e para trás tornam desnecessário eliminá-la, qualquer que seja a ótica da coisa toda. Como no Renault Laguna, tinha botão de buzina no volante e na alavanca da seta. Cada um usava a que achasse melhor. Para mim o arranjo do Audi R8, falando de supercarros, é ideal, tem alavanca a tem borboletas atrás do volante.
    Embreagem multidisco, existe, quando se trata de motores de competição de muito torque, em que uma embreagem de disco único para suportá-lo teria de ter diâmetro grande demais, o que é ruim por questão de espaço e também por ser inadequada para giro muito alto. Usam-se então dois ou mais discos. O Porsche Carrera GT tem embreagem de dois discos, mas o objetivo foi menor diâmetro devido à localização baixa do motor em relação ao solo.

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  43. Bob,
    Vc utilizou a alavanca no R8?

    Quando tive esta oportunidade única, não tirei as mãos do volante. Não sei se é porque estou acostumado a jogar GT4 no joystick, mas pra mim foi muito natural.

    Aprendi realmente a cambiar num 40.300, na época que estagiei na VW Caminhões. Curti muito aquela experiência, mas difícil mesmo foi com o 26.260 (traçado), não estava carregado, mas o implemento erá bem pesado (betoneira ou basculante blindada, dirigi os dois) ali sim só passa a marcha no ponto mesmo.

    Abs

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  44. Fabio,
    Trocas pela alavanca praticamente o tempo todo. Salvo andando rápido, não vejo razão para ter as duas mãos no volante. Caminhão, não tenho experiência.

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  45. Não sei não,mas,como motorista comum,creio que câmbio por borboletas me parece mais um truque de marketing para passar ao dono do carro assim equipado a idéia de guiar algo o mais parecido possível com um F-1. Lembro de que o ator Steve Mc Queen gostava de câmbios "à moda antiga",ou seja,manuais,por que ele dizia sentir melhor o carro assim. E olha que ele nem chegou a conhecer os câmbios robotizados,que devem ser mesmo bem divertidos.Concordo com o Bob.

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  46. Bob,
    Eu usei as brabuletas somente para algumas reduzidas... e que ronco magnífico, heim!

    Quanto aos caminhões, é uma experiência muito interessante, principalmente fazer curva com o cavalinho... rs*

    Abs

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  47. Bob,
    Uma pergunta, vc sabe se a Dna. Ford pensa em "remar na onda" dos automatizados?

    Abs

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  48. A transmissão pré-seletiva (Wilson britânica, Cotal francesa, Bendix no Cord)não tem embreagem como uma caixa comum. O pedal da esquerda é chamado de ativador (ou engrenador) e, ao ser liberado, faz com que o sistema engate a marcha previamente escolhida, através de mecanismo elétrico ou pneumático. O processo leva 2 a 3 segundos e, para maior suavidade, deve-se selecionar a marcha seguinte logo após soltar o pedal ativador. AGB

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  49. Anônimo 12.01 15:04
    O ativador fica no final do curso do pedal de embreagem. Antes desse ponto há a função de embreagem normal que permite que o veículo passe da imobilidade ao movimento, a finalidade precípua de toda embreagem.

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  50. Fabio
    O som ao reduzir empolga realmente. Agora, caminhão, to fora...

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  51. A maioria das transmissões pré-seletivas (usadas em automóveis, caminhões, onibus, trens, veículos agrícolas, militares) não dispunha de embreagem. Uns poucos fabricantes a empregavam para suavizar a partida mas depois ela não tinha função. Se fosse usada como embreagem normal (patinando por exemplo) danificava o sistema. Usou-se tambem um acoplamento hidráulico (caso Daimler) com a mesma finalidade de evitar solavancos. Mas qualquer motorista experiente conseguia um rodar macio sem grande esforço, tal como ocorre com os câmbios automatizados atuais. AGB

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