SÓ QUEM PAGA PODE EXIGIR

Foto: iznovidade.wordpress.com

É uma questão simples. Só quem paga  é que deve poder exigir. Caso do governo americano impor meta de consumo para os carros comercializados lá. Ela é de 15,1 km/l já para 2016. É total interferência nos direitos do cidadão, justamente no país que se diz o mais democrático do mundo...Muito estranho. Se o país,  representado pelo Barack Obama (foto), pagasse pelo combustível, o desse grátis para o cidadão, vá lá, ainda se entenderia. Mas quem paga é o consumidor.
A imposição ora é em nome da dependência excessiva (60%) do petróleo árabe, ora é em nome da histeria carbônica/aquecimento global. Na verdade, começou por um e prossegue pelo outro. O importante é a desculpa, não o fato. Impor é a palavra de ordem.
Democracia, para quem não sabe, é vocábulo formado pelo grego demos e cratos, povo e poder, poder do povo. Só que nesse caso o poder do povo parece que é só para eleger....
Já tivemos algo parecido aqui, em 1984. O Ministério das Minas e Energia determinou que todos os automóveis ficassem 5% mais econômicos, no que chamou Programa de Economia de Combustível (Peco). O consumo médio era calculado de modo ponderado, 55% consumo urbano e 45%, rodoviário, e não a média aritimética dos dois. Por exemplo, 8 km/l cidade e 12 km/l estrada não é média 10 km/l, mas (0,55 x 8 + 0,45 x 12) = 9,8 km/l. Toda a indústria teve que se sujeitar a fazer carros 5% mais econômicos segundo esse critério. Teve que gastar dinheiro nisso e quem arcou com  preju é dispensável dizer. O Fusca 1600, por exemplo, teve o diferencial alongado de 4,12:1 para 3,88:1, 5,8%. Como resultado, ficou chocho.
Mesmo abuso é o imposto de gastador (gas guzzler tax) nos EUA, pago no momento da compra, para carros cujo consumo médio (cálculo ponderado igual ao do Peco) seja maior que 9,6 km/l (22,5 milhas por galão). Trata-se de inequívoca bitributação, já que lá também se paga imposto na gasolina comprada.
O imposto de gastador vai de US$ 1.000 para carros que consomem entre 21,5 (9,1 km/l) e 22,5 mpg a US$ 7.700 para os que fazem menos que 5,3 km/l. Coisa de doido, é como se -- de novo -- o governo pagasse pela gasolina que o carro gastador do cidadão consome.
Exija mas pague. Ou não pague e não exija.
BS

33 comentários :

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  2. Vai que essa moda pega aqui no Brasil.. é capaz deles usarem as metas de lá, que são irreais com nossos motores. Só falta exigir essa meta com álcool!!!

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  3. Marcelo Augusto21/02/10 23:54

    Vale notar que o padrão deles é ter "caminhão" V8 e automático de 4 marchas para rodar com 1 pessoa e a caçamba transportando ar. Tanto que o F-150 é o "carro" mais vendido, não sei como ficou em 2009.

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  4. Bob,

    Esse não é o primeiro goofball que governa o pais. Devemos lembrar de Jimmy Carter (tambem democrata) que resolveu colocar uma lei que limitava os velocimetros à 85 mph. Imaginem a lógica do governo: Se o motorista ve apenas 85 mph não vai andar mais que isso. Dá vontade de rir.

    Desnecessário dizer que quando lançaram o Corvette C4, em 1984, o gráfico do velocímetro digital apenas ia ate 85 mph porém haviam 3 dígitos para a velocidade.

    Vai entender. Apenas digamos que o que estão tentando fazer agora é algo bastante inconstitucional: tira a liberdade que temos cortesia dos fundadores do pais.

    Prem, como dizia Jefferson: A árvora da Democracia precisa ser regada com sangue fresco de tempos em tempos para não morrer.

    Tomara que a parte mais tradicional aqui do pais comece a se manifestar mais e que Obama não seja reeleito porque até agora só fez estragos.

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  5. Essa história dos automóveis serem os grandes vilões do aquecimento global já está me dado nos nervos. Marte vem experimentando uma aquecimento global similar ao que enfrentamos, mesmo sem sequer uma chaminé ou cano de descarga. Essa coisa toda tem muito mais a ver com a atividade solar do que com qualquer outra coisa. Por volta de 2040, 2050, quando esse ciclo terminar e o mundo começar a se resfriar de novo, o que é que vão dizer?

    Humanos tem mania de acharem ser causa e função de tudo!

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  6. Bob, é a primeira vez que discordo de argumento seu, o que me dá um certo conforto para contrapor meus argumentos... Um Governo pode e precisa, sempre que julgar necessário, impor medidas em determinado setor - escudadas por motivos plausíveis - que redundem
    em benefícios para o país, coletividade, sociedade, economia, segurança, etc. Como parece ser o caso. Tanto dependência do petróleo árabe quanto aquecimento ambiental são motivos bem plausíveis. Nem vou comentar o velocímetro do Carter, só lembrar que no Brasil houve movimento parecido no Congresso Nacioná, felizmente abortado a tempo, coisa típica de macaqueação da matriz.
    A medida pretende, entre outras coisas, acabar com delírios tipo um "caminhão" gigante levando uma pessoa a que o Marcelo Augusto se referiu. Na minha visão, é como as faixas especiais de freeway de Los Angeles, proibidas para carros com apenas um motorista. É para o bem coletivo, tanto quanto a nova meta de economia de combustível, e ninguém sentiu-se lesado na sua liberdade constitucional. Em tempo: dirijo tem mais de 40 anos, adoro carro - senão não estaria aqui, não é mesmo? - não pertenço a nenhum movimento ambientalista e também acho que o Governo Obama tem muita galinhagem e pouco ovo. Abs Fred

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  7. Não é de todo ruim estabelecer uma meta de consumo, pois isso força os fabricantes a investirem em tecnologia para conseguirem isso.
    Lembro-me de um texto que li em uma Car and Driver americana que elogiava o Pontiac GTO (aquele derivado do Holden Monaro) falando sobre seu motor V8 de 6 l que conseguia o mesmo consumo de um humilde Fusca de umas três décadas atrás, mas gerando praticamente 10 vezes mais potência. E isso porque estamos falando de um V8 OHV de duas válvulas por cilindro...

    O que poderemos esperar dessa nova meta? Primeiramente as pessoas voltando a ter carros de passeio para uso de carro de passeio, e não pick-ups ou SUVs, que voltarão a ter uso mais específico. Não é à toa que as peruas começam lentamente a voltar aos EUA, pois alguém se lembrou que carros mais baixos têm melhor estabilidade e menor área frontal e, com isso, mais possibilidade de menor consumo. E, como sabemos, peruas podem ter tanto espaço interno quanto SUVs e crossovers.

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  8. Bera Silva22/02/10 11:06

    Vale lembrar que um dos motivos da popularidade das caminhonetes e derivados (SUV) em detrimento dos carros normais foi devido ao programa CAFE que impunha limites médios de consumo, aos carros, menores do que aos utilitários. Daí que para ter um carro bom tinha que se recorrer aos utilitários. Ou seja, o tiro saiu pela culatra. Vale lembrar que se existem dois carros iguais, com potêncas iguais, porém um consome 10km/l e outro consome 5, qual você escolhe? O aumento da eficiência do motor (maior potência, menor consumo e menor poluição) é decorrente da exigência do mercado e não de canetadas governamentais.

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  9. o que o sr. faria se tivesse de pagar Us$ 100,00 +/- o litro da gasolina?
    O que não acredita? então veja:
    http://www.counterpunch.org/roberts10222009.html

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  10. Desculpe Bob, mas eu simpatizo com o Barack e gostei da medida! Mais uma vez inteligente.
    Obviamente uma manobra muito mais para impactar os iraquianos economicamente do que pra proteger o meio ambiente.
    E outra! medida boa contra os proprietários de SUV (short dick men)... rs*

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  11. Desculpe Bob, mas eu simpatizo com o Barack e gostei da medida! Mais uma vez inteligente.
    Obviamente uma manobra muito mais para impactar os iraquianos economicamente do que pra proteger o meio ambiente.
    E outra! medida boa contra os proprietários de SUV (short dick men)... rs*

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  12. Essa questão do governo interferir muito na vida das pessoas, realmente incomoda. Aqui no Brasil é o que mais acontece, mas sem a contra-partida de haver melhoria para todos.

    Se esse imposto nos EUA para "carro gastador" fosse algo temporário, até que se consiga uma alternativa, vá lá. Mas não é o que acontece, já que esse imposto existe há muito tempo. Ou seja, todo governo adora morder com vontade o bolso do suado contribuinte...

    É muito bonito falar em reduzir as importações de petróleo agora, em que toda uma cultura já foi enraizada na cabeça das pessoas. Quando, logo após a Segunda Guerra, o governo americano brincava com o dinheiro rolando solto por lá, tudo bem, o petróleo era importado, mas o Estado podia pagar... Agora que as coisas mudaram, o povão (sempre ele) é que sofre as consequências.

    Como o Bob escreveu, a democracia neste caso foi "atropelada". Se o povo paga pelo combustível e não o esbanja de forma mesquinha (só pelo fato de "quem pode, paga"), é um direito de cada um comprar um carro gastador para andar sozinho. Se essa postura é correta ou não, do ponto de vista de cidadania, aí a história é diferente. Mesmo assim, continua sendo um direito da pessoa, ainda que egoísta em última análise, visto que não há prejuízo de fato para todos. Essa é minha postura com essa mania horrenda de instalar escapamentos de "Turuna" e remover o filtro de ar nas motos pequenas, nova mania nacional: isso me irrita muito, mas os cabeças de bagre que gostam disso, que destruam seus motores sem filtragem do ar e sejam felizes... O dia que o bolso deles "doer", azar!

    Porém, ao menos nos EUA ainda existe a possibilidade do sujeito pagar mais e ter o carro que realmente agrada. Pior mesmo é nestas terras tupiniquins, onde não existe opção de carro grande nacional. Se alguém quiser um, tem que comprar modelos importados...

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  13. Bob,

    O Fuscão 84, álcool, 1.600 cc, era uma delícia de se pilotar nas estradas de terra, em grande parte pela ótima elasticidade em segunda e terceira marchas "longas" advindas do "diferencial de SP2".

    Fuscão em curva na terra com motor faz milagres.

    A quarta chocha ? Uai, Bob, prá que quarta se de terceira o bicho deixava um rastro de pó no retrovisor ?

    Consideremos que de 31/8 , era um Overdrive, que nem a sexta do Corvette de então.

    Sobre o impostômetro do Obama , ele mesmo disse : " O Lula é o cara" , isso de olho espichado pro tal Kassab

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  14. O problema do jornalista é justamente esse. Imaginar, inocentemente, que entende de tudo um pouco. Ora, ora, o jornalista especializado da área automotiva deveria se limitar a falar daquilo que entende, automóveis. Quando ele se mete a falar sobre política, Estado Democrático de Direito, diretrizes de atuação do Poder Público ou direitos individuais, ele soa mais ou menos como um carburador ajustado por um poeta: o motor dá sinal, mas não pega.

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  15. ZÉ da Silva22/02/10 22:24

    Querido Anônimo:
    Seu julgamento sumário sobre jornalista especializado da área automotiva, foi de uma infelicidade sem tamanho, está com cheiro do DOPS!

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  16. Espaço democrático é para falar de tudo, inclusive sobre posts questionáveis como o do anônimo. Se o espaço é para falar de automóvel, pode-se falar de tudo sobre automóvel. É para isso que cada um de nós acessa todo dia o Autoentusiastas. Concordar ou não é outra história e faz parte do jogo. A partir daí debate-se, que é fundamental para novas idéias.
    Abraços, Fred.

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  17. Lá nos EUA paga-se imposto sobre carro gastador, e imposto na gasolina, mas eles tem gasolina de verdade e carros de verdade, aqui no Brasil temos essas porcarias, se quiser comprar um carro aceitável ou compra-se um (bem) usado (vide MAO e seu Nissan) ou gasta-se no mínimo 70 mil reais para comprar o 0km, o que é o preço de um apto básico que muitas famílias não tem. Sinceramente? Preferia pagar US$7000.00 pra ter um carro super gastador e ter conforto, qualidade de vida, boas estradas do que viver nessa falsidade brasileira. Mas já decidi, vou pra Suécia assim que der, viver congelado, adoro neve espero que a Volvo ainda exista quando conseguir, pois também adoro Volvos.

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  18. O estado tem todo direito e legitimidade para penalizar os gastadores. Isso não tem nada a ver com cerceamento de liberdade, o estado existe para resolver o coletivo sempre acima do individual.
    O automóvel não é um direito, é um privilégio, portanto, nada mais justo que os que mais gastam paguem mais ainda. O coletivo prevalece acima do individual. Porque quem não tem automóvel tem que respirar mais gases ainda me nome de uma pretensa liberdade?
    O estado já privilegia os detentores de automóveis disponibilizando estradas e vias, tudo em detrimento do transporte público, esse sim um direito.
    O fato de se gostar ou não de automóveis não deve mudar o julgamento.
    Não há a menor dúvida de que os esforços da EPA contribuiram para a melhoria energética dos carros americanos de maneira geral. Aqui deveria se fazer o mesmo, ferro nessas montadoras que só produzem coisas defasadas.
    O ministro Miguel Jorge já deu uma entrevista avisando que os motores atuais "subiram no telhado", chamou de antigos e defasados e tem toda razão. O ministro já esteve do lado das montadoras e sabe a merda que são.
    Irá ser criado um índice de consumo e eficiência energética. Inicialmente será voluntário a submissão ao Inmetro, mas vai virar arma de venda. A próxima vez que for comprar um carro quero saber a eficiência energética, se não tiver não compro.
    Fizeram isso com muito sucesso com aparelhos elétricos como geladeiras e máquinas de lavar. Porque não fazer com automóveis? O Kia Picanto já trás no vidro o índice de eficiência energética.
    O automóvel é uma coisa muito importante para ser deixado livre ao sabor de montadoras. Basta da raposa tomar conta do galinheiro, tem que enquadrar a corja.

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  19. Cada um que me aparece... O outro vem falar do aquecimento de Marte. Amigão, o aquecimento global acelerado deixou se ser polêmica, é a realidade. E se você acredita no contrário, algumas empresas te fizeram de trouxa.
    Bob, você adora usar o termo "burrice" e seus derivativos, então me permita: ignorar os efeitos da poluição atmosférica (diretamente relacionada ao consumo de combustível dos automóveis) é burrice. Não tem nada a ver com bitributação como você disse, a hipótese de incidência é outra, tem outro fato gerador, outra base de cálculo...tem nada a ver. É sim, um imposto com alto teor extrafiscal, que é aumentar a participação de carros econômicos num mercado que vive à base de SUV. As montadoras não ficam de nhé nhé nhé, elas se adaptam, porque é nessa direção (sem precisar de imposto) que o mercado mundial está caminhando...

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  20. Zé da Silva24/02/10 19:51

    não tenho formação universitária, fiz sòmente o ginásio na década de 60, mas será que é por isso, que não acredito em papai noel ? nem na branca de neve ? e muito menos na alice ? aquela do país das maravilhas ,mais conhecido como Brasil, parece que tem muita gente aquí, que acredita!

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  21. Carburador ajustado por jornalista: dá sinal mas não pega...

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  22. Caro Roberto Zullino,

    Carro é um bem pessoal, não um direito ou privilégio. Habilitação é um direito concedido pelo Estado.
    Vir novamente com essa história de que o Estado pode interferir pelo bem coletivo em detrimento do privado é besteira de comunista inconformado com a Perestroika, a Glasnost e a queda do muro de Berlim.
    Vai ver lá em Cuba onde o coletivo (leia-se Partido Comunista Cubano) manda no privado. Não se tem transporte coletivo decente e um cubano paga caro por um veículo de origem americana da década de 50 com motor Lada já na terceira retífica.
    Um exemplo de Estado interferindo é o ECA. Se um pai dá umas palmadas no filho desobediente, terá que responder a processo no conselho tutelar, mas o assassino do menino João Hélio quase recebeu proteção judicial apoiado por um ONG de direitos humanos.

    The Stig,

    Na Europa, arquiteturas de motores como W12, W16 e V12 e V10 estão entrando em extinção por causa da paranóia do aquecimento global antropogênico. A Fiat estreou um motor de dois cilindros no 500! E o pior, poluntes como óxido nitroso, ozônio e monóxido de carbono são deixados de lado, já que o mais importante é "baixar" o CO², resultado natural da queima.
    Mais importante, o Sol não é uma lâmpada que emite a mesma quantidade de energia, ele tem altos e baixos e é comum planetas como Venus e Saturno terem tempestades que duram 30 anos e depois tem mais 30 anos de calmaria causados pelos ciclos de aquecimento e resfriamento causados pelo Sol. Se um bando de lobistas da indústria do açúcar lubridiou a OMS, um bando de ecocomunistas fazem o IPCC de gato e sapato tentando impor metas irrealizáveis e tentando de todos os meios encarecer a energia que usamos, usando de expedientes questionáveis como fraudar ou direcionar pesquisar e divulgar somente as suposições catastróficas. Se os ecochatos conseguissem impor a meta de 120 g/km de CO² na comunidade européia, TODOS os motores a gasolina seriam extintos, e só sobrando os diesel de baixa cilindrada, já que a maioria dos carros que emitem menos de 120g são protótipos que não chegaram às linhas de montagem ou híbridos bem mais caros que os modelos convencionais. No discurso tudo é lindo, mas a realidade é um pesadelo energético, já que ter um mísero carro elétrico com dois lugares e menor que um smart custaria aqui algo em torno de 200 mil reais com a fotocélula para reabastecê-lo. Isso na Europa, aqui...

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  23. meu caro 1k2,
    não faça julgamentos sobre quem não conhece. não sou comunista e nem desolado com a perestróica e muito menos admirador de cuba. muito ao contrário, estudei nos usa, mas precisamente em stanford, california e considero os usa como um dos melhores do mundo.
    o carro pode ser bem próprio, mas de nada serve sem o privilégio de andar e ser dirigido. o estado como poder concedente desse privilégio tem todo o direito de regular as coisas de modo a que se contenham os excessos como o uso de gas guzzlers e outras tranqueiras e que se diminua a nociva emissão dos veículos. se o faz bem ou mal é outra história. os detentores dos privilégios automotivos não tem o que reclamar, o estado já destina grande parte de suas receitas construindo infra-estrutura para os veículos poderem andar ao bel prazer. nada mais justo que sejam contidos via taxação, o bolso é o órgão mais sensível do corpo humano. se não der certo pode-se partir para o cerceamento. de qualquer forma é injusto que se deixe quem não tem carro ou não usa muito respirar a fumaça tóxica dos que usam.

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  24. Não disse que você era comunista, mas essa concepção do Estado interferir no privado é sim ideologicamente socialista. Você não pode perceber, mas boa parte dos urbanistas tem retórica marxista. Quer melhorar o trânsito? Transporte coletivo decente. Me deu raiva outro dia uma menina dando um daqueles depoimentos na "MTV pública" em que ela faz parte do caminho de bicicleta e que se sentia feliz por "aliviar" um sistema tão saturado quanto o transporte coletivo de São Paulo. Acontece que o Município decidiu que os fretados são ilegais da noite para o dia e ajudou a saturar o transporte coletivo que em 2008 encolheu em tamanho dos ônibus e de frota em torno de 10%. Tem lógica isso? E você acha certo punir o motorista por isso? Bullshit! Belaroba! Se ampliarem linhas do metrô, diminuirem os intervalos dos ônibus e barateassem um pouco a passagem, quem sabe o pessoal que só vai para o trabalho e volta deixe o carro em casa. Um cético do aquecimento global disse em uma entrevista à Veja que anda de transporte público na Holanda e em Los Angeles prefere o carro. E você sabe o porque. Punir o motorista é a mesma atitude daquelas professoras histéricas que descontam a nota de todos os alunos só porque ela não descobriu quem jogou a bolinha de papel.

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  25. o estado foi feito para interferir no privado sim. as sociedades perceberam que não dava para resolver o individual tiveram que inventar o estado para resolver o coletivo. isso não é ideologia, esta vem bem depois.

    evidentemente, o estado é um mal necessário desde sua definição. no entanto, isso não lhe tira nenhum direito em fazer o que achar melhor para o bem comum.

    fatos de má atuação do estado como os indicados nada acrescentam no que se refere ao direito de punir os que gastam mais fazendo-os gastar mais ainda. afinal, se alguns tem esses gas guzzlers são ricos ou se fazem de ricos, que paguem mais ainda. o que não pode é o estado ficar inerte e deixar que alguns emissores de poluentes prejudiquem os outros, crianças e velhos que sequer tem carro. isso só para resolver frustrações pessoais muitas vezes ligadas à "sindrome daquilo pequeno" ou mesmo complexo de falta de estatura. que tomem um remedinho que passa.

    aqui se confunde falhas no estado com a falta de direito e legitimidade do mesmo.

    qualquer estado independente de sua ideologia tem que atuar na distribuição da renda, no amparo aos desvalidos, na saúde, na educação, na segurança, no transporte, nos aspectos estratégicos, no abastecimento e por aí vai.

    E vai atuar aonde? Em cima do chamado privado evidentemente, não teria sentido basear a atuação do estado apenas em cima de si próprio e deixar o privado fazer o que quiser, nesse caso não precisa de estado.

    na ideologia chamada socialista, o estado atua muito pouco em cima do privado, esse não existe ou é pequeno demais, o estado é empresário e responsável por tudo, com os resultados conhecidos. portanto, muito ao contrário do alegado de que meu pensamento é socialista.

    os países mais capitalistas ou ditos liberais tem o estado atuando fortemente em cima do privado contendo-o, normatizando-o e dirigindo-o de forma que o capitalismo também tenha sua vertente social e do bem comum.

    a propriedade deve ser respeitada sempre, mas tem que cumprir também a sua função na sociedade.

    deixar o privado fazer o que quiser achando que o mercado acerta é apenas omissão, incompetência ou vagabundagem do estado.

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  26. é, se depender de você, Zulino, pedágio urbano, rodízio, taxa extra para carros não verdes estarão na pauta do dia. E se todo mundo comprasse carros pelo tamanho do documento, o Japão estaria coalhado de SUV's e picapes grandes. Aqui nesse blog é discutido os carros e o prazer de dirigir, não as causas e efeitos. E os carros respondem somente por 10% da poluição global e poluem 100 vezes menos que as motos. O motor a combustão ainda não morreu e em breve teremos unidades híbridas, mas aí preste atenção quando for atravessar que em modo elétrico desaparece mais uma poluição: a sonora.

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  27. a minha opinião e a minha pessoa não estão em jogo, são irrelevantes.
    os rodízios, taxas, proibições estarão na ordem do dia, são o futuro em uma tentativa desesperada de resolver o erro estratégico que foi privilegiar o transporte individual que se mostra inviável.

    longe de ser algo ligado à ideologia o que se vê são opções tomadas no passado que impactam o dia de hoje. nos usa, pátria do capitalismo, há LA que escolheu o transporte individual e NY que escolheu o transporte público. ambas tem problemas, mas os de NY são menores, muitas vezes não são resolvidos por incompetência das autoridades. em LA o buraco é mais embaixo.

    o japão só não está coalhado de SUVs porque o governo exige há mais de 50 anos a apresentação da escritura de uma garagem para quem quer ter um carro maior que 3 metros. típica atitude correta do estado buscando colocar ordem nas coisas. se não tivesse feito isso seria o caos completo.

    exige a garagem e oferece transporte.

    quer dar uma de rico? quer andar com monstros na rua? pague. se não tem para pagar ande de Uno Milho que é ótimo.

    aqui nesse blog se discute de tudo, inclusive o prazer de dirigir. falando nele, o prazer máximo de dirigir é andar em uma corrida, em uma pista. lá tudo se paga, automóvel de corrida anda com dinheiro no tanque. se não fosse assim haveria congestionamento nas pistas.

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  28. 1k2,

    Primeiramente, gostaria que você parasse de usar os termos "ecochatos", "ecocomunistas" e afins, soa intolerante e ignorante. Não faz bem à discussão.
    Você falou sobre a variação na emissão solar. O problema é que o Sol passa por uma fase que os astrônomos chamam de mínimo solar, que é quando o sol emite menos radiação, por ter menor atividade, emitindo menos calor. Pela lógica, era para estar mais frio, mas a realidade é outra. Essa é apenas uma entre muitas outras evidências sobre o aquecimento global.
    Projeções irrealistas feita por alguns ambientalistas não torna a situação do planeta menos séria. Além do que, nesse tipo de negociação pede-se 50 para ganhar 25. Não é muito honesto, e faz você parecer um panaca, mas é a maneira como as pessoas negociam.
    Sobre o desaparecimento dos motores maiores, isso sim é que é paranóia, em 70 e poucos todo mundo achava que motor v8 ia desaparecer. Bobagem, como todo mundo aqui sabe.
    Amo carros, desde a época que não tenho registrada na memória consciente, mas não sou fanático a ponto de fechar os olhos para problemas que envolvem questões muito maiores.

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  29. Caro Stig,

    Assista "A grande farsa do aquecimento global", tem no youtube (http://www.youtube.com/watch?v=RDzuXPM1W3k) e você vai entender o termo "ecocomunista". Os termos que eles exigem praticamente inviabilizam a produção de carros a explosão. Eles são contra iniciativas como os biocombustíveis que apesar de fixarem grandes quantidades de CO², gera outra matriz energética, já que eles são contra todas. Ecochatos em geral detestam eucaliptos, monoculturas, odeiam novas idéias e acham que o ideal é a vida no campo e o máximo de auxílio que o homem pode ter em suas atividades é a tração animal. Nem os monjolos movidos à àgua, muito comuns em fazendas antigas, é tolerado. É desse nível que estou falando. Sim, eu sou intolerante com pessoas intolerantes por que não adianta discutir, elas só gritam, gritam e mais nada. Estou lendo agora "A Dialética dos Trópicos" e acredite, a paranóia é maior ainda.

    Caro Zulino,

    Ontem a Record fez uma matéria sobre o metrô de Vancouver, e ele funciona. Sobre Nova Yorque, seriados como Seinfield e Will & Grace mostram pessoas com alto poder aquisitivo andando de metrô. E sabe porquê? Porque funciona, ao contrário daqui. A explosão no aumento de números de motos nas ruas nessa última década é causada pelo transporte coletivo deficiente. Sempre vou bater nessa tecla, se o transporte coletivo funcionasse, o cidadão deixaria o carro na garagem. É irritante ver programas como "Eco-Prático" em que o participante ganha 10 por morar no centro de São Paulo e não ter carro. Se ele quiser fazer um grande deslocamento, terá que fazer um grande planejamento em logística e as informações nem sempre estão a mão, como linhas de ônibus e horários por exemplo, que faltam em guias e sites de empresas coordenadoras de transporte coletivo. Reduzir o tamanho dos veículos aqui não é solução, brasileiro não tem poder aquisitivo para adquirir mais de um carro como um europeu que paga 40% menos e não pagam taxas de juros dignas de um agiota. Faça as contas: um brasileiro paga no mínimo quatro vezes o que um carro vale realmente. Em Tóquio funciona porque os japoneses tem famílias pequenas, ao contrário daqui, sem contar que o biotipo ajuda. Se algum desses carros fossem produzidos aqui teriam que amplia o entre-eixo em 10 cm, só para caberem as pernas. Estamos em processo de downsizing e para variar a Fiat brasileira e as newcommers japonesas estão sinalizando isso. Downsizing é menos emissões pela mesma potência. Quer diminuir a poluição? Cobra da Petrobrás um diesel menos poluente. O futuro do motor a explosão está na biomassa, mas esqueça o câmbio, será um híbrido de autonomia extendida e com um "vrum-box" para não atropelar os distraídos.

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  30. Meu caro 1k2,
    não pregue para convertidos, sou um admirador dos metrôs, inclusive o de NY que depois que o Giuliani inventou a "tolerância zero" ficou uma beleza.

    O nosso também funciona, mas tem extensão pífia face às necessidades. NY, Paris, Londres tem malhas superiores a 400 km de extensão, o nosso deve chegar a 60 km usando metro de "turco" da 25 de março.

    O problema de sampa foi o erro estratégico dos governantes já em 1927 quando a antiga Light apresentou um plano de metrô que é exatamente o mesmo que está sendo a duras penas implantado. Até o ramal de Vila Sonia o plano da Light previa.

    Fui o responsável pelo "projeto de operação" do estudo de viabilidade da linha Leste Oeste, isso em 1974, e de metro e transporte entendo um pouquinho.

    O grande problema é que o estado ao privilegiar o transporte individual, em detrimento do transporte público, acaba prejudicando justamente quem quer privilegiar, que é o transporte individual.

    É um pensamento "in the box" de sempre se fazer avenidas, pontes, túneis e viadutos que apenas mudam o congestionamento de lugar como ocorre em LA onde essa política foi largamente utilizada.

    Isso é prova que o privilégio do tranporte individual não passa de burrice. Como pode se prejudicar aquilo que se quer privilegiar?

    A melhor coisa para o transporte individual é não se fazer mais nenhuma obra viária e dirigir todos os investimentos para o transporte de massa. Desta forma terão menos carros nas ruas e todos os autoentusiastas e os que não o são viverão melhor.

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  31. Caro Zulino

    Finalmente chegamos em um acordo! Toda vez que vejo algum projeto sendo posto em prática, ele está defasado em no mínimo 30 anos. Mas políticas de punir o usuário de automóvel eu não concordo, mas tirar o motorista que faz o trajeto casa-trabalho-casa do sistema viário é um grande desafio. É ele que dirige por necessidade e a detesta e os níveis de estresse aumentam, fora a desatenção e conseqüências mais. Veja aqui no meu blog uma proposta da Rinspeed que combina transporte transporte individual com privado. E foi a coisa mais inteligente que já vi. E não afeta os usuários já que o trem pode receber vagões exclusivos de passageiros aumentando o número de composições (http://playrp.blogspot.com/2010/02/rispeed-uc-eles-explicam.html). Como é meio difícil implantar um sistema desses, torço para a volta do fretado. No Japão, há trens e metrôs e a pontualidade é britânica, e na maioria dos desenhos ambientados nesse país os personagens sempre estão fazendo uso desse transporte. Aqui o máximo que tivemos era um personagem de novela que era dono de um "piratão" e os bondinhos da Lapa. Algumas cidades como São Paulo ficam congestionadas por gente que vem de cidades dormitórios, isso desafogaria bem o trânsito já que o tamanho do percurso diminuiria e muito, já que a maior parte é feita de trem. Mas isso é valido ainda para os elétricos que podem recarregar de dentro do vagão. E o motorista ganha tempo, já que metrôs e trens são indiscutivelmente mais rápidos. O transporte coletivo feito por ônibus deveria ser para curtos trajetos, é absurdo um ônibus fazer um trajeto em duas horas ou mais. Iniciativas como o projeto Tiradentes deveriam ser complementadas com metrô de superfície ou bondes. Mas falta dinheiro, iniciativa e vergonha na cara. Onde moro, ainda compensa tomar ônibus de semana, mas logo Ribeirão Preto vai extrapolar o anel viário e o transporte de massas mais eficiente vai ser necessário, mas duvido que as autoridades que extinguiram o serviço de trólebus vão pensar a longo prazo.

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  32. Não sabia que eram toleradas obscenidades e pornografia nesse fórum. Afinal das contas, o roberto zullino literalmente ENRABOU o 1k2, típico brasileiro otário que usa o Estado, o "pai de todos os males" na mente dos menos favorecidos intelectualmente, como desculpa para sua própria falta de consciência social e política. Parabéns, roberto, é um alívio perceber que existe vida inteligente na internet...

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  33. Caro Anônimo,

    Esconder-se atrás do anonimato e ofender os outros é um ato de covardia, pelo que me consta. Não É porque eu concordo em alguma coisa com o Roberto Zulino que eu "perdi" (ou fui "enrabado") a discussão. Na verdade estávamos explanando os nosso pontos de vista, já que a discordância é sobre o fato de as autoridades usarem métodos para punir os motoristas que tem a ousadia de tirarem carros da garagem. Não é só quem é rico pode ter um carro. Um Fusca em bom estado vale uns R$ 5.000,00 no mercado e alguns se valem de algumas sucatas ambulantes que vira e mexe quebram bem na hora do rush.
    Ter consciência social não é taxar TV's acima de 29 polegadas só porque os movimentos sociais "acham" que pobre só compra TV de 14 polegadas. Se você caro anônimo acha que dar "esmola" é consciência social, me desculpe, mas você está equivocado. Se você acha que transporte coletivo é solução para tudo é porque não tentou levar um monitor CRT (de "tubo")em um ônibus lotado. Transporte não é simplesmente levar pessoas e coisas do ponto "A" ao ponto "B". É atender as necessidades específicas de cada um, sem obrigá-las a se adaptar e a improvisar, como ocorre em São Paulo. Tinha um ditado antigo que dizia que "se enfraquecer os fortes não protegerás os fracos" e é isso que os "movimentos sociais" fazem. Consciência social é procurar meios de fazer com que os menos favorecidos tenham alguma chance e não ficar culpando alguém que já paga caro por um bem durável pelas mazelas sociais. O problema não é a menina da bicicleta estar aliviada por ter "consciência social" por não ocupar o espaço de outra pessoa no sistema saturado que é o transporte coletivo paulistano, mas o fato dele ter encolhido. Caro Anônimo, o buraco é bem mais embaixo. O item supérfluo que é tema desse blog deve empregar milhares de pessoas com salários acima da média sem recorrer a dinheiro público, muito pelo contrário, cada bem vendido contribui com 45% do valor em impostos que podem virar bolsa família, verba para movimentos sociais e afins. Sem contar os empregos indiretos que gera. Encarecer as coisas com impostos, taxas pedágios só leva a exclusão, incompetência e a corrupção e quem não vê a história só está fadado a repeti-la.

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