PARABÉNS PARA "O CARA"

Bob Lutz é uma das personalidades preferidas dos autoentusiastas. Hoje ele completou 78 anos e continua na ativa, no processo de recuperação da GM.
Durante seu discurso num evento para concessionários, nos Estados Unidos, ele brincou dizendo que "quanto mais aniversários você faz, mais você vive."
Vida longa ao Bob Lutz!
Para relembrarmos mais uma passagem da sua carreira veja abaixo o que ele disse sobre o Viper, que foi concebido e lançado durante sua gestão na Chrysler.
"Frequentemente me perguntam, principalmente japoneses, que adoram pesquisas, que tipo de estudo fizemos para criar o Viper. Não houve nenhum! Eu adoraria dizer que fizemos um estudo detalhado e descobrimos que existia um enorme segmento com pessoas ansiosas por um carro de 50.000 dólares, sem maçaneta nas portas, sem capota, sem vidros laterais, com um motor enorme e gastão, sem ar condicionado, sem CD player, sem câmbio automático, com a coluna de direção emprestada do Jeep Cherokee, com limitado espaço para duas pessoas e quase nenhum espaço para bagagem. Mas nós não fizemos uma pesquisa."
Dodge Viper conceito no museu W.P. Chrysler

Na realidade o Viper surgiu de uma conversa do Lutz com outra personalidade entre nossas preferidas.
"Eu me sentei com o Lutz e concluímos que deveríamos fazer um carro esporte..." - Carroll Shelby

Veja outros posts sobre o Bob Lutz:

AÇÃO - MM

10 comentários :

  1. Ninguem iria dizer que queria um carro sem nada e só com um motorzão hahahaha, coisas realmente boas não nascem de pesquisas e sim de ideias.

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  2. Isso q difere meios de transporte de carros com alma. Não foram idealizados para uma apresentação de power point.

    E qm iria contrariar a decisão de duas lendas!

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  3. Neste caso O Bob Lutz foi quase um 'gênio da lâmpada', só não foi porque mais um chegou pra ajudar, o Carrol Shelby em pessoa, que já havia criado uma Cobra, e juntos criaram a Víbora mais desejada do planeta!

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  4. Aniversariante junto com Jason Vogel...

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  5. citei o lutz e algumas de suas máximas em uma redação de vestibular e consegui uma boa nota (prentendente a engenharia mecânica)...
    Já me considero grato ao cara por causa disso hehe.
    E mais grato ainda por ele ter criado alguns dos carros mais excepcinoais da história do automóvel.

    eis um grande homem.

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  6. Me desculpem, mas vou discordar radicalmente: o Bob Lutz não passa de um bom profissional de relações públicas, muito hábil em hipnotizar a imprensa com seu carisma e suas frases de efeito. Se ele fosse tão bom assim, a GM não estaria no buraco onde está. E mais: duvido que a GM tenha lançado qualquer porcaria que seja durante a gestão dele sem recorrer a inúmeras pesquisas.

    Em uma empresa muito menor e menos burocrática como a Chrysler, é até possível lançar um modelo puramente "de imagem" como o Viper sem fazer pesquisas, mas eu queria só ver o Lutz fazer isso no caso de um Malibu ou de outro carro de volume da GM. Com certeza, a Ford também não recorreu a pesquisas para lançar o Ford GT revival, mas nenhum executivo seu ficou se vangloriando disso.

    Bob Lutz tem os pés de barro. Ele é a prova viva de que não basta ser um "car guy" para trazer bons carros ao mercado. Até a Renault do Carlos Ghosn, que é o "anti-car guy"por excelência, tem lançado (na França, bem entendido) modelos pra entusiasta nenhum botar defeito.

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  7. Paulo Levi,

    Muito bem colocado o seu ponto! Essa troca que fazemos aqui é muito rica.

    Sabe que eu concordo com você. Conheço a indústria automotiva de perto e sei que não dá para viver de entusiasmo.

    O problema é que na indústria praticamente não há entusiasmo algum (pelo menos no Brasil) e quando há ele precisa ser lucrativo!

    Aí aparece um sujeito sem papas na língua, peita todos oas executivos do board e faz uns carros legais. Virou "o cara".

    Mas sei que isso não enche barriga de acionista, que não está nem aí para o produto. Tão é verdade que o Viper já está quase morto e o Vette tem que ressuscitar após a morte ao final de cada geração.

    Por isso eu acredito que as empresas tem que continuar a fazer muitos carros para a massa, eletrodomésticos. E assim ganhar muita grana. Mas muita mesmo.

    Assim elas podem fazer alguns carros bacanas para nós autoentusiastas. E o Lutz faz isso pra gente. Apesar de parece um herói de filme americano.

    Abraço,

    PK

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  8. Paulo Keller, você tocou num ponto importante. O dos carros eletrodomésticos.

    Por mais que o carro hoje seja algo cada vez mais comum, desejado e comprado por cada vez mais gente, menos se entende de carro e mais se compra carro por ser bonitinho, "off-road", com imagem de aventureiro ou apenas pra chamar atenção.

    Muitos que se auto-proclamam "entusiastas" hoje compram um carrinho 1.0, botam rodas aro 500 e um dvd no painel e saem por aí achando que estão no próprio 911 turbo. Ou compram um cross-adventure-stepway-offhome-titan-x-gear porque ficam mais altos no trânsito.

    E a grande massa, que acha carro apenas um meio de transporte, compra apenas o mais bonitinho ou o que dizem que é bom. É o que explica o sucesso, a meu ver, da Toyota nos EUA e da Fiat aqui no Brasil: fabricam carros pra quem não gosta e não entende de carro, salvo raras exceções.

    Isso, a meu ver, vai levar cada vez mais à pasteurizaçao do automóvel (se não já levou) onde todo mundo quer ser Toyota, fabricando carros sem graça, sem emoção e sem caratér.

    Os autoentusiastas de verdade são uma espécie em extinção, essa é a triste verdade a meu ver.

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  9. Carros fazem parte da necessidade diária das familias, em todo o mundo.

    Conheço gente que mal deve ter sido apresentado à 5º marcha do próprio carro.

    São pessoas que usam a razão como forma de escolha de compra, e não o impulso emotivo. Não há como culpá-los. Minha mãe, que cuidou de 4 filhos sozinha, não teria como usar o velho Puma pra andar com compras, carrinhos de bebê e tudo mais.

    Há aqueles que vêem os carros como obras de arte, com romantismo. E aqueles que não vêem a engenharia rebuscada e não liga pra números de aceleração.

    Como a indústria automotiva lucra mais com racionalidade que emoção, é difícil encontrarmos pessoas que tenham idéias simples e objetivas para os entusiastas, visando emoção e ignorando itens de conforto e funcionalidade diária.

    Carrol Shelby, Bob Lutz, Arkus Zora -Duntov... São nomes que entendem como construir esportivos, mas que deram palpites na construção de "liquidificadores com rodas". Isso não os tira o brilho dos ícones que são.

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  10. Eu acho que vocês estão usando os termos incorretos.

    Se o mercado fosse racional, ainda acho que teríamos um cenário diferente. Gol G4 em primeiro lugar em vendas com outros concorrentes superiores com preço igual ou menor. Racional? Acho que não.

    Na minha opnião, é pura ignorância mesmo.

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