O ÚLTIMO CHEVROLET DE VERDADE



Eu tive uma S10 uma vez. Era na verdade uma Blazer, ano 1996, básica, com o motor de 2,2 litros e injeção monoponto, a gasolina.
Antes de andar mais para frente nesta história, tenho que dizer que fui criado dentro de Chevrolets, e ainda hoje, apesar de uma série de absurdos perpetrados pela marca ao longo dos anos, tenho um lugar bem no fundo do peito que ainda é completamente apaixonado pela marca. Não o suficiente para turvar meu julgamento, mas algo que permanece lá no fundo da cabeça, sempre querendo sair. Quando eu gosto de um Chevrolet, gosto de verdade.
Mas voltando àquela Blazer. Sabem aquela máxima de carro que bebe muito, mas pelo menos anda? Bem, a Blazer era lenta feito Kombi 1200 carregada de cimento, mas bebia feito um Landau enfurecido. Exatamente o contrário... E também era um carro enorme, mas sem espaço interno. Não fazia curvas bem, mas era dura e sacolejante feito um cabrito montês no cio. O motor era vibrador, não tinha força em baixa nem em alta, era áspero e renitente a qualquer dia e hora, quente ou frio. E tudo quebrava, tudo fazia barulho, e nada funcionava direito.


OK, estou exagerando nas cores aqui para efeito dramático, mas só um pouco: o fato é que a Blazer foi o pior carro que já tive. Simplesmente, depois dela nunca mais tive um Chevrolet zero-km. Sim, era ruim a ponto de traumatizar qualquer um. Não é de se estranhar então que toda vez que o assunto passa por S10, tenha calafrios de ojeriza.
Mas aí, semana passada, bons 14 anos depois, acabei por passar uns dias viajando com uma S10 cabine dupla novinha, com o novo motor de 2,4 litros flexível. Ao iniciar a viagem, lembrando-me daquele camburão vermelho Goya de 1996, me preparei para o pior. Parecia que ia ser uma viagem longa e sofrida.
Mas o fato é que tive uma enorme surpresa. Primeiro, o compromisso entre estabilidade e conforto deste carro é outra coisa completamente diferente do que me lembrava. Está muito bom realmente, a ponto até de entusiasmar. E o carro não pula mais, seu complexo de cabrito montês completamente curado. Não sei o que fizeram, mas funcionou perfeitamente. E o ruído interno está agora também bem baixo. Todos os comandos principais do motorista (direção, câmbio, pedais) estão infinitamente mais agradáveis, e parece que realmente alguém gastou muito tempo acertando eles, o que deveria ser regra em um carro que permanece tanto tempo em produção.

E depois há o motor. Este grande quatro-cilindros me deixou de boca aberta, pasmo. Esperava bem menos de algo que, afinal de contas, não parecia ser muito diferente do propulsor daquela minha Blazer. Ah, como estava enganado... O motor é, primeiro, suave, coisa que o 2,2 estava longe de ser. E é forte. Não forte como um seis em linha de um antigo BMW M5, mas, sim, forte como os grandes seis em linha Chevrolet do passado sempre foram. Forte no sentido de ter aquela inesgotável e deliciosa reserva de torque a qualquer rotação, algo que proporciona uma incrível sensação de ser empurrado pela mão de um gigante que pratica tai-chi-chuam: suave mas decidido. Quem nunca sentiu um murmurar de um seis em linha Chevrolet, ainda não aprendeu que existem muitas formas de prazer automobilístico além da força bruta. A S10 flex se move de uma forma assustadoramente próxima de meus velhos Opalas 4100. Como não gostar imediatamente disso?
O motor confere ao carro uma personalidade maravilhosa, que achava ter sido perdida para sempre num carro zero-km; aquela suave, macia, mas forte e agradável sensação de andar num Chevrolet antigo. Dos americanos da década de 50 e 60, ao Opala e ao Omega, todos os carros que tinham a gravatinha na frente tinham isso. Há algo naquela simplicidade mecânica, naquela agradável sensação de andar numa nuvem densa de torque, de suavidade, que toca fundo em minha alma. Linearidade aqui é o principal. O motor tem a mesma força e a mesma suavidade, sempre. No geral, o carro agrada muito, e me faz sentir em casa.


Mas há problemas na S10, lógico, e o principal aparece logo de cara: o carro é limitado a 150 km/h. Se essa velocidade fosse perto de sua máxima real, tudo bem; é menos pior um limitador entrar em ação quando estamos esgoelando um carro. Eu acho limitadores um saco, mas consigo conviver com eles, quando agem desta maneira. Mas não é o caso aqui. O carro chega muito fácil, e tranquilamente, a esta velocidade, e é uma enorme surpresa quando entra em ação, porque você não acha que está andando rápido. É daqueles carros que roda solto, e se você bobear, bate no limitador, mesmo em uma viagem tranqüila com a família. Era só o que faltava, como se não bastasse ter que olhar no velocímetro o tempo todo por causa dos radares, quando eles não existem ainda tenho que me preocupar com o limitador ridiculamente baixo do meu próprio carro? Não é melhor manter os olhos na estrada? Francamente...
Sei que 150 km/h é muito acima do limite de velocidade vigente nas estradas por aí, e não estou fazendo apologia à infração de regras de trânsito aqui. Mas deixemos as hipocrisias politicamente corretas do mundo moderno de lado; todo mundo pode imaginar como este limitador, embora teoricamente irrelevante, é extremamente irritante no mundo real. Irritante ao ponto de me impedir de comprar este carro. Tão simples quanto isso.



O acabamento interno é obviamente antiquado, tanto em desenho quanto em funcionalidade. A gente não tem como não se sentir de volta ao final dos anos 80 dentro dela, apesar dos tecidos e cores que tentam disfarçar este fato. Muita gente já desiste do carro só por isso; eu adorei o final dos anos 80, para mim aquilo é um oásis de um passado gostoso de lembrar, a cada CLÉC sonoro das travas de porta... O desenho externo da carroceria também não ajuda. Os plásticos pendurados nela recentemente nos fazem lembrar imediatamente do Sr Cabeça de Batata, aquele brinquedo imortalizado nos filmes da Pixar. Realmente, o resultado não é dos melhores, para ser bem generoso nos comentários...
Mas na verdade nada disso importa, é tudo bobagem, principalmente o design externo, que só é útil para impressionar seu círculo de amizades por uma semana. O que esta picape é, e ninguém ainda se deu conta disso, é simples: o último Chevrolet de verdade. Para muita gente, isso é uma grande desvantagem. Para outros, é algo sem importância alguma. Mas para mim... ah, faz um mundo de diferença.
Sabe, um velho Chevrolet não é algo que se gosta logo de cara, feito um BMW. Existe algo neles que se mostra apenas com grande familiaridade, com tempo mesmo, algumas vezes coisa de mais de uma geração, de pai para filho. Quando você aprende a gostar deles, eles se tornam tão aconchegantes e familiares quanto o colo de sua mãe, com a vantagem de poder usá-lo mesmo quando se pesa 150 kg.


Percebi isso quando, na mesma semana, estacionei a S10 na frente da eclética garagem do meu grande amigo Bill Egan. Os Egan, além de Jaguar, Porsche e Alfa-Romeo, tem uma bela seleção de Chevrolets, pelo menos um para cada década, de 1930 a 1960. Egan estava rearranjando os carros no galpão (um trabalho hercúleo quando se têm mais de 20 deles), e me pediu ajuda. Pela primeira vez, dirigi então a magnífica a picape "Martha Rocha" azul, 1956, que faz parte da coleção desde o ano passado.


Só manobrei, mas que coisa deliciosa era aquilo! Tudo que gostei na S10, mas exponencialmente mais claro, evidente! Que liso é aquele seis em linha Stovebolt, que precisa e macia é aquela alavanca de três marchas na coluna... Manobrar aquela velha picape com aquele incrivelmente bem acertado motor foi como deitar em um lençol de seda: liso, macio, suave, bom demais da conta. Egan não conseguia me tirar de dentro da caminhonete. Acho que foi a manobrada mais memorável de minha vida.
Você começa a entender o por quê dos americanos terem adotado as caminhonetes (picapes) como módulos de transporte pessoal; nas boas, largas e retas estradas de lá, nada há mais confortável que uma boa picape full-size, com um preguiçoso motorzão lá na frente. Tem um efeito calmante imediato.
Conversando com ele depois, sentados tomando uma Itaipava gelada bem no meio da garagem, ao inconfundível som de Alfas lentamente enferrujando, a conversa veio parar nesse papo de Chevrolet, sobre o que faz eles especiais. Egan obviamente tem uma posição privilegiada para falar disso. Diz ele:
"Primeiro tem a suavidade e a linearidade do motor. Você sente ela do 31 até o 55 (que é V-8), perfeitamente lisos, lineares, incansáveis. Depois tem o comportamento, apesar de ser um carro americano, eles são muito mais capazes do que aparentam; O Chevrolet parece lento para os não iniciados, mas anda forte, e confiante, com uma direção até que precisa perto de carros similares... E não há prazer maior no mundo do automóvel do que acelerar um Chevy, aquele crescer linear do motor, aquela troca de marchas lenta, precisa, prazerosa, e voltar a dar motor e ouvi-lo crescer de novo. É algo único, que nenhum outro carro faz igual, e só vivendo com eles é que se percebe. E mesmo assim, só depois de dirigir qualquer outra coisa e sentir falta daquilo que não sabe explicar entender o que é que o faz tão bom."
Me toquei que a maioria dos Chevys dele tem cambio de três marchas na coluna; para mim é outra coisa que todo Chevy devia ter. Ah, pena que a S10 tenha uma alavanca de cinco marchas no assoalho...
Mas hoje em dia nada mais disso importa. A S10 é velha e execrada pela imprensa e entusiastas, como uma notícia de ontem. A própria GM deve morrer de vergonha dela, e se houver outra para substituí-la, provavelmente será algo mais próximo a Toyota Hilux atual, a melhor e mais avançada picape de sua categoria desde o seu lançamento. Ou a nova Amarok da VW, que dizem ser ainda melhor, mais próxima de um Golf do que a um 18-310 Titan em comportamento.
Mas já temos picapes Toyota. Por que precisamos de outra, feita pela Chevrolet? Hoje em dia todos querem ser iguais, e não há mais espaço para diferenças. A Mercedes-Benz quer ser esportiva como uma BMW, e a Chevrolet tem que fazer Toyotas. Órfãos ficam pelo caminho, e nenhuma lágrima é derramada. No caminho da pasteurização do automóvel, só sobrevive quem consegue lançar modismos de aparência, e que possam ser conduzidos usando-se o mínimo possível do cérebro, todos iguaiszinhos em comportamento. Carros são apenas utensílios de moda, e algo velho é apenas isso: um sapato velho démodé.



A S10 vem da pior época da GM, o meio dos anos 80. Nunca foi um carro excelente, mas incrivelmente nesta versão, aqui no Brasil, retém um DNA que imaginava perdido para sempre. Onde mais se pode achar isso hoje em dia? Talvez num Corvette, mas este sempre foi um Chevrolet diferente do que falamos aqui, sendo quase uma marca em si só. Na Silverado americana? Não tenho como saber, mas desconfio que não, ao ver as resenhas da imprensa especializada americana, que adorou ela. Se esta imprensa gostou, não deve ser um Chevrolet de verdade: eles raramente entendem o que tentei explicar aqui. Poucos entendem, o que é uma grande pena; precisamos de gente mais sensível a este tipo de coisa, ao que não pode ser medido, ao que é difícil até de explicar, mas que são as mais sinceras e importantes das emoções. A perda da S10 é inevitável; não posso nem sugerir que possa ser diferente. Mas não acredito que o DNA dela precise sumir para sempre.
Não é preciso, mas vai acontecer, sem sombra de dúvida. Que assim seja. Eu tenho ganas de comprar a última das S10 2,4-litros, e sair da concessionária em direção ao horizonte, e a mil encontros com o maldito limitador de velocidade, ouvindo infinitas repetições daquele hino à desesperança, a valores perdidos e declínio de um mundo adorado, que é a música "American Pie" de Don Mclean:
A long long time ago
I can still remember how that music used to make me smile
And I knew if I had my chance
That I could make those people dance
And maybe they'd be happy for a while
But February made me shiver
With every paper I'd deliver
Bad news on the doorstep
I couldn't take one more step
I can't remember if I cried
When I read about his widowed bride
But something touched me deep inside
The day the music died

So, bye-bye, Miss American Pie
Drove my chevy to the levee
But the levee was dry
And them good old boys were drinkin' whiskey and rye
Singin' this'll be the day that I die
This'll be the day that I die
MAO

72 comentários :

  1. MAO,
    na época que este modelo que você descreve no texto foi lançado, eu estava voltando de Alphaville para São Paulo, numa sexta a noite... num dos acessos por baixo da Castelo Branco para entrar na pista sentido SP, entrei forte e vendo do que meu Kadett GLS 2.0 era capaz de fazer mas, para minha surpresa, fui ignorado e ultrapassado por uma dessas que nem tomou conhecimento e foi embora que me deixou chocado!
    E tem mais, o cara sumiu e não se ouviu motor gritando ou coisa assim, um desbunde enfim. O acabamento e estética são pobres, concordo contigo, mas o que ela anda e pude ver ao vivo isso, já é suficiente para querer uma.
    2. O limitador de velocidade pode ser eliminado via substituição do chip da injeção e do câmbio (se tiver, como em alguns Audi)
    3. Se se empolgou com esta S10, procure uma Syclone ou Thyphoon, conservadas, originais mesmo, e verá o que a S10 era capaz de fazer.
    Abraço
    Sérgio Barros

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    1. Atravessei o deserto do Jalapão com uma S10 diesel 4x4. SEM GUINCHO ELETRICO. Foi a melhor companhia que eu poderia querer. Respondeu a todos comandos e não chorou em nenhum barranco. Sinceramente, um chevrolet precisa só de um MOTORISTA!

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    2. É ISSO É UM FATO REALMENTE ! EU JA POSSUI UMA S-10 1995 DLX 2.2 QUE REALMENTE ERA UMA EXELENTE COMPANHIA POR ESSE INTERIOR DO BRASIL ONDE NÃO SE VE PICK-UP JAPONESA DE ASFALTO ANDEI MAIS DE 100.000 KM COM MINHA S-10 SEM PROBLEMA ALGUM PARA MIM PICK -UP É CHEVROLET !

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    3. Realmente.. S10 no interior é companheira.. ou melhor, companheiro, de peito cabeludo!!! tem queixo duro.
      Infelizmente eu dei azar quando comprei uma cabine simples na mesma configuração da tua.DLX 1995 2.2, pois a minha nao andava e bebia muiito.. e eventualmente fazia um baque quando era dada a partida.. parecia um treme terra kk.
      Meu pai por outro lado teve muita sorte com sua 2.8 Turbo Intercooler 1999 cabine dupla.. a caminhonete era fantastica.. robusta. e boooa pra andar. caneluda.. mas era economica.. coisa de fazer 12km/l na estrada tranquilamente...
      saudade de quando roubava ela de fim de semana e ia passear com os amigos(as) geralmente a velocidades superiores aos 150km/h.... mas eram outros tempos.. onde motoristas eram domesticados pelas leis da natureza e por todas as leis da fisica que ele acabava por descobrir.. o homem de qual falo, o motorista, parece ser de um tempo tao distante, mas nao é..
      hoje há uma "burrificação" em massa.. a maioria dos acidentes ocorre, porque as pessoas atras do volante nao tiveram a vivencia necessaria para saber o comportamento de um carro em altas velocidades ou em curvas.. porque nunca tentaram... hoje é errado tentar. não é seguro.. hoje a moda é ser filhinho da mamãe, ser bom moço..
      sou avesso a esses preceitos.. sou avesso a industria automobilistica atual. que cada vez faz mais automoveis, sem se lembrar de fazer carros..
      eu poderia ter um carro desses, mas nao obrigado, o gorila dentro de mim prefere a tração traseira e o motor 6cc do velho omega 95 estacionado na garagem..

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    4. após digitar esse comentário algo singular aconteceu.. apareceu uma caixa de texto com algumas letras para eu transcrever. e abaixo estavam os seguintes dizeres.
      "prove que você não é um robô"
      kkkk. realmente.. nos dias de hoje. com toda a massificação. há de se provar que não é apenas mais um robô em meio a tantos.
      abraços... adoro o AUTOentusiastas.. é bom descobrir que ainda há homens que não sabem como viver sem ter as mãos sujas de graxa...

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  2. Belo texto, conseguiu sintetizar muito bem o que sinto pelos meus Opalas! Pena que a alma dos Chevys está definhando para sempre...

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  3. Clésio Luiz09/02/10 23:13

    Sei não, mas eu não queria estar num veiculo desses a 150 km/h. Não me inspiram confiança. Nem Hilux, nem Ranger, nem nada. Quanto maior a velocidade, mais perto do chão quero estar.

    Tem um detalhe sobre a S10 que eu gostaria de compartilhar: ela é o veículo com a chapa mais dura que você pode dirigir com carteira B. Muitíssimo mais resistente a mossas que suas rivais japonesas. Só a Ranger é comparável.

    Já dirigi muito S10. Lembro quando ajudei na revisão de entrega de 45 delas para a companhia de Energia daqui, anos atrás. Eram todas com o barulhento MWM de 2,8 litros (mas eu adoro o barulho de picapes diesel), cabine simples (com exceção de 4 ou 5) e 4x4. Depois de 3 dias eu não aguentava mais ver S10 na minha frente...

    A S10, quando lançada, sempre teve suspensão mais macia que as japonesas, que na época eram verdadeiros jipes Willis em dureza de suspensão.

    Um detalhe engraçado é que quando a S10 4x4 foi lançada, os donos de picapes japonesas, para diminuir a humilhação de ter que descer do carro para engatar a roda livre (imagine fazer isso num atoleiro...), diziam que o comando elétrico da S10 era menos confiável do que a antiquada alavanca no assoalho de suas picapes. Mas ninguém se lembrava dos vários títulos que a S10 ganhou em cima da L-200 no Rali dos Sertões (com o glorioso MWM 6 cilindros diesel da Silverado), nem no fato do Jipe Troller (um lameiro já famoso na época) também ter comando elétrico de acionamento da tração 4x4...

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  4. Vixe, agora o Santo Graal do MAO é uma S10 ou um Vectra 2,4. Vai entender...

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  5. Já tive um S10 4X2 2.8 Diesel ela era muito macia a mecânica era confiável,mas a Hillux SRV é muito melhor do que a S10 em vários aspectos como estética,suspensão, acabamento e motor.

    Abraços

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  6. Jonas Torres10/02/10 01:07

    Em todo S10/Blazer que rodei tinha um defeito tão insuportável quanto limite de velocidade: retrovisores externos que trepidam.

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  7. Clésio Luiz

    Não existe nada pior do que um comando elétrico de tração 4x4 que não consegue desengatar a tração 4x4 quando você não precisa mais dela.

    Também não existe nada pior do que uma roda livre automática que insiste em não engatar quando você mais precisa dela.

    Até o último dos meus dias, vou preferir a roda livre manual e o engate mecânico da tração 4x4, pois há certas comodidades e certos confortos que simplesmente não valem a pena.

    FB

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  8. Muito bom, MAO ! Traduziu a sensação que tinha quando andava no meu Gran Luxo 74, 4100 e 3 marchas.

    Quanto a S-10, só andando numa pra confirmar o que você diz. Mas acredito que 200 cm3 e desenvolvimento possam mudar muito um motor.

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  9. MAO,
    é a primeira vez que escrevo um comentário aqui, apesar de ler o blog a bastante tempo! Parabéns pelo post!
    Esse sentimento de dirigir um Chevrolet, é algo indescritivel mesmo! Temos um Omega 94, originalmente com bloco 2.0, depois trocado por um 2.2 (assunto pra outra hora...). Muitas pessoas torcem o nariz, é velho, grande demais! Toda aquela ladainha! Minha namorada possui um Ka 2009, bem bonzinho o carro e tal, mas é um mero meio de transporte. Posso até gastar mais andando de omega (incríveis 8.7 km/l de média!) mas sempre chego muuuuuuito mais feliz em casa, cada vez que o dirijo! A mesma sensação de quando havia aqui em casa o último dos comodoros, 6 cilindros, 5 marchas! Um prazer indescritível, que só quem tem a oportunidade de dirigir um chevrolet de verdade conhece!
    Parabéns pelo post, traduziu muito bem o que é a alma dos chevys antigos!

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  10. Gozado! O que eu mais gosto no 4100 do meu Omega é o torque altíssimo em giro baixo, marcha-lenta para os motores atuais, é trocar de marcha aos 4500 RPM mesmo quando quero acelerar rápido.

    Essa característica é o que os meus amigos "japa-lovers" mais criticam, acho que os motores devem girar 8000, 9000 RPM. Acho uma chatisse!

    Chevrolet é isso aí mesmo, parabéns pelo texto, me identifiquei muito!

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  11. Sandoval Quaresma10/02/10 09:00

    como disse o colega sérgio, tirar esse limitador é muito fácil.
    e pra ver como aquele vectra 2.4 era manco... 16V e rendia apenas 3cv a mais que o 8V bem calibrado da picape.

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  12. Mister Fórmula Finesse10/02/10 09:05

    Ótimo post MAO, a verdadeira tradução do que significa apreciar os verdadeiros chevrolets.

    Olhando uma foto antiga da minha família reunida bem no ínicio dos anos 80 eu simplesmente contei no pátio - lugar da foto - 3 opalas e 3 caravans, apenas esses carros servindo a não mais do que 20 pessoas reunindas, não dando a mínima chance a qualquer outro modelo ou marca.

    Crescendo entre caravans e opalas dos mais diversos modelos e anos - desgraçadamente TODOS 4 cilindros - eu aprendi a apreciar o DNA chevrolet no tocante a maciez no rodar, ao cuidado no acabamento interno e até gostar do trepidante quatro cilindros famélico que entrava em estranha harmonia com as músicas românticas italianas que meu pai sempre rodava no toca-fitas do Diplomata (olha a reverência...com "d" maiúsculo).

    Enfim muitas lembranças à bordo do mais emblemático chevrolet nacional e uma tara muito mal resolvida em relação a poder finalmente (quando my dear God?) apertar um 4100 no corpo de um opala e não em picapes, omegas e afins...

    Quanto a S10, ela poderia manter o padrão chevrolet sem deixar de evoluir ao mesmo tempo, mas evoluir de forma substancial a ponto sim de enfrentar as japonesas que nem por terem tal origem - necessariamente - carregam algum tipo daquela herança pragmática e sem emoção dos anos 90...é só "sabugar" uma Frontier diesel por exemplo para termos certas surpresas entusiásticas.

    Sou a favor da manutenção da identidade, mas a mesma sem o respaldo de verdadeiros aperfeiçoamentos servirá apenas como doce lembrança eventual mais adiante, como um velho amor de adolescência que era tão lindo e saudoso, mas que para efeitos práticos, hoje não seria mais possível e prazeiroso.

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  13. Mais um belo texto do MAO, muito bom de ler de manha antes de começar o trabalho!
    Só não esqueça de arrancar essas frescuras platicas como a falsa entrada de ar quando comprar a ultima das S10 2.4 a sair da concessionária!
    E continue nos presenteando com esses belos textos!

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  14. MAO,

    Mandou superbem nessa definição da sensação de guiar um verdadeiro Chevy...Lembro perfeitamente quando um Chevette chegou na família, que só tinha C-14´s, Veraneios e Opalas, e a diferença de comportamento dos primeiros Monza, que trouxeram a "base" dos carros atuais, desde o Celta até os Vectra, e sempre bateu saudades dessa famosa "linearidade" mecânica que os antigos Chevy sempre traziam...
    Imagino como deve ficar esse motor 2.4 numa réplica do Chevy 33 da Americar, um carrinho de fibra, leve, enfim...Estou concorrendo a um deles pela promoção da Nestlé, mas lendo o teu entusiasmo sobre esse trem mecânico, fiquei ainda mais empolgado...
    Grande abraço da turma do Sul !!!!

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  15. Mister Finesse,

    Vc nunca dirigiu um Opala 4100?

    mao4100@ig.com.br

    MAO

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  16. Sergio,

    Consta que o motivo da limitação é o cardã. Meio arriscado só tirar o limitador eletrônico.

    Economia besta essa da GM...

    E mexer num carro zero não é algo que estou disposto a fazer. Carro usadinho, OK, mas zero? nah...

    MAO

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  17. Bom texto.
    Meu maior porém quanto à S10 é o que me lembra uma geladeira em que se vai grudando aqueles bichinhos e propagandas com ímãs... não adianta... não vai...

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  18. Mister Fórmula Finesse10/02/10 11:46

    Não MAO, e o tempo vai passando e daqui a pouco sobram só os placas preta como montaria decente.

    Sou caso de internação...ou campanha!

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  19. MAO
    Mais um grande (na essência, não no tamanho, claro) texto seu. Mas, Chevrolet de motor Opel??? Se ainda fosse o Duque de Ferro...

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  20. Jonas Torres,
    Há exatos três anos (1/2007) estive no lançamento da S10 e Blazer 2,4 flex, que com álcool chega a ótimos 147 cv. Àquela altura notei os espelhos trepidando, tal e qual no lançamento em 1995. Comentei com o engenheiro-chefe Pedro Manuchakian, que me disse estarem trabalhando nisso...Em janeiro agora vi uma S10 nova com o diretor de comunicação e dei um soquinho vertical no espelho esquedo: trepida igual. Quinze anos com o problema! Como venho dizendo, é a doença chamada holeritite: os caras só querem saber dos $$$ depostitados em conta no fim do mês.

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  21. Eu, como amante de Chevrolet assumido, me identifiquei muito com o texto. Terei que dar uma volta nessas novas S-10 pra rever meus conceitos. Anos atrás, quando meu irmão tinha uma, cabine dupla e 2.2, mal consegui dar uma volta no quarteirão por conta do pula-pula da cabrita.

    Abraços,
    Marcus Lucchezi

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  22. MAO, 150 numa barca dessa tá de bom tamanho. Já imaginou fazer um desvio rápido a essa velocidade? Não vai dar certo...
    Só não entendo por que não disponibilizam tração 4x4 para as s-10 4 cilindros. Acho que seriam um sucesso.

    Abraço

    Lucas

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  23. MAO... ótimo texto!
    muito boa essa parte!
    "proporciona uma incrível sensação de ser empurrado pela mão de um gigante que pratica tai-chi-chuam"
    kkkk...
    Ninguém falou da linha equipada com os V6... os PMs falam com saudosismo desta época, que eles capotavam as Blazers "a torto e a direito"...
    Aliás lembrei da SS (Vortec 193cv, correto?)de um amigo, como era divertido aquele carro!!! Escape livre "dimensionado", que ronco tinha aquela picape! infelizmente era limitada a 160 tb.
    Agora essa S10 é feia de doer heim... poooo!
    Esta sua paixao pela GM é algo inexplicável! Eu sinto a mesma coisa pela VW... Parece até paixão de futebol... fico puto quando a empresa faz cagada, mesmo não alterando a minha vida em nada.

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  24. Pelo que sei, a S10 quatro cilindros a gasolina segue usando uma transmissão brasileira da Eaton que não engata as marchas tão bem quanto a Tremec T5 americana usada na S10 a diesel e também na 4.3 V6. Creio que a Eaton não seja tão forte quanto a T5, que, vendo no site da fábrica, é usada também nos TVR Cerbera e Tuscan, bem como nos Ssangyongs Musso e Korando, fora ter sido usada nos Mustangs da geração passada. Se suporta motor de Mustang e motor de TVR, suportar as unidades da S10 é fichinha.
    Imagino que se a S10 2.4 usasse a T5, poderia mais sossegadamente ser deslimitada.

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  25. confesso que agora quero andar nessa s-10 2010 ! HEHE

    abraços

    Fernando Gennaro

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  26. Clésio Luiz10/02/10 15:21

    Se eu não me enganoa Ranger também tem (ou tinha) um limitador de velocidade. Eu lembro de le rsobre isso nos modelos de de 6 cilindros. Não sei se as atuais ainda usam limitador.

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  27. Clésio Luiz10/02/10 15:25

    E MAO, aonde você mora tem muitos alagamentos? Um picape pode ser uma boa, pois dá para encarar certas profundidades de água que matariam um carro pequeno como o Focus, sem fala na melhor desenvoltura ao trafegar pelas lombadas e buracos em geral, comuns nas cidades brasileiras.

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  28. Maravilhoso o texto.
    Daqueles que nos transporta a outra época, à infância e juventude, onde os chevrolet eram referência em conforto e desempenho. Sinto exatamente tudo o que você falou, MAO, e entendo tudo o que você acha "difícil explicar". Tive o prazer (e o desprazer - o Bob Sharp deve se lembrar disso) de ter um Opala 6 cil. E um Omega 4cil 2,2. Hoje tenho um Corsa 1,8, com aquela reserva de torque que você fala. Mas sem aquela suavidade que só um grande corpo, uma suspensão macia e uma tração traseira podem proporcionar.
    Abraço.

    Evandro Araujo Menezes
    Vitória-ES

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  29. Belo post. Tive uma S10 V6 99 comprada zero. Tinha um limitador também (ou parecia que tinha) mas a velocidade máxima era 180 km/h sem vibrações de modo que não vejo por que não inativar o limitador atual. Fazia curvas surpreendentemente bem para seu tamanho podendo ser conduzida de modo bem esportivo. Tenho saudades . . .
    Quanto à 4 cilindros ser um Chevrolet com motor de Opel, o Opala, tão reverenciado aqui no AE, é um Opel com motor Chevrolet!
    Abraços

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  30. Post extremamente bem escrito, uma delícia de se ler. Como destacado por outros perticipantes, o MAO foi extremamente feliz em capturar a essência daquele conjunto de aspectos sensoriais que faziam de um Chevrolet um Chevrolet.

    Posto isso, o texto põe em evidência um calcanhar de aquiles da GM: a empresa é useira e vezeira em lançar modelos sem antes ter feito a lição de casa. E não é só no caso da S10, não: basta pensar nos primeiros Corvettes e seus pífios motores de 6 cilindros, nos primeiros Corvairs e sua suspensão traseira sem barra estabilizadora, nos primeiros Vegas e seus motores que se autodestruiam, nos primeiros Opalas e seu péssimo acerto (?) de suspensão e freios. E É justamente aí que os japoneses saem ganhando: já lançam o carro acertadinho logo de cara, sem deixar para corrigir as falhas no meio do caminho. (E não me venham falar do recente recall da Toyota, que não passa de um caso fortuito.)

    Não admira que a GM tenha perdido tantos clientes ao longo do tempo - basta pensar na reação de afastamento do próprio MAO depois da sua má experiência com a Blazer 1996.

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  31. A Chevrolet morreu quando a gravatinha azul passou a ser dourada!

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  32. Bob,

    Na verdade o DNA não vem dos componentes em si, e sim de como eles funcionam juntos. O Opala era um Opel com motor Chevy, o S10 um Chevy com motor Opel (modificado no Brasil), e ambos tem o tal "sei lá o quê" dos Chevrolet.

    MAO

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  33. Este comentário foi removido pelo autor.

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  34. Mister Finesse;

    Vc mora em SP? Se a resposta for sim, acho que posso ajudá-lo.

    Fale comigo no e-mail: mao4100@ig.com.br

    MAO

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  35. Paulo Levi,

    Grato, que bom que vc gostou!

    MAO

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  36. Clésio Luiz,

    O carro é bem estável, mesmo a mais de 150, como é possível nas Diesel.

    MAO

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  37. Felipe,Raphael Hagi,Fla3D, Buzian, Anônimos,

    Grato pelos elogios ao texto!

    MAO

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  38. De Gennaro,

    É um carro esquisito, mas bom de andar. Experimente!

    MAO

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  39. Fabio,

    Que bom que gostou!
    Mas não "torço" para ninguém não...Existem Chevrolet que gosto, existem os que nem um pouco.

    MAO

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  40. MAO,

    Grande texto, parabéns.

    Sobre a Toyota Turbo atual, realmente ela tem uma velocidade de Cruzeiro muito alta, mantendo médias acima de muito carro esportivo,

    mas o seu texto foi enfático que , mais que o tempo de ir de a a b, o que importa são os petiscos que você abocanhou nessa viagem,

    Abraço.

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  41. Jonas Torres10/02/10 23:57

    Bob Sharp,

    Poxa, estou de boca aberta, ainda bem que existem pessoas como o senhor que reparam nestes detalhes. Eu acabei de ler sua avaliação lá no BCWS, e o senhor escreveu um parágrafo só para isso!!

    Honestamente falando, isso me trouxe esperança, pois como pode toda a mídia automotiva e os consumidores aceitarem um descaso deste calados, por mais de um década.

    Será que este pessoal não nota que um carro é feito de bons detalhes. Como pode toda a mídia deixar passar que em todos os carros da GM há alerta nos manuais para espelho esquerdo convexo, mas na prática só o Vectra o utiliza, o resto é plano, por economia.

    A primeira Meriva usava lente asférica, passou a convexa e agora usa plana. Mas a imprensa especializada e os consumidores estão mais preocupados com o novo design da maçaneta do porta-malas...

    Parabéns

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  42. Olá,

    Eu gostaria que vocês falassem mais sobre a Chrysler do Brasil!!!

    Dodge V8 o melhor carro da década de 70!!!o Opala era bom,mas ficava para trás...

    Abraços.

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  43. Carlos Galto11/02/10 08:21

    No início do texto do MAO eu estava me vendo falar da Blazer 96 que o meu pai teve. Comprou zero e depois de 6 meses de problemas e estress trocou por uma Quantum 95 que era melhor EM TUDO! Fiquei traumatizado com a Blazer/S-10.
    Mas depois dessa "Ode a Chevrolet", e pela S-10 especificamente, quero dirigir uma das atuais!!
    Realmente a Chevrolet foi a marca mais apaixonante do país, desde os seus lendários Belair importados, passando pelos Impalas, Opalas, Chevette, Monza até o espetacular Omega... Eu ainda incluiria um o Vectra de 2ª geração nessa lista.
    Hoje em dia, tá pasteurizada como as demais e, o mais importante, queimando um nome de bela imagem, o que é pior do que fazer Celta, Agile ou Vectra/Astra Frankeinstein...

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  44. Chuta que é macumba!

    Monzatec!

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  45. Já que o pessoal falou aqui sobre carros de tração traseira e não temos um produzido aqui desde 1998, não valeria a pena perguntarmos se não passou da hora de nossa indústria voltar a produzir carros de passeio de tal configuração? Isso para não falar da vergonha que é o presidente de nosso país usar de carro oficial modelos importados de países que têm indústria automobilística muitas vezes menores que a nossa. O Brasil perdeu a capacidade de fazer carros de nível presidencial?
    Também seria interessante falar do papel deletério da mídia brasileira contra os carros de tração traseira, em textos mal escritos que davam a entender que o carro era ruim por ter tração traseira e não por ser fruto de um projeto antiquado que, por exemplo, tinha desequilíbrio acentuado de peso entre os eixos.

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  46. MAO,
    Ótimo texto. Uma pena que tenham pendurado todas aquelas tralhas na S10, deixando-a com aquele aspecto caricaturesco. Poderiam ter feito uma reforma visual mais honesta, sem tantos itens que de nada servem além de poluir o visual, pois, fora eles, a S10, apesar de esteticamente ultrapassada, ainda tem seu charme.
    Qualquer dia desses conte-nos com mais detalhes sua experiência com a Parati Turbo!
    Abraço.

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  47. Incrível como o MAO consegue dar umas pitadas de humor fantásticas em seus textos! Não é preciso nem ver o autor para saber de quem é o texto.

    Sobre os primeiros Blazer, eram realmente sofríveis... Como brincava um amigo meu, que teve um Blazer 2,2-litros 1996, o carro era "surdo": ao pisar no acelerador, o motor respondia com um sonoro "Hein?!!!"

    Foi uma surpresa para mim ler que os atuais S10 melhoraram bastante, tanto em desempenho quanto em conforto de marcha. Mas é de doer a Chevrolet limitar a velocidade em 150 km/h por causa de uma árvore cardã "meia boca". Dói na alma também saber que o único Chevrolet atual, aqui no Brasil, a manter o DNA da marca, seja um utilitário...

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  48. Road Runner,

    Ótima essa do carro surdo, rsrsrsrs

    Grato pelos elogios!

    MAO

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  49. Marlos,

    OK, vou ver se posto algo sobre a Parati, mas só porque vc foi insistente, rsrsrs

    Grato pelos elogios!

    MAO

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  50. Galto,

    Melhorou muito mesmo. Ainda é um carro, vamos dizer assim, diferente, mas agora está bem aceitável.

    Mas aquele limite de 150...

    MAO

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  51. Alexei,

    Grato!

    Comparando objetivamente, a Toyota é muito melhor, sem dúvida.

    Mas nunca tive vontade de ter uma Toyota hilux. Já a S10 flex, se não fosse o limite de 150...já teria uma.

    MAO

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  52. João Gabriel13/02/10 16:27

    É realmente nós entusiastas estamos ficando órfãos de carros de verdade de marcas de verdade...Sem dúvida a Chevrolet é a marca mais carimástica
    entre os nacionais e certamente a nível mundial.
    Outra marca que está definhando é Chrysler,que agora pertence a fábrica italiana de caixas de papelão,FIAT,que está prestes a se tornar uma espécie de "Lancia" norte americana,só produzindo FIATs "americanizados"....

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  53. O declínio da Chevrolet brasileira começou em 1994/1995, quando teve início o processo de opelização de sua linha de produtos. Nessa época, começaram a chegar ao Brasil os primeiros Astra (belgas), Vectra A, Calibra e Tigra, com os logotipos Opel substituídos pelos Chevrolet - talvez o pior caso de badge engineering da indústria brasileira, porque até os frankensteins da AutoLatrina tinham diferenças de estrutura e acerto de chassi entre os modelos VW e Ford. Ao mesmo tempo, os Chevrolet nacionais foram rebaixados à “segunda divisão” da empresa e, logo em seguida, tiveram sua produção interrompida, sob a falaciosa desculpa de “falta de mercado”: o Monza expirou logo em seguida, em 1996; dois anos depois, foram embora o Omega nacional e o Kadett.

    Os recém-chegados, porém, não se ombreavam em qualidade aos Chevrolet aqui fabricados até então, por um motivo muito simples.

    Quando a GMB trazia os projetos da Opel para o Brasil, eles eram adequados à realidade brasileira desde o início. O Monza, por exemplo, foi lançado aqui com discos de freio dianteiros ventilados, superiores aos sólidos do “primo” Opel Ascona. Além disso, cada projeto era paulatinamente aperfeiçoado ao longo dos anos, a ponto de se tornar melhor que seu equivalente alemão. É só comparar as primeiras e as últimas gerações de Opala, Chevette, Monza e Kadett.

    Os novos modelos, ao contrário, chegaram prontos e mantiveram o padrão da Opel - uma marca que, na Europa, é vista como utilitária, de “carregação”, e que jamais alcançou o prestígio conquistado pelo nome Chevrolet no Brasil. Apesar disso, seus preços foram posicionados acima dos Chevrolet que lhes seriam equivalentes: o Vectra A GLS, substituto europeu do Opel Ascona, sucedeu o Monza Classic (o Vectra CD abriu um novo nicho, entre o Vectra GLS e o Omega); o Astra belga veio como um “super-Kadett” etc.

    Quando a GM percebeu que era possível, no Brasil, vender qualidade Opel a preço de Chevrolet - “a General Motors não existe para fazer carros, mas sim para fazer dinheiro vendendo carros” (Alfred P. Sloan) -, foi água de morro abaixo. O Corsa somente veio a ser fabricado aqui por causa da praga dos motores de um litro, deflagrada pelo Fiat Mille, já que o Chevette Junior, mesmo “depenado”, era muito carro para um motor daquele tamanho. E sei que muita gente adora o Vectra B (1996-2005), mas tive dois deles e nenhum chegou aos pés do Monza Classic 1993 que os precedeu em minha garagem.

    E, como desgraça pouca é bobagem, corre na Internet a notícia de que o Classic (ex-Corsa Sedan) será reestilizado de acordo com o antigo Chevrolet Sail chinês, que usa o mesmo monobloco. Ou seja, os chineses ganham um Sail novinho em folha e nós ficamos com o refugo deles.

    Carros cada vez mais caros e piores que seus antecessores. Esta é a Chevrolet de hoje.

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  54. acho que a chevrolet ,nao tem mais bons carros como antigamente , posso exemplificar em um exemplo chamado silverado que motor e aquele mwm , so que ela tirou de linha um picape daqueles ,hoje no brasil as picapes seguem todos no mesmo caminho nao se diferenciando cada padrao de marca , acho que cada marca deveria ter a sua personalidade e nao sair atras um do outro fabricante , o que um faz o outro copia

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  55. acho que a chevrolet ,nao tem mais bons carros como antigamente , posso exemplificar em um exemplo chamado silverado que motor e aquele mwm , so que ela tirou de linha um picape daqueles ,hoje no brasil as picapes seguem todos no mesmo caminho nao se diferenciando cada padrao de marca , acho que cada marca deveria ter a sua personalidade e nao sair atras um do outro fabricante , o que um faz o outro copia

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  56. Um tio meu tem uma Blazer '99 das últimas com o motor Maxion 2.5 a diesel. Um tanto limitado mas razoável à proposta do modelo. Quanto às Blazers ainda em produção, realmente é lamentável que não tenham mais a opção por um motor a diesel ou por tração 4x4, bem como por um motor mais potente e torcudo. Vale destacar que a GM brasileira exporta umas versões turbinadas do 2.0 a gasolina com potência superior ao antigo V6 e torque igual e com uma faixa útil ainda mais ampla. Eu até já vi fotos de uma Blazer brasileira que tinha sido enviada em CKD à Indonésia e montada por lá com um desses motores...

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  57. MAO,
    Sou novo aqui e estou viciado no Blog. Parabéns aos responsáveis!
    Esse sentimento é realmente difícil de explicar.
    Muitas vezes me perguntam o que quero com um Opala 6 cilindros (carro velho, ultrapassado e talicoisa), mas tem essa essência Chevrolet que se torna viciante. Aprendi a dirigir no opalão do meu pai com tenra idade e, muitos anos depois, ainda guardava aquele sentimento e desejo inenarrável pelo carro. Anos depois adquiri o meu. Não largo dele nunca mais.
    Abraço!
    Ricardo Matzenauer Filho
    Novo Hamburgo - RS

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  58. Pedro do Opala, da Caravan e do Kadett04/05/12 19:38

    Pra chegar ao ponto absurdo de comparar a s-10 flex com os Opalas 6 cilindros o cara no mínimo nunca andou de Opala na vida ou tá recebendo um jabá da GM pra escrever essa bobagem.
    Tenha dó! Dirija um Opala ao menos uma vez na vida! Tenho dois (ambos 4100) e conheço bem essa S10, não chega nem aos pés! Fora que sacolejante, desconfortável, apertada e insegura a s10 jamais deixou de ser.

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  59. Pedro,

    Uma vez não vai dar não, fisicamente impossível.
    A 25 anos atrás, quando comprei meu primeiro Opala, já tinha dirigido os do meu pai por mais de 10 anos.

    E não comparei o opala com a S10, e sim os motores, que são bem parecidos mesmo.
    MAO

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    Respostas
    1. Ops,

      Já tinha sido carregado, não dirigido os do meu Pai.

      MAO

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  60. Mao; Como sempre o texto excelente. Neste fim de semana ( 06/07/12)passei por uma na estrada, indo do Rio para BH, com meu velho Accord 99 2.3. O cara se invocou e quiz vir atrás. Deixei ele passar e comecei a brincar com ele. Hora passava , hora ia atrás. A S10 balançava toda nas curvas, coitada. O cara sofreu. As rodas trazeiras fechavam e as dianteiras abriam. Podia vê-lo suando na cabine. Meu Accord tranquilo, mesmo em curvas fechadas, passava ele por fora, por dentro, morro acima e na reta era até covardia. Entrei em uma outro dia na esperança de ter melhorado o espaço interno. Lêdo engano. Uma M.... para nós que somos altos. Pode até ser um bom veículo....para a roça. abs. José Antônio

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  61. daqui uns anos voces vao procurar um pickup de verdade e nao acharao e vao lembrar do s10 4x4 2,8, do silverado ai vao lembrar dessas criticas exageradas que voces fazem pois camionete e chevrolet pois esse modismo dessas camionetes japonesas nao ta com nada ,mas so o tempo para mostrar ,mas voces sao muito egocentricos para admitir os erros e ter humildade para reconhecer.

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  62. um chevrolet e sempre um chevrolet e ponto

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  63. Tenho uma 4x4 diesel e uma flex, são duas joias raras, ja tive varias outras s10 e ja tive dois opalas, um 4 cil standar e um 6 canecos 250s. As s10 me lembram muito meus velhos opalas e conservo as duas como joias. São praticamente zero, 2010 e 2011. Quando sairem de linha vão deixar saudades !!!!!!

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  64. Sergio Amorim Du Beux24/03/14 19:48

    CAro Marco Antônio, excelente suas observações sobre a Chevrolet. Também sinto muito disso, Mas, olha, esqueceram de falar no motor 4.3 V6. A minha Blazer 99, minha desde zero, está batendo um bolão, aos 108 mil km, pouco rodada. Tudo funciona. Só preciso dar um jeito numa porradinha no para-choque traseiro e continuar indo à luta. Às vezes penso em comprar outro carro, Mas seria um complemento. Como viver sem esse motorzão, que só me dá alegrias? Ano que vem, é zero de IPVA! Na estrada, o conforto, o silêncio, o ar polar, os bancos de couro, a estabilidade (sabendo que é um carro alto, alto lá!), a certeza de que se eu pisar tem resposta, um torque formidável, trocar, nunca! É só manter e cuidar. É um ser da família, como é o meu cachorro.

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