HAL, O ENCRENQUEIRO

 Imagem: www.billsmoviesemporium.com
Era essa a imagem que os espectadores de "2001 - Uma Odisseia no Espaço", de 1968, a excepcional obra do diretor Stanley Kubrick (1928-1999) tinham do HAL, o encrenqueiro computador  central da nave espacial que, no filme, só apronta. Quando o HAL falava, era o que seus interlocutores -  Dave, no caso - viam, essa espécie de olho. Pois parece que o HAL, - para quem ainda não percebeu, é IBM disfarçado, basta pensar na sequência alfabética, um engenhososo merchandising, ou propaganda sutil - deu filhotes que continuam a aterrorizar os pobres humanos. Desta vez donos de Toyota.
Chega notícia de que Steve Wozniak, co-fundador da Apple (com Steve Jobs) está falando de um bug no software do acelerador, que é elétrico e controlado por computador. Diz que o problema se dá no Prius dele quando em velocidade de cruzeiro estabilizada pelo controle existente para isso, "quantas vezes eu quiser", acrescenta.
Fato ou não, o problema é que se está atribuindo a outros "HALs" uma série de erros, em máquinas e sistemas, numa verdadeira histeria. De borboleta de aceleração que enlouquece a turbina a gás de Airbus que acelera quando não deve.
No caso dos automóveis, a julgar pela quantidade de carros com acelerador elétrico, o que sairia de automóvel desinbestado por aí não seria fácil.
Paremos com os exageros. Sairemos todos ganhando.
BS

37 comentários :

  1. Bob,

    Tive um problema com um Gol 1998 novo na epoca exatamente nisso.

    Quando falei com a VW me chamaram de louco. Agora, quando se tem uma certa experiencia com carros fica claro que estava certo. E fez mais de umas vezes.

    Nunca corrigiram isso com o carro e vendi ele apesar de ter sido um dos carros que mais gostei.

    O legal do Woz ter colocado a boca na imprensa e que a Toyota vai ter que se mexer e respeitar todos consumidores no mundo inteiro, nao so nos USA.

    Sempre achei que a historia do tapete era para boi dormir. O problema era mais embaixo, digo na frente, com o embedded systems do ECU.

    Toyota esta sentindo o peso de ser um elefante agora.

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  2. Gol 98 aciona a borboleta por cabo, não? sim.. sim...
    meu unico projetinho... rs*
    foi um Gol 1.6 98... 1kg de pressao, injeção remapeada, bico extra, HIS, suspensao retrabalhada criteriosamente, freios com discos ventilados... carrinho ficou interessante, 208cv, 30,5mkgf, sem direção assistida, sem A/C ou nada q pudesse atrapalhar a pegada do carro... mas passou a época de andar em "ratoeira", "churrasqueira", ou qualquer outro apelido dado aos carros equipados com motor AP q tantos fordistas adoram xingar, mas sem sombra de dúvida não aparecerá nada tão robusto daqui pra frente em modelos originais.
    Nota: não fanático por nenhuma marca... rs*

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  3. ops... considerando o preço/padrão do carro é lógico!

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  4. Mister Fórmula Finesse02/02/10 16:43

    Tecnologia e dependência da mesma em excesso sempre será perigoso, li ainda hoje sobre a barreira da morte que a ciência quer vencer usando a nanotecnologia para "remontar" o corpo como se fosse um carro.

    Sobre o modo como donwloads do cérebro ficarão à postos para recuperar eventuais danos, sobre a indústria massiva dos órgãos artificiais e mais sobre um monte de absurdos do homem brincar de Deus tentando vencer a fronteira definitiva que antes de ser combatida ou temida, deveria ser apenas vista de outro modo.

    Hal poderá virar realidade enterrado sob "vestes" genuinamente humanas dentro de 50 a 100 anos, é para se pensar.

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  5. Desculpe!!! Era um GolFFFF Nao GOl. Golf 1998.

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  6. Nunca gostei disso.Digo o mesmo para acendimento automatico dos faróis,sensor de chuva e qualquer outra frescura eletrônica.A Peugeot mesmo está convocando recall dos 307 se não me engano,para reprogramar o acendimento automatico dos faróis,imagina você a noite,em uma curva e o farol apaga do nada?Prefiro o bom e velho botão,no caso do acelerador,o bom e velho cabo...

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  7. Acho que já disse isso outras vezes aqui...
    Esse tipo de tecnologia sem uma certa redundância é idiotice ou ignorância. Certas coisas devem ser mecânicas, ou se forem eletrônicas devem ter redundância, duas, três ou até quatro vezes, como é o caso dos aviões.
    Isso tudo é "coisa pra inglês ver" na minha opinião.
    Keep it simple.

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  8. Boa comparação Anderson. Para um avião cair tem que dar pane em VÁRIOS sistemas pra "conseguir derrubar um".
    O problema não são exatamente os computadores mas quem os projeta que pode ter acordado de mal humor e esqueceu um cálculo, o chefe deixou passar, no teste não acusou nada e aí tá feita a lambança.

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  9. André Andrews02/02/10 18:27

    Bob,

    Por falar em computador, fiquei espantado com a falta de precisão do marcador de autonomia do New Fit. Ele marca 0 km de autonomia e ainda há mais de 40 km pra rodar, se for abastecer nesta hora cabe só 36 l. Um carro com tanque de 42 l, usando álcool e sem função autonomia fica complicado.

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  10. Esse povo da indústria automobilística sempre mereceu chibata, são maus carácteres vocacionais, não é à tôa que no mundo quem mexe com automóveis é cidadão de segunda classe, e isso com justiça, nenhum presta, na California se diz que são descendentes dos ladrões de cavalos.
    Puseram fogo em um monte de gente como tal Ford Pinto por causa de uma arruela ou coisa parecida que deixaram de colocar no tanque e a coisa explodia na primeira batida na traseira. Quase puseram a béstia do Henry II na cadeia, o bocó fez xixi nas calças no julgamento.
    Outro dia levei minha Alfa 145 Freccia D´Oro no mecânico e vi um Fox com o acelerador desmontado.
    Como aqui em casa temos essa merda de carro que é o Fox, perguntei o que era. O mecânico me mostrou que o acelerador do Fox tem 4 bits de velocidade de informação, enquanto os da linha Fiat tem 8 bits de informação.
    Ambos são fabricados no mesmo lugar, mas os usurários e argentários da VW não querem pagar o acelerador de melhor desempenho. A josta demora para acelerar.
    A VW se transformou na maior estelionatária fabricante de carros, é motor que funde por erro de óleo, bancos que cortam dedo, acelerador que não acelera e luz de problema de injeção que nunca apaga. O pior é que as autorizadas dizem que é assim mesmo. Bando de picaretas.
    A Proteste fez um teste com o Fox nacional. O Fox fabricado aqui e exportado para a Europa foi escolhido como um dos melhores da classe em segurança. O que vendem aqui sequer faria o exame.
    Também nunca acreditei nessa mentira da Toyota sobre o tapete, é outra corja que mata os incautos e inventa mentiras. Igual a Audi que anos atrás matou um monte por problemas na marcha a ré do câmbio automático que fazia com que o carro saísse desembestado em marcha a ré.
    Ainda bem que o Wozniac abriu a boca, é um cara importante e acaba fazendo barulho.

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  11. Roberto,
    Sério que o Fox demora pra acelerar devido a diferença de custo de um simples componente eletrônico?
    Detalhe que este problema foi sanado na linha 2009.
    Eu achava que era acerto do motor mesmo, não sei ponto de ignição talvez, mapas da injeção...
    Em casa temos um Fox anterior à linha 09 e este problema realmente incomoda, principalmente na saída em rampa. Um preparador idôneo me disse que poderia resolver este problema com remap, mas eu acabei deixando original mesmo.

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  12. O carro demora para acelerar por causa de uma porcariazinha de nada que os caras não quiseram gastar. Dá para ver a diferença das peças apenas olhando. Acho que depois criaram vergonha e colocaram um acelerador decente.
    Não estou acostumado com carros feitos por contadores, esse Fox é 2007/2008 e vai para a rua logo logo. Fora o que é duro, faz barulho, consegue ser muito inferior a um Palio Milho ELX 1999 com 140 mil km. Da VW só quero fusca, um carro honesto, o resto que veio depois é enganação pura.

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  13. Roberto Zullino

    Quer dizer que quem está ou já esteve ligado à indústria automobilística é mau caráter, cidadão de segunda classe?

    Ou entendi errado?

    FB

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  14. Não entendeu errado não, é a pura verdade, quem é da indústria automobilística não entra em certos círculos mais selecionados.
    Não é a minha opinião, é uma constatação.
    Há anos um dono de concessionária, filantropo, uma pessoa de boa fama foi convidado para ser consul honorário de um país nórdico aqui em São Paulo, apenas um titulo honorífico, consul honoráro não manda nada.
    Para pesar dos que o indicaram o nome dele não passou no parlamento do país pela razão que negociava com automóvel.
    Achei justa a decisão do parlamento, quem mexe com automóvel mais dia menos dia apronta.

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  15. Pergunto: Qual era o problema do antigo acelerador por cabos para substitui-los por esses eletrônicos?
    Cada dia que passa admiro mais e mais o bom e velho fusca pela sua simplicidade mecânica.

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  16. FB,

    Acho que entendi a posição do RZ.
    Ele não se refere ao pessoal de Engenharia e desenvolvimento. Refere-se aos demais, que tomam decisões puramente financeiras, visando ter a máxima receita com a mínima despesa, não importando as consequências.

    Dono de concessionária e dono de "garagem de revenda" é tudo picareta mesmo, e não há exceções por um motivo simples: qualquer revenda de carros que queira sequer pensar em ser idônea quebra! Não há mistério, é só fazer as contas. Se para cada carro comprado todos os reparos forem feitos para que os carros vendidos nunca coloquem ninguém em risco, os carros atingem um preço tal que não vendem NUNCA, a não ser que o dono anterior aceite vender por "dinheiro de bala".

    Dono de concessionária é tão ruim quanto, pois quase sempre nega reparos que devem ser feitos em garantia. O negócio dele é vender o carro novo e depois o cliente que se dane!

    Na verdade, mesmo o pessoal de Engenharia dos fabricantes de carros tem alguns problemas, e o principal deles é aceitar as imposições dos demais departamentos. Eu não aceitaria desenvolver um produto que eu sei que vai colocar muita gente em risco só porque o pessoal de finanças "me mandou" economizar alguns centavos ou algumas arruelas. Mas se eu me recusar eu ganho o PNB? É, ganho sim, por isso que nunca fui trabalhar para as "montadoras". Além do mais, o Engenheiro que desenvolve um carro com erro de projeto (seja culpa dele ou não) tem responsabilidade solidária. Também por isso o RZ disse que o pessoal automotivo é mal visto.

    Tudo isto é a regra geral, mas claro que podem haver as exceções. Por essas e outras que eu faço toda e qualquer manutenção em todos os meus carros, e em casa carro com drive-by-wire NÃO ENTRA. O tempo que eu gasto na manutenção, fazendo tudo com o devido cuidado e capricho, seria completamente inviável de ser empregado numa oficina, pois o volume de carros reparados por mes seria ridiculamente baixo, portanto a oficina quebraria.

    Vou expandir um pouco a idéia do RZ: pode colocar a turma do mercado imobiliário nesse joio também. Há muitas construções por aí que, se voce fizer o levantamento de custos, verá que não bate com o preço final. Como isso é possível? Materiais vagabundos, falta de fiscalização, e falcatruas por todo lado.

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  17. Meu carro não pode ter duas coisas controladas (eletro)eletronicamente: direção e freios. Isso eu não admito.

    E se pudesse dispensar o acelerador by wire, também o faria: detesto o atraso de resposta - principalmente no lift-off. Quase todos os dispositivos não conseguem acompanhar o motorista em uma troca de marcha rápida, fazendo o giro subir lá em cima...

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  18. O bussoranga esgotou o assunto, mas quem mexe com automóvel apronta mais dia menos dia, é projetista burro ou desonesto, administrador sem vergonha, concessionário pilantra, jornalistas que andam com carros das fábricas e acabam falando bem apenas inventando um defeitinho bobo, viagens pagas em troca de matérias benvolentes e por aí vai. Foi, é e sempre será um negócio corrupto.
    Todas as biografias contém maracutaias e sem vergonhices, Ford quase indo preso por ter feito maracutaia na venda dos jipes na segunda guerra, Porsche se juntando ao Adolfinho, Renault sendo tão colaboracionista que teve a fabrica confiscada, Ferrari nunca explicando a grana ganha na segunda guerra fazendo o canhão do tanque Tigre, entre outras coisas. O cara passa a guerra e aparece com um carro novinho e V12 ainda por cima, dinheiro dá em árvore em Maranello.
    Estou colocando no meu blog uma série de filmes, A vida secreta de Colin Chapman, o genial fabricante de presuntos.
    No final, se juntou a um ex Vice Presidente Senior da GM, nada menos o cara que inventou o GTO, John Delorean e deram um belo golpe no governo da Irlanda, o Delorean ainda foi pego com alguns quilinhos de pó no aeroporto de LA.
    Depois vou colocar os 15 capítulos da história do Enzo, um filme cheio de mentiras, mas interessante.
    Uma última coisa, eu já vendi para a indústria automobilística, conheço bem o esquema e posso garantir que "tá tudo dominado", os piores estão em cima.

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  19. É isso aí, a verdade é que a indústria automobilística é mundialmente extremamente podre.

    Já vi ao vivo como é o "esquema" de vendas e contratos de fornecimento de peças e módulos. Fiquei simplesmente enojado. Tanto no mercado brasileiro como no norte-americano, o que rola de subornos, álcool e putarias é inimaginável.

    Na verdade isso não é exclusividade da indústria automobilística. Arrisco até a dizer que é um fenômeno generalizado, Afinal, faz parte do modo de vida consumista, onde se valoriza muito o "ter" e pouco o "ser".

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  20. Bussoranga e Zullino

    Generalizar é a forma mais fácil de se cometer um engano.

    Já fiz parte do corpo administrativo da indústria automobilística duas vezes (trabalhava diretamente com o departamento comercial) e acabo de voltar ao mercado imobiliário, depois de um hiato de quase 1 ano.

    Picaretas e maus profissionais estão presentes em todas as categorias. Portanto, tomem cuidado ao generalizar.

    FB

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  21. roberto zulino e bussoranga
    seus fanfarrões
    apresentem provas e fiquem espertos pois há gente que vai processá-los.

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  22. Zullino

    Você sempre tem assuntos polêmicos e interessantes, e parece ser uma pessoa de muito conteúdo. Mas a maneira arrogante como você os defende beira o extremismo.
    Não quero julgar seu caráter nem nada por simples comentários em um blog, nem tenho esse direito. Apenas quero dizer que seria muito mais legal ler o que você escreve se não chegasse "na voadora" todas as vezes.

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  23. Zullino,
    Fiquei interessado nos filmes, posta o link do teu blog.
    Concordo com o Bitu, quando fala: "Picaretas e maus profissionais estão presentes em todas as categorias. Portanto, tomem cuidado ao generalizar."
    kkkk... é uma antítese ou algo assim?
    A natureza do ser humano é ser FDP mesmo, infelizmente! se a gente encanar em moralizar o mundo, nós enlouquecemos, nos tornamos alcoólatras ou algo assim... então eu sigo na filosofia do "faça a coisa certa" e não tento mudar o mundo... se eu não tentei quando era adolescente, não é agora que eu vou começar.

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  24. Ivo Junior03/02/10 10:32

    Sem querer defender, mas desde que utilize componentes mecânicos confiáveis e boa calibração (software) de injeção, qual o problema em usar acelerador eletrônico?

    A FIAT utiliza o motor GM 1.8 8v em vários veículos dela, com acelerador eletrônico, mas a calibração da FIAT é mais precisa e "macia" do que a própria GM utiliza no Corsa 1.8 com acelerador eletrônico.

    Con acelerador eletrônico, é possível economizar combustível (você acelera um computador, ele abre gradualmente a borboleta) e reduzir emissões. Também podem ser inseridas funções adicionais, como o "anti stall", que evita que o motor apague em arrancadas inadequadas (quando se solta a embreagem sem ter rotação suficiente no motor).

    Para quem sabe dirigir, este "anti stall" parece bobagem, mas para a maioria dos usuários que não "dominam o possante" (mesmo com 10 anos de CNH...), isto faz diferença numa saída de semáforo. E a economia de combustível gerada faz a diferença em um tanque, imagine num ano inteiro.

    Quanto aos demais sistemas do veículo, existe tecnologia disponível, tanto "by wire" como "by wireless". Mas por precaução ainda não foram homologados para veículos de rua - somente em teste e carros conceito - pois é difícil controlar a manutenção de sistemas dessa natureza em veículos cujos proprietários sequer realizam a manutenção do veículo, na grande maioria. Caso ocorra falha, a culpa é da montadora (é a foto que sai no jornal), nunca do infeliz (mas não parece ser o caso da Toyota agora).

    E, digamos, quem se sentiria seguro em andar a 100 km/h num carro cuja direção pode dar pane e te jogar na pista contrária? Com o acelerador, pode travar acelerado (o que uma embreagem pode evitar a disparada em carros manuais) ou ir para a lenta (só espero que não seja numa ultrapassagem...), mas de qualquer maneira, passível de jogar para o acostamento, o que não acontece com as aeronaves.

    Abraço.

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  25. Também passei a ser daqueles que prefere acelerador a cabo do que eletrônico, justamente por causa da confiabilidade intrínseca do sistema. Agora, depois do fiasco da Toyota, olho com mais carinho ainda.
    Também facilita os trabalhos do mecânico, pois ele pode acelerar o carro dando uma puxadinha no cabo em vez de ter de ir à cabine ou pedir para que um auxiliar o faça. E, claro, se romper o cabo, o carro vai perdendo velocidade, e não sendo acelerado.

    Há também a questão do tempo de resposta. E não foi por acaso que a Honda preferiu equipar o Civic Si com acelerador de cabo e deixar os outros com eletrônico.
    Ainda sobre questão de consumo, não esqueçamos que a geração anterior do Civic, toda acelerada por cabo, é mais econômica que essa atual acelerada eletronicamente. Tudo bem que há a questão do quão mais pesado ficou esse modelo em apenas uma geração, mas ainda assim é daquelas coisas que me faz ver o quão relativa é essa questão de gastar menos combustível por causa de um acelerador sem conexão mecânica.

    E não duvido que após o problema da Toyota, é capaz de muito fabricante reverter para o acelerador de cabo por conta da maior confiabilidade.

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  26. Ao contrário do que se pensa a generalização é legítima. Ela permite que se tenha um panorama geral das coisas. Evidentemente, todos sabemos que regras tem exceções, mas o que não se pode negar é que a imagem do segmento automobilístico sempre foi lamentável. E o é porque? Simples, empresas são contruídas por pessoas e não por máquinas, a culpa dessa imagem é dos componentes do segmento.
    Não adianta matar o mensageiro.

    Link para os filmes: http://www.rzullino.blogspot.com/

    Amanhã coloco o primeiro capítulo da história do Enzo, será um Direito de Nascer com Albertinho Limonta, Isabel Cristina e mamãe Dolores.

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  27. Ivo Junior03/02/10 15:13

    A questão do acelerador eletrônico não está somente na substituição do cabo mecânico, mas sim na possibilidade de a ECU do veículo determinar qual a abertura exata do corpo de borboleta para determinada situação.

    Quando o acelerador é por cabo mecânico, a borboleta abre proporcionalmente ao comando no pedal. Por exemplo, se o cidadão está com a 5a marcha engatada, a 40 km/h e de repente socar o acelerador no fundo, a borboleta vai abrir toda, mas sabemos que o motor vai demorar para responder e o motor estará admitindo uma massa de ar e combustível maior do que o necessário.

    No sistema de acelerador eletrônico, o potenciômetro do pedal do acelerador iria ler quanto o pedal está pressionado (0 a 100%) e, depois de uns cálculos internos, a ECU iria comandar (frequência de vários ciclos por segundo) a posição da borboleta, para abrir somente o necessário, de forma gradativa e sem trancos. É isso que economiza combustível e reduz emissões, pois ameniza erros grosseiros de usuários inexperientes. Não é mera troca de componentes.

    É uma tendência automotiva, que caminha para uma maior integração dos componentes à ECU. Se fosse ruim, a F1 e outras categorias de ponta do automobilismo - em termos de tecnologia - não adotariam esse sistema (utilizando componentes bons).

    E, se a calibração do motor não estiver boa, tanto a versão com cabo mecânico quanto a "by-wire" terão resultados ruins, o que pode ser corrigido em parte com uma reprogramação do mapa de injeção (com gente que entende, para não prejudicar as emissões e ser pego na vistoria anual).

    Por outro lado, o acelerador eletrônico atrapalha alguns preparadores, pois preferem passar para cabo e ter comando direto da borboleta num kit turbo do que procurar uma maneira de "enganar" a ECU do sistema by-wire. A título de exemplo, é o que muitos deles tem feito com o sistema E-GAS da VW em Gol e Golf 1.6, para instalar kits turbo.

    Tem alguns links que tratam do sistema by-wire:
    http://www2.uol.com.br/bestcars/ct/drive.htm
    http://www.dicasmecanicas.com/2009/08/o-que-drive-by-wire/
    http://en.wikipedia.org/wiki/Drive_by_wire

    Abraço.

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  28. FB,

    Sem dúvida que todas as profissões e mercados possuem picaretas. Mas no caso da indústria automobilística, os picaretas são a regra, os honestos são a exceção. Nunca neguei que eles existem, mas isso não altera a regra.

    Ivo,

    Drive-by-wire é uma imundície, um excremento, algo que nunca deveria ter sido sequer pensado. O motivo é simples: não quero um computador decidindo o quando a borboleta deve ser aberta, isso é obrigação minha saber. Da mesma forma, não quero uma porcaria de uma máquina hidráulica computadorizada decidindo qual marcha será utilizada, isso também é obrigação minha.

    A falta de conhecimento e habilidade ao dirigir não justifica o emprego pesado de automação e controle, e sim maior investimento em educação. Tudo se passa como se a ignorância fosse justificativa para a preguiça (ou seria preguiça como justificativa para ignorância?)

    O sistema eletrônico não sabe das condições de tráfego, não sabe da calibração de suspensão, não sabe o que o motorista quer e precisa, enfim, não sabe PN. Com base em que parâmetros ele vai decidir o quanto abrir a borboleta? Em emissão de poluentes? Faça me o favor! Quem tem que dizer o quanto a borboleta vai abrir é o motorista, não um computador.

    O governo já nos faz esse belíssimo favor de nos tolher a liberdade, e agora até os próprios fabricantes vão fazer isso? Podem ir todos queimar no inferno.

    Diga sim a evolução e a eletrônica embarcada, mas com inteligência.

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  29. Caros amigos acompanho este blog com estusiamo e reverencia as postagens fantásticas e aos comentários dignos e inteligentes de um bom livro. Sou engenheiro e trabalho a 30 anos em desenvolvimento de produtos e ferramentais para auto peças. Discordo de nos nivelar como "picaretas" "projetistas burros", etc. Acordo as 5 horas e enfrento um transito infernal, começo a trabalhar ás 7 horas e só Deus sabe quando vou ir para casa. Lá no trabalho nós temos que respeitar especificações rigorosas até para uma simples arrruela, se errar um décimo de milímetro estou acabado morto! Os carros nacionais seguem a legislação vigente e a concorrencia com nossos amigos do oriente que lubrificam as máquinas de suas fábricas com sangue dos operários. Temos sempre que correr atráz do prejuíso, temos que sempre inovar e rebolar num ritimo frenético de cobranças para as coisas sairem direito Francamente achei na minha insiguinificancia que pderia aprender com os comentários e posts do Auto Entusiastas...lamentavalmente eu estava enganado.

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  30. Nico acima da lei03/02/10 23:19

    Esse pessoal do automobilismo é tudo um bando de tarados e pervertidos sexuais.

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  31. Seus TARADOS!!! kkkkk...
    Como eu disse em outro tópico... vou continuar passando a mão na vizinha... kkkkk...

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  32. Ivo Junior04/02/10 12:16

    Bussoranga, concordo plenamente contigo sobre investir pesado em educação, afinal todos os problemas - e principalmente as soluções - tem origem na educação. Não digo somente em títulos universitários (tem cada Dr. por aí que não vale um centavo), mas num conjunto de conhecimentos que forma a sabedoria. Isto determina a hegemonia de uma nação, quando bem aplicada.

    Mas a cada dia milhares de carros entram em circulação com "motoristas" cada vez menos preparados (nem precisa CNH para comprar um carro) e, pior, cada vez mais GERSONs.

    Logo, as montadoras preferem projetar algo que atenda a imensa maioria de inexperientes, automatizando ao máximo, pois venderão muito mais do que aquele carro que meia dúzia sabe efetivamente utilizar e que "dá trabalho". Veja o exemplo da nova VW Tiguan, que por R$3.500 a mais oferece um sistema de estacionamento 90% autônomo, por mera comodidade (preguiça) do "motorista" que não sabe estacionar. Neste caso, o acelerador eletrônico é essencial.

    Mas se soubermos acelerar direito, o acelerador eletrônico apenas irá reproduzir a posição do pedal, não irá interferir na condução. E repito, acelerador que demora a responder geralmente tem problema de calibração, nem sempre é culpa do sistema mecânico. Geralmente se a calibração está ruim, será ruim com cabo mecânico ou cabo eletrônico (by wire). É mais questão de software do que hardware.

    Foi assim com as aeronaves Airbus: identificaram os parâmetros de voo ideais (baseados em dados reais de pilotos experientes e simulações), os quais foram inseridos nos computadores da aeronave. Quando alguém quiser fazer uma manobra grosseira, a ECU "filtra" isso corrigindo o movimento dos atuadores (ailerons, leme, flaps, spoilers, etc.). Mas foi programado por humanos, pode apresentar erros, apesar da redundância ativa dos sistemas e das atualizações recebidas. Num veículo o sistema é bem mais simples, mas também passível de erros, apesar de utilizarem geralmente componentes OEM.

    Se preferir um veículo com acelerador de cabo mecânico, ainda tem várias opções nacionais, mas receio que em breve seja adotado por todos os fabricantes, como aconteceu com o sistema flex. Digo isso porque ele proporciona economia de combustível para 90% dos motoristas, então é um bom argumento de venda. Na linguagem Gerson, "é mais vantagem".

    Abraço.

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  33. EGO,
    O fato de se esforçar não garante nada. So what?
    Somos julgados pelos resultados e não pelo esfôrço e os resultados da indústria nacional são ruins para os consumidores. Se carro nacional fosse bom, o pessoal não sairia comprando os primeiros importados que aparecem.
    A culpa também é da imprensa. Estou para ver quem será o Jeremy Clarkson brasileiro. Acho que não teremos, é preciso independência para fazer um programa como o Top Gear da BBC. A maioria vive de favorzinhos das montadoras, é um carrinho aqui, uma assessoriazinha de imprensa acolá, uma viagenzinha alhures e outra e nenhures e vamos na babação de ôvo.
    Essa é uma história recorrente na nossa indústria useira e vezeira em fabricar porcarias como Simcas, Opalas, Darts, Santanas, Aero Willys etc., tranqueiras rejeitadas nas matrizes e vendidas aos incautos nacionais.

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  34. Ola Bob

    Belo post ! abraço, Fernando Gennaro

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  35. Zullino.
    Acho que andar nesta cadeira elétrica da sua foto anda fazendo seu sangue esquentar alem do normal, lembre-se que o autor deste post trabalhou em montadoras e tambem em autorizada VW!

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  36. Zullino.
    Acho que andar nesta cadeira elétrica da sua foto anda fazendo seu sangue esquentar alem do normal, lembre-se que o autor deste post trabalhou em montadoras e tambem em autorizada VW!

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  37. Pode ter trabalhado em montadoras e autorizadas VW, o que para mim não recomenda nada, autorizada não tem mecânico, tem trocador de peça e montadora tem passador de desenho a limpo e tradutor.

    A minha cadeira elétrica foi construída aqui em casa mesmo e é campeã de velocidade no asfalto de 2003, o que também não recomenda nada, mas pelo menos atingiu o objetivo a que se propõe, é apenas um carro de corrida de sucesso.

    Aguardemos o Jeremy Clarkson tupiniquim.

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