O FIESTA 100


Novembro de 2002

Minha irmã acaba de completar 18 anos e, como toda jovem de sua idade, resolve habilitar-se para conduzir um automóvel. A menina está bem longe de ser uma entusiasta, mas passa no primeiro exame, para orgulho da família. Com a CNH em mãos, resolve agora adquirir um automóvel.

Estudante do primeiro ano de odontologia na Unicamp, precisa de um carro pequeno, barato e econômico. A verba do "paitrocínio" é pequena, nossas finanças não permitem a aquisição de um carro novo. Mas vamos em busca de um semi-novo.

O pai corre de um lado, a mãe do outro, sempre acompanhando a neófita na procura. Eu, por pura falta de tempo, não posso ajudar. Estava viajando a trabalho quando a mana me liga, anunciando a compra de um Fiesta "Rocam", "super-novo", do ano anterior, por um valor "muito bom".

Por ironia do destino, naquela época eu era consultor técnico da "Fiesta HP" (hoje Ford HP), uma página de entusiastas dos produtos Ford, criada pelo meu amigo Mark Lawrence Smith. Conhecia bem o carro, mas não gostava dele pela desagradável experiência que tive com os (fraquíssimos) motores Endura e o diminuto espaço interno, nada recomendado para os meus 2 metros de altura.


Um grande amigo teve dois deles (além de uma Courier 1.3) e vivia comentando sobre o ótimo comportamento dinâmico do carro. Realmente, a pouca experiência que tive com eles permitiu concluir que o carro oferecia uma base capaz de ir muito além do que o motor permitia explorar. Mas até 2001 eu não havia ainda colocado as mãos em um Fiesta com o tão falado motor Rocam, cujas qualidades eram alardeadas aos quatro cantos por dois irmãos cariocas.

Os dois eram usuários do forum de discussões da Fiesta HP e já iniciavam as primeiras investidas nos autódromos cariocas, primeiro com um Mondeo e depois com Fiestas. Um deles abusou tanto dos Fiestas que chegou a capotar dois deles, o que deixava todo mundo realmente assustado, considerando o bom comportamento dinâmico do carro. O carioca realmente andava rápido.


Mas nada disso interessava a minha irmã. Cheguei da viagem e vi o Fiestinha parado na garagem, vermelho, com rodas de liga leve aro 14, montadas com pneus Toyo 185/60. Um Fiesta "super novo", por um valor "muito bom", mas as rodas indicavam um carro já molestado, para meu desespero.

A mana logo trouxe a chave do carro para que eu fizesse uma inspeção minuciosa: a manopla do câmbio também não era original. Dei a partida e um ronco grave surgiu: um abafador "JK" havia sido instalado. Mas instalado mesmo era o meu desespero, pois minha irmã tinha acabado de comprar um "carro de moleque".

Um carro basicão: sem pintura nos pára-choques, sem direção hidráulica, sem ar-condicionado, sem ar-quente, sem travas elétricas, sem vidros elétricos, sem espelhos elétricos, sem rádio, sem desembaçador no vidro traseiro. O maior luxo era o acendedor de cigarros! Ficava difícil entender o significado da sigla GL na traseira: o que deveria significar "Gran Luxo" na verdade significa "Get Less", pelo menos no caso desse carro. Faltava tanta coisa que logo apelidei o carro de Fiesta 100 ("100 nada" ou "100 vergonha").

O hodômetro marcava apenas 8.000 km. Saímos para dar uma volta, com aquele abafador desgraçado fazendo um barulho ensurdecedor. "Muita flatulência para pouca m****", como costuma dizer um grande amigo quando se depara com carros e motos que só fazem barulho.

Primeira volta no quarteirão: o tal do Rocam é espertinho para um motor de apenas 1 litro. Na verdade, ele parece andar mais do que os antigos Fiesta com o famigerado Endura 1.3, sensação confirmada mais tarde pelos irmãos cariocas. 65 cavalinhos, mas com boa força em baixas rotações.

O tal do Rocam começa a empolgar: quando percebo, já estou dobrando esquinas em alta velocidade, aproveitando tudo o que o motorzinho permite. Minha irmã protesta, grita e xinga, mas uma surdez momentânea toma conta de mim. Nem mesmo os socos que ela me dá são capazes de conter o meu entusiasmo. O carrinho era realmente divertido e logo passei a entender os irmãos cariocas.

Paro em um cruzamento e logo percebo um farol alto atrás de mim. Inconformado com a falta de educação do "cidadão do carro de trás", saio cantando pneus, levando o conta-giros (que não existe) até a redline, emendando uma cantada de pneu em segunda marcha. Uma sirene toca e de repente um motor Vortec 4.3 V6 acelera ao meu lado: o tal do farol alto era de uma Blazer da Polícia Militar.

Tomo uma reprimenda violenta de um dos policiais, que perguntou qual era o motivo de estar barbarizando o carro daquele jeito. Eu, com a maior cara de pau do mundo, mas cheio de sinceridade, respondo: "Foi um breve momento de empolgação, seu guarda!". O policial responde: "Empolgação em um carro "mil"... Mas você é mesmo muito cara de pau rapaz!"

Fácil compreender o policial: de empolgante a Blazer tinha apenas o motor, era exatamente o oposto do Fiesta 100. Volto para casa com a irmã brava, ainda xingando, desta vez pela bronca que levamos da polícia. Devolvo o carro na garagem e no dia seguinte dou um jeito de trocar o abafador escandaloso por um original. Logo depois me despeço da minha irmã, que parte levando o Fiesta 100 para Piracicaba.


Julho de 2009

Minha irmã formou-se em odontologia pela Unicamp em 2005 e, por ter sido a melhor aluna da classe, ganhou uma bolsa mérito para o mestrado. Ao concluir o mestrado em 2008, novamente foi a melhor aluna e ganhou outra bolsa mérito para o doutorado em Manchester.

Durante todo esse tempo, o Fiesta 100 foi o parceiro inseparável dela. Antes de embarcar para o Velho Mundo, a mana (já com certas noções entusiásticas) pede que eu venda o carro, pois "mesmo com dor no coração, sei que um carro parado dá mais despesa do que andando".

Ela embarca e o carro fica lá, jogado na garagem, como se fosse um chinelo velho. Quase dois meses se passam e eu, mesmo sem tempo, resolvo buscá-lo em Piracicaba nesse feriado de 7 de setembro.

Olho na garagem e vejo que o carro pouco mudou nesses anos todos: alguns adesivos da Unicamp e uns ralados nos pára-choques pretos, mais nada. Ela nunca colocou sequer um rádio no carro, que servia apenas para o deslocamento entre sua casa e a universidade. As rodas de aro 14 se foram e em seu lugar vieram outras menores, de aro 13, com pneus Yokohama mais finos, 175/70. A mana disse que com eles ficou muito mais fácil esterçar o carro e não perdeu nada em estabilidade. Faz todo sentido.

Saio da garagem e percebo que o carrinho continua divertido. Paro no posto mais próximo e encho o tanque, calibro os pneus e verifico o nível do óleo lubrificante. Tudo em ordem, é hora de partir: bato o olho no hodômetro, que marca apenas 39.500 km. De fato, uma baixa quilometragem para um carro com 8 anos nas costas.

Pego a SP-304, maneirando nos 110 km/h, para logo em seguida entrar na péssima SP-308, que apesar de ruim ainda permite alguns abusos em suas intermináveis retas. Caminho livre depois de Capivari, estico a terceira marcha até os 110 km/h e logo depois a quarta, onde os 65 cavalos se mostram presentes a 140 km/h. Engato uma quinta, mas falta motor e reta para descobrir onde é que ela vai estancar. Em linha reta, destaque para a ótima estabilidade direcional do carro, que está alinhadinho e muito bem balanceado.

Sossego um pouco, graças a alguns caminhões chatos. A viagem começa a se tornar monótona, até pela falta de um sistema de som. Mal posso esperar pela SP-300, que apesar de infestada de radares vai permitir que eu me livre dos caminhões. Falta motor para tentar uma ultrapassagem segura, então o negócio é mesmo ter paciência.

Entro na SP-300 e corto a cidade de Itu. As costas começam a reclamar da posição incômoda, bem como meu joelho direito. Definitivamente, para um motorista da minha estatura, o carro mais parece um mini-bugue. Ou lata de sardinhas, como preferir.

Saio de Itu, continuando a viagem pela SP-300. O carro mantém bem os 120 km/h, mesmo nas subidas. Falta o conta-giros para conferir a rotação, mas o carro é bem silencioso e o câmbio me parece bem escalonado para a estrada. Em questão de minutos chego ao meu proving ground particular: a SP-312, mais conhecida como "Estrada dos Romeiros".


Para quem não conhece, são 75 km sinuosos e entusiásticos, com algumas poucas lombadas irritantes nas áreas de maior concentração humana e cerca de 20 pontes estreitas, que pedem um cuidado especial. Para quem gosta de dirigir, é o caminho mais divertido entre Itu e São Paulo, cortando belos cenários entre Cabreúva, Pirapora do Bom Jesus e Santana de Parnaíba.

Já íntimo do "Fiesta 100", começo o percurso dando uma estilingada no primeiro trecho da estrada. O Rocamzinho de 1 litro urra em seu ritmo próprio, engolindo as marchas com muita disposição. O trecho sinuoso começa e logo aparece a primeira ponte, pedindo atenção redobrada.


Curvas cegas, asfalto em razoável estado. O carro aos poucos mostra que está em seu hábitat natural: sua agilidade permite contornar o traçado sempre no limite da aderência, com respostas imediatas a qualquer comando. A falta da barra estabilizadora dianteira não compromete a rolagem da carroceria e o carro é bem neutro, mas pede para ser provocado: o sobre-esterço se mostra presente ao aliviar o acelerador, para deleite de quem sabe apreciar esta característica.

A direção sem assistência não é leve nem pesada, apenas tem o peso correto. Também não é rápida nem lenta, tem respostas ideais, muito comunicativa. Os freios possuem discos que, apesar de pequenos e sólidos, dão conta do recado: têm boa modulação e não sofrem fading em hipótese alguma, nem mesmo nas alicatadas mais fortes.

A embreagem é hidráulica, leve, de curso curto e difícil modulação, ao meu ver um requinte dispensável em um carro tão pequeno e leve. Poderia muito bem utilizar o bom e velho cabo de aço, mas aos poucos se pega o jeito da pisada. O câmbio tem engates curtos, precisos e justos, com comando por varão, com deliciosos "clec-clecs" que ainda podem ser vistos na Courier atual. É só elogios.

Em contato direto com o solo, os pneus Yokohama A-Drive fazem um excelente trabalho. Vez ou outra querem sair do chão, mas o excelente acerto de suspensão do carro não deixa, tampouco a rigidez torcional do carro. Esta última explica onde estão os cerca de 50 kg a mais (em média) que o Fiesta tinha sobre os compactos contemporâneos, como Corsa, Gol e Palio. É realmente incrível como o conjunto é bem acertado, exigindo muito pouco dos pneus, que dificilmente iniciam uma cantoria.


Entre Cabreúva e Pirapora do Bom Jesus estão alguns dos trechos mais bonitos, com corredores de árvores, muitos aclives e declives. Depois de chegar a Pirapora do Bom Jesus é que começa o trecho mais rock'n'roll, com algumas boas curvas de média velocidade, até Santana de Parnaíba. De lá para Barueri mais alguns trechos rápidos, mas que também pedem atenção. Quem conhece bem a estrada sabe que é possível até mesmo cometer alguns abusos, com grande margem de segurança.

Depois de muita diversão, chego a São Paulo. Encosto o Fiesta 100 na garagem e no dia seguinte vou com ele ao trabalho. Hoje também fui. Sei que eu deveria anunciar o carro e comprar aqueles adesivos de "Vende-se" para colocar nos vidros, mas estou com uma preguiça inexplicável. Pode ser que eu consiga mesmo vender o carro e aí terei de usar o outro carro que está na garagem, com direção hidráulica, ar-condicionado, vidros elétricos... Dez vezes mais confortável, mas infinitamente menos divertido.

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Nota: o tráfego na SP-312 costuma ser baixo, mas evite-a em feriados (principalmente religiosos). O tráfego aumenta muito, com procissões, grupos de ciclistas e muitos motociclistas irresponsáveis.

67 comentários :

  1. os brutos tambéma ama...e tu não andou no antigo 1,4 16V, o cão chupando manga...

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  2. Clésio Luiz09/09/09 19:05

    A Ford do final dos anos 90 pra cá vem lançando carros muitos bons em termos de dirigibilidade. Esse Fiesta que você usou ficaria uma delícia com motor 1,6L. O Ka com o 1,6 é quase pornográfico.

    Ainda compro o meu Focus pré-depenação 2001/2002.

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  3. Passou um filme na minha cabeça... maravilha. Me lembrou os tempos de Ka 1.6, e que ninguém acreditava em mim quando falava que o carro era pura diversão...

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  4. gostei do seu relato felipe... realmente é muito divertida a tocada do fiesta.. divertida e segura.

    grande abraço!

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  5. Só faltou dizer qual é o carro "monótono" do dia a dia! Parabéns pelo texto!

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  6. Raphael Hagi

    Se eu contar perde a graça. É um carro com o dobro da potência e nem por isso diverte mais.

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  7. Junior VAMODOIDO09/09/09 22:10

    Bela sugestão pra curtir com nosso amigo motorizado..


    Raphael Hagi
    Belas rodas hein.. Estava procurando um jogo desses pro meu Chevette...

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  8. Bitu,
    belo relato de um carro fantástico, o pequeno e antigo Fiesta. Só quem já usou um em diversas condições sabe o quanto é prazeroso. Tive um desses alugado, e quando a locadora pegou de volta e me deu um Clio e depois um Palio, esbravejei até me devolverem o Fiesta com 25 mil km, já velho para locação. Os outros dois não tinham nem 10 mil km e eram desagradáveis em quase tudo.

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  9. Se medir o consumo dele a decepção será enorme,o ajuste na centralina não é o correto para consumos , além do mais é só espetar um a/c nele que acabou a alegria , se o amigo andar num peugeot 106 a eficiencia é muito maior , comprei um cocolhão desses para a minha filha, 95, com mais de 100.000km ,XN, feio de dar dó,hehehehe,mas o sacana anda muito bem e consegue fazer 15 na cidade sem muito esforço ,na estrada emprestado para cunhado ( não recomendo,haha) fez 18 indo p/ Araruama e de chão tb é muito bom, mas o chão do Fiesta é melhor ....aluguei um Ka de Recife para João Pessoa , de pé embaixo e com a/c ligado estancava nos 150 de reta e fez 10km/l , decepcionante , um Xsara anda mais e gasta menos que ele, mas o Ka 1.6 é fantástico,um kart , mas é bem arisco, qdo a traseira escorrega vai de vez, se não estiver ligado a rodada é certa,hehehehe....Mas aturar a falta de peças de carros da linha Ford não é para mim, em 5 dias tenho peças Mercedes na minha mão, levei 12 dias esperando um calço de motor do Fiesta 1.0 modelo novo, piada bem sem graça...

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  10. Vai vender mesmo ? Tem certeza ? xD
    Quem sabe a sua irmã não faz um preço camarada por você ser da família...e taí mais um "fun car" pra mexer nos fds e etc. xD

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  11. Juvenal

    65 cavalos quando bem usados dão um sorriso no rosto de qualquer um. O que mais impressiona no carro é o fato dele ser extremamente confortável e bem isolado, mas sem ser filtrado em excesso, o único defeito é a queda de roda quando se passa mais rápido em lombadas, falta um batentezinho de retorno ali, a pancada é bem seca.

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  12. Maluhyl

    Pela baixa Km pouca coisa foi trocada nesse carro. Creio eu que até os amortecedores são originais, não sei ao certo.

    Quanto ao consumo, não me preocupo com ele não. Nem sei quantos litros cabem no tanque, mas vim de pé embaixo, cerca de 190Km e foi-se apenas 1/4 de tanque.

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  13. Meu pai (nada entusiasta) possui um Courier 05 com aquelas caixinhas para transformar para flex. Diz ele que enquanto este carro não ser muita dor de cabeça, não o venderá. Com seus mais de 160.000 km, a única coisa que meu pai fez foi trocar o motor de partida (cozido por não usar gasolina para partida a frio antigamente) e a bomba de gasolina que hoje é uma preparada para bombear cachaça, além das habituais manutenções periódicas (óleo a cada 7k/8k km, filtros, pneus...). Incrível como aquele vetor automotivo é resistente. Dinamicamente nunca testei pois é um utilitário. Carregada nunca me deu sustos, ao menos.

    Uma coisa notável nela é a economia. Mesmo com aquela "caixinha mágica", ela faz até 10,3 km/l de cachaça na Castello Branco na média de 100/120 km/h. Creio que está bom para um carro adaptado. Imagino se ela tivesse ponto e taxa mais condizentes para o combustível vegetal.

    Quanto a estrada dos romeiros, ela é excelente para curtir a paisagem, passear e abusar com responsa, suas curvas.

    PS: Bitu! Eu sou um dos "irresponsáveis" de moto que perambula por ela, vez ou outra... *rs* Não tão irresponsável pois amo meu "couro" e aquela estrada muitas vezes fica com asfalto úmido onde as árvores tendem a cobrir a pista.

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  14. Jonas Torres09/09/09 22:31

    Cada vez que vejo um carro "semi-novo" desconfigurado pelo seu dono como este, percebo ainda mais que carro usado não serve para mim.

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  15. Rodrigo

    Sem condições: eu simplesmente não caibo dentro do carro. Cheguei em São Paulo bem quebrado, masoquismo tem limite.

    O carro é confortável, mas para pessoas normais. Não recomendo para ninguém com mais de 1m80 de altura.

    Está na hora do carro fazer a alegria de outro entusiasta, infelizmente.

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  16. Muito bacana e entusiástico o texto! Conheço essa estradinha que liga Itu a São Paulo. Para quem gosta de curvas, é um prato cheio, dá para se divertir muito.

    Também faço parte da "turma" que se rendeu aos encantos dos motores 1-litro modernos. O Rocam 1-litro da Ford impressiona pela elasticidade e ótima disposição para giros altos, mesmo sendo apenas um 8-válvulas. O Ka que uso no dia-a-dia (modelo novo) tem embreagem hidráulica e a progressividade é muito boa, aliado ao câmbio bem escalonado e de engates precisos, sem aquela "hesitação" um tanto comum nos carros com disposição transversal do conjunto motriz.

    Confesso que atualmente fico em dúvida entre qual carro me dá mais prazer ao volante: meu Caravan velho de guerra e "cheio de histórias" ou o pequeno notável Ka 1-litro. Na verdade, cada um proporciona um prazer diferente ao volante.

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  18. Chiavaloni

    Quanto ao comportamento dinâmico da Courier com a caçamba vazia, pergunte ao Bob o que ele acha. Eu considero simplesmente fantástica.

    Tive a infeliz idéia de passar na SP-312 no feriado de Corpus Christi.

    Saindo de Pirapora do Bom Jesus (sentido Itu), andando nela com calma, devagar, curtindo a paisagem, centenas (isso mesmo, centenas) de motocicistas vinham em sentido contrário.

    Numa dessas curvas cegas um motociclista simplesmente não conseguiu fazer a curva e passou reto, vindo parar no meu acostamento. Não acertei o infeliz por muito pouco, foi mesmo muita sorte.

    Por isso não recomendo o tráfego em feriados, principalmente os religiosos: procissões e "pagadores de promessas" são bem comuns, a estrada fica muito movimentada.

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  19. Legal Bitu,

    Sempre é bom relembrar, ainda mais a tão famigerada Courier 1.3, que de motor não tinha nada mas de estabilidade (somada as rodas 15"x7" e pneus yokohama)era o terror. Alias boa de curva e alta em relação ao solo (lembrando q o carter fica escondido sobre as bandejas da suspenção). Adorava dar saltos sobre as lombadas quando aqueles mais endinherados com seus carros turbos me ultrapassavam. Era o terror parecia um boeing taxiando com os piscas ligados hauhauhauh.
    Mas terror mesmo era as rodas Orbitais que vieram no Fiesta do nosso colega acima que nos escreve ...

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  20. Mas esse PUG 106 ta muito gastão... O meu, um 106 Selection 2001 fazia 17 na cidade e incríveis 26 na estrada!! Um camelinho!! Mas a falta de peças e o seguro caríssimo me fizeram desistir de manter... Mas eu amei ele demais!! E nao chegava nem a 60 cavalos... Divertidinho, levinho, espertinho...

    Bitu, eu nao consigo te imaginar dentro do meu ex-besouro... Simplesmente nao cabe!! Era do tamanho certinho pra mim, uma semi-anã!!

    Hj tenho um Ka, mas não é a mesma coisa... O 106 parecia q me vestia... Ea como usar uma roupa confortável, feita pra ti... Saudade... :)

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  21. Anônimo (David)

    Aquela Courier 1.3 marcou época em curvas famosas da cidade: avenida Pery Ronchetti, você era um dos poucos que fazia a curva a 140 km/h sem cair dentro do rio. Ê tempo bom que não volta mais...

    Eu fico imaginando essa Courier ali na curva do Mahoney (acesso da Anchieta no Km 20, sentido São Paulo). Se chama curva do Mahoney pelo fato dele ter ido parar no barranco. De Saveiro...

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  22. Amanda

    O meu recorde é um Puma GTE, com as pernas dobradas e os joelhos quase batendo no teto. Foram os 5 Km mais longos da minha vida, se eu respirasse fundo a porta abria.

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  23. olha, meu amigo tinha um fiestinha 1.6 ou 1.4 16V que ele dizia que era o demo encarnado, mas como na época eu tinha um Gol GTS 89 véio de guerra eu nem dava bola, damos umas largadas e não teve pro fiestinha, agora vc vem e me diz tudo isso aí, me quebrou as pernas, fiquei com vontade de dirigir um, embora na época nunca tive a chance de dirigí-lo, "Falta motor para tentar uma ultrapassagem segura"
    é a coisa que mais detesto num carro principalmente em estradas, ficar atrás de caminhões e/ou do lado esquerdo não é comigo, e a falta de contagiro tbm me irrita um pouco. mas dizer que o único acessório de luxo é o acendedor foi o máximo huahuahuauh.

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  24. Qualquer dia tentarei empurrar a "Courriola" um pouco mais próximo do seu limite, só para sentir isso. Vejamos.

    Não é um carro que me empolga. Mas eu teria um vetor desses (Ka ou Fiesta) como veículo para uso diário, desde que não fosse "100", como também é a "Courriola" do véio...

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  25. Felipe, sei bem o que você quer dizer.

    Meu Chevette DL foi todo restaurado por mim há um ano aproximadamente, e é muito prazeroso acelerar seus módicos 73cv. Apesar de adorar dirigir o Omega 4.1, o Chevette continua sendo meu xodó maior.

    Tenho um amigo não-entusiasta que me critica duramente toda vez que digo que, dirigir o Chevette, é uma ótima experiência. Ele chegou a aposta que, depois do Omega, ia me negar a dirigir o Chevette.

    Mas, no mínimo uma vez por semana saímos para passear na lagoa da Pampulha, sinuosa orla. Fora as diversas vezes que já "viajei" de BH até metade do caminho de SP e trevo de Ouro Preto, pela simples satisfação proporcionada pelo carrinho.

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  26. De uma coisa o Bitu não pode reclamar: o Fiesta "100" tem termômetro no painel e não apenas uma luz espia indicadora de junta de cabeçote queimada.

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  27. FB,
    Manda um abraço meu pro MLS. Faz muuuuito tempo que não vejo esse cara, acabei perdendo o contato.
    Já andei lá em JPA com os irmãos rocam. Os caras são, digamos, beeem xiitas. :-)
    Se eles perguntarem quem sou, diga que sou o cara do Corcel 74 vermelho. "75hp" de puuura emoção.
    Aliás, esse negócio de carro underpowered é engraçado. Já tive alguns carros realmente interessantes, passando por Vectras e Omega, mas absolutamente nenhum deles me diverte como o Corcel. Os seguranças da USP certamente se lembra muuuuito bem dele (e suas peripécias, hehe).
    []'s

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  28. Mister Fórmula Finesse10/09/09 08:52

    Ótimo texto Felipe, como é possível escrever e ter grandes momentos com carros absolutamente "normais" que a maioria na verdade nem suspeita das suas reais possibilidades.

    Acho que todos aqui entenderam muito bem o nível de diversão que alguns carrinhos podem proporcionar aos seus donos.

    Meu segundo carro - para trabalho - é um Uno Fire 2005 que pesa segundo o manual meros 785 kg com todos os reservatórios cheios, um verdadeiro peso pena equipado com os mesmos Yokohama A-Drive um tanto mais largos. O carro é simplesmente muito honesto apesar de não chegar aos 60 cavalos, ele simplesmente devora todo tipo de estrada com um tipo de ousadia difícil pensar em um prosaico motor 1.0.

    Ele não têm a plataforma que conheço bem dos Fiestas antigos, muito menos a sua excelente caixa de marchas que exige movimentos mínimos do braço - principalmente de segunda para terceira, uma delícia - mas é divertido e ousado se guiado com empenho, a saída de traseira só acontecerá com pneus mais gastos atrás e com excesso de comando ao volante no asfalto molhado, mas na terra é lindamente controlável para transformar largura em comprimento nas entradas de curvas conhecidas após algum treino, e sem precisar recorrer a velocidades terminais.

    Por esse comportamento irriquieto eu o chamo de "Little Bastard", pois seu diminutivo motor parece pedir sempre mais rotações e o carro todo grita por mais diversão. Claro que só não espero ter o destino do Bastard original...rs.

    É muitas vezes minha fonte de desafogo em relação a algum stress, basta pegar aquela estrada particular conhecida e vazia e fazer um controlado "time attack" sem na verdade precisar roçar os verdadeiros limites.

    Parabêns pelo texto, eu vi o meu próprio entusiasmo espelhado ali.

    P.s: se dirigir os fiestas novos com o mesmo motor verá que muito, mas muito se perdeu em termos de comportamento em virtude principalmente da obesidade adquirida.

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  29. Belo texto B2.

    Pelo menos alguém da família Bitu tem sangue azul. Nota-se pela incrível inteligência da moça.

    Mas no fundo, após várias camadas de BMW, VW e Toyota, sei que vc é fordeiro tb.

    Abraços.

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  30. Fala Bitu,

    O problema da Romeiros em dia de feriado são... os romeiros... rsrs

    Ando bastante de moto ali com alguns amigos e, tirando o asfalto molhado nos trechos com muitas árvores, o maior perigo são as bostas de cavalos pelo caminho em dias de ou pós romarias.

    Imagina de moto pegar na entrada ou na saída de uma curva aquela bosta ainda fresca... Por isso não culpo o cara ter atravessado na sua frente... ou é chão ou mato.

    Tem amigo que já tem escritura de um trecho... rsrsrs

    Quanto ao carro, tenho o novo Ka 1.0 e digo que é um dos melhores carros que já tive para curvas e, olha, já tive uma Ipanema com amortecedores preparados e com a opção de "calibragem" da traseira.

    O Bob testou uma e sabe muito bem como é forte de curva, fora o GM 1.8 família II que, diferente do Família I, nunca teve medo de giros mais altos.

    A maior diferença que sinto entre os dois é nas curvas de alta. Não tenho muita segurança no Ka, não que ele tenha me dado algum susto, mas fica aquela sensação de que o forte dele são as de baixa e média. Já a Ipanema vinha pregada nas curvas de alta e era pouca coisa mais lenta nas de baixa, que o diga o trecho entre Boiçucanga e Maresias.

    No consumo, o Ka faz 10/1 e 11/1 no álcool (cidade/estrada) e a ipanema fazia 10/1 e 14/1 na gasolina (respectivamente), no modo passeio.

    No modo descabelando (rs), tanto um como o outro beiram os 7 km/l, um no álcool outro na gasolina.

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  31. Muito bom o texto.

    Mas Fiesta com rodas orbitral não dá.

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  32. Felipe,

    O mais legal do texto, na minha opiniao, foram as conquistas da sua irma!

    Todos os parabens para ela que parece ser muito focada e esforcada.

    Vejo que o mundo e realmente feito de minorias e ela com certeza faz parte do circulo das minorias.

    Como ela, sei como e migrar para outro pais e ter o espirito de ser melhor que os outros.

    Parece que a juventude de hoje nao esta nem ai com nada. E super bacana ler sobre uma pessoa que tem bastante brio e e uma conquistadora.

    Os jovens Americanos, para voce ter ideia, nao querem fazer nada. Ai entao veem os Europeus, Chineses, Indianos se esforcam ate nao poderem mais para se tornarem lideres na sua area. Enquanto isso os jovens Americanos tem que perguntar aos clientes do seu trabalho: "Do you want fries with that?".

    Grande abraco a voces!

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  33. HEHE o mark é muito gente boa ! legal !

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  34. Carlos Eduardo10/09/09 21:23

    Meu próximo carro com certeza vai ser um Fiesta mk5 1.6 ou um Ka 1.6

    Sempre ouvi falar tão bem sobre o acerto de susp. desses 2 carros que eu já decidi que vou ter um deles.

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  35. Rodrigo Laranjo10/09/09 21:29

    FB,

    Porque esse preconceito contra carros com rodas não originais?

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  36. Bussoranga

    Minha esposa tinha um Corcel 83, herdado do avô, que era único dono.

    Tinha uma tocada esquisita demais. Nada entusiástico, mas era realmente gostoso passear com o carro em noites de verão, com aqueles vidros enormes abertos.

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  37. Mister Fórmula Finesse

    Passei o ano novo de 2002 em Águas de Lindóia. Éramos dois casais a bordo de um Mille com motor Fiasa, que o amigo tomou emprestado do pai.

    O amigo, nada entusiasta, dizia que o carro era uma merda. Foi então que eu me ofereci para guiar o carro na ida e na volta.

    Posso lhe garantir que todos a bordo se divertiram um bocado. Adoro aquela estrada, é outra que pede uma tocada especial, tanto pela paisagem quanto pelas curvas.

    Tenho predileção especial pelo Mille, me sinto bem a vontade nele, carro com ótimo aproveitamento de espaço.

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  38. Luizinho

    Beirando os 30 anos de idade, posso lhe afirmar que hoje não tenho uma "marca do coração". Já dirigi tanta coisa boa que não dá para eleger uma marca e condenar outra.

    Gosto mesmo é de bons carros. Marca e origem é o que menos importa para mim.

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  39. Sergio

    O meu cardiologista (o responsável pela manutenção do motor do meu carro) leu o texto hoje e disse que quase se matou ali várias vezes, sempre de moto. Olhou para o Fiesta 100 na porta de sua oficina, ficou imaginando a estrada e já queria espetar um turbo no bicho, vê se pode.

    Também gosto muito de suspensões preparadas. Utilizei um setup especial no meu carro durante vários anos, aquela coisa maluca de ganhar hérnia de disco e ter as obturações saltando da boca, de tão duro. De deitar embaixo do carro no alinhamento e ir alterando alguns valores na Beissbarth de um amigo meu em São Bernardo que é o mago do alinhamento.

    Mas valia a pena pelo resultado. Esse trecho que você citou entre Boiçucanga e Maresias é fantástico. Sempre que eu voltava de Barequeçaba eu fazia questão de pegar a Rio-Santos, é outra estrada entusiástica.

    Outro caminho que os não entusiastas nunca entendem é voltar de Piracicaba pela Anhanguera, que tem umas curvas de alta maravilhosas (e cegas). Uma pena estar infestada de radares.

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  40. Scheidecker

    Fato. A molecada hoje está pouco ligando para responsabilidades.

    Ontem ela me ligou e disse que os programas de TV favoritos são "Top Gear" e "Fifth Gear".

    Falou pra mim que finalmente está entendendo como é bom essa coisa de ser entusiasta. Acredito em em pouco tempo ela fará uma visita a Hethel, Filton, Dartford...

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  41. Rodrigo Laranjo

    Preconceito nenhum. O Fiesta 100 usa um jogo de rodinhas aro 13 Ford bem bonitinhas. Cada coisa no seu lugar.

    O que não dá para entender é um sujeito se dar ao trabalho de arrancar os prisioneiros de roda de um Ford e mandar um torneiro fazer uma furação 4x100 para colocar rodas horríveis.

    No mesmo mês da aquisição do carro eu comprei um jogo de prisioneiros e as rodas originais de aço do Fiesta do Mark Smith. Aos poucos eu "desmolestei" o carro.

    Você já leu "Memórias de um Fusca", do Orígenes Lessa? Recomendo a leitura. Pode apostar que o Fiesta hoje se sente como o tal Fusca do livro. O primeiro proprietário do Fiesta devia se chamar Genésio...

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  42. Acho cada vez mais fantástico este blog, seja pela "boa prosa" dos criadores e dos colaboradores, seja pela incrivel capacidade de descrever esta sensação maravilhosa que é dirigir ou ate mesmo "pilotar"...

    grande abraço a todos

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  43. Nunca notei preoconceito sobre rodas, acho que o que sempre é destacado são as mudanças de aro sem necessidade prática.

    Pessoalmente, quase sempre prefiro as mudanças de roda de liga leve originais. Meu Chevette mesmo, foi um problema conseguir as rodas de liga originais do Chevette DL... mas quem procura acha. Resultado: Nada de espaçadores ou gambiarrar similares.

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  44. Raphael Hagi

    Não consigo lembrar quantos jogos de rodas comprei simplesmente passeando por aí. Borracharias e lojinhas pequenas de rodas e pneus vez ou outra escondem belas preciosidades.

    No ano passado comprei aquelas rodas "pingo d´água" do Gol GTS/GTI do final dos anos 80. Achei um jogo legal, íntegras, precisando de uma pequena perfumaria para ficarem novas.

    As BBS aro 14 dos últimos Gol GTS, tenho dois jogos guardados. Estão cada vez mais raras.

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  45. Marcelo MM11/09/09 03:59

    Belíssima história companheiro, o maior pecado do Fiesta está justamente naquilo que os os olhos veêm, ou seja o seu design.
    Não que seja feio, mas não agradou o público, que prefere algo mais "belo".
    Eu que o diga com o meu Clio 2006, é um carro muito superior tecnicamente, e muito mais acertado de suspensão que o meu antigo, e mais bonito, Corsa 2002 (modelo novo), carro que aliás tinha uma rigidez da carroceria que não fazia a menor cerimônia para me dizer que estava com preguiça, tal seu contorcionismo e rolagem nas curvas.
    Embora de projeto mais atual e moderno, o Corsa perde feio para o Clio em termos mecânicos, uma pena!
    O melhor seria unir ambos........mecânica Renault e carroceria do GM

    Marcelo MM

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  46. Carlos Galto11/09/09 10:18

    Rapaz, que belo post...
    "Conhecí" o Mark no fórum do Carsale e depois na Fiesta HP. Na época eu tinha um XR3 1.8 92 sensacional e um Gol GTI 94 lindo e ordinário. Em sensacional entandam um belo pequeno cupé de luxo... O XR3 nunca teve estrutura de carro esporte, o Gol era muito mais carro.
    Depois disso tive uma Quantum, um Mille 2006, um Tempra HLX 97, que mantenho hoje ao lado de uma Scènic 2006 e agora sou o felicíssimo proprietário de um Fiesta sedan MK5 1.6 2003.
    Apesar das qualidades alardeadas pelo Bitu em relação ao Fiesta pelado 1.0, o 1.6 com todos os equipamentos de conforto não perde em nada em dinâmica para o 1.0 pelado, inclusive com a direção hidráulica rapidíssima. Uma delícia de curvas, muito torque em baixa e gosta de girar alto, acho o 1.6 mais equilibrado até do que o excepcional Zetec 1.8 16v. E faço 11km/l na cidade andando normalmente... O difícil é andar normalmente com o tesão que o carro provoca! E só tenho uns Good Year Eagle NCT185x60-14. Vou colocar uns Yokohama ou uns Bridgestone Potenza.
    Depois do meu antigo Passat Pointer, esse fiestinha é o que meis me proporciona prazer ao volante e, não sei se pelo maior entre-eixos do sedã, não o acho tão apertado pois tenho 1,90m.
    Também adorava o Mille pela leveza e pelo belo motor Fire e uma antiga Marajó, que era um kart na serra que liga os bairros de Grajaú e Jacarepaguá aqui no Rio...

    Hoje, como o Bitu, adoro bons carros sem especificar nenhum fabricante.
    Ah! O Passat Pointer não é um "carro" nessa equação, é alma, prazer puro, memória, testosterona...

    Meu tarja preta, por favor!!!

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  47. Marcelo MM

    Eu tentei achar uma propaganda do Fiesta dos anos 90, mas não achei. Tinha um slogan que era mais ou menos como "dirija e comprove".

    O problema era justamente esse, convencer o consumidor a dirigir e comprovar os dotes de uma coisinha tão feia (considerando o que havia no mercado). Eu acho o desenho do carro até simpático, um caixotinho britânico bem anos 80.

    Quanto ao Clio, gosto muito dos motores Renault 16V. Boa pegada em baixa e aquela deslanchada acima dos 3000rpm, até o limite de rotação. Elasticidade nota 10, calibração perfeita.

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  48. Carlos Galto

    Procure um teste da Motor 3 (acho que de 1985), entre o Monza S/R, Passat Pointer e Gol GT.

    O Passat era melhor que o Gol em tudo. A VW levou um bom tempo para deixar o GTS (e logo depois o GTI) com o mesmo grau de satisfação do Passat.

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  49. À medida que o grupo aumenta, os comentários estão se tornando tão importantes quanto os textos a que se referem, está cada vez mais divertida e enriquecedora a leitura desse blog, cumprimentos à todos.

    E a lembrança do livro que o Bitu citou foi sensacional, li e reli Memórias de um Fusca quando moleque.

    Tem também Quatro Num Fusca, "road book" infanto-juvenil de Esdras do Nascimento, igualmente recomendável para entusiastas-mirins.

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  50. Só para lembrar, o mérito do comportamento dinâmico dos novos Ford deve-se a Richard Parrys-Jones, que, se não me falha a memória, já foi mencionado neste site numa matéria sobre o Focus.
    P.S. Pena que já se aposentou

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  51. Carlos Galto11/09/09 13:38

    Bitu, claro que eu tenho essa Motor 3. Também tenho a 4 Patas que testa os 3 e, na mesma revista, o XR3 versus o Uno 1.5R.
    O Passat era carro pra encarar o Gol GTI, e pra sumir em curvas...

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  52. Bitu,

    O segredo da Anhanguera é fazer as curvas todas por fora... Não me arrisco a entrar pisando colado no muro sem qualquer visão da frente.

    Um fato curioso e preocupante da Anhaguera aconteceu com meu pai pilotando uma ZX-6... Voltando com um amigo de GSX-R 1.100, numa curva tomada por dentro, meu pai se deparou com um daqueles picolés que ficam no muro, dobrado para o lado interno da pista.

    Ou seja, deu tempo só de erguer um pouco a cabeça e acertar "apenas" a lateral do capacete... Sem maiores danos, apenas o susto.

    Por isso, as curvas da anhanguera tomo todas por fora, mesmo que tenha de fazer sem a tangência ideal.

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  53. Carlos Galto

    O Passat Pointer, com um coletor de escapamento bem calculado e mini-progressivo bem acertado (ou Brosol com segundo estágio mecânico) andava mais que o GTI. Palavra.

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  54. Então as rodas orbitrais no Fiesta éra verdade?!
    Essa é mais uma que deveria ir para o Acredite se puder.

    E não vão esculachar o XR3, por favor.
    Escort merece respeito.

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  55. Mister Fórmula Finesse11/09/09 14:50

    FB.....Falando em passats: lembro de um pega em 1990 quando meu irmão tinha um gol gts a àlcool 1989 e o nosso vizinho um Passat GTS Pointer da última fornada, eu -menor de idade - só pude dar a largada, mas lembro que não tinha jeito; o Passat saltava na frente e não tinha jeito de pegar. Isso que o "nosso" gts vermelho tinha certa fama pois já tinha jantando um recém lançado GTi na rodovia, tenho muito respeito pelos Pointer, meu amigo teve um por vários anos até colocar um motor dois litros a gasolina nele (heresia...).

    Tenho essa Motor 3, apesar do teste estar mal aproveitado (não era o JLV), ficou evidente que o Passat era o mais esportivo no conjunto todo.

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  56. Fala-se em testes antigos de revistas já não publicadas. Eu, que já me desfiz das minhas, fico aqui babando de vontade de rever como a vida era bela nos anos 80, com GTSs, Pointers, S/Rs, XR-3, etc... Alguma boa alma bem que poderia dispor desse conteúdo aqui no blog, não é mesmo?

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  57. Carlos Galto11/09/09 16:58

    Anderson, de jeito nenhum vou esculachar o XR3!!
    Tive o 92 1.8 com bancos Recaro e amortecedores "eletrônicos" e era maravilhoso!!
    Só disse que não o achava um carro esporte... Tinha até um motor forte mas era macio demais.
    O XR3 93, "sapo", já era mais esportivo mas continuava ruim de suspensões... Um Escort Zetec 1.8 andava mais que qualquer XR3 original e fazia muito mais curva.

    Mas já baguncei o tópico do Fiesta falando de vários outros carros... Desculpem, coisa de entusiasta que não deixa passar uma chance pra falar de carros, qualquer um.

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  58. Bitu:
    Curioso você citar o mini-progressivo. Que eu tenha conhecimento, nunca vi um AP-1800 com esse carburador. Era sempre o Solex 2E e, à partir de 89, também o Weber TLDZ na linha BX, exceto o GTS. O Weber 450(mini-progressivo) vinha somente nos 1,6L. Com relação ao acionamento do 2º estágio, eu não tenho nada contra ser acionado a vácuo. Eu mesmo, há muito tempo, quando fui dono de uma Parati Gl 1,8L, ano 90, gasolina, fiz uma traquitana no meu TLDZ. Arranquei a bucha calibrada da cápsula de acionamento e abri o diâmetro do furo da bucha calibrada na base do carburador, onde passava o vácuo para a cápsula. Abria rapidinho. E sem dar buraco de aceleração. O segredo era não abrir demais o furo na base.

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  59. Francisco

    O Brosol é um bom carburador, mas de acerto limitado. Nível de bóia fixo, na prática só se mexia nos gargulantes, qualquer outra modificação (como venturis, canetas) pede uma usinagem. Mas rendiam mais CFMs (2E de GTS e 3E de Santana 2 litros). Já vi alguns malucos usando Brosol 3E de Opala, mas não recomendo, mata toda a pegada do motor.

    A vantagem do mini-progressivo (e do TLDZ) era a vasta experiência adquirida nele: foi o "carburador chefe" do campeonato de marcas e pilotos, onde várias receitas foram desenvolvidas pela própria equipe VW. Exige um bom conhecimento de carburação, pois ao contrário do Brosol ele permite ajuste em "N" variáveis.

    De qualquer maneira, isso aí era restrição do mercado nacional, coisa da virada de década 80/90. Naquela época quem podia mais chorava menos: ia na Hot Bird´s (do Aloisio e do Fabri) ou na Motorfort (do Edson Yoshikuma) e pedir um par de Weber DCOE (os famosos "Doppio Corpo Orizzontali"). Ambas eram especialistas nesse tipo de preparação, foi o Yoshikuma inclusive que criou uma versão de 2 litros do motor AP com pistões 84,8mm do Monza 1.8.

    O Vinicius Losacco foi outro que apelou para dois Weber DCOE nos Monza 1.8, que foi inclusive matéria da primeira edição da revista "Oficina Mecânica", em 1986. Ainda não tinha Monza 2 litros, então o negócio era apelar...

    FB

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  60. Ótimo texto, excepcionais comentários.

    Bitu, quando atingimos os limites do TLDZ no 1.8 álcool, e olha que só de canetas foram dúzias,retrabalhadas ou não, e o troço ficou bom de um modo que não melhorava, pulamos pro 3E de Santana ( o 23-27) .

    FB, de 3E o salto é tão grande que parece que o motor tem outro cabeçote...

    Sobre os Passat 1.8 : em 1990, em prova de 400m aberta a carros originais, uma unidade 1.8 Flash "levou dezenas de carros" durante o evento, mas perdeu na finalíssima para um dos dois XR3 1.8 álcool que disputaram a outra semi-final.
    Na oitava de final, o XR3 eliminou o que era considerado o favorito do evento: um Maverick GT preto com cara de muito mal,mas com suspensão Ford e sem autoblocante, perdeu.
    Outro destaque desse evento foi um ousado Uno 1.5 R, que arrancava os primeiros vinte ou trinta metros na frente de TODOS os competidores.
    e dois donos de Gol GTI viram as primeiras atuações dos adversários e sabiamente esconderam os carros...

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  61. Alexei

    Sim, o 3E rende mais CFMs, mas é aquela história, não se troca agulha, não se mexe em nível de bóia, nada... Do jeito que veio da fábrica não é lá essas coisas.

    É aí que entra o serviço de uma boa casa de carburadores. Eu já vi Brosol modificado de tudo quanto é maneira, quando bem feito rende ótimos resultados.

    FB

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  62. Exato, Bitu.

    Casa de carburadores é tudo de bom.

    o TLDZ a gente tem que acertar, diversão certa, agora o Brosol peço lá na Giba carburadores, após dar a especificação do motor, o bicho já vem praticamente no ponto.

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  63. Adorei o relato!

    Felipe, me diz uma coisa, seu nome e pelos comentários não me é estranho. Por acaso você não fez parte da Volkspage uns anos atrás? To lembrando de um encontro que supostamente você levantou uma quantum?

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  64. Marcelo Biriba

    De fato, fiz parte da VP de 2000 a 2005.

    Não levantei uma Quantum, eu apenas arrastei a traseira dela, com o tanque de combustível quase vazio. É relativamente fácil quando você encosta na lateral do carro e levanta o pára-lama do mesmo, aí é só empurrar e acertar o carro na vaga...

    :)

    FB

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  65. Você resumiu meus sentimentos ao guiar meu Uno Fire 2004 - um pouco mais completo que este Fiesta. Belo texto!

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  66. Eu tinha um fiesta 98 1.0 endura e o troquei num Fiesta 2011 completo Hatch. O novo é muito mais confortável, motor mais forte e bonito. Mas a estabilidade do antigo era muito melhor, apesar do fraquíssimo motor. Amo o fiesta, pena que esse novo New Fiesta não estar no patamar de um carro de entrada mais..

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  67. Tenho um fiesta desses, Street 2003. 10 anos de uso e só preciso trocar óleo, pneus e por combustível. Carro maravilhoso, resistente, e andador. Meu resumo, sou apaixonado pelo que esse carrinho é capaz de fazer.

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