DIA MUNDIAL SEM CARRO, DIA DA IGNORÂNCIA

Hoje, 22 de setembro, é mais um Dia Mundial Sem Carro.

É dia - especialmente hoje!- de todo entusiasta saír à rua com seu carro para, com muito orgulho, mostrar a essa gente hipócrita que o automóvel faz parte das nossas vidas e que sempre fará.

Esse dia, "comemorado" hoje, fala de um mundo artificial, sem carros, ao qual definitivamente não pertencemos. Não é o nosso mundo.

BS

21 comentários :

  1. Acho dia da burrice mais apropriado...

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  2. Aos que vendem a idéia do "Dia mundial sem carros", eu vendo a idéia do "Walk the Earth by my feet". Vamos abrir mão dos carros sim, mas também das viagens de longa distância. Vamos todos resumir nossa vida social até os locais que podemos ir à pé. Sim, porque do contrário não posso respeitar essa idéia.
    E sempre tem os patetas que dizem que a solução pra tudo é ônibus (ainda mais aqui no Rio de Janeiro, governado pela RioÔnibus). Aos que mandam aquela falácia do "Ônibus tira da rua 40 carros", eu respondo: o que passa mais fácil por um cano de 3/4", 40 bolas de gude ou uma bola de golfe? Um único gongolo daqueles tranca 3 faixas inteiras na Leopoldina só para sair do ponto. Quem pegou trânsito em época de greve de rodoviários sabe que flui muito melhor.
    Isso sem falar no seu magnífico estado de conservação, na capacidade de passageiros sempre ideal e do respeito e cortesia dos motoristas...
    Não tem jeito. Quando Juscelino resolveu optar pelo progresso nas rodovias, ele escolheu uma bomba que está estourando só hoje. É simplesmente impossível que as rodovias dêem conta do volume de gente a ser transportada. Além disso a frota de ônibus já atingiu o ponto de saturação das vias há muito tempo, e ainda assim não é suficiente para atender a demanda.
    Lá fora esse dia pode funcionar, porque o transporte de massas (o de verdade, trem e metrô) dá conta. Aqui no Brasil, ou nosso dinheiro é utilizado para metrôs e trens, ou tornam o "Dia Mundial Sem Carro" no "Dia Mundial de Ficar em Casa".

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  3. Vou sair de Opala hoje... Bom que o pessoal vai sentindo o cheirinho da gasolina e lembra que esse negócio de carro elétrico não tem tanta graça assim.


    Luís F.

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  4. Pedro Bergamaschi22/09/09 10:38

    Hoje é o dia de botar os carburados na rua, de maior cilindrada possível e de preferência sem catalisador, pra mostrar pra essa gente burra que dos nossos carros, nós não abrimos mão, e que eles são muito legais.

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  5. É verdade. Vamos poluir bastante meeesmo. Afinal se for para o mundo acabar, que acabe feliz. Prefiro morrer do que viver sem meu Voitão carburado! Morte aos Eco-Chatos! Não vamos deixar que essa idiotice de preocupação com o meio ambiente acabe com o nosso prazer em dirigir e com os nossos maravilhosos carros. Nós somos muito mais importantes do que isso.

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  6. Rodrigo Laranjo22/09/09 11:27

    Esse anônimo é sempre o mesmo...

    Como se deixar o carro em casa um único dia mudasse alguma coisa.

    Hoje não é o dia da ignorância, mas sim o dia da hipocrisia.

    Hipocrisia de comunista rico e eco-chato que voa de avião e compra IPhone.

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  7. Pessoal, dia mundia sem carro não penaliza o automóvel por toda a poluição mundial. É uma forma de pegar algo de nosso cotidiano comum e nos retirar, para mostrar o quão impactantes têm que ser nossas ações se queremos um mundo mais limpo.

    Justamente o automóvel, por ser tão importante, é o ícone da mudança. Porque dia mundial sem voar seria mais fácil para a maioria das pessoas, não suscitaria a mudança que a sociedade precisa ter.


    Já, se a idéia é realmente poluir, então aproveitem o dia mundial sem carros, tomara que também sem trânsito, para esbanjarem sua gasolina, e poluírem muito mesmo. Afinal de contas o que mais podemos fazer com aqueles que se recusam a enxergar o que lhes é mostrado com tanta veemência senão mostrar-lhes novamente, a cada dia com uma nova abordagem?

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  8. Mister Fórmula Finesse22/09/09 11:33

    Eco chatos: militem pelo fim dos rebanhos e pelo aproveitamento da proteína vegetal para todos; isso já eliminaria 70% do problema do aquecimento;

    Deixem nossos carros em paz, eles estão cada vez mais limpos.

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  9. Alguem por ai viu alguma diferença no numero de carros nas ruas hoje?

    Pra mim foi um dia como qualquer outro, não percebi nenhuma diferença e nem sabia que hoje éra dia da babaquice.

    O povo inventa dia de tudo, quanta palhaçada e infantilidade.

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  10. Estarei dando a minha humilde colaboração, desfilando com o meu boxer, 1.6 a ar dos anos 70, equipado com dois buras Solex 40, como faço em todos os dias.
    Romeu.

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  11. Carlos Galto22/09/09 11:58

    Ideologicamente é perfeito.
    Praticamente é impossível!!

    Primeiro por não termos infrestrutura para bicicletas no Rio de Janeiro. Apenas onde os endinheirados fazem os seus exercícios na beira das praias ou ao redor da lagoa. Os transportes públicos são umas piadas!!
    E os políticos que estão aproveitando pra fazer uma puta propaganda em cima disso, amanhã já esqueceram. Os condomínios em áreas florestais onde moram não possuem nem tratamento de purificação da água que eles utilizam nos esgotos.
    Aqui no Rio temos diversos exemplos legais.
    Tem Pan, Olimpíadas?? Vamos apoiar os esportes!!! Depois vendemos os estádios e arenas para as imobiliárias fazerem condomínios sensacionais!!

    O meu sonho era poder vir trabalhar de bicicleta! Só posso fazer isso nos finais de semana pois tenho de vir pelas vias públicas utilizadas pelos "veículos poluentes"...
    Hoje vim com o meu veículo poluente. Sozinho e pelo mesmo engarrafamento de todos os dias...

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  12. Acho esse dia uma hipocrisia. Acho que um estímulo constante para o uso racional do automóvel seria muito mais inteligente.
    Querendo ou não o problema está aí. E sendo o automóvel o principal vilão ou não, seu uso inteligente pode ajudar a resolver o problema.
    Eu conheço uma dezena de pessoas que pegam o carro para fazer percursos que demorariam 5 ou 10 minutos a pé. Nem dá tempo do carro aquecer, e já chegou. O catalizador mal começou a funcionar, também.
    Agora propague isso para milhões de pessoas e temos aí que uma pequena ação feita por muitos melhoraria bastante a situação.
    Não tenho dado estatístico para provar, mas acredito que com o uso mais racional do automóvel, muito poderia ser evitado.
    Enquanto isso, a indústria deita e rola, vendendo carros "verdes" que, em sua produção poluiem muito mais do que emitem em sua vida útil. E o povo comprando, achando que já fez sua boa ação.

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  13. Rodrigo Laranjo22/09/09 12:07

    Concordo com o uso racional do carro.

    Cada dia que passa as pessoas moram mais longe dos seus empregos. Ou seja, andam mais de carro!!!

    Odeio os "bairros residenciais", onde a portaria jamais é usada, somente a porta da garagem, porque não há nada que se possa fazer a pé!

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  14. Algumas considerações. Primeiro, quero declarar que sou autoentusiasta a ponto de já ter perdido namorada por passar meus sábados enfiados numa oficina preparando meu carro.

    Por arrumar brigas por se recusar a deixar o carro na mão de um "vallet" e deixar de fazer alguns programas pra não enfiar um carro baixo numa estrada de terra ou, ainda, por brigar com a namorada por ela bater a porta do carro ou largar o encosto do banco de uma vez.

    No entanto, ainda que hipócrita, acho que dias assim servem para repensarmos algumas atitudes que temos.

    Que o carro facilitou muito nossa vida, além de ser um grande prazer para alguns, é inegável, mas ele trouxe algumas coisas desagradáveis também.

    Não digo unicamente pela poluição, mas ele incrustou na população um sentimento um tanto individualista,um tanto egocêntrico e um tanto exibicionista, tanto que vemos isso por alguns comentários, do tipo, f***-se, vou andar com o carro que gasta mais gasolina e polui mais hoje porque sou mais importante que isso.

    É o mesmo caso da Internet, facilitou e abriu fronteiras, mas qual o preço? Individualização, falta de envolvimento interpessoal, diminuição de prazos, o que acarreta numa vida onde não se tem tempo nem para almoçar, doenças de tempos modernos, exposição exagerada, invasão de privacidade, dentre outras coisas.

    Confesso que hoje não sei viver sem meu carro, sem minha moto e, tampouco, conseguiria trabalhar sem internet.

    Porém, por mais filosófico que possa parecer, as vezes penso se toda essa “evolução” é realmente benéfica para o homem, que abandonou um modo simples de viver para ficar numa busca continua daquilo que, efetivamente, não se precisa.

    Por conta dessa evolução, extinguimos espécies, fizemos mudanças drásticas ao planeta e agora, depois de experimentar o doce, vivemos na pressão de ter de voltar a uma vida simplória para, ao menos, tentar salvar a espécie.

    Não sou um eco-chato, até porque pouco faço, é verdade, mas estamos chegando num ponto sem saída, ao ponto de, ou mantemos nossos prazeres e condenamos as gerações futuras, ou privamos nossos prazeres para, tentar, salvá-las.

    O que faremos?

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  15. Prezado Bob e demais entusiastas,

    Como bem disse o Paulo Keller, boa parte da humanidade gosta de procurar "bodes expiatórios" para levar a responsabilidade pelos problemas que ela mesma causa. E um dos "bodes" favoritos do momento é o automóvel.

    É mais cômodo e dói menos juntarmo-nos em uma histeria coletiva que busca "banir o mal do mundo" de maneira simplista do que refletirmos seriamente sobre as atitudes que temos em nossas vidas e que acabam por impactar os outros.

    O automóvel, se por um lado é um mais maravilhosos e úteis inventos da história, por outro talvez seja um dos objetos mais mal empregados que há.

    Muitos não-entusiastas o utilizam de forma incorreta, egoísta e perigosa, contribuindo para um trânsito intoleravelmente lento e caótico e causando milhares de mortes anualmente.

    Junte-se a isso a histeria acerca do aquecimento global e pronto: quer objeto mais fácil de vilanizar?

    É mais fácil vilanizar o carro e aproveitar para taxá-lo sempre que possível do que fazer o que deveria ser feito, que é: educar motoristas, colocar fiscalização humana e pensante nas ruas, realizar obras viárias inteligentes, melhorar o transporte coletivo, fazer uma inspeção veicular séria, remover das ruas or veículos irregulares e sem condições de uso, prender os que dirigem verdadeiramente alcoolizados, etc.

    Tudo isto, que é inteligente, racional e urgentíssimo, ninguém quer mesmo fazer, pois nenhum político tem a necessária combinação de massa cinzenta e colhões para executar.

    O que vale mesmo hoje me dia é nivelar por baixo e tratar a massa ignorante com extrema benevolência para garantir seus votinhos, ao invés de educá-la e fiscalizá-la de forma firme e inteligente, resultando em uma coletividade melhor.

    Este sim, o verdadeiro papel de um Estado digno do nome.

    Forte abraço a todos,
    Fernando Silva

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  16. O texto do Fernando é irretocável!

    Não é banir nada, é ajudar para que as coisas sejam usadas racionalmente. Que os carros sejam usados quando necessário, que sejam trocados quando realmente for preciso, bem como os celulares, que são jogados no lixo para comprar o outro que quando chacoalha, muda a música.
    O problema é que ninguém quer isso. Porque desistimula a indústria, manda gente embora e prejudica a economia. Então é mais fácil transferir a culpa.

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  17. Fernando Silva,
    Bela e precisa mensagem. Parabéns!

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  18. Anonimo,
    Sem censura, garanto-lhe. O que acontece é que o blog tem diretrizes, como qualquer publicação aqui e no resto do mundo, a que os autores devem se ater. E estou voltando à carga normal. Já há um post meu, grande, pronto entrar amanhã.

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  19. Carlos Galto23/09/09 08:36

    Bom, ontem passei o dia destilando contra o tal dia sem carros...
    Por conta disso me sinto na obrigação de voltar aqui e fechar a tampa do caixão.
    Ontem voltando pra casa levei menos 20 minutos que o meu tempo habitual. Realmente deu certo tudo o que pregaram por aí?? Sim. E não.

    Sim porque A POPULAÇÃO aderiu fortemente aqui no Rio.
    E não pois soube de alguns problemas com os ônibus, nada de anormal e o metrô bem cheio, como sempre. Pediram apoio público mas não dos provedores de serviços de transportes. Deveriam colocar mais ônibus e diminuir o intervalo de metrô e trens urbanos. Claro que não fizeram nada disso...
    Acho que se fosse feito um trabalho sério para uma melhora nos transportes, a população abraça a campanha SIM!
    Sinceramente, se eu morasse em um estado que fosse governado com seriedade, os meus carros seriam bem menos rodados...

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  20. Achei engraçado assistir na Globo o repórter fazer toda a tarefa de sair da Berrini e chegar na Paulista sem carro. Detalhes que me chamaram a atenção. Van não é carro? Pq um trecho foi feito numa van de lotação. E depois, para fazer todo esse processo, ficaram rodeados de Blazer e daquele Microonibus que gera as imagens. Então, para que 1 "infeliz" ficasse sem o carro, precisaram de não sei quantos veículos para fazer a matéria. Não seria muita hipocrisia??

    Carlinhos

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  21. A minha opinião postei no meu blog: http://playrp.blogspot.com/2009/09/grande-balela-do-dia-mundial-sem-carro.html
    É um bando de comunistas sem rumo e recalcados, é só prestar atenção no discurso deles. Chegaram a transformar o livro ficção-auto ajuda "Verônika Decide Morrer" em um libelo anti-capitalismo. Tem que dar uma passagem só de ida para a Coréia do Norte para esse povo...

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