FATALIDADE

Foto: r7.com

fatalidade
 
fa.ta.li.da.de 
sf (lat fatalitate) 1 Qualidade do que é fatal. 2 Acontecimento funesto, imprevisível, inevitável, marcado pelo destino ou fado. 3 Sucesso desastroso; desgraça.


Aquele meteoro que caiu na região da Rússia em fevereiro foi uma fatalidade, pois era imprevisível, inevitável. Acidentes de trânsito, quase sempre, não são fatalidades, são resultado de imprudência, principalmente, mas também de imperícia e negligência. Mas parece que virou moda, um ônibus sobe a calçada, atropela e mata pedestres e, adivinhem...foi uma fatalidade.
                                                               
Posso falar do Rio de Janeiro, que é a cidade onde resido. Aqui os coletivos transitam de forma totalmente irresponsável, e nenhuma providência por parte das autoridades é tomada, é como se fosse normal. A velocidade em si, como bem sabemos, não é o problema, mas o excesso de velocidade em local inadequado é combustível para tragédias.

Ônibus não podem sair de controle se dirigidos como se deve, observando o limite de velocidade da via, sem ficarem ultrapassando a cada instante – que mora no Rio ou é de fora, mas já passou pela Av. Nossa Senhora de Copacabana sabe o que é esse ultrapassar constante  e ridículo para parar no ponto logo adiante.

Agora, depois de uma sucessão de mortes e notícias de capa de jornal, a prefeitura resolve se manifestar. Promete mais rigor com os infratores, o que só acredito vendo. E tenho meus motivos, afinal, qualquer um de nós que juntar 20 pontos em um ano, tem a habilitação suspensa. Para isso, basta transferir o carro após 30 dias (5 pontos), não usar cinto de segurança (5 pontos), deixar de sinalizar mudança de faixa (5 pontos) e não guardar distância do carro da frente (5 pontos).

Mas pelo Código de Trânsito a pessoa jurídica, no caso a empresa de ônibus, tem o direito de não informar o condutor, nesse caso pagando a multa em dobro. É claro que com esse regime o motorista nunca poderá ser responsabilizado, não poderá receber pontos. Se fosse, perderia o direito de dirigir quando atingisse 20 pontos, como todos os mortais-motoristas, e não poderia trabalhar, ficando sem receber salário. 

Fica evidente que é preciso mudar a legislação, de modo que pessoas jurídicas sejam obrigadas a prestar essa importante informação, com pena de prisão para o responsável se não o fizer, pois ao contrário das pessoas físicas, que quando não informam condutor ficam com os pontos, não há como atibuí-los. Seria a maneira mais fácil e lógica de levar motoristas de ônibus a dirigir com responsabilidade.

Ou será que não interessa ao município mudar a sistemática, só para não perder a "boquinha" da arrecadação da multa em dobro? Sou capaz de apostar nisso.

Enquanto isso, as empresas de ônibus colecionam milhares de multas e os motoristas continuam a dirigir irresponsavelmente e a cometer atrocidades, pessoas morrem, e no final uma só palavra resolve tudo: Fatalidade !

AC

45 comentários :

  1. Ao sindicato desses motoristas também não interessa mudar a sistemática, pois não querem prejudicar esses "pobres trabalhadores"...
    Enquanto isso, passageiros são jogados de um lado para outro com o movimento desses veículos.
    A armação dos encostos dos bancos até quebram com a fadiga do material sendo constantemente puxado com o peso das pessoas que se apoiam neles!

    ResponderExcluir
  2. Todo acidente é o resultado de uma sequência de erros. Nesse caso do ônibus, creio que tudo começa no próprio processo de seleção dos funcionários, tanto dos motoristas quanto daqueles que são responsáveis pela frota e RH. Já que o ensino está sucateado, a tendência é que daqui a alguns anos estejamos na mão de pessoas aparvalhadas e sem noção na função de médicos, engenheiros, diretores, etc. O processo de "seleção" das empresas será inútil, pois aqueles que selecionarão os futuros "profissionais" também serão despreparados. Hoje em dia, o que importa mais é o papel chamado diploma, não interessa se a pessoa possui conhecimento ou não. Obviamente não é regra geral, mas o que mais vejo são pessoas competentes e maduras trabalhando lado a lado com estúpidos sem noção. É o nivelamento por baixo da qualidade de quase tudo no Brasil.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. ArkAngel,
      Excelente comentário o seu, expressa bem minha percepção das coisas por aqui. Sobre falta de profissionais de qualidade, infelizmente isso já está acontecendo...

      Excluir
    2. É verdade, multiplicamos os diplomados, mas a qualidade está indo pelo ralo.
      Idem para a 'classe média', que cresceu muito nas estatísticas oficiais, classe média essa que mora em favelas.

      Excluir
    3. Alexandre Cruvinel,

      Classe média "com renda per capita (por pessoa) entre R$ 291 e R$ 1.019 por mês" é uma verdadeira piada... é classe média "por decreto".

      http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/10/nova-classe-media-inclui-ao-menos-50-das-familias-em-favelas-do-pais.html
      http://www.valor.com.br/brasil/2682174/nova-definicao-da-classe-media-abrange-54-da-populacao-brasileira

      _____
      42

      Excluir
  3. Estou pagando para ver enquadrarem estas empresas de ônibus. Se há "alguém" que manda e desmanda no Rio de Janeiro ( e no prefeito), este "alguém" são as empresas de ônibus. Aí o imbecil do prefeitinho mauriçola fica criando faixas exclusivas para ônibus, ao invés de fazer o que deveria fazer: tirar metade deles da Zona Sul, onde existem em demasia, e colocar para servir a Zona Oeste e Baixada por exemplo, onde o sujeito espera uma eternidade por um ônibus. Além disso, essas faixas exclusivas são usadas pelos motoristas de ônibus como se fossem verdadeiras pistas de corrida.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pois é. Interessante que a necessidade de proibir a livre concorrência, chamada "transporte clandestino" é justamente para privilegiar essas empresas que arcam com o ônus de ter que atender linhas pouco interessantes economicamente. A fiscalização das leis de trânsito não são uma boa justificativa, pois as leis são as mesmas para todos e teriam que ser aplicadas mesmo que fossem "clandestinos".

      Excluir
  4. Alexandre,

    Isso de os ônibus no Rio serem conduzidos "no maior pau" é coisa antiga, como você certamente sabe.

    Lembro-me que anos 70, quando eu passava sempre férias e fins de semana na cidade, os motoristas corriam muito, como não se via em São Paulo.

    Realmente, correr desse jeito, com passageiros em pé e tudo o mais, é um risco assumido, e não uma "fatalidade".

    O que vejo é que, passados quarenta anos, tudo continua como dantes.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Aqui no ABC,dava até raiva de como andavam, e até hoje, devagar,pode ver que é raro uma noticia de acidente grave com ônibus aqui na região,até que é seguro andar de ônibus aqui...

      Excluir
  5. Carlos Miguez12/05/13 12:37

    Parabéns!!
    "o excesso de velocidade em local inadequado é combustível para tragédias..."
    Quando morei no RJ pela 1ª vez em 1969 e depois em 1972/3, ainda tenho na lembrança a velocidade que os ônibus, vindos da Lagoa entravam na pista externa do Jardim de Alah. Agora sei, sem sequer aliviar o pé do acelerador, faziam a curva de 90 graus do jeito que vinham para aparecer para os outros motoristas que ficavam no ponto em frente a "Cruzada de São Sebastião".
    E nós crianças inocentes, antes e depois das aulas, no GE Henrique Dodsworth (aproveitando: ÚLTIMO prefeito que o RJ teve) ficávamos a merce da providência divina nos proteger daqueles irresponsáveis.
    Acredito que nada mudou...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Carlos,

      outro ponto que era 'prova de fogo' era a descida do corte Cantagalo e a alça de acesso ao viaduto. Desciam à toda e quase viravam o ônibus na longa curva. Agora colocaram um pardal na descida.

      Excluir
    2. Não sei se seria possível, mas será que não poderia ser feita a limitação da velocidade através da relação do diferencial? Ou talvez criando caixas de marchas específicas para ônibus urbanos, extremamente curtas ou utilizando engrenagens iguais a partir da 3a. marcha, para os malucos continuarem a trocar de sem acréscimo de velocidade?
      Doideira, mas... "pode ser", né?

      Excluir
  6. Compartilho dessa mesma opinião: não existe fatalidade em acidente de trânsito. Se acontecem é porque alguém deixou de fazer o que deveria.

    ResponderExcluir
  7. Boa reflexão. E não tem para onde correr, o perigo ameaça qualquer pessoa; não importa se depende ou não do coletivo. Se ameaçasse apenas o próprio condutor irresponsável....

    A primeira coisa que podemos perceber é que nenhum motorista de transporte coletivo urbano no Rio usa cinto. Pelo menos nenhum dos ônibus que eu peguei. Na verdade, em um ônibus parecia que o condutor usava o cinto, mas não tava afixado. Era cinto de enfeite....

    Eu faço uso de ônibus no Rio de Janeiro e é surpreendente como dirigem mal, sem nenhuma atenção (conversando, falando ao celular, ouvindo música no fone de ouvido) e respeito (não respeitam as sinalizações, os outros veículos, os próprios passageiros). Sem exagero, a cada cinco minutos o motorista comete o número de infrações suficiente para perder a habilitação, só que claro, a maioria não é flagrada.

    Para não me estender muito. Só tenho a dizer que me sinto refém. Pois sempre que achei necessário, denunciei o motorista para o serviço de atendimento da empresa, para a FETRANSPOR (organização que que reúne todas as empresas), para a Secretaria Municipal de Transporte, mas nada foi feito. Como sei disso? Porque sempre pegava os ônibus dirigidos pelos mesmos motoristas que faziam as mesmas imprudências denunciadas por mim. E mais: em algumas oportunidades ouvi deboches (não direcionados a mim porque nunca discuti com nenhum motorista) durante conversa entre o motorista e cobrador ou outro passageiro.

    O motorista dizia que ele poderia atropelar vários que não seria demitido, porque há falta de motorista e a empresa não quer perder nenhum. Falava que era inútil denunciarem. Que a câmera era de enfeite, só serve para algum caso de roubo e não para vigiar a conduta do motorista. Que a própria empresa incentiva o desrespeito às leis, diz para o motorista andar a velocidae acima da permitida e fazer ultrapassagens perigosas para não perder tempo. Por fim, há algumas empresas que instalam um aparelho que limita a velocidade em 60 km/h, todavia, os motoristas sabem como desativá-lo. Não raras as vezes, já percebi que estava andando a 90 km/h em um ônibus (velocidade aferida pelo GPS do celular).

    ResponderExcluir
  8. Muitas vezes o interesse é arrecadar e não prevenir. Por exemplo, aqui na minha cidade os policiais ficam escondidos com o radar móvel para pegar as pessoas de surpresa! Aí vc leva uma multa de 85 km/h num trecho urbano de 80... e depois que passa o radar, todo mundo volta a correr. Isso é seriedade? Não seria agradável, mas pelo menos os "pardais" são visíveis e obriga a todo mundo a "manter a linha". Já a fiscalização "furtiva" só quer te pegar no flagra mesmo (só falta os caras te falarem: perdeu, perdeu, perdeu!)

    ResponderExcluir
  9. E depois dizem que falta freio. Acho as frenagens dos motoristas de ônibus públicos ainda piores que as trocas de marcha escabrosas.

    ResponderExcluir
  10. Nesse país as leis foram feitas por corruptos para proteger os criminosos! Tenho vergonha de ter nascido aqui! Quem respeita as leis e os direitos dos outros é otário... Como disse o Arnaldo Jabor: "Brasileiro é Babaca"!

    ResponderExcluir
  11. Aliás, pode anotar aí: "Muito breve o numero de acidentes vai aumentar e muito!" Além da falta de respeito nas ruas, ninguém respeita o pedestre!!! As calçadas andam repletas de armadilhas como fradinhos, buracos, entulho, lixo e uma infinidade de irregularidades. E, como se isto não bastasse, o incentivo ao uso das bicicletas, não foi acompanhado de orientação e regulamento. Portanto, além dos obstáculos, o pedestre ainda tem que enfrentar as bicicletas (inclusive as elétricas a 40km/h), triciclos e até motos sobre a calçada. Que país é esse?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Acho que essa forçada de barra dos ciclistas só vai piorar o quadro. Eles exigem que os motoristas guardem distância segura deles, no que estão cobertos de razão, mas parecem que não querem enxergar esse quadro sinistro do transporte coletivo na cidade e a falta de educação ao volante da população em geral. Vai perder a própria vida querendo 'ensinar' um motorista a guardar distância segura.

      Excluir
  12. Claudio Fischgold12/05/13 14:52

    Alexandre,

    creio que voce esqueceu de mencionar o proncipal motivo desta situação não mudar. Pelo fato das empresas de ônibus serem dos grandes doadores para campanhas eleitorais, não há interesse dos políticos em alterar isto. Moro num condomínio na Barra da Tijuca que utiliza ônibus de empresas para fretamento. Pois já ouvi, de mais de um motorista que as multas nem chegam na administração da empresa em que ele trabalha.

    ResponderExcluir
  13. Existe uma mitologia que o povo brasileiro é pacífico. Diz a lenda que devido ao clima tropical, ao carnaval, as mulheres que depilam o sovaco e o hábito de tomar banho diariamente seria o brasileiro uma raça superior a violência. A baixa participação em guerras confirmaria a mitologia do brasileiro como povo feliz e pacífico.

    No começo do mês publicaram que o Brasil detém o maior número de homicídios por armas de fogo do mundo, tanto na taxa por 100.000 habitantes quanto em números brutos. Somando com o flagelo do trânsito não há como negar: O brasileiro é o povo mais violento do mundo.

    A relatividade moral que se vê é assustadora. Por exemplo, em caso de aborto e drogas se diz que a lei não funciona, que as pessoas usam drogas e fazem abortos independentemente da lei e o mais correto seria liberar essas coisas. Já com o porte de armas e com o trânsito são assuntos tratados de forma radicalmente oposta. Ninguém fala que o porte de arma deve ser legalizado, pois nenhum outro país do mundo usa tanto arma para matar quanto o brasileiro e por isso a proibição não serve para nada.

    A lei seca é outro exemplo do radicalismo brasileiro. A verdade é que enquanto o brasileiro não tiver capacidade de discutir razoavelmente, e apenas vociferar a prosa politicamente correta, o Brasil se manterá no topo da violência. Se trata drogados, tarados, menores infratores como vítimas da própria natureza (resumida a ter desejo sexual, fome) ou da sociedade (todo o resto). Ao que parece condutores de veículo automotor não tem natureza humana nem são representantes da sociedade.

    Essa miséria intelectual que trata o sujeito como vítima ou como um monstro social é que deixa o povo louco, e pessoas loucas se tornam violentas.

    ResponderExcluir
  14. Engraçado como funciona mal o velocímetro instalado nos ônibus da SPTrans. Às vezes o ônibus está parado e marca uma velocidade alta. Às vezes estamos quase voando e marca 30 km/h.

    ResponderExcluir
  15. Cruvinel, brilhante post! Na minha opinião, não existe "acidente de trânsito". Sempre alguém fez ou deixou de fazer alguma coisa.

    Quando morava em São Paulo, tinha um ponto final de ônibus em frente. Alguns motoristas corriam de propósito: diziam que era para "dar o tiro" (completar o número mínimo de viagens, sem tempo para fazer mais um percurso).

    Sobre as multas, nunca soube de alguém que deixar fosse "canetado" por deixar de sinalizar mudança de faixa ou por não guardar distância do carro da frente. O governo prefere confiar nos radares e nas infrações de "estacionamento proibido"...

    ResponderExcluir
  16. Oliveirajc12/05/13 19:21

    O intuito é somente arrecadar, isso fica claro na lei:

    - pessoa jurídica prefere pagar em dobro e não perder o empregado por suspensão de dirigir, pois saí mais barato que ficar sem motorista, demitir e contratar outro.

    - pessoas física porprietária de veículo mas que não tem CNH também não é obrigada a entregar o infrator.


    Fizeram a lei na medida certa para privilegiar a arrecadação, não foi uma "brecha da lei" descoberta por acaso. Isso não podemos negar, esse pessoal é muito esperto pro lado do bolso deles.

    ResponderExcluir
  17. É verdade. Morei no Rio por muitos anos e era notório que os motoristas de ônibus lá "dirigiam" (sic) com sangue nos olhos.

    ResponderExcluir
  18. Corsário Viajante12/05/13 22:08

    Toda a questão do transporte coletivo no Brasil é absurda e feita para agradar a máfia, ops, digo, os empresários do setor.
    A falta de qualificação e treinamento dos motoristas é só um dos problemas. Aliás, falta de qualificação e treinamento de que também padecem a maioria dos motoristas comuns, treinados pelos horrendos CFCs...

    ResponderExcluir
  19. Em 1976 estava num ônibus num sábado pela manhã indo do Centro à Copacabana pelo Aterro do Flamengo em velocidade considerável (não lembro se a máxima permitida era 60 ou 80 km/hora). Com o veículo em movimento sem diminuir a marcha, o motorista passou o volante a outro com quem conversava. Nunca vi isto em qualquer outro lugar.

    ResponderExcluir
  20. Não estou querendo defender os motoristas dos onibus mas grande parte desse comportamento vem das empresas de onibus. elas impõem rotinas e horarios malucos que nenhum motorista consegue comprir.

    Já ouvi uma conversa de um motorista da linha 457 - gen. osorio x abolição (quem conhece sabe como que eles andam) dizendo que o horario da viagem da linha era tão absurdo que só conseguiria bater se não pegasse passageiro ou sinal vermelho. Esse mau comportamento no transito é cultivado pelas garagens também

    Uma ideia que eu estava pensando para diminuir a correria seria unir um gps com o limitador de velocidade. Quando o onibus entrasse numa area residencial, por exemplo, a velocidade maxima seria limitada a 60km/h, quando fosse uma via expressa ela subiria pra 80km/h. Não sei se é possivel, já que não entendo muito de eletronica mas duvido que com nossa tecnologia não teria um jeito de fazer isso funcionar.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Matheus, essas rotinas que você mencionou, na maioria das vezes, é imposta à própria empresa por força do contrato com a Administração.
      Para a empresa, quanto mais de vagar, melhor seria: menor gasto de diesel, menor desgaste do equipamento, fator de risco de acidente muito inferior, menor estresse do empregado, etc.
      A empresa não faria tal imposição senão por força contratual.

      Excluir
    2. Sim Matheus, é comum eles ficarem presos no trânsito e trabalharem além da jornada, muitas vezes sem receber a hora-extra em dinheiro por conta de banco de horas. Mas isso não justifica guiarem o tempo todo falando ao celular, e hoje a maioria faz isso com conivência das empresas.
      Mais importante do que a velocidade em si é a consciência de evitar situações de risco. Certa vez caminhava perto de um ponto final de ônibus, na calçada. O sujeito veio bem rápido, freando forte e eu cheguei a sentir o 'vento' do retrovisor na minha orelha. Se eu tivesse levado uma 'espelhada' na cabeça, você acha que iam dizer o que ? Fatalidade...

      Excluir
  21. Acho "bacaninha" essa de privilegiar os "motoristas profissionais", somente porque eles dirigem muito mais que os motoristas "normais". Como se passar mais tempo ao volante fosse justificativa suficiente para cometer infrações... Claro que quanto mais se dirige mais se está sujeito a cometer erros, mas daí a "passar a mão na cabeça" já é demais! Justamente quem mais dirige é que deveria prezar por ter boa postura ao volante, não sendo necessário essa belezinha de isenção de pontos, se a empresa assim decidir, principalmente no caso de ônibus urbano, em que existe uma quantidade enorme de vidas sob a responsabilidade do condutor.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Caro Road Júnior: A FINALIDADE do sistema é arrecadar! Acha que estão preocupados com alguém? se eles cassarem os motoristas, acabam com a arrecadação e paralisam as cidades. A lei foi feita para tomar nosso dinheiro e prevê punições severíssimas e custosas a mínimas "infrações", sem dizer que os policiais tem fé pública e a palavra deles vale mais que a nossa. Se inventarem uma multa, cabe a vc provar que não cometeu. Tente! Este país está absolutamente desgovernado neste setor. Não existe presidente que dê jeito, por melhor que seja, pois as leis são municipais, estaduais e poucas federais. estamos entregues nas mãos dos bandidos que elegemos para nos governar.

      Excluir
  22. Irresponsabilidade ao dirigir é praga nacional.
    Culpa de todos, mas principalmente da ignorância do motorista, que não tem noção nenhuma de Física, agravada pela síndrome de Ayrton Senna (todo brasileiro se acha piloto). E pior: mesmo gente estudada também não tem noções de Física.

    Cadeia neles, décadas e mais décadas.

    ResponderExcluir
  23. Isto tem influências dos horários que estes motoristas têm a cumprir. São prazos curtos e que na maioria das vezes não são compatíveis com a realidade do trânsito.
    Creio que os atrasos ocasionados geram multa à empresa (ao menos em Curitiba é assim). Se estas multas forem maiores e mais frequentes do que as oriundas das infrações de trânsito, está aí. uma provável causa para a prática da empresa em preferir pagar as multas de transito dobradas e evitar as multas contratuais.
    Essa "invulnerabilidade" do motorista não faz muito sentido do ponto de vista da relação patrão x empregado pois, além da possibilidade de desconto no salário, ainda há o desinteresse da empresa em "premiar" o empregado que a sujeita às multas, aos danos no veículo e gastos com seguro bem como à própria responsabilidade civil em função dos danos causados aos usuários e terceiros.
    Tem algum elemento nesta história que não bate.

    ResponderExcluir
  24. Srs: Neste e em outros Blogs/Colunas/Artigos, todos os dias nos indignamos com alguns assuntos que se repetem a DÉCADAS e sobre os quais parece não termos qualquer controle, voz ativa, etc. Um deles é o caso dos motoristas de ônibus, táxi, vans, etc. Aqui no Rio, como na maioria das cidades onde morei ou trabalhei, o problema SEMPRE foi o mesmo. O que e quem é este profissional motorista de ônibus? Na esmagadora maioria das vezes um Brasileiro com pouco estudo, despreparado, muitas vezes bronco e mal pago, como quase todos os trabalhadores Brasileiros. Acontece que este trabalhador exerce uma profissão dificílima,extremamente estressante a qual, possivelmente, ele pode ter julgado como menos difícil quando iniciou a carreira. Errou. Não é fácil, como ele deve ter descoberto tempos depois. Também as empresas não são fáceis, em sua maioria, e o meio é envolto em "névoa", com acusações e escândalos para todo lado. O pior de tudo é que sobre este trabalhador despreparado são depositadas as vidas de milhares de pessoas por dia. Ele não sofre fiscalização quase nenhuma; tem o poder de decidir a quanto anda, como faz curva, onde e como freia, de que forma dirige, onde para e onde não para, se pega ou deixa o passageiro, se ultrapassa e fecha o carro a sua frente, tudo! Impune,manobrando veículo grande, metido a macho e bravo, julga-se invencível. Estressado, cansado, espremido pelo sistema, onde ele desforra sua indignação? Nos passageiros, principalmente,no trânsito, nos pedestres, nos veículos,na empresa,em casa, em tudo que puder. Este trabalhador, bestializado pelo sistema, por sua formação, com permissão para fazer o que quiser,sempre foi perigosíssimo, um verdadeiro homem bomba com capacidade de criar desatres potencialmente avassaladores! Qualquer um de nós, massacrados em filas esperando ônibus, já passou pela experiência de vê-los chegar nos pontos, diminuir a velocidade, induzir a todos que esperam a correr em direção a entrada e depois ver o ônibus acelerar e parar mais adiante, provocando quedas de pessoas, acidentes, etc.Quem não viu eles frearem desordenadamente, derrubando as pessoas dentro do ônibus? Fazerem curvas que desafiam a física, em velocidades absurdas, lixando-se para quem carregam? Arrancar com pessoas subindo ou descendo do ônibus? Eles fazem isto por puro sadismo, vingança, crueldade, estresse. O ÚNICO jeito que restava aos passageiros afetados, neste país sem lei, do salve-se quem puder, seria encher o desgraçado de pancada, uma vez que jamais adiantou reclamar. E se alguém batia ( o que não é solução) aí é que parava tudo, vinha polícia, uns defendiam, outros acusavam, e o cidadão que bateu terminaria se dando mal. Outro dia destes aqui no rio, depois de discussão, PARECE que o passageiro voou com o pé na cara do motorista e o ônibus desgovernado caiu do viaduto matando 5 pessoas. Tragédia anunciada, que a ninguém surpreende embora deixe a todos indignados. Digo que não surpreende porque basta perguntar a qualquer um que use um coletivo como dirige o motorista do ônibus que ele utiliza. Basta andar na rua e olhar como dirigem. Portanto, senhores, se nossas leis são feitas por políticos, em sua esmagadora maioria, safados e corruptos;Se não temos outra coisa a não ser safadeza em todos os Detrans do país; Se nossa polícia é na sua quase totalidade corrupta e conivente; Se as empresas de ônibus controlam o caos do transporte público; Se táxis fazem o que querem e bem querem, na hora que querem e do jeito que querem; Pergunto: É SURPRESA O QUE ESTÁ ACONTECENDO? É FATALIDADE, COMO BEM QUESTIONA O ARTIGO? OU É SIMPLESMENTE A SOMA ARITMÉTICA SIMPLES DOS FATOS ACIMA ELENCADOS? MAC.

    ResponderExcluir
  25. Bob, acho que teremos que sair um pouco do contexto da internet se quisermos ser ouvidos. A única porta voz nossa é a imprensa, principalmente a televisiva. Infelizmente, nossos comentários em sites do governo, blogs e etc não são ouvidos!

    ResponderExcluir
  26. Lá vamos nós de novo! Cultura(falta!) e inpunidade (certeza!) Aí estão as razões das "Fatalidades"...Enquanto nosso aculturado povo achar que tudo está ótimo desde que sobre algum farelo do butin no seu cocho, as coisas irão continuar de mal a pior...Atire a primeira pedra aqui neste blog aquele que não tem algum parente ou conhecido escorado na máquina publica, com algum carguinho qualquer onde o que mais interessa é trabalhar o menos possível com a garantia de receber seu belo ordenado no final do mês muitas vezes sem sequer ter comparecido a repartição ( vide as digitais de silicone dos médicos...) Somos realmente um "povo" muito alegre e divertido, até quando estamos matando e roubando ou sendo coniventes com a situação, afinal,na democracia somos nós que escolhemos nossos gestores, ou não?

    ResponderExcluir
  27. No Brasil o que impera é a impunidade, por isso tantas barbaridades ocorrem diuturnamente. Na minha opinião, já passou da hora de o Regime Militar voltar ao poder. Escolas de qualidade, profissionais gabaritados, segurança pública de qualidade, liberdade no ir e vir do cidadão, bandido na cadeia e gente honesta solta nas ruas. Bandido desarmado e preso, gente honesta armada sem nunca dar um único tiro que fosse, pois não era necessário,…!!! Saúde de qualidade, escola de qualidade.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Michel: embora radicalmente contra, dá o que pensar a sua proposição. Ditadura é intolerável mas desgoverno por corruptos é ainda pior. Experimentamos um crescimento desordenado, o mundo mudou, tudo mudou e continuamos sem educação, escolas cada vez piores, funcionalismo público (um câncer neste país)cada vez mais voltado contra quem paga o salário deles e a maioria dos políticos safados que não deixam os sérios trabalharem. Tinha muita coisa ruim na época militar mas a sensação é de que as coisas eram menos piores, embora a desigualdade fosse ainda maior. Será que ficamos ultrapassados e o que estamos vendo é choque de gerações? Ou o que está aí é normal e também o que quer a sociedade? Penso que cada vez mais é o rabo que está balançando o cachorro......MAC

      Excluir
    2. Concordo com vc, MAC. Não faço apologia à ditadura mas o desgoverno que está aí, no país inteiro, é pior ainda.

      Excluir
  28. Aqui no Reino Unido, se as empresas não informarem quem cometeu a infração são levadas a julgamento e alguém será responsabilizado.
    Mas a infrações que exigem pontos na carteira são poucas por aqui, todas relativas a segurança no transito, não simples multas de documentos atrasados.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Seria um solução tão simples. Se a empresa não informar, a infração passa a ser computada ao responsável legal da empresa, o presidente, dono ou diretor. Se assim o fosse , queria ver se teria umazinha multa que não teria dono.

      Excluir
  29. No Rio de Janeiro a prefeitura proíbe os ônibus urbanos de ter buzina. E aqui são dois abusos/absurdos: buzina é equipamento obrigatório em todo veículo automotor (resolução Contran 14/98 - Art. 1º) e legislar sobre trânsito é atribuição exclusiva da União (Constituição Federal de 1988, Art. 22).
    O resultado é que os motoristas de ônibus ficam bombando o freio para fazer barulho e pressionar os demais veículos, o que leva a superaquecimento e falha dos mesmos.
    Aprendi com um fabricante que freio nunca falha. O que falha é a manutenção dos mesmos. Exageros à parte, a verdade é que a manutenção dos ônibus, e em partucular no RJ, é precária.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Anônimo 15/05/13 13:52
      Isso quando não ficam acelerando com ônibus parado. Abuso da Prefeitura sem a menor dúvida.

      Excluir
    2. Srs: desculpem mas discordo. Buzina é usada como arma e a melhor coisa que aconteceu aqui no Rio foi desarmarem estes motoristas de ônibus. Eles aceleram, bombam freio, pintam o sete, o oito e sempre fizeram e fazem o que querem e se tivessem buzina fariam do mesmo jeito e continuariam a buzinar, bombar freio, acelerar, etc. Não existe punição ou fiscalização. Eles não tem a menor educação, preparo ou condição para dirigir. Imaginem como ficaria se voltassem a ter mais esta forma de ataque aos carros, cidadãos, etc? Buzina na mão deles não! E na mão de muita gente também. Se tem algo bem feito de forma mal feita e desrespeitando leis, etc, foi isto. Mas aqui vale tudo. salve-se quem puder neste país.Precisamos é de coisas assim.Sejam dentro ou fora da lei, se funcionarem, tá valendo! Qualquer alento neste guerra, neste mar de desordem é bem vindo. E não foi a toa que tiraram a buzina deles.

      Excluir

Pedimos desculpas mas os comentários deste site estão desativados.
Por favor consulte www.autoentusiastas.com.br ou clique na aba contato da barra superior deste site.
Atenciosamente, Autoentusiastas.

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.