COLUNA "DE CARRO POR AÍ"





End eletrônico:edita@rnasser.com.br                     Fax: (61) 3225-5511                 Coluna 2013  15.maio.2013

Novo chinês, novo nível
Se lhe perguntarem opinião sobre o Lifan, SUV chino-mercosulino finalizado no Uruguai, responda que está num patamar evolutivo. É sintética porém correta visão, nesta quadra de tempo e de mercado onde convivemos com enorme leque de novas marcas e procedências. No caso, a poderosa e vária tropa chinesa vem apresentando marcas e modelos absolutamente desconhecidos, misto de curiosidade, preço, conteúdo, mas com ponto comum: em construção ainda não atingiram os níveis dos fabricantes tradicionais.
O Lifan X60 está nesta categoria evolutiva. Mantém as instigações, em especial conteúdo, equipamento e preço. Entrega a conformação sugerindo valentia, o posto de condução superior, a fortaleza com auto noção assumida pelo usuário. Complementa-a com leque das facilidades oferecidas pela eletrônica – chave não usada como chave, apenas como presença, piscas nos espelhos, faróis acesos 30 s pós desligamento do carro, TV, sensor de ré, e mais o arroz com feijão atual: ABS+EBD, ar-condicionado, direção hidráulica, vidros elétricos. O motor é de quatro cilindros, transversal, 16v com acionamento variável. Desloca 1,8 litro e produz 128 cv e 16,8 kgfm de torque. Suspensões independentes e freios a disco nas 4 rodas. Câmbio manual, com 5 marchas, tração dianteira.
Diferenças
Segue a receita traçada pelos JAC quando chegaram ao Brasil: completos, sem opções, a preço de concorrentes menos dotados. Os chineses, todos, não querem se submeter ao raciocínio que a origem os obriga a ser baratos. Lenta, mas inexoravelmente, aproximam-se dos carros de fabricantes tradicionais – e o preço vem junto. Preferem esculpir a imagem do carro completo a preço agradável. No caso, R$ 52.777.
Renascer
No Brasil a marca era representada pela Effa. Negócio não deu certo e a Lifan assumiu a representada, incluindo a pequena fábrica que operava a 50 km de Montevideu, Uruguai. Aplicou, diz, US$ 80M no negócio, em especial para criar centro de distribuição de peças e ter a operação num condomínio industrial em Salto, SP. A operação, para não se submeter aos ofensivos impostos, passa pela importação dos automóveis semidesmontados para o Uruguai, complementação e montagem com peças regionais. Assim, com 1/3 regionalizado, entram sem a super-imposição tributária.
A Lifan simboliza sua vinda com o X60. Quer esquecer os 320 e 720 – os primeiros, inspirados no Mini – que ficaram órfãos. A fábrica já não mais os produz, mas quer fidelizar clientes, dispondo-se a suprir peças e assistência técnica. Tens problema? Procure um revendedor. Não resolveu? Faça pelo sítio da fabricante, no Reclame Aqui.
Em resumo
É sintonizado com os concorrentes. Mais moderno que Caoa Tucson e Chery Tiggo e, pelo preço, mais equipados que Ford EcoSport e Renault Duster. Não é alemão em folgas, ajustes e alinhamentos, mas é um nível superior aos chineses que conhecemos.
A Lifan diz-se a maior exportadora do setor; tem fábricas em sete países, operação em 70, e tem grandes planos para a América Latina, incluindo fábrica de motores no Uruguai. Quer, em 2015, fazer 40 mil veículos ano.
Neste exercício, vender 400 unidades mensais pelos atuais 26 revendedores.
Terá garantia real – não é seguro bancário –, de cinco anos e atendimento de socorro 24h ao dia. Yin Mingshan, fundador, CEO, diz focar em serviços e entende que consertos devem tomar, no máximo, 24h.
A empresa, pequena em 60 funcionários, é liderada localmente pelo experiente José Roberto Favarin, ex-diretor da GM no Brasil, de onde trouxe equipe de vendas e serviços. A Lifan, como dito, está num patamar evolutivo.

X60, nova cara da Lifan, chinesa em evolução
 _________________________________________________________

Roda-a-Roda
Prêmio – Chamando-o Beleza Triunfante, a revista alemã Auto Bild deu título ao novo Mercedes CLA eleito por seus leitores como o carro mais bonito da Alemanha.  O automóvel, de novo segmento criado pela Mercedes para conquistar clientes de menor faixa etária, será produzido no Brasil – como a Coluna antecipou em outubro.

Lamborghini Egoist – dizem, design pelo Batman

Claro – Para comemorar seus 50 anos, a Lamborghini fez protótipo, unidade única, apenas para o condutor – ou piloto. Nada divulgou sobre mecânica, mas pode perfeitamente calçar um motor W16 de Bugatti e cavalaria acima do milhar. O nome é auto-explicativo: Egoista. Ver também photos growing Egoista collection on Instagram.
Direção – Jaguar após lançar a linha F Type 2014 foca ampliar mercado e clientela, e re inicia traçar ligações com corridas. Terá equipe na "Mille Miglia", mais prestigiosa das provas para veículos antigos: três C-Type – um do pentacampeão mundial Juan Manuel Fangio –, e um XK 120 – com um destes o agora Sir Stirling Moss ganhou e traçou caminhos. Além dos antigos, cinco novos F-Type para apoio e charme. Maio, 16 a 19.
Exceção – Quando a Suzuki deixa o mercado estadunidense e a Mitsubishi revê suas contas, a Subaru quer fabricar mais 30% em Lafayette, Indiana. Lá produz o Impreza. Negócio de US$ 230M.
Negócio – Prevista para 2016, a ampliação permitirá equilíbrio menos tensional com produção de 100.000 unidades/ano.
Traseira – A GM estuda a volta de esportivo pequeno, tração traseira, motor 4-cilindros em linha, turbo, e V-6 aspirado, peso máximo de 1.250 kg. Reconhece, não deveria ter matado o Pontiac Solstice. Mas crise é crise, e na GM em 2009 valia tudo, incluindo apequenar-se, dando fim às divisões Pontiac e Saturn.
Patrocínio – Alfa Romeo divulga patrocinar o circuito de Monza nos próximos anos. Será sede de eventos e nas provas fornecerá Safety e carros de serviço.
O Safety Car é desenvolvido sobre o novo MiTo SBK Limited Edition, 1,4, 170 cv, vendida em 200 unidades.
RAV2 – Repetindo o passado a Toyota vende o modelo RAV4 com tração nas duas rodas. Contrassenso ao nome, que significa Veículo Recreacional com tração nas 4 rodas. Devia, por honestidade, chamá-lo RAV2.
Conforto – A Fiat estendeu aos Palio Essence, Sporting, e ao Grand Siena Essence com o motor 1.6, 16v, a opção da transmissão com Dualogic Plus. O sistema automatizador, o melhor do país, dá aos motoristas o conforto de uso das caixas automáticas, custando e gastando menos que estas.
Promessa – Mesma Fiat flexibilizará o motor 1.4 MultiAir, hoje no mexicano modelo 500. Diferença ao 1.4 feito aqui é o cabeçote, e aí está toda a diferença. O sistema gere admissão de ar, aumentando performance, diminuindo consumo e emissões. Integrará a grande mudança de produtos que a Fiat inicia engrenar.
No nariz – Especialista Gabriel Rossi diz, o marketing olfativo é cada vez mais explorado pelas marcas. Associando um aroma, agradando o consumidor, instiga fidelizar-se. Mas exige sensibilidade. Errou o aroma, repulsa o cliente.
Urubu – Em 1976 fotógrafa Claudia Andujar pegou um VW 1300 preto, apontou-o para Roraima, andou 16 dias e foi-se às aldeias Ianomâni. Viagem documentada e exposta até 30/6 na Galeria Vermelho, rua Minas Gerais, 360, S Paulo – SP. Chama-se “O Vôo do Watupari” – urubu em Ianomâni.
Retífica RN – Coluna passada informou, o Audi RS4 Avant, super station com motor 4.2, e comportamento esportivo, produzia 450 cv com auxílio de turbo. A Audi diz ser por aspiração normal. Competente.
Patamar – Assim, se o motor Audi produz 450 cv em 4,2 litro de cilindrada significa, a cada 1.000 cm³, fabricar 106 cv, com aspiração atmosférica. Outros bons VW, como o Tiguan, o Jetta, o Passat CC, e Audis de 4 cilindros, produzem em torno de 100 cv/litro, com turbo. É novo patamar de desafio em engenharia.
Imprensa – Vi, em Brasília, o Vrum, programa de automóveis da TV Alterosa, transmitido pelo SBT. Irretocável, como sempre, e como das boas referências no setor. Entretanto sem anúncios nacionais ou locais do tema automóvel.
Sensação – Falta de patrocinadores sugere, Alterosa e/ou SBT não tem interesse sobre o programa, não indo ao mercado para captar anunciantes. E, a continuar assim, sem anúncios que paguem a conta, sugere o pior – acabar com o bom Vrum.
Marco – Revista Automotive Business fará edição especial sobre os 20 milhões de carros flex no Brasil.
Não, não, e não! – Aparentemente foi o que o empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade, muitas empresas em torno da representação da Hyundai de automóveis, ouviu à sua aspiração de tornar-se banqueiro através do Banco BVA.
Não!! – Credor da instituição, o Dr Caoa propos fórmula criativa: pagaria aos credores 35% do valor de suas aplicações e outros 35% com operações do banco. Não conseguiu o percentual mínimo de adesões. O Dr Caoa é bem conhecido na praça.
Óptica – Razões desconhecidas, o FNM JK, depois 2.000 e 2.150, assim como seu derivado e sucessor Alfa Romeo 2300 não instigam colecionadores, apesar de preencherem as características exigidas para tanto, a começar pela mecânica à frente de todos seus coetâneos.
Foco – Uma das mais referenciais coleções de Alfa em todo o mundo, a do cirurgião Axel Marx, em Lugano, Suiça, reúne, dentre os mais relevantes modelos, três brasileiros: FNM 2150; e Alfas 2300 e o Rio, aqui produzido embora desconhecido pois foi destinado a exportações.

Alfas brasileiros, coleção suíça. Exemplo

Gente – Antônio Sérgio Rodrigues, engenheiro, mudança. OOOO Sai da Fiat para a Hyundai – a original –, onde coordenará pré-vendas e concessionárias na distribuição dos atuais HB20. OOOO.

A coluna "De Carro Por Aí" é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas. 

18 comentários :

  1. Sobre o Lifan:

    "... misto de curiosidade, preço, conteúdo, mas com ponto comum: em construção ainda não atingiram os níveis dos fabricantes tradicionais."

    Se com esse evolutivo ainda não chegaram no nível do que é feito AQUI no Brasil, então ainda não é hora de comprar um china desses, nem por preço pouco abaixo.

    Carro nacional já anda meio "mal das pernas" em construção demais pra arriscar em algo pior por 10% mais barato.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito bem lembrado o esquecimento (he, he!) ao qual os Alfa nacionais estão relegados pelos colecionadores, Nasser. Escreveram uma belíssima página na história da indústria automobilística tupiniquim, embora tenham sido produzidos em número até pequeno. Tive o prazer de ter um, 1977, comprado já com 15 anos de uso, e com o qual permaneci por mais 5 anos rodando como carro do dia-a-dia (inclusive fazendo longas viagens), sem que me desse o menor problema. O 2300 Ti-4 está na minha lista dos três melhores carros já feitos no Brasil em todos os tempos.
      Abraço.

      Excluir
    2. Mr.Car
      Belo carro voce teve. Adoro as 2300 e tbm os JK.
      O seu 2300 era com o tradicional volante em madeira?
      Era um carro que andava muito , na epoca em que voce teve?
      Era fascinado no painel , bancos e acabamento desse carro. Os freios eram a disco nas 4 nao ?
      Da para se ver que realmente voce e um autoentusiasta de verdade. Esse carro é um legitimo sangue azul!
      Pouquissimos brasileiros puderam ter um JK ou um 2300
      Voce e um homem de sorte!
      Abracos

      Excluir
    3. Volante em alumínio e madeira (os amigos babavam, he, he!), disco nas quatro, painel bonito e completo...Na época que eu tive, já era um carro com 15 anos, outros mais "andadores" haviam surgido, de qualquer forma, nunca levei o carro ao seu limite.
      Abraço.

      Excluir
    4. Qual era a cor da sua 2300?
      Carb dupla ou 4drupla?
      Saudações

      Excluir
    5. As Alfas 2300 com volante em aluminio e plastico imitacao de madeira (mesmo da Giulia Super, fabricado pela Nardi Personal Italia) e painel de mostradores redondos Veglia Borletti, foram a da primeira serie (1974-inicio de 1977) fabricadas na planta de Xerem-RJ (FNM) controlada integralmente pela Alfa Romeo do Brasil. Autenticas Alfa Romeo Puro Sangue, e com motores para gasolina azul. Pouco depois disso a Fiat do Brasil comprou a fabrica. Um dos muitos motivos do fracasso da expoRtacao do modelo Rio foi que aqui a Alfa era Fiat. Na Europa eram concorrentes, sem assistencia oficial de nenhuma. A Fiat so comprou a Alfa Italia em 1986. A primeira serie era o importado fabricado no Brasil, com cerca de 75% do acabamento importado da matriz e com pecas compartilhadas com as irmas.

      Excluir
  2. Nunca percebi esta negligência com os Alfas nacionais. O que sempre me ocorreu, de outra forma, é que são bastante raros hoje e bem mais complexos de se manter do que os colecionáveis de "entrada" (Fuscas, Opalas, Pumas e afins - quanto a facilidade de manter e restaurar).
    As médias de preços por um bom exemplar ficam na casa dos R$ 25.000,00 a R$ 35.000,00, com algumas variações para mais ou para menos. É mais ou menos a mesma faixa de preço dos Galaxies, concorrentes.

    ResponderExcluir
  3. chino-mercosulino foi genial, a lifan deveria adotar o termo...

    ResponderExcluir
  4. Na indústria automobilística, mais de 100 cv por litro com aspiração natural (em motores de produção em larga escala) é realmente outro patamar de desafio em engenharia. Atingido na década de 90.

    ResponderExcluir
  5. Por falar em preço do X60, uma verdadeira farsa aquela promoção do "acerte o preço".

    Enquanto qualquer fabricante de qualquer coisa termina seus preços em .990, a marca chinesa "sai" com 777. Que era justamente para ninguém acertar mesmo.
    Aliás, na página deles do Facebook constam 20 supostos acertadores, que participarão do sorteio, sendo 14 deles de São Paulo (coincidência incrível para um Brasil tão vasto).

    ResponderExcluir
  6. Esses números da Audi RS4 Avant são de cair o queixo. Empolgante!

    Bob vc teria como disponibilizar a ficha técnica deste motor? Aquela tabela das impressões (Diâmetro x curso; taxa de compressão etc)

    ResponderExcluir
  7. 100 cv/l aspirados ou algo pouco acima disso não é mais tão de outro mundo quanto era no tempo em que tal marca só existia em Civics com o motor B16A ou em Ferraris. A mesma Honda já conseguiu 120 cv/l aspirados no S2000 e, quando vemos gente reclamar que o Subaru BRZ/Toyota GT 86 não tem um motor forte, mesmo extraindo 200 cv de 2 l, notamos que as pessoas já se acostumaram com tal ideia e estão prestando atenção a outros detalhes, como curva de torque, por exemplo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Acharam pouco os 200 cv do GT86 porque esse "bloco" já rendia 300 cv em 1996, no WRX.

      Excluir
    2. Sim mas o Gt86 e aspirado e o WRX conta com a ajuda da sobrealimentacao por turbina

      Excluir
    3. E ainda tem gente que fica admirada com a potência específica dos "downsized" europeus, após quase duas décadas de desenvolvimento tecnológico.

      Excluir
    4. Anônimo 18/05/13 10:43, justamente por isso. A percepção é de que o GT86 recebeu motor de WRX "capado" do turbo. Levando em conta que o GT86 não é exatamente barato, custa mais que qualquer hot-hatch europeu de tração dianteira, bem que poderiam disponibilizar a versão mais forte deste "bloco".

      Excluir
  8. Pessoal do blog ,uma matéria sobre a Formula SAE seria interessante!A equipe da FEI ficou em 8º no geral na competição em Michigan,e a equipe da Unicamp está a pouco tempo de embarcar rumo aos EUa para a competição do Formula Elétrico!

    O projeto dos carros,as tecnologias utilizadas e o empenho dos alunos no projeto são fantasticos,mesmo com diversas dificuldades..E o desempenho dos carros é excelente também!Fica a sugestão..

    ResponderExcluir

Pedimos desculpas mas os comentários deste site estão desativados.
Por favor consulte www.autoentusiastas.com.br ou clique na aba contato da barra superior deste site.
Atenciosamente, Autoentusiastas.

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.