CHARADE: SALVANDO UM JAPINHA DO FERRO-VELHO


Acessórios melhoraram a traseira, que parecia o Grilo Falante

O Daihatsu Charade simplesmente apareceu, obedecendo ao velho ditado: “Carro velho, quando tem de ser seu, cai no colo”. Estava vendendo uma Parati 2001, uma G3 completa e ótima. Descobri que era um mico. Ninguém queria por um simples detalhe, o seguro. Carrinho de pouco mais de R$ 20 mil, o seguro fica em mais de R$ 4 mil. Conforme o perfil do cristão passava dos R$ 5 mil. Apareceu um negócio que pareceu justo. O comprador mandou: “Vou levar uma Parati mico e você fica com outro mico. O “outro” era esse Daihatsu Charade 1994, um sedã com motorzinho 1,5-litro, boa aparência, carroceria íntegra sem porradas significativas, mas fumando mais que o dono. 

Gosto de mico e já tinham passado pelas minhas mãos um Charade hatch 1,3 (até hoje com meu filho) e um Cuore 0,85, que continua prestando bons serviços para o meu mecânico, o Renato Gaeta, de Tatuí City (SP). 

Resolvi encarar o mico japonês, ainda que ele se arrastasse numa nuvem de fumaça. Mesmo doente, ele teimava em rodar, com luz de injeção acesa, suspensão batendo e outras desgraças. No painel, pouco mais de 60 mil km rodados, enquanto a etiqueta de óleo na porta indicava a ultima troca com 110 mil km. Entrou por R$ 8 mil no rolo. 

O que me atraiu neste Toyota de pobre (já que a Daihatsu é uma marca da Toyota para alguns mercados e modelos mais populares) foi exatamente o fato dele não ser pobre: completão, tem trio elétrico, ar, direção, painel com conta-giros e marcador de temperatura, um monte de luxinhos num carro pré-ditatura eletrônica. Cheio de chips só a injeção, que “respirava por aparelhos”
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Nacionalização e um toque esportivo: rodas, aerofólio...
Mesmo assim, fui para a estrada. Voltando para São Paulo pela rodovia Ayrton Senna, a uns 120 km/h, a quinta marcha acabou. Assim, fez “cloc” e sumiu. Voltei em quarta até São Paulo e depois continuei em quarta até Tatuí. Renato abriu o câmbio e descobrimos que um mechanico (cuja mãe adotou a mais antiga profissão do mundo) havia montado uma engrenagem ao contrário. Assim, só havia meio engate e os dentes da quinta marcha só se tocavam pela metade. O par de engrenagens se autodestruiu. 

Na oficina do Renato estavam os restos mortais de outro Charade que desbielou anos atrás. Pegamos o par de engrenagens do outro câmbio, revisamos tudo e recuperamos a embreagem. Uma das engrenagens estouradas virou meu peso de papel favorito. E o Renato falando: “Vamos jogar tudo no chão (desmontar a mecânica toda) e refazer este carro. muito ruim”.

Engrenagem de quinta marcha debulhada virou peso de papel
Teimoso, continuei a rodar (mal). A injeção estava péssima, trabalhando na emergência, no “volta p'ra casa”. Peguei o Zé Carlos Finardi (de São Bernardo do Campo, SP), um ótimo especialista em injeção, num sábado à tarde e fizemos uma junta médica. 

Um programa de Toyota no scanner conseguiu conversar com a injeção e a resposta foi meio trágica: estava tudo errado. Começamos trocando a sonda lambda (colocamos a do Corsa), mas o fio que ia para a central estava interrompido, dentro de um chicote com mais de 100 fios. Passamos um novo fio por fora e a injeção começou a dar sinal de vida. Limpamos injetores e cada um tinha uma vazão diferente. Trocamos o sensor MAF (veio o da S10), que indica a quantidade de ar admitida, demos um tapa em outros sensores e a injeção ressuscitou. 

O Charade voltou a rodar já rendendo mais, até que ferveu na estrada e queimou a junta de cabeçote. Foi tudo p'ro chão: motor/câmbio, transmissão, suspensão, freios... A primeira idéia era colocar motor e câmbio VW AP (do Escort, já que o motor do Charade é transversal), mas fiquei com pena do motorzinho original, muito chique. Todo de alumínio, 16 valvulas... resolvemos recuperar tudo. E aí começaram as idéias geniais, já que o Renato trabalhou na engenharia de várias fábricas e adora invenções. O projeto ambicioso era deixar o japinha mais esportivo, flex, além de fazer o processo de nacionalização que o importador não fez durante os poucos anos que veio para o Brasil (entre 1993 e 1995).

O motor de 1.499 cm³ foi recuperado e ganhou potência
Recuperamos o motor (pistões, anéis, bronzinas, juntas e retentores custaram cerca de R$ 1 mil). Pegamos dois cabeçotes (o do carrinho e outro jogado na oficina), escolhemos as melhores válvulas, trocamos guias, sedes e ele foi rebaixado em 1 mm. A taxa de compressão (de 9,5:1) certamente passou dos 10:1, o que garantiria melhor performance com álcool. O catalisador já havia sido esvaziado, provavelmente entupido pela borra do motor queimando óleo. O escapamento foi aumentado em diâmetro, usando apenas abafadores, sem silencioso. O filtro de ar foi trocado por um K&N americano (é igual ao do Toyota Corona), que garante maior vazão, sendo lavável. 

Só conseguimos pistões de segunda retífica (o motor estava standard), e os 0,50 mm de diâmetro a mais já fizeram o motorzinho passar a 1.519 cm³. Aí entrou aquela velha regra técnica, aprovada por todas sociedades de engenharia, que reza: “O que é uma flatulência para quem já está todo borrado?” Vieram fios de vela siliconizados de 8 mm, bobina de Gol para melhor faísca, velas de Palio com duplo eletrodo e um monte de acessórios. Ferro-velho de importados e o eBay (principalmente da Inglaterra) funcionaram à toda. 

Nos ferrolhos apareceram detalhes e plásticos sumidos e da Inglaterra vieram pastilhas de freio, um volantinho Momo meio falseta e até um Hallmeter (na verdade conhecido como air-fuel ratio, ou relação entre ar e combustível), necessário para acertar a injeção com o módulo flex. O módulo escolhido foi o BullFlex, que usa a sonda lambda para saber como está a mistura, além de ter sensor de temperatura próprio. Pode ser programado por um laptop.  

As suspensões viraram uma ONU de componentes. Na traseira do Charade amortecedores dianteiros do Vectra com as molas originais. Depois de muitas tentativas e erros, a suspensão dianteira ficou tão firme quanto a traseira com amortecedores de Corsa, molas de Palio cortadas, apoios superiores do Corolla e buchas de bandeja do Uno. Acredite, esta salada funciona muito bem, ficou esportiva, estável e silenciosa, sendo quase tudo nacional. Dezenas de outras peças foram substituídas, sempre com preferência para a nacionalização.
 
Duas sondas lambda: uma para o módulo flex, outra para a  ECU
Aí começou a briga ecológica, a de fazer o flex funcionar. O BullFlex trabalha aumentando o pulso (tempo de abertura dos injetores) à medida que percebe maior quantidade de álcool no combustível. Não mexe no ponto de ignição e quando se queima álcool o motor “pede ponto”. Como existe distribuidor no Charade, a solução foi adiantar o ponto para 20º na marcha-lenta, o limite para o motor não bater pino com gasolina. 

Só que os injetores começaram a pifar. Via eBay, trouxe três diferentes jogos de injetores dos Estados Unidos. A vazão variava de 170 cm³/min (como os originais), pouco mais de 180 cm³/min e ia até 205 cm³/min, estes últimos usados num Mazda V-6. Depois de muita troca de injetores, o técnico da BullFlex sentenciou: “Não sei a razão, mas a central eletrônica do carro está brigando com o módulo flex. Isto às vezes acontece por usarem a mesma sonda lambda”. 

Tiramos o coletor de escape e adaptamos mais uma sonda. Ficaram duas, uma lambda para a ECU original e outra para o flex. Com os injetores de maior vazão (205 cm³/min), o motor ficou “a manga chupando o cão” quando se rodava com álcool. Andava muito, mas dava um enorme excesso de combustível quando queimava gasolina. Ficamos com os injetores intermediários, de 180 cm³/min, que permitem mistura sempre estequiométrica (mistura ideal de ar e combustível) com qualquer combustível.
 
Bom porta-malas num sedã pequeno derivado de hatch  345 litros
Como todo japonês, boa ergonomia e espaço interno
O motorzinho de 90 cv (a 6.200 rpm) certamente passou dos 100 cv pela performance apresentada, apesar de não termos medido em dinamômetro. A melhor combinação é rodar com 60/70% de álcool, quando o carrinho fica mais esperto e continua econômico. Com as mudanças (taxa, escapamento, filtro...) o japinha está ainda mais pão-duro, principalmente devido ao câmbio longo, com uma relação ainda mais alongada pelas novas rodas. Tirei os aros 13 originais para colocar rodas 14 de liga leve da linha Gol (a furação é 4x100 mm). A 100 km/h, em quinta, o motor gira a apenas 2.500 rpm e nos 3.600 rpm (regime de torque máximo, que era de 11,2 m·kgf) está a 140 km/h reais pelo GPS. 

Leve, com apenas 840 kg, gasta como um Uno 1,0. Com 60/70% de álcool no tanque, cruzando entre 120/140 km/h, o consumo se mantém em torno dos 10 km/litro. Ótimo para um sedãzinho do porte de um Voyage (4.085 mm de comprimento), que não é um rojão em acelerações, mas gosta de cruzar rápido.

O painel completo ganhou volante Momo e Hallmeter
Como toque final, veio o aerofólio de um velho Escort, já que não gosto muito da traseira do Charade, que parece o Grilo Falante. No Walmart americano foi encontrada a ponteira de escape de inox com abafador (US$ 15) e faróis auxiliares genéricos de 3 polegadas que foram quase plug and play no pára-choque do japinha. Já no Wallmart aqui no Brasil só se encontra vaga para o carro quando se está com sorte. 

Sobrou uma “característica” bem sem-vergonha no quase-Toyota. Quando o motor aquecia, o excesso de água ia para um tanquinho ao lado do radiador, como num antigo Corcel que tinha um pote de água que parecia um vidro de doces da velha mercearia. Só que o Charade não puxava a água de volta quando o radiador esfriava. Trocamos tampas do radiador, válvula termostática, mangueiras e nada. O radiador tinha de ser completado em viagens, senão o motor superaquecia. 

Recentemente veio mais uma tropicalização: usando o reservatório do Gol Bola (que também é uma bola) fizemos o sistema pressurizado, com a água circulando pelo tanquinho de expansão. Acabou o problema e o sistema ainda ganhou quase dois litros a mais de liquido refrigerante, mantendo mais facilmente a temperatura do motor, agora mais constante (entre 85 °C e 90 Cº).

Tanque de expansão do Gol Bola resolveu superaquecimento
Sempre seguindo a filosofia de “o que é um pei..., quero dizer, uma flatulência..” acabei não economizando. Claro, gastei mais do que o carro custou. É muito? Depende. Já rodei quase 35 mil km em dois anos, gastei um jogo de pneus meia-vida e ele está no segundo jogo de pastilhas de freio. Só a economia do seguro da Parati já seriam quase R$ 10 mil reais. De quebra, salvei um japinha do ferro-velho. Com dizia meu amigo Eduardo Hiroshi, “Não se pode salvar todos, mas a gente faz o que pode”. Hiro salvou um Uno 1.5R e um Fiat 147. Só não conseguiu salvar a si mesmo, já que morreu alguns dias atrás aos 35 anos.

Aerofólio de Escort e saída de escape de supermercado

JS
  

121 comentários :

  1. Rafael Pinto14/05/13 12:05

    Caramba...isso que é coragem! Gostei!

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  2. Um dos melhores textos já publicados! Obrigado por compartilhar e parabéns pelos resultados obtidos! Quanto ao custo, não se preocupe.

    Dinheiro serve é para isso mesmo: realizar necessidades e vontades (razão e emoção, respectivamente).

    Essa leitura de hoje me convenceu a comprar o livro. Sério.

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    1. *Realizar desejos construídos sobre nossas necessidades...hehe
      Coisa de marketeiro mesmo, hehe

      Abraço

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    2. Speedster, só não gosto por dentro e por fora simples assim, mas gosto cada um tem o seu, ainda bem que o Josias gostou e salvou esse carro do triste fim!

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  3. Josias, que tremenda salada!
    Resta agora a você fazer todas as anotações de código de peças utilizadas, esquemas de instalação e dados de acerto do que foi alterado, encadernar tudo e guardar na gaveta um manual de reparação "Daihatsu Charade by Josias".
    Tive uns três tipos diferentes de arrepios só de imaginar a loucura que é pegar algo tão exótico e surrado e fazer tudo isso que você fez.
    Eu não teria essa iniciativa toda em cima do japinha, mas se fizesse, acho que optaria por deixá-lo só no álcool.

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    1. Anonimo.
      Esta foi a razão de fazer o Charadinha Flex. Se quiser, ele anda só no álcool, o que acontece quando este combustível está barato.

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  4. Belo relato Josias, muito legal mesmo!

    É fantástico ver o que se consegue com boa vontade, inteligência e uns trocados. A relação custo / benefício é um dado muito particular e certamente varia conforme a ótica da análise. Mas, tem um dado que não pode ser quantificado em valores e que pode fazer toda a diferença - o seu prazer em usar esse (esse, especificamente) veículo! Parabéns!

    Meus sentimentos pelo Hiroshi.

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  5. Melhor post do AE em muito tempo, parabéns Josias!

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  6. Excelente texto. Lamentável a perda do seu amigo Hiro, mais artista do que mecânico, pelo jeito.

    Mais histórias como essa serão bem-vindas. Bob, Arnaldo, MAO e AG com certeza têm muitas histórias parecidas, e devem ser contadas assim mesmo, sem omitir os detalhes obscenos.

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  7. Josias como sempre IMPAGÁVEL!

    Gargalhei aqui...

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  8. Bela história e belo o pequeno japonês que a ilustra.

    Parabéns pela perseverança e também ao seu mecânico pela capacidade de adaptações, incrível a quantidade de peças nacionais utilizadas no carro.

    E meus pêsames pela morte de seu amigo, morreu de que, mal pergunte?

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    1. Filipe.
      Meu amigo, como disse o Nasser, resolveu partir antes do combinado. Uma pena.

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  9. Deliciosa leitura, Josias! Dá vontade de fazer um projeto igual. Verdadeiro autoentusiasta!

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  10. Sinceramente, tentaria socar o powertrain de um Toyota, tipo o Corola. Ia ser uns 50 cv a mais...
    Mas eu gosto desse estilo do Daiatsu nos anos 90. De 2000 pra cá é que os japas estão dando mancada...

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    1. 1k2
      Cheguei a pensar seriamente em colocar a mecanica do Corolla, a idéia do AP vinha do fato de eu ter um parado na garagem. Mas, no fim resolvi encarar a briga e deixar o power train original.

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  11. Para quem tem conhecimentos de mecânica ou se dá com quem os tenha, é interessante fazer essas "salvações", he, he, embora eu preferisse que o carro tivesse sido recuperado em sua total originalidade. De qualquer forma, tem em mãos um carrinho semi-antigo bastante exclusivo. Gosto disso (exclusividade) em se tratando de antigos, acho que faz a coisa ainda mais interessante, tipo (sem a menor intenção de desmerecer o "besouro") "Fusca qualquer colecionador tem, mas um Fiat Oggi ou um Charade"...
    Abraço.

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    1. Agora um Fusca Porsche é outra história! rsrs
      Eu mesmo partiria para uma Puma GT. O elo do Fusca mais perto de um 911 que temos por aqui. Mas ficaria bem satisfeito com um Fusca Porsche ou uma réplica do 356. A replica do 550 spyder é fenomenal, mas nada muito prático.

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  12. Rafael Ribeiro14/05/13 12:50

    Quando se gosta "da coisa", não tem jeito, faz-se o que for preciso para ficar do nosso jeito, custe o que custar. Josias, você é um cara, digamos, muito animado...

    Mas não entendi muito bem a seguinte parte: "Só a economia do seguro da Parati já seriam quase R$ 10 mil reais." Você fez seguro do Charade? Se não fez, poderia não fazer o da Parati e não gastar os tais R$10 mil. Financeiramente, ficar com a Parati seria melhor, pois você diz ter gastado mais de R$16 mil (8 do carro e mais de 8 na reforma) e hoje o Charade continua valendo menos que a Parati, que você disse no início era ótima.

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    1. A diferença é que você estaciona o Charade em qualquer biboca e fica na boa. Faz isso com uma Parati pra ver se você não encontra "duas" no lugar...

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    2. Anonimo,
      Uma Parati não fica na rua nem duas horas. Já o Charade.... ninguém rouba o que não sabe o que é.

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  13. Acho que esse foi um dos posts mais divertidos que vi por aqui. É muito entusiasta. Salvar uma espécie dessas (carro leve e divertido de dirigir) é ato digno de heroismo.
    Porém, vou dar uma de chato: se há intenção futura de vender o carrinho, pobre coitado do comprador: se não entender bem de mecânica, tá na roça! Imagina ele levando à um mecânico, e este não souber o que está fazendo na manutenção.
    Outra questão: não foi levado em consideração comprar peças de reposição originais pela internet? Mesmo no Japão, não se acha peça de reposição desse modelo?

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    1. Basta imprimir este post e entregar junto com o carro que o novo proprietário já terá uma boa ideia do que não é mais original...

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    2. Fábio e André.
      A opção de importar amortecedores e molas não era válida por duas razões. Primeiro, a suspensão original não aguenta o tranco aqui no Brasil. Segundo, o peso das pesas torna o transporte muito caro. Prefiro com componentes nacionais, que se dão muito melhor na nossa buraqueira do todo o dia.

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  14. BRAVO!!!!!!!!

    muito bom, Josias! tenho muita vontade de partir pra um projeto desses, revitalizando alguma "tralha" para a qual não dão valor. e o turbo, quando vem?

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  15. Victor Gomes14/05/13 13:08

    Mais uma história curiosa, engraçada e brilhante! Obrigado por compartilhar esse texto e ao mesmo tempo o gosto pelos micos de mercado. Uma vez vi um Charade sedan pintado de amarelo e achei o máximo.

    Mas que salada esse carro! Se vc tivesse feito isso num Honda ou Subaru, iria te chamar de "gatilheiro". Mas como é um quase-Toyota que quase ninguém tem, não vejo o porque de correr atrás de soluções, visto a escassez de peças por aqui.

    Um detalhe sobre esse sistema do arrefecimento, é que os Toyotas e Hondas também são assim. No caso da Honda, até hoje é assim. Se a água não estava voltando pro sistema, duas das causas para esse problema poderiam ser: 1 - O radiador entupido ou 2 - A mangueirinha que fica presa na tampa desse reservatório de expansão, que fica com sua ponta submersa na água, deveria estar ausente...

    Conte-nos histórias sobre o outro Charade, o Cuore e mais sobre o Impreza Wagon!

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    1. Victor.
      A gente viu tudo, radiador, mangueira, tampa de radiador, valvula termostática.... tudo que vc pensar. Nada resolveu. Acho que o motorzinho do jeito que ficou (mais taxado e trabalhando com ponto bem adiantado) tende a aquecer um pouco mais e daí o problema. Mas o Charadinha ficou feliz com o vaso de expansão do Gol bola. Aliás, acho que ele se sente mais nissei que japa.

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  16. apos ler a reportagem, não sei mas parece q esse eh pai do etios !! começando por esse motor 1.5 vou pesquisar.

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    1. Vitor.
      Tbém achei que o motor era parecido com o 1.5 do Etios. Mas não é. Pesquisei. O diametro e curso são bem diferentes.

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  17. Palma, chorei de emoção... odeio esse carro, mas essa atitude é tudo que importa....

    Onde está o Impreza SW?!?!?

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    1. Luke Lisboa14/05/13 13:16 Odiar algo é uma coisa muito forte ,tem que ter um bom motivo .

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    2. Luke e Speedster.
      Pode odiar a vontade, eu gosto do carrinho. Gente, tou com o texto do Vivio quase pronto, só não acho tempo para fazer as fotos. Quando fizer, vou aproveitar e retratar a Impreza tbém.

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    3. Josias Silveira14/05/13 20:19 Josias não!eu gosto do carro!eu não entendi porque o Luke odeia o carro, abraço

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  18. Meu Caro, é bom deixares bem anotado o que foi usado onde, pois com essa salada de peças aí se precisar de manutenção danou-se. Mas adoraria fazer umas proezas desse tipo...
    Klaus

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    1. Anonimo.
      Qq mecanico com razoavel experiencia vai reconhecer as peças nacionalizadas e dar graças a Deus. Ele acha na esquina pra trocar.

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  19. Passar na frente da casa do JS é sair totalmente do convencional e entender porque tem tanta tranquila estacionada.
    Parabéns pelo carrinho, deu vontade de montar um. Mas cuidar da minha Aprilia Pégaso com base em ebay e sites estrangeiros já está de bom tamanho.

    Abs.

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  20. Só merecia outras rodas, essas de Gol não combinam nada com o carro. Uma raiadas aftermarket iriam cair bem, tipo essas:
    http://bimg2.mlstatic.com/binno-roda-aro-16-liga-leve-aluminio-raiada_MLB-F-3624469086_012013.jpg
    De qualquer forma, parabéns pelo trabalho!

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    1. Anonimo
      Muitas das opções são na base de "o que sobrou na garage". Foi o caso das rodas e do aerofólio. E com as rodas, a intenção era mais técnica (alongar mais a relação final) do que estética. Além disso, o off set delas foi perfeito para deixar os pneus enchendo mais a caixa de rodas.

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    2. Na minha opinião essas rodas ficaram ótimas no carro.

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  21. Sorte que não precisa passar pelo CONTROLAR.

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Anonimo.
      Digitei tudo errado antes. Ele passa tranquilo no Controlar. Basta vc ver online, no hallmeter no meio do volante, que a mistura ar combustível tá sempre certinha, estequiométrica.

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  22. Josias,

    Grande história, parabéns pelo salvamento!

    Vc é um verdadeiro salva-vidas automotivo!

    Abraço,
    MAO

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  23. Ficou chique o Japinha... Parabéns!

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  24. Texto muito bom, com a dose certa de bom humor. Parabéns!

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  25. Belo texto! Tenho profundo respeito por quem salva do pior destino carrinhos desmerecidos pela grande maioria das pessoas. Mas fiquei em dúvida quanto a essa questão do seguro: teu Charade está segurado? Pois tu comentaste que economizou no seguro da Parati, mas pelo que me parece fica meio inviável segurar um carro com essa idade e procedência.

    No mais, grato pelo belo texto, realmente autoentusiasta!

    Leonardo Pastori

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    1. Leonardo.
      O Charadinha, ao contrário da Parati, não tem e nem precisa de seguro.

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  26. E pensar que tem gente que morre de medo até de trocar óleo por um que não seja da mesma marca que o fabricante do automóvel.

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    1. Pois é... tem tópicos inteiros no clube do Honda Fit sobre se óleo que não seja da Honda (como se ela fabricasse óleo) estraga o motor... é dose.

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    2. Para quem não entende, é a melhor coisa que faz. Melhor que ir na onda de frentista e depois o culpado fica sendo o pobre do motor, vide Marea, Gol 1.0 16v e outros de má fama.

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  27. Muito bom o texto, essas histórias com carros "normais", ás vezes até rejeitados pela maioria, são as que mais me interessam. Tive a mesma experiência com um Renault 19 RT 1997, adquirido em 2009. O carro estava com a lataria e interior muito bem cuidados, mas com diversos detalhes típicos da idade. As peças comuns de manutenção foram bastante fáceis de achar, mas passei por alguns percalços que me exigiram paciência, como o insuflador do ar condicionado quebrado (por minha culpa, abri a caixa de ar, cutuquei e quebrei) e uma batida, que me exigiu paralamas dianteiro, farol direito, farol de neblina, logotipo "RT"... Como recompensa o carro continua funcionando perfeitamente nas mãos do meu sogro, a quem o vendi em 2012.

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  28. Josias,
    ri muito e aprendi o seguinte: sempre tem jeito de manter um carro andando.
    Bacana, parabéns para você e para os mecânicos.
    O aerofólio ficou muito bom, nem parece que não é dele. Melhor que um de Civic Si, com aquelas curvinhas ridículas nas bordas.

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    1. Brigado Juvenal. Vindo de vc é um tremendo elogio. Abraço

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    2. Realemnte, ficou melhor do que o que se acha por aí na internet:
      http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTr3LNFu5dyQPAFK5bVBmw8-ZXNSCe3hTR9gWSNBey0SH5eLET5UQ
      http://xracing.com.au/wp-content/uploads/2010/03/srs-150a-Charade96-00-4Dr-RB01.jpg
      http://ipocars.com/imgs/a/b/x/d/w/daihatsu__charade_sedan_climate_1997_3_lgw.jpg

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    3. Concordo. Feliz escolha do aerofólio. Ficou ótimo.

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  29. Isso me lembra do switf 3 cilindros de um amigo, como eu gostava de dirigir aquele carrinho, uma pena eu adoraria ter ele para mim e deixar o frances para a mulher

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    1. Cara, ainda vou fazer um Swift, mas queria quatro cilindros, o esportivo GTi.

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    2. Quem pegou essa época se lembra, Swift GTi 1.3 no teste da 4Rodas, andando junto e até "dando pau" nos nacionais mais quentes da época, o Gol GTI e o Kadett GSi 2.0.

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  30. É... para tudo tem um jeito.
    Parabéns pelo esforço e pela criativadade.
    Mas... "pouco mais de R$ 20 mil" por uma Parati 2001?
    Ou eu que estou muito pobre ou tenho que rever com urgência meu conceito de valores.

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    1. Temos que levar em conta que essa transação ocorreu a pelo menos dois anos, como ele disse no final do texto.

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    2. Ah... confesso que não li. Exatamente na flatulência, tocou meu telefone!

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    3. Fiquei mais espantado com o valor do Charade do que com o da Parati.

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  31. Que força de vontade,muito legal seu trabalho, também sou adepto dos micos,alias pra mim não existe mico,só as peças que costumam ser difíceis,valor de mercado não me interessa, deixa pros vendedores de carros,compro o carro que gosto e acabou,se quiser ganhar dinheiro invista em ações,agora vou ser sincero,não gostei do hallmeter ,o painel é bonito ,acaba ficando estranho ,abraço.

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    1. Speedster
      O hallmeter foi uma necessidade técnica para acertamos a injeção. Depois, acostumei com ele e por isso não tirei. Mas fique tranquilo, tá só colado com fita dupla face.

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  32. Então! Eu achando que era o ultimo "loucomóvel"...Parabéns, pelo preço do seguro da antiga Parati divertimento puro e quase exclusividade!

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  33. Muito bom! Deu saudade da finada O.M. :o)

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  34. Onde mais eu leria um texto de um Charade em 2013? Só por aqui mesmo! Adorei!

    Vida longa ao Charade!

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  35. É muito bom ter esta "conversa" com o Josias. Faça-se sempre presente! Puxe a cadeira; sente-se aí e contagie-nos!

    Ah... este peso de papel. Como existem "fabricantes" destes pesos de papel por aí, e como existem...

    Só mesmo quem já conhece, quem já tem a experiência, para impor certos limites ao tratar dos traumas e retirar as muletas de determinados carros, para traçar determinados projetos em função do que se quer do automóvel. Certos projetos, uma restauração "à risca", noutros, colocamos para andar, com dignidade, e assim o automóvel cumpre com a sua função.

    Esta traseira... só falta as rodas douradas.

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    1. Allan.
      Só por causa do aerofólio, um monte de gente acha que é um Subaru. Se colocar rodas douradas então...

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    2. Se você colocar as rodas douradas Josias, você terá um quase Toyota-Subaru. Ou melhor, teria criado o primórdio do Toyobaru que hoje conhecemos por Toyota GT-86/Subaru BRZ.

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  36. Ele me lembra muito os primeiros Corollas importados nos anos 90, desse modelinho aqui http://images01.olx.com.br/ui/14/37/30/1350434224_440723730_1-toyota-corolla-1995-16-em-bom-estado-vendo-ou-troco-por-moto-vista-verde.jpg. Será que não compartilham alguns componentes??

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  37. Muito bom. A única coisa de que não gostei foram as rodas de Gol.

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    1. Paulo e um monte de gente que não gostou das rodas.
      Aceito doação de BBS, furação 4X100,que combine com um Japinha que virou nissei.

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    2. Josias,
      estas aí estão ótimas, e são fáceis de lavar.

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    3. Sinceramente tbém não gostei das rodas..uma esportiva cairia melhor do que uma de outra montadora.

      Já o aerofólio parece original de fábrica, ficou 10.

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  38. Caramba, é entusiasmo demais cara. Sinceramente eu não teria coragem de fazer o mesmo, parabéns pelo renascimento da sua criatura

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  39. Depois de um excelente texto que como poucos me chamou muito a atenção,só me resta parabeniza lo.Para mim são dicas de muito valor,afinal foi a salvação do JAPINHA. Parabens gostei muito. Rogério Santo André s.p.

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  40. O peso esta certo? Esse carro pesa apenas 840 kg???

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    1. É isso ai, Tio Tora. Este baixo peso é uma das razões para ele ser tão economico.

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    2. Parabéns pelo serviço feito! Além do consumo baixo que comentou deve ser bem divertido com esse peso...

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  41. Parabéns, Josias. O processo de salvamento do Japinha foi bem bacana e o texto lembrou muito (e deu saudades) da saudosa revista Oficina Mecânica. Essas coisas inspiram a salvar alguns carros importados nos anos 90 renegados a sucata - os Dodge Stratus, Ford Taurus e principalmente as linhas Daihatsu e Suzuki (não-fora de estrada) são bons candidatos.

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  42. Parabéns Josias. Parabéns também ao seu mecânico. Tem que ter muita coragem pra fazer uma salvação dessas... E melhor de tudo: o resultado, pelo visto, ficou ótimo.
    Eu queria ter um pouco dessa coragem...

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  43. Parabéns pela matéria, bem mais interessante que a mesmice dos carros novos que se tirar os emblemas ninguém consegue distinguir um do outro.

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    1. Agora só falta popularizar o motor elétrico para transformar o carro de uma vez por todas em eletrodoméstico.
      John

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    2. Também concordo, como estão sem "personalidade" os carros novos, é tudo igual...

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  44. O carro ficou exclusivo e bonito. Também rendeu um post maravilhoso para nos motivar a cuidar dos nossos carros e encontrar soluções alternativas, dá trabalho mas não é impossível. Você e seu mecânico estão de parabéns!

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  45. Sensacional, Josias. Seu texto mostra que e possível sim manter rodando um carro que foge do convencional. E outra: como são gostosos esses carros dá década da 90. Pequenos, leves, maneirinhos. E hoje, não valem nada. Bom par a quem conhece!

    Abraço

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  46. Grande Josias,

    Te acompanho desde sempre na revista Oficina Mecanica e onde mais vc escreve.
    Desde que eu li aquela sua viagem de Saveiro Sunset para Cumuruxatiba, contando inclusive a saga da compra e preparação do carro, não sosseguei enquanto não fiz o mesmo roteiro. No meu caso em um golzinho 16V meio baleado...rs !!!

    Aqui no meu bairro tem dois cuore, ambos vermelhos. Um não tem nem placa dianteira, todo malhado mas nem adianta perguntar que o dono não vende. Já o outro está bem mais original e estão pedindo 7.500,00. Dá até vontade de adotar, pena que o momento não está favoravel...

    Legal demais o post...

    Abs,

    Roberto.

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  47. História fantástica! Muita coragem e determinação, parabéns!!

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  48. Tinha um amigo que era revendedor Daihatsu e as vendas não deslanchavam (nem do Charade nem do jipinho Feroza). Foram pesquisar e viram que o público achava que eles eram feitos na Coréia do Sul... A tentativa de solucionar o problema foi a confecção de um adesivo colocado nos carros, com algo como "Made in Japan for Brazil"

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    1. Anonimo.
      O meu tem esse adesivo no vidro traseiro. Não aparece nas fotos devido aos reflexos de luz.

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  49. Texto brilhante, divertidíssimo! Confesso que entraria em pânico se tivesse eu mesmo me aventurado a fazer todas essas mudanças... O mais bacana de tudo é que o carrinho ficou bem legal, com várias peças nacionais e, de quebra, melhor acerto que o modelo original. O aerofólio da traseira ficou perfeito, quem não conhece o modelo, jamais diria que não é original de fábrica.

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  50. Ótimo texto!

    Admiro muito essas demonstrações de conhecimento técnico e dos improvisos que ele permite.

    Josias, uma dúvida: de que recursos precisamos para definir qual o combustível ideal, ou qual a proporção ideal de cada combustível, visando melhor desempenho ou mais economia?

    César

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    1. Oi Cesar.
      Existem recursos "de laboratório" para determinar isso, mas são complicados e caros. É preciso colocar o carro no dinamometro e fazer um ciclo de uso com um medidor de fluxo de combustível e por aí vai. Faço isso na pratica, já que toda semana faço o mesmo trecho de estrada. Fui experimentando diversas misturas de gasolina e etanol. Só com álcool o rendimento melhorar, mas o consumo aumenta muito. Assim chegueii nos 60 ou70% de etanol, quando se tem bom consumo e rendimento. De modo geral, motores com taxa de compressão mais elevada gostam de mais álcool do que gasolina.

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    2. Obrigado, Josias!

      Mais uma dúvida: de quanto seria uma "taxa de compressão mais elevada"? Baseando no seu texto, seria acima de 10:1?

      César

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    3. Cesar.
      Em um carro Flex, pelo menos 10,5 para 1. Se for mais para 11:1 melhor ainda.

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    4. Josias, obrigado pela atenção e pelas informações!

      Parabéns pelo grande trabalho!

      Abraço!

      César

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  51. So não gostei do "Fio passado por fora do chicote" , passa um , dai a pouco passa outro e quando pensa que Não la esta "aquela macarronada".

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    1. Sabidão.
      Abrir um chicote com mais de 100 fios é trabalho de preso. Além disso, passamos o fio por fora e depois o
      chicote foi todo reencapado.

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  52. Eurico Jr.15/05/13 14:18

    Mais um texto impecável do Josias. Você ainda está com aquele famoso Subaru Impreza "sorvete de graxa"? Abraço!

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    1. Continuo, agora ele está com um dos meus filhos. Qq hora ele aparece por aqui.

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  53. Rafael Nakazato15/05/13 15:10

    Ótimo post! Que gambiarra de respeito!
    Josias, parabéns por ser mais um dos que salvam de ferro velhos estes filhos que ninguém quer. Dá uma pena imensa vê-los chegar no fim da vida deste jeito.
    Um amigo meu perdeu um Suzuki Baleno SW, outro belo carrinho. Uma pena ele não ter tido tempo de cuidar do filho.

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  54. Imagina nos USA, onde tem estas tranqueiras a venda por U$ 400 e Autozone, Pep boys e Walmart pra se abastecer... Nunca esqueço uma história de um amigo que chegou numa loja destas e pediu os revestimentos de porta do Impala 67 e o vendedor perguntou: que cor o senhor quer? Parabéns pelo projeto graxeiro, queria fazer essas coisas mas no mundo em que vivemos que nem lavar o carro na garagem do prédio podemos mais... Leio tuas histórias desde a Oficina Mecânica dos anos 80.

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  55. Josias Silveira, tem com voce dá detalhes da instalacao das duas sondas?!

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    1. Thiago
      No coletor de escape, fizemos um furo e colocamos mais uma rosca para colocar a segunda sonda lamba. Acho que dá pra vc ver no detalhe da foto. Aí um fio foi para ECU (central de injeção original do carro) e o fio da outra sonda foi para o modulo Flex.

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  56. Saiu caro, muito caro.. mas o que é de gosto....

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    1. Kantynho.
      Carro usado que seja bom e confiável é sempre caro. Se for muito barato, te deixa na rua.

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  57. Gostei muito dessa história, meu pai ja se aventurou com carros japoneses, uma Mitsubishi spacewagon que me lembro ate hoje como um dos melhores carros que ele ja teve para viajar e um Suzuki Swift sedan, que por sinal lembra um pouco esse Charade... Cada doido com sua mania, mas se eu algum dia me arriscar a entrar no mundo dos usados japoneses eu compraria um impreza ou um lancer, agora imagina a trabalheira pra ver qual peça que da pra adaptar no carro... Mas tá de parabéns

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  58. Caro Josias Silveira,

    Parece que logo, logo terá material para nova edição (atualizada) do livro "Sorvete de Graxa).

    Li "Sorvete de Graxa" recentemente, em apenas dois dias (só não o li em um dia por absoluta falta de tempo seguido em um dia - o trabalho atrapalha minha leitura... rs). Uma das melhores histórias é a saga pelas estradas americanas aprendendo a língua e fazendo amizades. Incrível...

    Bem, para variar, nos presenteou com um excelente texto! Salvou o carrinho do ostracismo mesmo, pois ele estava fadado a ir acabando, acabando, acabando... até "acabar". Corajem e paixão pelos autos dá nisso!

    Como cada um não gostou de uma coisa neste carro, eu não gostei do volante ;) Mas as rodas ficaram lindas e o aerofólio ficou incrível! Parece feito na fábrica para o carrinho.

    Estamos esperando mais sobre o seu Subaru, marca da qual sou fã. Quando postar as fotos dele, mostre como ficou o vidro traseiro com o aerofólio (lembro-me no livro "Sorvete de Graxa" como ele foi arrancado de onde estava). Aliás, ainda tem contato com o dono do ferro-velho de lá?

    Do meu lado ainda estou na busca de um Subaru Outback, por volta do ano 1999/2000, com câmbio manual em bom estado. Está difícil, mas um dia aparece...

    Novamente, parabés pelo texto, por colocar a mão na massa e não ter medo de fazer! Um exemplo.

    Abç!

    Leo-RJ

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  59. Marcus Vinicius16/05/13 12:20

    Caro Josias, parabéns pelo excelente texto. Só não entendi uma coisa sobre o motor AP: o do Escort, transversal, serviria. O da linha Gol não serviria só por ser longitudinal? não é o motor AP (bloco, cabeçote etc.), mudando apenas a forma de colocá-lo no cofre do motor e os demais periféricos (caixa, bombas etc.)?
    Abraço e obrigado antecipadamente.

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    1. Marcus.
      Realmente o motor AP do Escort e Gol é basicamente o mesmo. Mas, eu me referia ao power train, o conjunto completo motor e cambio. O cambio do Escort é fundamental para montar o AP na transversal. Além disso, como vc disse, os periféricos, principalmente coletores de admissão, escape etc tbém estão todos projetados para o motor trabalhar transversalmente, como no Escort, ao contrário do Gol, onde o AP trabalha longitunalmente.

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  60. Brilhante texto Josias, extremamente auto-entusiasta. Já tinha gostado deveras do post do Scooby, esse agora arrasou.

    Seu projeto de recuperação do japinha foi sensacional. Bati palmas para cada solução encontrada ou proposta por você e seu amigo mecânico. Acho que eu faria o mesmo, só não o uso de álcool, mas neste caso ficou bom. É como o Juvenal Jorge te falou, "sempre tem jeito de manter um carro andando". A mais pura verdade.

    Agora sei que para se ter e manter um carro entusiasta como a Alfa 164 só preciso depender da minha paciência, coragem e determinação auto-entusiasta. Lição aprendida com o mestre Josias Silveira.

    Outra lição: "Carro usado que seja bom e confiável é sempre caro. Se for muito barato, te deixa na rua". rsrs

    Abs.

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  61. Parabéns pelo texto.
    Admiro as pessoas que investem o seu tempo e talento para recuperar/restaurar um carro velho ou antigo. Eu acho que não teria esta vontade e esta paciência, mas acredito que o maior retorno é sem dúvida a satisfação e o prazer que proporciona para quem se dispõe a fazer.

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  62. Josias, belo texto. Seu carro tem quais opcionais? Ar, dh, travas, abs? Tudo funciona certinho, mesmo depois de tanta adaptação? Parabéns e obrigado pelo relato!

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  63. Josias o texto foi muito interessante, ainda mais que tenho um igual até na cor. Da para você detalhar melhor o que foi feito na suspensão, no reservatório de agua e no escapamento.
    Continue contando suas experiência.

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    1. tambem tenho, ele aquece bastante mesmo por conta desse reservatorio de agua né kkk a suspensao e esse sistema de refrigeração deve ser a dor de cabeça de todos que tem esse carro, ja tinha passado pela minha cabeça colocar reservatorio de gol, mas agora que vi q dá certo vou fazer rsrs abraço

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  64. Excelente!!!! Morro de vontade de ter um Toyota Corolla, no máximo 1995. Meu pai teve um em 1993, quando eu era bem novinho. Ótimas recordações e sempre deixei a vontade de lado por conta de manutenção. Depois de ler esse post e considerando que é um carro que não penso em me desfazer jamais, a vontade tomou corpo de novo. Obrigado, Josias.


    Victor Gurjão.

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  65. que triste a ultima sentença...

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  66. achei aki em Brasilia um deste modelo so que vermelho vou pega-lo pra arrumar me animei depois q vir o seu show parabens

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  67. Olá...rodo com um aqui em Santo André desde 2004. O carro era do ex sogro do meu irmão e acabou ficando comigo, pois como já foi dito, ele é completão e anda na frente de muito carrinho a fricção ai...uashuashuashu...o problema é que minha injeção também não tá legal, mas aqui perto tem o Lonardi, que já mexeu no seu carrinho, e levarei ele lá p/ ele dar uma olhadinha. Fiz a parte de cima do motorzinho, freios ok, embreagem mais ou menos, mas oq me preocupa muito e bota muito nisso é a minha suspensão dianteira...tá muito ruim...Até se acha algumas coisas na net, como coxim e batentes, mas os amortecedores (só isso...os amortecedores...suhasusuhauh) já me falaram que só na loja São Pedro...na terceira nuvem à esquerda...suhahsuasuasuas...Li suas adaptações p/ ela e me entusiasmei...será que consigo fazer meu Charada Verde deixar de parecer uma castanhola verde???...ele tá zerado de lata...motorzinho guenta mais um pouco, mas a suspensão???...só por Deus...parece que acabarei ficando sem a roda a qquer momento...Oh dó!!! Me ajude ai...Valeu!!!

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  68. Josias um cliente nosso pediu para realizar o sistema de arrefecimento de agua para o charade dele,visualmente não tem como saber como vc passou as mangueiras e quais os detalhes de passagem delas se possivel tem como explicar este detalhes?????grato pla atenção e parabéns pela reportagem. meu email é matijademberi@gmail.com obrigado Junior

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