BMW 335i E OUTRAS OPÇÕES


Historicamente, os carros da alemã BMW são as referências no mercado de sedãs, tanto em qualidade e confiabilidade quanto desempenho. O modelo de maior volume da empresa, o Série 3, cada vez mais recebe melhorias e novas tecnologias que tornam seus modelos muito atraentes para todos os públicos.

A geração atual da Série 3, agora chamada F30, é a mais nova evolução de uma bem-sucedida seqüência de projetos de automóveis reconhecidos mundialmente pelas suas características dinâmicas. Os modelos vão desde o básico quatro-cilindros a gasolina 320i, passando pelos equipados com motores Diesel (não disponíveis para o nosso mercado, obviamente), até o topo de linha, o 335i seis-cilindros turbo.

Com preço de Porsche Boxster, quase R$ 300.000,00, o 335i não é exatamente barato por ser um Série 3. Em contrapartida, oferece ótimo desempenho e as comodidades de um sedã, como banco traseiro e porta-malas que carrega toda a tralha de uma familia em viagem. Ainda assim é um carro caro, verdade. Um BMW 535i com preço similar é mais espaçoso e requintado.

Mas quem procura um 335i deve estar mais interessado no que tem debaixo do capô do que o espaço para as compras. O motor N55 é um tradicional seis-cilindros em linha de 3 litros, porém equipado com um turbocompressor de dupla voluta (twinscroll). Já dá para entender onde isso vai parar, certo? Nada menos que 305 cv em um sedã de porte médio e 1.600 kg, tração traseira e uma suspensão excelente.

BMW 335i F30, excelência em dinâmica.

Como o Arnaldo bem contou no post do M5 aqui no AE, os novos BMW são cada vez mais rápidos, sem perder o tradicional status de conforto e modernidade. O 335i F30, ao meu ver, eleva um pouco mais o padrão já alto da versão anterior, a E90 (2005-2009). Em termos de potência, praticamente não há variação para a geração anterior, mas o conjunto completo do carro é superior. A caixa ZF de oito marchas parece mais precisa, justa, muito bem casada com o “seis em linha”.

O motor N55 seis-cilindros biturbo, muito compacto e eficiente
O turbocompressor do compacto motor trabalha em total harmonia com o conjunto completo do carro. A linearidade do motor é impressionante, não há nenhum degrau de potência ao longo de toda a faixa de aceleração, aqueles trancos que se sente quando o turbo entra em ação.

A suspensão é um dos pontos fortes do novo carro. Com o conceito também similar ao do modelo anterior, com torre estrutural dianteira McPherson e multibraço na traseira, os pneus dianteiros 225/35R20 e os traseiros 255/30R20 (opcionais com o kit de rodas 20-pol.) são muito bem suportados contra o piso. Amortecimento com controle eletrônico não poderia faltar.

Suspensão dianteira do F30, reparem nos dois braços de controle inferiores.
A sofisticada suspensão do carro é estruturada em cima da geometria e cinemática dos componentes. Tendo uma boa base neste quesito, a eletrônica não precisa fazer muito esforço para o carro ser estável e controlado. Ângulo de cáster acentuado no eixo dianteiro caracterizam o comportamento dinâmico esportivo de todos os Série 3, não apenas os atuais. Como curiosidade, basta olhar um carro deste na rua, enquanto manobra. Repare como as rodas dianteiras variam a cambagem e os ângulos de movimentação conforme o motorista vira o volante.

Suspensão traseira do F30, precisão para acompanhar a rápida dianteira.
A suspensão traseira precisa acompanhar o comportamento da dianteira, caso contrário, o carro ficaria desequilibrado, estranho de guiar. A estrutura de múltiplos braços de controle posiciona as rodas traseiras em relação ao piso e à carroceria conforme a solicitação do motorista, mais agressiva ou mais suave. Um dos grandes segredos de se ter um carro equilibrado como um BMW está na fixação dos braços no subchassi, em especial nas buchas de suspensão. Reparem como as buchas têm até aparência de peças bem desenvolvidas.

Interior completo, muito bem acabado, com o requinte de um verdadeiro BMW.
O curioso do 335i na verdade é o que ele pode substituir. Pensando em utilização e desempenho, o 335i pode facilmente tomar o lugar de um M3 seis-cilindros da geração E46. O M3 tem perto dos 340 cv, com uma marca de 0-100 km/h praticamente igual, beirando os 5,5 segundos. O ronco do motor de aspiração natural obviamente soa muito melhor que o abafado turbo do 335i, mas na prática, andando no dia a dia, não é tão bom. Os M3 antigos precisavam andar com o motor mais cheio para ter resposta rápida, enquanto que o 335i esbanja torque e praticidade. O M3 faria diferença na pista, mas, convenhamos, qual o número de carros vendidos que já viram um autódromo uma vez na vida? Na rua não é possível extrair o que um M3 tem a mais que os mortais Série 3.

BMW M3 E46, o último com motor seis-cilindros.
Os modelos mais antigos do M3 eram equipados com câmbio manual ou SMG. O SMG (sequential manual gearbox) é a versão robotizada seqüencial, tinha até regulagem de velocidade de troca de marcha. Mas para a cidade não era muito bom, pois chegava a ser incômodo os trancos no anda-e-pára do trânsito.

Comparando com o M3 moderno, aquele equipado com o V-8 de 400 cv, a diferença de desempenho é mais significativa a favor do M3, e os requintes e recursos tecnológicos dos carros também se aproximam. Ainda acho que o 335i é mais usável no dia a dia e talvez até mais agradável. A caixa automática é suave e a suspensão, mesmo no modo esportivo, permite transitar com conforto. Novamente, tirando de lado o fator autódromo, que não representa a realidade da maioria dos clientes, o 335i não fica para trás.

As duas saída de escape, uma de cada lado, denunciam a versão 335i.
Pensando agora também financeiramente, um 335i novinho em folha, se comparado com um M3 E46, é caro demais. É possível comprar um M3 seis-cilindros por R$ 90.000,00, mas é um carro com dez anos de vida e que já teve seus dias de glória – e os pontos fracos podem doer no bolso também, como o diferencial e o câmbio robotizado. 

Um M3 V-8 dos primeiros modelos a desembarcar por aqui pode ser comprado por R$ 180.000,00. É mais rápido, sem dúvida, e em termos de custo de compra já é bem mais atraente que um M3 E36 por ser um carro superior e ainda assim mais barato que o 335i. A manutenção também pode pesar se o carro já passou por maus tratos, mas a diferença para um 335i cobriria estes custos.

O M3 V-8 que está em dia no mercado.
Outra opção poderia ser um M5 V-10, que pode ser comprado por algo em torno dos R$ 160.000,00. A brincadeira já é bem mais séria neste caso, pois são 507 cv vindos de um vocal V-10 aspirado. Os custos de manutenção também não serão baixos. Este modelo do M5 teve problemas crônicos no diferencial. Andando com este canhão, o motor é impressionantemente forte em praticamente todas as faixas de rotação e o câmbio é um pouco mais civilizado que a dos M3. Por ser um carro maior e mais pesado, o M5 acaba sendo mais suave e confortável.

E ai? Qual seria o melhor? Talvez um carro zero-km com garantia de fábrica possa ser bem interessante e usável no dia a dia, mas o fator desempenho pesaria mais para o lado dos modelos usados da linha M. Mas, convenhamos, quem pode gastar todo este dinheiro em um carro zero não estará muito preocupado com tudo isso. Gastar R$ 300.000,00 em um carro novo ou R$ 200.000,00 em um usado não é um fator corriqueiro, e tão pouco proibitivo para quem tiver esta grana para gastar.

A geração anterior do M5, equiapda com o V-10 de 5-litros.
E qual seria a escolha entre estas opções, se dinheiro não fosse problema, pensando como teto o valor do 335i? Nenhuma delas, mas sim este do video abaixo, estrela do brilhante filme comercial da BMW, comandado pelo diretor de cinema Guy Ritchie e estrelado por Madonna e Clive Owen.


Sim, o M5 geração E39 do começo dos anos 2000, mais simples e prático que os modelos mais atuais, muito bonito, discreto e com um belo V-8 de aspiração natural com 400 cv. É possivel encontrar um destes por mais ou menos R$ 70.000,00. Mais detalhes sobre este belo carro em um próximo post.


MB

Fotos: BMW, F30post.com



 M5 V-8, um belo carro.

(Atualizado em 19/05/13 às 22h50, correção de informação sobre a superalimentação do 335i)

54 comentários :

  1. A série 3, desde a primeira geração, sempre foram um sonho de consumo para mim.
    Até mesmo as 318ti.

    Um caso a se pensar também até R$ 300.000,00 é a compacta BMW 1M e a futura M235i, se não ligar para o menor porte.

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    1. Renato,
      Estes outros modelos M citados também são demais, precisam ficar na "wish list"!
      abs.

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  2. Victor Gomes18/05/13 13:02

    Já ia responder a minha preferencia pela M5 E39 antes de terminar de ler o post. Grata surpresa!!!

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    1. Victor, pra você ver como este carro é realmente sensacional!
      abs,

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  3. Bob Sharp e pessoal do Autoentusiastas :
    Gostaria que vocês abordassem alguma matéria focando algo sobre as câmeras obrigatórias nos automóveis na Rússia.

    Grato !

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    1. Mendonça, tomarei a liberdade de responder-lhe, mesmo que voce tenha perguntado aos nobres colunistas daqui. Outro dia minha recebeu um email que também falava de câmeras obrigatórias na Rússia. Olha, até onde sei, não tem nada de obrigatório. O que há, na verdade, é o uso difundido. Não faz sentido o estado obrigar o cidadão a ter uma câmera no carro. Essas reportagens do Jalopnik ajudam a esclarecer.

      http://www.jalopnik.com.br/por-que-o-transito-da-russia-parece-tao-louco/

      http://www.jalopnik.com.br/busca/?q=camera+russia&submit=

      Abraço

      Lucas CRF

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  4. "um M5 V-10, que pode ser comprado por algo em torno dos R$ 160.000,00."
    Acho que tem alguma coisa errada, impossível esse valor.


    Aqui na região onde moro pedem R$ 100.000 por um 850i 1993. O qual, aliás, tive a oportunidade de dirigir certa vez. Mesmo sendo um carro de 20 anos, fica-se sem palavras!

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    1. Lorenzo Frigerio18/05/13 16:41

      A 850i é mais exclusiva. Além do proprietário passar a fazer parte do Clube do V12, que é realmente seleto, o design não faz concessões. Carros como a M5 e a M3 só têm a mecânica; o estilo deixa a desejar, especialmente depois de uns 10 anos.

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    2. Realmente o 850i é um caso a parte. Lindo e V-12. E pedem caro por isso, existem poucos pelo país e o dono valoriza.

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  5. É como você disse, Belli: eu não sou piloto, não vou dirigir o carro como tal, e não vou enfrentar tocadas de autódromo, então, o mais "fraco" deles já é mais que suficiente. Além disso, se eu me visse em situação de ter que escolher entre uns cavalos extras em um carro com um mega-ultra-hiper-super-baita sem graça e claustrofóbico interior pretinho básico, e outro com esse fantástico interior bege clarinho, mesmo com uns pocotós a menos, o interior clarinho ganhava a disputa.

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  6. MB,

    que tal um BMW 550i da geração E60? 367 cavalos, e os do ano 2007 já são encontrados na faixa de R$ 115 mil.

    (pessoalmente, eu iria com uma Mercedes-Benz CLS 55 AMG da primeira geração, a uns R$ 160 mil)

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  7. Os modelos mais antigos do M3 eram equipados com câmbio manual ou DSG. O DSG (direct shift gearbox) é a versão robotizada sequêncial, tinha até regulagem de velocidade de troca de marcha. Mas para a cidade não era muito bom, pois chegava a ser incômodo os trancos no anda-e-pára do trânsito.

    Que se ganhe um pouco de precisão na afirmação que acima destaco. Até o M3 E46, havia a opção de transmissão automatizada monoembreagem (SMG). No E92, havia a opção de uma caixa de duas embreagens (DCT, de Double Clutch Transmission). Corrija-se também o "sequêncial", passando a escrevê-lo como "sequencial".

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    1. Obrigado pela observação, o texto foi corrigido.

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  8. É meio off-topic: mas merece um post saber por que a engenharia alemã se destaca tanto em fabricação de máquinas.

    Ricardo2

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    1. Não acho off topic não. Boa ideia. principalmente sabendo que aquele pais ficou arrasado na guerra e de lá para cá engoliu o Brasil a um ponto tal que dificilmente será alcançado. eles tem tradição, são fantásticos engenheiros mas penso que a nossa inércia não justifica. Japão também dá show, Coreia e lá vem a china. aqui nosso problema é sem solução pois não temos nada, muito menos escolas que ensinem alguma coisa e cultura automobilística.

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  9. Ótimo artigo !

    O problema do dono de um Mercedes é o mesmo de um Fordista :
    - O Fordista respeita e deseja um Opala. Um Mercedista respeita e deseja um BMW.

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    1. Lorenzo Frigerio18/05/13 16:33

      Igualmente, todos que andam de Corolla, Peugeot, Citroën C4, Focus e Ruyndai, gostariam é de ter um Jetta. Mas quem tem bala na agulha para andar de BMW ou Mercedes 0km está acima disso.

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    2. Vou citar um mix entao: Sou fordista mas respeito e desejo um BMW!

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    3. Lorenzo, tenho um focus 2 FC e nao gostaria de ter um jetta. Apesar de ser um carrao. Se for o "santanao" nao serve. Se for um alemao ja pulo pra um sedan grande, tipo um ecoboost. A diferenca $$ compensa.

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    4. Caro Lorenzo; temos um Corolla XEI, 2.0, 2013 aqui em casa. Não gostamos do carro mas de jeito nenhum gostamos também do Jetta. E os preços são parecidíssimos. Dava para comprar o Jetta tranquilamente. Dois carros ruins na nossa opinião, principalmente nos quesitos conforto,marcha, espaço interno para pessoas grandes e acabamento.

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  10. Meu preferido seria a velhinha E46, dos primeiros ano-modelo delas onde se achavam as manuais ainda. Simplesmente por achar que a E46 é mais bela. Diferenças de décimos de segundo no 0-100 são irrelevantes, o que importa é a satisfação. Acho o Conjunto da E46 mais bonito, inspirador e o seis-em-linha berrador, mais interessante. Em termos práticos, com 300 mil a coisa fica séria. Os concorrentes da Audi são todos muito bons, os AMG também, só ficando na trinca alemã. Meu sonho é a M3 E46 (bem que podia ser uma CSL) ou uma super-mega-mosca-branca-dos-olhos-azuis, a versão da divisão M da Z3, a M Roadster.

    E como o carinha falou, por 150 mil se acha uma 1M novíssima. É um carro mais puro e bruto do que os citados.

    Lucas Franco

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  11. E continuam por aí a falar que os propulsores bávaros estão a ruir com a alcoolina tupiniquim.

    Mas eu adoro os Série 7. Aliás, quanto maior, melhor...

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  12. Tá. Que o 335 é sensacional, não há dúvida. Ele de fato detona todas as medições, e não raro é mais rápido que o divulgado pelo fabricante. Mas...300 mil? É isso mesmo? Por esse preço, e acho sim que temos que relativizar tudo considerando o que custa, ele perde todo seu encanto. Que tal tomarmos coragem e partimos para a importação independente?
    Um conhecido meu assim o fez, importou um Mustang V-8. Não tem o mesmo refino do 335, é verdade, mas é tão canhão quanto, e tem mais de 400 cv. A brincadeira saiu por aproximadamente 160 mil, quase a metade do pedido pelo alemão.

    Abraço

    Lucas CRF

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  13. Caro Milton Belli, boa tarde! Primeiramente gostaria de parabenizar vc pela lucidez do post. Matéria bem feita, bem escrita, abordando os tópicos como um verdadeiro Autoentusiasta, sem entretanto deixar de fazer as considerações que todos fazemos. Claro e obvio que estamos carecas de saber que carro aqui para ser caro tem que baixar muito de preço. Para ser caro! O que pedem hoje é um absurdo completo e quando dizemos isto aqui tomamos, no mínimo, repreensões do tipo "como se isto fosse novidade". Claro, não é. Mas vc falando já nos dá mais conforto. Lucidez, meu caro. Bravo!
    Agora vamos ao produto: maravilhoso e embora quase normal lá fora ( nos USA vemos deles por todo lado, bem como todas as outras jóias do mundo, de todas as marcas e tipos). Aqui é sonho de consumo impossível para 99% dos Brasileiros. E digo com certeza, baseado em números, pois 1% da população, se tivesse dinheiro para tal carro ou similar, existiriam aqui 2 milhões deles ou similares. E bem sabemos que não existe nem a décima fração disto aqui.. Tenho, entretanto, algumas observações que creio, seu post, deverá levar em conta uma vez que vc mesmo abordou: custo x beneficio x uso e também mais uns detalhes que já postei e não sei porque não saíram. Sempre escrevo respeitosamente, sou declarado fã do trabalho de vcs e posso ter opinião às vezes diversa, o que não diminui em nada o trabalho feito nem a matéria. Vamos lá:

    1) O carro pesa 1600 kg. Não é demais nem absurdo. Mas é um bom peso e não podemos chama-lo de leve , convenhamos. E nem é a proposta dele. Este peso coloca o bicho na classe da maioria dos sedans luxo/conforto que pesam entre 1600 e 2000 kg, com desempenho esportivo, para o qual a maioria faz uso de 95% do tempo cidade, 5% do tempo estrada, infelizmente.Este carro pede estrada e curvas. É ótimo também no trânsito, dando a nós mais conforto para lidar com este caos.
    CONTINUA:....

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    1. MAC, obrigado pelas considerações e elogios, o AE conta sempre com os comentáros dos leitores e suas opiniões.
      O peso do 335i está mesmo na média dos carros deste tipo. Com tantos recursos e modernidades, o peso tende a subir, e os materiais nobres precisam ser usados para evitar que ele dispare.

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  14. 2)A potência de 305 Cvs a custa de um Bi turbo não me agrada por dois motivos: primeiro esta volta, este renascimento, dos turbos. Mesmo que em marcas de prestígio como BMW, Mercedes, etc, turbo aqui no Brasil sempre foi sinônimo de problema grave, sejam eles nacionais ou importados. Aliás nem precisa ser turbo.Qualquer importado nosso sofre um parto de égua na hora da manutenção. Tenho três aqui em casa e sei do que falo. Explicando sobre o turbo: Tudo aqui é difícil. Tudo. Provavelmente vc importa com mais facilidade uma bomba nuclear que peças de carros. É PROIBIDO E PROIBITIVO. Se vc trás na mala, então, se pegarem dá enguiço. Mecânicos treinados pela fábrica, concessionárias, etc, não sabem mexer nem em carro nacional barato. Este negócio de concessionária atender bem e fazer bom serviço é lenda ou propaganda enganosa. Quem tem sabe e as reclamações estão aos milhares por aí a dezenas de anos. Estes turbos voltaram a cerca de 2 anos e ainda não se provaram. Os turbos que vieram antes, todos são micos, seja de que marca forem, que ninguém quer porque sabe que ninguém arruma.Nem as autorizadas. E quem se atreve a arrumar numa autorizada acaba sempre com a mesma notícia: pagou quase o preço do carro, ou mais até pelo serviço, e quase sempre o serviço ou não funcionou ou deixou a desejar. Mecânico paralelo, então, nem pensar. Não temos nada aqui, ainda mais para turbo . Nem escolas que formem, nem oficinas confiáveis, nada. Um mercado quase totalmente largado ao léu e a sarjeta. Agora imagine um bi-turbo. Problema dobrado!
    Segundo: é um incremento de potência relativamente pequeno a custa de um bi-turbo, se comparado ao aspirado até da mesma marca. E se queriam um pouco mais de potência neste serie 3 ( e sempre querem), poderiam usar o motor do 3,5 litros d marca. Pronto. Colocavam o bicho aspirado, que já é bem menos complicado, já está mais que provado que é bom, e a perda de potência em baixa e torque linear ( ótimos, dizem, nos novos turbos) vai ser o preço a ser pago pelo custo Brasil. E convenhamos: 300 cavalos já está para lá de bom no uso! Não temos piso nem estradas para estes carros aqui andarem como podem. Track day é tertúlia flácida para acalentar bovino, que um em mil vai fazer um dia. Fazer e se arrepender, pois estes carros não são para pistas e curvas e dá tédio vê-los nelas. Quem já viu sabe. E de quebra deveriam ficar mais baratos e menos complexos sem estes bi-turbos, certo? Bom, esta é a minha lógica.
    CONTINUA...

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    1. Concordo que o turbo complica bastante o motor, dois então, nem se fala.
      Mas acredito que com as modernas técnicas de fabricação de marcas como BMW e MB, a chance de um problema no sistema das turbinas é bem pequeno. É sempre bom alguns cuidados extras com motores turbo, nem todos os donos sabem.
      Quanto ao ganho de potência, em carros como este 335i, o turbo está presente mais para a questão de consumo de combustível e emissões de poluentes.

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    2. Milton valeu! E valeu a beça pela coragem do seu post. As coisas estavam meio mornas aqui desde que uns doidos começaram a atacar o Bob e a vcs de graça, sem motivo, e começou a moderação. Vc deu uma chacoalhada e esperamos por outras. Ninguém é contra nada, todo mundo autoentusiasta, gostamos das matérias, de tudo e já está na hora de afrouxar um pouco a "moderação". Tudo que escrevi desta vez passou! Tem hora que é bom uma "curva rápida" para acordar quem está dormindo. Bom que acorde, se aprume e participe da viajem. E este mercado precisa acordar, pelamordedeus! Logo no ápice do motor a combustão, vamos ser proibidos de tê-los? Triste, né? Abs. MAC.

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  15. 3)A comparação com os outros modelos me pareceu absolutamente pertinente. Claro! O famoso custo/benefício. Quando comprei meu Omega ano passado fiz isto. Mesma classe/categoria dos sedans citados -Sedan,luxo/conforto, com desempenho quase esportivo ( ao menos na reta), quase a mesma potência, 292 cvs (ASPIRADO!), cilindrada similar de 3.6 litros, motor V6, quase o mesmo peso do série 3 ( 1770 contra 1600 kg) e mesmo peso do série 5, e homologação de segurança 5 estrelas. A GM(no caso Holden) declara pesos de 50/50% em cada eixo e a tração é traseira. Portanto, não estamos falando de carros diferentes e sim de carros similares, embora o Omega seja maior e mais pesado que o série 3 e esteja mais para comparações com o série 5, pergunto: tem lógica o BMW serie 3 custar 3 vezes mais que o Omega? Ou o BMW série 5 custar 4 ou 5 vezes mais que o Omega? Creio que o custo benefício e a razão, bem abordados neste post, nos fazem SEMPRE pensar nisto.

    4) Por fim gostei de ver outro colunista do Autoentusiastas testar ou falar de um BMW nos últimos tempos. Os textos da marca pareciam estar muito voltados para o AK, que embora os faça bem dá a impressão de demasiado fã da hélice para enxergar coisas como esta que vc enxergou em seu post. E o AK não gosta que a gente coloque isto lá, eliminando o comentário. Parece que leva para o pessoal. Penso que é desnecessário. A coisa não é pessoal. Entendo como saudável esta troca e sugiro ao Bob que as estimule sempre. A turma toda é boa e podem todos contribuir. Obrigado e abs. MAC.

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    1. Lorenzo Frigerio18/05/13 21:54

      Se o preço das peças não fosse tão absurdo no Brasil, o know-how dos reparadores ainda poderia ser trabalhado. Porém, só para ficar no BMW, o custo das peças e da mão-de-obra, se der um problema no Valvetronic será pior ainda que no turbo. Carros desse nível, infelizmente, só podem ser possuídos pelo primeiro dono, enquanto estiverem na garantia. Saiu disso, vira mico. Depois de alguns anos, então, irão direto pro desmanche, evitando a indignidade de acabar nas vilas. Só para ilustrar, tenho contemplado a idéia de comprar um Audi A4 V6 1995. As agências estão cheias de exemplares em bom estado de conservação, pelo próprio perfil do carro. Vocês sabem quanto vale um carro completaço desses? 15 mil reais. E olha que são carros bem pouco exóticos e que venderam em grande número.
      Eu culparia o "downsizing", em virtude da limitação das emissões de poluentes, e da tributação tradicionalmente achacante sobre a cilindrada dos motores praticada na Europa, pela inexorável complexidade da mecânica desses carros de luxo, porque 500 cavalos têm que sair de algum lugar. E como o Brasil se acha a Europa, nada mais natural que importar de lá esse modelo de engenharia.

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    2. Caro Lorenzo Frigerio;

      Bem colocado. Não me parece algo de bom senso um carro destes durar apenas o período que pode ser utilizado pelo dono antes das extorsivas manutenções que os demais donos posteriores terão que fazer. Um disparate digno do nosso atraso em tudo. Muito mais sensato, ecológico, digno, correto,etc, seria vc poder comprar seu Audi e curtir sua boa construção por quantos anos entendesse como conveniente e usá-lo até não mais poder ou querer. E quem o comprasse de vc deveria poder continuar fazendo o mesmo. Tenho meu Galant V6 aqui e sua manutenção é absurda.Ainda por cima não se acham peças em lugar algum e concessionária não sabe mexer. Acho o carro delicioso, econômico, ótimo de arrancar, viajar, passear,usar no dia a dia, tudo. E passa de 220 se quisermos! É o meu clássico japonês, ano 2000, com 83 mil km e suspensão pedindo arrego sem que eu possa arruma-la por falta de peças e mexanicos decentes aqui no Rio. Fico triste com isto. As coisas estão ficando sem graça, não acha? MAC.

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    3. MAC, muito lúcido o seu comentário.

      Esses carros são uma jóia que infelizmente ficarão impossíveis de se manter, com alguma sanidade, por aqui.

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    4. Excelentes considerações MAC. Depois de lê-las passei a refletir um pouco mais. É mesmo frustante que tenhamos produtos a venda que só terão mais utilidade enquanto sua garantia não expirar. E mesmo coberto por ela, ainda se sofre com transtornos ligados a própria concessionária. Mão-de-obra nem sempre qualificada e peças caríssimas tiram todo o prazer de ter um carro importado e diferenciado. E nada disso muda. Para as empresas desde que elas vendam, tudo na boa.

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    5. Para arcar com a manutenção de um importado usado, além da condição financeira, o dono tem que ter grande paixão e dedicar boa parte de seu tempo para garimpar peças e procurar alguém qualificado para fazer o serviço. Eu mesmo penso em ter uma Alfa 164 ou uma BMW anos 90 ou 00. Mas para poder realizar esse sonho, terei que dedicar boa parte de meu tempo para procurar peças e me especializar em tudo que for possível no carro a fim de executar alguns serviços por conta própria, já que não podemos contar seguramente com assistência técnica. Eu já tenho isso em mente de que será complicado, exaustivo e frustante. Agora imagina para outras pessoas que também gostariam de ter um importado mas não podem dedicar esse tempo e esforço, muito menos se sujeitar a bancar os altos preços cobrados por serviços meia-boca? Realidade triste para os entusiastas.

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    6. E concordo deveras com seu comentário, Lorenzo. A vontade de o Brasil tentar copiar as realidades de fora acaba banalizando a sua própria realidade. Tive a oportunidade de ver de perto como era a formação básica para mecânicos brasileira. Apesar de contemplar bem os aspectos básicos, não há um incentivo a melhoria do conhecimento e exploração de temas e projetos mais modernos. Espero que nas oficinas autorizadas a capacitação seja bem melhor e compense isso, pois fiquei com a seguinte impressão: no Brasil, os mecânicos são formados para trabalhar apenas nos automóveis nacionais com tecnologia dos anos 1990 e 2000.

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    7. Caro KzR, Grato. Gostei das suas também. Penso que é assunto que aflige a todos nós. Ruim não termos nada aqui, já passados 13 anos do novo milênio. Vi lá embaixo o comentário do Junior Antonini dizendo que dá para trazer peças sim. A gente sabe que até dá, pois a receita não consegue fiscalizar tudo que entra. Se pegam, toma imposto e existe dúvidas do que passa e do que não passa e sempre o risco da perda. No mais, sorte, pois eu com meu Galant V6 só estou tendo azar. Meu Omega é novo e ainda não deu problemas. Sou o feliz primeiro proprietário. Tem garantia de 3 anos mas eu sei que não tem ninguém na concessionária que entende do carro. E é uma concessionária GM. Imagina o que me espera quando precisar.....Abs. MAC.

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    8. Caro KzR; Muito bem dito. E quem é que tem tempo, ferramenta, disponibilidade, conhecimento, etc? E tendo tudo isto, onde arrumar peças? E se porventura arrumarmos, onde arrumar com preços ao menos INDECENTES, pois os que estão aí já passaram de indecentes a muito tempo! Tem lógica? MAC.

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  16. pena que nao tenha cambio manual. pena tambem que a bmw tenha se rendido aos repetidores de seta nos retrovisores. antes,talvez para nao adotar uma ideia mercedes(banalizda hoje) eles eram nos paralamas

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    1. Lorenzo Frigerio18/05/13 21:59

      Os carros americanos tinham repetidores nos paralamas muito antes da Mercedes "inventá-los". Ela provavelmente os adotou por exigência da legislação americana, ainda no início dos anos 70. E os repetidores nos espelhos também apareceram primeiro nos carros americanos, tal qual a "brake light".

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  17. M5 E39, pouca eletrônica, cambio manual......colocaria um compressor Rotrex, cerca de 500cv e pouparia R$200.00,00..........

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  18. ótima conclusão. a M5 e39 é um dos mais belos BMWs já feitos.

    com certeza seria minha opção uma na cor azul le mans e cambio manual.

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  19. Querem saber? É um tanto fora do assunto, um tanto desabafo...
    Posso me considerar um felizardo: no cotidiano, tenho alguns bons cavalos e toda a eletrônica imaginável ao meu dispor. Sabem quem arrancou um sorriso de meu rosto essa semana? Um reles caro "mil"! Por conta do acaso, um deles me caiu no colo como alternativa numa hora de aperto. Fazer seu motor subir de giro, trocar marchas usando em conjunto os pés, não somente via orelhas trás do volante, sentir a carroceria rolar, e melhor ainda, "chicotear" e "flutuar" por conta da suspensão não independente atrás, me fazer "trabalhar" ao volante para domar o bicho, não tem igual. E o melhor de tudo, sem estar a velocidades que me coloquem em encrencas ou (muito) fora da lei. Voltei hoje ao meu companheiro regular. Estava chovendo, precisava acessar uma via expressa pela direita para fazer um retorno à esquerda 200 m à frente. Falei baixo "vou testar vc": cravei o pé no assoalho, segurei o volante. Resultado irretocável. Toda a eletrônica trabalhando para satisfazer a minha vontade de máxima potência naquela condição de aderência precária, o carro saiu em linha reta que nem uma bala, totalmente sob controle (ainda bem que ainda percebemos a eletrônica funcionando, acho que gerações futuras, ou até as mais novas, nem saberão a diferença). Fiquei feliz com isso? Sim e não. Assim como ao ler o texto do Belli, sou entusiasta do aprimoramento técnico, do avanço que os fabricantes alcançaram, especial no caso a BMW. É fantástico ver o que conseguem obter de compromisso entre desempenho e conforto ultimamente. Mas como ser humano e entusiasta das emoções e sensações que um carro pode trazer, não! Chega de experiências perfeitas, curvas de torque planas, falta de "turbo lag", respostas imediatas, câmbios de oito marchas que você nem mesmo sente-as passar. Esses são legais durante alguns dias, enquanto nos gabamos para os amigos, até que surja algo novo no pedaço. Quero o "seis em linha" do E46 e seu comportamento que exige participação do motorista. Ou, melhor ainda, um E36. Algo visceral, que me exija, que me faça participar da condução quando surgir a oportunidade de explorar seu potencial. Se não, o banco mais confortável é o melhor. Quem sabe até o traseiro, onde posso ler na tranquilidade os textos desse blog, fatalmente mais emocionantes que conduzir 400 e não sei quantos cavalos por um trânsito modorrento.
    Sou um cara novo, e já estou de saco cheio (perdão pela expressão) de onde isso vai parar. Isso me preocupa. Essa semana fui mais feliz com um mil e com um carro de um amigo, projeto com vinte anos nas costas, cujo motor subia de giro livre, sem nenhum gerenciamento eletrônico preocupado com emissões ou consumo para lhe cortar a festa.
    Só sei que, para mim, o mundo automotivo está muito etéreo e esterilizado hoje em dia.

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    1. Cara, esses dias peguei um Mille da empresa pra fazer uma curta viagem, numa serra de estrada estreita. Me lembrou velhas sensações! chega a ser estranho dizer, mas fiquei com vontade de trocar o meu por um "foguete de bolso".

      Ricardo2

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    2. É por isso amigo que temos que dar valor às nossas experiências, tirar aprendizado delas e correr atrás do que se quer. Eu mesmo gosto da experiência confortável de um automático, da maciez dos carros mais modernos (de 2000 para cá) e de tanta eletrônica embarcada para nos controlar e nos salvar numa situação de emergência. Mas também sou humano e quero viver emoções. Não troco a experiência de um câmbio manual nem de um carro indomado que precisa de seus instintos para ser domado. É muito gratificante quando o conjunto todo entra em harmonia. É por isso que sou fã da geração E36. O motorista é a parte fundamental e toda a dinâmica depende dele.

      Acrescentando a sua experiência com o carro mil, ultimamente fiz uma viagem a bordo de um FUSCA 72 (1300 acho) e foi uma emoção sublime. Mesmo estando no banco do passageiro, sentir aquele besouro desgarrando um pouco a traseira ao desviar de buracos era assustador e divertido, e nem passamos dos 100km/h!

      Algo que isso se traduz simplesmente em Prazer ao dirigir. Seja num monstro de 500cv ou mais, seja num mero popular de menos de 80cv.

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  20. Qual escolher, se dispusesse de bala na agulha para comprar um, na faixa de até R$300 mil? Acredito que ficaria com o 335i 0 km, ou até mesmo algum Série 3 novo mais em conta, desde que tivesse o tradicionalíssimo 6-em-linha. Como bem destacado no texto, para uso nas ruas, qualquer carro com 300 cv já está muito acima do necessário e do que se pode extrair em desempenho. E mesmo para as eventuais incursões em autódromo, essa potência de 305 cv já dá e sobra para se divertir a contento!

    Outra opção seria comprar um Série 1 0 km para o dia-a-dia e, com a diferença, um M5 com o V-10 aspirado, para se esbaldar nos autódromos da vida...

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    1. Seria uma boa escolha! E pensando em ambos os lados, não só em um!

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  21. Apenas uma correção.

    O motor 3.0 N55, que equipa o BMW 335i F30, tem apenas uma turbina twinscroll.

    O motor 3.0 N54, que equipava o BMW 335i E90 até 2009, tinha duas turbinas. Atualmente, esse motor equipa BMW 1M, BMW Z4 35is e BMW 335is E92.

    Acredita-se que a BMW tenha retirado propositalmente uma das turbinas pelo fato de ser muito fácil ganhar potência com o motor 3.0 N54. Muitos gringos estavam deixando de comprar a BMW M3, já que um simples BMW 335i com o motor N54 atingia desempenho semelhante apenas com uma reprogramação.

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  22. Correto, já procedemos à correção. Agradecemos o alerta.

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  23. Gostei bastante da descrição (e dos comentários que foram gerados em relação ao post). Realmente é algo a se pensar quando falamos de um produto e seu preço. O 335i é bem bacana sendo um produto moderno, agora as opções usadas não deixam de ser interessantes. E as características dinâmicas e estéticas de cada um é que vai influenciar a escolha de um possível dono.

    Acho o valor absurdo. Se o tivesse eu partiria para um usado. Uma M3 E46 ou E92, a que me encantar mais. Mas fiquei balançado pela M5 E39. Além de bonita com aquele visual que encantou os anos 2000 e discreta ao mesmo tempo, tem um ótimo V8.
    Ótimo questionamento, devo ressaltar. Abs

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  24. Z4 M COUPE - manual

    335 COUPE MODELO ANTERIOR

    Ambos caríssimos

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  25. Junior Antonini20/05/13 11:45

    Muito bom o post e também o rumo que os comentários tiveram. Eu fiz a minha receita pra diversão e locomoção normal. Tenho um Focus que me diverte em trackday e também levou eu, minha esposa e 2 amigos em uma viagem pelo Mercosul. Um custo relativamente baixo e dentro da minha realidade. Peças, hoje em dia, dá pra mandar vir de fora sim, acabam saindo mais baratas que nacionais (como exemplo cito a suspensão do meu carro, um Focus Mk1,5 2008, trazer a suspensão mais ajustada, igual a do ST170 europeu me custou menos que comprar a original aqui no Brasil). Com a BMW não é diferente. Só tem que achar mecânico bom e honesto. De resto, sorriso no rosto é o que importa :)

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    1. Como vc fez, Junior Antonini? Dá a dica. Grato.

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  26. O carro ideal para quem quer um esportivo bruto utilizável é o M135i. Tem espaço mais que suficiente para viajar em duas pessoas, dá para dar uma carona para 3 com algum conforto... Dimensões compactas, massas reduzidas... Ele tem tudo para ser melhor que o 335i. Além de tudo tem opção manual ou com o ZF de 8 marchas e conversor de torque.

    É muito interessante, pois nessa faixa de potência de mais de 300 cv não dá para fazer um tração dianteira puro, e os 4x4 são mais pesados e caros. Esse é o nicho perfeito para os BMW e os carros de tração traseira. E parece que a BMW acertou a mão no chassis do M135i, coisa que ela anda perdendo a mão.

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  27. Comprei um 335i (F30) no final do ano passado e estou extremamente satisfeito com o carro. Com certeza o automóvel "de verdade" mais fantástico que já tive (A5, Z4, E350, TTS, etc, perdem todos de goleada). E ainda conta com o bônus de ser bastante discreto.

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