ALPINA: 50 ANOS DE BMWs EXCLUSIVOS

Fotos: Alpina



“Com a aprovação oficial da BMW, adaptamos a nossa gama de automóveis para as demandas dos conhecedores de carros esportivos – pilotos altamente experientes, que combinam o desejo de potência e desempenho com um gosto pelo luxo e qualidade de vida. Muitas vezes, ao se graduar como dono de ALPINA, depois de uma sucessão de outros carros emocionantes e famosos, esta minoria privilegiada – menos de 2.000 Alpinas são produzidas anualmente – descobre que requinte, conforto, linhas deslumbrantes e velocidade podem sim ser combinados com toda a praticidade no uso diário. Na maioria das vezes, estamos felizes em dizer, é um caminho sem volta, e estas pessoas se tornam nossos amigos para uma vida inteira. ” - (Literatura de divulgação da marca)

Não há como negar que uma tradição seguida com afinco, ainda mais nos dias de hoje, é algo extremamente reconfortante. Esta pequena empresa perdida em uma vilazinha bávara chamada Buchloe permanece fiel a seus princípios por quase 50 anos, feliz em manter seu tamanho e seu volume de negócio inalterado, para não comprometer uma tradição. Parece algo simples dito assim, mas hoje em dia, onde qualquer empresa que não cresça anualmente é tabu, é uma raridade. Que diferença faz um dono mais preocupado com o que construiu, e na sua continuidade, do que em aumentar sua fortuna. E Burkard Bovensiepen, o fundador da Alpina, é este tipo de pessoa.

Herr Bovensiepen parece ser uma pessoa no mínimo interessante. No porão da instalação industrial que produz seus carros está uma das mais famosas adegas de vinho da Europa; um hobby que se tornou um negócio altamente lucrativo. A Alpina Wein é o maior distribuidor de vinhos de qualidade para os restaurantes alemães, e para os amigos de Baco daquele país, claro.

Apesar de bávaro, Bovensiepen não fala o dialeto da região (que os alemães do norte descrevem como sendo “uma doença de garganta, não uma língua”), e sim apenas o rigoroso Hochdeutsch. Além de manter o controle, e um profundo conhecimento de todos os aspectos da sua empresa, ainda tem tempo de perseguir seus outros interesses em um nível quase profissional: a fotografia e a cozinha gourmet. Obviamente uma pessoa que sabe apreciar as coisas boas da vida, e de um viés mais artístico que industrial.

E assim é, como seu fundador, já há quase 50 anos, esta maravilhosa casa bávara, este verdadeiro ateliê de alta costura para gente que entende e gosta tudo que faz os BMW tão especiais, mas tem os meios financeiros para poder levar esta experiência até seu ápice. Uma empresa que consegue melhorar todas as qualidades dos BMW, aparentemente sem compromissos visíveis.

O logotipo da Alpina parece adequadamente heráldico, mas de perto pode-se ver um virabrequim e um carburador
Mais que uma empresa de preparação, a Alpina é reconhecida pelo governo alemão (desde 1983) como um produtor de automóveis, e os carros têm número de chassis (VIN) próprio, diferente dos BMW. Desenvolvidos profissionalmente, as alterações dos carros funcionam como um todo coeso. Um exemplo é a cooperação com a Michelin, que desde o fim dos anos 1980 desenvolve pneus exclusivos para as especificações da marca, garantindo exclusividade desses pneus por dois anos depois do lançamento dos carros.

Hoje, a cooperação que sempre existiu entre a Alpina e a BMW é muito mais estreita, com os engenheiros da Alpina tendo acesso aos novos desenvolvimentos da BMW muito antes deles aparecerem nas ruas, e muitos componentes Alpina sendo montados nos veículos doadores na linha de montagem da BMW. Mas no âmago, apesar das várias fases que a BMW e por consequência a Alpina passaram nesse tempo todo, os objetivos e a personalidade de seus carros permanece, visível desde o primeiro BMW 1500 com kit Alpina, até um moderno B3 Biturbo de 400 cv. E como isso aconteceu é essa história que vamos contar hoje.

E nossa história começa um pouco antes do BMW 1500 “neu klasse” ser lançado e a BMW moderna ser criada. Começa com o austero Dr. Rudolf Bovensiepen, e sua fábrica de material de escritório em Kaufbeuren, na Bavária. Seu maior e mais famoso produto era uma máquina de escrever popular na Alemanha: a Alpina (abaixo).



O jovem Burkard, filho do Dr. Rudolf, encarava um futuro como produtor de máquinas de escrever. Se formou em engenharia e economia na Universidade de Munique, e enquanto trabalhava na empresa do pai, perseguia sua maior paixão de então: os automóveis. Começou a competir com um BMW 700 cupê que preparou ele mesmo, com algum sucesso. Quando resolveu tentar a sorte numa categoria acima (1 500 cm³), comprou um Fiat 1500 com preparação italiana (provavelmente Siata), e começou a usá-lo regularmente. Como em toda competição amadora nesses tempos mais simples, finda a corrida o piloto apontava o carro para fora do autódromo, e ia embora para casa. Nada de reboques e trailers em 1960; o carro de corrida era também o carro de uso normal.

Pois bem, voltando para casa um domingo pela Autobahn, mantendo velocidades próximas à final do carro, Bovensiepen toma um bom susto: o virabrequim do Fiat quebra e trava o motor. Por sorte ele consegue manter o controle e evitar um acidente, mas o motor é completamente perdido. Avaliando o estrago, parecia claro para nosso amigo engenheiro que nada tinha sido feito na parte de baixo do motor para que ele agüentasse o maior esforço e a maior potência. E adivinha se o preparador italiano trocou o motor em garantia... Claro que não!

O primeiro dos BMW's como conhecemos hoje: o 1500 de 1962
Na mesma época, a BMW lançava seu novo sedan 1500 “neu klasse”, um carro que seria um novo padrão de desempenho da categoria. Seria o novo padrão de BMW também: tinha suspensão dianteira McPherson, traseira independente, motor dianteiro em linha inclinado para a direita e tração traseira, igualzinho a um Série 3 de 2013. Dr. Rudolf Bovensiepen compra um para seu uso, e seu filho imediatamente se apaixona por ele.

Burkard nota também que aquele chassi poderia suportar facilmente mais potência que o motor de 75 cv fornecia. Somando isso com a experiência do Fiat, uma ideia começa a germinar na sua cabeça. “Um preço fixo, um produto de qualidade, e uma garantia”. O que seria o lema da Alpina nascia ali, ainda que apenas na cabeça de seu fundador.

Uma pequena oficina foi então organizada em um canto da fábrica de máquinas de escrever. Usando o carro do pai, Burkard desenvolve um kit para a instalação de carburação dupla Weber no BMW 1500, em substituição ao carburador simples original, aumentando a potência de 75 para 84 cv imediatamente.

O kit Alpina original
Bovensiepen entra então em seu BMW e roda 100 km até a sede da BMW em Munique, para uma reunião com o diretor de vendas da empresa, Paul Hanemann. Os dois logo entram em um acordo que permitia a venda dos kits Alpina nas concessionárias BMW, e que a garantia do carro não fosse afetada por ele. Hanemann acreditava que versões de maior desempenho sem o trabalho (e o custo do desenvolvimento) fariam bem às vendas e à imagem da BMW, empresa então com dinheiro curto. Ali começava um estreito e longo relacionamento que perdura até hoje.

Logo em seguida, em 1965, a fábrica de máquinas de escrever é vendida, e a Alpina se muda para Buchloe, uma outra vila próxima, onde está até hoje. Apesar da origem simples do kit Weber, sempre foi mais que uma empresa de preparação. Bovensiepen queria um carro melhorado como um todo, e encorajava seus clientes a fazer isso preparando carros completos, desenvolvidos como um todo coeso. Suspensões, freios, bancos, volantes, instrumentos, rodas e pneus, iluminação, nada em um BMW Alpina era esquecido.

Tudo que você precisava comprar para chamar seu carro de Alpina
Um Alpina não poderia ter compromissos; nada de aceitar defeitos gritantes para ter mais potência, nem muito menos efeitos colaterais como freios insuficientes para o novo motor. Toda área do carro deveria ser melhorada de uma forma inquestionável. Um exemplo emblemático desta filosofia é o consumo de combustível, que num Alpina nunca deve ser desproporcional ao aumento de potência. Para que isso ocorra, spoilers dianteiros e traseiros reduzem a resistência aerodinâmica, além de, é claro, ajudar na estabilidade por reduzir também a sustentação aerodinâmica.

Apesar de ter se internacionalizado bem cedo, a empresa é um fenômeno basicamente alemão; uma tradicional e pequena casa bávara que cuida de um seleto, pequeno e fiel grupo de clientes que entendem os carros que saem de lá. Assim, os Alpina são carros para Autobahn; para viagens longas e rápidas com conforto, segurança e economia de combustível (relativa). Somente os alemães podem apreciar realmente o fato de que os Alpinas não são limitados como os BMW’s a 250 km/h, e assim estão livres para alcançar sua velocidade máxima natural. Mais que isso, o carro todo está pronto e testado para andar o dia todo nela, se assim lhe for solicitado. Para isso, rodar o dia todo a velocidade máxima, todo Alpina tem o tanque de combustível aumentado (idealmente para 100 litros no mínimo). Bovensiepen insiste que o carro deve ser capaz de atravessar a Alemanha com um tanque cheio. O sujeito realmente sabe o que nós gostamos.

Os carros da Alpina



Tudo começa com os BMW Neu Klasse. Equipados com motores de quatro cilindros em linha e comando único no cabeçote, inicialmente deslocando 1.500 cm³, logo substituído por uma versão de 1.600 cm³. Chamado pela BMW de M10, estava destinado a ter vida longa. A ainda jovem Alpina, apesar de recomendar modificações completas, e fazer carros assim para a imprensa testar, apenas recomendava nesse ponto de sua história. Cinco estágios básicos de preparação foram desenvolvidos para este motor, por exemplo, desenvolvendo até 190 cv.

B6 2,8 (1978): seis em linha de bloco grande, 2,8 litros
Aqui vale tomar um tempinho agora para começar a explicar a confusa nomenclatura dos carros Alpina. Nessa época inicial dos anos 1960, obviamente, não existia nome para os carros, que eram chamados de somente de BMW 1600 Alpina, por exemplo. Na verdade, carros com a especificação completa eram raros, a maioria dos clientes apenas comprando componentes e montando carros à sua maneira. O motor de quatro cilindros, porém, era chamado dentro da Alpina pela letra A. Os estágios de preparação eram numerados, o kit Weber original se chamando A1, e o motor Alpina de competição, A4. Atente que o código é válido para qualquer cilindrada do motor, podendo existir um Alpina A4 de 1.600 cm³, 1.800 cm³ ou 2.000 cm³. Quando a BMW lançou o motor de seis cilindros baseado no M10, chamado de M30, em 1968, a Alpina logicamente adotou para este motor o código B. Como este motor teve vida longa (até os anos 1990), teve versões de B1 até B11, em várias cilindradas. Quando apareceram os seis em linha “pequenos” no primeiro BMW Série 3, este recebeu o código C.

C1 2,3: A sigla indica o seis cilindros de bloco pequeno, com 2,3 litros
A partir de 1978, a Alpina passava a vender seus próprios carros, zero-km, construídos a partir de veículos incompletos recebidos da BMW. Os nomes dos modelos eram relacionados então aos motores, e não aos carros. Um B6 2,8 era um seis em linha “grande” de 2,8 litros, instalado na carroceria Série 3, e o C1 2,3 era um carro idêntico, mas com o seis em linha de bloco pequeno e 2,3 litros. Existiram, por exemplo, sedãs Alpina Série 5 e 7 com o mesmo nome. Até aqui, tudo razoavelmente lógico, mas logo depois essa lógica se perde...

Um B9 3,5, baseado num Série 5 E28. Existiram também na plataforma Série 6 e 7
Ao ser lançado o motor V-12 no Série 7 (E32) em 1988, a Alpina, que oferecia um BMW 735i modificado chamado de B11 3,5 (seguindo a lógica de nomes vigente até ali), resolver aproveitar a coincidência e nomear o carro V-12 como B12 5,0. Se seguissem a lógica, seria um D1 5.0, e os V-8 lançados em seguida E1 4.0. Mas não foi o caso.


Um C2 2,5 baseado na segunda geração do Série 3 (E30)
Depois disso, as siglas começaram a ser usadas em relação à sonoridade apenas, e não tem por que tentar achar lógica neles, portanto nem vou tentar. Todos os Série 5 viraram B10, por exemplo, e a nomenclatura C foi abandonada. Hoje pelo menos, depois de muita confusão nos anos 1990, alguma lógica foi restituída: todos os carros a gasolina são B, Diesel D. Um B3 é o Série 3 a gasolina, o B5 um Série 5, e assim por diante...

Alguns exemplos das criações da Alpina durante os anos:

B6 2,8 (1978-1983):


O primeiro carro completo vendido pela Alpina era um BMW Série 3 (E21) de primeira geração em que o motor original foi trocado por um seis em linha de bloco grande do 528i preparado pela Alpina. Eram 210 cv (contra 170 no 528i)  e torque sempre disponível em todas as rotações. Como todo Alpina, não só um motor grande em um carro pequeno: bancos Recaro especiais, painel com iluminação azul e instrumentação exclusiva, volante Alpina, tanque de 100 litros, suspensão e freios especiais (incluindo novos discos ventilados dianteiros), e o Deko-set externo completo. Fazia 0-100 km/h em 7 segundos cravados e chegava a 235 km/h. Um dos mais populares carros da marca, ainda assim é exclusivo: apenas 533 carros foram produzidos.

B7 Turbo/ B7S Turbo (1978-1987)



Bovensiepen, para se tornar um fabricante e não mais apenas um preparador, contratou um novo diretor de engenharia para a empresa nos anos 70: Dr. Fritz Indra. Sua obra-prima na empresa de Buchloe foram sem dúvida nenhuma os B7 Turbo e B7S Turbo, carros extremamente avançados tecnologicamente à sua época. Oferecidos em carrocerias Série 5 (E12 & E28) ou Série 6 (E24), eram equipados com um seis em linha de três litros, com um turbocompressor KKK, resfriador de ar, injeção e ignição sem distribuidor, além de um coletor de admissão de comprimento variável. Hoje tudo isso parece normal, mas em 1978 eram tecnologias desconhecidas, quase alienígenas. Ao contrário dos turbos da época (inclusive o 2002 Turbo da própria BMW), o Dr. Indra conseguiu reduzir sobremaneira a demora de entrada da turbina (turbo lag), e criar um carro que além de ser o sedã mais veloz do mundo a seu tempo, era também mais econômico a velocidade constantes acima de 180 km/h que um sedã 528i original. Oferecia 300 cv (B7) ou 330 cv (B7S), faziam o 0-100 na casa dos 5 segundos, e final ao redor de 270 km/h. Caríssimo e exclusivo, é talvez o maior clássico da marca.




B6 3,5 S



Quando a BMW começou a fazer ela mesma carros “preparados” de fábrica, por meio de sua divisão M, muitos pensaram que seria o fim da Alpina. A resposta veio neste carro. Um M3 de primeira geração, mas com a personalidade totalmente alterada pela troca do seis em linha SOHC de bloco grande preparado pela Alpina, e 261cv. Muito mais suave e tranqüilo que o M3 original, ainda assim era mais rápido que ele. A mensagem estava clara: ao invés dos carros da divisão M, que usavam motores giradores de altíssima potência específica, a Alpina continuaria fazendo carros em que o torque em todas as rotações, e a suavidade de funcionamento eram tão importantes quanto a potência em si. Este seria o primeiro e último BMW M modificado por Buchloe.

B10 Bi-Turbo (1989-93)



A evolução dos B7 Turbo, este famoso carro era baseado no BMW 535i E34, e oferecia 360 cv e 52 m·kgf  de torque a partir de um seis em linha M30 com 3,5 litros e dois turbocompressores soprando em paralelo. Chegava a 300 km/h.

B8 4,6 (1995-1998)




O Série 3 de terceira geração mudou completamente os BMW pequenos, fazendo-os mais refinados e luxuosos, ao mesmo tempo que elevava seu desempenho a um novo patamar com seus seis em linha DOHC. A Alpina obviamente os melhorou também: além de oferecer Alpinas E36 de seis em linha (de 2,8 a 3,2 litros), repetindo a fórmula dos anos 1970 (B6 2,8), usou o motor maior do Série 5 para criar um supercarro. Mas neste caso, este motor era um singelo V-8 de 4,6 litros e 330 cv. O B8 4,6 fazia o 0-100 em 5,5 seg e chegava a 278 km/h. Apesar do preço estratosférico, foi um sucesso para os padrões da Alpina, com 250 carros vendidos.

O primeiro E36 Alpina recebeu, por causa de sua cilindrada, o nome de um clássico da marca: B6 2,8


B7 (2003-2008)




Usando um compressor centrífugo e o motor V-8 do 745i, a Alpina conseguiu fazer uma limusine que podia andar o dia todo a 300 km/h. Eram 500 cv e 70 m·kgf de torque.


Nunca existiu um M3 Touring, mas as peruas Alpina sempre foram populares. Esta B3 3,3 é baseada no E46, e tem um seis em linha de 300 cv
Qualquer conhecedor de automóveis que valha suas luvas para dirigir lhe dirá que melhorar um BMW é uma tarefa difícil. Os carros já são originalmente extremamente eficientes por qualquer lado que se olhe; do desempenho exemplar ao refinamento mecânico, passando pela eficiência energética e o conforto aliado a estabilidade exemplar. Os motores originais tem alta potência específica, e são extremamente refinados, fazendo que qualquer preparação corra o risco de causar compromissos, de dar pouca potência a mais e estragar a suavidade e linearidade originais. Corre o grande risco de piorar o carro. Suspensões mais rígidas em BMWs? Por que, se o compromisso original é, para todos os efeitos, perfeito?


B7S Turbo: 330 cv e um tour de force tecnológico no tradicional azul Alpina
Exatamente por isso os Alpina são admiráveis. Porque tratando o BMW como base de algo melhor, e perseguindo este objetivo com o profissionalismo de uma empresa séria, os Alpina são tudo que um BMW pode ser. Tirando apenas as arestas que uma produção em massa imprime nos carros, consegue um resultado brilhante, a o preço necessário para manter a exclusividade que ele merece.


Um carro produzido pela Alpina sempre tem uma placa como esta no painel; não só a decoração externa faz um Alpina (foto:bmwclassicparts.com)

Disse a Road&Track  sobre um B6 2,8 em 1978:

“...o carro demonstra o alto nível da engenharia da empresa de Burkard Bovensiepen, produzindo toda essa potência extra sem sacrificar nem um pouquinho que seja do refinamento e flexibilidade do motor BMW original. Macio e silencioso, ainda assim produz uma patada nas médias rotações que faria inveja a um Ferrari. Ficamos extremamente impressionados”


Um belíssimo C2 2,7 conversível (E30)
Herr Bovensiepen deve ser uma pessoa orgulhosa de sua passagem pelo mundo. Se não é, devia, pois é pelo seu bom gosto, pelo seu conhecimento sobre o que faz um carro realmente bom, e sua teimosia em permanecer pequeno, caro e exclusivo, que podemos ainda hoje ter BMWs muito especiais, criados em uma vilazinha bávara, cuidadosamente, para uma clientela especial.

Coisas assim são cada vez mais raras.

MAO


Para saber mais:


44 comentários :

  1. Murilo Figueiredo21/05/13 12:26

    MAO, quando puder, faz um post sobre o que tu está achando da tua E36.

    Abraço.

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    1. Murilo,

      Em breve, fique de olho no AE!

      Abraço,
      MAO

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  2. Corsário Viajante21/05/13 13:08

    Como queria ser cliente deles! rs
    Sensacional texto! De dar água na boca!!
    Incrível como essas BMWs clássicas são belas, quanto mais antigas ficam mais lindas se tornam!

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    1. Corsário Viajante,

      Eu também!
      Obrigado pelo elogio, e comente sempre!

      Abraço,
      MAO

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  3. Pena ...muito caro e exclusvo.. só para gringo rico
    Gostei dessa B6 1978
    Jorjao

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  4. Sensacional viagem pela história da Alpina, MAO!

    Me lembro ainda hoje de ler - chocado - na Autoesporte de 1989, um Alpina B10 negro como as forças do mal, desafiando o idolatrado Omega (Ou Carlton) Lotus, o sedan mais exótico do seu tempo...e enfrentando igualmente carros como o Corvette ZR-1 e diversos outros esportivos quentíssimos.

    É um carrão inesquecível; obrigado por contar um pouco mais!

    Estamos esperando também um longo relato da lua de mel que vive com sua BMW Touring (maravilha de configuração, ainda mais manual...).

    MFF

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    1. MFF
      Tambem li essaa reviata . Na epoca fiquei muito impressionado com o Omega Lutus.
      Se nao me engano o teste foi feito na Alemanha numa pista muito longa onde se atingia vel maxima. Lembro de uma foto desse Omega , em frenagem, com os discos vermelhos..
      Ja andei , em estrada como carona numa M3 E36 de um amigo. Os qse 290 cvs falam muito alto .. O carro anda demais e o som do 6 em linha e fantastico.
      Imagino o que uma dessas Alpinas nao e capz de fazer.
      Obs.
      Ha uma Alpina laranja linda numa colecao em MG. O modelo e o 2002 com um bem disposto 4cil o estado dele é impecavel.
      Gente seria e que ama automovel ... o carro esta em boas maos!
      Veja link:
      http://www.oacervo.com/bmw-2002-alpina
      Adoraria uma dessas!
      Abracos

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    2. Tenho essa revista e o teste foi feito na pista de testes da VW na Alemanha chamada Ehra-Lessien.

      Simplesmente a reta mais pornográfica e orgásmica do mundo!

      Procure no Google, vc vai pirar...

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    3. Anônimo,
      Esse Alpina laranja me lembrou do verde baseado no 3.0 CSi que havia pertencido a família Fittipaldi e estava a venda há cerca de um ou dois anos.
      E sempre achei que deveriam ter mais desses carros por aqui, já que uma quantidade até que razoável foi utilizada em pistas ao longo de décadas - só não sei como era a manutenção da injeção, que deveria ser a lendária Kugelfischer.

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    4. MFF,

      Obrigado!
      Em breve posto sobre a perua, fique de olho neste espaço.

      Abraço!
      MAO

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  5. O B7 Turbo é um sonho até hoje! E considero a Alpina uma excelente empresa, pois eles sabem melhorar o que já é muito bom.

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  6. mais uma grande matéria do MAO, e sobre um dos meus temas preferidos!

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  7. Tenho uma revista Road & Track c/ o teste do B10 Alpina aki em casa....carro dos sonhos!

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  8. Uma justa homenagem a talvez uma das melhores marcas de carro ainda fabricados ( pelo menos até 2001, na minha humilde interpretação! ) e a um perfeccionista que ousa melhorar o que já é bom e consegue seu intento. Nada como competência alinhado com essência (De criar!). Belíssimo post!

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  9. É interessante notar como a RUF e a Alpina são tão parecidas mas ao mesmo tempo possuem tantas diferenças.
    Sobre os carros, os primeiros Alpina que vi foram duas versões baseadas nos Série 8, um vermelho e o outro de um verde escuro que nunca mais vi igual. Para mim são os mais belos, juntamente com os baseados nos Série 6 dos anos 80.

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  10. A primeira e a oitava foto me lembrei do circuita da gávea; a primeira lembra até o trampolim do diabo

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  11. R. Tedesco21/05/13 18:31

    MAO,

    decifrando a nomenclatura:
    B = Benzin = gasolina
    D = Diesel = diesel (note que Diesel em alemão tem D maiusculo por se tratar de substantivo)

    abracos
    RT

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  12. MAO,
    conheco uma E36 touring que está chamando um kit-Alpina.... inclusive para honrar as luvas ;-)
    Erico

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    1. Erico,

      Ainda existe a venda o kit completo, fora o motor. Se não fosse tão caro...
      Eu chego lá camarada!

      Abraço!
      MAO

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  13. Viajando numa Autobahn com trânsito mais ou menos, entrei na faixa da esquerda a 200 km/h meio sem prestar atenção. Me bateu na hora um sentimento de "eu não deveria ter feito isso". Quando eu volto para a direita passa que nem um tiro um BMW série 5. Eu vi ele entrando na curva da Autobahn e a carroceria rolando ao extremo, sinalizando o nível de força g naquela curva a uns 250 km/h.

    Depois ele ficou preso no trânsito e eu pude identificar. Era um Alpina B5. Mais de 500 cv e 300 km/h de máxima. E estava viajando com pé embaixo.

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    1. Cabral,

      Sensacional! Memorável encontro, ein?
      Abraço!
      MAO

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  14. Fantástico post!
    Achei um comparativo de um Alpina B7 x Audi S8 no Youtube:
    http://youtu.be/oT0r6xQJU_4


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  15. Rafael Ribeiro21/05/13 19:06

    MAO,
    Mais um post antológico, sobre uma marca idem! Meu pai, feliz proprietário de dois BMW nos últimos 18 anos (E36 por 7 anos e E46 por mais 11, ambos comprados 0km), nunca mais se acostumou com outra marca desde então. Hoje possui outro excelente carro para o uso diário, mas não se desfez do E46, ainda em plena forma com seus 135.000 km. Por 6 meses fiquei com o E46, há cerca de um ano e meio, e a gente realmente percebe o quanto essa marca é especial. Imagine então um Alpina...

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    1. Rafael,

      Obrigado, feliz que gostou!
      BMW é realmente difícil de largar depois que vc se acostuma.

      Abraço,
      MAO

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  16. Lindo texto, sobre uma incrível empresa que faz verdadeiras jóias sobre rodas! Certíssima a postura de seu fundador em manter-se fiéis às origens, sem querer aumentar a empresa para gerar lucro somente. Coisa linda essa Alpina B7 Turbo Coupe.

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  17. Off-topic: Aulinha legal, he, he! Digitem "Around The Corner (1937) How Differential Steering Works" na barra de procura do "Youtube", e deliciem-se (com a aula, com a qualidade do áudio/vídeo, e com a idade do filme).

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  18. Lorenzo Frigerio21/05/13 21:51

    MAO, visto que a Alpina colocava blocos maiores, alterando as características de torque desses carros, qual foi o tratamento dado à TRANSMISSÃO? Pois manter a original seria certamente estúpido.

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    1. Lorenzo,

      Claro, sempre que necessário. O desenvolvimento é feito em conjunto com a BMW, e usando o mesmo fornecedor deles, na maioria das vezes.

      abraço,
      MAO

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  19. Sua paixonite aguda (além do amor crônico) pela BMW estão rendendo textos excelentes sobre a marca.

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  20. O que eu acho incrível nesse carro é o visual pacato dele. Sem essa de "linhas arrojadas", vincos e espalhafatosisses. Farol com cara de farol, frente com jeito de frente, habitáculo com jeito de habitáculo, porta-malas com jeito de porta-malas.Diferente de certos coreanos, italianos...

    João Paulo

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  21. Fantástico texto MAO, como sempre.
    Sou fãs incondicional de BMWs e superperuas. Como existiu apenas poucos ///Ms essa configuração (E34 e E60), não tenho como esconder minha admiração pela Alpina. Meus preferidos são os B7s E24, o B10 E34, B12 E38 e E31 e a novíssima B5 F10.
    O livro de James Taylor já possuo, e recomendo mais duas leituras igualmente interessantes:
    http://www.amazon.co.uk/Alpina-Performance-Portfolio-1988-1998-Brooklands/dp/1855204924/ref=sr_1_2?s=books&ie=UTF8&qid=1369243311&sr=1-2&keywords=bmw+alpina
    http://www.amazon.co.uk/Alpina-Performance-Portfolio-1967-1987-Brooklands/dp/1855204916/ref=sr_1_3?s=books&ie=UTF8&qid=1369243311&sr=1-3&keywords=bmw+alpina

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    1. Adalberto,

      Obrigado!

      Bom, eu tb tenho essas duas coletâneas de testes, rsrsrsr. Mas eu sei que sou compulsivo, então não conta!

      Abraço!
      MAO

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    2. Opa, então fica a sugestão pra galera, porque eu também já tenho!

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  22. Eurico Jr.23/05/13 12:51

    Post fantástico. Sem mais.

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  23. Poxa, esse post valeu cada segundo gasto em sua leitura. E que leitura incrível, pois seu conteúdo é de uma significância monumental.

    Eu confesso, mesmo sendo admirador das Bimmers que desconhecia boa parte da mágica da Alpina. Achei que fosse mais uma preparadora alemã. Ledo engano. POr isso que é bom ser um eterno aprendiz.

    Nem vou dizer que fiquei boquiaberto com os ganhos de potência nos anos 70. Vou dar uma olhadinha no catálogo atual para ficar cheio de inveja e desejos.

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  24. A nomeclatura é uma confusão de dar dó. Melhor mesmo nem tentar entender, mesmo porque depois de 15 minutos, eu já esqueceria mesmo.
    Fico com o mais bonito, dos antigos, claro.
    B7S Turbo, quatro portas.

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  25. Acredito que o unico BMW Alpina existente no Brasil seja o que o piloto Andreas Mattheis trouxe em 1969, um laranja e preto que se encontra hoje em Belo Horizonte. O carro tem todo o historico desde 0km. Veja em www.oacervo.com

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  26. Um verdadeiro "laudo pericial", como sempre.

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